28.1.15

Sem Limites - Capitulo 12

Aqui, meninas... Se vcs comentarem bastante, posto mais um hj! Portanto, comentem! Beijos, amo vcs ♥
Bruna

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Eu podia não ter as roupas adequadas para as festas de Joe, mas tinha tudo de que precisava para ir a um bar com música country. Fazia algum tempo que não punha a minha minissaia jeans. Era mais curta do que eu me lembrava, mas funcionava. Ainda mais com as minhas botas.

Joe saíra de manhã enquanto eu estava no banho e ainda não voltara. Perguntei-me se os amigos dele podiam entrar naquele quarto quando ele dava uma festa. Não gostava da ideia de algum desconhecido transando na minha cama. Na verdade, não gostava da ideia de ninguém transando na cama em que eu dormia, a não ser eu própria. Queria ter certeza, mas não sabia muito bem como perguntar uma coisa dessas.

Sair antes de Joe chegar significava que eu não saberia o que esperar. Será que deveria me preparar para lavar a roupa de cama quando chegasse? Fiz uma careta ao pensar nisso. Quando pisei no último degrau da escada, a porta da frente se abriu e Joe entrou. Ao me ver, ele congelou onde estava e correu os olhos lentamente pelo meu visual. Eu não estava vestida para impressionar o seu grupo, mas havia outro que talvez prestasse alguma atenção em mim.

– Caraca – resmungou ele, fechando a porta depois de entrar.

Não me mexi. Estava tentando bolar um jeito de abordar o assunto dos desconhecidos transando na minha cama.

– Você, hã, vai sair para a boate vestida assim? – perguntou ele.

– Não vou à boate, vou a um bar de música country. Tenho certeza de que é totalmente diferente – corrigi.

Joe passou a mão nos cabelos curtos e deu um suspiro que soou em parte frustrado, em parte bem-humorado. Se ele começasse a fazer piadas com as minhas roupas, eu seria capaz de jogar uma bota em cima dele.

– Posso ir com vocês? Nunca fui a um bar desses.

Como assim? Será que eu tinha escutado direito?

– Você quer ir com a gente? – perguntei, sem entender.

Ele respondeu que sim e tornou a descer os olhos pelo meu corpo.

– É, quero.

Imaginei que ele pudesse ir. Se éramos amigos, deveríamos poder fazer coisas juntos.

– Está bem. Mas a gente tem que sair daqui a dez minutos. Bethy está esperando eu ir buscá-la.

– Fico pronto em cinco – disse ele e subiu correndo a escada de dois em dois degraus.

Aquilo não era de forma alguma o que eu esperava. Estranho desenrolar dos acontecimentos.

Sete minutos depois, Joe tornou a descer a escada usando um jeans justo e uma camiseta preta também justa com Slacker Demon escrito na frente em letras góticas brancas. O mesmo símbolo que ele tinha tatuado no ombro também enfeitava a camiseta. Ele tinha posto outra vez o anel de prata no polegar e, pela primeira vez desde que eu o conhecera, estava usando duas argolinhas na orelha. Parecia mais do que nunca o filho de um célebre astro do rock mundial. Seus cílios pretos davam a impressão de que ele estava o tempo inteiro usando delineador e isso só aumentava o efeito.

Quando voltei os olhos para o seu rosto, ele pôs a língua para fora, mostrou-me o piercing prateado e deu uma piscadela.

– Imaginei que, se estava indo a um bar cheio de caras de botas e chapéus de caubói, precisava me manter fiel às minhas raízes. O rock corre nas minhas veias. Não posso fingir que me encaixo em nenhum outro lugar.

Ri do seu sorriso torto.

– Você vai ficar tão fora do seu ambiente hoje quanto eu co nas suas festas. Vai ser divertido. Vamos lá, filho de roqueiro – provoquei, me dirigindo para a porta.

Joe abriu e se afastou para eu poder passar. Ele podia ser bem esquisito quando queria.

– Já que a sua amiga também vai, por que não pegamos um dos meus carros?

Vai ser mais confortável do que a sua picape.

Parei e olhei para trás na sua direção.

– Mas a gente se encaixaria melhor se fosse na minha picape.

Joe sacou um pequeno controle remoto do bolso e uma das portas da garagem de quatro carros se abriu. Um Range Rover preto com detalhes metalizados e uma pintura perfeita e lustrosa estava parado sob a luz. Não pude discordar. Ficaríamos bem mais confortáveis naquele carro.

– Com certeza é bem vistoso – falei.

– Quer dizer então que podemos ir no meu? Não fico muito à vontade dividindo o mesmo banco com a Bethy. Aquela menina gosta de tocar nas coisas sem permissão – disse ele.

Sorri.

– É, gosta mesmo. Ela dá mole, né?

Joe levantou uma das sobrancelhas.

– “Dar mole” é um eufemismo no caso dela.

– Está bem. Claro. Podemos ir no supercarro matador de Joe Jonas, se ele insiste.

Joe me lançou um sorriso confiante e eu o segui em direção à garagem. Ele abriu a porta para mim, um gesto educado, mas que fez aquilo parecer um encontro. Só faltava ele começar a me confundir. Eu havia estabelecido com firmeza que éramos só amigos. Ele tinha que jogar conforme as regras.

– Você abre a porta do carro para todas as suas amigas? – perguntei, olhando para ele.

Queria que ele entendesse o quanto aquele seu gesto educado era impróprio.

O sorriso descontraído que ele exibia desapareceu e uma expressão séria tomou o seu lugar.

– Não – respondeu ele, recuando para ir até a porta do motorista.

Eu me senti uma completa idiota. Deveria simplesmente ter agradecido e deixado passar. Por que deveria ser eu a lembrá-lo das suas próprias regras?

Dentro do Range Rover, Joe deu a partida e saiu sem dizer nada. Detestei aquele silêncio. Era eu quem tinha estragado o clima.

– Desculpe. Não quis ser grossa.

Ele deu um suspiro e relaxou os ombros. Então balançou a cabeça.

– Não, você tem razão. É que eu não tenho nenhuma amiga mulher, então não sei distinguir muito bem o que devo ou não fazer.

– Quer dizer que você abre a porta para as garotas com quem sai? Que cavalheiro. Sua mãe criou você muito bem.

Senti uma pontinha de inveja. Havia meninas que recebiam aquele tipo de tratamento de Joe. Meninas com as quais ele queria sair e de quem pretendia ser mais do que amigo.

– Na verdade, não. Eu... você... é que você parece ser o tipo de garota que merece esse tipo de gesto. Pareceu ser a coisa certa a fazer. Mas entendo o que está dizendo. Se vamos ser amigos, preciso estabelecer um limite e não ultrapassá-lo.

Meu coração derreteu mais um pouco.

– Obrigada por abrir a porta para mim. Foi gentil.

Ele deu de ombros e não disse mais nada.

– Temos que pegar Bethy lá no clube. Ela deve estar no escritório atrás da sede do campo de golfe. Teve que trabalhar hoje. Vai tomar banho e se arrumar lá.

Joe virou na direção do country club.

– Como vocês duas ficaram amigas?

– Trabalhamos juntas um dia. Acho que nós duas estávamos precisando de uma amiga. Ela é divertida e cheia de energia. Tudo que eu não sou.

Joe soltou uma gargalhada.

– Você fala como se isso fosse uma coisa ruim. Acredite: você não iria querer ser como a Bethy.

Ele tinha razão. Eu não queria ser como a Bethy, mas era divertido conviver com ela.

Fiquei sentada quietinha enquanto Joe manipulava o sistema de som, que parecia ser bem caro e complexo. Percorremos a curta distância da sua casa até o country club ouvindo “Lips of an Angel”, do Hinder, e a música me fez sorrir.

Eu quase esperava ouvir algo do Slacker Demon.

Quando o Range Rover parou em frente ao escritório do clube, abri a porta e desci. Bethy não estaria esperando aquele carro. Iria procurar a minha picape.

A porta do escritório se abriu e ela saiu de lá vestida com um minúsculo short de couro vermelho, um top branco que deixava a barriga de fora e botas de couro branco até os joelhos.

– Que papo é esse? Por que você veio em um dos carros do Joe? – perguntou ela, toda sorrisos.

– Ele vai com a gente. O Joe também quer dar uma conferida nesse tal bar.

Daí... – interrompi a frase e olhei para o carro.

– Isso vai prejudicar seriamente as suas chances de pegar alguém. Só um toque – disse Bethy enquanto descia a escada e dava uma conferida rápida na minha roupa. – Ou não. Você está uma gata. Quero dizer, já sabia que era linda, mas está muito gata com essa roupa. Eu quero umas botas de cowgirl de verdade.

Onde arrumou essas daí?

Gostei dos elogios. Fazia muito tempo que não tinha amigas. Quando Valerie morrera, as meninas de quem éramos próximas meio que sumiram da minha vida. Era como se não conseguissem estar comigo sem se lembrar dela. Cain tinha se tornado o meu único amigo.

– Obrigada. Quanto às botas, ganhei de Natal da minha mãe dois anos atrás. Eram dela. Eu adorava as botas desde que ela as tinha comprado, e depois que ela... que ela ficou doente... acabou dando para mim.

Bethy franziu o cenho.

– Sua mãe ficou doente?

Eu não queria jogar um balde de água fria no clima da noite, então apenas z que sim com a cabeça e forcei um sorriso radiante.

– Ficou. Mas isso é outra história. Venha, vamos arrumar uns caubóis.

Bethy retribuiu o meu sorriso e abriu a porta de trás do meu lado do Range Rover.

– Vou deixar você ir na frente porque tenho um palpite de que é lá que o motorista quer que você sente.

Não tive tempo de reagir antes de Bethy entrar e fechar a porta do carro.

Tornei a me sentar no banco do carona e sorri para Joe, que me observava.

– Hora de ouvir música country – falei.

10 comentários:

  1. Posta mais algunsss hj please

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  2. Hoho eu to doida para saber o que vai acontecer nesse club de música country!
    Eu tenho certeza que o Joe e a Demi irão se pegar nesse club. Mas não antes de ele ficar com muito ciúmes dela, porque tenho certeza que no momento em que ela entrar naquele club todos os homens vão se interessar por ela.
    Posta mais por favor!!!!!

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  3. Mais! Mais! Mais!!!!!
    Torcendo muito para uma pegação entre os dois nesse club.
    Posta logoooooooo!!!!!!!

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  4. Posta mais , to roendo as unhas de nervoso , posta mais uns hoje

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  5. O Joe vai ficar com muito ciúme da Demi...
    mal posso esperar pelo próximo, posta mais por favor

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  6. To mt louca pra ver oq vai acontecer , posta logo , to doida de curiosidade. Posta mais

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  7. heheheh ja pode postar o proximoo

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