3.7.14

Stripped - Capitulo 6 - MARATONA 2/10

 
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* nome artístico de Demi no clube
 

Eu aperto meus olhos e rezo, mas depois me sinto culpada por isso, Deus não aprovaria o que estou prestes a fazer, isso é certo. Eu cerro os punhos para impedi-los de tremer, mas tremem como folhas em uma tempestade na Georgia.

— Gracie*, você estará no palco em cinco minutos. — Timothy enfia a cabeça na porta do camarim, e eu certamente não perco o jeito que ele olha para mim.

Minha carne pinica e eu quero dizer a ele, mas não posso. Afinal, eu estou prestes a percorrer um pedaço muito maior em cerca de cinco minutos. Eu mal estou vestida, pelo menos pelo que eu estou acostumada. Eu cresci com vestidos até os tornozelos e saias com camisetas largas. Nada decotada, nada acima do joelho. Nada revelador ou obsceno. Nada sexy ou sensual. Nada descrente ou irreverente.

Agora, eu tenho um par de shorts de brim, as bainhas desfiadas em fios brancos. Em Macon, eles teriam chamado estes shorts de Daisy Dukes (Uma personagem do seriado The Dukes of Hazzard, onde havia uma personagem que usava shorts curtíssimos com as pontas desfiadas.), uma vez que está cortado tão curto que a popa da minha bunda está para fora. Quero dizer, literalmente. Minha bunda está realmente saindo dos shorts. São apertados, muito, apertando as coxas grossas de dançarina como se fosse uma lycra. Eu estou vestindo uma camisa de flanela, mas não está... Sério, ela não faz nada para melhorar o meu estado. Está desabotoada até meu decote, que não é contido por nada. Há apenas quatro botões fechados, e meus seios esticam pelos quatro botões a ponto de estourar. Esse é o ponto, afinal de contas. Os botões devem aparecer. Há toda uma linha de camisas semelhantes a esta no canto do camarim, uma vez que parte do ato é para estourar os botões quando eu rasgar abrindo a camisa.

É para ser sexy, Timothy diz. — Eles vão ficar selvagens. — Ele é o especialista, eu acho. O resto da camisa de flanela está amarrado na frente logo abaixo dos meus seios, por isso a maior parte da minha barriga está aparecendo. O último pedaço da roupa, - da fantasia, - é um cinto de couro grosso com uma grande fivela brilhante, e um par de botas de cano alto. Botas de puta, eu ouvi chamarem assim. Parece apropriado, eu acho, já que papai diria o que eu estou prestes a fazer é prostituir-me. São botas de camurça, o material solto e deformado, com um salto agulha fino de três polegadas que me faz ficar com um total de 1,82 metros de altura, já que tenho 1,79 metros sem saltos.

Meu cabelo loiro está escovado com um brilho tão lustroso, que Candy me perguntou se eu estava usando uma peruca. Meu rosto está endurecido com uma quantidade extravagante de maquiagem. Pintura de prostituta, meu avô diria. Eu nunca usei mais do que um pouco de gloss e um pouco de sombra para os olhos, então toda a base, batom, rímel e tudo aquilo parecem uma máscara. O que ajuda, de certa forma, como se a máscara de maquiagem pudesse me esconder.

Eu respiro fundo e me forço para fora da cadeira, balançando nos saltos desconhecidos. Timothy empurra a porta e a segura para mim, mas não é por ser um cavalheiro. Ele fica na porta para que eu tenha que me pressionar nele no caminho. Eu sufoco o desejo de bater quando ele "acidentalmente" apalpa meu traseiro.

— Não faça isso, Tim. — eu disse, orgulhosa do quão firme e calma minha voz está. Não é a primeira vez que eu pedi para não me tocar.

— Fazer o quê? 

Eu o olho fixamente com o brilho que aprendi com o papai, o que faz com que a maioria dos homens tremam nas botas. Ou, no caso do Tim, sapatos de pele de cobra de bico fino. — Só porque eu estou fazendo isso não significa que você pode me tocar quando quiser, Timothy Van Dutton. Mantenha suas patas pequenas e viscosas longe de mim. — Eu odeio o sotaque, mas eu estou nervosa e chateada, e é parte da minha personagem "Gracie".
 
Tim olha maliciosamente para mim. — Ouça você, Gracie. Você parece como uma belle do sul. Adoro. Mantenha essa atitude, é bom material. Agora chegue lá e faça o que eu estou pagando para você fazer.

— Você não me paga, os clientes o fazem — Eu replico.

Seus olhos endurecem e sua voz continua baixa. — Você não vai falar comigo desse jeito de novo ou eu vou demiti-la. — Ele me dá um tapa na parte de trás com tanta força que os meus olhos se enchem de água, mas eu não lhe dou a satisfação de uma resposta. Pode ser assédio sexual, mas eu preciso muito do trabalho para discutir.

Ele caminha atrás de mim, deixando-me reunir o meu juízo e minha coragem. Quando ele está fora de vista, eu esfrego minha bunda onde ele bateu, percebendo com consternação que ele pode muito bem me demitir se ele quiser. Então, eu estaria em um riacho sem remo.

Eu sigo através da área de bastidores, subo os três degraus pequenos para o palco, e fico atrás da cortina. Meu coração está batendo como uma britadeira, minha garganta se fechou tão apertado que eu mal posso respirar, e eu estou à beira das lágrimas. Eu não quero fazer isso.

O meu treino com Candy foi estranho e horrível. Pendurar-me ao redor do mastro é muito mais difícil do que parece. Eu caí várias vezes antes que eu pegasse o jeito de envolver com meu joelho todo o metal frio e girar em torno dele. Não havia ninguém assistindo, além de Candy, mas eu ainda chorava quando tirei minha camisa pela primeira vez. Candy viu minhas lágrimas, mas não disse nada. Ela só criticou a forma como eu rebolava no mastro no final da apresentação.

Eu não tenho uma escolha, no entanto. Não, se eu quero terminar meu curso e conseguir o emprego dos sonhos como produtora de cinema. Eu consegui o estágio, e eu começo na próxima semana, mas preciso de roupas apropriadas.

A música pop genérica desaparece dos alto-falantes da casa, e o zumbido da conversa se acalma. Certamente a multidão de homens do outro lado da cortina pode ouvir meu coração, uma vez que está batendo tão alto.

— Senhores, vocês estão prontos? — Ecos da voz de Tim no sistema PA, esganiçada, ofegante e sugestiva. — Eu tenho uma surpresa muito, muito especial para vocês hoje à noite. Um novo ato. Ela está fresquinha, veio direto de Macon, na Georgia, uma verdadeira menina do sul alimentada com milho, e meninos... ela... é... quente.

Vaias e assobios aumentam um barulho ensurdecedor, até que Tim acalma-os.

— Permita-me apresentar... Gracie! 

Pelo menos Tim tinha me feito usar um nome artístico. A garota que está de costas para a stripper pole, o quadril para um lado, com as mãos estendidas ao redor do metal frio acima da cabeça... essa menina é Gracie, uma performer. Uma stripper.

Ela não sou eu.

Meu nome é Demi Lovato. Mas Demi, ela não existe aqui, nesta viscosa névoa de sexo. Aqui, está Gracie.

A cortina abre, cegando-me com o brilho das luzes do palco, branco, vermelho e roxo, e tão quente que eu suo imediatamente. Eu não me movo em primeiro lugar. Eu deixo-os olhar. É por isso que estão aqui, antes de qualquer coisa. Para olharem para mim. Olharem para mim... me desejarem.

Eu tenho certeza de que eles não podem me tocar, mas isso é pouco consolo.

Nunca ninguém me quis, ninguém. Papai sempre desejou que eu fosse homem, para que pudesse jogar futebol e ir para o seminário como ele fez. Se eu fosse um filho, poderia ter assumido o púlpito da Igreja Batista Contemporânea de Macon. Mas nasceu uma menina, então eu não podia fazer nada disso, apenas uma criança. Disseram-me para ser vista e não ouvida, a sentar-se corretamente e ser recatada. Seja uma mulher, seja adequada. Sente-se direito, tenha boas maneiras, e obedeça aos mais velhos. Sem rock, sem maquiagem, sem meninos. Esse último conselho foi em que ele se concentrou mais rigorosamente.

Eu nunca estive em um encontro, nunca foi beijada (exceto por Craig, e ele não conta).

Mas, por alguma razão, Timothy van Dutton pensa que eu tenho algum tipo de sensualidade inata, que deixa os homens loucos, e ele me contratou. Talvez ele só sentisse o desespero em mim.

Os homens na plateia saem de seu choque e começam a assobiar e aplaudir e uivar.

— Tira! — um homem em uma mesa perto do palco grita.

Eu circulo o mastro, seguro-o com uma mão, demorando, contando passos, passos de dançarina da Broadway, passos de modelo de passarela. Mostro-lhes as pernas, deixo-os ver que eu tenho estilo. Eu não estou indo só tirar a minha roupa e balançar em torno do mastro. Não, se eu vou fazer isso, eu vou fazê-lo com algum estilo.

Candy me ajudou a coreografar a minha rotina. Candy é uma garota esbelta, de cabelos pretos, alguns anos mais velha do que eu, mas com uma dureza de rua que eu nunca vou ter. Ela não é exatamente bonita, nem perto, mas com bastante maquiagem e o corpo que ela tem, você pensaria que ela era. Além disso, ela pode fazer truques no mastro que deixam os caras loucos. Eu já vi. Não me atrevo a tentar as coisas que ela faz, giros e rodopios complicados de baixo pra cima. Candy foi brusca e profissional quando me mostrou como mover-me, como balançar e dançar, como girar em torno do mastro e deslizar para baixo. Ela e Tim me viram praticar a rotina antes de as portas se abriram esta noite. Eu vi a prova do meu sucesso com seu zíper saliente.

Eu salto no ar e balanço o meu corpo em torno do mastro, enganchando meu joelho direito em torno dele, inclinando a cabeça para trás para que o meu cabelo loiro grosso caia atrás de mim. Meu coração martela como um tambor e eu giro em torno do polo várias vezes, e, em seguida, coloco os pés no chão, o outro ainda envolto em torno do mastro. Sinto-me balançando e saltando na roupa diminuta. Estou lutando contra as lágrimas de culpa, vergonha e embaraço, mas eu não só tenho que não só mantê-las afastadas, como também exibir um sorriso falso. Eu fico mais perto de vomitar com cada movimento.

Eu coreografei a dança para me manter vestida o maior tempo possível, mas chegará o momento muito em breve. Eu balanço e penduro de cabeça para baixo e para trás, eu deslizo minha espinha para baixo no mastro, então eu estou agachada, com os joelhos bem abertos, dando-lhes uma pequena amostra da minha virilha.

Agora...

Agora eu tenho que começar realmente o ―descascamento. Eu engulo em seco, disfarçando meus nervos com um balanço em torno do mastro, e depois pouso para ficar como eu estava quando a cortina se abriu: as minhas costas para o mastro, pernas abertas na largura dos ombros, com as mãos sobre a minha cabeça. Depois, com os dedos trêmulos, eu deslizo o botão de cima pelo buraco, passo da frente para o meio do palco, desato o nó na parte inferior. Agora, a camisa está solta, e o interior do meu decote está exposto. Então, só para provocá-los, eu abotoo os botões inferiores. Um homem geme e se inclina para frente, e eu posso ver a fome e desejo no seu olhar malicioso.

Então, quando a música do clube sobe em um crescente, eu agarro a gola da camisa e rasgo-a abrindo, espalhando botões com um gesto dramático. Meus seios saltam livres, e eu fico de topless na frente de cento e cinquenta homens.

Uma lágrima escorre livre para se misturar com o suor do meu lábio superior.

Eu sou oficialmente uma stripper.


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Oi, bom, eu sei que eu prometi fazer essa maratona, mas eu não vou mais continuar por um longo tempo, acho que não irei mais postar nesse mês de julho, tem muita pouca gente comentando, quer dizer parece que apenas 2 ou 3, e isso ás vezes é desanimador para quem escreve, me desculpe os que leem, mas não dá mais para postar e não ter ninguém lendo, faço o maior esforço para postar enquanto eu estou fazendo meus trabalhos para não deixar vcs esperando muito... é isso aí... :'(

7 comentários:

  1. Por favor não para de postar
    Eu acho que se você pedisse uma quantidade de comentários para postar as pessoas iriam comentar.
    Por favor só não pare de postar pois suas fics são perfeitas

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  2. Não pare de postar por favor !!
    Suas fic são perfeitas

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  3. Eu amo suas fics... Mas nem sempre tenho tempo de comentar, o que me perturba também, porque eu já tive um blog e sei como é ruim você postar uma coisa e não saber se as pessoas estão gostando ou não... É como se você estivesse postando pra somente ter onde guardar o que você escreve...
    Eu sempre leio correndo...rsrsrsrs... Tenho mania de fazer bastante careta enquanto eu to lendo, só da eu fazendo caras e bocas lendo no celular no meio da rua... Hahahahaha
    Também to cheia de projetos da faculdade... Mas prometo que vou tentar comentar com mais freqüência...rsrs

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  4. Nao pare de postar, eu adoro as suas fics..beijinho

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  5. por favor nao pare de postar , adoro estas min fics. entao pelo menos acaba esta bj

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  6. Ñ para de postar, sei q deve ser difícil q so umas 3 pessoas comentem, mas eu sei q várias pessoal leem e gostam so ñ tenhem tempo e fora q por mais q seja difícil fique feliz e poste por essas q estão comentando! Bjos

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  7. Não para de postar, Mari )'=
    Olha eu vou ser sincera, essa é a sua primeira mini-fic que eu realmente amo.
    Desculpe se fui indelicada, mas enfim, continua a maratona, ok?
    Como eu disse antes, estou amando a mini-fic de coração <3 bezos'

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