28.7.14

Subindo Pelas Paredes - Capitulo 19

 
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Glossário:
*Wang é uma gíria para pênis ou órgão genital masculino, por isso ela se refere ao barulho da porta.

Pelo tempo que passei com Joe, eu tinha várias imagens dele na memória. Vendo-o pela primeira vez, vestido apenas em um lençol e um sorriso. Dirigindo de volta pela ponte com ele na noite da festa na casa nova de Jillian, quando chamamos uma trégua. Distorcido e confuso Joe que pode ser visto dentro de uma colcha. Retro iluminado por tochas tiki, molhado em  uma banheira de água quente e parecendo diabolicamente bonito. E uma recente adição ao meu “Melhores de Joe”, ao vê-lo debaixo de mim, me agarrando, a respiração de sua pele quente e doce em cima de mim enquanto eu me aconchegava na Gigante Cama do Pecado. Mas nada, e eu quero dizer nada, era mais quente do que assistir Joe enquanto ele estava trabalhando. Eu quero dizer, eu realmente tive que me abanar um pouco. Ele não tomou conhecimento disso, pois quando ele estava trabalhando ele ficava deliciosamente concentrado. Mais cedo naquela manhã eu acordei com um estrondo grande. Esquecendo onde estava por uma fração de segundo, automaticamente eu achei que eu estava em casa e nós estávamos passando por um terremoto. Eu estava meio fora da grande cama com um pé no chão antes que eu notasse que a visão de fora da minha janela do quarto era decididamente mais azul que a de casa, e eu estava olhando para o Mediterrâneo. E o rumor que eu ouvi não foi nenhum tremor, era Joe roncando. Roncando. Roncando como uma banda e tive que cobrir a boca para parar de rir. Eu rastejei de volta para a cama para melhor avaliar a situação.

Fiel à forma, eu tinha tomado a maior parte da cama durante a noite, e ele tinha sido afastado para o canto da cama, enrolado em uma bola com um travesseiro entre as pernas dobradas. Mas o que lhe faltava em tamanho, ele usava no som, os sons que se derramavam de suas passagens nasais ficavam em algum lugar entre o urso pardo e um trator de reboque explodindo. Eu balancei para o outro lado da cama larga, enrolando-me em torno de sua cabeça e olhando para seu rosto. Mesmo ao fazer esses sons terríveis, ele ainda era adorável. Eu cuidadosamente coloquei os dedos ao lado de seu nariz, e os apertei. E então esperei.

Após cerca de 20 segundos, ele inalou e balançou a cabeça, olhando em volta freneticamente. Quando ele me viu, ele relaxou e então reparou em mim pousada no travesseiro ao lado dele e ele sorriu.

- Hey, hey, o que houve? - ele murmurou, revirando para perto de mim e acondicionamento seus braços em volta da minha cintura, descansando a cabeça na minha barriga. Corri minhas mãos pelo seu cabelo, deliciando-me com a sensação de liberdade casual que finalmente tínhamos em tocar um ao outro.

- Só acordei, alguém estava sendo muito barulhento do seu lado da cama - Eu brinquei, quando ele abriu um olho e olhou para mim.

- Eu acho que dificilmente alguém é tão esticada como você, então não pode se queixar de nada.

- Esticada? Isso não é sequer uma palavra - eu bufei, aproveitando a força de seus braços em volta de mim mais do que eu queria admitir.

- Esticada, como quem se estica. Como aquela pessoa que, embora esteja dormindo em uma cama do tamanho de Alcatraz, ainda precisa de quase toda a cama para se espalhar e dar pontapés - insistiu ele, acidentalmente, de propósito, empurrando minha camisa até que ele pudesse descansar a cabeça sobre minha barriga nua.

- Ser esticada é melhor do que roncar, o Sr. Arquejos Tediosos - Eu brinquei de novo, tentando não perceber o modo como sua barba roçava a minha pele da forma mais deliciosa.

- Você estica, eu ronco, o que vamos fazer sobre isso? - Ele sorriu feliz, ainda meio adormecido.

- Plugs de ouvido e uma caneleira?

- Sim, isso é sexy. Podemos colocar antes de dormir a cada noite - ele suspirou, apertando o menor dos meus beijos um pouco acima do meu umbigo. Um ruído que soava triste como um gemido escapou de meus lábios antes que eu pudesse segurar, minhas orelhas arderam quando eu entendi o que ele disse sobre "a cada noite", como se todas as noites fôssemos dormir juntos.

Oh meu...

*   *   *   *   *   *

E agora aqui estou sentada, observando o trabalho de Joe. Nós comemos um café da manhã rápido em casa, naquela manhã, então dirigimos para a cidade. Eu me apaixonei pela aldeia de imediato, as ruas de pedra antigas, as paredes brancas brilhando ao sol forte, a extrema beleza que se derramava de cada arco aberto, de cada partícula azul que espreitava através da costa, pelo amistoso sorriso doce nos rostos das pessoas que tiveram a sorte de chamar isso de lar encantado. Era dia de mercado, e nós perambulamos dentro e fora das tendas, apanhando frutas para comer depois.

Eu já tinha visto belos lugares nesta Terra, mas esta cidade era o paraíso para mim, eu realmente nunca tinha experimentado nada parecido. Agora, eu viajava sozinha há anos, estar na minha própria companhia era agradável. Mas viajar com Joe? Isso era... bacana. Assim, bacana. Ele era tranquilo, do jeito que eu sou quando estou vendo algo de novo. Ele nunca sentia a necessidade de preencher o silêncio com palavras tagarelas, estávamos aqui para simplesmente absorver o cenário. Quando falávamos, era para destacar algo que nós pensávamos que o outro não poderia perder, como os cachorros brincando em um pátio, ou um velhinho e uma velhinha falando sem parar de suas varandas. Ele era um grande companheiro.

E quando voltei para o carro alugado, o sol da tarde nos cozinhava por meio do algodão fino, cobrindo meus ombros, minhas mãos entrelaçadas com a sua da forma mais despretensiosa. E quando ele teve tempo de abrir a minha porta para mim, ele se inclinou para me beijar sob o sol quente espanhol, seus lábios e depois o cheiro de oliveiras foram as únicas coisas que eu precisava no mundo inteiro.

Nós tínhamos ido até a costa, para um lugar que um guia local lhe dissera que ele obteria algumas fotos para o ensaio. E é assim que me encontrei assistindo a este homem perigosamente atraente concentrado na tarefa em suas mãos. Como ele tinha explicado para mim, não era sobre as imagens reais que ele estava fotografando, era sobre o teste de luz e cores. Então enquanto ele se mexia desta maneira e ia de rocha em rocha, sentei-me em um cobertor que tinha pego para fora da mala do carro e o observava. Estávamos no litoral, em penhascos debruçados sobre o mar. Nós poderíamos ver a costa rochosa se alongando por milhas e curvando-se em si mesma e milhões de ondas vertendo ao fundo do mar. E enquanto estas eram vistas deslumbrantes, havia algo realmente intoxicante sobre a maneira que a ponta da língua de Joe picava por entre seus lábios rosados. A maneira como ele mordia o lábio inferior quando ele ficava intrigado com algo. A maneira que a excitação estourava em seu rosto quando ele via algo de novo dentro da sua lente.

Eu estava contente que eu tinha algo para fazer, algo para me concentrar, como se houvesse um início de uma batalha neste momento se travando dentro do meu corpo. Desde que Joe tinha reconhecido a pressão que a cama gigante poderia potencialmente colocar sobre nós, tudo que eu conseguia pensar era em outro tipo de pressão. E a pressão que o O não recebia a tempos, esperando pacientemente e, às vezes com impaciência, a sua libertação.

Atualmente tomando partido deste debate interno do meu cérebro, (minha perseguida falando para o O distante) a minha espinha dorsal e, embora começando calmo e tranquilo, mas se tornando cada vez mais alto por uma hora, o meu coração.

Deve-se notar que a minha perseguida tinha recrutado o pênis de Joe para uma briga e, apesar de seu pênis não ter acesso direto a ela, e por procuração meu cérebro, espinha dorsal ou coração, minha perseguida sentia a necessidade de falar em seu nome. Embora eu não gostasse do termo pênis, internamente me sentia estranha em chamá-lo de pau ou pinto, de modo que era pênis... por agora.

Agora, a coluna vertebral e o cérebro estavam solidamente no aguardo do campo de foda, acreditando que a espera era essencial para as bases dessa relação germinarem. Perseguida e, portanto, o Pênis de Joe, estavam na sociedade o-foda-o-mais-Rápido-Possível, obviamente. O, embora com residência não oficial, pode ser contado entre os adeptos da Perseguida, mas eu senti uma pontada, e uma pontada, dele flutuando acima de ambos os campos, juntamente com o coração, que estava atualmente cantando músicas sobre o amor eterno e acolhedor e coisas fofas.

Levando tudo isso em conta e que você tem? Uma totalmente confusa e desafiada Demi. Então, eu estava contente de ter algo mais em que pensar, que fosse diferente da panela de pressão do sexo indeterminado? Sim. Eu poderia gastar um pouco mais de tempo tentando chegar com um nome mais inteligente para o Pênis de Joe? Provavelmente, ele merecia. O grande membro masculino? Pilar Pulsante de Paixão? Bandit N º Porta de Trás? Claro que não. Pênis*? Parecia o barulho que essas portas velhas fazem quando você as abre e fecha...

Eu disse isso em voz alta para mim algumas vezes, sob a minha respiração, me acalmando um pouco.

- Pênis. Pêniss. Pêêêniss - eu murmurei.

- Ei! Garota da Camisola! Corre aqui - ele chamou, me tirando do meu estudo de Pênis. Sacudi a cabeça para limpá-la, deixando para trás a batalha mental, escolhendo com cuidado o meu caminho através das rochas escarpadas onde ele estava posicionado.

- Eu preciso de você.

- Bem, isso está implícito - eu suspirei, quando ele abaixou a câmera apenas o suficiente para levantar uma sobrancelha.

- Eu preciso que você escale, chegue lá - insistiu ele, apontando-me para a beira do precipício.

- O quê? Não, não, sem fotos, uh huh - Eu atirei de volta, recuando para o meu cobertor.

- Fotos sim sim, vamos lá. Eu preciso de algo em primeiro plano, chegue lá.

- Mas eu estou uma bagunça! Eu estou descabelada e queimada, vê? - Eu protestei, puxando para baixo do meu pescoço um pequeno v para mostrar a ele que minha pele estava começando a ficar rosa em cima.

- Embora eu sempre aprecie qualquer desculpa para você me mostrar sua clivagem, lembre disso irmã. Isto é só para mim, só para me dar alguma perspectiva. E você não está descabelada. Bem, só um pouco - ele sorriu, batendo o pé para me mostrar a sua impaciência.

- Você não vai me fazer posar com uma rosa em meus dentes, não é? - Suspirei, caminhando até a ponta e espiando o precipício.

- Você tem uma rosa? - ele perguntou, parecendo sério, exceto pelo sorriso de comedor de merda que tinha começado a rastejar sobre o seu rosto.

- Cala a boca, tire fotos - eu ri, percebendo que esse seria um ótimo lugar para escaladas.

- Se desligue. Ok, basta ser natural, sem pose, fique ali, de frente para a água seria ótimo - ele instruiu, e eu respeitei. Ele se moveu em torno de mim, tentando ângulos diferentes, e eu podia ouvi-lo murmurando baixinho sobre o que estava aparecendo para ele. Admito, mesmo que eu fosse tímida sobre ter uma foto minha tirada quando eu estava de fato me sentindo descabelada e um pouco nojenta, eu quase podia sentir seus olhos, embora pela lente, em mim, me observando. Ele se moveu em torno de mim apenas por alguns momentos, mas eu senti mais do que isso. A guerra interna estava começando a aparecer novamente.

- Está quase pronto?

- Você não pode apressar a perfeição Demi, eu preciso de tempo para fazer o trabalho bem feito - ele alertou. - Mas, sim, quase tudo feito, você está com fome?

- Eu quero aquelas laranjas que estão na cesta, posso pegar uma? Ou será que isso confundirá sua obra-prima?

- Não vai mexer nela. Vou chamá-la de Garota Descabelada em um Penhasco com uma Laranja - ele riu, voltei para o carro e peguei algumas frutas que tínhamos apanhado no mercado.

- Você é engraçado - disse ironicamente, apanhando a laranja que ele atirou-me e começando a descascá-la.

- Você irá compartilhar?

- Suponho que sim, o mínimo que eu poderia fazer pelo homem que me trouxe aqui, certo? - Eu ri, mordendo uma cunha e sentindo o suco escorrer embaixo do meu queixo.

- Você tem um buraco em seu lábio? - ele disparou de volta, capturando o momento no filme quando eu mostrei a ele um dedo em particular.

- Você realmente acha que é engraçado, ou você está supondo que você pode ser? - Eu rebati, chamando-o com a casca de laranja. Ele balançou a cabeça, rindo quando pegou a laranja de mim. Claro, ele deu uma mordida e o suco escorreu. Ele arregalou os olhos de espanto fingido e eu aproveitei a oportunidade para estourar um outro gomo em seu rosto. Seus olhos ainda estavam abertos, quando o suco agora corria livremente da ponta do seu nariz ao seu queixo. - Bate-Parede Sujo - sussurrei quando ele olhou para mim. Em um instante, ele apertou os lábios nos meus, ficando suco de laranja em nós dois enquanto eu gritava em sua boca. Ele nos virou para o mar, foi para trás, levantou a câmera e tirou uma foto de nós dois, cobertos de gomos de laranja.

- Aliás, por que você estava dizendo pênis mais cedo? - ele perguntou. Eu apenas ri mais.

*   *   *   *   *   *

- Esta é, esta é agora oficialmente a única e melhor coisa que já tive na minha boca - eu anunciei, fechando os olhos e gemendo.

- Você disse isso de tudo que você comeu hoje à noite.

- Eu sei, mas é sério que eu não posso evitar de dizer como isso é bom. Me bata, me belisque, alguma coisa, isso é muito bom - eu gemi de novo. Nós estávamos sentados em uma mesa pequena no canto de um pequeno restaurante da cidade, e eu estava determinada a provar de tudo. Joe, mostrando um pouco de suas habilidades de linguagem, fez o pedido para nós. Eu disse a ele para ir em frente, que eu estava em suas mãos e que eu sabia que ele não iria me enganar. E o menino fez bem. Nós festejamos.

Começamos com as tradicionais tapas, é claro, acompanhadas de copos de vinho da casa. Pequenas tigelas e pratos apareceram na mesa a cada poucos minutos. Almôndegas de carne de porco, finas fatias de presunto, cogumelos marinados, lindas lingüiças, lulas grelhadas com azeite frutado com óleo local, tudo alinhado. A cada mordida, eu tinha certeza que eu tinha acabado de comer a melhor coisa que já comi, quando outra onda de alimentos lindos aparecia e me convencia novamente. E então esses camarões apareceram. Quer dizer, senhor santo eram camarões como eu nunca tinha tido antes. Fritos e crocantes com azeite e toneladas de páprica, alho e salsa, defumados e apenas uma sugestão de ardor do chiles, era irreal. Eu desmaiei, eu realmente desmaiei.

Joe? Ele adorou, comeu tudo. Minhas reações para a comida o animaram, ele comeu tudo.

- Honestamente, eu não posso aguentar mais - eu protestei, arrastando um pedaço de pão torrado com o azeite. Ele sorriu enquanto ele olhava-me descaradamente apreciando um outro pedaço de pão antes de finalmente o empurrar de volta para a mesa com um gemido.

- Melhor refeição de todas? - ele perguntou.

- Isso realmente pode ser, isso é loucura - eu suspirei, acariciando minha barriga cheia. Elegantemente refinada, eu bati nela como se alguém estivesse indo tirar isso de mim. Um garçom apareceu com dois copos pequenos, Joe me informou que era um vinho de uma cidade vizinha. Doce e fresco, era a bebida após o jantar perfeito. Nós o sorvemos lentamente, a brisa entrando pelas janelas levemente perfumadas com o ar do mar.

- Esse foi um grande encontro Joe, na verdade. Não poderia ter sido mais perfeito - disse eu, tomando um gole de meu vinho.

- Foi um encontro? - ele perguntou, e meu rosto congelou.

 - Quer dizer, não, eu não acho, eu só...

- Relaxe, Demi, eu sei o que você quis dizer. É apenas engraçado considerar isso um encontro, duas pessoas em férias juntos, mas só agora em um encontro - ele sorriu, e eu relaxei.

- Hmm, não temos realmente seguido as regras tradicionais até agora, temos? Isso pode mesmo ser o nosso primeiro encontro, se quiséssemos ser técnicos.

- Bem, tecnicamente, o que define um encontro? - ele perguntou.

- Bem, suponho que o jantar, apesar de que já jantamos antes - eu comecei.

 - E um filme, já assistimos um filme - ele me lembrou quando eu estremeci.

- Sim, e isso foi definitivamente um truque para me fazer aconchegar em você. Filme de terror, tão óbvio - Eu zombei.

- Funcionou não foi? Na verdade, eu nem acredito que eu dormi com você naquela noite, Garota da Camisola.

- Sim, eu sou barata e fácil, eu admito. Suponho que realmente estamos fazendo isso da maneira antiga - eu sorri, deslizando o pé sobre o chão debaixo da mesa e o chutando levemente.

- Eu gosto da maneira antiga - ele sorriu e eu rolei meus olhos.

- Não venha com essa.

- Falando sério, eu não tenho nenhuma experiência com essa situação. A última vez que eu estava realmente namorando alguém, no sentido tradicional, eu era um adolescente. Como isso funciona? Como vamos fazer isso... não ser tradicional? O que acontece depois? - ele perguntou.

- Bem, suponho que teríamos outro encontro, e outro depois - eu admiti, sorrindo timidamente.

- E as bases, eu deveria esperar para tentar rondar algumas bases, certo? - ele perguntou sério enquanto eu bebia meu vinho.

- Bases? Você está falando sério? Como quando um policial nos revista, sobre a camisa, debaixo da camisa, essas bases? - Eu ri, incrédula.

- Sim, exatamente, o que estou autorizado a fazer? Como um cavalheiro. Quer dizer, se isso fosse realmente um primeiro encontro, nós não estaríamos indo para casa juntos, não é? Estamos namorando agora, não ficando. Lembre-se, aparentemente eu sou um bom galanteador - ele respondeu, piscando os olhos.

- Sim, sim você é. Não estaríamos indo para casa juntos, isso é verdade. Mas, para ser honesta, eu não quero você dormindo no quarto do fundo do corredor, isso é estranho? - Eu perguntei, e pude sentir minhas orelhas queimando quando eu corei.

- Não é estranho - ele respondeu calmamente. Eu tirei minha sandália e apertei o meu pé contra o pé dele, esfregando levemente ao longo de sua perna.

- Na medida em que suas bases estão em causa, acho que você poderia definitivamente planejar um pouco de ação sob a camisa, se você estivesse com vontade - eu respondi, como em silêncio.

Internamente, o cérebro e a espinha dorsal deram um pequeno elogio, enquanto a Perseguida e o Pênis chutavam algumas coisas. As têtas era apenas alguém que estava feliz por ser considerada pela primeira vez, em vez de apenas uma parada no caminho para os pontos do sul. Coração?

Bem, ele ainda estava batendo, cantando sua canção.

- Então, vamos ser um pouco tradicionais, mas não totalmente tradicionais. Vamos devagar? - ele perguntou, seu olhos ardiam, o cais do sexo começando a fazer sua pequena dança hipnótica.

- Devagar, mas não muito lento. Somos adultos pelo amor de Deus - eu ri.

- Uma ação sob a camisa - ele sorriu, erguendo o copo para um brinde.

- Vou beber a isso - eu respondi, quando brindamos.

Cinqüenta e sete minutos depois estávamos na cama, suas mãos quentes e certeiras enquanto ele deslizava lentamente cada botão, revelando minha pele para seus olhos. Ele foi devagar, propositalmente, enquanto ele deixava a minha camisa aberta quando eu estava abaixo dele. Ele olhou para baixo em mim, os dedos da mão direita levemente desenharam uma linha da minha clavícula até meu umbigo, direto e verdadeiro. Nós dois suspiramos ao mesmo tempo, ganhando cada um de nós um sorriso. Eu não posso explicar isso, mas saber que tínhamos definido alguns limites para esta noite, bobo como pode ser, mas limitar o nosso físico? Tornou isso muito mais sensual, algo para ser verdadeiramente saboreado. Seus lábios pairaram em torno do meu pescoço, salpicando minúsculos beijos na minha pele, abaixo da minha orelha, sob meu queixo, e mergulhando entre meu pescoço e meus ombros, trabalhando sua maneira até o topo de meus seios. Seus dedos varreram, levemente, com reverência, tocaram através da pele sensível quando eu inalei e, em seguida, prendi a respiração.

Quando seus dedos suavemente pastaram meu mamilo, cada nervo no meu corpo todo revertiu e começou a pulsar na direção de onde estava concentrada. Eu expirei, sentindo os meses de tensão começarem simultaneamente a correr para fora de mim e começar a se construir novamente. Com doces beijos e toques suaves, ele começou o processo de conhecer o meu corpo, e foi exatamente o que eu precisava. Lábios, boca, língua, tudo, em mim, provando, acariciando, sentindo e amando.

Quando seus lábios estavam em volta do meu peito, seus cabelos fizeram cócegas no meu queixo no caminho e eu passei meus braços em torno de seu corpo, segurando-o perto do meu. A sensação de sua pele contra a minha era a perfeição, e algo que eu nunca tinha experimentado antes. Eu me senti... adorada.

Enquanto nós nos exploramos naquela noite, começamos como algo engraçado e bonito e as nossas brincadeiras clássicas tornaram-se algo mais. O que foi grosseiramente chamado de "ação sob a camisa" tornou-se parte de um romance, e algo que poderia ter sido apenas físico, tornou-se algo emocional e puro. E quando ele embalou-me a ele, trazendo-me em seu recanto com beijos e risos ofegantes no caminho, caímos em um sono satisfeito.

Esticada e o Sr. Arquejos Tediosos.

Pelos próximos dias, eu me permiti viver. Verdadeiramente, não há outra palavra no idioma Português para articular o luxo no qual eu estava vivendo. Agora, para alguns, a definição de um período de férias de luxo pode ser intermináveis compras, spa, refeições caras, shows caros. Mas, para mim, luxo significava passar duas horas dormindo ao sol no terraço ao lado da cozinha. Luxo significava comer figos com mel escorrendo e pontilhados com farelos de queijo local, enquanto Joe me servia um copo de Cava, apesar de ser hora do almoço. Luxo significava o tempo passando através dos mercados de Nerja, olhando através de caixas de belas rendas. Luxo significava explorar cavernas nas proximidades, com Joe enquanto ele fotografava, se perdendo nas cores debaixo da terra. Luxo certamente significava olhar Joe pendurado em uma rocha enquanto ele procurava um outro ponto de apoio, sem camisa. E luxo significava que eu tinha que passar todas as noites na cama com Joe. Agora isso era um luxo sem preço, isso não era oferecido nos grandes pacotes de turismo. Pulamos uma outra base ou duas, provocando um ao outro com um pouco menos de calcinha/calça. Estávamos sendo ridículos, esperando até a ultima noite na Espanha para consumar essa “ coisa”?

Provavelmente, mas que o inferno se importasse. Ele passou quase uma hora beijando cada centímetro das minhas pernas em uma noite, e eu passei aproximadamente a mesma quantidade de tempo tendo uma conversa com o seu umbigo. Nós apenas... nos apreciamos.

Mas, com todo esse prazer veio uma certa quantidade de... bem, como, digamos, uma energia nervosa?

Voltar para San Francisco, onde passamos meses envolvidos em preliminares verbais. Mas agora, aqui? As preliminares reais? Não era para ser acreditado. Meu corpo estava tão em sintonia com o seu, eu sabia quando ele entrava na sala, eu sabia quando ele estava prestes a me tocar, segundos antes de ele realmente fazer isso. O ar real entre nós era sexualmente carregado, as vibrações corriam para a frente e para trás com energia suficiente para iluminar toda a cidade. A química sexual? Nós tínhamos. A frustração sexual? Em ascensão e se aproximando de uma fase crítica.

Razão pela qual a noite, depois que passeamos nas cavernas, nos encontrarmos na cozinha, nos beijando loucamente. Nós dois estávamos um pouco cansados do dia, e eu estava querendo testar esse fogão Viking lindo. Eu estava ocupada, preparando legumes grelhados e mexendo um pouco de arroz com açafrão quando ele veio depois de um banho. Era quase impossível para mim explicar a visão dele, camisa preta, jeans desbotado, pés descalços, esfregando seu cabelo molhado com uma toalha. Ele sorriu, e eu comecei a ver tudo em dobro. Eu literalmente não podia ver através da névoa de desejo e necessidade que eu senti de repente surgir através de mim. Eu precisava que minhas mãos estivessem no seu corpo, e eu precisava que isso acontecesse imediatamente.

- Mmm, algo cheira bem, quer que eu acenda o fogo? - ele perguntou, caminhando até onde eu estava picando legumes no balcão. Ele ficou atrás de mim, seu corpo só a polegadas do meu, e agarrei algo. Pode ter sido a vagem de ervilha que eu estava segurando...

Virei-me, e minha barriga realmente vibrou com a visão de como ele era bonito, ela vibrou loucamente. Eu botei minha mão contra seu peito, sentindo a força de lá, e o calor de sua pele através do algodão. A razão acenou um adeus, isso agora era puramente física. Uma coceira que precisava ser arranhada, riscada, e em seguida coçada novamente. Enfiei minha mão em torno da volta de seu pescoço, e o puxei para mim. Minha boca caiu contra a sua, a minha necessidade intensa por ele se derramando em sua boca e descendo até a ponta dos meus dedos. Dedos que se apossaram de seus chinelos e começou a se esfregar vergonhosamente em todo o topo de seus pés, meu corpo sentia a necessidade de pele, qualquer pele, e precisava disso agora. Ele respondeu, por sua vez, combinando os meus beijos ásperos com os seus próprios, com a boca cobrindo a minha enquanto eu gemia ao sentir suas mãos nas minhas costas. Eu rapidamente girei em torno dele e apertei-o contra o balcão, em um movimento que fazia me lembrar da noite em minha cozinha, em San Francisco, quando ele disse que me queria na Espanha e, em seguida, começou a me dar uma boa preparada.

- Não, eu preciso disso fora, agora - eu murmurei, entre beijos, tirando sua camisa. Em uma grande lufada de tecido, a camisa foi lançada pela cozinha enquanto eu manobrava o meu corpo contra o dele, suspirando enquanto eu sentia o contato. Eu estava alternadamente tentando abraçá-lo e escalá-lo, o desejo agora correndo livremente pelo meu corpo como um trem de carga. Cheguei entre nós, abaixei minha mão e o toquei através de seu jeans. Seus olhos pegaram os meus e me atravessaram um pouco, me deixando saber que eu estava no caminho certo. O sentir ficando mais duro a cada segundo sob meus dedos, causou uma pequena fratura na minha consciência, e de repente tudo que eu queria, tudo que eu precisava, tudo que eu tinha que ter para sobreviver, era ele. Na minha boca.

- Hey garota da camisola, o que você, oh Deus...

Me movendo com uma graça que certamente não era minha, eu habilmente abri o seu jeans, cai de joelhos diante dele, e continuei. Meu pulso correu, meu sangue ferveu de verdade dentro de mim quando eu o vi pela primeira vez. Minha respiração chamou com um assobio enquanto eu o analisava, jeans desbotado empurrado para baixo o suficiente para enquadrar esta visão luminosa.

Bate-Parede era o comando. Deus abençoe a América.

Eu quis ser gentil, eu queria ser terna e doce, mas eu simplesmente precisava tanto dele. Olhei para ele, os olhos nublados, mas frenéticos, quando suas mãos desceram para escovar meus cabelos de volta no meu rosto. Levei suas mãos dentro das minhas próprias, e as coloquei de volta ao balcão, encorajando-o a agarrar a borda.

- Você vai querer se segurar nisso - eu prometi, quando ele gemeu um gemido delicioso. Fazendo como foi dito, ele se inclinou um pouco para trás, empurrando seus quadris para a frente um pouco, mas mantendo os olhos nos meus. Sempre nos meus.

Levei-o em meus lábios ronronando quando eu escorreguei seu comprimento dentro da minha boca. Sua cabeça caiu para trás, minha língua acariciou-lhe, pegando-o no mais profundo. O prazer puro, o prazer absoluto de sentir a reação dele para mim foi o suficiente para fazer a minha cabeça dividir em duas partes. Coloquei-o de volta para fora, deixando apenas os dentes pastarem sua pele sensível quando eu o vi pegar no balcão ainda mais forte.

Corri minhas unhas até o interior de suas pernas, empurrando o seu jeans mais para baixo e me permitindo mais acesso a ele, e sua pele quente. Pressionando beijos em toda a ponta dele, eu deixei minhas mãos virem até agarrá-lo, acariciando e massageando a sensação de seda sobre o aço. Ele estava perfeito, todo liso e esticado quando eu o levei novamente, e novamente e novamente. Senti-me louca, bêbada com seu cheiro e a sensação dele dentro de mim.

Ele gemeu o meu nome repetidas vezes, suas palavras caíam como chocolate derretido mil vezes mais sexy, derramando dentro do meu cérebro e me fazendo dedicar todo o sentido que eu tinha a ele, só a ele. E eu continuei, deixando-o louco, me deixando louca, lambendo, chupando, provando, provocando, deleitando-me na loucura que era esse ato pecaminoso. Tê-lo aqui, desta forma, era a própria definição de luxo.

Ele endureceu ainda mais, e suas mãos, finalmente voltaram para mim, tentando me fazer recuar um pouco.

- Demi, oh Cristo, Demi, eu vou... você... você... primeiro... oh Deus... você - ele gaguejou. Felizmente, eu era capaz de interpretar, como ele queria que eu tivesse algo assim. O que ele não percebeu é que isso, este abandono total que ele me dava, era tudo que eu precisava. Eu o liberei só por um momento, colocando as mãos mais uma vez no balcão.

- Não Joe. Você - eu respondi, tomando-o profundamente, mais uma vez, o sentindo atingir a traseira de minha garganta quando as minhas mãos alcançaram o que o resto da minha boca não podia. Seus quadris se moveram uma vez, então, novamente, e, em seguida, com um estremecimento e o gemido mais delicioso que eu já tinha escutado, Joe veio. Jogou a cabeça para trás, fechou os olhos e deixou ir.

E foi maravilhoso.

Momentos depois, amolecido dentro de mim no chão da cozinha, ele suspirou satisfeito.

- Bom senhor Demi, isso foi... inesperado.

Eu ri de sua admissão, dobrando-se para beijar minha testa.

- Eu não consegui me controlar, você só estava muito bom, e eu... bem... me empolguei.

- Eu vou dizer, mas eu não acho que seja justo que eu esteja um pouco exposto aqui, e você ainda totalmente vestida . Poderíamos resolver isso muito rapidamente, embora - brincou ele, começando a puxar o cordão na minha calça. Eu o parei.

- Primeiro de tudo, você não está um pouco exposto, você está pendurado livre no chão da cozinha, e eu gosto bastante disso. E isto não era sobre mim, apesar de admitir que gostei imensamente.

- Bobinha, agora eu quero aproveitar você, imensamente - ele insistiu, correndo os dedos ao longo da borda da minha calça, dançando através da pele.

- Não, não, não esta noite. Eu quero fazer um bom jantar para você, deixe-me cuidar de você um pouco, eu não consigo fazer isso? - Eu perguntei, retirando as mãos do diabo e beijando-as. Ele sorriu para mim, seu cabelo desarrumado e um sorriso bobo ainda adornando seu rosto. Ele suspirou em derrota, e depois assentiu. Comecei a subir do chão, quando ele me pegou pela cintura, puxando-me de volta para ele.

- A palavra por favor, antes de me deixar, o que você disse, pendurado livre, aqui no chão da cozinha?

- Sim, querido? - Eu brinquei, ganhando uma sobrancelha levantada em troca.

- Então, usando a analogia das bases que temos aplicado esta semana, eu diria que saltamos apenas à frente de alguns encontros, sim?

- Eu acho que sim - Eu ri, batendo-lhe levemente na cabeça.

- Então eu acho que é justo avisá-la, amanhã à noite? Sua última noite na Espanha? - ele disse, olhos em chamas através do crepúsculo.

- Sim? - Sussurrei.

- Eu vou tentar e roubar sua casa - avisou, e eu sorri.

- Joe bobinho, não é roubar se eu convido você para entrar - eu ronronei, beijando-o firmemente nos lábios.

Mais tarde naquela noite, enquanto dormia, envolta em um grosso Bate-Parede, a perseguida começou a se preparar. E cérebro e espinha dorsal começaram a cantar... O...O... O. Pênis? Bem, nós sabíamos onde ele estava, pressionado bastante perto da porta de trás. O coração continuava a flutuar, mas estava circulando cada vez mais próximo de casa.

Mas uma nova entidade começou a fazer-se conhecida, balançando o seu caminho dentro e fora dos outros, tingindo meus sonhos com seu sussurro silencioso.

Olá Nervos, eu estava me perguntando quando vocês iam aparecer. Meu sono foi mais decididamente... esticado.
 
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Melhor pré Hot de todos, né?? hahaha Demi bem safada!!! HOT chegando no próximo e vcs vão ficar com vontade de bater na Demi hahaha

5 comentários:

  1. Como você tem coragem de parar nessa parte?! Rsrsrsrs
    Demi Safadeenha!!!
    Posta mais?!

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  2. AI O QUE A DEMI VAI FAZER?
    JA TO NERVOSA KKKKKKKK

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  3. posta mais please , ansiosa para os proximos postagens :)

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  4. Joe se deu bem heim? O que a Demi vai aprontar meu Deus....... posta mais....

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  5. Só eu que morri com esse capítulo?? Jesus me abana kkkkk
    "Joe bobinho", nessa parte lembrei da Pepa kkkkkk (assisto muito :( fazer o que?)
    Amei o capítulo.
    Continua..
    Fabíola Barboza :*

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