21.7.14

Lento - Capitulo 24

 
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ENQUANTO JOE a conduzia em direção ao elevador, alguns minutos mais tarde, depois do anúncio chocante de Selena, Demi o sentiu silenciosamente oferecendo apoio, embora também estivesse tenso e zangado, sem dúvida, disposto a criar problemas e provocar uma briga.

– Eu sei que você provavelmente não me quer por perto no momento – disse ele, o tom de voz grave, o maxilar rígido. – Mas eu não a deixarei entrar na toca do leão sozinha. Terminaremos a nossa conversa assim que isso acabar.

Ele mantinha o tom de voz baixo, para impedir que Sel, que andava alguns metros à frente, os ouvisse.

– Eu quero você por perto, Joe. – Quero tanto que me assusta. Ela admitiu isso para si mesma... mas não para ele por enquanto. Não podia lhe dar tanto poder, não ainda, não até que eles tivessem terminado sua conversa. Embora Joe provavelmente presumisse que ela queria que ele a apoiasse apenas esta noite, não era isso.

Ela o queria em sua vida. Apesar de tudo.

Talvez até mesmo por causa de tudo. Porque Demi não podia negar que, apesar de mortificada e furiosa, também estava mais do que um pouco aliviada pelo fato de que Joe não ficara por perto por dinheiro. E apaixonar-se por um homem maravilhoso que salvava pessoas era muito mais fácil do que se apaixonar por um que fazia sexo por dinheiro.

Talvez ele realmente pudesse ser o homem de seus sonhos.

Mas ele também é um homem que mentiu. Portanto, não se encha de esperanças.

– Eu mal posso esperar para ver aquele cretino.

– Eu não ligo a mínima para Oliver. Ele é um nada. – Franzindo a testa, ela acrescentou: – E não pense, por um minuto, que você precisa me “proteger”. O homem não vale o esforço respiratório que seria necessário para derrubá-lo.

– Veremos – murmurou ele.

Homem das cavernas. A intenção ainda era doce, mesmo se inteiramente desnecessária. Demi podia lidar com seu ex. Podia lidar com quase qualquer coisa.

Exceto com Joe abandonando-a. Especialmente antes que ela descobrisse tudo o que precisava saber.

– Você está bem?

Ele não estava se referindo a Oliver, e ambos sabiam disso.

– Eu ainda quero uma explicação – sussurrou ela. – E nós teremos essa conversa. Mas não posso odiá-lo, quando tudo começou por causa dos dramas tolos de minha família e quando houve um terrível mal-entendido.

Era verdade. Demi se sentia humilhada por ele ter deixado que ela acreditasse que o “comprara” por um mês. Definitivamente queria saber por quê. Mas como podia ficar zangada quando Joe a fizera mais feliz nas últimas duas semanas do que ela havia sido em sua vida inteira?

Vendo sua irmã chegar ao elevador e apertar o botão impacientemente, Demi pôs uma mão na manga de Joe, detendo-o, e virou-se para olhá-lo. Ele observou-a com olhos ternos, uma expressão amorosa no rosto. Amorosa.

Ele não falara em amor. Não alegara que esta era a emoção que o fizera se passar por... ah, Deus, ainda não podia acreditar na confusão que acontecera... um gigolô. Joe era um típico homem de família maravilhoso e divertido, cheio de consideração. Como ela pudera acreditar naquela suposta profissão, por um minuto, depois que passara a conhecê-lo?

Uma vez que tinha começado a amá-lo?

– Obrigada por ter me contado a verdade. Por não esperar até o fim dos 30 dias.

– Perdoe-me por ter esperado 13 dias – admitiu ele. Joe ergueu uma mão para o rosto dela. Tocou-lhe a face, acariciou-lhe o cabelo, alisou-lhe as sobrancelhas com o polegar, como se quisesse memorizá-la. – Obrigado por não me expulsar da sua vida. Eu...

– Vocês dois vão ficar parados aí ou estão vindo?

Demi suspirou, viu sua irmã olhando para eles, com impaciência, de dentro do elevador, segurando a porta aberta com uma mão delgada, e forçou um sorriso.

– Esta noite – Demi falou para Joe, quando eles recomeçaram a andar –, tudo será esclarecido. Sem mais segredos. Então resolveremos o que fazer sobre isso.

Pela primeira vez desde que ele começara a falar no carro, Joe parecia relaxado. Talvez até esperançoso.

– Combinado.

Então eles entraram no elevador. A fisionomia fechada de Sel dizia que ela ainda estava furiosa. Suspeitando que Sel estivesse chateada porque Bradley não a apoiara naquilo, de todas as noites, Demi reconheceu exatamente o que eles enfrentariam no andar de cima.

Seu ex dissimulado e traidor não era um grande problema. Pelo menos, não para ela. Mas havia também algumas mulheres que pensavam que o homem segurando seu braço fosse um corpo ardente à venda.

– Que noite – exclamou Demi, enquanto o elevador subia.

– Sim – concordou ele.

– Suponho que você não me perdoaria se eu fugisse, hum? – perguntou ela para Sel.

Para sua surpresa, a expressão de sua irmã não foi imediatamente indignada. Em vez disso, Selena murmurou:

– Eu a quero lá. Mas entenderei se você não for capaz de lidar com a situação. Eu fugiria se estivesse no seu lugar.

– Ah, ela pode lidar com isso. Nós dois podemos – disse Joe. Passando um braço ao redor dos ombros de Demi, puxou-a para mais perto, confirmando sua declaração e anunciando sua proteção. Sorriu para ela. – É melhor não desperdiçarmos energia lidando com pessoas que não significam absolutamente nada para nós.

– Eu gosto dele – disse Sel, dando o que parecia ser seu primeiro sorriso verdadeiro da noite.

Considerando que sua irmã tinha sido sua parceira no crime, Demi achou que ela também deveria saber a verdade.

– A propósito... Joe não é quem nós... o mundo, as mulheres naquele leilão... pensávamos que ele fosse.

Sua irmã fez uma careta, não acreditando naquilo.

– Não importa, baby – disse Joe.

– Sim, importa – continuou Demi, seu tom de voz prático finalmente chamando a atenção de sua irmã. – Houve um erro de impressão nos programas. Eu acho que o “playboy internacional” foi o último solteiro. Joe é paramédico. Um trabalhador de uma equipe de resgate, que não está à venda por preço algum. – Ela sorriu para ele, impressionada pela sensação maravilhosa que falar as

palavras em voz alta lhe causava, reconhecer a verdade e apreciar os sentimentos decorrentes de tal verdade.

– Ah, meu Deus – exclamou Sel –, você está falando sério. – Os olhos azuis se arregalaram. – Quer dizer... você ofereceu... ele não é...

– Não – replicou Joe. – Definitivamente não.

– Eu sinto muito. – Então ela o estudou por um momento. – Mas você tem de admitir que poderia ser.

Rindo, ele gesticulou uma mão no ar, dispensando o comentário.

– Esqueça isso. Nenhum pedido de desculpa é necessário. Suspeito que ter sido confundido com um prostituto pode ter sido a melhor coisa que já me aconteceu.

E para Demi.

Ela se apaixonara quando acreditara que havia uma fila de mulheres ricas o perseguindo. Saber que Joe era um herói de natureza bondosa, bem, acabava com qualquer dúvida que ela ainda pudesse ter sobre ele.

Quase. Ainda havia, é claro, um sussurro no fundo de sua mente, relembrando-a que ela não deveria acreditar em amor verdadeiro ou felicidade eterna. Apesar do fato de que agora, pelo menos, sentia-se cercada destas emoções.

Sel amava o noivo, e ele a amava. Seu pai amava a esposa... certo, ela não se encaixava bem no exemplo porque, pelo que Demi sabia, Deborah era uma megera que não o merecia. Mas, esperançosamente, a mulher tinha ficado apavorada pelos seus lances no leilão.

Assim Demi esperava. Seu pai certamente parecia amá-la. Ele não mostrava sinais de que estava perdendo o interesse, embora eles estivessem casados por um ano e tivessem namorado por quatro anos antes disso.

Então talvez todos os Turner estivessem mudando. Até mesmo ela.

Eles chegaram ao saguão do piso superior, e enquanto Sel as conduzia para fora do elevador, Demi olhou para dentro da abertura arcada do salão privado do restaurante e enrijeceu. Oliver era um idiota por estar ali quando sabia que ela iria. E ela nem podia imaginar o que seu pai devia estar sentindo, sabendo quão furioso ele ficava apenas diante da menção do nome de seu ex. – Tudo vai ficar bem – relembrou Joe num sussurro.

– Fique perto.

– Eu não deixarei que ele incomode você.

– Eu não ligo a mínima para ele – murmurou ela. – Mas se Bitsy Wellington puser uma mão em você, eu posso cortá-la com uma faca de carne.

Ele jogou a cabeça para trás e riu, parecendo bem-humorado, másculo e sexy quando eles entraram no restaurante.

Todo mundo parou de falar. Todas as pessoas mais velhas... seu pai, suas tias, amigos da família... estavam sorrindo, provavelmente pensando que Demi encontrara o homem certo finalmente. E era quase certeza que todas as mulheres no lugar a invejavam.

Demi manteve o braço no dele, silenciosamente anunciando que Joe era seu.

Eles foram recebidos com uma série de apresentações, então rapidamente sentaram-se um pouco antes que o jantar começasse. Dando um suspiro de alívio, porque as coisas tinham ido bem até agora, Demi observou cada detalhe, especialmente a disposição dos lugares.

Suspeitava que acontecera um rearranjo antes que eles tivessem chegado. Ela e Joe não estavam sentados com o grupo nupcial, mas a uma mesa lateral, com alguns amigos da família, em linha direta da visão da mesa de Bitsy e Oliver.

Ah, sim. Alguém tinha trocado os cartões dos nomes. Graças a Deus.

Infelizmente, não houvera saída para Sel, que enviava olhares tão óbvios para Oliver que era incrível que ele não tivesse tido o bom senso... sem mencionar a cortesia... de levantar-se e ir embora. Mas então, ele não mostrara nenhum desses traços antes desta noite... por que começaria agora?

– Fico pensando como papai está se controlando – sussurrou ela, o olhar se voltando para o homem mais velho. Ele parecia bem externamente, sorrindo e conversando com os parentes do noivo. Mas Demi o vira enviar mais do que alguns olhares duros na direção de Oliver, e cada vez que ele fazia isso, seu rosto se tornava um pouco mais vermelho.

– Ele não parece muito bem – replicou Joe. Então, estreitando os olhos, virou o pescoço para observar melhor as pessoas da mesa principal. – A loira, ao lado dele, é a sua madrasta? – A própria. – Ela soava muito amarga?

– Ela parece familiar.

– Ela tentou comprar você, lembra?

– Não... é outra coisa... Ah, Deus, agora eu lembro. – Joe inclinou-se para mais perto, obviamente percebendo que sua exclamação alta tinha chamado a atenção de algumas pessoas ao redor deles. – Foi ela quem me contou como encontrar você.

Demi não entendeu.

– Naquela noite, depois que você foi embora, eu estava tentando localizá-la. Eu lhe contei que uma mulher me falou seu nome e onde você trabalhava.

– Deborah? Você está brincando? Eu pensei que fosse Sel!

– Foi Deborah, definitivamente.

Que inesperado. Talvez puro embaraço tivesse incitado as ações da mulher mais velha. Essa era a única explicação na qual Demi podia pensar.

Olhando para a mesa principal, ela notou o jeito rígido que sua madrasta estava sentada ao lado de seu pai. Deborah ergueu sua taça, olhou para o vinho tinto dentro, então bebeu tudo, gesticulando para o garçom, a fim de pedir mais.

Tão infeliz. Tão, tão infeliz.

Tão infeliz, Demi teve de admitir, quanto sua irmã parecia estar. Demi, tinha um sorriso forçado nos lábios. E, embora ela estivesse sentada ao lado de Bradley, eles não se tocavam. De maneira alguma.

– O que está acontecendo aqui? – sussurrou ela.

– Eu não sei. Só sei que ela me disse como encontrar você. Então apesar de ela ter tentado me comprar como um pedaço de carne, estou pronto para beijar a mulher.

Demi pôs a mão sobre o braço de Joe, que descansava na extremidade da mesa. Sorrindo para uma das madrinhas, que os observava com curiosidade da mesa principal, avisou num sussurro: – Faça isso, e talvez seja você quem receba a ponta daquela faca de carne.

– Com ciúme? Esse é um bom sinal, certo? Talvez fosse.

– Eu não vejo a hora de sair daqui – admitiu ele, e Demi sabia que Joe não estava se referindo à celebração estranhamente tensa. – Isso está quase acabando, certo?

Os garçons já tinham tirado os pratos do jantar e estavam trazendo sobremesa. Os brindes e discursos haviam acontecido antes que eles chegassem, e alguns presentes de casamento tinham sido abertos. Então, sim, felizmente, aquilo estava no fim. Não houvera uma única oportunidade para que Oliver ou Bitsy falasse com eles. Se dependesse de Demi, eles estariam fora dali antes que os dois convidados indesejados tivessem a chance.

– Com certeza.

Por alguns minutos, Demi pensou que tivesse conseguido o que queria. Quando a sobremesa acabou e todos se preparavam para ir embora, uma fila improvisada se formou perto da saída. Sel e o noivo, assim como os pais de ambos, estavam agradecendo os convidados. A pequena multidão, sem pressa de partir, demorou-se em cada despedida, bloqueando a porta.

Gemendo pelo atraso, por diversos motivos, Demi permaneceu silenciosa enquanto esperava poder escapar. Finalmente, havia apenas poucas pessoas entre ela e seu pai, que estava perto da porta.

– Quase lá – sussurrou ela. Mas eles não conseguiram.

– Não vai nem sequer me cumprimentar? Oliver.

A coluna de Demi enrijeceu. Ela forçou-se a fingir que não tinha ouvido, focou-se apenas no rosto do pai, sem mencionar na maldita porta.

Joe, por sua vez, não fez isso. Com o braço circulando-lhe a cintura, de maneira possessiva, ele olhou, por sobre o ombro, para o outro homem.

– Não, ela não vai. Portanto, vá embora.

Com um sorriso brincando nos lábios, Demi deu um passo à frente, tentada a pular as despedidas e ir embora. Sel entenderia. Mas ela não permitiria que este imbecil a expulsasse da festa de sua própria irmã.

– Ora, vamos lá, Demi, isso é infantilidade.

Sentindo Joe ficar tenso, ela murmurou:

– Esqueça isso, ele não vale a pena.

Apesar de alto, seu ex não chegava nem perto da forma física de Joe. O que somente provou que ele era um idiota pelo o que fez a seguir.

– Jesus, Demi, você não vai nem me olhar? Irá se esconder atrás deste homem contratado a noite inteira?

Arfando, ela virou-se, observando tanto o desdém no rosto bonito de Oliver quanto o divertimento venenoso de Bitsy Wellington. Obviamente a mulher – pelo menos, dez anos mais velha do que Oliver – conseguira o que tinha ido buscar. Drama sórdido.

– Baby, como você disse, ele não vale a pena – murmurou Joe, pondo uma mão sobre o ombro dela. – Não o deixe me usar para atingir você. – Ele deu um olhar gelado para a forma impecável de Oliver. – Eu não dou a mínima para o que um traidor mentiroso e patife como este pensa.

Atrás de si, Demi ouviu alguém tossir, engasgar ou rir. Seu pai. Ele ouvira. E gostara do que Joe tinha dito. Ah, Deus, e se o pai tivesse escutado tudo?

– Você tem razão – concordou ela, rapidamente, puxando o braço de Joe. Eles precisavam sair de lá. Agora. – Vamos.

– Você é um empregado contratado, portanto, mantenha sua boca fechada – falou Oliver para Joe.

Oliver devia ter bebido demais... estava agitado, e a voz estava definitivamente enrolada. Sem mencionar que ele parecia ter perdido seu próprio senso de autopreservação, se não notava que Joe, apesar do tom de voz casualmente insultante antes, estava por um fio no seu controle.

Ainda inconsciente do perigo, Oliver acrescentou:

– Ora, Demi, você poderia ao menos falar comigo. Eu não sabia que a tinha mimado tanto, ao ponto de você ter de pagar por sexo desde então. Se eu soubesse que estava tão apaixonada por mim, teria tentado mais arduamente fazê-la me perdoar.

Joe explodiu. Com um gemido audível, afastou-se de Demi, agarrando Oliver pela frente do paletó.

– Vamos. Lá fora. Imediatamente.

Bitsy gritou, aparentemente percebendo que os jogos cruéis que ela fazia, às vezes podiam acabar mal. Outros no salão se viraram para ver o espetáculo. Demi nem mesmo conseguiu encontrar suas cordas vocais para deter o que estava prestes a acontecer, em parte porque estava abalada pela acusação ofensiva de Oliver, e, em parte, porque estava pasma diante da violência sendo extravasada do homem mais doce e terno que ela já conhecera.

– Tire suas mãos de mim. Ela paga você para sexo, não para protegê-la.

– Seu desgraçado... – O braço de Joe voou em preparação, mas antes que ele enviasse um soco, outro homem se colocara entre seu punho cerrado e o rosto de Oliver.

Seu pai.

– Meu jovem, você é a criatura mais rude e asquerosa que eu já conheci – gritou Jason Turner, o rosto vermelho, saliva espirrando dos lábios. – Como ousa falar essas coisas de minha filha?

– Talvez porque sejam verdadeiras? Pergunte para ela. Pergunte-lhe se ela não está ao lado do prostituto que sua própria esposa tentou comprar, três semanas atrás.

Ah, não. Ah, não, não, não!

Tudo tinha saído de controle tão rapidamente que Demi nem mesmo tivera tempo de processar a situação. O rosto dele estava cor de beterraba, a respiração cada vez mais ofegante. Joe partiu para cima de Oliver, e logo os dois estavam rolando no chão, lutando. Deborah veio correndo, gritando com Bitsy, que se encolheu de medo. Sel também chegou, parecendo pronta para chutar o rosto de Oliver, se Joe não fizesse um bom trabalho. Nenhuma chance disso acontecer. O noivo agarrou a noiva, falando que ela o estava embaraçando, e os pais dele se apressaram para assistir à cena, horrorizados.

Mas Demi só tinha olhos para seu pai, ah, Deus, seu pai.

– Papai? – sussurrou ela, tocando-o, vendo a respiração dele se tornar mais dificultada, o rosto ficar mais e mais vermelho.

Jason tentou dispensá-la com um gesto fraco, então seu braço esquerdo caiu na lateral, os dedos se contraindo em espasmos, enquanto o ombro desmoronava. Ele levantou a outra mão em direção ao peito, dobrando-se na altura da cintura, lutando para respirar.

– Papai! – gritou ela, tentando segurá-lo quando ele começou a cair.

Aqueles que não estavam prestando atenção à briga começaram a sussurrar em preocupação, enquanto Demi caía com seu pai no chão. Ela ajoelhou-se ao lado dele, tocando-lhe o rosto vermelho... de repente percebendo que ele não estava mais ofegante. Não estava respirando, em absoluto.

– Não... Sel!

Sua irmã virou-se, finalmente percebendo o que tinha acontecido. Empurrou a mão do noivo, que a segurava, e aproximou-se. Deborah também veio, os olhos arregalados em choque, a boca aberta em horror. Ela ajoelhou-se ao lado do marido, despreocupada com seu vestido de grife e com a audiência.

– Alguém faça alguma coisa. Chamem uma ambulância. Rápido – gritou ela.

Demi levantou a cabeça, lágrimas escorrendo por suas faces, quando a imagem de seu pai deitado ali, sem vida, sem respirar, imprimiu-se em sua mente. Encontrou os olhos de Jake, prendeu-os, não precisando falar uma palavra.

Ele não hesitou.

– Saíam todos do caminho – gritou ele, se aproximando e ajoelhando-se.

– Não toque nele – disse Deborah. – Você vai piorar as coisas.

Joe ignorou-a, rasgando a camisa do pai de Demi para abri-la na frente, inclinando-se para ouvir o peito dele.

– Ele sabe o que está fazendo?

– Sim – assegurou Demi à outra mulher. – É isso que ele faz. O emprego verdadeiro de Joe. Ele sabe exatamente o que está fazendo. – Então ela olhou para Joe, já inclinando a cabeça de seu pai para trás, soprando ar dentro da boca dele, depois fechando as mãos para administrar compressões ao peito do homem mais velho.

– Por favor... – sussurrou ela, apenas para que ele ouvisse.

Demi não pôde formar mais nenhuma palavra, nem precisou. Joe entendia.

Não havia absolutamente nada que ele não faria para salvar a vida do pai dela.
 
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Postando mais um para não causar um ataque cardíaco nas leitoras. hahaha

6 comentários:

  1. Essa fic é demais!!!!
    Posta Outro?!!

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  2. Eu é que preciso de um paramédico agora.......Joe me ajuda....kkkkkkkkk posta mais pelo amor de Deus.....,

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  3. EU TÔ NO CHAO!!!! TUDO ESCLARECIDO!!!!!!!!!!! AAAAAAAAAAAA

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  4. Morri com esse capítulo! Gente que Joe tudo não é? Defendendo a Deusa da Demi e ainda salvando o pai dela! Tem como ser melhor?
    Continua por favoooor :)
    Beijinhos :*

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