13.2.15

Tentação Sem Limites - Capítulo 16

Olá! Obrigada pelos comentários <3 Sobre as meninas que deixaram os e-mails para ser convidada para o outro blog, eu irei mandar os convites por agora, então fiquem ligadas ao e-mail. Irei postar um capitulo 12:00 e um outro ás 22:00 á partir de amanhã e até o final dessa temporada que só tem mais uns 6 capítulos ;) Beijooos - Mari!

Postei um aviso lá no "A Sexóloga", deem uma olhadinha ;)

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DEMI

Fiquei ali sentada enquanto eles subiam no carrinho a caminho do buraco seguinte. Eu devia ter ido buscar mais bebidas. Mas o meu desejo de ver Joe havia sido mais forte e fiz um pequeno desvio até encontrá-lo. Agora, desejava não ter feito isso. Pela primeira vez naquela semana, estava enjoada de novo. Ele não havia me contado que Meg havia sido a primeira transa dele. Só me dissera que eram velhos amigos.

Saber que tipo de velhos amigos eles eram não ajudou. Eu tinha perfeita noção de que Joe tinha uma coleção de meninas com quem tinha ido para a cama. Era algo que eu sabia quando fiquei com ele pela primeira vez. Mas vê-lo com aquela que fora a primeira da sua vida doeu.

Ela estava flertando e ele correspondia. Estava tentando impressioná-la com os seus músculos, que já eram impressionantes o suficiente sem serem contraídos e exibidos. Por que ele havia feito aquilo? Queria que ela se sentisse atraída por ele? Estava curioso sobre como ela seria na cama agora?

Senti o estômago embrulhar, dei a partida no carrinho e me afastei das árvores atrás das quais me escondera. Não tivera a intenção de me esconder. Tinha pegado um atalho para ver se Joe estava naquele buraco, mas quando o vi sorrindo para Meg e depois deixando que ela o tocasse, parei. Não consegui ir em frente.

Ela era parte do mundo dele. Ela se encaixava naquele mundo. Em vez de dirigir um carrinho de bebidas de um lado para outro, ela estava jogando golfe. Ele não poderia ter me convidado. Para começar, eu não fazia ideia de como se jogava aquilo e, além disso, claro, eu trabalhava ali. Eu não poderia jogar. O que ele estava fazendo comigo? A irmã dele me odiava. Eu não poderia ser parte da vida dele. Não de verdade. Sempre estaria do lado de fora, olhando para dentro.

E odiava aquela sensação.

Estar com ele era incrível. Na privacidade da sua casa ou do meu apartamento, era fácil fingir que poderíamos ter algo mais. Porém, o que acontece quando estou exposta? Quando a gravidez for aparente e ele estiver comigo? As pessoas vão saber. Como ele vai lidar com isso? Posso esperar que ele encare isso?

Recarreguei o carrinho e deixei a minha mente repassar todos os cenários do que poderia acontecer conosco. Nenhum deles tinha um final feliz. Eu não era da elite. Era apenas eu. Na última semana, havia me permitido brincar com a ideia de ficar ali, de criar o bebê ao lado de Joe. Por mais que vê-lo com Meg tivesse doído, fora o sinal de alerta de que eu precisava. Ninguém vivia um conto de fadas. Muito menos eu.

Quando voltei, meu grupo já estava na reta final. Sorri, servi bebidas e até brinquei com os jogadores. Ninguém caria sabendo que eu estava chateada.

Aquele era o meu trabalho. E eu seria boa profissional.

Não diria nada ao Joe naquela noite. Não fazia sentido. Ele não estava pensando com clareza. Eu só aumentaria um pouco a distância entre nós. Não podia me permitir acreditar que ele era o meu “felizes para sempre”. Eu era mais inteligente do que isso.

Não consegui terminar o dia sem passar mal. O calor havia me afetado, mas Woods não caria sabendo de jeito nenhum. Eu não precisava dele achando que eu não conseguia trabalhar. Bethy segurou os meus cabelos para trás enquanto eu vomitava no banheiro atrás dos escritórios. Eu realmente a amava.

– Você exagerou.

Ela fez uma careta quando levantei a cabeça depois da última ânsia.

Eu não queria admitir, mas ela provavelmente tinha razão. Peguei a toalhinha úmida que ela me deu e limpei o rosto antes de me sentar no chão e encostar na parede.

– Eu sei. Mas não conte a ninguém.

Bethy se sentou ao meu lado.

– Por quê?

– Porque preciso deste emprego. A grana é legal. Se eu for embora quando a barriga começar a aparecer, vou precisar de todo dinheiro que conseguir guardar. Não vai ser fácil arrumar emprego quando a gravidez estiver evidente.

Bethy virou a cabeça e olhou para mim.

– Você ainda está planejando ir embora? E o Joe?

Não queria a Bethy com raiva dele. Ela havia acabado de voltar a ser legal com ele.

– Eu o vi hoje. Ele estava se divertindo. Ele se encaixa aqui. Está no ambiente dele. Eu não me encaixo nesse mundo.

– Ele não tem direito a uma opinião a respeito disso? Basta uma palavra sua, que ele a leva para dentro da casa dele e passa a cuidar de tudo. Você não precisaria trabalhar aqui no clube e estaria ao lado dele em todos os lugares. Sabe disso.

Eu não gostava da ideia de ser mais uma mulher tirando vantagem dele. A mãe e a irmã já faziam isso. Não queria fazer também. Eu não me importava com o dinheiro dele. Só me importava com ele.

– Eu não sou responsabilidade dele.

– Desculpe-me, mas tenho que discordar. Quando ele a engravidou, você se tornou a maior responsabilidade dele – disse Bethy, bufando.

Eu sabia a verdade sobre a noite em que transamos sem camisinha. Eu fui para cima dele. Praticamente o ataquei. A culpa não tinha sido dele. Em todas as outras vezes, ele foi cuidadoso. Eu não o deixei ser cuidadoso naquela noite. O erro foi meu, não dele.

– Você precisa acreditar quando digo que a culpa foi toda minha. Você não estava lá na noite em que fiquei grávida. Eu estava.

– Não pode ser totalmente culpa sua. Ninguém engravida sozinha.

Eu não ia discutir com ela.

– Simplesmente não conte a ninguém que passei mal. Não quero que se preocupem.

– Tudo bem. Mas não estou nada feliz. Se fizer isso de novo, vou contar.

Deitei a cabeça no ombro dela.

– Combinado – concordei.

Bethy deu um tapinha na minha cabeça.

– Você é louca.

Eu apenas ri, porque ela tinha razão.



JOE

Assim que o torneio terminou, fui para casa tomar um banho e me arrumar.

Nem fiquei para receber o troféu de segundo lugar. Deixei Grant e Meg fazerem as honras. Eu só havia participado do torneio porque tinha me inscrito com Nan e Grant no começo do verão. Nós participávamos todos os anos. Era por uma boa causa.

Quando parei no escritório da administração do clube, onde os carrinhos de bebidas estava estacionados, Darla disse que Demi saíra com Bethy havia mais ou menos uma hora. Liguei para Bethy, mas ela não atendeu. Imaginei que depois que eu terminasse de tomar banho e me arrumar, elas estariam de volta de onde quer que tivessem ido.

O carro de Bethy estava no estacionamento quando cheguei ao condomínio delas. Demi estava em casa. Graças a Deus. Passei o dia todo pensando nela. Bati três vezes na porta e esperei, impaciente, que ela abrisse. Bethy me deu um sorriso tenso. Não era quem eu queria ver.

– Oi – falei, entrando no apartamento.

– Ela já está dormindo. Foi um dia longo – disse Bethy, ainda parada na porta, que segurava semiaberta, como se quisesse que eu fosse embora.

– Ela está bem? – perguntei, olhando para a porta do quarto fechada corredor. – Só está cansada. Deixe-a dormir – respondeu Bethy.

– Não vou acordá-la, mas não vou embora. Então, pode fechar a porta – falei, antes de seguir na direção do quarto de Demi.

Eram apenas seis horas da tarde. Ela não deveria estar dormindo tão cedo, a menos que estivesse doente. A ideia de ela ter se esforçado demais naquele dia fez meu coração disparar. Eu devia ter insistido para que ela não trabalhasse. Não era seguro nem para ela nem para o bebê.

Abri a porta devagar e entrei. Então a fechei e tranquei atrás de mim. Demi estava enroscada no meio da cama. Parecia perdida ali. Seus longos cabelos louros estavam espalhados por cima dos travesseiros. Uma das suas longas pernas estava para fora das cobertas. Tirei a camisa e a atirei em cima da cômoda antes de abrir o zíper do jeans e tirá-lo. Quando estava apenas de cueca samba-canção, levantei as cobertas e me deitei atrás dela. Então a puxei para mais perto do meu corpo e ela veio de boa vontade. Um suspiro baixinho e uma saudação murmurada foram os sons mais adoráveis que eu já ouvira na vida.

Sorrindo, afundei o rosto nos cabelos dela e fechei os olhos.

Aquele era o único lugar em que eu queria estar. Deslizei a mão para baixo e a pousei em cima da barriga lisa dela. A ideia do que eu estava tocando naquele momento era comovente.

Um suave carinho no meu braço até o meu peito me fez sorrir ao abrir os olhos. Demi estava de frente para mim. Tinha os olhos abertos, fixos no meu peito. Passou o dedo pelos meus peitorais e ombros. Levantou o olhar e entreabriu os lábios em um pequeno sorriso.

– Oi – sussurrei.

– Oi.

Estava escuro lá fora, mas eu não fazia ideia de que horas eram.

– Senti a sua falta hoje.

O sorriso desapareceu e ela desviou o olhar de mim. Foi uma reação estranha.

– Eu também senti a sua falta – respondeu ela, sem me encarar.

Estendi o braço e segurei seu queixo, fazendo com que olhasse para mim de novo.

– O que aconteceu?

– Nada.

Ela estava mentindo. Alguma coisa havia acontecido.

– Demi, me diga a verdade. Você parece chateada. Tem alguma coisa errada.

Ela começou a se afastar de mim, mas eu a segurei.

– Por favor, me conte – implorei.

A tensão no seu corpo aliviou um pouco quando eu pedi por favor. Eu precisava me lembrar de que essa expressão era uma fraqueza dela.

– Eu vi você hoje. Você estava se divertindo... – disse ela, baixando a voz.

Aquele era o problema? Ah... só um minuto. Ela tinha visto Meg.

– Tem a ver com a Meg. Sinto muito. Só quando ela chegou eu soube que

Grant lhe pedira que substituísse a Nan. Minha irmã deu para trás no último minuto e Grant a chamou para entrar em seu lugar. Eu lhe teria contado se soubesse.

O corpo dela estava tenso de novo. Merda. Achei que havia explicado. Ela estava chateada por causa disso?

– Ela foi a sua primeira... – A voz de Demi estava tão baixinha que eu quase não ouvi.

Alguém havia contado a ela. Porra. Quem sabia disso além de Grant? Eu não era de compartilhar a minha vida sexual com as pessoas. Quem poderia ter contado? Segurei o rosto dela nas mãos.

– E você é a minha última.

Os olhos dela suavizaram. Eu estava ficando bom nessa fala mansa. Nunca havia me preocupado muito em dizer as coisas certas para as mulheres. Com Demi, era fácil. Eu só estava sendo sincero.

– Eu... – Ela parou e se remexeu nos meus braços. – Preciso ir ao banheiro.

Eu tinha certeza de que não era isso que ela ia dizer inicialmente, mas deixei que se levantasse.

Ela estava vestindo uma regata amarela e uma calcinha cor-de-rosa. Os quadris dela estavam mais cheios e a ideia de trazê-la de volta para a cama me deixou duro como uma pedra. Eu precisava me focar. Ela estava chateada com alguma coisa e não me dizia o que era. Eu precisava consertar aquilo. Não a queria chateada.

Meu celular tocou e eu me estiquei para pegá-lo na mesa de cabeceira. Era Nan. Não queria falar com ela naquele momento. Ignorei a chamada. Depois de desligar o som do alerta, conferi o horário. Eram apenas 21h10.

Demi saiu do banheiro e abriu um sorriso tímido.

– Estou com um pouco de fome.

– Então vamos alimentar você – falei, me levantando e vestindo a calça jeans.

– Preciso ir ao mercado. Pretendia ir mais cedo, mas estava com sono, então quis tirar um cochilo antes.

– Eu levo você para jantar fora. Faremos compras amanhã. Não há mercados abertos a esta hora aqui por perto.

Demi pareceu confusa.

– Também não tem restaurantes abertos na cidade.

– O clube fica aberto até as onze.

Vesti a camisa e me aproximei dela. Demi estava me examinando como se não compreendesse.

– O que foi? – perguntei, agarrando a cintura dela e puxando o seu corpo quase nu contra o meu.

– As pessoas vão ver você comigo no clube. Pessoas que não são os seus amigos – disse ela, como se estivesse me dando tempo para entender.

– E daí? – perguntei.

Ela levantou a cabeça para olhar para mim.

– Eu trabalho lá. Eles sabem que eu trabalho lá.

Eu ainda não entendia aonde ela queria chegar. Demi soltou um suspiro irritado.

– Você não se importa que outros sócios do clube vejam você jantando com uma funcionária?

Congelei. O quê?

– Demi – respondi devagar, para garantir que eu havia escutado direito. – Você acabou de me perguntar se eu me importo que alguém me veja jantando com você? Por favor, diga que não entendi direito.

Ela deu de ombros.

Soltei a cintura dela e caminhei até a porta. Ela só podia estar brincando comigo. Olhei para ela de novo. Estava de braços cruzados sobre o peito, me observando.

– Quando foi que z você pensar que não queria ser visto ao seu lado? Porque, se eu fiz isso, juro que vou consertar.

Ela deu de ombros de novo.

– Não sei. Mas nós dois nunca saímos juntos de verdade. Quero dizer, teve o bar de country aquela vez, mas aquilo não foi exatamente um encontro. Seus compromissos sociais normalmente não me incluem.

Senti um aperto no peito. Ela tinha razão. Eu nunca a havia levado a lugar algum além de uma saída para comprar móveis e uma carona de ida e volta para Sumit. Puta que pariu. Eu era um idiota.

– Você tem razão. Eu não presto. Nunca a levei a nenhum lugar especial – sussurrei, balançando a cabeça.

Eu nunca tivera um relacionamento. Eu trepava com as garotas e depois as mandava para casa.

– Então esse tempo todo achou que eu tivesse vergonha de você? – perguntei, sabendo que não queria ouvir a resposta. Doeria para caralho.

– Não exatamente vergonha. Eu só... eu só achava que, bom, eu não me encaixo no seu mundo. Sei disso. Só porque estou grávida, não quer dizer que você precise me assumir de qualquer maneira. Você só está me dando apoio...

– Demi, por favor... Eu não posso ouvir isso. – Diminuí a distância que havia aberto entre nós. – Você é o meu mundo. Quero que todo mundo saiba disso. Eu não sei namorar, então nunca pensei em levar você para sair como minha namorada. Mas posso lhe prometer agora mesmo: vou levá-la a tantos lugares que não vai haver uma única pessoa nesta cidade que não saiba que idolatro o chão em que você pisa. – Jurei antes de estender o braço e pegar a mão dela. – Desculpe por eu ter sido um idiota.

Demi piscou, afastando as lágrimas. Eu me perguntei quantas vezes mais eu iria estragar as coisas antes de acertar tudo.

9 comentários:

  1. Adorei...continua
    Também gostaria muito de ler o teu outro blog.
    O meu e-mail é danielapalves9@gmail.com
    Beijinho e continua

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  2. Que fofo amem ela falou, posta mais

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  3. Mt bom!!
    Posta mais!!
    Eu preciso de mais!!!

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  4. Ele foi perfeito com ela agora, mesmo errando ele esta tentando fazer o melhor que pode por ela...... adorooo essa fic..... gostaria que vc me convidasse no outro blog, meu email é cassia_printlog@hotmail.com

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  5. Meu email : vitoriacarvalhinho@gmail.com
    posta mais

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  6. Oi! O meu nome é Sílvia e vinha pedir só um favor, se puder ajudar.

    Duas escritoras: Letícia e Diana, estão criando um blog de parceria. O blog foi criado em Dezembro de 2014 e a fanfic propriamente dita ainda não começou.
    Se puder ler e se gostar divulgar as escritoras agradeciam.

    Ainda só tem sinopse, trailer e personagens por isso é fácil acompanhar.
    É esse o blog: http://historiaportrasdacena.blogspot.pt/

    Obrigada desde já.

    Beijos.

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