25.2.15

Capitulo 10 - Amor Sem Limites

Mais um p vcs! Comentem e eu posto mais um quando voltar da aula! Beijos, amo vcs ♥
Bruna

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DEMI

Ao longo dos dias seguintes, as coisas passaram de tensas a ruins e, depois, a péssimas.

Joe mal cava na mansão. Quando cava, era por pouco tempo. Nan e Kiro brigavam, ela saía correndo e Joe saía logo atrás dela.

Eu sabia que este era o motivo pelo qual havíamos viajado para Los Angeles, mas não esperava que as coisas chegassem a esse ponto. Nan era mais imatura do que eu imaginava. Kiro era um idiota. Harlow percebia isso, mas sabia lidar com a situação. Em vez de ficar andando de um lado para o outro da casa berrando que não era amada, ela passava a maior parte do tempo enfiada no quarto, lendo. Às vezes, quando estava quente, ela ia lá para fora comigo.

Eu sentia falta de Joe. Sentia falta de ver seu sorriso. Ele não sorrira muito nos últimos dias. Na noite anterior, eu sugerira que ele desse algum espaço para Nan, para que ela percebesse que ele não sairia correndo atrás dela quando desse um ataque. Para ver como ela lidaria com a situação. Ele cara frustrado: “Ela está ameaçando se matar, Demi. Não posso ignorar isso. Também não acredito que ela vá fazer isso, mas ainda não consigo ignorar.

Alguém precisa se importar com ela e esse alguém sou eu. Ninguém mais dá a mínima.”

Depois disso, eu não disse mais nada. Ele não queria me escutar, e eu não queria que ele estourasse comigo. Eu estava ficando cansada. A situação toda estava me cansando.

Eu começava a compreender por que Harlow se escondia. Por duas vezes eu havia agrado Kiro comendo uma garota que parecia ter a minha idade. Não era uma imagem que eu desejasse ter na cabeça. Ele simplesmente fazia sexo onde quer que lhe desse vontade. Aprendi e ficar bem longe da sala de jogos. Aquela mesa de sinuca não era usada para sinuca.

Uma batida à porta interrompeu meus pensamentos e, para variar, fiquei contente. Não queria ficar remoendo a distância que havia entre mim e Joe naquele momento. Isso me deixava tensa. Harlow enfiou a cabeça pela porta.

– Quer ir até a piscina comigo? Papai não está em casa, então não tem nenhuma rapidinha acontecendo por lá – propôs ela, dando um sorriso tímido.

Nós também havíamos agrado Kiro nu na piscina não com uma, mas duas garotas. Foi constrangedor. Ele riu tão alto que tenho certeza que os vizinhos o escutaram. Em vez de ficar envergonhado, ele achou a situação hilária.

– Parece uma boa ideia. Vou vestir o maiô e me encontro com você lá – respondi.

Harlow era a única coisa boa naquele lugar. Eu ansiava por voltar a Rosemary e ter meu

Joe de volta, em vez daquele Joe tenso e furioso que tomara o lugar dele. Mas ia sentir falta de Harlow.

Vesti rapidamente o maiô e a saída de praia antes de descer para a piscina, que era impressionante. As quedas-d'água e a fonte no meio eram apenas a cobertura do bolo. Os detalhes e o planejamento daquela piscina faziam com que parecesse uma floresta tropical exótica. Só de olhar para ela a pessoa já se sentia mais calma.

Harlow estava sentada em uma espreguiçadeira com seu leitor digital quando cheguei. Sentei ao lado dela e estiquei as pernas. Era o dia mais quente desde que eu chegara. Fazia 27 graus. O que era loucura, se pensássemos que faltavam dois dias para dezembro, que traria o inverno.

Eu tinha acabado de perguntar a Harlow sobre como eles comemoravam as festas de fim de ano quando algo me interrompeu.

A cólica estava de volta. Puxei os joelhos e aninhei minha barriga, fazendo um esforço enorme para não chorar. Queria ter contado a Joe sobre isso depois do último episódio, mas, antes de eu ter a chance, ele saíra de novo com Nan.

– Demi? Você está bem? – perguntou Harlow ao meu lado.

– Não sei – respondi sinceramente. Uma lágrima rolou, e eu detestei que ela me visse daquele jeito. Queria ir para casa.

Harlow se aproximou e sentou na beira da minha espreguiçadeira.

– Está com dor? – perguntou ela.

Apenas assenti. Harlow franziu a testa e olhou ao redor.

– Onde está o Joe?

– Foi ver a Nan – respondi, encolhendo-me quando outra cólica veio.

Harlow se levantou.

– Não acho normal que uma grávida que se encolhendo e chorando de dor. Precisamos ir a um médico. Posso levá-la ao meu. Ele é fã do papai, então vai atendê-la sem hora marcada. Ligo para o consultório dele no caminho.

Eu não queria transformar aquilo numa cena, então a solução mais fácil era deixar que Harlow me levasse. Assenti e ela pegou minha mão e me ajudou a levantar.

– Preciso trocar de roupa primeiro – falei, olhando para o maiô e a saída de praia que eu usava.

– Então vá se trocar, que eu vou também. Depois vou parar meu carro na entrada da frente.

– Obrigada – respondi, então entrei na casa e subi até o quarto de Joe. Pensei em ligar para ele, mas mudei de ideia. Ele já tinha que cuidar da irmã. Talvez o que eu estava sentindo não fosse nada além de gases. Eu ligaria para ele se o médico achasse necessário. Não havia por que estressá-lo mais.

A vozinha na minha cabeça sussurrava o que eu não queria admitir. Você está com medo que você e o bebê não venham em primeiro lugar. Não quer que ele precise escolher.

Afastei esse pensamento. Troquei rapidamente o maiô por uma calcinha, pus o vestido e desci. Eu me sentiria melhor depois que um médico garantisse que eu estava bem. Assim que cheguei ao último degrau, senti outra pontada e precisei me agarrar ao corrimão da escada para me equilibrar. A cólica me fez gemer.

– Você está bem? – O tom preocupado na voz de Dean me surpreendeu.

Forcei um sorriso e assenti.

– Sim, estou. Só vou a uma consulta com o ginecologista da Harlow. Volto logo. Diga ao Joe que ligo se precisar.

– Onde ele está? – perguntou Dean atrás de mim, depois que segui na direção da porta.

– Com a Nan – respondi, então abri a porta e segui para o Audi conversível de Harlow.

Harlow não errara ao dizer que o médico me atenderia imediatamente. Assim que chegamos, a enfermeira nos levou ao consultório, sem me pedir que preenchesse nem assinasse nada.

– Vou esperar aqui fora – avisou Harlow.

Fiquei agradecida por ela não entrar comigo. Eu gostava de Harlow, mas ainda não éramos íntimas o bastante para que ela fosse minha acompanhante num exame.

– Tire a parte de baixo da roupa. Pode ficar com a parte de cima. E cubra-se com o lençol que está na mesa. O médico virá em seguida – informou a mulher. Assenti com a cabeça e agradeci. Depois que a porta se fechou atrás dela, entrei no banheiro e tirei a parte de baixo da roupa.

A mancha vermelha na minha calcinha me fez parar e respirar fundo. O terror começou a invadir meus pensamentos, dificultando a respiração. Fiquei ali, olhando fixamente para a calcinha e me perguntando se aquilo era normal, se estava tudo bem. Eu devia ter ligado para Joe. Comecei a rezar. Não rezava sempre, mas, naquele momento, precisava que alguém protegesse meu filho.

Depois da minha oração silenciosa, saí do banheiro, fui até a mesa de exames e me cobri. Fiquei um pouco aliviada quando alguém bateu de leve na porta e, depois de uma breve pausa, a abriu. A ajuda havia chegado. O médico saberia o que fazer. Eu esperava que sim. Um homem muito mais jovem do que eu imaginava entrou, seguido pela enfermeira que havia me levado até a sala.

– Srta. Lovato, sou o Dr. Sheridan. Harlow me disse que você está sentindo cólicas e que está muito longe do seu médico da Flórida.

Fiz que sim com a cabeça.

– Sim, senhor. Também estou sangrando um pouco. – As palavras saíram engasgadas, de um jeito que eu não esperava.

– Fique calma. Isso pode ser algo simples, como desidratação. Não se preocupe, que isso não vai ajudar – disse ele, sentando-se ao meu lado e me fazendo apoiar as pernas. – O que está fazendo tão longe de casa? – perguntou ele, começando a me examinar.

– Meu noivo e eu estamos visitando o pai dele – expliquei apenas. Não havia por que contar a ele o real motivo de estarmos ali.

– Quanto você conhece Harlow? – perguntou ele.

– O pai do meu noivo é Dean Jonas – falei, imaginando que, se o cara era fã de Kiro, deduziria o restante.

Ele fez uma pausa.

– É mesmo? Então o bebê que estamos examinando aqui é neto de Dean Jonas?

Assenti e desejei que ele parasse de fazer tantas perguntas e continuasse com o exame. Eu precisava saber que meu lho estava bem. Ele pareceu ficar mais sério em relação ao exame.

– Não quero assustá-la, Srta. Lovato, mas precisamos fazer um ultrassom para conferir como está o bebê. Depois disso, quero monitorar você e ele por umas duas horas aqui no consultório. É um procedimento de rotina. Só estou tomando precauções para me assegurar de que tudo esteja bem. Também vou pedir que beba um pouco de líquido. Melanie irá lhe trazer algo para beber assim que terminarmos o ultrassom. Temos uma sala nos fundos só para isso, com uma cama confortável. Melanie irá diminuir as luzes e pôr uma música relaxante enquanto você descansa.

Ele não estava me internando. Isso era bom... não era? Consegui assentir de novo.

– Vou pedir que Melanie diga a Harlow qual vai ser nosso procedimento, caso ela queira fazer outra coisa até você ligar. Tudo bem para você? – perguntou ele.

Eu havia me esquecido de Harlow.

– Sim, é claro. Diga que eu falei para ela ir. Eu a avisarei quando estiver liberada. Não quero que fique esperando aqui todo esse tempo.

O médico fez que sim com a cabeça e saiu. A enfermeira, que eu deduzi ser Melanie, me ajudou a me levantar.

– Vista a parte de baixo de novo, e vou levá-la até o ultrassom.

JOE

Quando cheguei ao quarto de hotel de Nan, estava furioso. Havia deixado Demi

chateada, e era tudo culpa da minha irmã. Se ela não fosse tão egoísta, eu nem estaria ali. Eu tinha de lhe dizer que ela precisava crescer e pronto. Já estava cansado. Não podia continuar fazendo isso. Ela precisava dar um jeito na vida. Eu era sua muleta.

Bati na porta do quarto e esperei. Havia me informado na recepção, e Nan voltara fazia cerca de quinze minutos, portanto eu sabia que ela estava ali. Esperei alguns instantes, bati de novo e nada. Mais joguinhos. Comecei a bater com mais força.

– Nannette, abra esta porta! – gritei.

Um funcionário do hotel parou ao me ver esmurrando a porta.

– Minha irmã está aqui e não está atendendo. Estou preocupado com ela – menti. – Pode abrir a porta?

O sujeito ainda não parecia muito seguro a meu respeito. Pela expressão no rosto dele, percebi que estava prestes a chamar a segurança. Nan adoraria isso. Enfiei a mão no bolso de trás da calça e peguei minha carteira.

– Olhe minha identidade. Sou Joe Jonas. Minha irmã, Nannette, está neste quarto.

Mandar me tirarem daqui é uma péssima ideia.

– Sim, senhor – respondeu o funcionário. Tinha reconhecido meu sobrenome. Em Los Angeles, isso acontecia muito mais do que na Flórida.

Ele abriu a porta e eu entrei na suíte pronto para gritar com Nan por estar sendo infantil.

Foi quando a vi caída no sofá. Ela estava em uma posição estranha. Corri até ela e tomei seu pulso. Senti uma pulsação muito leve nos dedos. Quis chorar de alívio.

– Preciso de paramédicos, AGORA – rugi para o homem, que estava parado na porta, boquiaberto.

– Sim, senhor – respondeu ele, tirando o telefone da cintura e dizendo a quem quer que estivesse do outro lado da linha o que estava acontecendo.

– O que você fez, Nan? – perguntei, com o coração batendo dolorosamente. Sentia a garganta apertada e não conseguia respirar fundo. Eu não tinha acreditado nela. Achara que ela só estava tentando chamar atenção. Eu zera igual a todas as outras pessoas de sua vida. Eu a havia ignorado. Eu era um irmão horrível. Segurei-a junto a meu peito, e meu telefone vibrou no bolso. Tirei-o do bolso, vi o nome de Harlow na tela e o coloquei de lado. Não estava a fim de falar com Harlow. Ela era parte dos problemas de Nan. Eu não tinha nada para dizer a ela naquele momento.

Fiquei ninando minha irmã suavemente. Era tudo culpa de Kiro. Ele iria pagar por isso.

Se alguma coisa acontecesse com Nan, ele pagaria por isso.

– Eu estou aqui, Nan. Não vou deixá-la, mas você não pode me deixar – sussurrei, enquanto esperava pelo socorro.

Pareceu passar uma eternidade antes de eu ouvir passos fortes no corredor e o recepcionista indicando:

– Aqui.

Três paramédicos entraram correndo no quarto, e passei Nan para eles. Começaram checando seus sinais vitais comigo parado ali e observando sem ter o que fazer. Ouvi meu telefone tocar no chão, onde eu o havia atirado. Precisava pegá-lo.

– Ela tomou alguma coisa. Você sabe o que foi? – perguntou um dos homens.

– Não, acabei de chegar aqui – respondi, entorpecido. Ela tivera uma overdose. Puta merda. Corri até o banheiro e encontrei dois frascos de remédios controlados dentro da pia.

Muitos analgésicos. – Puta que pariu! – rugi.

Um paramédico apareceu ao meu lado e pegou os frascos da minha mão.

– Precisamos fazer uma lavagem estomacal. Você é da família? – perguntou ele.

– Irmão – consegui dizer.

– Serve. Vamos tirá-la daqui. Você pode ir na ambulância – falou ele.

Assisti num torpor de descrença enquanto eles punham o corpo inerte de Nan em cima da maca e começavam a carregá-la para fora do quarto. Fui atrás. Meu telefone tocou a distância, mas eu o deixei lá. Naquele momento, precisava salvar minha irmã.

Seis horas depois, eu estava sentado ao lado da cama de hospital de Nan. Ela ainda não havia acordado, mas os médicos acreditavam que ela se recuperaria por completo. Ao que tudo indicava, eu a encontrara a tempo. Quando cheguei, ela havia acabado de desmaiar por causa dos remédios.

Estava sem meu telefone e precisava ligar para Demi. A essa altura, ela devia estar preocupada comigo. Até aquele momento, eu não me sentira pronto para falar com ela. Não era culpa dela o que estava acontecendo, mas eu estava sensível demais para falar com qualquer um. Antes que pudesse pensar em qualquer outro assunto ou qualquer outra pessoa, precisava que me garantissem que Nan ia sobreviver. Agora me sentia culpado por não ter ligado para Demi.

Deixar o telefone no quarto de hotel de Nan não tinha sido nada inteligente. Na hora eu estava em estado de choque e nada fazia sentido. O que eu tinha de fazer agora era procurar ajuda para Nan, tirar Demi de Los Angeles e voltar para Rosemary. Precisava ligar para minha mãe. Era ela quem devia estar lidando com essa situação, não eu.

Kiro não ia fazer nada a respeito. Nan queria algo que jamais teria. Estava na hora de se desapegar. Uma enfermeira abriu a porta e entrou no quarto. Olhei para ela e decidi que era o momento de desistir de tentar ser tudo para Nan, porque eu era péssimo nisso.

– Preciso conversar com o médico. Quando ela puder, quero que seja internada em um lugar onde a ajudem a se recuperar. Ela precisa de ajuda, e não consigo dar conta – disse em voz alta pela primeira vez na vida. Eu estava admitindo que havia falhado com minha irmãzinha. Em vez de me sentir culpado, foi como se tirasse um imenso peso dos ombros.

– O Dr. Jones estará aqui em breve. Ele também vai querer interná-la. Ela realmente precisa de ajuda. Que bom que você está de acordo. Isso sempre facilita as coisas.

Nada em relação àquilo seria fácil, mas era o melhor para todo mundo.

10 comentários:

  1. Estou amando muito essa fanfic, de verdade.
    Essa Nan é muito carente e exagerada, tudo o que ela quer é atenção.
    Acho que Demi perdeu o bebê :'( Tomara que minha intuição esteja errada.
    Joseph não devia ter largado o celular, tudo bem que ele está com Nan, mas ele não devia ficar sem fazer contato por causa dela.
    Espero mesmo que Demi não tenha perdido o bebê, ela não merece isso.
    Continua logooo, beijos.

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  2. Tomara que a Demi não perca o bebê
    Posta mais!!!!!

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