10.2.15

Tentação Sem Limites - Capítulo 12 MARATONA

Penúltimo da maratona... 8 comentarios para o próximo! Beijos, amo vcs!
Bruna

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DEMI


Era o segundo dia que eu não enjoava. Até pedi a Bethy que preparasse bacon para me testar antes de eu me apresentar para o turno do almoço. Imaginei que, se eu conseguisse sobreviver ao bacon, conseguiria trabalhar no restaurante. Senti o estômago embrulhar e fiquei nauseada, mas não vomitei. Eu estava melhorando.

Liguei para Woods e lhe garanti que caria bem. Ele aceitou minha oferta, porque estava com pouca gente e precisava de mim. Jimmy estava parado na cozinha sorrindo quando cheguei trinta minutos antes do meu turno.

– Aí está a minha garota. Que bom que aquele mal-estar diminuiu. Você parece ter perdido cinco quilos. Por quanto tempo ficou doente?

Woods explicara a Jimmy e a quem mais perguntasse que eu havia pegado uma virose e estava me recuperando. Tinha trabalhado apenas dois turnos no salão e nunca encontrava funcionários da cozinha quando estava no carrinho de bebidas.

– Devo ter perdido peso, sim. Mas tenho certeza de que vou recuperar logo, logo – respondi, dando um abraço nele.

– É melhor mesmo, senão vou encher você de rosquinhas até conseguir passar as mãos ao redor da sua cintura sem meus dedos se tocarem.

Isso aconteceria mais cedo do que ele imaginava.

– Eu comeria uma rosquinha agora mesmo.

– Combinado. Depois do trabalho. Você, eu e uma caixa com doze. Metade coberta de chocolate – disse Jimmy e me passou o avental.

– Parece bom. Você pode vir conhecer a minha nova casa. Vou ficar com a Bethy em um apartamento dentro do clube.

Jimmy arqueou as sobrancelhas.

– Não me diga. Ora, ora, ora, como vocês estão chiques.

Amarrei o avental e enfiei a caneta e o bloco no bolso da frente.

– Farei a primeira ronda se você preparar as saladas e o chá gelado.

Jimmy piscou.

– Combinado.

Segui para o salão do restaurante e, por sorte, os únicos clientes eram dois senhores que eu tinha visto outras vezes, mas cujos nomes não sabia. Anotei os seus pedidos e servi uma xícara de café para cada um antes de voltar para conferir as saladas.

Jimmy já tinha duas preparadas para mim e as estava segurando quando voltei para a cozinha.

– Aqui estão, gostosa.

– Obrigada, lindo – respondi, levando-as para o salão.

Entreguei as saladas e anotei os pedidos de duas novas clientes. Então fui buscar a água com gás e a água aromatizada com limão que elas pediram.

Ninguém nunca pedia simplesmente água ali.

Jimmy estava saindo da cozinha quando cheguei.

– Acabei de atender as duas mulheres que parecem ter saído das quadras de tênis. Vi a Hillary... ela não é a anfitriã de hoje? Enfim, ela estava conversando com mais clientes, então, acho que deve haver uma mesa esperando para ser atendida.

Ele me cumprimentou e seguiu para o salão.

Terminei de pegar as águas, pus as duas sopas de caranguejo que os homens haviam me pedido na bandeja e voltei para o salão, quando a expressão de pânico de Jimmy chamou minha atenção.

– Deixe isso comigo – disse ele, pegando a bandeja da minha mão.

– Você nem sabe para quem é. Eu consigo carregar uma bandeja, Jimmy – retruquei revirando os olhos.

Ele nem sabia que eu estava grávida e estava sendo bobo...

Então eu o vi... na verdade, eu os vi. Jimmy não estava sendo bobo. Estava me protegendo.

Joe estava com a cabeça abaixada enquanto conversava, com uma expressão muito séria. A mulher tinha longos cabelos escuros. Ela era maravilhosa. Tinha as maçãs do rosto altas e perfeitas. Cílios compridos e pesados contornavam os seus olhos escuros. Eu ia vomitar. Minha bandeja oscilou e Jimmy a estava tirando de mim. Entreguei para ele. Estava quase deixando cair.

Ele não era meu. Mas eu estava carregando o bebê dele. Ele não sabia, certo. Mas tinha feito amor comigo… não, ele havia trepado comigo no banheiro da

Bethy três dias antes. Isso me magoou. Muito. Engoli em seco, sentindo a garganta quase fechada. Jimmy estava me dizendo alguma coisa, mas eu não conseguia entender. Não conseguia fazer nada além de olhar para eles. Ele estava inclinado muito para perto dela, como se não quisesse que ninguém ouvisse o que diziam.

Os olhos dela desviaram de Joe e cruzaram com os meus. Eu a odiei. Ela era linda, refinada e tudo o que eu jamais seria. Era uma mulher. Eu, uma garota. Uma garota patética que precisava dar o fora dali e parar de fazer cena. Mesmo que fosse uma cena silenciosa, eu ainda estava apenas parada, imóvel, olhando para eles. Ela me estudou e franziu a testa de leve. Não queria que perguntasse a Joe e apontasse para mim. Dei meia-volta e saí rapidamente do salão.

Assim que estava fora da vista dos clientes, disparei a correr e dei um encontrão no peito de Woods.

– Opa, calma aí, querida. Para onde está correndo? Ainda é demais para você? – perguntou ele segurando o meu queixo com o dedo e levantando a minha cabeça para ver o meu rosto.

Assenti e uma lágrima escapou. Eu não ia chorar por causa disso, droga. Eu havia pedido que acontecesse. Eu o tinha afastado e dado as costas a ele depois do sexo maravilhoso. O que eu esperava? Que ele casse esperando por mim?

Pouco provável.

– Sinto muito, Woods. Só me dê um minuto e vou ficar bem. Prometo. Só preciso de um momento para me recompor.

Ele passou a mão pelo meu braço, de um jeito reconfortante.

– Joe está lá dentro? – perguntou quase com hesitação.

– Está – engasguei, obrigando as lágrimas que enchiam os meus olhos a irem embora.

Respirei fundo e pisquei com força. Eu não ia fazer isso. Controlaria as minhas emoções malucas.

– Ele está com alguém? – perguntou Woods.

Só fiz que sim com a cabeça. Não queria dizer em voz alta.

– Quer ir para a minha sala esfriar a cabeça? Esperar até eles irem embora?

Sim. Eu queria me esconder daquilo, mas não podia. Precisava aprender a conviver com a situação. Joe caria em Rosemary por mais um mês. Eu precisava aprender a lidar com essas situações.

– Eu consigo fazer isso. Foi uma surpresa. Só isso.

Woods desviou o olhar do meu e o rosto dele foi tomado por uma expressão fria.

– Vá embora. Ela não precisa disso agora – falou Woods com raiva.

– Tira a porra das mãos de cima dela – respondeu Joe.

Eu me afastei do abraço de Woods e mantive os olhos abaixados. Não queria vê-lo, mas também não queria que ele e Woods brigassem. Woods parecia pronto para lutar pela minha honra. Eu não fazia ideia de como Joe estava porque não olhava para ele.

– Eu estou bem, Woods. Obrigada. Vou voltar ao trabalho – murmurei e comecei a seguir em direção à cozinha.

– Demi, não. Fale comigo – pediu Joe.

– Você já fez o bastante. Deixe-a em paz, Joe. Ela não precisa passar por isso. Não agora – rugiu Woods.

– Você não sabe de nada – grunhiu Joe e Woods deu um passo na sua direção.

Ou ele ia contar que eu estava grávida e deixar muito claro que sabia de alguma coisa ou ia começar a trocar socos com Joe. Mais uma vez eu precisava acabar com aquilo e consertar a situação.

Eu me virei e fui para a frente de Joe. Olhei para Woods.

– Está tudo bem. Só me dê um minuto com ele. Vai ficar tudo certo. Ele não fez nada de errado. Eu fui irracional. Só isso.

O maxilar de Woods se movia enquanto ele rangia os dentes. Provavelmente estava sendo difícil para ele ficar de boca fechada. Por fim, assentiu e se afastou.

Eu precisava encarar Joe.

– Demi – disse Joe gentilmente ao estender a mão e segurar a minha. – Por favor, olhe para mim.

Eu conseguiria fazer isso. Precisava fazer isso. Eu me virei, deixando que ele segurasse a minha mão. Eu deveria me afastar, mas não conseguiria ainda. Eu o vira com uma mulher que provavelmente estava mantendo a sua cama quente à noite enquanto eu continuava afastando-o de mim. Eu o estava perdendo. E o nosso bebê também. Mas... será que algum dia ele realmente tinha sido nosso?

Levantei os olhos e encontrei o olhar preocupado dele. Joe não gostava de me deixar chateada. Eu adorava isso nele.

– Está tudo bem. Tive uma reação exagerada. Eu só, hum, quei surpresa, só isso. Deveria imaginar que você havia seguido em frente a essa altura. Eu só...

– Pare com isso – Joe me interrompeu e me puxou para perto dele. – Eu não segui para lugar nenhum. Você não viu o que pensa que viu. Meg é uma velha amiga. Só isso. Ela não significa nada para mim. Eu vim procurar você. Precisava vê-la e fui jogar golfe. Você não estava no campo. Eu cruzei com a Meg e ela sugeriu que almoçássemos juntos. Só isso. Eu não fazia ideia de que você estava trabalhando aqui. Jamais teria feito isso. Embora eu não estivesse fazendo nada. Amo você, Demi. Só você. Eu não estou com mais ninguém. Nunca estarei.

Eu queria acreditar nele. Por mais egoísta e errado que fosse, eu queria acreditar que ele me amava o bastante para não precisar de mais ninguém. Mesmo que eu o estivesse afastando de mim. Eu estava mentindo para ele. E odiava mentirosos. Ele me odiaria também se eu não contasse logo. Eu não queria que ele me odiasse. Mas não podia confiar nele. Mentir resolvia isso? Mentir alguma vez resolve alguma coisa? Como ele poderia confiar em mim um dia?

– Eu estou grávida.

As palavras saíram antes que eu me desse conta do que estava fazendo. Cobri a boca horrorizada enquanto Joe arregalava os olhos. Então me virei e saí correndo como uma louca.


JOE

 Meus pés pareciam presos ao chão. Mesmo vendo Demi se afastar correndo de mim, não consegui me mover. Aquilo era um sonho? Uma alucinação? Eu estava ficando tão mal assim?

– Se você não for atrás dela, eu vou.

A voz de Woods interrompeu os meus pensamentos e eu despertei do choque.

– O quê? – perguntei, olhando furioso para ele.

Eu o odiava. De repente, tive vontade de dar um soco na cara dele.

– Eu disse que, se você não for atrás dela, eu vou. Ela precisa de alguém neste momento. E tem que ser você, por mais que eu não queira que seja, porque não acho que você a mereça.

Ele sabia que ela estava grávida? Meu sangue começou a ferver. Ela havia contado a Woods que estava grávida, mas não a mim?

– Eu estava aqui na primeira manhã que ela tentou trabalhar e o cheiro de bacon a fez sair correndo para o banheiro para vomitar. Então, sim, eu já sabia. Tire essa expressão maluca de ciúme do rosto e vá atrás dela. – O tom de Woods estava repleto de desprezo.

– Ela estava passando mal?

Eu não sabia que ela estava passando mal. Senti uma dor no peito. Ela estava passando mal sozinha. Eu havia deixado Demi sozinha e ela estava sofrendo. De repente, não conseguia mais respirar. O ar não chegava aos meus pulmões.

– É, seu idiota de merda, ela estava passando mal. Isso acontece nessas situações. Mas está melhorando. Agora já estou prestes a ir atrás dela. Mexa-se – avisou Woods.

Saí em disparada.

Só depois que deixei o prédio pelos fundos e olhei acima da colina que a encontrei. Ela ainda estava correndo. Seguia na direção dos apartamentos. Estava indo para casa. Fui atrás dela. Ela estava grávida. Poderia estar correndo daquele jeito? E se fizesse mal para o bebê? Ela precisava ir mais devagar.

– Demi, espere – chamei, quando cheguei perto o bastante.

Ela diminuiu o ritmo e finalmente eu a alcancei.

– Desculpe. – Ela soluçava e levava as mãos ao rosto.

– Desculpar pelo quê? – perguntei, diminuindo a distância entre nós e a puxando para perto de mim.

Eu não estava mais preocupado em assustá-la. Não a deixaria ir a lugar nenhum.

– Por isso. Por tudo. Por estar grávida – sussurrou ela, tensa nos meus braços.

Ela estava se desculpando. Não. Ela não ia pedir desculpas por aquilo.

– Você não tem nada do que se desculpar. Nunca mais me peça desculpas de novo. Está me ouvindo?

Um pouco da tensão diminuiu e ela se apoiou em mim.

– Mas eu não contei para você.

Não, ela não tinha me contado, mas eu entendia. Era uma droga, mas eu entendia.

– Queria que tivesse contado. Eu jamais deixaria você passando mal sozinha. Teria cuidado de você. Vou cuidar de você agora. Vou compensar você por tudo. Juro.

Demi balançou a cabeça e se afastou de mim.

– Não, eu não posso. Nós não podemos fazer isso. Não lhe contei por um motivo. A gente... a gente precisa conversar.

Não importava. Eu ia cuidar dela e ela não me deixaria. Mas, se ela precisava conversar sobre isso, nós conversaríamos.

– Tudo bem. Vamos para a sua casa, já que estamos tão perto.

Demi concordou com a cabeça e virou-se para seguir na direção do apartamento. Jace dissera que Woods estava deixando as duas morarem ali pelo mesmo valor do antigo apartamento de Bethy. Eu achara que Woods estava pensando em usar isso para obter algum desconto fiscal. Agora entendia tudo. Ele estava fazendo isso pela Demi. Estava cuidando dela. Mas não ia mais cuidar. Eu cuidaria do que era meu. Não precisava que Woods fizesse isso. Ia conversar com Woods mais tarde, mas iria pagar a maior parte do aluguel daquele apartamento. Woods não ia tomar conta de Demi. Ela era minha.

Observei-a se abaixar para pegar a chave debaixo do capacho. Aquele devia ser o pior lugar para esconder uma chave. Trataria disso mais tarde também. Não conseguiria dormir à noite sabendo que ela tinha uma chave escondida embaixo do capacho da porta da frente para qualquer um entrar na casa dela.

Demi abriu a porta e deu um passo para trás.

– Entre.

Entrei e peguei sua mão. Ela podia querer me dizer todos os motivos pelos quais não deveríamos car juntos, mas eu a estaria tocando o tempo inteiro enquanto ela falasse. Precisava saber que ela estava bem. Tocar nela me acalmava.

Ela fechou a porta e me deixou levá-la até o sofá. Sentei e a puxei para o meu lado. Queria colocá-la no colo, mas a expressão preocupada e nervosa no seu rosto me impediu de fazer isso. Ela precisava falar e eu a deixaria fazer isso.

– Eu devia ter contado. Desculpe. Eu ia contar, talvez não do jeito que z hoje, mas ia. Eu só precisava de tempo para decidir para onde iria depois daqui e o que faria da minha vida. Queria economizar dinheiro para recomeçar em algum outro lugar. Pelo bebê. Mas eu ia contar a você.

Ela ia me contar e depois ir embora? Fui tomado pelo pânico. Ela não poderia fazer isso.

– Você não pode me deixar – falei, bem direto.

Ela precisava entender isso.

Demi desviou o olhar do meu e examinou as nossas mãos. Entrelacei os meus dedos nos dela. Era tudo o que estava me mantendo calmo no momento.

– Joe – disse ela baixinho. – Eu não quero que o meu bebê se sinta indesejado algum dia. Sua família... – Ela parou de falar e ficou pálida.

– Minha família vai aceitar o que eu disser. Se não, pego você e o meu bebê e os deixo pagando suas próprias contas. Você vem em primeiro lugar, Demi.

Ela balançou a cabeça, soltou a mão da minha e se levantou.

– Não. Você diz isso agora, mas não é verdade. Não era verdade um mês atrás e não é agora. Você sempre vai escolher a eles em vez de mim. Ou pelo menos a Nan. E tudo bem. Eu compreendo. Só não consigo viver com isso. Não posso ficar aqui.

Não ter contado sobre o pai dela era algo que iria me assombrar pelo resto da vida. Minha necessidade de proteger Nan havia ferrado com a única coisa importante para mim. Eu me levantei e fui até ela, que recuou até estar contra a parede.

– Ninguém. Vem. Antes. De. Você.

Os olhos dela brilharam com lágrimas contidas. Eu odiava o fato de que ela não conseguia acreditar em mim.

– Eu amo você. Quando você entrou na minha vida, eu não a conhecia. Nan era minha prioridade. Mas você mudou isso. Você mudou tudo. Eu ia lhe contar, mas a minha mãe chegou em casa antes do previsto. Eu morria de medo de perder você, mas perdi de qualquer jeito. Nada vai tirar você de mim de novo. Vou passar o resto da vida provando que a amo. Você e o bebê. – Toquei a barriga dela e ela estremeceu. – Vocês vêm em primeiro lugar.

– Quero acreditar em você – disse ela com um soluço.

– Por favor, me deixe provar isso. Ir embora não me deixa provar nada. Você precisa ficar comigo, Demi. Precisa me dar uma chance.

Uma lágrima se soltou e rolou pelo rosto dela.

– Eu vou ficar enorme de gorda. Bebês choram a noite toda e custam caro. Não vou ser a mesma. Nós não vamos ser os mesmos. Você vai se arrepender.

Ela não fazia ideia do que viria. Não importava quantas vezes eu dissesse, ela não acreditava em mim. Ela havia perdido todo mundo que amara e em quem confiara na vida. Por que acreditaria em mim? Os únicos homens da sua vida a abandonaram. Traíram sua confiança. Ela não esperava nada além disso.

– Este bebê trouxe você de volta para mim. Ele é parte de nós. Eu nunca vou me arrepender disto. E você pode ficar do tamanho de uma baleia, que vou amá-la de qualquer jeito.

Seus lábios se abriram em um pequeno sorriso.

– É melhor eu não ficar do tamanho de uma baleia.

Dei de ombros.

– Não tem importância.

O sorriso dela desapareceu rapidamente.

– Sua irmã... ela vai odiar isso. Vai nos odiar.

Eu lidaria com a Nan. Se ela não conseguisse aceitar a situação, eu pegaria Demi e nós dois iríamos para algum lugar longe dela. Demi já havia se ferido o bastante. Eu não deixaria mais ninguém magoá-la.

– Confie em mim para protegê-la.

Demi fechou os olhos e assentiu.

Senti o peito inchar e tive vontade de gritar para o mundo que aquela mulher era minha. Em vez disso, eu a peguei no colo.

– Onde fica o seu quarto? – perguntei.

– É o último à esquerda.

Fui até lá. Não iria fazer amor com ela, mas precisava abraçá-la por um tempo. Empurrei a porta e congelei. O quarto tinha um bom tamanho para um apartamento, mas o cobertor no chão com um único travesseiro foi mais um golpe para mim. Quando ajudei com a mudança, notei que Demi não tinha cama. Ela estava dormindo no sofá. Estava tão envolvido em reconquistá-la que não tinha pensado que ela precisava de uma cama.

– Não comprei uma cama ainda. Eu poderia dormir no sofá, mas queria dormir no meu próprio quarto – murmurou Demi, tentando descer do meu colo.

Eu não iria soltá-la. Segurei-a com mais força contra o meu corpo. Ela havia dormido no chão duro na noite anterior enquanto eu estava dormindo na minha imensa cama king size. Porra.

– Você está tremendo, Joe. Por favor, me ponha no chão – disse Demi, cutucando o meu braço.

Sem soltá-la, dei meia-volta, passando de novo pela sala, e saí. Bati a porta atrás de mim, tranquei e enfiei a chave no bolso. Eu não a botaria de novo embaixo daquele capacho.

– O que você está fazendo? – perguntou Demi.

Meu carro não estava lá. Então eu a levaria no colo colina abaixo até a minha picape.

– Estou levando você para comprar uma cama. Uma cama enorme. Uma cama que custe uma porra de uma fortuna – resmunguei.

Estava furioso por ter deixado passar esse problemão. Não era de admirar que Woods estivesse cuidando dela. Eu havia falhado. Não faria isso de novo. Iria garantir que ela tivesse tudo.

– Eu não preciso de uma cama cara. Vou comprar uma em breve.

– É, logo mesmo. Esta noite. – Abaixei a cabeça e beijei o seu nariz. – Eu preciso fazer isso. Preciso de você deitada na melhor cama que o dinheiro possa comprar. Está bem?

Um pequeno sorriso surgiu nos lábios dela.

– Está bem.

11 comentários:

  1. AMEEEM eles se resolveram que fofooooooo posta mais

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  2. Nem acredito que eles se acertaram!!!!!! Quero só ver a reação da Nan quando souber.... estou torcendo para que sejam gemeos!!!!! Capítulo perfeito...,, e que a bonança continue!!!!! Posta mais!!!!!!

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  3. Ohhhhhh Jesus que perfeitooooooooo! Posta posta! Meu ja falei várias vezes mas essa história é perfeita demais

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  4. Finalmente uhuuu kkk
    Mt fofos
    Posta mais!!

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  5. Enfim juntos, tomara que ele não pise na bola. Vai ter casamento? Ele vai deixar ela continuar trabalhando? Posta hj pfvrrrrrr

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  6. Cade cadê cadê? Hahahahah preciso de mais capítulos

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  7. Cadê o povo comentando? Vamos gente preciso de mais capítulos! Hahahah

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  8. Fofos demais posta logo.

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  9. Ah ela contou, ela contou!!!! agora Joe tem de compensar pelo tempo perdido e tem de lidar com Nan, Demi não pode voltar a ser magoada, ela já sofreu muito

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  10. Mulher não pare ai não? Como vou dormir em paz? Joe tem que compensar ela por esse tempo que ela sofreu, apesar dele ter sofrido a merda também. Quando ela soltou que estava gravida só pude rirbxjdjsjdjsj
    Continua baby!
    Sam, xx

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