20.8.14

Seu Melhor Erro - Capitulo 5 - HAPPY BIRTHDAY DEMI!!

 
~

Bebês não deveriam vir apenas com manuais, mas também com alças. Joe chegou a essa conclusão ao perceber que sua filha ensopada, contorcendo-se, teria que sair da água em algum momento. Felizmente, a banheira que Demi levara cabia dentro da pia da cozinha, o que significava que ele não tinha de agarrá-la de uma posição ajoelhada. Isso não tornava a tarefa menos assustadora.

E se eu derrubá-la? Isso vindo de um homem que jogava na po­sição de receptor no time de futebol americano do ensino médio. Deus, quanta ironia!

Demi abriu uma toalha cor-de-rosa contra o peito.

Você não vai derrubá-la. Apenas segure-a com firmeza, como eu lhe mostrei, depois entregue Carly para mim. Não é tão difícil.

Carly sorriu como se estivesse se divertindo à custa dele. Mas, então, ela vinha sorrindo para ele desde que tinha chegado. Aquele sorriso era mais valioso do que qualquer prêmio de jornalismo.

Certo, vamos lá, pequena. Tente não se mexer demais.
 
Vagarosamente, ele pegou Carly pela cintura, ergueu-a com cuidado e entregou-a para Demi antes que um pingo de água caísse no chão.

Não foi tão difícil, foi? perguntou Demi.

Difícil, não. Assustador, sim. Não que ele admitiria o quanto estivera ansioso.

Muito fácil.

Demi embrulhou o bebê na toalha.

Eu sei que é enervante, mas você vai pegar o jeito.

Ora, e ela não havia lido sua mente?

Suponho que sim, más alguém devia inventar algum tipo de dispo­sitivo para erguer bebês. Ou as alças mencionadas.

Eu me certificarei de fazer isso no meu tempo livre. Agora, preciso aprontar Carly para dormir disse ela, saindo da cozinha e indo para o corredor.

Joe a seguiu para o quarto do bebê, e, uma vez lá, Demi pôs a filha no berço e pegou uma fralda e talco antes de retornar ao bebê.

Você terá de achar um macacão para ela. Estão numa sacola azul em algum lugar do meu quarto. Eu deveria ter desfeito as malas, em vez de dormir com sua filha.

Joe tinha insistido para que ela cochilasse no sofá-cama do quarto de Carly. Em outra época e lugar, teria lhe pedido que se deitasse com ele, não exatamente para um cochilo.

Você precisava descansar um pouco. Além disso, não precisa achar roupas para Carly esta noite.

Demi pareceu assustada.

Eu não vou deixá-la dormir só de fralda.

Não foi isso que eu quis dizer. Joe atravessou o quarto e abriu a primeira gaveta de uma cômoda, para mostrar diversos trajes de todas as cores imagináveis. Dinah me deu algumas das roupas das meninas, e me ajudou a comprar outras peças. Tudo foi lavado.

Foi muita gentileza de Dinah.

Ela gostou de fazer isso. Ele vasculhou a gaveta, e após achar um item em particular virou-se e estendeu-o. Este fui eu que escolhi.

Demi sorriu ao ler as palavras bordadas na frente de um macacãozinho cor-de-rosa: "Menina do Papai." Muito doce.

A parte de vestir não pareceu tão intimidadora comparada ao banho. Mas, então, ele tinha de admitir que todos aqueles botões de pressão pare­ciam confusos.

Tudo bem, mas não me culpe se eu abotoar errado.

Quando Demi se moveu para o lado, Joe abriu a toalha que embru­lhava Carly e colocou a fralda com facilidade. Agora vinha a parte difícil.

Os pés primeiro murmurou Demi antes que Joe tivesse tempo para descobrir os mecanismos.

Ele conseguiu enfiar as perninhas dentro do macacão, mas não tinha certeza de como ia lidar com o resto.

Eu não vou machucá-la quando puser os braços dela aqui dentro, vou?

Coloque um braço de cada vez.

Joe ficou surpreso que não era tão difícil quanto parecia. É claro, Carly era totalmente cooperativa, como se já tivesse feito aquilo antes.

Provavelmente, porque tinha feito. Depois que ele vestiu o macacão, ini­ciou o processo de fechar os minúsculos botões de pressão, que começa­vam nas pernas e acabavam no pescoço. Pulou apenas alguns no começo, mas logo tinha sua filha vestida.

Pronto, menina. Você foi muito bem.

Você também disse Demi, com um sorriso amplo.

Obrigado. Espero me tornar mais rápido com a prática. E agora?

Você pode alimentá-la, se quiser.

Joe baixou os olhos para seu peito, então, ergueu-os novamente.

Caso você não tenha notado, eu não sou exatamente equipado para isso.

Um toque de tristeza cruzou o semblante de Demi.

Eu parei de amamentar no peito nesta última semana. Raramente encontrava tempo para bombear enquanto estava no trabalho, e minha produção de leite diminuiu até quase secar. Ela está tomando fórmula agora, e detesto isso. O tom de voz de Demi indicava o quanto detesta­va aquilo.

No momento que ela desviou os olhos, Joe perguntou:

Quando uma nova mãe chega ao seu consultório na mesma situação, o que você lhe responde?

Ela suspirou.

Digo-lhe que o leite materno é melhor, mas que fórmula é uma al­ternativa saudável se não é possível amamentar.

Você diz a elas que devem se sentir culpadas?

É claro que não.

Então, precisa praticar o que prega. Você lhe deu todo aquele colostro importante, e continuou amamentando por muito mais tempo do que muitas mulheres com seu esquema de trabalho teriam amamentado, por­tanto, não se castigue por isso.

Como você sabe sobre colostro?

Eu li sobre isso, assim como sobre muitos outros aspectos do cres­cimento de um bebê.

Finalmente, o sorriso de Demi retornou.

Já deu mamadeira para um bebê antes?

Não, mas aprendo rapidamente.

Eu volto já.

Depois que Demi saiu, Joe pegou Carly nos braços e sentou-se na cadeira de balanço do outro lado do quarto. Ela olhou para o rosto dele por um momento, antes de levantar a mãozinha fechada e bater duas vezes no queixo dele.

Certo, eu provavelmente mereço isso, por diversos motivos, incluin­do não estar presente no dia que você nasceu.

Carly sorriu como se dissesse: Tudo bem, papai. Você está perdoado. Ele inclinou-se e beijou a pequena testa, inalando o xampu infantil de lavanda que, segundo Demi, tinha propriedades tranquilizantes.

Joe via muito pouco de seu pai irlandês em Carly, e muito de sua mãe americana, começando pelos olhos escuros e cabelos. Mas, então, ele também era muito parecido com Denise Jonas. E não podia descontar a herança porto-riquenha de Demi do lado do bisavô.

Continuou maravilhando-se com as feições de sua filha, e reconheceu que todos os pais novos provavelmente se sentiam da mesma maneira que ele... pensando que seu filho era perfeito. Mas em sua opinião Carly era o retrato da perfeição. Rosto perfeito. Mãos perfeitas. Temperamento doce perfeito.

Sem aviso, Carly fez uma careta, um beicinho, antes de dar um grito que poderia rivalizar com um alarme de carro. Sentindo-se impotente, Joe ergueu-a contra seu ombro e balançou a cadeira rapidamente, batendo de leve nas pequenas costinhas. E quando isso não funcionou, ele se levan­tou e andou pelo quarto.

Felizmente, viu Demi aparecer, mamadeira na mão e falando:

Este é o choro de fome dela.

Imaginei replicou Joe, pegando a mamadeira e sentando-se de volta na cadeira de balanço.

Milagrosamente, no minuto que ele pôs o bico na boca do bebê ela fi­cou silenciosa, a não ser pelos sons de sucção. Sim, estava definitivamente com fome.

Demi permaneceu em pé ali perto, observando cada movimento de Joe.

Certifique-se de manter a mamadeira inclinada de modo que ela não sugue muito ar para o estômago. Um bebê com gases não é um bebê feliz.

Estou fazendo isso certo? perguntou ele.

Sim, está.

Você planeja me observar até que ela termine?

Pretendo.

Joe meneou a cabeça.

Prometo que não vou fazer nenhuma bobagem, então, enquanto isso, por que você não põe aquela banheira de hidromassagem em bom uso?

Não acho que seja uma boa ideia.

Frustração o assolou com força total,

Ouça, Demi, eu supervisiono dez repórteres e tenho mestrado em jornalismo. Até mesmo reconstruí uma transmissão e fiz um gabinete raro para minha mãe no curso de artes do ensino médio. Sou capaz de dar uma mamadeira para um bebê sem...

Eu quis dizer que não acho que seja uma boa ideia tomar um banho de banheira. Talvez eu nunca mais queira sair.

Certo, então ele tinha tirado conclusões precipitadas. Mas, consideran­do a atitude de Demi, a falta de confiança nele, quem poderia culpá-la?

Se você não sair em trinta minutos, irei chamá-la,

Isso não será necessário. Demi inclinou-se e beijou a testa de Carly. - Voltarei em vinte minutos. Quando olhou para baixo e notou que sua mão descansava sobre o braço de Joe, puxou-a num movimento brusco, como se tivesse tocado um radiador.

Sua reação fez Joe dizer:

Isso vai acontecer.

Demi cruzou os braços sobre o estômago.

Não sei o que você quer dizer.

Nós iremos nos tocar de vez em quando, mesmo se somente nos momentos que passarmos o bebê para os braços do outro. Você não precisa fazer um drama disso e agir como se eu tivesse uma doença contagiosa.

Não estou fazendo um drama, e não farei, contanto que você enten­da que eles serão os únicos tipos de toques entre nós.

Joe teve a impressão que ela estava tentando convencer a si mesma.

Entendido.

Demi assentiu com um gesto de cabeça.

Eu vou tomar um banho agora. Mais uma vez, não vou demorar.

Fique à vontade. As toalhas estão no armário do banheiro, e Dinah estocou a prateleira com produtos para aromaterapia. Use o que quiser.

Ela começou a caminhar para a porta.

Não se esqueça de fazer Carly arrotar depois que ela terminar. Vol­tarei a tempo de colocá-la para dormir.

Depois que Demi saiu do quarto, Joe olhou para Carly, que já sugara quase metade da mamadeira. Ela parou tempo suficiente para lhe sorrir.

Qual é a graça, pequena? Eu lhe dando uma mamadeira ou sua mãe me colocando no meu lugar?

Ela levantou o bracinho e dessa vez puxou-lhe o nariz. Ele pegou a minúscula mão e beijou-a suavemente, observando os olhos do bebê se fecharem brevemente antes de se abrirem de novo.

Diversas vezes ele ouvira seus irmãos falando sobre as alegrias da pa­ternidade, mas nunca tinha pensando muito sobre o assunto até agora. Não teria acreditado qUe segurar um bebê seria tão satisfatório. Que sentiria emoções tão fortes por uma criança que conhecera apenas recentemente. Pelo menos agora entendia por que sua irmã era a queridinha do papai.

Ele também não havia se tornado um tolo completo? Mas, tudo bem. Trocaria todo o seu machismo por aqueles momentos com Carly, e os apre­ciaria enquanto ainda tinha chance... antes que a mãe a levasse embora para sempre.

Ela passara muito tempo na banheira. Vestida no roupão surrado cor-de-rosa que possuía desde seu primeiro ano de faculdade, Demi enrolou uma toalha ao redor dos cabelos e entrou no quarto. Colocou uma mala sobre a cama e vasculhou-a, procurando alguma coisa confortável para usar, ape­nas para deparar com o pijama de listras de zebra sobre o qual Joe per­guntara durante a conversa deles ao telefone na semana anterior. E, como uma boa mentirosa, ela o enganara mais uma vez. Apesar de ter pretendido jogá-lo fora quando arrumasse as malas, não tinha conseguido fazer isso. Tolice, uma vez que não usara mais o pijama desde que ela e Joe tinham terminado. Correção. Desde que Joe terminara com ela. Mas, então, ela vinha fazendo muitas tolices ultimamente.

Lembrava-se de várias noites memoráveis quando Joe a levara além dos limites do ato de amor, usando as mãos, a boca e o próprio corpo. Demi tremeu só de pensar sobre o jeito como ele lhe falara naquela voz baixa e incrivelmente sexy. Com que facilidade ele podia extrair-lhe cada gota de prazer, até que ela achasse que não lhe restava nada, apenas para que Joe a conduzisse de volta para um reino sexual que ela nunca soubera existir...

Você se divertiu?

Ao som da voz dele, Demi girou em direção à porta, agarrando a lingerie presumivelmente descartada atrás das costas. Joe estava parado no espaço aberto, um braço sobre a moldura da porta, o outro pendurado na lateral do corpo. Ele parecia tão imponente, tão maravilhoso que ela quis fechar os olhos antes que fizesse ou dissesse alguma tolice.

Talvez você devesse tentar bater da próxima vez.

Isso é difícil quando a porta está aberta.

Demi não gostava particularmente da justificativa dele, ou da falta da mesma.

Eu estava tentando ouvir o bebê. A propósito, onde ela está? Joe passou a mão sobre a barba rala do maxilar.

Ela achou minhas chaves e foi dar uma volta de carro. Tentei detê-la, mas ela é mais rápida do que parece.

Demi também não gostou da tentativa de humor.

Você pode falar sério apenas por um momento?

Ele enfiou as mãos dentro dos bolsos do jeans e tentou parecer arre­pendido.

Ela dormiu, então eu a coloquei na cama.

Simplesmente assim?

Simplesmente assim. Incrível.

Você a colocou deitada de costas?

Sim. Como já disse, eu li os livros.

Ele estava tentando arduamente impressioná-la, e estava fazendo um trabalho bastante confiável.

Apenas lembre-se de que ela raramente fica quietinha na primeira vez que você a põe na cama. Do contrário, Demi poderia ficar chateada por não ter a oportunidade de dar boa-noite para a filha. Eu vou checar.

Eu teria ouvido se ela ainda não estivesse dormindo, assim como você. Ele apontou em direção a um criado-mudo, e a um objeto prateado que lembrava um controle remoto ao lado do despertador. Aquele é um moni­tor sem fio. Tenho um no meu quarto também. O receptor está no quarto do bebê. É portátil, de modo que você possa carregá-lo para qualquer lugar.

Evidentemente, ele tinha pensado em tudo.

Ótimo. Isso será útil. Agora, você não se importa de sair, para que eu possa me vestir?

Claro, assim que você me contar o que está escondendo atrás das costas.

Não é da sua conta. Que homem irritantemente intrometido. Joe deu um passo na sua direção.

Você me comprou um presente?

Ela deu um passo atrás.

Não, eu não comprei.

Se é uma de suas calcinhas, eu já as vi antes. Muitas vezes. Ele inclinou-se para a frente. Mas não é isso que você está escondendo de mim, é?

Antes que Demi pudesse reagir, ele estava em cima dela, agarrando seu pijama. Ela conseguiu se desvencilhar e fugir, mas Joe não desistiu, alcançando-a novamente e jogando-a de costas na cama. A mesma cama onde eles tinham feito amor ardente mais vezes do que ela podia contar. Um território muito, muito perigoso. Tudo pareceu parar, exceto as batidas rápidas do coração de Demi. Ele estava tão perto que ela poderia traçar a linha dos lábios sensuais. Melhor ainda, poderia beijá-lo. Poderia experi­mentar mais uma vez a maestria dos beijos de Joe. Quando o olhar dele se fixou em seus lábios, a sabedoria venceu, levando Demi a concluir que se ela não cedesse e lhe deixasse ver o pijama, poderia estar cedendo para alguma coisa muito mais insensata.

Ela levantou a peça de seda para a inspeção dele.

Está feliz agora?

Joe teve a ousadia de sorrir.

Pensei que você o tivesse jogado fora.

Ela enrolou o pijama numa bola, jogou-o sobre a cama, então, afastou-se dele e do magnetismo impressionante de Joe.

Pensei que eu tivesse me livrado desse pijama, mas descobri que estava enganada quando comecei a arrumar a mala.

Ele deu um sorriso totalmente cínico.

Não achei que você o jogaria fora. Sempre foi seu pijama favorito.

Demi apertou mais a faixa do roupão.

Era o seu favorito, não o meu.

Não vou discordar, mas eu gostava de retirá-lo, também.

E a declaração a fez tremer inteira.

Eu avisei você sobre esse tipo de conversa, Joe.

Desculpe. Estou apenas sendo honesto.

Demi apontou para a porta.

Por favor, saia antes que eu... O poder do olhar dele roubou o que restava de coerência no cérebro dela.

Antes que você, o quê? perguntou ele. Antes que ela fizesse alguma grande tolice.

Por favor, vá embora de modo que eu possa me vestir, e então ir ver minha filha. Feche a porta depois que sair.

Joe deu de ombros,

Tudo bem. Eu a encontrarei no hall, e iremos juntos ver nossa filha.

Depois que ele saiu, Demi sentou-se sobre a cama e suspirou longa­mente. Se não controlasse sua cabeça e seus hormônios, se encontraria na mesma situação complicada com um homem ao qual frequentemente achara difícil resistir. Dessa vez resistiria, mesmo se isso significasse evitá-lo sempre que possível. Infelizmente, Joe não era uma pessoa fácil de ignorar.




Se ele não mantivesse a boca fechada e as mãos para si mesmo, Joe corria o risco de mandar Demi embora antes que ela tivesse a chance de se instalar. Teria de se lembrar com frequência que Demi havia concordado com o arranjo por causa da conveniência, e que tinha um namorado. Ele não gostava desse fato, mas não podia fazer nada a respeito. Ou não faria. Noutra época, talvez tivesse tentado, mas não agora. Não se quisesse pro­var a Demi que ainda lhe restava um pouco de honra.

Todavia, suas boas intenções começaram a desaparecer quando Demi saiu do quarto usando uma camiseta branca e uma calça jeans desbotada com um rasgo estratégico na coxa.

Uma série de avisos disparou em sua mente. Ele precisava ser forte. Precisava ignorar a vontade de correr os dedos ao longo daquele rasgo. Precisava esquecer a ideia de encostá-la contra a parede e...

- Ela ainda está dormindo?perguntou Demi assim que se aproximou.

Eu não ouvi um único som vindo de Carly, mas podemos confirmar isso juntos.

Joe empurrou a porta entreaberta, permitindo que um facho de luz do hall entrasse no quarto, iluminando o berço. Com Demi ao seu lado, eles andaram silenciosamente até o berço, para encontrar Carly deitada imóvel, os olhinhos fechados.

Demi posicionou dois dedos contra os próprios lábios, então os pres­sionou no rosto do bebê. Ele queria dizer: Olhe o que nós fizemos, Demi, mas permaneceu calado até que eles saíram do quarto e voltaram para o hall.

Joe não estava pronto para lhe dar boa-noite, e isso o fez perguntar espontaneamente:

Você quer um vinho? Embora tivesse quase certeza de que ela recusaria.

Parece uma boa ideia respondeu Demi, surpreendendo-o. Con­tanto que seja um único copo. Preciso trabalhar pela manhã.

Silenciosamente, eles foram para a cozinha, onde Joe pegou uma garrafa de chardonnay, o favorito de Demi, da geladeira. Sacou a rolha, serviu dois copos e entregou-lhe um.

Vamos tomar no terraço.

Ela franziu o cenho.

E se Carly acordar?

Ele puxou o monitor do bolso traseiro.

Isto tem alcance suficiente para ser carregado até lá fora. Seremos capazes de ouvi-la.

Tudo bem, acho. Contanto que eu possa chegar rapidamente se ela precisar de mim.

Joe já podia dizer que Demi ia cometer o erro de ser super protetora, como sua própria mãe. No entanto, uma vez que Carly era a pri­meira filha de Demi, ele podia entender aquela atitude até certo ponto, e optou por não criticá-la. Tinha de admitir que não era inocente no que dizia respeito a se preocupar com sua filha. Mas também não pretendia sufocá-la.

No terraço, Joe puxou uma cadeira para Demi e sentou-se do lado oposto. A noite estava clara e relativamente tranqüila, com a exceção de um coro de gafanhotos e a passagem ocasional de um carro ou outro.

Ambos permaneceram em silêncio por algum tempo, antes que Demi dissesse:

Eu adoro o cheiro de grama recentemente cortada. Adoro o verão, ponto final.

Eu lembro. E era verdade. Muitas vezes ela mencionara preferir calor ao frio. Costumávamos falar muito sobre seus gostos caminhando na praia. Conversávamos sobre muitas coisas.

Ela liberou uma risada sem humor.

Oh, claro. Além do clima, parte de nossa conversa versava sobre os astros do esporte que você entrevistava, e eu reclamava um pouco sobre minha agenda cheia de trabalho, então íamos para a cama.

Uma tentativa direta de despersonalizar o relacionamento anterior de­les, percebeu Joe.

Isso não é verdade. Nos costumávamos ter longas conversas duran­te o jantar.

Depois, íamos para seu apartamento e para a cama. Na verdade, durante os oito meses que namoramos não me lembro de uma única vez que estivemos juntos e não fizemos amor.

Sim, e que rotina boa tinha sido.

E o que você quer provar com isso?

Estou apenas dizendo que nós nunca desenvolvemos uma amizade sólida.

Você está errada, Demi. Eu valorizava sua amizade quase tanto quanto a apreciava como amante.

Ela afastou o copo, e deslizou mão pelos cabelos úmidos.

Sou obrigada a discordar. Eu ainda não sei tudo a seu respeito, Joe, e o que sei tive praticamente de arrancar de você. Especialmente seus problemas com Nick.

Aquilo era verdade, mas então ele não quisera que Demi soubesse de todos os aspectos questionáveis de seu passado.

Eu finalmente lhe contei os detalhes do por que o relacionamento fora destruído.

Eu sei. Nick não gostava do jeito como você conduzia sua vida, e você não apreciava a tendência dele de julgá-lo. Mas você não me contou como e por que vocês resolveram suas diferenças.

Agora seria um bom momento para revelar a verdade, mas Joe não conseguiu se forçar a fazer isso. Não queria encarar a reação dela por sua desonestidade enquanto eles estavam reconstruindo um relacionamento. Um relacionamento de amizade.

Nós nos reconectamos aproximadamente seis meses atrás, não mui­to depois que ele conheceu Miley, sua noiva. Uma boa sequência para uma mudança de assunto. A propósito, Nick vai ser pai, também. Miley tem uma filha de 11 anos, chamada Stormy. De acordo com Nick, o nome combina com a personalidade tempestuosa da criança.

Demi sorriu.

Nada como entrar na paternidade com uma pré-adolescente.

Uma pré-adolescente que nasceu com um problema no coração adicionou Joe. Mas Stormy está bem agora. Na verdade, ela é uma excelente jogadora de softball. E isso me lembra de uma coisa. Eu volto já.

Joe se levantou, caminhou para as portas duplas, e entrou na saleta que guardava seus troféus. Abriu um gabinete, retirou o presente para sua filha e retornou para Demi.

Reassumindo seu lugar, colocou a luva sobre a mesa.

Eu quero que Carly tenha isto. Está assinada por um membro do time de softball U.S. Olympic.

Demi pegou a luva e inspecionou-a.

Você não acha que é um pouco cedo para estar planejando a carreira de Carly em softball? Ela ainda está a cinco anos de distância de T-ball.

Joe meneou a cabeça.

Ela será muito boa para jogar T-ball. Eu a terei preparado para o time feminino de softball quando ela tiver quatro anos. Estou pensando na primeira base.

Outro silêncio se passou antes que ela suspirasse.

O que foi? perguntou Joe curioso sobre o humor de Demi, e preocupado que ela pudesse se fechar completamente para ele.

Eu estava pensando quanta sorte temos por Carly ser saudável.

Ele desejou que não tivesse lhe contado a condição de sua futura sobrinha.

Como eu falei, Stormy está ótima.

Fico feliz que ela esteja, mas estou me referindo a todas as crianças que trato e que não estão bem.

Joe nunca a vira tão pensativa sobre seu trabalho. Talvez o fato de ter se tornado mãe tivesse algo a ver com isso.

Pelo menos você é capaz de ajudar essas crianças.

Nem todas, Joe. Você ficaria surpreso ao saber quantas crianças têm problemas sérios, e muitas vezes diagnósticos que ameaçam suas vi­das. Algumas delas são tão pequeninas quanto Carly. Isso não é justo.

Agora ele desejou que tivesse escolhido uísque em vez de vinho. Não gostava nem um pouco da conversa sobre doenças, mas se sentia compeli­do a ouvi-la, uma vez que Demi precisava falar. Precisava de um amigo.

Não, isso não é nada justo, mas a vida é assim. Pode ser realmente imprevisível, gostemos disso ou não.

Mas eu realmente detesto... Ela parou de falar e desviou o olhar.

Detesta o quê, Demi?

Ela inclinou-se para a frente e contornou a borda do copo com aponta de um dedo.

Você nem pode imaginar o momento após descobrir que uma crian­ça pode não sobreviver a uma doença que foi diagnosticada.

Joe não precisava imaginar aquilo; tinha vivenciado tal momento como paciente ao receber a má notícia.

Detesto o fato de você ter de passar por isso, querida. Ela o olhou com o uso do termo carinhoso, mas ele a ignorou e continuou: Entendo que não é fácil para você. E toda vez que tiver de enfrentar esses momen­tos enquanto estiver aqui, converse comigo sobre isso.

O sorriso dela foi fraco, mas era um sorriso.

Você realmente fala sério sobre sermos amigos?

Sim.

Suponho que o tempo dirá o quão bem você lida com isso.

Ele planejava lidar muito bem com a amizade dos dois, independente­mente do que fosse necessário para isso.

Gostaria de mais um pouco de vinho?

Demi pegou seu copo e se levantou.

Amigos não deixam amigos beberem demais quando eles precisam trabalhar no dia seguinte.

Joe afastou a cadeira da mesa e se levantou.

Você tem razão, e eu cuidarei de Carly quando ela acordar novamente.

Veremos quem chega lá primeiro.

Então Demi fez algo que Joe nem de longe esperava. Aproximou-se, rodeou-lhe a cintura com os braços, beijou seu rosto e disse:

Obrigada por ouvir, e obrigada por tudo.

Joe não pôde evitar pensar que Demi estava inclinada a testá-lo. E se ela permanecesse tão perto por mais algum tempo, ele provavelmente fra­cassaria. Felizmente, ela deu um passo atrás, parecendo um pouco emba­raçada, e talvez até surpresa por ele não ter tomado nenhuma iniciativa física. A verdade era que Joe queria mais do que apenas um abraço amigável. Mais do que um agradecimento educado. Ele a queria. Muito.

Quando teve presença de espírito suficiente para falar, Joe respondeu:

De nada. Fico feliz que você tenha decidido se mudar para cá.

Sabe de uma coisa? Eu também estou feliz. Vejo você pela manhã.

Sim, ela o veria, e ele iria para a cama sozinho, imaginando o que teria acontecido se tivesse arriscado e a tivesse beijado. Demi provavelmente o esbofetearia primeiro, e depois faria perguntas.

Joe cumprimentou a si mesmo mentalmente por ter se controlado e respondido ao desafio... dessa vez.


~
 
E aí? estão gostando mesmo da fic?? eu disse que ela era muito fofa *---* bom, continuem comentando, queria fazer uma maratona, mas eu queria saber se vcs irão comentar, queria postar, tipo, um capitulo a cada 2 horas em 1 dia, mais ou menos uns 6, 8 capítulos, e aí? topam??
Beijooos, só irei postar agora quando voltar da faculdade...
 
Meninas, que leem o meu outro blog, -A Sexóloga, eu infelizmente estou me estressando comigo mesma, eu estou com problemas para escrever, sempre eu começo a escrever, acho que ficou bom e quando releio, está horrível, apago tudo e tento escrever de novo, é muito ruim, eu não estou conseguindo achar nada do que eu escrevo bom... me desculpem, eu vou continuar tentando, só tenham paciência :'(
 
HAPPY BIRTHDAY DEMI!!!
Hoje, é um dia especial para todos os Lovatics, é o dia que a nossa bebê faz 22 anos, eu nem sei como explicar o quanto ela mudou a minha vida, não existe palavras que descrevam o quanto ela é especial para todos nós, ela a minha inspiração, me ajudou em problemas que muitas vezes me vi sem saída, muitos problemas em que muitas vezes pensei que eram impossiveis de me livrar, ela me ajudou de todas as formas que eu queria ser ajudada, me inspira cada dia mais. desejo todo o amor do mundo, toda a paz, toda a felicidade, desejo todo o mundo para essa pessoa que significa muito pra mim... Feliz aniversário minha princesa, te amo muito muito muito <3
 


7 comentários:

  1. MARATOOONAAA.. É PRA GLORIFICAR DE PÉ... adoro maratonas.. *-* huumm.. quer dizer, que a dona Demetria tá feliz por estar na casa do Joe.. tá né..
    Kisses, Mari!

    ResponderExcluir
  2. Eu topo....pode começar já a MARATONA...YES...esta fic é realmente muito fofo, e estou ansiosa para saber como a Demi vai reagir quando souber o real motivo porque o Joe terminou o namoro.....adoro todas as fics, mas adoro mais quando são assim fofas e românticas e tenham bebes pelo meio...também gosto bastante de hots...
    Maratona Maratona.....posta logo please prometo comentar
    Kisses, Mari

    ResponderExcluir
  3. Posta + ta perfeita sz

    ResponderExcluir
  4. Acabei de me atualizar... estou adorando ....parabéns pela pela escolha da fic..... ansiosa pela maratona....

    ResponderExcluir
  5. cadê a maratona, estou atualizando de meia em meia hora e não há novo capitulo :-( please posta logo o capitulo 6,7,8,9,10 e por ai fora.......

    ResponderExcluir
  6. Qro maratona, ta prft, posta + plz

    ResponderExcluir