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11.1.15

Epilogo

OI GENTE! Desculpem por ter sumido esses dias, aconteceram algumas coisas e eu fiquei ausente no blog de td mundo :$ É a Bruna aqui, ok? Eu nem acredito que esse é o fim da história :c vcs ficaram tão animados, foi uma delícia postar ela p vcs <333 Bem, como Mari disse, já decidimos a próxima, muahahaha' mas acho q vcs vão gostar ♥ Obrigada a quem acompanhou a história, amo vcs do fundo do coração ♥ Obrigada a Mari por confiar em mim e me deixar entrar p equipe (de duas pessoas o.O) do blog e é isso. Até a próxima, mozões ♥ Comentem! Beijos no core <3
Bruna

~

EPÍLOGO

4 MESES DEPOIS

JOE

- Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida! Eeeeeeeeeeeee ...

Em meu colo, aos cinco meses de idade, Aninha batia os bracinhos encantada pela chama das velas do bolo. Eu ria, satisfeito, sempre achando-a a coisa mais linda do mundo, babando por tudo que fazia. Virei-a para mim, murmurando:

- Gostou do bolinho? 5 meses de vida, temos que comemorar, minha lindinha ...

- Na minha época só fazíamos festa de ano em ano. – Disse minha avó perto, mas sem criticar, apenas brincando. Era a que mais gostava daquelas reuniões que fazíamos a cada dia 13 de todo mês para comemorar o nascimento de nosso tesouro, desde agosto.

- Se eles pudessem, comemoravam todo dia o nascimento da Aninha! – Sorriu Selena, grávida de três meses. Cutucou Rodrigo sentado ao seu lado no sofá: - Vamos ser babões assim, amor?

- Eu não. – Garantiu. – Sou bombeiro, militar, durão. Não mesmo.

- Ainda vou ver você soluçando com seu filho no colo. – Brinquei, andando com Aninha para o centro da sala, onde Demi já começava a entregar os pedaços de bolo. Rodrigo riu e confessou:

- É provável mesmo.

Sentado no sofá com Ludmila, Antônio se mantinha quieto. Eu sabia que os pais dele estavam loucos por um neto e já eram bem idosos. Como sabia que ele havia casado sem amor, só por conveniência, para formar uma família. Não era como Matheus, que nunca tinha escondido o desejo de casar e ter filhos, nem como eu antes de Demi, avesso ao casamento. Era mais frio e calculava seus passos, não era à toa que era CEO de uma das maiores empresas do Brasil, com filiais até em outros países. Mas aquilo ele não pudera controlar. Por algum motivo que os exames não mostravam, Ludmila não engravidava.

Seu olhar encontrou o meu e depois o de Matheus, ali perto, servindo-se de mais vinho. Tínhamos nos encontrado há poucos dias para tomar uma bebida no bar depois do trabalho, como costumávamos fazer antes. E ele contara sobre o problema de não conseguirem ter filhos.

Para tirar aquele seu ar circunspecto, pus Aninha em seu colo e foi engraçado ver o homem sem saber o que fazer. Mas quando ela voltou os olhos prateados para ele e deu uma risadinha, Antônio sorriu como um bobo, todo derretido.

- Efeito Aninha. – Disse Matheus e nós acabamos rindo.

Ludmila não, pois parecia um pouco incomodada.

Dona Lilian ajudava Demi a entregar os pratinhos de bolo. Mas foi a própria Demi que veio trazer o de Matheus, parado perto da janela. Ela dizia, linda demais em um vestido cinza que valorizava seus olhos:

- Foi Elisângela que fez. Lembro que adorou o último.

- Se ela fosse minha cozinheira, eu estaria obeso. Sempre tive um fraco por doces. –

Deixou a taça de vinho sobre o aparador e aceitou o prato de bolo, olhando para Demi e sorrindo.

Observando-os, eu senti uma pontada de ciúmes. Sabia que eram só amigos e, felizmente, minha relação com ele também tinha voltado ao normal. Mas sabia também que de nós três, ele sempre foi o mais romântico e nunca tinha se apaixonado de verdade. Até conhecer Demi. E mesmo tendo se mantido sem envolvimento físico com ela e tentando agir normalmente, eu o conhecia bem demais e sacava o amor escondido em seu olhar.

Era estranho saber que meu amigo amava a minha mulher. E que por um tempo eu quase a tinha perdido para ele. No fundo entendia tudo, seguíamos em frente, mas eu nunca deixava de me manter atento. E o ciúme, às vezes, era impossível evitar. Como naquele momento.

- E o meu pedaço de bolo? – Fitei-a.

Demi veio até mim, sorrindo. Beijou suavemente meus lábios ao passar por mim:

- O seu eu separei para comer comigo. – Segurou minha mão. – Vem aqui pegar.

Segui-a até a mesa e me entregou um pratinho, pegando outro para si. Sorrimos um para o outro como bobos, tolos apaixonados, cada vez mais. E me esqueci de todo o resto.

O TEMPO PASSA ...

DEMI

A cada dia nos amávamos mais. Aninha crescia e só trazia felicidades pra nossa vida. Eu voltei a fazer a campanha dos Cosméticos BELLA e felizmente não me tomava muito tempo. A babá me acompanhava com Aninha, assim eu podia amamentá-la nos intervalos. Mas deixei a faculdade trancada até ela estar maiorzinha.

Em todos os lugares que íamos a levávamos. Joe ia sempre sorridente com ela no colo, querendo que todo mundo visse como era linda e especial. E eu amava vê-los juntos.

Nunca imaginei que pudesse ser tão apaixonado, caseiro, ligado à família. Mas era assim, cada vez mais. E gostava tanto que vinha até falando em termos mais um dali a um ano. Mas eu queria esperar um pouco mais, quando tivesse terminado minha faculdade, nossa filha estivesse maior e nós pudéssemos desfrutar um pouco mais de nossa vida de casados.

Mas os olhava juntos, o modo cuidadoso e orgulhoso com que a segurava e cuidava dela, então pensava nele com um garotinho nos braços e ficava dividida. Mas esperar um pouco mais não faria mal.

Vivemos momentos tão bons juntos naquele primeiro ano de vida da nossa filha. A maioria inesquecíveis. De ternura, paixão, loucura, comunhão, prazer. Às vezes o ciúme vinha à tona, mais da parte dele, pois nunca o vi sequer olhar para outra mulher. Elas é que o comiam com os olhos quando chegávamos a algum lugar e algumas, as ex de sua vida pregressa, tinham coragem de se aproximar e jogar charme como se eu não estivesse perto.

Eu ficava de olho, mas Joe era exemplar. Nunca me deu motivo para desconfiar dele. E com o tempo, fui confiando mais e mais, relaxando, sabendo que o que tínhamos era realmente muito especial para ter espaço para mais alguém.

Já Joe confessava ter um pouco de ciúme de Matt, mas eu ficava feliz de ver como voltaram a se dar bem. Eu amava meu amigo e não o queria longe da gente, assim como torcia para que encontrasse alguém e fosse feliz. Para mim, era o homem mais doce e romântico do mundo e uma vez, quando falávamos sobre ele, indaguei curiosa o que Matt fazia no Clube Catana.

Joe ficou meio sem saber se dizia ou não, mas contávamos tudo um para o outro. Não

acreditei quando disse que ele era um Dom sadomasoquista.

- O quê?

Pensei em seu jeito comedido, seu olhar que tinha algo de doce, de anjo. Parecia impossível

- É, ele gosta de chicotes, palmatória e deter escravas. O sonho da vida dele é encontrar uma submissa perfeita, com quem vai casar e chicotear para sempre.

- Joe!

- Mas é ... – Ele acabou rindo.

- Meu Deus, nunca imaginaria uma coisa dessas! Mas ... Por quê?

- Cada um com suas taras, Demi. Eu, Matheus e Antônio conhecemos o Clube Catana por volta dos dezoito ou dezenove anos. Ficamos viciados em ir lá e acabamos virando sócios. O meu negócio sempre foi as sacanagens com as mulheres, quanto mais melhor.

- Safado ... – Eu o empurrei, mas me trouxe de volta para seus braços na cama, enquanto Aninha dormia tranquilamente em seu berço.

- Mas era assim. O negócio de Antônio era ter controle sobre tudo, ser obedecido. E Matheus ficou ligado no sadomasoquismo. Começou a se envolver e não parou mais. É o Dom mais respeitado do clube.

- Que coisa ... Se fosse Antônio eu até entenderia, mas o Matt ... – Sacudi a cabeça. – Vivendo e aprendendo.

- Tá vendo? Entre os três tarados, até que você escolheu o mais normal.

Eu ri de novo e o abracei. Mas realmente tinha ficado espantada com aquelas revelações, embora aquilo em nada mudasse minha relação ou sentimento em relação a Matt.

Joe e eu aproveitamos muito nossa vida. Conforme Aninha crescia e dava os primeiros passos, nós nos entregávamos cada vez mais ao amor. Nos finais de semana, dispensávamos os empregados e éramos só nós em nossa fortaleza. Muitas vezes, enquanto nossa filha dormia em um colchonete sob a árvore em que nos casamos, eu e Joe nos beijávamos e acariciávamos no jardim.

Ficávamos nus e nos amávamos sob o sol ou em um lençol na grama, cheios de tesão e volúpia, querendo sempre mais. Ou então na piscina, enquanto montava sobre ele e o cavalgava. Acho que estreamos a casa inteira. Não era só a cama que nos atraía.

E o tempo passou. Comemoramos seu primeiro aninho, seu primeiro dentinho e a primeira palavra. Apesar de ficar mais tempo em minha companhia, sua primeira palavra foi quando Joe chegou do trabalho e ela ficou eufórica, dando gritinhos, andando bamba em suas pernas gorduchas para ele, balbuciando: - Papa ...

Ele riu e a girou no colo, abraçou-a e beijou-a, eufórico, exclamando sem parar: - Você viu? Ela me chamou de papa! Oh, menina linda do papai!

- Papa ... – Gritou, rindo.

- Ah, meu Deus!

Eu os olhava, apaixonada e emocionada, como fiquei em tantos momentos depois.

Como quando a via no colo de Dantela, que lhe contava histórias acariciando os cabelos cada vez mais escuros. Eles estavam ficando como os de Joe, negros, abundantes e brilhantes, enquanto seus olhos eram os meus, cinzentos. Era uma mistura de nós dois.

Ou quando a levamos para a escolinha a primeira vez, com três aninhos, toda animada em seu uniforme, enquanto a olhávamos entrar com um misto de alegria e ansiedade, pois começava a se tornar independente e ganhar o mundo.

Terminei minha faculdade e comecei um projeto de montar uma escola comunitária, na qual

Joe me ajudou, inclusive correndo atrás de mais patrocinadores. Mas continuava sendo a garota propaganda cos cosméticos BELLA.

Aninha já estava com quatro anos e vínhamos conversando em ter mais filhos. Assim, parei de tomar anticoncepcionais e esperávamos novidades. E veio naquela manhã, quando deixei minha filha na escola e fui buscar o resultado do teste de gravidez no laboratório, já que minha menstruação estava uns dias atrasada.

E quando li o que estava escrito, fiquei com lágrimas nos olhos.

POSITIVO

Parti para o escritório de Joe, lembrando de como foi quando soube da gravidez de Aninha. O medo, a angústia e tudo que aconteceu depois na casa de Joe, suas acusações, Juliane em sua cama, as fotos. Agora era tudo diferente. E quando a secretária me deixou entrar e o vi atrás da mesa de terno, analisando vários papéis, soube que não teria mais decepções e dores como aquela. Tive certeza disso.

- Demi?

Ele se levantou, surpreso, enquanto eu batia a porta e a trancava. Um sorriso lento e safado se espalhou em seus lábios e se recostou na beira da mesa, fitando-me com tesão.

Eu o olhei, apaixonada, me aproximando dele. Usava um vestido preto, meia calça, sapatos de salto. Murmurei, passando a seu lado, minha mãos indo em cheio entre as suas pernas, acariciando seu pau que já se enrijecia sob a calça.

- Vim fazer uma surpresinha. – Murmurei provocante. Vi que reagiu, excitado, seus olhos negros brilhando, mas segui em frente, indo até o enorme janelão e descendo as persianas devagar.

Joe não esperou. Veio faminto atrás de mim já beijando meu ombro, me fazendo apoiar na janela. Suas mãos foram brutas, descendo as alças do vestido até a cintura e erguendo minha saia. Eu gemi excitada, ainda mais quando enfiou a mão dentro do sutiã e apertou meu mamilo, seus dentes de cravando em minha carne, a outra mão em minha bunda. Apertou-a.

- Veio aqui me provocar? Me deixar doido? Já não basta o que faz comigo em casa, sua safadinha?

- Ai ... – Choraminguei quando seus dedos passaram por baixo da calcinha e penetraram em minha vulva por trás, bem fundo, enquanto esfregava o pau na minha bunda. - Vai ter o que merece.

- Sim.

E fiquei louca, alucinada, rebolando, pedindo por mais. Joe estava do mesmo jeito, como se não fizéssemos outra coisa além de nos amarmos sempre que tínhamos oportunidade.

Virei em seus braços e comecei a despi-lo. Quando estávamos só com as roupas íntimas, ele sentou em um recamier e me pôs em cima, de frente para ele, enquanto beijava minha boca com paixão e tirava meu sutiã.

Então me fez inclinar para trás e enfiou um mamilo na boca, chupando duramente até me fazer miar e me sacudir, com a vagina palpitando e toda molhada. Saboreou e mordeu os dois brotinhos até me enlouquecer. Só então arrancou minha calcinha e sua cueca preta, trazendo-me mais para cima de si.

- Ai, que delícia, Joe ... – Gemi luxuriosa, quando seu pau se enterrou inteiro dentro de mim e o cavalguei, buscando sua boca, recebendo sua língua como recebia seu membro.

E quando nos comíamos, gemendo, cheios de paixão, segurei seu rosto entre as mãos, acariciei sua barba e fitei-o dentro dos olhos negros e chamejantes, dizendo baixinho:

- Tem mais uma surpresinha ...

- É? – Seu olhar era safado, pornográfico. – O quê?

- Nossa família vai aumentar. Vamos ter um filho, meu amor. – Falei emocionada. Joe parou dentro de mim, imóvel. Então me agarrou mais firme. - Tem certeza?

- Absoluta.

Seu olhar abrandou, sua expressão era de júbilo e alegria. Murmurou rouco:

- Quando penso que não posso ser mais feliz, vem você e estraga tudo. O que fiz para merecer tudo isso? – Suas mãos subiram ao meu cabelo, segurando-me, olhando-me bem dentro dos olhos. – Como posso merecer você?

- Sendo quem é. O meu amor. O homem da minha vida.

- Sou seu, Demi. Só seu. Sempre. – Sua voz tinha muitas emoções e me beijou forte, gostoso, enquanto nos abraçávamos, ainda unidos, nossos corpos colados e encaixados de maneira íntima, nossas almas mais entrelaçadas ainda. – Como eu te amo!

Eu ri e então nós ríamos e nos beijávamos de novo, nos amávamos, tantos sentimentos elevados naquela entrega, até a explosão final do gozo e a felicidade que não parecia ter fim.

JOE

Eu vi sua barriga crescer desde o início. Fui em todas as consultas e exames com Demi. Segurei sua mão e fiquei com os olhos cheios de lágrimas quando soubemos que ia ser um menino. Daquela vez não perdi nada e aproveitei tudo, por que agora eu a merecia e valorizava, por que agora eu era um novo homem.

Tirei fotos de Demi em vários estágios da gravidez. Fosse deitada na cama, ou pronta para sair, sempre linda, enchendo meus olhos e minha alma.

Beijei sua barriga infinitas vezes.

Eu e Aninha éramos como dois bobos saindo juntos para escolher sapatinhos e roupinhas, brinquedos, ou indo buscar o café da manhã e acordando Demi, já no final da gravidez, com uma bandeja preparada.

Daquela vez ela chegou aos nove meses. Minha avó, já aos noventa e cinco anos, cada vez mais cansadinha, fez questão de estar comigo no hospital quando nosso filho Gaio nasceu.

Assim como dona Lilian, Selena, Rodrigo e o filhinho deles, Eduardo.

Gaio era um garotão loiro e chorão. Aninha ficou encantada por ele. E todos nós também.

Começamos tudo de novo. Horas sem dormir, visitas ao pediatra, cólicas e um mês na seca, contando os dias. Mas passou. E tudo voltou ao seu lugar.

Gaio fez um ano e foi uma festança. Ele se acabou. Era animado, simpático, adorava uma farra. E Aninha estava sempre perto, cuidando dele.

Naquele mesmo ano sofri e chorei demais quando minha avó faleceu, aos 96 anos, dormindo. Falência múltipla dos órgãos. Simplesmente a idade a levara. Ela tinha sido tudo para mim. Meu pai, minha mãe, minha confidente. E mesmo quando me criou errado, foi com a intenção de me proteger. Lutou sempre por mim e foi mais feliz nos últimos anos do que na sua vida inteira, me vendo feliz e realizado, junto de minha família, amando também Demi e seus bisnetos, sendo amada por todos nós.

Demi também sentiu muito e esteve ao meu lado até eu conseguir aceitar o fato e seguir em frente.

O tempo passou e cada momento teve uma importância vital para mim. Guardei todos eles. Os beijos que dei em Demi, tantos, em lugares e situações diferentes, mas sempre maravilhosos e únicos.

Nossas risadas e brincadeiras. Nosso amor. Nossas brigas, que sempre acabavam logo.

Nossos filhos, que cresceram vendo os pais unidos, amantes, apaixonados, sem saber que quase tudo aquilo não se realizava. Mas que em função de uma redenção e de um perdão, agora estava lá.

E em todos esses momentos, nunca, mas nunca mesmo, tive dúvidas ou pensei em voltar para minha vida antes de Demi. Eu era 100% o homem de agora. Um ex cafajeste. Um homem de família. Não um reizinho. Mas um súdito da minha própria felicidade.

DEMI

Eu já ia sair para levar Aninha, com dez anos, e Gaio, com quase seis, para a escola, apressada. Entrei na cozinha para pegar o lanche deles e Elisângela estava com a televisão ligada, vendo uma reportagem no jornal da manhã enquanto esperava o leite ferver.

- Esse mundo está perdido! – Exclamou, horrorizada.

- O que foi? – Peguei as garrafinhas com suco na geladeira.

- A Polícia Federal descobriu um reduto de trabalho escravo no interior do Brasil. Tinha quase sessenta pessoas lá, mantidas presas há anos, fazendo trabalho pesado. Um dos homens conseguiu fugir, atravessou a fronteira entre Rondônia e Acre e denunciou a escravidão. Graças a ele chegaram na fazenda, cheia de capangas. Que coisa horrível!

- A gente escuta cada coisa. – Balancei a cabeça, irritada. – Escravidão em pleno século XXI! Um absurdo!

- Se é!

- Mãe! Vamos nos atrasar! – Gritou Aninha da sala.

- Deixa eu correr. Olha, Elisângela, não voltamos para almoçar hoje. Vou dar umas aulas na escola, depois pego as crianças e vamos almoçar com Joe. – Avisei, já saindo. - Tá, pode deixar.

- Tchau.

- Tchau, Demi. Bom almoço.

- Obrigada.

Corri para levar meus filhos para o carro e deixá-los na escola. Na cozinha, Elisângela continuava horrorizada, dizendo para si mesma:

- Como pode uma coisa dessas? – Olhava a reportagem mostrando os trabalhadores, magros e sujos de trabalhar, cheios de fuligem de carvão. Viviam em choupanas na fazenda, cozinhando em forno de lenha, sujos e maltrapilhos. – Coitados!

A repórter se aproximou de duas mulheres abraçadas, mal se via a feição delas em meio aos cabelos desgrenhados e às roupas amontoadas.

- Por quanto tempo vocês foram mantidas aqui em cativeiro?

- Dez anos! – Exclamou a mais nova, sem dois dentes na frente. Elisângela ficou com pena, pois podia ter sido uma moça bonita.

- E como pararam aqui?

- Eu fui enganada! – Ela começou a chorar, consolada pela mulher mais velha. – O maldito velho dono disso aqui me pediu em casamento e vim para cá com minha mãe. Ficou me enrolando, só usando meu corpo, até que vi que não ia casar e quis sair desse buraco. Mas nos fez trabalhar e nunca nos deixou sair. Foi horrível! Só fazia trabalhar! Meus dentes caíram!

Nunca mais pude usar um creme no cabelo ...

E chorava, desesperada. A mais velha agarrou o microfone da repórter, também aos prantos:

- Aqui não tinha televisão nem em preto e branco! Ai, meu Deus! Passei anos sem ver

minhas novelas! Ninguém ligou se sou uma mulher doente! Eu queria morrer ...

- Mas vocês sabem, a justiça agora vai tomar a propriedade e usar os lucros dela para indenizar os trabalhadores. Vão receber todos os direitos de vocês. – A repórter pegou seu microfone de volta.

- É sério? – As duas se entreolharam e riram, se abraçando e comemorando.

Vendo aquilo, Elisângela ficou com os olhos cheios de lágrimas, penalizada.

- Vou comprar uma tevê gigante, Juliane! – Gritou a mais velha.

- E eu vou ter novos dentes! Mãe, vai tudo voltar a ser como era antes e até melhor!

E se abraçaram de novo.

- Coitadas ... – Elisângela estava desolada. – A gente querendo tanta coisa e as duas coitadas só querem uma televisão e os dentes! Como esse mundo é injusto.

E foi cuidar de seus afazeres.

FIM.

10.1.15

Capitulo 50 - Último

Obrigada a todos que acompanharam essa fic, sério, ela foi a que mais teve visualizações e comentários de todas que eu já postei!! muito obrigada pelo carinho, muito obrigada por receberem bem a Bru aqui. obrigada Bru por me ajudar a postar essa fic e as outras hahaha <3
O epilogo eu posto assim que tiver comentários, e eu e a Bru já decidimos qual será a próxima e quem ama bebês irá amar!!! Beijooos <3
 
~~~

JOE

- Calma, você está nervoso demais! – Disse minha avó, enquanto eu andava de um lado para outro. Foi a primeira a chegar com Alcântara.

- Nasceu? – Selena indagou preocupada, entrando com Rodrigo.

- Ainda não. – Passei as mãos pelo cabelo. E foi naquele momento que a médica Rosana Amorim se aproximou. Corri para ela. – E Demi? E minha filha?

- As duas estão ótimas. – Sorriu, satisfeita, enquanto o alívio me inundava. – Foi um parto normal e fácil. E a bebê nem vai precisar ficar na incubadora. Nasceu praticamente do tamanho e com o peso de um neném de nove meses, com 3, 350 kg e 47 cm. Se Demi aguantasse até ao nove meses, seria um bebê gigante.

Brincou e todos nós rimos. Eu estava emocionado, doido para vê-las.

- Posso entrar?

- Só mais um minutinho. Demi está sendo levada ao quarto a bebê sendo preparada. Já vai para a companhia de vocês.

Ela me parabenizou e se afastou. Abracei minha avó, que chorava, assim como Selena.

- Ainda bem que somos machos, não choramos à toa! – Riu Rodrigo, mas eu me sentia à beira disso e apenas sorri.

E quando entrei e vi Demi na cama, especialmente bem, linda, feliz, as lágrimas vieram aos meus olhos. Me inclinei e a beijei, abracei, agradecendo a Deus por ter dado tudo certo. - Ela é linda, Joe ... – Murmurou, fora de si de tanta felicidade. – Linda demais ...

- Puxou à mãe. – Murmurei.

- Ao pai. Parece com você.

- É mesmo? – Fiquei todo bobo.

- Você vai ver.

Quando estávamos todos no quarto, a enfermeira entrou trazendo Ana Bárbara no carrinho.

Ela usava a roupinha branca que foi a primeira que comprei para ela, no shopping, quando eu e Demi ainda estávamos brigados. E foi só meus olhos baterem nela, naquela coisinha minúscula e rosada, com uma penugem de cabelo e dormindo serenamente, para meu coração bater descompassado e eu me apaixonar loucamente.

Lágrimas pularam dos meus olhos e Rodrigo riu, dando um tapa amistoso num dos meus ombros, como se dissesse: “Que macho mais chorão!”. E ele tinha razão. Para quem nunca derramou lágrimas na vida, Demi tinha me feito chorar demais, de tristeza e de felicidade.

A enfermeira a colocou deitadinha nos braços de Demi, ferrada no sono. E eu me aproximei das duas mulheres da minha vida. Encantado, apaixonado, em êxtase.

Eu me dei conta do que quase havia perdido. De quanta felicidade eu seria privado o resto da minha vida se continuasse egoísta e frio, manipulador, usando e sendo usado pelas

pessoas, acreditando que ninguém podia amar de verdade.

Encontrei os olhos prateados e luminosos de Demi e pousei minha mão sobre a dela no corpinho da nossa filha, murmurando com tudo de mim:

- Obrigado.

Demi sorriu. Eu a beijei nos lábios e depois a cabecinha de Ana Bárbara. Olhei para os outros rindo, todo orgulhoso e minha avó se debulhou em lágrimas de pura felicidade. E era só o começo.



DEMI

O parto normal tinha suas vantagens e rapidamente me recuperei. Nem o fato de acordar de três em três horas para amamentar a Aninha conseguiu me desanimar, embora fosse cansativo demais. No entanto aproveitava os cochilos dela para cochilar também. E passava dias de sonhos idílicos a seu lado.

Não sei se mais alguém no mundo poderia ser tão feliz quanto eu. Talvez só Joe. Pois vivíamos num chamego com nossa princesa que até do cocô dela a gente achava graça. Ele chegava do trabalho e vinha ansioso para nos ver. E adorava ficar a noite com ela no colo. No início foi todo sem jeito, mas agora era lindo ver aquele homão todo bobo falando baixinho com a filha.

E quando ela dormia, nós ficávamos abraçados, conversando, nos beijando na boca. Era quando o desejo vinha, mas eu ainda estava de resguardo. Joe fingia até marcar os dias em uma folhinha, contando-os, o que nos fazia rir.

Dantela estava sempre em nossa casa. Praticamente todo dia ela vinha com Alcântara pela manhã, ansiosa para ver a bisneta, acho que era a realização de seu dia. Adorava também conversar comigo e nos tornamos grandes amigas. Era uma graça vê-la com Aninha no colo, duas gerações tão diferentes, mas sangues parecidos correndo nas veias.

Todos diziam que ela parecia comigo, tinha meus olhos claros e os cabelos apenas em penugens finas, nada daquele abundante cabelo negro do Joe. Mas eu percebia seus traços nela, como se fosse um pouco misturada, o que agradava a nós dois.

Selena também vinha nos visitar sempre com Rodrigo e dona Lilian, que acabou fazendo uma amizade legal com Dantela. Mas no resto dos dias éramos nós duas, eu e Ana Bárbara, juntas, inseparáveis. Eu às vezes a segurava nas mãos e ficava horas namorando-a, perguntando a mim mesma como poderia existir um serzinho tão perfeito.

Outras vezes a deitava na cama e brincava, cantava, falava, só para vê-la abrir os olhos e me encarar, possivelmente sem entender nada. Mas mesmo assim eu ria e continuava, feliz da vida.

Não tive problemas em amamentar. Eu adorava. Sentava na sombra do jardim em uma cadeira de balanço, sem pressa, só aproveitando a alegria de ser mãe, mulher, amada e amando sem reservas. E minha felicidade se completava quando Joe chegava em casa, já sorrindo, já ansioso em estar conosco.

Teve uma noite que Ana Bárbara ficou irritada, com cólica, praticamente chorando o tempo todo. Joe se revezou comigo, segurando-a com a barriguinha sobre seu peito, ninando-a entre os braços. Fui fazer um chá fraquinho de erva doce, para ver se aliviava a dorzinha e, quando voltei, encontrei os dois na cama. Tinham pegado no sono, como se tivessem combinado, ambos na mesma posição, lado a lado, com os braços para cima.

Eu os fitei, apaixonada. Naquele momento tive certeza que tinha valido dar mais uma chance a Joe. E rezei com todas as minhas forças que aquela união e felicidade que estávamos sentindo sempre fizesse a diferença para ele. Inclusiva no futuro.

Peguei Aninha no colo, com cuidado, enquanto bocejava.

Depois de colocá-la no bercinho e cobri-la, fui para a cama e me deitei ao lado de Joe, beijando suavemente seu peito, sentindo seu cheiro. Mesmo cansada, senti o desejo me

invadir. E foi minha vez de contar os dias na folhinha. Deitei a seu lado e o abracei, cheia de amor.

Quando Aninha completou um mês, eu voltei em minha médica que, como eu sabia, me deu alta. Tinha lido que naquele período poderia ter um pouco de sangramento, dor vaginal e falta de libido por causa da alimentação. Mas aquele não foi nenhum dos meus casos. Eu estava ótima, saudável, cheia de vontade de ter relações com Joe novamente. E ele, ao meu lado com Aninha no colo, deu um sorrisão quando a médica me liberou para tudo e passou um anticoncepcional, explicando:

- Nesse primeiro mês precisam usar preservativo, até o anticoncepcional fazer efeito. Muitas pessoas acham que, por que estão amamentando não engravidam, mas é um erro.

Cuidem-se ou vem outra Aninha por aí.

Saímos de lá e Joe murmurou animado perto do meu ouvido:

- É hoje!

Como se soubesse que os pais estavam na seca, Aninha nem quis saber de dormir. Quando pegava no sono e eu ia na ponta dos pés colocá-la no berço e ela acordava esperneando. Aí voltava pro colo e eu e Joe nos olhávamos, desanimados.

Por fim ele apagou na cama de um lado, eu do outro e Aninha no meio. Ferramos no sono até de manhã. Claro que nossa filha acordou primeiro, já berrando de fome. Eu e Joe nos olhamos, exaustos e ele acabou sorrindo.

- Grande noite de paixão ...

- Pois é.

Sorri também. E então beijamos as bochechas gordinhas dela, cada um de um lado. Na mesma hora parou de chorar, quietinha, como se soubesse que já tinha a atenção que queria.

Eu fui cuidar dela e Joe tomar banho e se arrumar para trabalhar. Sentei em uma cadeira na cozinha e fiquei amamentando Aninha, enquanto Elisângela, nossa cozinheira e espécie de governanta, arrumava as coisas do café da manhã sobre a mesa redonda ao lado, e nós duas falávamos sobre um jantar de negócios que Joe faria ali na sexta-feira. Ela disse que teria que ir ao mercado comprar as coisas e sairia logo com Reinaldo, o motorista, para fazer compras. Nós nos despedimos e se foi.

Joe chegou. Beijou meu cabelo perto da testa, a cabecinha de Aninha e murmurou, enquanto a olhava sugar o bico do meu seio: - Que inveja ...

Eu sorri e ele retribuiu, sentando-se. Admirei-o de terno, tão lindo que até doía. Sentia muita falta de tê-lo dentro de mim, nu, falando todas aquelas sacanagens. Eu estava quase subindo pelas paredes e seu olhar denunciava que sentia o mesmo.

Despejou café quente na xícara, observando-nos. Trocamos um olhar quente e Joe murmurou:

- Acho que ela dormiu.

- Sim, dormiu. – Pus a camisola no lugar e a ergui no ombro, batendo suavemente em suas costas para arrotar.

Ele nem tocou no café. Seu olhar era penetrante, duro.

- Cadê a Elisângela?

- Foi ao mercado com Reinaldo.

- Estamos sozinhos?

- Sim.

Joe se ergueu, desfazendo o nó da gravata. Eu o fitava, meu coração já disparando, o corpo se acendendo ao vê-lo deixar o paletó e a gravata sobre uma cadeira. Desabotoou os

punhos da camisa branca, olhos penetrantes em mim, queimando-me.

Engoli em seco quando abriu os botões da frente e vi seu peito nu. Consegui sair da paralisia. Puxei o carrinho de Aninha para perto e a deitei de ladinho, rezando para que não acordasse. Minhas preces foram ouvidas. Ficou quietinha, ferrada no sono.

Levantei, apressada, ansiosa, excitada. Joe tinha tirado a camisa e desabotoava a calça. Eu não me fiz de rogada. Não pensei se Elisângela poderia voltar a qualquer momento e nos pegar ali. Ir até o quarto, levar nossa filha e pôr no berço parecia despender tempo demais e nós não aguentávamos mais esperar nem um segundo. Puxei a camisola sobre a cabeça e a larguei no encosto da cadeira. Arranquei logo a calcinha. Joe já estava nu e vinha me pegando, encostando no armário, saqueando minha boca faminto.

Eu o agarrei sôfrega, passando as mãos nele, adorando seus músculos duros e sua pele quente, gemendo faminta enquanto me erguia e sentava sobre o armário, abrindo minhas pernas, uma de suas mãos enterradas em meu cabelo, a outra em minha perna, arreganhando-a mais. Apertei sua bunda dura e o trouxe para mim, gritando alucinada quando seu pau grande e grosso penetrou minha vulva toda molhada, apertado e ereto demais, empurrando tudo dentro de mim, fazendo-me arquejar sem controle.

- Ah, porra ... Que saudade, Demi ...

- Sim ... Sim ... Muita saudade ... Oh ...

E gemi fora de mim, movendo-me de encontro às suas estocadas fundas e fortes, tremendo, ondulando e choramingando. Mordi seu ombro, recebendo-o todo, me balançando cada vez que impulsionava o quadril e me devorava brutalmente, tão gostoso que eu já estava em meu limite, suspensa pelo orgasmo iminente.

- Ah, essa bocetinha apertada e fervendo me deixa doido ... Não vou aguentar ...

- Vem, eu ... Ah, Joe, eu ...

Não consegui terminar de falar, enterrando os dedos em sua bunda, me sacudindo pendurada em seu pau todo enterrado em mim, quebrando-me em um gozo estalado, longo, dolorido em sua intensidade. Gemi alto, choraminguei, mordi seu peito. E ele me comeu mais duro, rosnando rouco, lutando para se controlar até eu gozar tudo. Só então tirou o pau de dentro de mim e o segurou firme pela base enquanto esporrava em minha barriga e gemia em meu cabelo.

Eu tinha me esquecido totalmente do preservativo, mas ao menos Joe tinha se lembrado de não gozar dentro de mim. Abracei-o, enquanto tremores terminavam de sacudi-lo, beijando seu pescoço, cabelo e orelha com amor e paixão.

Apoiou as mãos na bancada do armário ao lado dos meus quadris e me fitou, ainda banhado de luxúria, daquele jeito másculo e viril que me deixava molhadinha, mesmo depois de ter um orgasmo.

- Eu te amo. – Disse rouco.

Sorri, mais feliz do que um dia estive em minha vida.

- Eu te amo mais. Para sempre. – Murmurei.

- Não. Ninguém ama mais do que eu. É impossível. – Beijou suavemente o canto da minha boca. – Acordo procurando você na cama. Passo o dia pensando em você. Conto as horas para chegar aqui e ver seus olhos e seu sorriso. E quando durmo, é com você que eu sonho.

Fiquei emocionada, abraçando-o forte, enchendo-o de beijos. Então nos beijamos na boca, colados de novo, a paixão e o amor fortes e intensos, seu esperma se espalhando entre nossos corpos. Senti-o duro, pronto novamente. E eu também estava, já ardendo.

- Vamos para o quarto. – Disse rouco.

- Sim, mas ... você não vai trabalhar?

-De que me adianta ser o patrão se não posso aproveitar? – Ergueu uma das sobrancelhas negras, já se afastando o suficiente apenas para me puxar para o chão.

Eu sorri, ansiosa, excitada. Ele ergueu o carrinho com nossa filha e o levou assim pelas escadas. Seguindo-o, eu olhei com admiração seu corpo nu e murmurei:

- Você tem um bunda linda. Aliás, não há nenhum defeito em você. É lindo demais.

Nos dirigimos ao quarto e Joe deixou o carrinho perto da porta do banheiro, enquanto se virava para mim e me puxava lá para dentro, seus olhos varrendo meu corpo nu.

- Olha quem fala. Ficou ainda mais linda depois da gravidez.

Nós nos enfiamos no box e ele já abria o jato do chuveiro morno, me lavando, tirando o esperma dos nossos corpos, beijando minha boca gostosamente. Eu o agarrei, masturbando-o, sugando sua língua.

Logo me encostava no ladrilho e erguia uma de minhas pernas bem alta, agachando-se um pouco para encaixar o pau em minha vulva e me penetrar de uma vez, comendo-me com voracidade enquanto eu me sentia cheia e completa, beijando-o com volúpia, me movendo contra as arremetidas do seu pau.

A água caía sobre nós mas não esfriava nossos corpos ardentes nem abrandava o desejo avassalador. Fodemos duro, até o beijo sendo devasso, lascivo, em lambidas e chupadas gostosas.

De repente saiu de dentro de mim e me pôs de quatro no chão, vindo por trás, a água caindo sobre minhas costas como se a massageasse, espalhando-se por todo lado. Abriu minha bunda, lambeu meu ânus e chupou minha vulva que palpitava, melada, escaldante. Gemi, meus cabelos molhados caindo em meu rosto, a água pingando do meu queixo. Empinei-me toda e Joe se ergueu, dando uma palmada firme em minha bunda, seguida por outra e mais outra. Choraminguei, arquejando, excitada além da conta.

- Minha putinha ... – disse rouco e logo agarrava minha bunda queimando de seus tapas e metia o pau todo dentro de mim, até empurrar meu útero. – Isso, quietinha e obediente enquanto fodo você, cadelinha ... - Ah ...

Não conseguia ficar quieta, cheia de tesão, movendo-me de encontro ao seu pau, dizendo palavras desconexas quando entrava todo e girava dentro de mim. A cada vez o desejo se acumulava mais, até que eu gemia e pedia mais. E além de uma foda bem dada e dura, Joe espancava minha bunda molhada sem dó, que esquentava e era banhada pela água, para depois esquentar de novo.

Gritei quando o gozo veio violento. Comeu-me mais bruto, grunhindo, tirando tudo de mim. Então pôs o pau para fora e gozou, seu esperma espirrando em minhas costas e bunda, escorrendo junto com a água. Então desabei no chão, exausta demais para conseguir até pensar.

Joe sentou e me puxou pra seu colo de lado, quase deitada, amparando minha cabeça, beijando minha boca. Eu retribuí, segurando seu rosto entre as mãos, deliciada, satisfeita, feliz.

Então ergui os olhos para os seus, que brilhavam como ônix. Murmurei:

- Deu para matar a saudade?

- Só um pouquinho. Preciso de mais. – Disse rouco.

- Vai me deixar sem poder andar, seu tarado!

- Tem outro lugares que também gosto muito. Sua boca ... – Mordiscou meus lábios. – Seu cuzinho ... suas mãos ... entre seus seios ...

Subiu a mão, acariciando um deles. Senti seu pau contra o quadril e ri.

- Meu Deus, você não cansa?

- Foi mais de um mês na seca. Vendo você por aí o tempo todo com esses mamilos que adoro de fora ... Isso é tortura.

Ri e Joe me abraçou. Felizmente só naquele momento Aninha resolveu acordar, reclamando, parecendo miar. Olhamos para a porta e ele disse:

- Ao menos ela esperou um pouco dessa vez.

Nos levantamos, o dia já se iniciando mais do que perfeito.

Como a nossa vida. E enquanto me enxugava e via Joe falando com nossa filha com carinho, percebi que eu nunca poderia ser mais feliz do que era naquele momento.

Sorri, agradecida. A vida tinha seus altos e baixos, mas se a gente soubesse valorizar os momentos bons, eles que nos acompanhariam com o decorrer do tempo, marcados para sempre em nossas mentes e corações.

Como aquele momento. Simples, inesquecível, lindo e mágico. Só nosso.

Capitulo 49

Oii, é a Mari de novo. Não postei antes pq estava esperando mais comentários... agradeçam a Dani por eu estar postando agora. Quero comentários para o último capítulo e o epílogo. Beijooos ♡

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DEMI

Joe me deixou em casa à noite, prometendo que no dia seguinte me buscaria no trabalho e me levaria à faculdade, depois ia lá me buscar. Queria que eu a trancasse logo, mas prometi que só o faria dali a duas semanas, quando o período chagaria ao fim e eu também sairia do trabalho.

Depois que ele foi embora, eu andei pelo apartamento vazio em uma bolha de felicidade, sorrindo sozinha, sem compreender como uma pessoa podia passar de um ódio profundo a um amor infinito em apenas um dia. Eu acordei odiando Joe, jurando que nunca o perdoaria. E agora ia dormir mais apaixonada do que nunca, cheia de planos para um futuro ao lado dele.

Acho que só o risco de uma tragédia podia ter causado uma reviravolta tão grande nos meus conceitos e no que eu sentia. O medo de que Joe tivesse morrido ou ficado seriamente ferido me fez perceber com ainda o amava desesperadamente e como minha vida seria vazia sem ele. Toda raiva e rancor deixou de ter importância. E eu senti dentro de mim que podia acreditar de novo.

Talvez outra pessoa em meu lugar nunca esquecesse. Eu ainda não esquecia. No fundo, ainda tinha uma ponta de insegurança. Mas a esperança tinha ressurgido junto com o amor que eu empurrara bem para o fundo. Desisti de lutar. Resolvi acreditar.

Sentei no sofá, pensando no dia maravilhoso que passamos juntos, enquanto acariciava a minha barriga. Pensei se um dia, mais para a frente, Joe poderia se desgostar de mim e me trair novamente. Será que eu teria sempre essa dúvida bem guardada? Ou com o tempo ele me provaria que realmente havia mudado? Eu só sabia que o tinha perdoado e agora não podia ficar remoendo aquilo. Era tentar deixar no passado e seguir em frente.

Pensei em Matt. Tinha ficado o dia todo sem falar com ele e senti sua falta. Tinha me acostumado com a sua amizade e ele tinha sido importante para mim nessa trajetória toda, inclusive no fato de perdoar Joe. Foi íntegro e honrado em todos os momentos, até quando eu quis beijá-lo. Como se soubesse que meu coração não estava ali. E eu agradecia a ele, foi melhor para todo mundo. E Matt não merecia mesmo ser o substituto de ninguém.

Como se fosse atraído por pensamento, o telefone tocou e era ele. Atendi com carinho: - Oi, Matt.

- Oi, Demi. Como você está?

- Bem.

- Bem mesmo?

- Sim. – Mordi os lábios, sem saber como contar que reatara com Joe. Mas ele precisava saber.

- E você?

- Tudo tranquilo.

- Matt ...

- Sim?

- Eu ... Hoje aconteceu uma coisa. - Eu disse baixinho: - Eu e Joe, nós ... Bem, nós voltamos.

Ele ficou quieto. Então, enquanto eu rezava para não magoá-lo, sua voz saiu naquele timbre profundo, calmo:

- Era questão de tempo para isso acontecer, Demi. Espero que agora vocês se acertem.

- Sim, eu também espero. Matt, eu nunca quis magoar você. Desculpe pelas coisas que eu disse antes e ...

- Não precisa se desculpar. Felizmente tudo acabou bem. Vocês vão ter uma família e tenho certeza que Joe aprendeu uma boa lição. E o que temos é uma bela amizade. - Você jura? Jura que vai continuar sendo meu amigo?

- Sempre, Demi.

Eu podia sentir certa tristeza na voz dele. Era só uma impressão, mas o bastante para me deixar angustiada. Não sabia o que fazer ou dizer. E fui sincera:

- Todos esses meses, eu não sei o que seria de mim sem você. Obrigada por ter estado ao meu lado, por segurar a minha mão quando soube o sexo do meu bebê e ... – Minha voz embargou. – Se precisar de mim, para qualquer coisa, estou aqui. Por favor, não esqueça isso.

- Não vou esquecer. Bem, preciso desligar. A gente se vê por aí, Demi.

- Sim, vamos nos ver sim.

- Até breve.

- Até.

Depois que Matt desligou, rezei para que ficasse bem e que encontrasse uma garota legal que desse a ele o valor que merecia. E agradeci por não termos tido mais do que uma amizade, ou eu me sentiria mais culpada ainda.

Levantei e fui para o quarto. Meu dia tinha sido repleto de emoções muito fortes.

DOIS MESES DEPOIS – AGOSTO

DEMI

Eu parei na entrada do pórtico florido, naquele final de tarde ameno e fresco de agosto.

Estava emocionada, meu coração acelerado, uma felicidade tão grande que parecia prestes a explodir. Sorri para Matt ao meu lado, de braço dado comigo e ele sorriu de volta. E então, em um consentimento mudo, caminhamos pela corredor gramado entre as cadeiras até o pequeno altarzinho montado embaixo de uma grande árvore.

Nossos amigos mais íntimos e familiares estavam ali. Não era um casamento pomposo, mas simples, feito nos jardins da nossa casa. Eu tinha escolhido embaixo daquela árvore, pois eu e Joe adorávamos ficar ali, namorando, conversando sobre o nosso dia. Tinha sido decorado com hortênsias, a própria vegetação do lugar e pequenas lanterninhas.

O padre e Joe me esperavam no altar e sorri ainda mais ao vê-lo, lindíssimo em seu terno negro como seus olhos e cabelos, mas com a gravata vermelha, bem sensual como ele. Ele sorria de volta, olhos fixos em mim, enquanto todos se levantavam e a música linda tocava.

Era um sonho se realizando. Casar e ter filhos. E estar grávida de sete meses parecia ter deixado tudo ainda mais completo, perfeito. Sorri feliz para as pessoas presentes, amigos de Joe, meus amigos da firma de advocacia incluindo meu ex patrão José Paulo Camargo, e do grupo de cosméticos BELLA, Leon e Agnes, e mais tantos queridos. No altar, como meus

padrinhos estavam Rodrigo e Selena, que também tinham se casado há pouco tempo. E do lado de Joe estavam Antônio e Ludmila. A avó também estava lá, esperando Matt para fazer seu par. Ela tinha entrado com Joe.

Tinha sido um custo convencer os dois homens. Eu não tinha pai para entrar comigo e quis que fosse Matt, que me deu tanto apoio e amizade naqueles meses. Joe ficou enciumado, a relação entre eles já não era mais a mesma. E Matt também ficou incomodado. Mas eu os convenci, achando que aquilo também os aproximaria mais. Não sei se eu estava certa.

Não vi o rosto da minha mãe entre os convidados, mas eu sabia que não viria. Eu a tinha chamado, mas não a minha irmã. No entanto, minha mãe disse que ela e Juliane estavam de viagem marcada para o Acre, onde o milionário noivo de Juliane tinha diversas propriedades. Tinham vendido a casa e partiram para lá antes do meu casamento. O de Juliane também seria naquele mês.

Não fiquei triste. Já tinha me convencido que não era amada por nenhuma das duas e resolvi me preocupar com quem gostava de mim. E segui em frente.

Chegamos ao altar e Joe se aproximou. Trocou um olhar com Matt, que me entregou a ele e disse baixinho:

- Tome conta dela.

- Pode deixar. – Joe falou sem arrogância e estendeu a mão ao amigo, que a apertou, deixando-me ainda mais emocionada.

Matt foi para perto de Dantela e deu o braço a ela.

Joe olhou-me com amor, sorrindo, claramente tão feliz quanto eu. Acariciou minha barriga, inclinou-se e deu um beijo nela. Depois beijou suavemente minha face ao lado da boca.

- Ainda não chegou a hora de beijar a noiva. – Murmurei sorrindo.

- Toda hora é hora. – Piscou e me deu o braço.

Fomos juntos até o padre.

E a cerimônia começou. Foi linda, simples, enquanto as folhas das árvores balançavam sobre as nossas cabeças devido à brisa suave. Enquanto o padre falava em respeito, amor e fidelidade, as lágrimas desciam dos meus olhos. Por que havíamos enfrentado um mundo de decepções e dor, quase que nos separamos de vez, mas optamos por mais uma chance. Aquela. E eu a agarraria com unhas e dentes, iniciando a partir dali uma nova vida.

Na hora de trocar as alianças, as lágrimas vieram de novo, principalmente quando Joe murmurou, fitando-me com seus olhos negros penetrantes, sinceros, toda sua alma ali, como a garantir que eu acreditasse:

- Eu, Joe Adam de Jonas, recebo-te por minha esposa a ti, Demi Devonne Lovato, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

E ao terminar, os olhos dele também estavam mais brilhantes que o normal, úmidos. Foi minha vez de falar, de prometer, enquanto nem piscava, bebendo cada uma de minhas palavras.

O Sacerdote continuou, até o fim, quando fomos declarados marido e mulher e sorrimos um para o outro, de mãos dadas, emocionados e felizes. Joe me beijou na boca, não um beijinho casto, mas com amor e paixão, enquanto todos batiam palmas.

E então, para delírio de todos, caiu de joelhos aos meus pés e segurou minha barriga, beijando-a com igual amor. Eu ri, chorando de novo, enquanto todos ficavam em pé, assoviavam e aplaudiam.

Joe ergueu-se feliz e nos abraçamos, enquanto murmurava em meu ouvido:

- Eu sou o homem mais feliz do mundo.

- E eu a mulher.

Sorrimos, tantas emoções boas nos envolvendo, tantas esperanças dentro de nós. Passamos pelo corredor de braços dados, enquanto éramos filmados e fotografados e os convidados jogavam arroz.

- Mais fertilidade! – Brincou Antônio. – Pelo menos mais uns três filhos!

Joe riu.

Fomos cumprimentados por todos e a festa começou. Eu quis tudo bem à vontade e foi assim que fizemos. A decoração estava bonita, o jantar delicioso, bebida à vontade, pista de dança e DJ. As pessoas riam, conversavam, dançavam, circulavam. Joe tirou o paletó, feliz, sempre perto de mim. E eu o olhava, apaixonada.

Foram momentos únicos, inesquecíveis. Dantela estava feliz também, parecia mais leve, bem diferente da mulher que conheci. Nos dávamos muito bem e ela vinha sempre passar os domingos com a gente ou nós com ela.

Dançou com Matt e depois com o neto. Vi Matt junto com Antônio, Ludmila e mais uma moça bonita, conversando. Continuávamos amigos e agora eu tinha certeza que ele e Joe se reaproximariam de vez. Se ainda sentia qualquer coisa por mim, disfarçava bem, sempre na dele. Ao menos não se tornou ausente. Nos falávamos e sempre queria saber da Ana Bárbara.

Joe me abraçou e beijou por trás, dizendo em meu ouvido:

- Já falei que sou o homem mais feliz do mundo?

- Umas cinco vezes. – Sorri e me virei em seus braços, fitando seus olhos. – Está gostando do casamento?

- Amando. Estamos rodeados de gente boa, na nossa casa, juntos para sempre. Gostar é pouco, Demi. E você, está feliz?

- Muito.

- Mesmo sua mãe não tendo vindo? – Olhava-me com carinho.

- Às vezes, Joe, nascemos em uma família e não temos nada a ver com as pessoas que nos cercam, não é um lar de verdade. Na minha casa nunca foi. Eu sempre me senti mais próxima de Selena e da dona Lilian do que de minha mãe e de Juliane. A amizade é sincera e elas estão aqui. Então, estou feliz sim.

- É assim que se fala. Deixa eu te mostrar a minha felicidade.

E me beijou na boca, apaixonado.

Rimos, dançamos, nos abraçamos, fomos literalmente muito felizes naquela noite perfeita. Quando joguei o buquê foi a mãe de Selena, viúva há muitos anos, quem pegou. Ficou sem graça e todo mundo brincou com ela.

Depois que todos partiram, entramos juntos em nosso casarão branco de três andares, um palácio rodeado de terrenos e jardins lindos, encrustado em Vargem Grande. Eu estava exausta, minha barriga parecia maior do que sete meses, como se eu tivesse engolido uma melancia.

Queríamos fazer amor, mas Joe não quis arriscar, pois eu já tinha abusado demais naquele dia. Mas nos beijamos com amor.

Dormiu abraçado comigo de conchinha, cheio de carinho, dizendo que agora éramos marido e mulher. Não queria viajar para muito longe, devido a gravidez, e na manhã seguinte seguiríamos para Angra dos Reis, onde ficaríamos alguns dias.

No entanto, Ana Bárbara estava com pressa. E foi só eu levantar de manhã para sentir uma pontada de dor e sentir que minha bolsa tinha estourado, água descendo por minhas pernas.

Joe ficou em pânico. E eu também, por ser um parto prematuro. Ligamos para a médica

e ele me pôs no carro, enquanto começava a sentir contrações. Íamos encontrá-la no hospital.

- Calma, meu bem, vai dar tudo certo. – Disse nervoso, mais nervoso do que eu.

- Estamos bem. – Garanti, só para não desesperá-lo mais.

Quando chegamos lá, fui colocada em uma maca já cheia de contrações, com muito medo. Não deixaram Joe entrar e ele me encheu de beijos.

- Estou aqui esperando vocês, meu amor. - Eu sei.

Olhei-o parado, descabelado, apavorado. E apesar de tudo, sorri. Sim, eu tinha certeza que ia dar tudo certo.

9.1.15

Capitulo 48

Oiiii, é a Mari. A Bru não pôde postar por agora então eu vim postar para vcs... a fic já está acabando mas a próxima que decidimos postar depois dessa é perfeita!!!!! Aguardem.... Beijoooos ♡

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JOE

Eu entrei no quarto e Demi continuava dormindo de lado, virada de costas para mim, seus cabelos espalhados no travesseiro. Parei e fiquei lá, como um bobo, ainda sem acreditar na minha própria felicidade.

Pensei em mim há um tempo atrás e em mim naquele dia. Como uma pessoa podia mudar tanto? Eu achava que só os tolos se apaixonavam e lá estava eu, completamente apaixonado, feliz além da conta. Tinha dado um giro completo na minha vida. E só agradecia a Demi por ter entrado nela. Ou eu continuaria sendo infeliz, mesmo sem saber.

Fui me aproximando devagar, contornando a cama até ficar de frente para ela. Deixei a bandeja que eu trazia sobre a mesinha de cabeceira. Ela dormia tranquilamente, os lábios levemente entreabertos, a mão pousada sobre a barriga. Ajoelhei-me no chão e afastei lentamente o lençol que a cobria até a cintura.

Estava cansada e eu tinha medo de ter abusado demais dela, em nossa empolgação querendo matar a saudade. Tinha sido um domingo idílico, cheio de paixão e amor. Mas não podia esquecer que estava grávida.

Usava apenas uma calcinha branca e uma camisa minha. Quando se virou de barriga para cima, peguei uma flor que tinha tirado do vaso no terraço e pousei sobre a sua barriga. Fiquei lá como um tolo, apenas olhando-a. Até que moveu a cabeça e abriu os olhos. Fitou-me, sonolenta, então sorriu.

- Eu apaguei ...

- Sei disso. Não aguentava mais andar pelo apartamento, doido para vir aqui e te acordar.

Demi acariciou minha barba.

- A gravidez dá muito sono. E eu estava desacostumada a ... tantos exercícios.

Sorrimos e seus olhos brilharam quando viu a flor na barriga.

- Que linda! – Pegou-a e cheirou-a, apoiando-se no cotovelo e se inclinando para me beijar nos lábios.

Aproveitei e acariciei sua barriga, mordiscando sua boca, satisfeito demais por estar ali com ela. Então nos fitamos nos olhos e me fitou, preocupada.

- Jura que tudo isso é verdade, Joe? Que você nunca mais vai olhar para outra mulher?

- Nunca mais. A única outra mulher que vou olhar vai ser a nossa filha. – Pisquei o olho.

- Seu bobo! Falo sério.

- Eu também. – Subi a mão até seu rosto, concentrado. Fitei seus olhos. – Nunca mais quero ir para o inferno que vivi sem você, Demi. Nunca mais mesmo.

Ela ficou quieta e eu podia entendê-la. Por mais que tivesse me perdoado, o que fiz foi duro demais para esquecer de uma hora para outra. Mas com o tempo e a convivência, ia acabar convencida de que era o amor da minha vida e que eu viveria em função dela e da nossa filha.

- Trouxe um lanche para você. – Eu me levantei e peguei a bandeja. – Já está quase escurecendo e não come nada desde a hora do almoço.

- Só dormi. – Sorriu, sentando-se e se recostando nos travesseiros. Pus a bandeja em seu colo e ficou animada ao ver o suco de laranja, a omelete e as torradas. – Amo omelete! Você que fez?

- Eu? – Sentei na beira da cama e pus seus pés em meu colo. Acabei rindo. – Não sei nem

acender o fogo do fogão.

- Fala sério?

- Serinho.

Demi balançou a cabeça, achando graça. E atacou sua comida. Murmurou:

- Não sei como não estou imensa! Como tudo que passa pela minha frente.

- Ah, é? Bem que eu reparei hoje como essa boca estava gulosa. – Massageei seu pé macio, com unhas delicadas e com esmalte clarinho. Ele estava apoiado bem em cima do meu pau dentro do short e Demi esfregou ali, um sorriso cheio de promessas em seus lábios ao sentir que eu ficava ereto.

- Sempre fico gulosa com você, Joe.

- Eu entendi. O 3G. Adorei! – Sorri, todo bobo. Mas já excitado. – Temos que perguntar ao seu médico se nossa ... Paixão em excesso não faz mal para a bebê.

- Mas estou bem. Não tem problema.

- Sabe o que fiquei pensando, Demi?

- O quê? – Terminou todo o suco do seu copo.

- A minha filha nem me conhecia. Agora é que vou poder ficar perto dela. Será ... Será que sente ou sabe de alguma coisa aí dentro? Quero dizer ... – Fiquei um pouco sem graça. – Fizemos tanta sacanagem e a coitadinha aí, sem ter para onde ir ...

Demi deu uma gargalhada. Eu sorri também.

- Você é doido, Joe! Que ideia!

- Mas não é?

- Ela não sabe de nada, fique tranquilo. – Balançou a cabeça. – Mas falando sério, temos que pensar em um nome bem bonito pra ela. Tem alguma ideia?

- Eu costumava pensar sozinho em alguns nomes. – Confessei. – Gosto de nome simples.

Ana. Eva. Lara.

- Gosto de Bárbara. – Fitou-me. – Parece forte.

- É legal. E se fosse Ana Bárbara?

- Ana Bárbara? É diferente. Amei! – Sorriu, eufórica. – E teria o nome que você gosta e o que eu gosto. Então, Ana Bárbara?

- Ana Bárbara. – Concordei, observando-a. Ergui seu pé e o apoiei em meu peito, acariciando-o. – Temos mais algumas coisas para resolver.

- É? Como o quê?

- Quando vamos nos casar.

Demi ficou imóvel, fitando-me. Falei baixinho:

- Quer casar comigo?

Parecia ter se tornado muda. Então, seus olhos ficaram cheios de lágrimas e murmurou:

- Só por causa da Aninha?

- Aninha? Cadê o pomposo nome de Ana Bárbara? – Brinquei, mas sorri, emocionado. – Não, meu bem, não é só por causa da Aninha. É por que eu te amo. Quero que seja minha esposa, que viva comigo até eu ficar velho e gagá.

- Seu bobo!

- É sim, certo?

- Preciso pensar um pouco. – Fingiu pensar. Deu de ombros, sorrindo. – Bem, acho que não tem jeito.

- É sim?

- E o que mais poderia ser? Sim!

Ajoelhei na cama, apoiei as mãos dos lados de seus quadris e a beijei na boca. Entre nós

tinha a bandeja, sua barriga, mas nada nos afastava, só nos unia. Demi enfiou os dedos em meu cabelo e retribuiu o beijo, tão emocionada quanto eu.

Então, afastei um pouco o rosto, fitei seus olhos e disse baixinho:

- Vou te amar para sempre.

- Eu também vou te amar para sempre, Joe.

Nos beijamos de novo. Então voltei a sentar e pôr seus pés no colo. Demi deixou a bandeja de lado e se recostou nos travesseiros, satisfeita. O desejo já latejava dentro de mim e passei o olhar por seu corpo. Ergui seu pé e o levei aos lábios, beijando-o suavemente. Ela me olhava, silenciosa, linda, seus cabelos espalhados a sua volta.

Estremeceu de leve quando passei a língua entre seus dedos, lambendo-os sensualmente. Vi seus olhos brilharem, o desejo se estabelecendo em sua expressão langorosa. E assim continuei, lábios, dentes e língua em seus dedinhos.

Demi agarrou o lençol em punhos fechados. Enquanto lambia seu pé, eu abri suavemente sua outra perna e murmurei:

- Chega a calcinha pro lado. Quero ver sua bocetinha.

Ela mordeu os lábios, já arfando. Parecia nervosa, a lascívia enchendo o quarto de tesão, percorrendo nossas peles. Abriu ainda mais o joelho para o lado, a perna flexionada, o outro pé plantado sobre a cama. E enquanto eu a observava, soltou o lençol e levou a mão até a calcinha branca. Enfiou os dedos sob o tecido e o trouxe para a virilha de um lado só, expondo os lábios vaginais rosados, encimados por pelos loiros e curtos em cima.

Fiquei duro. Chupei seu dedinho do meio e ela estremeceu, respirando irregularmente. Sem que eu mandasse nada, enquanto mantinha a calcinha afastada com uma das mãos, levou a outra até o clitóris e se acariciou, gemendo baixinho.

Porra, fiquei doido. Vi o brilho de sua excitação e mordisquei a sola de seu pé. Demi gemeu de novo, olhando-me, até que parei o que fazia. Aproximei-me entre suas pernas e ergui sua blusa, expondo a barriga redonda. Passei minha mão por ela, com carinho. Então desci mais, até pousar minha mão sobre a sua sobre a vulva.

Disse rouco:

- Agora deixe comigo. Tire sua blusa e me mostre seus seios.

Lambeu os lábios, seca. Não se fez de rogada. Enquanto eu esfregava docemente seu clitóris, segurou a blusa e a tirou sobre a cabeça. Fitei-a nua e aberta para mim, os seios redondos e pesados, os mamilos vermelho- escuros bicudinhos.

- Nossa filha vai se fartar nesses seios. E eu também. – Murmurei, me inclinando para frente, esfregando minha barba em seus mamilos, suavemente, meu dedo do meio escorregando e indo dentro da bocetinha toda melada. - Ah ...

Demi enterrou os dedos em meu cabelo. Moveu os seios contra minha boca, ansiosa, mostrando o que queria. Sorri e capturei um dos brotinhos, chupando com um pouco de força.

Estremeceu sob mim e passei a meter e tirar o dedo.

- Ah, que gostoso ... – Abriu-se mais, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos.

Enterrei dois dedos e girei. Tremeu, agarrando meu cabelo, muito excitada.

Fui ao outro mamilo, esfregando a barba, atritando-o. Então dei pequenas lambidas, até metê-lo na boca e sugar firme. Sentia um gostinho levemente doce, que me excitou ainda mais, mamando-a sem dó.

- Por favor ... mais ... – Suplicou agoniada.

- Quer mais? – Tirei os dois dedos e espalhei seu mel no buraquinho mais embaixo, forçando o dedo lubrificado ali. Demi se abriu mais, ansiosa, choramingando enquanto eu a

penetrava no cuzinho com o dedo do meio, alargando-a, lubrificando-a.

Continuei a chupar o mamilo, cada vez mais forte. Ela tinha espasmos, arfava, se mexia. Forcei dois dedos e foi, apertado, entrando tudo no orifício justinho. E enquanto metia o do meio e o indicador em seu cuzinho, enfiei o polegar bem fundo na vulva escaldante e encharcada.

- Quer mais? – Ergui a cabeça, encontrando seu olhar pesado e lânguido.

- Sim. – Pediu, cheia de tesão.

- Eu te dou.

Nem me despi. Desci o short, sem tirar os dedos, indo para a cama ao seu lado, ordenando baixinho:

- Fique de lado. Vou comer você de conchinha.

Obedeceu, tremendo. Beijei sua nuca perfumada, enquanto tirava a mão que estava embaixo dela de seu ânus e encostava ali o meu pau. Abri sua perna, mantive-a firme, e forcei.

Choramingou quando o buraquinho melado se dilatou e esticou e a cabeça gorda passou. Então meti devagar, até se acostumar com meu tamanho e volume.

- Isso, assim ... Boa menina ... – Os dedo da outra mão foram em seu clitóris e a masturbei suavemente, mordiscando sua nuca, passando a estocar meu pau em seu cuzinho. Quando o meti todo até o fundo, enfiei meu dedo também dentro da sua vulva que pingava e palpitava quente.

- Oh, Joe ... – Estava fora de si, enaltecida, alucinada. Rebolou e deixei minha mão em sua barriga, fodendo-a bem gostoso, adorando a sensação que era do seu cuzinho ardente sugando meu pau mais e mais.

Estava duro como pedra. Fui um pouco mais bruto, até que a segurei firme e tirei o pau todo, enfiando de novo, abrindo-a, obrigando-a a me aceitar inteiro, bem grosso. Demi gemia e implorava e eu dava.

- Gosta assim, Demi? Meu pau entrando e saindo do seu cuzinho com o dedo na boceta? Hein? Ou quer mais?

- Não aguento ... – Arquejou.

- Está doendo? – fiquei preocupado.

- Não. Está delicioso. Mais ... mete mais um dedo ... - Pediu, fora de si.

- Safadinha ... – E enterrei dois dedos na sua boceta enquanto a fodia atrás, bruto, em golpes secos. Quando a palma da minha mão passou no clitóris inchado, passou a estremecer e dizer palavras desconexas. Então fui mais firme, deslizando, comendo com voracidade.

Estalou em um orgasmo fulminante. Quase chorou, tão descontrolada ficou. Eu beijei seu pescoço e parei de me controlar, metendo com tudo, gemendo rouco. Até que ejaculava bem fundo dentro dela, maravilhado, entregue à toda aquela delícia.

Quando tudo acabou, virei-a para mim e acariciei sua barriga, sentindo-a se mover. Sorri, enquanto me fitava com amor, toda lânguida.

- Acho que alguém aqui não gostou desse movimento todo.

- Acho que ela vai ser meio geniosa ... Como o pai.

- Como a mãe. – Completei.

Sorrimos. Beijei seus lábios e disse baixo:

- Acho que por hoje chega, Demi. Vamos deixar a Aninha descansar em paz.

- Ana Bárbara. Já vi que vai assumir só o seu Ana e esquecer a minha Bárbara. – Reclamou de brincadeira.

- Prometo que não. Quando é a próxima consulta ou exame? Quero ir em todas agora. - É daqui a duas semanas.

- Certo. Semana agora vou dar entrada para os papéis do casamento. Temos que ver como você quer. E decidir onde vamos morar. Pensei em comprarmos uma casa, com jardim, piscina, onde nossa filha possa correr e brincar bastante. O que você acha?

- Perfeito. Eu prefiro casa também. – Passou a mão em minha barba. – Mal comprei meu apartamento e já vou sair.

- Está triste?

Nem um pouco.

E ficamos lá na cama, nus e apaixonados, planejando nosso futuro.

8.1.15

Capitulo 47

Aqui está! Eu vou ficar fora mais tempo do q o planejado, ent programei esse capítulo para agr... Quando eu chegar vou descansar e isso será a noite... Ent capítulo só amanhã... Espero q entendam! Comentem, ok? Beijos, amo vcs ♥
Bruna

~

DEMI

O carro parou na entrada do prédio de Joe e o motorista veio logo abrir nossa porta. Ajudou-nos a descer e fui como uma bala até os porteiros, que olharam assustados para meu estado, apenas de robe branco, grávida, rosto vermelho e inchado de tento chorar.

- Joe Adam está no apartamento dele? – Indaguei rápido. Dantela já vinha atrás de mim, amparada pelo motorista. – Diga!

Eles se assustaram com meu grito. Ambos balançaram afirmativamente a cabeça e um deles falou:

- Sim, senhora, ele chegou há uma hora mais ou menos.

O alívio me engolfou e senti as pernas bambas. Agarrei a barriga quando recebi um chute. - Ah, Deus ... – Dantela soltou, tremendo.

- Tem certeza? – Murmurei.

- Sim, senhora. Vou avisar que ...

Eu me apoiei na parede da portaria, enquanto ondas de alívio corriam por meu corpo. O coração ainda batia descompassado, eu tremia demais e sentia como se tivesse renascido.

Sorri para Dantela, o desespero dando lugar a uma felicidade sem igual, avassaladora. Falei:

- Não, vamos subir. Sou a mulher dele e essa a avó.

- Sim, senhora. – Concordou rapidamente, não sei se por nos reconhecer ou por nosso estado trágico.

Tive medo que a senhora estivesse tendo um ataque cardíaco. Sua palidez era assombrosa e se mantinha em pé porque o motorista a amparava. Eu também não estava em melhores condições. Mas mesmo assim me aproximei, murmurando:

- Joe está bem. Está aqui.

- Sim. – Respirou fundo.

- Vamos colocá-la no carro e descer lá dentro.

E assim o motorista fez, com minha ajuda. Entramos no carro e só descemos no estacionamento, em frente ao elevador no subsolo. Dantela estava mais corada e garantiu ao homem que tinha condições de ir sozinha. Entramos no elevador e subimos, ela segurando em meu braço.

A cada andar que passávamos, eu sentia o amor crescer dentro de mim até parecer que ia explodir. Percebi que a vida era curta demais para desperdiçá-la só com dor. Sim, Joe errara. Mas se arrependera. E como Matt disse, eu já o castigara demais. Agora era confiar que nosso amor pudesse vencer tudo aquilo. E eu tinha aprendido a confiar de novo, quando pensei que o tinha perdido para sempre.

JOE

Estava tomando banho, tentando afastar a bebedeira da noite anterior, esfregando bem meu rosto. Não me lembrava de quase nada, só que acordei em casa e de flashes da minha avó e de Alcântara me tirando do bar.

Enxaguei a cabeça, tentando me sentir envergonhado por meu comportamento, mas arrasado demais para sentir qualquer coisa. Talvez devesse viver bêbado. Só assim eu

esqueceria, eu não lembraria da dor e do ódio de Demi, que não parecia passar nunca. Já nem sabia mais o que fazer da minha vida.

Fechei a torneira do chuveiro e peguei uma toalha, esfregando-a no cabelo. Pisei no tapete, terminando de me enxugar. Então a enrolei em volta dos quadris e fui até o espelho, fazendo uma careta ao fitar meu rosto abatido. A barba estava grande, relaxada.

Escovei os dentes e peguei o barbeador, enquanto começava a apará-la, até que tinha quase uma aparência normal de novo.

Lavava o rosto na pia quando a campainha começava a tocar, insistente. Peguei a toalha ao lado da pia e enxuguei o rosto, franzindo o cenho, sem entender quem podia ser tão desesperado daquele jeito, em plena manhã de domingo.

Fui para a sala descalço, passando os dedos entre os cabelos úmidos e despenteados. Não queria ver nem falar com ninguém. Mas que jeito? Tocaram de novo a campainha e abri a porta de uma vez.

Fiquei estático ao ver minha avó e Demi ali, ambas de braços dados, olhando para mim. Surpreso, registrei várias coisas de uma vez só: as duas juntas, os rostos inchados e olhos vermelhos, Demi apenas de robe. Encontrei seus olhos prateados e fiquei ali, absorto, perdido, meu peito se apertando.

- Graças a Deus! – Minha avó começou a chorar e se jogou em meus braços, apertando-me, suas mãos correndo por meus braços, ombros, rosto, cabelo.

- Mas o que ... Vó? – Eu a amparei, enquanto tremia. Olhei para Demi sem entender nada e vi seus olhos cheios de lágrimas, que começaram a escorrer enquanto me fitava. Olhei para sua barriga, com medo que fosse algo com a bebê, mas elas pareciam com saúde. – O que houve?

- Nunca mais me dê um susto desses! – Dantela ralhou, fitando meu rosto, acariciando-o. Eu a encarei, sem entender nada. Então ela sorriu, balançando a cabeça. Afastou-se um pouco, se arrumando, passando as mãos pelo rosto.

- Vó ...

- Xiiiiii ... – Deu um beijo em minha bochecha e se virou para Demi. – Explique a ele.

- Aonde a senhora vai? – Ela perguntou.

- Para casa. Não tenho mais idade para isso. E preciso ver minha bisneta nascer. – Sorriu e acariciou o braço de Demi.

- Desço com a senhora.

- Não, filha. Estou bem. Alcântara me levará para casa. – Lançou um olhar a ela e depois para mim, que as olhava sem acreditar no que eu via. – Vocês tem muito o que conversar.

E se afastou até o elevador que continuava ali. Entrou e as portas se fecharam.

Demi virou o rosto para mim e fitou meus olhos. Percebi que não havia ódio ali. Tinham muitas emoções, mas parecia o modo que me olhava antes, com amor.

Tive medo de acreditar. Fiquei imóvel no mesmo lugar. E então ela veio até mim. Sem mais nem menos se jogou em meus braços e me beijou na boca cheia de paixão. Eu a agarrei com força, meu coração disparando, minha boca se movendo de encontro a dela quase que com desespero. Encostei-a na cantoneira da porta aberta e a beijei como se disso dependesse a minha vida. E era bem assim.

Senti suas mãos em meu peito, ombros, cabelo, barba. Eu também passei as minhas em seu corpo, sua pele, seus braços, seus cabelos. Segurei sua cabeça e a saboreei com saudade, com amor, com tantos sentimentos juntos e potentes que eu tremia como um bebê, alucinado, fora de mim.

Demi começou a soluçar e chorar. Eu a apertei forte, sentindo sua barriga redonda entre

nós, nossa filha ali como um elo. E lágrimas também desceram dos meus olhos, por que entendi que elas voltavam para mim. Não sei o que as trouxe, não entendi nada, mas naquele momento nem quis saber.

Puxei-a para dentro e bati a porta. Meu peito latejava, minha cabeça rodava, meu pau doía de tanto desejo e saudade. Um fogo pareceu me consumir e abri seu robe, puxando-o para baixo. Demi parecia tão consumida quanto eu. Puxou fora minha toalha com violência, suas mãos já se fechando em meu pau enquanto eu gemia abalado.

Tinha sido tanto tempo sem ela que eu parecia a ponto de explodir, fora de mim. Joguei seu robe no chão, fiz com que andasse até o sofá descendo sua calcinha, sem deixar de beijá-la. Precisava amá-la logo, ou morreria.

Afastei o rosto, fitando-a com todo meu amor e meu desejo, vendo de novo seus olhos pesados, seus lábios entreabertos, tudo o que ansiei por meses de saudade e sofrimento. Caí a seus pés, descendo sua calcinha, meus olhos varrendo seu corpo lindo, os seios muito redondos com os mamilos bicudos de um vermelho quase vinho, a barriga redonda guardando nosso tesouro.

- Linda ... – Murmurei emocionado, adorando-a com as mãos e com o olhar, beijando sua barriga enquanto ela acariciava meus cabelos. Delicadamente sentei-a no sofá e abri suas pernas, mas não tão delicadamente lambi sua vulva, minha língua percorrendo-a bem por dentro, adorando sentir de novo seu sabor.

- Ai ... Joe ... – Estremeceu, fora de si, arreganhando mais as coxas.

Fechei a boca em seu clitóris e chupei forte, ansioso, embriagado, louco. Tomei tudo dela, até que despejava seu mel em minha língua e eu a sugava, engolindo tudo, querendo mais. E Demi me deu, se contorcendo e gritando em um gozo forte, intenso.

Eu estava a ponto de gozar também, respirando irregularmente, até que desabou, lânguida. Ergui-me, tentando lembrar que estava grávida, que teria que ir com calma, mas Demi também parecia ter se esquecido disso.

Sentou-se ereta e agarrou minha bunda, puxando-me para si, enfiando meu pau na boca com gula, sôfrega, chupando forte.

- Ah, porra ... – Rosnei, agarrando seu cabelo enquanto mamava em mim forte e duro. – Demi ... Que saudade ...

Trouxe-me mais para si. Conseguiu pôr quase tudo na boca, esfomeada. Eu me perdi. Era muita emoção, muito desejo, muita saudade acumulada. Esporrei em sua garganta gemendo e estremecendo, segurando firme sua cabeça, enquanto engolia tudo e sugava mais, até me esvair inteiro dentro dela, tremendo.

Então lambeu meu pau, não deixou nenhuma gota de fora, ergueu os olhos para mim. Continuei duro, pronto, alucinado.

- Quero mais ... – Murmurei rouco.

- Eu também ... – Sussurrou, arfante.

- Vem aqui. – Sentei no sofá e a fiz sentar em meu colo, de costas para mim. Abracei-a, espalmando minhas mãos grandes em sua barriga, beijando seu pescoço, cheio de lascívia e de paixão.

Demi gemeu e buscou meu pau, que roçou sua entrada molhada e inchada. Tentei me conter, murmurei rouco, tão ereto que doía: - A neném ...

- Está tudo bem. Por favor, entre em mim, Joe ... – Suplicou, tremendo. – Preciso de você ...

Era um desejo absurdo, dolorido, permeado por minutos, horas, dias, semanas e meses de

saudade. Gemi e mordi seu ombro quando meu pau a penetrou e foi entrando todo no canal apertado e quente, até que sentou toda em cima de mim e me acolheu no mais fundo de seu corpo, latejando em volta de mim, pulsando.

- Demi ... – Deixei uma das mãos em sua barriga, protegendo-a, enquanto a outra subia em seus seios e os acariciava, maravilhado em como estavam grandes e redondos, lindos. Movi-me devagar, penetrando-a, sem saber como tinha conseguido viver sem fazer aquilo com ela. – Meu amor ...

Demi moveu os quadris, sugando meu pau, deslizando sobre ele, até que eu abria suas pernas e escorregava a mão e meus dedos brincavam em seu clitóris, deixando-a louca, encostando-se em mim, gemendo baixinho. Belisquei seu mamilo, entrei mais fundo, murmurei em seu ouvido:

- Eu te amo ...

- Joe ... – Choramingou, virando o rosto, buscando minha boca: - Também te amo ...

Muito ...

Eu a beijei apaixonado, estocando em sua bocetinha tão apertada e molhada, masturbando-a, até que ambos queimávamos, o desejo e o amor cobrando seu preço, tentando recuperar o tempo perdido. Começou a miar e eu gemi em sua boca, já pronto, inchado e grande dentro dela. No primeiro espasmo que deu e sua boceta me apertou, eu gozei também. E assim fomos, juntos de novo, voando alto, ainda melhor do que antes, pois agora não havia mais controle, só entrega.

Saí de dentro dela lamentando. Deitei-a com cuidado no sofá, indo me deitar na ponta a seu lado, apoiando a cabeça na mão, a outra mão deslizando em sua barriga. Olhava para ela, sem acreditar que estava ali mesmo.

- Tudo bem? – Indaguei, preocupado.

- Muito bem. – Sorriu, satisfeita.

Eu também estava, mas a paixão era tanta, que já pensava em estar de novo dentro dela.

Mas me controlei, embora meu pau ainda estivesse semiereto.

Fitamo-nos nos olhos e antes de perguntar qualquer coisa, disse baixinho: - Isso tudo é real? Está acontecendo mesmo?

- Sim.

- Vai ficar comigo?

- É o que você quer?

- É o que mais quero. Vocês duas comigo. – Falei nervoso, cheio de emoção.

- Então vamos ficar. – Sorriu.

Eu me inclinei e saboreei seus lábios. Movemos nossas línguas em um beijo gostoso, carinhoso, cheio de amor. Mas eu continuava intrigado, querendo compreender tudo. Ergui a cabeça, passando meus dedos em sua barriga.

- O que aconteceu, Demi?

Vi a emoção que cruzou seu olhar. Antes de responder, ergueu a mão e acariciou minha barba, murmurando baixinho:

- Eu amo tanto você que até dói. E hoje, quando achei que o tinha perdido para sempre, quase enlouqueci. Eu não aguentaria, Joe. Nunca mais faça isso comigo ...

Eu franzi o cenho, sem entender. Então Demi começou:

- Sua avó me procurou hoje.

- De novo?

- Mas agora foi diferente.

Esperei e ela explicou:

- Dantela me contou sobre seus pais e do jeito que o criou, sempre com medo que encontrasse outra Joana em seu caminho.

Eu fiquei quieto. Ela deslizou a mão em meu cabelo. Nos olhamos em um misto de amor e saudade, ainda ligados demais para nos concentrarmos em outras coisas. Acho que demoraria alguns anos até eu achar que aquela saudade foi satisfeita e controlada.

- Então ela começou a chorar, disse que não aguentava mais ver você sofrer e pediu perdão. Nós nos entendemos. Eu prometi que deixaria você participar da gravidez, mas ...

- Mas?

- Eu não conseguia esquecer. Desde aquele dia em que entrei aqui para falar da gravidez e aconteceu tudo aquilo, eu senti um ódio tão grande de você que parecia ter uma pedra pesando em meu peito. Mesmo feliz com a gravidez, rindo, vivendo, esse peso não saía.

Eu me senti muito mal. Deslizei a mão para seu rosto e fitei seus olhos, minha alma toda em meu olhar. Murmurei:

- Eu nunca vou me perdoar por tudo que fiz, Demi. Entendi quando também não conseguia esquecer. Eu também não esqueci. Todo castigo parecia pouco para mim.

- Agora eu perdoo. Nós temos que fazer isso e seguir em frente, para termos alguma chance, Joe. Mas foi muito difícil. Eu confiava em você. Mergulhei de cabeça no amor que despertou em mim. E quando vi Juliane aqui e aquelas fotos ...

Balançou a cabeça, ainda abalada. Eu a puxei para mim e abracei, dizendo contra seu cabelo:

- Vou passar a vida me redimindo. Provando a você como a amo, como me arrependo de tudo.

- Eu só quero que seja sincero. Sempre.

- Vou ser.

Voltei a olhá-la e Demi acenou com a cabeça. Continuou:

- Eu disse a sua avó que poderia se aproximar de nossa filha, mas não de mim. Não como um casal novamente. Era isso. Até que ela recebeu o telefonema, - Que telefonema? – Estava curioso.

- A governanta da sua avó. Ela tinha visto na televisão um acidente aqui no Leblon de um Porsche preto que tinha capotado. Você tinha acabado de sair de lá. Ela ligava e não conseguia falar com você. Se desesperou e avisou a sua avó.

- Meu Deus!

- Joe, nós quase morremos! Liguei para cá e ninguém atendia. Saímos de lá chorando e foi uma tortura chegar até aqui. Só respiramos de novo quando o porteiro disse que você estava em casa e bem.

Eu a olhava, surpreso com aquela história. Imaginei a cena e balancei a cabeça. Disse preocupado:

- Que risco da minha avó ter um ataque ou de acontecer algo com a nossa filha e com você.

- E faltou pouco pra isso mesmo. Mas felizmente, tudo acabou bem. – Sorriu para mim. – Bem até demais.

Sorri também, puxando-a para mais perto. Não resisti e acariciei seu seio, passando os dedos pelo mamilo, puxando-o de leve. Demi mordeu o lábio, deslizando o olhar em meu rosto. Seus olhos se encheram de lágrimas:

- E aquele peso em meu peito sumiu completamente quando você abriu essa porta. Eu vi você e a vida voltou a sorrir. E soube que não podia mais viver com meu ódio. Que precisávamos de uma nova chance. Mesmo que o passado tenha sido duro, cheio de mágoas,

agora temos uma nova oportunidade e uma filha. E eu ... Eu quero tentar. Quero muito. Por que amo e preciso de você.

Eu estava mudo, embargado, muito emocionado. Olhava-a fixamente, dizendo baixinho:

- Você nunca vai se arrepender dessa decisão. E agradeço, por confiar em mim novamente, apesar de tudo, Demi. Sou seu e só seu. Para sempre. E desculpe o que vou dizer, mas bendito telefonema!

Demi riu e eu fiz o mesmo. Puxei-a para cima de mim e nos beijamos na boca com paixão, seus cabelos caindo sobre nós. Senti um movimento brusco e ela afastou o rosto, segurando minha mão correndo.

- Sinta. – Espalmou na barriga. Ficou tudo quieto. Então veio um movimento brusco, como um chute. Eu fiquei impressionado, emocionado. Sorri como um bobo e esperei mais. Vieram mais três. – Essa menina não vai ser mole! Parece alguém que eu conheço!

Meu sorriso se ampliou e a beijei de novo. A bebezinha se acalmou. Fiquei quieto, com Demi em meus braços, minha mão ainda em sua barriga. Murmurei:

- Queria ter estado com você quando descobriu o sexo dela. Segurando sua mão, beijando-

a.

Pensei em Matheus, ocupando meu lugar. E nas palavras de Demi de que o amava. Eu sabia que era merecido para mim. Mas mesmo assim doía.

- Eu sei. – Ela disse baixinho e segurou meu rosto entre as mãos, enquanto nos olhávamos dentro dos olhos. – Eu estava muito magoada. E ele foi meu grande amigo quando mais precisei.

Concordei com a cabeça. Tudo aquilo era só culpa minha. Mas precisava saber:

- Você o ama?

- Sim. Como um amigo muito querido.

- Eu vou entender, Demi, se tiver se relacionado com ele e até amado como me amou.

- Como amei não, como eu amo você. Mas é diferente. Matt foi meu porto seguro. Ele me ajudou de uma maneira que você nem pode imaginar. Nunca, mas nunca mesmo tocou em mim se maneira sexual. Ontem, depois do que aconteceu entre nós na festa, fiquei tão mal que pedi para ele me beijar. Eu queria esquecer você e ficaria com ele. Talvez até o amasse. Mas Matt não aceitou. Disse que eu devia parar de me enganar e procurar você.

- Ele fez isso? Mesmo te amando?

- Ele gosta de mim, mas ...

- Ele te ama, Demi. Nunca o vi assim. Me disse que queria você para ele.

Senti que ficava sem graça. Falou, triste:

- Eu não queria magoá-lo. Sabe, pensei, depois que nossa filha nascesse, em dar uma chance para mim mesma de ser feliz. Matt é tão doce, tão ...

- Não é tão doce assim. – Falei enciumado.

Demi achou graça.

- É sim. Ele cuidou de mim, e tem um olhar de moço bom, de terno ...

- Nunca se perguntou por que esse moço terno frequenta o Clube Catana?

Ela ficou na dúvida. Eu retruquei:

- Não vou falar de coisas dele, mas todo mundo tem dois lados, Demi.

- Eu sei. – Ela não insistiu. – Acho que já conheci os seus dois, não é?

- Vai conhecer só um daqui para frente. O melhor. – Sorri.

Ela sorriu também. Mordeu o lábio e perguntou, séria:

- E você? Se envolveu com alguma mulher nesse tempo todo? Ou muitas? - Nenhuma.

Parecia não acreditar. Mas falei de novo, com sinceridade:

- A minha última vez foi com você aqui nesse sofá, lembra? Eu chupando você e você me chupando.

- Lembro. – Disse baixinho.

- Depois disso, só a minha mão. Não sei como não fiquei cheio de calos.

Ela deu uma risada gostosa e eu a acompanhei. Então lembrei de algo e me levantei. Dei as mãos a ela e ajudei-a a se pôr de pé também. Murmurei, olhando seu corpo: - Deveria ser proibido uma grávida ser tão bonita.

Demi riu. Abraçou-me e a trouxe perto de mim, dizendo contra seu cabelo: - Quero te mostrar uma coisa.

- O quê?

- Quem me fez companhia durante esses meses de saudade.

Segurei sua mão e a levei para o quarto. Demi parou, quando seus olhos deram com o quadro gigantesco dela na parede, com seu rosto em uma das fotos da campanha de cosméticos.

Fitou-me, seus olhos brilhando.

- Como conseguiu isso?

- Leon me deu.

Sorriu, feliz.

- Se eu tivesse alguma dúvida de que me ama, agora não teria mais. Eu adorei. Foi tão ...

romântico.

- Sou um cara romântico.

- Ah, essa eu quero ver!

Rimos.

Entre beijos e afagos, ela me disse que queria tomar um banho. Enchi a banheira e sentei na borda, pondo-a de lado em meu colo, inclinando-a para trás em meus braços e enfiando um mamilo na boca. Chupei o brotinho bicudo e saiu algo levemente doce, talvez o início de leite. Não me importei, deliciado, mamando forte enquanto se remexia e gemia.

Acariciei sua barriga e desci mais. Massageei suavemente o clitóris até ficar inchadinho, apertando-o, manipulando-o.

- Joe ... – Demi gemia, mexendo-se. Desci mais a mão e enterrei dois dedos em sua bocetinha melada, passando a penetrá-la enquanto sugava o biquinho do seu seio até ficar bem pontudo e partia para o outro. Ela choramingava, muito excitada.

Ergui a cabeça, meus olhos pesados, dizendo rouco:

- Vontade de fazer tanta coisa com você, Demi ...

- Faça ...

- Algumas, só quando a bebê nascer.

- Por quê? – Fitou-me arfante, enquanto eu estocava meus dedos sem sua vulva, que se contraía e palpitava.

- Por que vou te amarrar e foder duro. Vou espancar sua bunda. Vou fazer coisas que nem imagina.

- Ai ... – Já estava fora de si, alucinada com meus dedos e com as sacanagens que eu dizia. Tornei-me mais bruto, o polegar roçando o clitóris, lambendo devagarinho o mamilo e depois soprando-o. Ondulava, a boca entreaberta, os olhos desvairados.

- Vou foder sua boca, depois sua bocetinha e então seu cuzinho, gozando bem forte dentro dele. Está com saudade do meu pau aí? Hein?

- Sim ...

- Então depois do banho vou enfiar meu pau todo nele, Demi. Enquanto meus dois dedos vão estar assim, comendo você pela frente ...

- Ah ... Ah ... – Começou a gozar, quase chorando, estremecendo, ondulando. Olhei-a fixamente, excitado, cheio de tesão, meu pau duro demais.

Deixei que seu orgasmo fosse longo, sem parar de meter os dedos e massagear o clitóris. Até que desabou, corada, respirando irregularmente, olhos pesados. Peguei-a com carinho no colo e pus dentro da banheira. Sorriu, satisfeita, lânguida, linda.

Eu entrei também, mas disse baixinho:

- Sente na borda, com as pernas dentro da água.

Sorri, vendo seu olhar safadinho. Fiz como disse. Demi abriu minhas pernas e veio ajoelhada entre elas, da cintura para baixo dentro da água.

- Sabe o que vou fazer, Joe?

- Nem imagino. – Disse, me fingindo de inocente. Demi riu, seus olhos descendo por meu peito e barriga, até o meu pau totalmente ereto.

- Uma das coisas que mais gosto. – Passou os dedos em meu saco, acariciando as bolas. Cerrei o maxilar, apertando as bordas da banheira com força. – Lamber e chupar o seu pau. O meu 3 G.

- 3 G? – Observava-a, em expectativa.

Sorriu com malícia e passou a língua na cabeça. Gemi baixo, na mesma hora meu lubrificante saindo da ponta.

- Grande ... Grosso ... – Lambeu o líquido e o engoliu, erguendo os olhos lindos para mim. – E Gostoso.

Eu sorri, mas então desceu a cabeça e engoliu meu pau com tudo. Soltei um palavrão, pois me enterrei até o fundo de sua garganta. Abraçou meus quadris e mamou gostoso, forte, enquanto eu agarrava seus cabelos e me deliciava com a chupada esfomeada.

Demi não queria me torturar, queria me levar à loucura. E conseguiu. Movia a boca para cima e para baixo em todo comprimento, apertava minhas bolas, me deixava alucinado. - Pare ... Deixa eu te comer ... – Falei rouco.

Tirou os lábios e me olhou, excitada.

- Depois. Agora quero que o meu reizinho goze na boca da sua escrava.

- Porra ...

Perdi o controle de vez. Agarrei seu cabelo, bruto, forçando-a a me chupar forte. Forçando, não, era o que ela queria. Sugou tudo, até não restar nada de fora. Puxou a cabeça, respirou e voltou de novo, mamando, babando meu pau inteiro.

- Isso, minha putinha. Chupa o seu reizinho ...

E ela chupou. Joguei a cabeça para trás e fechei os olhos, arrebatado, tanto prazer como aquele acabando comigo. Esporrei forte em sua língua, enchi sua boca de esperma quente e ela engoliu, se lambuzou, lambeu, sugou. Gemi alto, grunhi rouco, até me esvair todo, com o coração alucinado. Só então Demi parou e me olhou, largando meu pau. Sorriu sensualmente.

Deslizei para dentro da água e a puxei sobre mim, beijando sua boca. Então acariciei seu cabelo e murmurei contra seus lábios:

- Nunca mais me deixe.

- É só andar na linha. – Brincou.

- Sempre. – Prometi. E era verdade. Não havia homem no mundo mais feliz do que eu. E repeti baixinho: - Sempre, meu amor.