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27.6.14

Emoção - Epilogo

 
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Dois anos depois

ENCOLHIDINHOS JUNTOS no sofá, Demi e Joe observavam pela janela da frente da casa enquanto os primeiros flocos de neve natalina começavam a cair. O meteorologista não previra uma grande tempestade… nada parecido com aquela que os prendera no prédio de escritórios de Joe dois anos antes, momento conhecido também como a melhor nevasca de todos os tempos. Não, a neve de agora caía silenciosa, doce, uma neve noturna tão suave e serena quanto os cânticos que tocavam baixinho no aparelho de som atrás deles.

Envolvida nos braços do homem que amava, ali na linda casa que eles haviam terminado de construir juntos e para onde se mudaram na última primavera, Demi não se importava se nevasse a noite toda. Ela possuía tudo, e a todos, de que necessitava, bem ali entre aquelas paredes.

– Aí vem a neve – murmurou ele, apertando o abraço.

– Aham.

Eles ficaram em silêncio por um instante, observando os flocos brancos caírem, lentamente no início, depois mais progressivamente. De repente Demi percebeu, olhando para aquela janela imensa com vista para o mar, que provavelmente estar ali era como estar dentro de um globo de neve. Talvez exatamente naquele que Joe lhe dera tantos anos atrás, e que agora tinha um lugar de honra no centro do consolo da lareira. Demi estava dentro de um lar feliz, sob a luz amarelada e quente que saía pelas janelas, com os carros estacionados na entrada e as sempre-vivas cheias de neve ao redor.

Ela sorriu, adorando aquela imagem, pensando naquela véspera de Natal. O que, se perguntava ela, aquela garota, aquela Demi de 22 anos, teria pensado se pudesse prever o futuro? Ela provavelmente não teria acreditado nele, e tal futuro a teria apavorado totalmente. Porém, lá no fundinho, ela sabia que teria ficado muito esperançosa… porque aquele dia lhe abrira os olhos para um mundo de possibilidades.

Tudo por causa do homem que a estava abraçando tão carinhosamente, cantarolando “Noite Feliz” enquanto lhe beijava a têmpora.

Ela olhou para ele, tão lindo sob o brilho da lareira, e sussurrou:

– Feliz Natal, Joe.

Ele retribuiu o sorriso e roçou os lábios nos dela.

– Feliz Natal, minha esposa.

Não havia mais bah, que bobagem para Demi. Não havia mais muros para evitar coisas como lembranças, festividades… e amor. Aquela parte da vida dela estava acabada.

Joe se espreguiçou um pouco e riu.

– Sou uma pessoa ruim por estar feliz por meus pais e seu irmão terem resolvido ficar em casa e vir aqui apenas amanhã, depois de constatarem as consequências da nevasca?

Ela riu baixinho, compreendendo-o tão bem.

– Não, a menos que eu também seja, porque me sinto da mesma forma.

Não que qualquer um deles estivesse de má vontade com as visitas… na verdade Demi adorava a família de Joe, assim como a nova namorada de Sam. Eles certamente tinham bastante espaço para todos na casa imensa. Mas ela não podia negar que estava feliz pelo modo como as coisas se encaminharam. Agora eles teriam a noite e a manhã seguinte só para eles, dando o pontapé para criarem lembranças e tradições natalinas só deles.

Demi estava pronta para isso. Pronta para incorporar os fantasmas de seus Natais anteriores ao seu presente e futuro. Pronta para abrir seu coração à época mágica de se doar, a qual ela outrora adorara tanto, tanto… e então seguir, modelando-a, mudando-a, moldando-a em algo que era só dela, e de Joe, e da família deles.

– Não é que eu não os ame…

– É só porque o dia de amanhã é tão especial – respondeu ela.

Muito especial. Não só porque era o primeiro Natal deles na nova casa. Não só porque era o primeiro Natal desde que haviam se casado no ano anterior, no dia de Natal. Não só porque ainda eram loucamente apaixonados e tão incrivelmente felizes. Nem mesmo porque Demi havia voltado a ser fã do Natal.

Não, eles estavam contentes por estar a sós porque ambos queriam saborear e se regozijar no presente antecipado que tinham recebido dez dias antes. Bem, na verdade, dois presentes.

Ambos estavam dormindo no andar de cima, em berços combinando, um usando um cobertorzinho azul, e outro, rosa. Eddie e Dianna, cujos nomes eram homenagens aos avós que eles nunca iriam conhecer.

Quando Joe sugerira os nomes, Demi pensou que fosse ficar desnorteada. Não de tristeza, mas por saber o quanto seus pais ficariam felizes por vê-la tão profundamente apaixonada por um homem tão incrível.

Aquilo, Demi sabia, era o maior presente de Natal que ela poderia ganhar. E ela estaria recebendo aquele presente todos os dias, pelo restante de sua vida.
 
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Ah, mais uma mini-fic que chega ao fim :'(
eu espero que vc tenham amado essa mini-fic assim como eu amei, e assim como eu amei posta-la para vocês <3

Beijoos e mais tarde talvez eu já poste as novas sinopses ;)

Quem não mandou ainda, mande o numero para adicionar no grupo do whats:
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Alice, Dany, Debora, Giovanna, Kethleen, Mand, Roberta e Thaah são as que já estão participando do grupo. Beijos, eu amo muito vocês <3

Emoção - Capitulo 22 - Ultimo

 
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DE TODOS os natais de Demi, aquele devia estar no topo da lista dentre os piores.

Ah, tinha começado muito bem. De maneira mágica, na verdade. Ela havia acordado de manhã nos braços de um homem maravilhoso, certa de que nunca fora mais feliz em sua vida.

Mas desde que chegara em casa, sozinha, e começara a vaguear pela casa, sozinha, e comera comida congelada, sozinha, Demi não conseguia nem uma única coisa positiva naquilo.

Ela tentara fazer compras pela internet… entediante. Limpara o apartamento… mais entediante ainda. Respondera a alguns e-mail, verificara sua agenda, procurara voos para Nova York. Entediante. Entediante.

E devastador.

Devastador porque ela não queria voar para Nova York. Não sob aquelas circunstâncias, de qualquer forma. Não sem saber como Joe se sentia… se ele dava a mínima.

Naquela manhã, quando ela ouvira pela primeira vez a mensagem sobre a oferta de emprego em potencial, tinha sido empolgante, um enorme reconhecimento. Pensar que uma revista grande estava atrás dela por causa de seu talento era uma enorme massagem no ego e uma verdadeira confirmação de que ela havia feito a escolha certa quanto realizara mudanças em sua carreira.

Mas, particularmente, ela não queria voltar para Nova York. Gostava de Chicago. Gostava de morar perto do irmão outra vez. Gostava das pessoas que tinha conhecido, do estúdio que havia alugado e da vida que estava levando.

Mais importante, gostava de estar perto do homem que amava.

– Droga – resmungou ela naquela noite enquanto estava sentada no sofá, escutando músicas natalinas na estação de rádio da internet.

Ela o amava. Ela amava Joe Jonas. Sempre amara. Ele havia entrado em seu coração seis anos atrás e nunca mais o abandonara, apesar do tempo, da distância e de outros relacionamentos.

Algumas pessoas eram capazes de se apaixonar e se desapaixonar. Algumas amavam apenas uma vez na vida. Ela suspeitava ser do segundo tipo. O que seria maravilhoso, se ao menos ela não amasse um sujeito que não parecia se importar caso ela se mudasse para ficar a milhares de quilômetros de distância.

Sentindo muita pena de si, Demi quase não ouviu as batidas à porta. Primeiro, presumiu que fossem os filhos dos vizinhos brincando com seus novos presentes de Natal. Eles tinham passado o dia rindo, felizes, e ela sorrira ao ouvir os sons que penetraram nas paredes finas. Porém o barulho se repetiu, e ela percebeu que alguém estava batendo à sua porta.

Demi olhou para o relógio, notando que já tinha passado das 20h. Ela finalmente havia conseguido falar com Sam naquela tarde, e ele tinha dito que iria trabalhar durante a noite toda outra vez. Mas talvez tivesse conseguido uma folguinha ou coisa assim.

Ela foi até a porta e a abriu exibindo um sorriso. O sorriso esmoreceu assim que viu, não seu irmão, mas alguém que nunca esperava ver à sua porta esta noite.

– Joe?

– Posso entrar?

Surpresa, não apenas porque ele havia dito a ela que ia ficar com a família, mas também porque, até onde ela sabia, ele não fazia ideia de onde ela morava, Demi se afastou e o convidou a entrar.

– Como você…?

– Stella. Tinha tanto o endereço do seu estúdio quanto o da sua casa no BlackBerry.

– Está tudo bem? Sua família?

– Está bem. Agora provavelmente estão todos empenhados na maratona natalina do jogo de mímica.

Ainda sem saber por que ele tinha vindo, e sem saber o que dizer, Demi perguntou rapidamente:

– E o segurança da empresa?

– Ele vai ficar bem – respondeu.

– Fico feliz. – Retorcendo as mãos, ela finalmente se lembrou de sua boa educação. – Posso pegar seu casaco? Gostaria de se sentar?

Joe tirou o casaco, mas não se sentou na poltrona indicada por Demi. Em vez disso, soando e parecendo melancólico, ele olhou nos olhos dela e disse:

– Se eu fizer uma pergunta, você vai me responder com sinceridade?

– É claro.

– Certo. – Aproximando, perto o suficiente para Demi sentir o cheiro de sua colônia forte e o calor de seu corpo, Joe perguntou: – Você quer se mudar para Nova York?

Falando em perguntas diretas. Ela cruzou os braços, esfregando as mãos neles, para cima e para baixo, e pensou em sua resposta. Seu primeiro instinto era responder à pergunta dele com outra pergunta… você quer que eu fique?

Mas eles já haviam jogado o suficiente, perdido tempo suficiente girando em torno da verdade ou tomando decisões um pelo outro sem o benefício de uma conversa real, genuína. Então ela não seria nada senão honesta, tanto com ele quanto consigo.

– Não. Não quero.

Ele fechou os olhos e suspirou, tão visivelmente aliviado, Demi quase sorriu.

– Minha vez de fazer uma pergunta – rebateu ela.

– Tudo bem.

Inspirando fundo, e esperançosa de que sua voz não tremesse, ela perguntou:

– Você quer que eu fique?

Ele não hesitou, nem mesmo por um instante:

– Ah, sim.

Embora satisfeita com a veemência dele, ela inclinou a cabeça em confusão.

– Então por que mais cedo você agiu como se não se importasse?

– Por que você me fez pensar que queria se mudar?

Nenhuma das perguntas foi respondida durante um segundo… então ambos retrucaram em uníssono:

– Porque somos idiotas.

Uma gargalhada explodiu entre eles, então Joe chegou pertinho, colocando as mãos nos quadris de Demi e puxando-a para si. Ela levou as mãos aos ombros dele e o encarou, enxergando o calor e a ternura naqueles olhos verdes. Mesmo em silêncio, ela sabia que ele estava pensando, sabia o que ele estava sentindo. O que o coração dele estava lhe dizendo.

Porque o coração de Demi estava dizendo a mesma coisa a ela.

Eles tinham sido feitos um para o outro. Sempre foram. O tempo e a circunstância havia separados os dois, sim. Mas talvez tivesse que ser assim. Eles eram jovens e impulsivos. E ela não estava verdadeiramente pronta para aceitar o amor e a felicidade, para oferecer o tipo de relacionamento dotado da confiança e do amor que Joe merecia.

Agora Demi estava pronta. E eles tinham encontrado o caminho de volta para os braços um do outro. Havia levado anos, e exigido uma mudança de cidade, mas as vidas deles havia formado um círculo completo e nesta semana eles haviam recriado o passado.

Só que, dessa vez, seria completamente diferente. Eles não iriam deixar nada o atrapalhar.

Dessa vez, eles iriam fazer funcionar.

– Eu te amo – disse ele, e o coração de Demi cantarolou.

Ele pôs uma das mãos no rosto dela.

– Eu deixei você escapar uma vez. Eu não ia cometer o mesmo erro de novo.

– E se eu tivesse dito que queria ir para Nova York?

– Eu teria dito: tudo bem, quando partimos?

Demi começou a sorrir, pelo menos até notar que ele falava sério. Então só conseguiu encará-lo com expressão chocada.

– Você está falando sério?

– Muito sério.

– Mas como…

– Eu conversei com meu pai quando estava na casa dele hoje. Eu disse que havia deixado você ir embora uma vez, mas que não ia acontecer de novo. E que ao mesmo tempo que eu gostaria de continuar na Elite, se interferisse nisso, eu iria fazer o que era certo para mim para variar. Viver minha vida por minha conta, já que eu a vivi em função dos outros nos últimos seis anos.

– Como ele reagiu?

Joe desviou o olhar.

– Acho que foi o mais próximo que já vi meu pai de chorar.

Ela arfou.

– Não porque ele estava chateado, mas porque ele finalmente teve a oportunidade de me dizer o quanto era grato por tudo que eu tinha feito, e o quanto queria que eu fosse feliz. – Joe balançou a cabeça lentamente. – Para dizer a verdade, eu não acreditei. Ele nunca disse nada assim para mim antes.

Sabendo o quanto aquilo deve ter significado para ele, Demi ficou na ponta do pé e roçou a boca na dele.

– Estou tão feliz.

– Eu também.

– Mas seu pai não precisa se preocupar com nada, nem seus acionistas.

– Podemos ir se você quiser – insistiu ele.

– Não quero – insistiu Demi de volta, sendo completamente honesta. – Estou cansada de fugir para fazer coisas novas, para novos lugares, apenas para evitar me expor à dor e à mágoa outra vez. Não existe amor sem risco… mas não existe vida sem amor.

Então, percebendo que ela nunca havia dito aquilo de fato, Demi ofereceu a ele o presente mais honesto e genuíno que poderia pensar em dar.

– Eu te amo, Joe. Eu sempre amei, eu sempre amarei.

Ele sorriu ternamente, então se inclinou para beijá-la, lentamente, amorosamente. E sentir aquelas palavras nos lábios deixou o beijo tão mais doce, lhe deu tanto significado a mais.

Quando eles finalmente concluíram o beijo, permaneceram nos braços um do outro, dançando lentamente ao som da música natalina que tocava baixinho de fundo, “Joy to the world”.

Que apropriado. Pela primeira vez no que parecia uma eternidade, a vida de Demi parecia cheia de alegria até a borda. Porque Joe fazia parte dela. E ela sabia, lá no fundo de sua alma, que ele sempre faria.

– Feliz Natal, Demi – sussurrou ele ao encontro do rosto dela.

– Feliz Natal, Joe.

Ela o abraçou, desejando capturar aquele sentimento e gravá-lo em sua mente para sempre, como uma linda fotografia. O primeiro momento do restante de suas vidas.

Haveria muitos mais, ela sabia.

Alguns lindos, provavelmente alguns tristes.

Mas, não importava o que acontecesse, todos os momentos seriam repletos de amor.
 
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Ahh, a mini-fic acabou :'(( mas ainda tem um epilogo bem fofo, e depois eu posto a sinopse das outras mini-fics para vcs escolherem, ok?? eu irei colocar mais, além das duas que eu já havia colocado :)

mandem seus números para eu adicionar no grupo, esta bem divertido :)
me mandem uma DM no twitter: @WorldJemi
ou um email: FanficsJemi@gmail.com

Beijoos <3

26.6.14

Emoção - Capitulo 21

 
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DEPOIS DE ir para casa para tomar um banho e trocar de roupa, e então telefonar para o hospital para ter notícias de Chip, que estava muito bem, Joe seguiu para a casa dos pais. A família paralisou as comemorações até que ele pudesse retornar. Então ele tentou fingir que se importava com o Natal e que não estava totalmente infeliz.

Ele não achou que tivesse sido bem-sucedido na empreitada. O sorriso estava rígido, a risada falsa e a tensão devia estar visível. Ele não conseguia manter a mente nas brincadeiras, se perdia no meio das conversas e em geral entrou em torpor na maior parte da tarde.

Só conseguia pensar em Demi. No tempo que passaram juntos… e no jeito como se separaram.

Ele simplesmente não conseguia entender, não conseguia começar a compreender como ela podia ter passado o fim de semana com ele, fazendo tudo que fizeram, dizendo tudo que disseram, e então falar casualmente sobre se mudar de volta para Nova York. Não fazia sentido.

Ele sempre teria apostado seu último centavo que ela o amava, que sempre o amaria, assim como ele sempre a amaria. Mas as palavras nunca foram ditas por ela, nem mesmo quando ele confessara seus sentimentos por ela todos aqueles anos atrás.

Foi você quem a abandonou. Você partiu o coração dela, lembrava uma voz em sua cabeça. Então talvez não fosse tão surpreendente o fato de ela simplesmente não correr de volta para os braços dele.

Mas correr para a costa leste, em vez disso? Que sentido aquilo fazia?

– Então… Vai nos contar quem é ela?

Joe olhou para cima quando sua irmã caçula Annie, que não era mais sua irmãzinha, mas uma colegial do primeiro ano, entrou na sala.

– Perdão?

– Qual é, está na cara que você está com problemas com uma mulher. Não vimos você tão deprimido por causa de uma garota desde que você voltou para casa depois de ir embora de Nova York depois de perder aquela garota… Deborah?

– Demi. O nome dela é Demi – murmurou ele, desviando o olhar e franzindo a testa.

Ouvindo o arfar surpreso de Annie, Joe desejou ter ficado calado.

– Espere, estamos falando de Demi agora?

– Por que pergunta isso?

– Bem, você disse que o nome dela é Demi. Além disso, o jeito como você pronuncia o nome dela, maninho. É como voltar seis anos no tempo. Eu me lembro exatamente de como você ficou quando retornou, depois que papai ficou doente. Nunca vi você tão ligado a alguém.

Havia um bom motivo para isso. Ele nunca ficara tão ligado em mais ninguém.

– Então qual é a história? Por que você não a convidou para a ceia de Natal?

– Eu convidei. Ela… não gosta muito de Natal. – Ele não queria compartilhar detalhes sobre a vida particular de Demi, porém explicou: – Ela tem lembranças ruins dessa época do ano…

– Então onde está ela? Ela está aqui em Chicago?

– Sim, ela se mudou para cá. Ela está em casa, no apartamento dela agora.

– Cara! Que saco!

Ele revirou os olhos, ainda não muito acostumado a ouvir sua irmã falando como um sujeito de 18 anos, vocabulário que parecia ter sido adotado pelas jovens de hoje.

– Você a deixou sentada em casa, sozinha no apartamento dela, no Natal?

– Como eu disse, eu a convidei para vir. Ela quis ir para casa. Sozinha.

Annie meneou as sobrancelhas, e foi aí que Joe percebeu que tinha pisado na bola. De novo.

– Ir para casa, hein?! Tipo, ela estava com você nos últimos dois dias, durante sua grande emergência preso na neve?

– Cale a boca. –murmurou ele.

Ela riu.

– Olha, tudo que vou dizer é que, se eu estivesse saindo com alguém, e ele me deixasse sentada em casa sozinha durante o Natal, eu teria absoluta certeza de que ele não ligava a mínima para mim.

– Você não é Demi – resmungou ele.

– Que bom para você – disse ela, se levantando e saltitando até a porta. – Porque se eu fosse, eu teria dito até mais, cara, e faria você pensar que eu dava a você a mesma importância que você dava a mim.

Ela saiu da sala, deixando Joe sentado ali, sozinho. Porém as palavras de sua irmã permaneceram. Na verdade, de algum modo elas pareciam ficar cada vez mais altas… e mais altas.

Ele sabia que Demi não era do tipo que fazia joguinhos. Mas também sabia que ela devia estar se sentindo insegura em relação a eles, em relação a ele, agora. Considerando que ele a abandonara no Natal há seis anos e parara de telefonar logo depois, por que ela não teria dúvidas? Por que ela não teria questionamentos?

Por que ela não esperaria que ele não estivesse dando a mínima se ela resolvesse se mudar de volta para Nova York?

Será que, na tentativa de parecer calmo, racional e justo, Joe a fizera achar que ele não se importava? Será que esconder o medo de perdê-la outra vez tornara isso mais provável de acontecer?

Não. Isso não ia ficar assim. De jeito nenhum que ele iria deixá-la pensar que ele não a desejava. Demi podia até querer ir embora, podia enxergar esse grande passo profissional como a próxima coisa lógica a fazer em sua vida. Mas ele não iria deixá-la tomar essa decisão sem se certificar de que ela soubesse como ele se sentia.

O que significava que ele precisava ir conversar com ela. E dessa vez, ele não deixaria nada por dizer.
 
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Oii meus amores!!! esse é o penúltimo da fic, só falta o ultimo e o epilogo :((

Thay, vc pode mandar um email com o seu numero, ok?? manda pra esse aqui -> FanficsJemi@gmail.com ;)

Beijoos!! eu amo vocês <3

Emoção - Capitulo 20

 
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Atualmente
Chicago, 25 de dezembro de 2014

DEMI ACORDOU na manhã de Natal se sentindo bem, quentinha e confortável. E aquilo não era só por causa do homem nu, incrivelmente lindo e sexy deitado junto a ela, mas também porque a ventilação logo acima do sofá-cama estava soprando um ar quente e constante.

A energia elétrica voltou. Aleluia.

Ela ficou deitada ali durante alguns minutos, aliviada, mas também um pouco triste. Energia elétrica era bom. Ótimo, na verdade. Mas sinalizava uma coisa: um retorno à normalidade. O mundo real estava batendo às portas do pequeno ninho do amor deles, lembrando-os de que na verdade aquele espaço era um edifício de escritórios de seis andares em Chicago.

Durante 36 horas eles conseguiram fingir que o restante do mundo não existia. Agora que tinham luz novamente, estavam a apenas um telefonema de distância de todo mundo.

Demi devia aproveitar isso e telefonar para Sam, que talvez estivesse preocupado. Com sorte, ele teria estado ocupado demais para tentar contatá-la. Mas no mínimo ela precisava ligar para ele e lhe desejar feliz Natal… ou pelo menos um bah, que bobagem!

Ela se perguntava se o Natal iria ser feliz para ela. Antes de ontem, ela teria rido de tal ideia. Agora, no entanto, honestamente, não tinha certeza.

Provavelmente seria inteligente impedir mais perdas, agarrar-se à lembrança do presente que ela já havia recebido neste ano, e sair enquanto a coisa estava indo bem. Ela e Joe haviam compartilhado uma véspera de Natal fantástica… pela segunda vez na vida dela. Mas eles já haviam provado uma vez que não tinham como fazer durar muito além disso. Então que tipo de tola ela seria ao deixá-lo voltar ao seu coração outra vez, do mesmo jeito que ela permitira que ele voltasse aos seus braços?

Qualquer um poderia criar uma lembrança adorável e romântica das festas de fim de ano e um pouco de neve. Eles nunca tinham tentado existir no mundo real.

E talvez não devessem. Talvez não fossem destinados a isso.

Entristecida por aquela ideia, Demi sentou-se lentamente e se espreguiçou. Ela espiou a parede de janelas, olhando por cima do ombro de Joe, e percebeu que não apenas havia parado de nevar, como o céu estava tentando ficar azul e ensolarado. Também havia um som distinto, algum tipo de motor nos arredores.

Curiosa, ela saiu da cama e foi até a janela, que dava vista para o estacionamento. Para sua surpresa, já estava quase todo limpo. Um caminhão com um arado estava trabalhando no lote, e uma mini escavadeira estava cuidando dos montes de neve nas calçadas.

– Droga – sussurrou ela. Agora não apenas estavam eletronicamente conectados ao mundo, como o status “isolados pela neve” estava prestes a mudar também. A aventura do feriado particular havia chegado ao fim.

– Feliz Natal – disse ele da cama, a voz rouca de sono.

Embora ela quisesse responder de forma gentil, as palavras ficaram um pouco presas na garganta, a qual foi se apertando a cada segundo desde que ela acordara.

– Bom dia.

– Está mais quente aqui, ou é só porque estou olhando para você nua?

Ela riu baixinho e voltou à cama, se abaixando para beijar Joe enquanto engatinhava para ficar ao lado dele.

– A energia voltou. E o estacionamento está quase limpo.

Ele franziu a testa.

– Lembre-me de demitir aquela empresa de limpeza de neve.

Joe não soava nem um pouco mais feliz do que Demi sobre ser “resgatado”. Talvez porque, tal como ela, ele não tinha certeza do que iria acontecer quando eles retornassem à realidade.

Será que eles tinham o que era necessário para ir além do fim de semana? Para de fato fazer um relacionamento diário funcionar? Com os laços que Joe tinha com a família, com a empresa, com a cidade… e Demi com sua necessidade por vezes caprichosa de mudar de direção e explorar novas oportunidades, quando eles eram feitos para ficar juntos?

Ela não fazia ideia. Nem queria conversar sobre isso com ele ainda. Precisava pensar. E provavelmente seria melhor fazê-lo sozinha.

– Acho que você devia ligar para sua família avisar que está bem – disse Demi. – Provavelmente eles estão preocupados.

Ele assentiu.

– Ouça, por que você não vem comi…

Ela sabia o que ele ia pedir e ergueu uma das mãos, espalmada.

– Obrigada, mas não, obrigada.

– Tenho certeza de que eles adorariam conhecer você.

– Bah, que bobagem, lembra-se?

– Demi…

– Por favor, não – retrucou assim que ela se levantou, pegou suas roupas e começou a vesti-las. Por mais que gostasse de ficar nua na cama com Joe, ela sabia que as coisas tinham mudado. Sentia-se muito menos livre e muito mais preocupada do que estivera na noite anterior. A presença do restante do mundo no relacionamento estranho deles a deixava desconcertada. Enquanto há algumas horas ela estivera repleta de nada senão contentamento e satisfação, agora as únicas coisas que preenchiam sua cabeça eram perguntas e preocupações.

– Preciso de um tempo – disse Demi a ele. – Eu só gostaria de ir para casa e tomar um banho.

– E a ceia de Natal?

Os sanduíches com as sobras do peru tinha parecido perfeitos. Ir com Joe até a casa dos pais dele para uma refeição grandiosa com uma família imensa?

Nem tanto.

– Por favor, não pressione – disse ela, ouvindo o tom da própria voz e ficando furiosa consigo. Ele estava tentando compartilhar algo especial… a festa da família dele.

– Tudo bem – disse Joe. – Eu compreendo.

Como Demi não conseguia compreender a si mesma, ela duvidava dele, mas não queria discutir. Não depois do dia maravilhoso que eles haviam tido ontem e das noites lindas, maravilhosas, incríveis naquele sofá-cama estreito.

– Você pode usar o telefone da minha mesa se quiser ligar para Sam – informou Joe. – Se a energia voltou mesmo, então as linhas deveriam estar funcionando. É só discar nove primeiro.

Agradecendo a ele, Demi terminou de se vestir e foi até a mesa. Pegou um recado de Sam na caixa postal e deixou outro recado para ele. Verificou seu telefone celular, ainda sem sinal, e resolveu ligar para o telefone de casa para ver se havia algum recado.

Ela discou para casa, então digitou a senha. Quando ouviu que tinha dois recados deixados na sexta-feira, franziu a testa, percebendo que não tinha parado para escutá-los quando chegou em casa.

Estava ocupada demais se masturbando na banheira enquanto pensava em Joe.

Uma voz que ela não reconheceu veio do fone.

– Srta. Lovato, aqui é Janet Sturgeon, sou da revista Parents Place. Desculpe por ligar pouco antes do Natal, mas é que eu realmente queria falar com você. Todos na redação simplesmente amaram seu ensaio fotográfico.

Ela comemorou mentalmente. Mas a voz não tinha terminado.

– E é claro que todos nos lembramos do trabalho excelente que você já fez para a gente. De qualquer forma, estamos fazendo algumas mudanças aqui em nossa matriz e estávamos pensando se você estaria interessada em vir a Nova York para conversar sobre um cargo permanente conosco? Estamos buscando um diretor artístico. Todos realmente gostamos do que você faz e achamos que você se encaixaria muito bem em nossa equipe.

O queixo de Demi foi caindo lentamente enquanto ela escutava. Ela estava esperando por um Sim, gostamos do seu trabalho e vamos pagar X por ele. Mas uma oferta de emprego? No mínimo, a oferta por uma entrevista de emprego? Ela nunca havia imaginado.

Bem, aquilo era uma mentira, é lógico que ela havia imaginado. Tinha pesando várias vezes em sair daquela piscina infantil que era seu trabalho como autônoma e ir para o imenso oceano das grandes publicações. E a Parents Place era um bom trecho do oceano. Uma oportunidade de trabalhar para eles, de ser a diretora artística de uma publicação nacional de grande porte… sinceramente, era como se alguém tivesse acabado de lhe entregar o primeiro prêmio da loteria sem ela nunca ter comprado o bilhete.

Sua mente começou a vaguear e ela não ouviu o número de telefone que a pessoa que ligou deixou no fim. Demi salvou o recado para escutar outra vez quando chegasse em casa e ficou pensando no que dizer quando retornasse a ligação no dia seguinte.

– Demi? Você está bem?

Joe a estava observando de lá da alcova. Ele havia terminado de se vestir e passou uma das mãos pelo cabelo grosso e desgrenhado, estava perfeito, sexy e lindo. O coração de Demi deu uma cambalhota no peito do jeito que sempre fazia quando ela olhava para aquele homem na claridade total do dia. E até na total escuridão.

Só que agora, havia uma leve sensação de aperto em seu coração também.

Não seja boba, você nem mesmo sabe ainda se conseguiu o emprego. Ou se vai aceitá-lo.

Verdade. Ela não podia se permitir ficar chateada a respeito de algo que possivelmente poderia acontecer, e o reflexo disso entre ela e Joe. Pelo que Demi sabia, não havia ela e Joe. O fim de semana tinha sido fantástico e maravilhoso… mas ela já admitia que poderia não haver mais nada além.

Não vai haver se você estiver em Nova York.

O que a fazia se perguntar: será que ele se importaria se ela fosse embora?

Será que ele pediria que ela não fosse?

– Demi? Está tudo bem? Era o Sam?

Ela balançou a cabeça lentamente e colocou o fone no gancho. Tentando manter a voz firme, assim não iria revelar nem empolgação, nem a turbulência incrível que aquilo poderia significar para eles, Demi contou sobre o telefonema.

Joe não reagiu de cara. Nem sorriu ou a parabenizou imediatamente. Nem mesmo franziu a testa e insistiu dizendo que ela não podia nem pensar em ir embora agora, quando havia tanta coisa entre eles no ar.

Então talvez não haja nada no ar.

Talvez tudo tenha se estabelecido naquela cama nas últimas 36 horas, e esteja tudo acabado, e nós dois devamos apenas ir viver nossas vidas alegremente.

Deus, ela não queria acreditar naquilo. Mas era possível. Para Joe, podia ter sido coisa de uma noite só. Talvez ele não desse a mínima se ela fosse embora. Ela simplesmente não sabia. E, sinceramente, não tinha certeza de como abordar o assunto.

– Estou vendo. Bem, isso é empolgante – disse ele finalmente.

– Poderia ser – respondeu Demi cautelosamente.

– Quando você voltaria a Nova York?

Grite, droga. Demonstre algum tipo de emoção.

– Ela disse que queria me entrevistar imediatamente, essa semana se possível.

– Não creio que os aeroportos vão abrir por um dia ou dois. Talvez no fim da terça ou quarta-feira.

– Talvez – disse ela, se perguntando como ele poderia estar tão tranquilo, por que ele não queria revelar nada do que estava pensando.

Por que ele não estava dizendo a Demi que não queria que ela fosse.

Mas ele não fez nada. Em vez disso, ainda calmo e racional, como se eles tivessem acabado de jantar num encontro em vez de passar por uma maratona sexual emocionalmente carregada durante 36 horas, ele a ajudou a arrumar o escritório e o refeitório, ocultando as evidências do idílio selvagem de fim de semana que havia ocorrido ali. Tudo retornou ao seu lugar, os casacos emprestados voltaram ao armário, a comida foi guardada cuidadosamente. Até o sofá-cama foi arrumado e dobrado. Não havia nenhuma evidência de que eles haviam estado ali.

Perceber aquilo deixou Demi incrivelmente triste. Mas não havia nada que ela pudesse fazer a respeito.

Finalmente, não restando mais nada a fazer, eles vestiram roupas quentes e desceram. Não tiveram problemas para sair para o estacionamento, e Joe pagara um extra ao seu contratado por desatolar os carros deles. Então, por volta de meio-dia, eles estavam prontos para ir embora, nenhum dos dois preocupados com o trajeto de carro, considerando que as escavadeiras e caminhões de sal passaram a noite toda em ação.

Chicago era uma cidade acostumada a lidar com a neve. Apesar da nevasca perversa na véspera de Natal, as coisas muito provavelmente iriam voltar ao normal bem depressa. Se algo fosse voltar ao normal de novo um dia. No momento, Demi não tinha muita certeza sobre a definição dessa palavra.

– Tem certeza de que vai ficar bem dirigindo sozinha para casa? – perguntou Joe.

Ela assentiu.

– Vou ficar bem, são poucos quilômetros.

Ele abriu a porta do carro para ela. Estava quente lá dentro; ela havia deixado em ponto morto durante alguns minutos enquanto eles estavam lá fora se despedindo. Ou não estavam se despedindo. Até agora, eles não tinham dito nada.

Demi não tinha certeza do que estava esperando que ele dissesse. Ou se ele também estava esperando. Ou do que cada um poderia dizer para ficar tudo bem, para que ambos compreendessem a situação atual e futura.

No fim, não disseram muita coisa.

Joe simplesmente se inclinou e roçou a boca na de Demi, o hálito de ambos se misturando no ar gelado. Então ele sussurrou:

– Feliz Natal, Demi.

Ela deu um sorriso trêmulo e assentiu.

– Tchau, Joe.

O coração dela estava berrando para que ela dissesse algo mais. O cérebro também. Mas ela não conseguia encontrar as palavras, não sabia o que Joe queria ouvir.

Então simplesmente entrou no carro, observou Joe entrar no dele, e aí ambos saíram dirigindo.
 
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Ah a mini-fic esta acabando ://
não se esqueçam de comentar, quanto mais rápido vocês comentam, mais rápido eu irei postar :)
Beijoos <3

não se esqueçam de mandar o numero de vocês para eu adicionar no grupo no whats, até agora só a Mand, a Roberta e a Alice que me mandaram... mandem!!
twitter: @WorldJemi
email: FanficsJemi@gmail.com

 

25.6.14

Emoção - Capitulo 19

 
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ELES TIVERAM uma noite e tanto. Uma noite fantástica, até onde dizia respeito a Joe.

Depois que ele e Demi organizaram o estúdio e foram embora, não seguiram diretamente de volta ao Brooklyn. Em vez disso, passearam um pouco pela cidade. Ele até mesmo a convenceu a ir até o Rockefeller Center para patinarem no gelo. Claro que ficaram espremidos com os milhares de pessoas que tiveram a mesma ideia, mas valeu a pena.

Eles passaram por cada vitrine decorada na Park Avenue e na Fifth Avenue, andando uma longa distância até a Macy’s e se acotovelando em uma fila para ver a decoração de lá também. Demi resmungou bastante, mas sob as reclamações Joe ouvia algo que lhe tocava o coração. Uma doçura, uma empolgação, um desejo que ela não havia verbalizado, mas que ao mesmo tempo estava lá.

Debaixo daquilo tudo, daquele verniz reluzente “vou viajar para ver o mundo” e “eu não ligo para Natal”, havia uma garota inocente de 22 anos. Uma que havia perdido sua âncora muito jovem e que não confiava que o mundo não iria golpeá-la novamente. Complicado.

Ele não teria admitido, mas Joe realmente gostava de tentar persuadir Demi a aproveitar o período festivo, apesar dos próprios esforços dela para desgostar daquilo tudo. E ao passo que Joe não estava totalmente certo se ela gostaria do presente que ele havia comprado antes de retornar para ajudá-la no estúdio naquela manhã, ele tinha esperanças de que ela pelo menos compreendesse suas intenções por trás dele.

– Estava ótimo – disse ele quando pousou o garfo sobre o prato vazio. Eles tinham acabado de jantar à mesa da cozinha minúscula dele.

Demi insistira em cozinhar para ele, muito embora tivesse alertado não ser muito adepta de nada chique. Assim, havia sido a primeira “refeição caseira” que Joe comera em eras, e ele nunca achara um bolo de carne tão gostoso.

Ele se levantou para limpar a mesa e a cozinha.

– Deixe-me ajudar – disse Demi, começando a se levantar também.

– Você cozinhou – disse ele. – Vá sentar e relaxar um pouco. Eu cuido disso.

– Tem certeza?

– É claro. – Ele se deu conta, de repente, do caráter doméstico que a coisa toda estava tomando. O que era um tanto bizarro, considerando que eles se conheciam há um dia e meio.

O melhor dia e meio do mundo.

Aquela era uma percepção maluca, mas era verdade no entanto. Joe não conseguia se lembrar de ter tido uma época melhor desde que conhecera Demi Lovato. Sinceramente, pensar no que viria a seguir o deixava mais empolgado do que qualquer coisa em muito tempo.

Limpando a cozinha rapidamente, ele foi até o outro cômodo e encontrou Demi sentada no sofá, com a cabeça recostada e os olhos fechados. Ela havia ligado o som e uma música de Natal tocava suavemente ao fundo. Ele estava prestes a abrir a boca e provocá-la sobre ter quebrado a própria regra quando viu a lágrima na bochecha dela.

Sem dizer uma palavra, Joe se juntou a ela no sofá, puxando-a para si, de modo que ela pousasse a cabeça no ombro dele. Eles ficaram sentados em silêncio durante um longo tempo, escutando a música, observando jeito como o flash bobo da câmera, agora coberto com uma folha de plástico verde, refletia lampejos de luz na árvore de Natal.

Finalmente, Demi se ergueu em meio aos braços de Joe e olhou para ele.

– Esse é o melhor Natal que já tive em muito tempo.

– Fico feliz. Não está tradicional demais para você?

– Não. Está perfeito. – Ela umedeceu os lábios. – Eu sei que você é muito próximo da sua família, e provavelmente é difícil para você compreender isso tudo…

– Consigo compreender com meu cérebro – disse ele, falando sério. – Mas meu coração não quer nem mesmo tentar compreender. Simplesmente não consigo imaginar como deve ser isso.

O pai o enlouquecia, mas Joe ainda o amava, assim como à mãe. Ele não conseguia sequer imaginar ter seu mundo arrancado de debaixo de seus pés, assim como ocorrera com Demi, não conseguia compreender essa coisa de receber um telefonema informando que as pessoas que você sempre presumiu que fossem estar ali, de repente se foram.

As pessoas esperavam superar a expectativa de vida de seus pais, era natural. Mas só até atingiram a meia-idade. Não até que seus próprios filhos tivessem a oportunidade de conhecer seus avós. Os pais dele mesmo eram bem jovens, estavam apenas nos seus 50 e poucos anos, e Joe esperava totalmente mais uns 20 ou 30 anos discutindo com o pai e sendo mimado pela mãe. Ele não teria isso de nenhuma outra maneira.

– Posso te dizer como é – explicou ela. – É como acordar um dia e perceber que alguém arrancou seu coração do peito. Sua vida não é mais contada pelos anos que você já viveu, ou por aqueles que você ainda tem. Ela passa a ser medida antes e depois daquele evento.

Ele compreendia. Aquilo lhe partia o coração, mas ele compreendia definitivamente. Joe a abraçou, lhe acariciando o cabelo, lhe beijando a têmpora.

– Mas aí – sussurrou ela – o buraco começa a ser preenchido. Você se lembra dos bons momentos antes daquele evento e começa a reconhecer os bons momentos que vêm depois. – Ela se remexeu no sofá, olhando para Joe. Seus lindos olhos castanhos estavam luminosos, porém mais lágrimas marcavam suas bochechas. Como se Demi quisesse que ele visse que ela estava melancólica, mas não arrasada. – Nesse fim de semana você me proporcionou um bom momento, Joe. Eu nunca vou me esquecer.

Ele se abaixou, roçando a boca na dela em um beijo terno. Ela retribuiu, docemente, gentilmente, então sorriu para ele.

– Então – disse ele, sabendo que era a hora certa. – Tudo bem se eu te der seu presente de Natal agora?

Ela o olhou com cautela.

– Não é grande coisa – avisou Joe quando se levantou e foi até a árvore. Ele havia escondido um pacotinho embrulhado atrás dela quando tinham chegado em casa naquele início de noite.

– Você não devia ter comprado nada – insistiu Demi. – Não comprei nada para você.

Ele piscou e ergueu uma sobrancelha, flertando.

– Tenho certeza de que vou pensar em algo que você possa me dar depois.

– Hum… Por que não vemos o que tem aí, e então eu decido o que você merece receber em troca? – Ela pegou o presente, e embora um lampejo de medo ter lhe cruzado o rosto, e então ela mordeu o lábio levemente, Joe podia jurar também ter visto o brilho de um sorriso.

Ele se sentou na ponta oposta do sofá, observando-a abrir a caixa. Quando Demi abriu a tampa e ficou olhando em silêncio para o presente lá dentro, ele não conseguiu evitar se perguntar se havia cometido um erro.

Talvez fosse cedo demais. Talvez ela não estivesse pronta. Talvez ela fosse pensar que ele não compreendia sua situação, afinal.

Ele enfiou a mão na caixa e pegou o globo de neve, sacudindo-o cuidadosamente, observando o glitter prateado rodopiar em torno da imagem dentro dele.

Não era nada engraçadinho, do tipo que o irmão dela daria, e certamente não tinha a intenção de substituir o Papai Noel hippie que tinha sido quebrado.

Em vez disso, era simples, bonito… tradicional. Uma casinha com um telhado cheio de neve e uma guirlanda na porta. Uma luz quente, amarelada, vinha das janelas, em que era possível imaginar uma família reunida. Havia um carro estacionado na frente. Uma paisagem cheia de arvorezinhas. Retratava uma noite feliz de Natal, quando tudo estava tranquilo e reluzente.

– Eu só pensei que, como o outro estava quebrado…

– É lindo – sussurrou ela. – Absolutamente lindo.

Ela girou o botão na parte inferior, e começou a tocar Deck the Halls. Sorrindo, Demi colocou o globo na mesa cuidadosamente.

– Obrigada.

– Não há de quê, Demi.

A música no rádio acabou, e um locutor entrou para anunciar a hora: meia-noite em ponto.

Eles olharam para a árvore, então um para outro. Sem mais nenhum sinal de lágrimas, Demi sussurrou:

– Feliz natal, Joe.

Ela se levantou do sofá e estendeu a mão. Joe a tomou e eles caminharam juntos até o quarto dele. Trocaram beijos lânguidos e íntimos enquanto se despiam lentamente. Ao longo das horas noturnas, não fizeram sexo, fizeram amor. Joe nunca tivera muito certeza da diferença entre ambos antes, mas agora, ele finalmente compreendia.

Ele adormeceu com um sorriso no rosto, e tinha bastante certeza de que o sorriso havia permanecido durante toda a noite. Porque ele ainda estava sorrindo horas depois, na manhã de Natal, quando acordou e encontrou Demi nua em seus braços… e um telefone tocando.

– Que horas são? – perguntou ela com a voz cheia de sono.

Ele olhou para o relógio.

– São só 6h30.

Apenas uma pessoa telefonaria tão cedo. Sua irmã caçula era sempre a primeira a ligar no Natal, e ela provavelmente já havia verificado a caixa de e-mails e visto o vale-presente virtual enviado por ele.

Verificando o identificar de chamadas do celular, e vendo o número da casa dos pais, ele riu e o abriu, esperando ouvir a voz cheia de alegria de sua irmã tagarela.

– Alô?

Uma pausa. Um soluço.

E então o mundo desabou debaixo de seus pés.
 
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Enjoy!! já mandaram os números para eu adicionar no whats??? mandem por dm no tt, ou pro meu email fanficsjemi@gmail.com :)

Beijos. eu amo vocês <3

Emoção - Capitulo 18

 
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Antes
Nova York 24 de dezembro de 2008

POR MAIS que Demi tivesse gostado de permanecer na casinha de Joe e aprender tudo que havia para saber sobre fazer amor, ela precisava trabalhar na véspera de Natal. O fotógrafo com quem ela fazia estágio havia agendado famílias para fazerem retratos natalinos e ela precisava estar lá com os sinos a postos.

Literalmente. Bate o sino pequenino. Eles estariam presos aos sapatos bobos de elfo com ponta recurvada e ela tilintaria a cada passo.

Um dia, quando fosse uma fotógrafa mundialmente famosa, ela riria disso tudo. Mas agora não. Era simplesmente ridículo e constrangedor demais. Tanto esforço para parecer uma mulher madura, tranquila e controlada durante seu primeiro “dia seguinte”. Joe iria olhar para ela e achar que tinha passado a noite com uma adolescente.

– Por favor, me diga que vai usar essa roupa esta noite – disse Joe, sem se esforçar para esconder seu divertimento quando ela saiu do banheiro bem cedo na manhã de sábado.

– Ha, ha.

– Estou falando sério. Você está totalmente sexy. O elfo Hermie nunca teria ido embora do Polo Norte para se tornar dentista se você estivesse por perto.

– Bobo.

– Elfa. – Ele a agarrou pelos quadris e a puxou para si, rindo quando o penacho vermelho do chapéu lhe cutucou o olho. Joe ainda estava rindo quando pressionou a boca ao encontro dela para um beijo gostoso e profundo de bom-dia.

Demi se desequilibrou um pouquinho.

De algum modo, ela suspeitava que o beijo de Joe, ou até mesmo a simples lembrança do beijo dele, sempre a deixaria um pouco tonta.

– Você está pronta?

– Não pareço pronta? – disse ela com um suspiro aborrecido. Então acrescentou: – Você tem certeza de que não se importa em dirigir até Manhattan para me levar?

– Eu te disse, tenho coisas a resolver.

Eles tinham passado a manhã embrulhando e embalando os presentes dele para a família. Mas Demi suspeitava que houvesse transportadoras em outros lugares mais perto do que em Manhattan.

– Eu posso pegar o metrô.

– Esqueça – disse ele, encerrando a discussão. O tráfego para Manhattan não estava tão ruim quanto estaria em um dia útil. A maioria dos carros estava saindo da cidade… Obviamente pessoas que tinham ficado trabalhando até tarde do dia 23, e que agora estavam indo passar o feriado com a família.

Eles chegaram ao estúdio com cerca de meia hora de antecedência, e Demi, que tinha uma chave, o deixou entrar.

– Você realmente não precisa ficar – disse a ele quando acendeu as luzes.

– Vou ficar – insistiu Joe, se posicionando imediatamente diante de uma janela da frente para olhar a rua.

Demi sabia o motivo. Joe não confiava que Alex não apareceria para assediá-la. Não que um dos dois achasse realmente que ele tentaria algo violento em plena luz do dia, enquanto ela estivesse no trabalho. Mas ela não descartava que ele pudesse vir para tentar conversar com ela e saber por que ela permitiu que o incidente violento da noite anterior ocorresse.

Não mesmo. Na verdade, nesta manhã, com o incentivo de Joe, Demi já havia telefonado e conversado com alguém da delegacia perto de seu apartamento.

– Você normalmente fica sozinha aqui de manhã? – perguntou Joe quando, depois de dez minutos, ninguém chegou.

– Meu chefe sempre se atrasa. – Revirando os olhos, ela acrescentou: – Ele é do tipo gênio criativo irresponsável.

– Estou vendo – comentou Joe enquanto a seguia pelo estúdio, impregnado por um ar natalino. Havia um trenó imenso com almofadas de veludo em um canto, em frente a um cenário de neve. Ao redor havia montes de felpa branca para imitar neve. Criaturas silvestres, árvores decoradas, bengalinhas de doce e pingentes de gelo completavam o cenário. – Isso está bonito.

– Obrigada – agradeceu Demi, satisfeita com o elogio, já que havia sido ela a pessoa que projetara a cena peculiar. Seu chefe não costumava fazer nada além de colocar uma tela com cena de neve atrás de um banquinho antes de Demi chegar, e já a havia elogiado pelo aumento de movimento no estúdio, dizendo que ela possuía um talento especial para esse tipo de coisa.

Engraçado, na verdade, já que ela nunca tivera a intenção de voltar a fazer isso. Surpreendentemente, no entanto, é que enquanto olhava para os resultados de sua criatividade, Demi sentia uma pontada de tristeza ao pensar nisso. Ela havia se empenhado muito naquele trabalho e na verdade gostava de fazê-lo.

Esqueça. A moda em Paris supera as crianças no Polo Norte em qualquer época.

Certo. Definitivamente. Mesmo que ela adorasse ouvir os gritinhos de satisfação de algumas das crianças menorzinhas que vinham para as sessões natalinas, ela certamente iria adorar os gritinhos de milionárias enquanto espiavam as últimas novidades da moda na passarela.

Ao ouvir o celular tocar, Demi o pegou, reconhecendo o nome do dono do estúdio no visor.

– Oh-oh – murmurou ela, tendo esperanças de que aquilo não significasse que o sujeito iria atrasar mais do que o usual.

Depois de alguns segundos de conversa, ela percebeu que era pior do que isso.

– Você não vai vir hoje de jeito nenhum?

– Desculpe, não tem como evitar! Caí ontem à noite e machuquei meu joelho. Não consigo andar.

Hum. Considerando que o velho gostava de uma gemada batizada ao meio-dia, ela se perguntava como ele tinha caído.

– Temos apenas alguns poucos clientes agendados… você dá conta deles.

Demi gaguejou. Ela era uma estagiária… não remunerada. E ele realmente queria que ela fizesse aquele trabalho, na véspera de Natal?

– Eu sei que isso vai muito além das suas obrigações – disse ele. – Mas eu ficaria tão grato. Vou compensá-la totalmente pelo seu tempo.

Ela só estava imaginando o que ele considerava uma compensação justa. A julgar que ela havia trabalhado como uma escrava durante três meses sem ganhar um centavo, teria sorte se conseguisse faturar cem pratas.

Mas ela já estava lá. Era uma fotógrafa. E mesmo que nunca tivesse desejado tirar os tipos de fotos que ele tirava, era sua oportunidade de trabalhar profissionalmente. Então ela concordou.

Depois que desligou, ela explicou a situação, Joe se ofereceu para ficar e ajudar. Demi agradeceu, mas sabia que ele tinha coisas a fazer. Insistindo para que ele fosse enviar suas encomendas, ela acrescentou:

– Vou verificar a agenda, mas acho que só temos clientes marcados entre 10h e 13h. Se você puder retornar nesse intervalo e receber as pessoas conforme elas forem chegando, eu agradeceria.

Então ela teria concluído as tarefas do dia e eles poderiam ir embora para fazer… o que quer que dois amantes, que eram estranhos há um dia, sendo que uma não era adepta do Natal… faziam no Natal.

Demi mal podia esperar.

– Pode contar comigo – prometeu ele enquanto seguia para a porta. Antes de sair, Joe disse: – Mantenha isso trancado até as 10h, certo?

Ela assentiu.

– Prometo que vou trancar. Não se preocupe.

Ele lhe lançou um daqueles sorrisos arrasadores, que iluminou seus olhos verdes.

– Não consigo evitar, Demi.

O jeito como dissera aquilo, o calor em sua expressão, fizeram Demi sorrir por vários minutos depois que Joe saiu. Mas, no fim, ela precisava arrumar as coisas para trabalhar.

Tendo liberdade para experimentar, ela resolveu tentar algumas ideias novas, contanto que os clientes estivessem de acordo. Então na hora em que o primeiro cliente estava programado para chegar, ela já havia brincado com alguns efeitos de luz, assim como algumas das lentes especiais de seu chefe.

Joe chegou bem na hora, e com a ajuda dele, ela passou as horas seguintes adorando seu trabalho. Pela primeira vez, não estava apenas agendando clientes, recebendo cheques, vendendo pacotes superfaturados de fotos e tentando fazer criancinhas irritadiças de fraldas molhadas rirem, ao mesmo tempo que concordava com todas as ideias de seu chefe. Ela estava criando, tentando novas poses, luzes e efeitos especiais. Conseguia sentir a energia enquanto trabalhava, e suspeitava que aquelas fotos fossem se mostrar muito especiais.

Assim que terminou com o último cliente, já eram mais de 14h. Joe tinha sido de grande ajuda, e uma vez que estavam a sós no escritório, ela o abraçou e o beijou.

– Muito obrigada… que dia divertido!

– Foi mesmo – disse ele rindo quando ela colocou as mãos em seus quadris e o apertou com mais força. – Você foi fantástica. Não sei se já vi alguém lidar tão bem com crianças como você.

Ela revirou os olhos.

– Eu não iria tão longe assim.

– Eu iria – insistiu ele. – Você foi realmente maravilhosa. Deveria se especializar nisso.

– Sem chance – bufou ela. – Tenho outros planos. Grandes planos.

– Como por exemplo?

Eles começaram a arrumar tudo, se aprontando para fechar o estúdio pelos próximos dias. E enquanto limpava, Demi contava a ele sobre sua viagem de estudos iminente no exterior. Sobre seus planos para fotografar ao redor do mundo. Sobre o futuro brilhante e exótico que ela imaginava para si, o qual nada tinha a ver com Papais Noéis, renas ou crianças bochechudas.

Joe surgiu com algumas perguntas, mas na maior parte do tempo, ele simplesmente assentiu, concordando que o futuro dela soava maravilhoso. Mas depois de tudo dito e feito, ele ainda murmurou:

– Ainda digo que você também se sairia muito bem fazendo o que fez hoje.

– Não vai acontecer – disse ela a ele, sabendo que Joe não compreendia totalmente. Como poderia? Ela não mencionara diretamente que sua necessidade de escapar para algum lugar bem longe tinha muito em comum com sua necessidade de evitar o Natal e todas as armadilhas de família feliz que vinham junto com ele.

Demi amava fotografia desde que tinha 12 anos, e seus pais lhe deram uma câmera “de verdade”. Ela se tornou a fotojornalista da família desde então, registrando todos os eventos e capturando todos os sorrisos maravilhosos.

Mas então a família e os sorrisos desapareceram. A perda deles foi quase mais do que ela seria capaz de suportar. Então sair para ver o mundo e os lugares exóticos e as pessoas através das lentes de uma câmera soava ideal para Demi, agora que ela não mais podia ver as pessoas que sempre amara. Empolgante, é claro… porém mais do que isso, soava muito menos doloroso. Ela não iria ficar de coração partido se uma foto sua não fosse parar nas páginas de uma revista. Sem se importar se seus temas eram a escolha inteligente, a escolha certa. O jeito perfeito de viver a vida.

A voz de Joe a tirou repentinamente de seu momento de melancolia.

– Então, garotinha, você foi boazinha durante o ano?

Dando meia-volta, ela notou que ele estava sentado no trenó, batendo no colo sugestivamente, como o Papai Noel mais sexy do mundo.

– Hum – disse ela, saltitando até ele. – Isso depende da sua definição de boazinha.

Ele a colocou em seu colo.

– Depois de ontem, você é minha definição de boazinha – ele disse a ela.

– Eles deveriam colocar sua foto na página do B do dicionário.

– Tem certeza de que não sou nem um pouquinho má?

Ele roçou o nariz no pescoço dela.

– Só do melhor jeito possível.

Sentindo-se acariciada e cálida, ela jogou a cabeça para trás, convidando-o para ir além, amando a sensação do rosto não barbeado contra sua pele. Quando Joe lhe beijou a fenda no pescoço, Demi suspirou. E quando ele baixou mais, para provocar no decote em V da blusa, ela se inclinou mais ainda para trás. Inclinou-se tanto, que caiu do colo dele, em cima de uma montanha de neve falsa.

– Ai – queixou-se Demi, mesmo enquanto morria de rir.

Ele saltou do banco e se ajoelhou ao lado dela.

– Você está bem?

– Estou bem.

– É melhor você me deixar olhar tudo e ter certeza de que você não se machucou.

Captando o tom devasso dele, ela fingiu um suspiro profundo e se afundou na felpa, que lhe amortecia como uma cama gigante de plumas.

– Talvez você devesse. Eu estou me sentindo um pouco fraca.

Com os olhos brilhando, Joe cumpriu sua ameaça. Lenta e gentilmente, ele acariciou o pescoço dela, roçando os polegares pelas clavículas, envolvendo os ombros. Como não poderia ter certeza de que ela estava bem apenas usando as mãos, ele começou a beijá-la, descendo pelo seu corpo. Cada vez que Demi suspirava ou estremecia, ele olhava para ela e perguntava.

– Isso doeu?

– Definitivamente não – murmurava ela, indo ao encontro da boca dele.

Ele não a provocou durante muito tempo. Nenhum dos dois conseguiria suportar isso. Como se não pudesse esperar para estar com ela de novo, embora tivessem saído da cama há poucas horas, Joe desabotoou a blusa de Demi, tirando a barra de dentro da saia de babados. Ele foi beijando pelos seios, contornando as pontas sensíveis através do sutiã.

– Hum – gemeu ela, enredando os dedos nos cabelos densos dele.

Demi adorava o fato de ele gostar tanto de seus seios, adorava o jeito como ele baixava a alça do sutiã e tomava cada seio na mão antes de sugar os mamilos intensamente. Cada sucção da boca dele enviava um choque de desejo pelo corpo dela, e as meias ficavam ainda mais restritivas do que de costume.

– Demi? – murmurou ele quando subiu a saia dela até a cintura e lhe envolveu a coxa.

– Hum?

– Como amanhã é Natal, isso significa que você não vai precisar mais dessa roupa?

– Acho que não – murmurou ela.

– Ótimo.

Ele não explicou o que aquilo significava, simplesmente mostrou a ela. Ficando de joelhos, Joe segurou a meia-calça e a puxou cuidadosamente. A meia rasgou, expondo o sexo dela completamente, pois ela não estava usando nada por baixo.

– Deus do céu – murmurou ele, apoiando-se nos calcanhares para admirá-la.

Ver aquela satisfação chocada no rosto dele dava a Demi uma enorme sensação de poder feminino. Ela abriu as pernas deliberadamente, revelando mais de si, amando o jeito como ele a mão dele tremia enquanto esfregava o queixo.

Não estava mais tremendo quando ele a tocou, no entanto, Demi sibilou quando os dedos longos e quentes a acariciaram, investigando a fenda viscosa entre as coxas. Ela estava úmida e pronta, desejando-o desesperadamente.

Felizmente Joe havia levado um preservativo, e Demi deitou na felpa fofinha, observando-o abrir a calça e vestir a proteção. Ela ergueu uma perna convidativamente, sabendo que ele gostaria de sentir o tecido sedoso das meias ao encontro de seu quadril nu.

Demi imaginava que ele gostaria de senti-lo em outros lugares também. Mas os quadris e aquele traseiro masculino incrivelmente durinho eram um bom começo. Sem uma palavra, ela o puxou para si, convidando-o para adentrar seu calor.

Ela ainda era novata o suficiente para arfar de susto quando ele entrava, mas Joe abafou o som com um beijo. A língua tépida fazia amor com a boca de Demi enquanto ele fazia mais pressão em seu corpo, até ambos estarem completamente unidos. Ela passou as pernas ao redor dele e ergueu os quadris para recebê-lo.

Ele prolongou as estocadas, preenchendo, estirando e lhe dando tanto prazer que Demi gritou dizendo o quanto estava bom. Ele era tão grosso e rijo dentro dela, e ela já estava acostumada àquilo o suficiente para desejá-lo indo com mais força, mais rápido. Mais fundo.

– Mais – exigiu Demi. – Você está sendo tão cuidadoso… pode parar. Eu quero tudo, Joe. Dê para mim.

Ele gemeu. Então, como se só estivesse aguardando pelo convite, ele recuou e investiu com toda a força.

Intenso, profundo. Incrivelmente bom.

– Ah, sim. Mais.

– Tem certeza?

– Absoluta – insistiu ela. – Dê tudo que você tem.

Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, para a surpresa dela, Joe saiu de dentro dela e lhe segurou os quadris. Seus rosto era um esboço de desejo e ânsia, ele a deitou de bruços, então passou os braços em torno da cintura dela e a colocou de joelhos. Demi estremeceu, mais excitada do que jamais estivera em sua vida.

Ela estava úmida, excitada e pronta, e quando ele investiu nela por trás, Demi jogou a cabeça para trás e deu um gritinho.

Ainda enterrado dentro dela, ele agarrou suas meias outra vez. Mais uma investida e ele as rasgou completamente, da metade da cintura até a coxa, desnudando seus quadris completamente. Enchendo as mãos com os quadris dela, Joe mergulhou outra vez. Calor com calor, pele com pele. Demi estava prestes a ficar fora de si.

Ela gostava do sexo gentil, lento e carinhoso. Mas, ah, ela amava quando era quente, selvagem e malicioso. Na verdade, percebeu, ela adorava toda e cada coisa que Joe Jonas fazia.

Principalmente aquilo. E, oh, aquilo.

Eles se contorceram, ofereceram e receberam, e logo um orgasmo surpreendente a atingiu. Como se estivesse apenas esperando que ela atingisse tal ponto imediatamente enterrou o rosto nos cabelos dela, abraçando sua cintura apertadamente, e se soltou ao clímax também.

Eles desabaram juntos sobre a felpa.

Joe rolou, se deitando de lado, puxando Demi para si, ela de costas para ele, de conchinha. Demi teve dificuldade para recuperar o fôlego, mas, ah, Deus, valeu a pena.

Finalmente, quando a respiração de ambos havia se acalmado um pouco, Joe falou:

– Então, já que você terminou seu trabalho, esse foi o início oficial do feriado?

– Assim sendo – disse Demi, em tom veemente –, então Feliz Natal para nós!

Ele a abraçou mais pertinho. – E uma noite feliz.
 
~

Demi bem safadinha hahahaha ai mais um hot, eu acho que ainda tem mais um hot antes do final, ainda faltam 5 capítulos para acabar... quem esta gostando dessa fic??? só 3 pessoas comentaram no capitulo anterior, eu acho que n esta legal :/

Beijoos <3

Emoção - Capitulo 16 e 17 - MARATONA 4/5 e 5/5


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Atualmente
Chicago, 24 de dezembro de 2014

ELES ESTAVAM isolados pela neve.

Totalmente presos em um mundo branco.

Parado à janela de seu escritório e analisando a situação no sábado de manhã, Joe só podia balançar a cabeça, admirado. Não via uma tempestade como aquela em anos, provavelmente desde a infância. Ele tentava estimar quanto de neve havia caído; a julgar pelo modo como havia subido nas laterais de seu utilitário, ele diria pelo menos 90cm até agora. E continuava a cair, rodopiando, girando, soprando para cima, para baixo, para os lados.

Aquela nevasca poderia entrar para o livro dos recordes.

– Você saiu e levou seu calor humano com você – grunhiu Demi do sofá-cama.

– Desculpe.

Ela estava dormindo quando ele saiu da cama, alguns minutos antes. Agora estava encolhida sobre o lado vago, os cobertores puxados até o nariz, como se ela estivesse tentando sugar qualquer calor residual.

Estava adorável e sensual para diabo.

E um pouco reservada.

Embora não estivesse congelando, em qualquer aspecto, a temperatura definitivamente havia caído abaixo do que normalmente ficava no prédio. Não que eles tivessem notado de fato durante a noite. Deus, eles não notaram. Na verdade, Joe poderia jurar que havia um inferno queimando naquele cantinho de Chicago. Porque ele e Demi mudaram o conceito de quente ao longo de horas longas e eróticas depois que ela acordara e o encontrara na cama.

– Como está lá fora?

Afastando da mente as imagens sensuais de como eles exploraram e deram prazer um ao outro na escuridão, ele sorriu.

– Como se o Papai Noel tivesse resolvido se mudar para cá e tivesse trazido o Polo Norte com ele.

– Ah, isso é perfeito – disse Demi, soando sarcástica.

– Qual é o problema, você tinha grandes planos para hoje? – De algum modo ele duvidava que tivesse. Demi não parecia mais fã do Natal agora do que parecera seis anos atrás.

Ela pensou no assunto, então balançou a cabeça.

– Na verdade, não. Sam vai trabalhar durante todo o fim de semana. Eu estava pensando em ficar em casa, na preguiça, entrar na internet e gastar o dinheiro que sua empresa me pagou ontem.

Bem, ela não podia fazer compras, mas ficar dentro de casa, na preguiça, soava ideal. Principalmente quando se eles fossem preguiçosos entre os momentos enérgicos tais como os que tiveram na noite passada.

Deus do céu. Demi se transformara em uma mulher selvagem.

Vendo-a estremecer, Joe esclareceu: uma mulher selvagem com frio.

– Aqui – disse ele, indo até a cama, levando duas xícaras de café que ele havia acabado de coar.

– Então a energia voltou? – perguntou ela, parecendo tanto aliviada quanto decepcionada.

– Temo que não – respondeu ele, balançando a cabeça. – Felizmente, muitos fornecedores vêm aqui. Um deles fabrica uma cafeteira elétrica movida a bateria e sugeriu que adquiríssemos uma para sítios de construção que ainda não receberam instalações elétricas. Nós adquirimos… e eles nos deram algumas para o escritório como um agradecimento pelo contrato fechado.

– Deus abençoe as amostras grátis – disse ela, sentando-se e deixando as cobertas caírem em seu colo. Joe conseguiu não espirrar o café em Demi. Vê-la à luz do dia, tendo sido tão nebuloso quanto foi, era o suficiente para fazer a terra tremer. Isso sem mencionar o órgão sexual dele.

Joe não tinha percebido que era possível ser tão insaciável a respeito de outra pessoa. Eles tinham feito sexo três ou quatro vezes durante a noite, e ele estava pronto para possuí-la outra vez. Antes estava escuro, e agora ele queria ver o rosto dela corar enquanto chegava ao clímax, enxergar o corpo perfeito dela enquanto lambia cada centímetro dele.

– Maravilhoso – murmurou ela quando bebeu um gole, então soprou o vapor que saía da xícara. – Creme, sem açúcar… você lembrou.

– É claro que lembrei – murmurou Joe. Ele se lembrava de tudo.

Era curioso, considerando que ele se esforçara tanto ao longo dos anos para tirar Demi de sua mente. Mas ela se recusara a ir embora, assombrando suas lembranças mesmo quando ele estava com outras mulheres, sendo que duas relações foram sérias, e durante tantas outras mudanças.

Demi olhou para ele e ambos ficaram se encarando. Ela não tentou erguer o cobertor, não corou ou fingiu constrangimento por estar sentada bem diante dele tão lindamente nua. Joe estava preocupado, achando que ela fosse ter algum tipo de dúvida ou insegurança sob a luz fria do dia. Mas ele estava errado. Ela parecia confiante, até mesmo serena. Como se não se arrependesse de nada.

Ele sorriu diante de tal percepção.

– O que foi?

– Eu meio que esperava que você fosse pular da cama, se enrolar nos lençóis e me acusar de molestá-la durante a noite.

Ela riu.

– Acho que fui eu quem molestou você. Embora você tenha se arrastado para minha cama enquanto eu dormia.

– Minha cama, Cachinhos Dourados. Falando nisso, não tenho mingau para te oferecer para o café da manhã, mas há uma tonelada de sobras da festa no refeitório.

Ela não pareceu se importar com a comida, optando por se concentrar na primeira parte da declaração dele em vez disso.

– Sua cama? Você está falando sério?

– Tão sério quanto um enfarte.

Ela olhou ao redor, tomando nota de seu tamanho e mobiliário. Tinha, ele sabia, provavelmente uma metragem quadrada muito maior e mobílias melhores do que a casa inteira dele no Brooklyn.

– Então se a cama é sua, acho que isso significa que esse escritório é seu também? Quero dizer, você não estava simplesmente se esgueirando na cama de seu chefe, já que ficou preso aqui também?

– É minha – disse ele com uma risada. – Presumo que você não notou a placa de identificação na mesa.

Ela deu uma olhada para lá. Mesmo dali era fácil distinguir o “diretor- executivo” antes do nome dele. Demi arregalou os olhos, voltou a atenção para ele.

– Você realmente administra esse lugar?

– Sim, realmente administro.

– Uau – disse ela, se recostando no travesseiro. – Quero dizer, eu sabia que você era talentoso, mas de marceneiro a diretor executivo em seis anos? isso é bem notável.

Joe deixou sua caneca de lado e se sentou na poltrona oposta a ela. Levantando as pernas com jeans, ele usou a ponta desdobrável do sofá-cama como apoio, cruzando os pés descalços.

– Não é tão notável, na verdade. Eu herdei o cargo. A empresa é da minha família.

Demi ficou de queixo caído. – Seu pai… – Sim.

– Como ele está? – perguntou ela. – Ele…

– Saiu da fase crítica? Sim, saiu. Levou muito tempo, muita fisioterapia e ele ainda não recuperou totalmente as funções do lado direito, mas conseguiu superar. – Rindo, mas apenas meio brincando, ele acrescentou: – Ele ainda é o mesmo tirano exigente que sempre foi.

Seria necessário mais do que um derrame para fazer o velho deixar de ser mandão, intrometido e teimoso. E Joe já devia saber; ele lidava com aquela opinião autoritária e agressiva todo santo dia. O nome dele podia estar no topo da página da Elite Construction, mas seu pai ainda detinha uma boa quota das ações. Eles tiveram alguns poucos conflitos intensos quando o Jonas pai começou a se sentir como seu velho eu novamente. Só mais tarde, no ano anterior ou coisa assim, é que ele admitiu que Joe estava fazendo um trabalho excelente, e parou de questionar todas as mínimas decisões.

Não que Joe não fosse muito grato por seu pai ter sobrevivido, é claro. Embora eles não estivessem se dando muito bem na época, ele ficara chocado e arrasado quando o derrame do pai ocorrera, seis anos atrás. Embora ele estivesse com apenas 55 anos de idade, ninguém achou que fosse superar, nem os médicos, nem o pessoal da empresa. Ninguém, exceto a família, que sabia que o Paul Jonas era teimoso demais para fazer o que todo mundo tinha previsto que ele faria.

– Estou tão feliz que ele sobreviveu – murmurou Demi.

– Obrigado.

Joe não duvidava que ela estivesse falando de coração. Mas também não duvidava que a mente de Demi tivesse vagado pelos mesmos caminhos que a dele: a época do derrame do pai. Ela estava lá quando Joe recebera o telefonema apavorado de sua irmã, bem no amanhecer do dia de Natal. Após um fim de semana de pura empolgação e felicidade com Demi, o mundo de Joe desabara com uma conversa.

Toda a sua vida mudara rapidamente. Antes disso, ele sabia que um dia iria voltar a Chicago e tomar seu lugar ao lado do pai na empresa. Mas tinha achado que teria tempo, uns dois anos, pelo menos, para viver a vida que desejava. Que inferno, naquele momento em particular ele chegara até mesmo a cogitar perguntar a Demi se ela achava que ele poderia fazer serviços de carpintaria na França, por um ano ou dois. A relação deles ficou séria assim rápido assim.

Então o telefone tocou. Os soluços da irmã finalmente fizeram sentido, e ele seguiu para o aeroporto imediatamente. Por mais que tivesse odiado largar Demi no dia de Natal, ela compreendera totalmente. Se havia alguém capaz de entender, esse alguém era… Demi também recebera seu telefonema terrível durante as festas de fim de ano.

Ele não perdeu tempo fazendo as malas, nem mesmo uma bolsinha. Estava desesperado para voltar a Chicago, convencido de que o pai estava à beira da morte. E apavorado, percebendo que as últimas palavras trocadas com ele tinham sido furiosas.

A vigília no hospital foi longa e difícil. Ele teve de lidar não apenas com a preocupação, e com a família, mas também dar um reforço e cuidar da empresa. Isso, em si, fora uma luta, considerando que ele era tão jovem. Mas Joe não ia deixar a coisa toda ir a pique enquanto seu pai lutava pela vida.

Apesar de estar tão ocupado, ele encontrara tempo para telefonar para Demi todos os dias na primeira semana, principalmente sabendo que ela mesma tinha um aniversário de morte para enfrentar. A cada ligação, ela expressava preocupação com o pai dele mas inevitavelmente a conversa se voltava para os preparativos de sua viagem iminente. Os planos dela. A ótima vida dela.

Então houve um intervalo de poucos dias entre os telefonemas.

Depois de uma semana.

E aí estava quase na hora de ela ir embora para passar o semestre no exterior.

E Joe parou de telefonar.

– Eu nunca parei de pensar em você. Juro, você estava na minha cabeça constantemente. – Ele chegou ao ponto, à coisa principal que queria dizer. – Desculpe, Demi.

– Pelo quê?

– Você sabe pelo quê. Eu não conseguia parar de pensar em você… mas também não tinha forças para telefonar.

Ela enrijeceu, não respondeu por um segundo, então soltou um casual: “Ei, não se preocupe. As linhas telefônicas eram famosas por serem pouco confiáveis naquela época.”

Ele conseguiu enxergar através daquele humor fingido. E no dia anterior ela se mostrara muito magoada; de jeito nenhum que ela havia superado tudo em apenas uma noite.

Mas talvez a noite anterior ao menos tivesse aberto a ela a possiblidade de Joe não ser um aproveitador, que a levara para o passeio de sua vida e depois a abandonara.

– Você sabe, eu nunca voltei para Nova York.

Ela arqueou a sobrancelha.

– E sua casa? Suas coisas?

– Contratei alguém para cuidar disso naquele inverno, assim que ficou óbvio que não apenas meu pai teria uma longa recuperação pela frente, como praticamente nunca mais seria capaz de trabalhar.

– Deve ter sido bem complicado.

– Complicado não serve nem para começar a explicar como foi. – Ele passou uma das mãos pelo cabelo e suspirou. – De qualquer forma, eu não tinha a intenção de entrar nesse assunto todo. Eu só o trouxe à tona para poder finalmente explicar o que eu sempre quis dizer a você, mas nunca tive a chance.

Ela o olhou com cautela.

– E isso seria…?

Joe sustentou o olhar dela, desafiando-a a não acreditar nele.

– Que eu me apaixonei por você naquele fim de semana em Nova York.

Ela inspirou de forma audível, e balançou a cabeça lentamente.

Joe assentiu, sem se preocupar em parecer um idiota ou em temer qualquer tipo de rejeição. Talvez algo maravilhoso fosse acontecer entre ele e Demi agora. Talvez não, e a noite anterior fosse ser sua lembrança definitiva de um relacionamento que ele um dia pensou que definiria toda sua vida. Mas, não importava o que acontecesse, ele lhe devia a verdade sobre o passado.

– É verdade. Eu estava loucamente apaixonado por você.

– Você podia ter me dito…

– Com qual objetivo?

Revirando os olhos e olhando para ele como se Joe fosse um idiota, Demi disse:

– Talvez porque fosse bom ouvir tais palavras uma vez na minha vida?

Joe não conseguia imaginar que nenhum homem nunca tivesse se apaixonado por aquela linda mulher diante dele. Mas ele particularmente não queria imaginá-la com outro homem. A ideia em si o deixava enjoado.

– Talvez eu devesse ter dito – assumiu dando de ombros. – Mas eu estava encurralado.

Ela inclinou a cabeça, confusa.

– Demi, você estava prestes a viajar para abraçar o mundo.

Ela não tentou negar, porém uma expressão melancólica cruzou seu rosto, como se ela estivesse se lembrando da garota apaixonada e mal-humorada que havia sido. Dia desses, Demi tinha esperanças, ele descobriria o que a trouxera de volta, por que ela estava fotografando crianças quando tinha jurado que faria tudo, menos isso.

Agora, no entanto, Joe tinha a própria história para contar.

– Mas eu? Meu pai estava no leito de morte, minha família estava desmoronando, e eu era o único para segurá-los, e isso sem mencionar a empresa. – Ele se levantou da poltrona e caminhou até o sofá-cama, sentando-se ao lado de Demi e esticando a mão para acariciar uma mecha sedosa dos cabelos dela. – Minha vida era aqui. É aqui. A sua era… – Ele abanou uma das mãos – lá fora. Íamos viver em dois mundos diferentes, e por mais que eu quisesse você no meu, eu sabia que não ia acontecer. Só porque meus sonhos desmoronaram não significava que eu poderia pedir a você para abrir mão dos seus.

– Então… Você me deixou ir?

Um simples meneio de cabeça.

– Eu deixei você ir.

A umidade surgiu nos olhos dela, embora não houvesse lágrimas escorrendo ali. Fungando, ela inclinou o rosto para a mão dele, roçando a pele delicada contra a dele.

Eles ficaram em silêncio durante muito tempo. O cômodo estava quieto o suficiente para ele conseguir ouvir o pingar dos pequenos flocos de neve gélidos golpeando a vidraça. Então, com um suspiro baixinho, Demi olhou para Joe e sorriu.

– Obrigada por me contar – sussurrou ela.

– Não há de quê.

Nada mais. Nenhuma promessa. Nenhum pedido. Era como se eles tivessem acabado de limpar a lousa e pudessem recomeçar, do zero. E ver aonde aquela estrada os levaria.
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Mais um capítulo divo aqui pra vocês u.u haha
Comentem...Beijemi <3 XOXO!

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– TENHO DE admitir, Papai Urso, isso supera qualquer mingau.

Demi lambeu algumas migalhas de biscoito dos dedos, suspirando de satisfação diante do estranho café da manhã natalino que eles tinham acabado de dividir. Biscoitos, gemada, queijo e torradas, batatas chips, chocolate e frutas.

A comida da festa tinha sido farta e deliciosa. E ficou muito bem armazenada na geladeira imensa, que estava fazendo um ótimo trabalho segurando a temperatura, apesar da falta de energia. No entanto, se eles ficassem presos ali por muito mais tempo, iriam ter de jogar a gemada fora em favor das latas fechadas de refrigerante ou de suco de frutas.

– Acho que tem até mesmo algumas sobras de peru fatiado da ceia – respondeu ele. – Se chegarmos a esse ponto.

A julgar pelo modo como continuava a nevar, definitivamente poderia chegar a esse ponto.

Demi devia estar incomodada com isso. Devia estar preocupada por estar presa, devia estar pelo menos surtando por não ter uma calcinha sobressalente… não que esperasse ficar usando calcinha por muito tempo.

Mas a verdade era que ela não dava a mínima. Não tinha obrigações para com ninguém, não tinha planos para as festas, além de fazer compras. O irmão dela já havia sido escalado para trabalhar durante todo o fim de semana, e com aquele clima, ela duvidava que ele teria tempo de ao menos dar uma passadinha para vê-la antes de segunda ou terça-feira.

Então por que não passar alguns dias presa em um prédio seguro, com muita água e comida, e alguém para providenciar muita diversão? Se, isto é, ela conseguisse sobreviver a toda aquela… diversão.

– Acho que isso atende aos nossos requisitos de Natal não tradicional, hum?!

– Ei, eu até comi um biscoito em formato de sininho, não comi? – Então ela riu. – Embora, acredite ou não, eu tenha ficado um pouco menos rigorosa em relação a isso.

– Sério?

– Miley tem filhos agora, e eu realmente passei algumas festas de Natal com eles há alguns anos. Foi… legal.

Mais do que legal. Tinha sido adorável. Meigo, saudável e divertido. E, sim, um pouco doloroso. Mas após muitos anos, Demi fora capaz de baixar a guarda e deixar um pouco da mágica da época retornar ao seu coração. Ela não estava pronta para sair e cortar um pinheirinho ou baixar uma cópia de ”Então é Natal”, volume 948, no seu mp3. Mas conseguia pelo menos cantarolar Noite feliz, a música natalina favorita de sua mãe, sem irromper em lágrimas.

– Devo dizer que estou curioso…

– Sobre?

– Paris. Europa. Fotografar a semana de moda, chegar à capa da Vogue?

Ela suspirou, lembrando-se daquela garota, daqueles sonhos. Do quão importantes eles tinham sido certa vez, quando ela estava fugindo de qualquer coisa que se assemelhasse à vida que ela outrora tivera e tão dolorosamente perdera. A mudança total de planos a havia ajudado a fugir das lembranças durante um tempinho, mas não para sempre. Em algum momento, ela teria de as encarar.

Ela explicou para ele, da melhor maneira possível, se perguntando se a explicação iria fazer algum sentido para qualquer outra pessoa.

Quando Demi terminou, Joe assentiu lentamente.

– E agora que você sabe que não precisa cruzar meio mundo para não se importar muito com as pessoas ou com as coisas… você está feliz?

Uau. Ele obviamente lera as entrelinhas. Ela não havia mencionado nada sobre não querer se importar com as pessoas. Mas não podia negar que era verdade.

– Estou feliz – confessou. – Amo o que faço… lembra-se de como eu jurava que nunca trabalharia com crianças?

– Muito embora você fosse ótima nisso.

– Exatamente. Acho que eu era a última pessoa a enxergar isso. Mas eu adoro, e sou boa. Fiz mais sucesso com meus retratos infantis do que já fiz com os de adultos. Na verdade, publicaram uma foto minha na revista Time do ano passado.

Ele assobiou.

– Sério?

– Sim. Tive algumas fotos escolhidas por agência de notícias, revistas e catálogos. Eu mandei um ensaio fotográfico para uma revista sobre maternidade e espero que eles me chamem para fazer trabalhos como freelancer.

– Parece maravilhoso – disse ele de coração. – Estou realmente feliz por você.

– Obrigada. – Lembrando-se de repente de uma coisa, e sabendo que ele ficaria interessado, ela disse: – Ah, adivinhe em quem trombei em Nova York há mais ou menos um ano?

Ele ergueu uma sobrancelha curiosa.

– Lembra-se de Alex, o babaca?

O desdém de Joe dizia que ele lembrava.

– Por favor, me diga que ele terminou na cadeia e que virou a mocinha de algum valentão.

– Não, mas o pai dele terminou.

Joe ficou de queixo caído.

– A família dele administrava uma daquelas empresas “grandes demais para falirem”. Só que faliu durante o colapso financeiro. Papai foi para a cadeia e a família perdeu tudo. Alex estava muito humilde, e muito pobre, quando dei de cara com ele.

– Não poderia ter acontecido com um sujeito melhor.

Quase incapaz de se lembrar da garota que tinha sido quando pensava que Alex poderia ser “o cara certo”, Demi falou:

– Acho que isso te coloca a par do que tem acontecido comigo.

E Joe já havia deixado Demi a par do que havia acontecido com ele. Uma vida repleta de família, trabalho e obrigações. Sem muito tempo livre, pelo jeito que tinha soado, embora ele aparentemente tivesse tido tempo de começar a construir a própria casa dos sonhos… ah, Demi adoraria vê-la.

Quanto à vida pessoal de JOe, embora ela não tivesse extraído nada, pois não desejava ser intrometida, Demi meio que sentira satisfação quando ele admitira não ter tido nenhum relacionamento romântico com duração maior do que seis meses. Com isso então, eram dois.

– Espere, e o seu irmão? –perguntou Joe. – Ele ainda te dá globos de neve horrorosos em todo Natal?

Ela riu, pensando na coleção que aumentava a cada ano. Com a exceção do Papai Noel hippie quebrado, ela ainda possuía cada um deles.

– Eu coloco minha coleção exposta em casa todo fim de ano.

– Todos eles? – perguntou Joe, a voz delicada e séria.

Ela sabia o que ele estava perguntando. Sabia que ele estava imaginando se ela havia guardado o único presente de Natal que ele já lhe dera. Considerando que ela ficou de coração partido logo depois que Joe lhe entregara o mimo, a resposta provavelmente deveria ser não. Mas, na verdade, ela nunca fora capaz de se separar daquele presente especial, muito embora, toda vez que o tirava da caixa, se perguntasse a respeito de Joe. Onde ele estava, o que havia acontecido a ele.

Agora ela sabia. Ele estivera vivendo a vida do melhor jeito possível… depois de tê-la libertado para seguir seus sonhos.

– Sim, Joe – murmurou ele. – Todos eles.

– Fico feliz.

– Eu também. – Então, querendo manter seu humor leve, ela acrescentou: – O único que meu irmão me deu no ano passado teve de ganhar o prêmio de mais esquisito de todos os tempos.

– Conte-me.

– Sam encontrou um globo vindo de algum culto estranho que acredita que os três reis magos vêm de outro planeta. Baltazar possui pele verde e garras. Belchior tinha uma cauda cheia de espinhos. E o outro tinha pelos por todo o corpo.

Jogando a cabeça para trás, Joe gargalhou.

– Por favor, não me diga que o menino Jesus era um alienígena também.

– Não, mas ele parecia apavorado.

– E isso é alguma surpresa? Tipo, com todo o elenco de um episódio ruim de Jornada nas Estrelas parado diante dele?

Rindo quando percebeu exatamente com o que os três reis magos se pareciam, Demi se levantou e começou a recolher os pratinhos descartáveis que eles tinham usado para tomar o café da manhã tardio. Haviam comido no refeitório, já que era o lugar mais próximo não apenas com toda a comida, mas com todos os pratos e talheres também.

– Então… Está pronta para descer e verificar as coisas lá fora? – perguntou Joe.

Eles tinham concordado que, depois de comer, iriam descer ao saguão e tentar ter uma ideia de como as coisas estavam lá fora. Dali do sexto andar parecia que estavam presos em uma nave espacial que havia pousado em um planeta de marshmallow.

– Estarei pronta quando você estiver.

Embora não esperasse ir a lugar algum, os dois se vestiram com roupas bem quentes. Eles invadiram um armário de casacos para acrescentar camadas extras às próprias roupas. Havia alguns casacos, cachecóis e chapéus esquecidos ao longo dos anos… o suficiente para que não congelassem se ousassem pisar lá fora.

Uma vez tendo se arrastado seis andares abaixo até o saguão, e visto que a neve havia tomado quase toda a porta de vidro, no entanto, Demi percebeu que eles não precisavam nem ter se dado ao trabalho.

– Isso é loucura! – disse ela, ficando na ponta dos pés para tentar enxergar por cima da montanha branca. – Você consegue ver o estacionamento?

Joe colocou a mão em concha sobre um ponto do vidro que não estava obscurecido pela neve.

– Tem três montinhos ali… Presumo que sejam seu carro, o meu e a caminhonete do segurança. Seria necessário um trenó e uma equipe de cães para nos levar até lá, no entanto.

Isso significava que, mesmo que a energia elétrica voltasse e as ruas fossem limpas, eles não iriam a lugar algum até a empresa particular de remoção de neve que Ross havia contratado aparecesse para limpar as calçadas e o estacionamento. E quem saberia dizer quando isso ocorreria?

– Não vamos a lugar nenhum, vamos?

– Nada disso. – Ele se virou para encará-la. – Tudo bem? Quero dizer… você não está com medo por estar presa aqui, está?

Ela franziu a testa.

– Você se transformou em um canibal ou algo do tipo nos últimos seis anos?

Ele meneou as sobrancelhas.

– Está reclamando do que gosto de comer?

Deus do céu, ela nunca iria reclamar a respeito disso pelo restante de sua vida.

– Deixa para lá – disse Demi, sabendo que soava desequilibrada.

O sujeito era bom em distraí-la, colocando pensamentos selvagens em sua cabeça. Ele era bom em um monte de coisas. Em fazê-la rir, em fazê-la suspirar, em deixá-la louca. Em lhe dar um prazer incrível.

Aos 22 anos, ela havia achado Joe Jonas o sujeito mais sensual que já havia conhecido. Agora, seis anos depois, ela sabia que ele era mais do que isso. Ainda sexy, ah, sem sombra de dúvida. Provavelmente mais ainda do que antes, na verdade, porque ele agora possuía uma tonelada de autoconfiança e a personalidade madura de um homem para combinar com o visual e com o charme.

Mas agora Demi o via como muito mais do que um carpinteiro duro de grana com um pufe e um abajur de lava. Ele era bem sucedido, muito inteligente e incrivelmente agradável. Ela havia notado o jeito como ele conversou com todas aquelas pessoas na festa no dia anterior; agora, sabendo que ele era o chefe delas, Demi estava ainda mais impressionada.

– Sério, você não está preocupada demais, está? – perguntou ele. – Temos muita comida, o prédio é seguro. E eu não acho que vá ficar insuportavelmente frio. Se ficar, podemos nos mudar para uma sala mais interna, sem janelas.

Ela balançou a cabeça.

– Sinceramente, não estou preocupada. A única pergunta é: o que vamos fazer para nos manter ocupados?

Ela acompanhou aquela pergunta com um adejar de cílios.

Joe deu um passo mais perto, colocando as mãos nos quadris de Demi. Mesmo através do enchimento das calças, do suéter, do capuz de alguém, do casaco de alguém e do casaco pesado dela, Demi sentiu o peso possessivo do toque dele.

– Tenho certeza de que vamos pensar em alguma coisa.

– Oh?

Ela ficou na pontinha dos pés, roçando os lábios no queixo dele, e sussurrou:

– Feche os olhos.

Ele obedeceu. Imediatamente.

– Conte até 20.

– Hum… Por quê? – Um olho se abriu e ela franziu a testa imediatamente. Ele voltou a fechá-lo. – Desculpe. Contando.

Um.

Ela de um passo para trás.

– Nada de espiar. Continue contando.

– Dois.

Um sorriso cruzou o rosto de Joe, como se ele a estivesse imaginando tirando as peças de roupa, se desfazendo das camas bem em cima da mesa da segurança. Hum. Aquilo meio que poderia ser interessante. Embora eles não pudessem ser vistos de forma alguma através das camadas de neve lá de fora, soava extremamente ousado.

– Três.

Demi balançou a cabeça e seguiu na ponta dos pés até a porta fechada da escada de emergência. Joe estava no quatro quando ela abriu a porta e no cinco quando ela a fechou detrás de si. Esperava que, quando ele chegasse aos 20, ela já estivesse de volta ao sexto andar.

Esconde-esconde em um prédio de escritório de seus andares. Soava como um bom jeito de passar o tempo. Principalmente se Demi se assegurasse de que estaria nua quando Joe a encontrasse.
 
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OII!! sentiram minha falta?? eu espero que sim, pq eu senti a de vocês!! quero me desculpar por não ter postado, eu fui esses dias para casa de minha vó e minha mãe insistiu para que dormíssemos lá, ai eu não tive como postar... bom, a Mand só não terminou a maratona, pq eu esqueci de deixar mais capítulos salvos para ela, aí infelizmente só deu até o 16 :/

depois eu irei postar um aviso lá em "A Sexóloga" para quem perguntou lá sobre a fic... :)

EU FINALMENTE CRIEI UM WHATSAPP!!!
Aeeeh!!
Então, irei criar um grupo aqui pro blog, mas aí vocês me passam os números de vocês pelo twitter, por favor, não postem aqui, ok?? eu irei adicionar todos!! <3

Beijoos <3 a mini-fic está acabando :/