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21.12.14

A Historia de Joe e Demi - Epilogo

Eu estava esperando mais comentarios, mas cmo n teve, aqui está! Espero que tenham gostado da história, a próxima chama-se O Cafajeste e posto a sinopse com 5 comentarios. Comentem!
 Beijos, amo vcs ♡
Bruna.


~

 Joe estava de cócoras ao lado da penteadeira, no banheiro de hóspedes, onde sua esposa provavelmente não pensaria em procurá-los. Seu filho de sete anos de idade estava encostado ao balcão se preparando e tentando com todas as forças não deixar escapar um único som. 

 Joe levantou a camisa do menino e viu uma raspagem da cerca de arame de duas polegadas que estava muito vermelha e provavelmente ardendo muito, mas não profundo o suficiente para sangrar. 

 Jeremy olhou por cima do ombro tentando ver. – Está ruim, não é mesmo? 

 - Está muito ruim, cara.

 Não estava, mas Jeremy estava naquela idade em que qualquer aplicação de medo era necessário para mantê-lo fora de problemas. 

 - Ouça homenzinho, precisamos manter isso apenas entre nós. Se a sua mãe descobre que você está rastejando através da cerca de arame farpado de novo, ela ficará muito brava com você. 

 - Comigo? Você que me mostrou o atalho para a casa de Mimi. 

 Joe sorriu, enquanto abria o tubo de pomada antisséptica e espalhava sobre as costas do seu filho. 

 - Sim, isso é verdade, mas sou muito grande para ela mexer comigo. - Ele baixou a voz fazendo uma provocação ao mesmo tempo em que era um sussurro conspiratório. 

 - Ai! 

 Joe ergueu o dedo da abrasão e massageou suavemente os ombros de seu filho. 

 - Não doeu. 

 - Doeu sim, papai! 

 - Ok, bem, sinto muito. - Joe abaixou a camisa e colocou um beijo no topo de cabelo castanho escuro de Jeremy. – Sério, você precisa ficar quieto, pois a mamãe não gosta quando vocês se machucam.

 Jeremy virou para ele e falou. - Rainey nunca se machuca, pois ainda é muito p...

 Joe ouviu um pequeno barulho atrás dele ao mesmo tempo em que as palavras de Jeremy eram interrompidas. Os olhos de seu filho pareciam discos quando soltou um suspiro esvaziado. 

 - Oh, não acredito!!!

 O rosto de Joe se dividiu num sorriso, quando abraçou o corpinho magro de seu filho sussurrou em seu ouvido.

 - Eu vou cuidar da mamãe para você.

 Sabendo que ele era muito amado, Jeremy puxou a camisa sobre a cabeça e se virou para que sua mãe pudesse ver o arranhão nas costas. - Olhe mamãe, está muito ruim, pois o papai disse que está bem feio. 

 Joe ficou de pé e se virou para a Demi visivelmente grávida. Seus olhos se estreitaram enquanto olhava para as costas de Jeremy, cheia de preocupação. 

 - Você está bem?

 - Sim, papai sempre coloca coisas sobre isso. 

 - Que coisas? - Ela perguntou confusa. 

 - O material claro no tubo que ele usa sempre que nos machucamos. 

 Demi olhou para Joe. - Isso já aconteceu antes? 

 Joe começou.  - Bem, talvez não tenha ocorrido outros casos com arame farpado... 

 - Arame farpado? Joe! 

 Joe viu o olhar cheio de fúria de Demi e como já era muito familiarizado com o que vinha depois, decidiu poupar ao Jeremy.

 - Ei, cara, por que você não vai ver como está a Rainey para nós? Você sabe que ela sempre precisa de ajuda quando está no computador. 

 - Sim, eu era bem melhor do que ela quando tinha quatro anos.  - Jeremy declarou. 

 - Isso não foi legal filho e ela é muito boa e você sabe muito bem disso. 

 Jeremy olhou para eles e não havia nenhuma dúvida na mente de Joe que seu filho sabia que sua mãe ainda não estava nada feliz, então apenas pediu desculpas enquanto ia cuidar da irmã, mas quando chegou à porta parou com um olhar cheio de emoção. 

 - É amanhã que a tia Miley e tio Zach irão chegar? 

 - Sim, chegarão amanhã. - Joe respondeu distraidamente enquanto encarava a sua esposa. 

 - E a tia Selena e tio Nick também virão?

 - Claro. 

 - Irão trazer todas aquelas crianças com eles de novo? 

 - Eles só têm três filhos Jeremy. 

 - Vovó vai me trazer um Texas Bolo cheio de chocolate quente e cacau, certo? 

 Joe sorriu para o filho. - Você sabe que ela irá.

 Seus tios eram os avós das crianças. Era mais fácil e foi sempre a maneira que a tia Di quis desde o início. Os pais de Demi eram chamados da mesma forma, sendo assim nunca houve qualquer confusão entre as famílias. 

 Com a promessa do seu bolo de chocolate favorito para o dia seguinte, Jeremy se virou e foi na direção da sala de jogos onde estava instalado o computador e onde provavelmente a sua irmã seria encontrada. 

 Quando Joe e Demi ficaram sozinhos, Demi fechou a porta, se encostou nela levando as mãos para sua barriga e fazendo uma leve carícia que Joe percebia ser inconsciente. 

 Ela levantou uma única sobrancelha. - Importa-se de explicar? 

 - Explicar o quê?

 Ele perguntou ao mesmo tempo em que se postava na sua frente. Uma mão começou a deslizar suavemente pela sua barriga, a outra ele passou em torno de sua cintura, descendo vagarosamente até pousar em sua parte traseira. 

 Seus lábios se curvaram em um sorriso que ele sabia que ela estava tentando suprimir. 

 - Não tente me distrair. Porque seu filho estava rastejando através de uma cerca de arame farpado, quando tem apenas sete anos de idade? 

 Os lábios de Joe se levantaram em um sorriso. - O meu filho? 

 - Sim. O seu filho. 

 Seus olhos se iluminaram com um prazer interior que podia ser notado claramente. 

 - Ele era o seu filho na semana passada quando fez uma pontuação perfeita no teste de matemática. - Ele declamou. 

 Ela deu de ombros, tentando claramente não rir na sua cara. – Eram outras circunstâncias. 

 Joe se preparou internamento para tratar de uma vez aquele assunto.  - Meu amor, você sabe que não podemos manter as crianças presas dentro de casa e neste momento a sua idade quer que investigue cada pequena coisa. 

 Seu rosto perdeu um pouco de cor. – Mas ele vai se machucar. 

 Joe tentou acalmá-la com a sua mão subindo e descendo por sua espinha. 

 - É por isso que estou lhe ensinando a maneira correta de fazer as coisas. 

 - É por isso que tivemos um portão instalado entre as propriedades. Assim, ele pode percorrer as terras sem qualquer contratempo. 

 - Mas ainda há várias áreas com cercas de arame, então ele tem que aprender como rastejar por elas. Além disso, ele é muito bom nisso e as suas vacinas de tétano estão sempre atualizadas. 

 - Mas ainda assim ele vai se machucar. - Disse ela novamente, mas a raiva havia abandonado a sua voz. 

 - Nem sequer rompeu a pele. Ele está muito bem. - Joe envolveu-a com seus braços e a manteve abraçada junto dele. 

 Demi suspirou. - Ok, eu sei que é diferente para os meninos, mas Rainey e esse bebê não será...

 Ele a empurrou um pouco para erguer seu queixo com os dedos. 

 - O que você quer dizer com esse bebê? É uma garota? Você está dizendo que já sabe que é uma garota?

 Seus belos olhos se embaçaram refletindo a alegria que sentia por dentro. 

 - Sim.  - Ela sussurrou. 

 Um choque de felicidade o acertou e ele a trouxe para junto dele novamente, cuidando para não apertá-la demais ou ao novo bebê. 

 - Eu pensei que não tinha como saber ainda. 

 - Também pensava desta forma, mas o médico chamou de ‘ela’ no meu último ultrassom. 

 - Bem, sabíamos que seria ele ou ela. - Disse ele com um sorriso enquanto a embalava contra ele. 

 Sua mão serpenteava para cima e para baixo enquanto ele olhava para ela. Seus olhos estavam cheios de lágrimas e o amor que ela sentia por ele e as crianças estava refletidos lá para ele ver. 

 - Eu amo você, Joe. 

 Sua mão pousou em seu rosto quando o sentimento de satisfação e posse primitiva correu através de seu sistema. 

Lovato - Eu sei que sim, minha querida. Eu também te amo e mais do que você é capaz de adivinhar. 

 Ela lhe deu um sorriso terno e deslizou a mão para baixo a colocando em cima do seu coração. 

 - Estou tão feliz que você tenha me salvado com aquele beijo no jogo de futebol há vários anos atrás. Às vezes ainda não consigo acreditar que você fez aquilo, mas estou tão feliz que tenha feito. 

 Ele se inclinou e deu um beijo suave em seus lábios.

 - Foi um prazer, princesa. Simplesmente o prazer foi meu. 

20.12.14

A Historia de Joe e Demi - Capitulo 18 - Último


~

 Joe deu um suspiro de alívio enquanto caminhava dentro do banco Redwood Falls. Estava de volta ao trabalho e por enquanto havia deixado a sua esposa em casa, com seus tios, até que pudessem ter o seu próprio lugar. As visitas que haviam feito mais cedo à suas famílias tinham ocorrido muito bem e ele ainda estava vibrando com o fato de ter Demi como a sua esposa. 

 O fato de seus tios ficarem felizes com o seu casamento foi a cereja no bolo. Diana já amava Demi e descobrir que eles haviam se casado foi uma surpresa muito agradável. 

 Os pais de Demi estavam bem com o casamento, mas não estavam felizes por não terem sido incluídos. Porem teriam que superar isso. 

 Joe ficou desapontada ao saber que Miley havia partido numas férias prolongada, com uma amiga de trabalho. Não haveria problemas da sua parte, mas ela bem que poderia se preocupar com a reação de Zachary Lovato com essa notícia, mas ela com certeza ficaria mais que satisfeita por eles. 

 Enquanto ficava na fila, olhou em volta do edifício, notou como era pequeno e o único em Redwood Falls. Ele havia recebido um comunicado desde a última vez que esteve aqui, como o seu dinheiro era depositado direto em uma conta e apenas usava seu cartão de débito para realizar todas as suas transações, raramente visitava o banco. 

 Seu salário como um xerife era adequada, combinava com o fato de sua necessidade de dinheiro ser pequena, então o saldo da conta de Joe estava sempre em constante crescimento. 

 Ele estava lá hoje para pegar a papelada necessária para adicionar Demi a sua conta, neste momento estava aguardando a sua vez atrás de um agricultor que conhecia vagamente, foi quando o Sr. Whitfield, o presidente do banco, aproximou-se dele e ofereceu a sua mão. 

 - Como tem passado Joe? - O homem estava provavelmente com uns sessenta anos de idade, mas tinha uma voz bastante jovial. 

 Joe apertou a sua mão. 

 - Tudo bem e o senhor? 

 - Muito bem, filho. A cidade inteira agradece ao seu excelente serviço. Todo mundo está muito orgulhoso de você e todos se sentem mais seguro por você usar seu distintivo. 

 - Obrigado, é muito bom saber disso. 

 - Se você tem um minuto, gostaria de falar com você em particular. 

 Joe sentiu uma curiosidade deslizar suavemente através dele, com aquela solicitação inesperada. 

 - Claro, agora seria o ideal já que preciso adicionar a minha esposa à minha conta.

 Ele não conseguia controlar o som de orgulho em sua voz quando continuou. 

 - Eu me casei com Demi Lovato há poucos dias. 

 - Demi Lovato?

 Joe percebeu que o banqueiro ficou surpreso. 

 - Nossa, eu não sabia. Ela é uma menina muito doce. 

 - Sim senhor, muito obrigado. 

 O homem mais velho segurou no seu ombro e declarou. 

 - Eu posso conseguir toda a papelada necessária para você. Vamos ate o meu escritório conversar um pouco. 

 Joe se virou e seguiu o outro homem ate um grande escritório com uma porta de mogno, que o banqueiro fechou atrás deles. Ele se sentou em uma das duas cadeiras de couro, a frente da mesa do homem e esperou enquanto o Sr. Whitfield se acomodava para logo em seguida começar a mexer no teclado do seu computador. 

 Tudo ficou em silêncio por alguns instantes até que o homem limpou a garganta e começou a falar com uma voz profunda. 

 - Filho, como eu disse antes estamos todos orgulhosos de você nesta cidade. Você saiu daquela vida com humildade, recomeçando do zero e conseguindo crescer e se tornar o que é hoje através dos seus próprios esforços. Porém, há uma coisa para te mostrar aqui, mas primeiro vamos deixar claro que a confidencialidade me impede de entrar em mais detalhes, mas deixe-me lhe mostrar em primeiro lugar o que tenho aqui e então vou lhe contar uma pequena história. 

 Joe estava se tornando cada vez mais intrigado com as palavras do banqueiro e tudo para o que homem tão concentradamente estava olhando na tela do seu monitor. 

 Os músculos do seu estômago se apertavam em antecipação a mais um golpe da vida, embora o tom do homem de voz não indicou a necessidade de ter que acionar a sua autoproteção. 

 A impressora começou a imprimir com um zumbido alto e Joe esperou até que um pedaço de papel foi colocado na sua frente. Começou a examina-lo rapidamente com a testa franzida em confusão. Inicialmente parecia uma declaração de uma conta que pertencera a seu pai, uma conta que tinha mais de trezentos mil dólares. 

 O choque tornou a voz de Joe dura. - O que isso quer dizer? 

 - Que este dinheiro é seu, filho. - Disse o banqueiro ao mesmo tempo em que indicava os dados com um aceno de sua mão. 

 - Seu pai morreu sem fazer antes um testamento, mas quando ele abriu esta conta há anos atrás, colocou você como beneficiário e não só como um fiador, mas um coproprietário.

 Enquanto Joe tentava entender o que realmente estava acontecendo, o Sr. Whitfield continuou.

 - Você pode até se lembrar de ter vindo aqui para assinar os papéis, se minha memória não estiver falha, você tinha apenas onze ou doze anos na época. Naturalmente que não havia muito dinheiro naquela época, mas obviamente as coisas estão um pouco diferentes agora. Então, seria sábio que essa conta não fosse parar em tribunais ou sucessões, pois legalmente é sua e tem sido assim desde que seu pai faleceu. Como você não vinha aqui a algum tempo, a conta continuava inativa, ocorreu-me que provavelmente não sabia de nada sobre a sua existência. 

 Estupefato, Joe ficou parado num silêncio atordoado por um momento, sabendo que de onde quer que aquele dinheiro tenha vindo, sem dúvida, era contaminado de alguma forma. 

 Finalmente foi capaz de colocar as suas cordas vocais para trabalhar. 

 - De onde ele veio? 

 Mr. Whitfield recostou-se na mesa e cruzou as mãos atrás da cabeça. - Bem, agora é a hora onde a minha história entra. Você precisa ter esse conhecimento para que possa tomar as decisões adequadas. Posso lhe dizer de onde esse dinheiro todo veio, mas lembre-se, procure entender que não posso fornecer informações pessoais ou confidenciais, de modo que talvez tenha que pesquisar alguns fatos que não possam ser fornecido por mim.

 Ele respondeu. - Vá em frente. - Joe insistiu. 

 - Você pode ou não pode saber um pouco do que vou lhe dizer agora, mas espere enquanto faço o relato, por favor. Quando o seu pai... Deixou a cidade com... - As palavras do homem mais velho se perdiam quando percebia que todo aquele antiga situação havia sofrido uma nova reviravolta com o recente casamento de Joe e Demi Lovato. 

 Joe levou uma mão à testa, a fim de esfregar a tensão formada entre suas sobrancelhas. 

 - Sim, eu sei com quem ele fugiu. Agora o senhor pode continuar. 

 - Seu pai queria o dinheiro quando deixou a cidade com... Ela. – Suas palavras pararam novamente. 

 Joe grunhiu de frustração com a demora. - E? O que ele fez? Roubou seu banco? - O tom de sua voz era cheio de sarcasmo. 

 Mr. Whitfield levou a questão a sério. - Não, nada disso.

 Ele fez uma pausa, respirando fundo antes de continuar. 

 - Bem, suponha que nesta historia havia dois irmãos. Dois irmãos que herdaram a mesma quantidade de terra para poderem cultiva-la juntos como uma entidade. Suponha que um desses irmãos queria vender a sua parte para levantar algum dinheiro... Talvez para deixar a cidade. Bem, o outro irmão pode não ter autorizado que isso acontecesse, mas o segundo irmão poderia ter tomado uma hipoteca pelo terreno em questão sem consultar o primeiro. O primeiro irmão recebe o dinheiro e o segundo fica com a terra, embora agora esteja completamente hipotecada. 

 Atordoado e imediatamente entendendo o que havia acontecido, ficou muito puto com o pai, mais uma vez aquele filho da puta estava assombrando a vida de todos do seu túmulo.

 Joe passou a mão pelo cabelo curto. - Jesus Cristo.

 Os dois homens olharam um para o outro por um instante enquanto Joe absorvia as ramificações do que havia acabado de descobrir. 

 Limpando a garganta e balançando a cabeça falou tentando entender a dimensão daquilo tudo. 

 - E a única razão pela qual há tanto dinheiro é porque o primeiro irmão morreu antes que pudesse gastá-lo. 

 - Parece que esse poderia ser o caso.

 - Eu não vou me iludir com um conto de fadas sobre como o meu pai queria que eu ficasse com esse dinheiro. - Disse Joe duramente. 

 Mr. Whitfield o observava com uma expressão de comiseração. 

 - Sinto muito, meu filho. 

 Joe levou a mão ao rosto e esfregou a testa com uma grande irritação e fúria contra as implicações do que havia acabado de ser dito. Mas agora que sabia, iria jogar junto com a história. 

 - E o segundo irmão e a sua esposa devem estar com uma tonelada de dividas para esse referido banco, enquanto o mesmo dinheiro tem estado inativo em uma conta do mesmo banco por todo esse tempo?

 - Bem, agora é que as coisas ficam realmente confidenciais. Suponha que o segundo irmão não conseguisse efetuar os pagamentos, o banco não tinha recurso o suficiente para começar o processo de encerramento e que antes que o banco tomasse alguma atitude, um cavaleiro branco chegasse do nada e assumisse o empréstimo.

 Joe estreitou os olhos quando a voz do banqueiro chegou a um impasse. - Um cavaleiro branco? 

 - Um cavaleiro branco é...

 - Eu sei o que é um cavaleiro branco. - Interrompeu Joe. - Estou perguntando quem era. 

 - Eu não posso te dizer isso, em minha opinião é preciso ter um bom coração e gostar muito dos seus tios para tomar essa atitude. Mas filho, uma palavra de conselho, eu não teria essa conversa na frente da sua esposa. 

 Diante daquele comentário Joe congelou e encontrou os olhos do homem mais velho. 

 - Zachary Lovato? - Joe pedia uma confirmação ao usar sua voz áspera enquanto apertava a mão que lhe era oferecida. 

 - Isso eu não posso dizer. - O homem respondeu, mas ele podia ver a verdade através dos seus olhos. 

 Joe caminhou até a porta, sentindo-se como se estivesse no piloto automático. 

 - Irei pegar a papelada pronta para que a sua esposa possa assinar. Foi bom te ver meu filho e boa sorte em seu casamento. 

 Joe agradeceu e saiu daquele lugar com a sua mente em tumulto enquanto caminhava até o seu carro de patrulha.

 Por quê? Por que Zach Lovato pagou aquele empréstimo? 

 Joe procurava em sua mente uma resposta para aquele enigma, mas nada fazia sentido, pois Zach Lovato não tinha mais que uma grande má vontade e disposição para com a família Jonas. 

 Joe tinha há muito tempo parado de dar ao outro homem o benefício da dúvida e se Demi e Miley pensavam que Zachary Lovato apenas guardava um grande rancor, então por que não podia acreditar nelas? O que o irmão de Demi esperava alcançar com aquele movimento? Qual poderia ter sido o seu motivo? Quando um banco poderia ter deixado a família de Joe sem opção a não ser deixar a cidade para procurar trabalho em outro lugar, qual seria o motivo para evitar esse encerramento? 

 Seja qual for à razão que havia feito aquilo não poderia ter boas intenções e Joe sentiu a sua coragem dar uma reviravolta quando pensava na dor que isso poderia causar em Demi. 

 Droga! 

 Esta era outra complicação que seu pai havia causado e que Joe ia ter que esclarecer sozinho. 

 Como diabos ele conseguiria esconder de Demi o que seu irmão havia feito? 

 Porque sabia que qualquer que fosse a sua motivação, Zachary havia agido apenas pelo seu egoísmo e isso era um dado. Ele havia feito isso por algum tipo de ganho pessoal, tinha certeza que era algo tão simples como uma tentativa de atingir ao pequeno pedaço de terra dos Jonas, que era adjacente à propagação dos Lovato. 

 Qualquer que fosse o plano daquele filho da puta agora tinha os meios para combatê-lo. 

 Joe tinha o dinheiro para garantir a terra e o conhecimento necessário para parar o que já estava planejado na sua cabeça, pois ele tinha consigo a única coisa que Zach Lovato nunca na vida ousaria machucar. 

 Joe tinha uma carta na manga. 

 Ele tinha a Demi. 

****

 Joe dirigia pela pista empoeirada, pela primeira vez em muito tempo deu um longo olhar ao redor daqueles campos. Eles estavam ressequidos com a falta de chuva, se o seu tio conseguisse retirar algo da safra deste ano seria milagroso. 

 Enquanto estacionava seu carro Joe olhou para a esquerda da casa e percebeu que a sua tia havia ampliado a horta. Em contraste com os campos secos, o jardim estava prosperando e parecia que poderia sustentá-los por um longo tempo. Ele sabia que ela regava tudo à mão com uma mangueira, que se não fosse possível consumir tudo ela conservaria para o inverno ou alimentaria suas galinhas completando a sua alimentação. 

 Ele sabia que se não fosse pela hipoteca que pairava sobre suas cabeças, seus tios seriam capazes de continuar prosperando aqui na fazenda por muitos anos. Eles tinham muito para comer, um bom sistema de água para beber e para uso doméstico. Não eram ricos, de forma alguma, mas conseguiram fazer uma boa e decente vida da fazenda. 

 Se apenas o seu maldito pai não tivesse aparecido e fodido tudo. 

 Ele estacionou e tirou a chave da ignição, determinado a fazer a coisa certa. 

 Sua tia estava na cozinha quando ele atravessou a casa e não havia nenhum sinal de Demi. 

 - Onde está a Demi? - Ele caminhou até a geladeira e pegou uma Coca-Cola. 

 - David a levou na sua casa para pegar algumas de suas coisas e recolher o seu carro. 

 Diana respondeu com um sorriso no rosto. Ela estava mexendo uma grande tigela algo que parecia chocolate. 

 - Seu carro? - Ele questionou, com uma voz frágil. 

 - Bem, sim meu querido, ela vai precisar do seu carro. - Respondeu ela distraída enquanto puxava ovos da geladeira. 

 Joe pensou no carro caro que o dinheiro Lovato tinha comprado. Ele particularmente não queria que ela o mantivesse, mas sabia que teria que superar isso. Não havia nenhuma boa razão para que ela não pudesse tê-lo, apenas o fato que não havia sido ele a compra-lo. Porem ele era inteligente o suficiente para saber que aquelas emoções que sentia sobre o carro iria causar problemas em seu casamento, além disso, era apenas um carro, que não significava nada no esquema das coisas. 

 - Há quanto tempo foi isso? Será que já está de volta?

 Ele virou a cabeça para iniciar aquela conversa desconfortável que precisava ter com seus tios e se Demi estivesse fora no rancho por algum tempo, essa seria a oportunidade perfeita, afinal precisava saber a quão desesperada a sua situação era. 

 - Ele chegou um pouco antes de você e está lá fora no celeiro. - Ela abriu um ovo e se virou para ele com um sorriso. - Estou fazendo um Texas bolo de chocolate puro. 

 Joe tinha suspeitas que ela estava fazendo apenas para lhe agradar, já que sabia que era o seu favorito. Simplesmente estava nas nuvens desde que ele anunciou que havia se casado com Demi. Sempre soube que a sua tia amava Demi, principalmente depois de conhecê-la tão bem como amiga de Miley, mas na mente maternal de sua tia o que predominava era o fato de que desde que havia se casado com uma menina da sua cidade natal, seria mais provável que ficasse por perto, se não morando aqui mesmo na fazenda. 

 Joe também sabia que a sua tia se preocupava com o fato dele ser um agente da lei, ficava sempre receosa que ele se mudasse para Dallas ou Houston, onde havia mais crime e uma necessidade de uma força muito maior. Mas agora que havia se casado com Demi, ela havia tranquilizado a sua mente que ele provavelmente iria ficar em Redwood Falls para sempre. 

 E ela estava certa e se havia alguma coisa a dizer sobre isso era que ele e Demi iriam viver aqui para sempre. 

 Ele se aproximou e beijou a sua testa. - Obrigado, você sabe que é o meu favorito.

 Ela sorriu para ele e tocou em seu rosto enquanto ele continuava falando com ela amorosamente. 

 - Eu preciso falar com vocês sobre algo, vou até o celeiro chamar o tio David, voltamos daqui a um minuto. 

 Diana deve ter perdido a sua expressão grave, porque continuou sorrindo e apenas acenou com a cabeça. 

****

 Dez minutos mais tarde o bolo de sua tia estava no forno e todos os três estavam sentados à mesa da cozinha. Seus tios estavam sentados calmamente e apenas o observava com expectativa. 

 Joe ficou parado por um momento, observando a única casa que teve e a coisa mais próxima de pais que havia conhecido e se perguntou por que eles não tinha contado a ele sobre seus problemas. A sua mente forneceu a única resposta possível. Eles estavam tentando protegê-lo. Protegê-lo da dor pelo que seu pai havia feito. Protegê-lo da preocupação sobre a hipoteca. 

 Ele ficou aliviado por poder ser possível colocar as suas mentes para descansar nesse aspecto, pelo menos. 

 Eles não tinham nenhuma maneira de saber sobre o dinheiro que ainda não havia sido gasto. 

 Ele limpou a garganta e falou de uma vez. 

 - Eu sei sobre a hipoteca da fazenda, sei que meu pai tentou vende-la antes de morrer.

 Ele fez uma pausa e observou a emoção parecer em seus rostos enquanto ouviam o que ele falava para em seguida, trocarem um olhar. 

 Diana fez um barulho sufocado e o seu tio pegou a mão dela. 

 Como continuaram em silêncio, Joe continuou. - Por que vocês esconderam isso de mim? 

 Seu tio pigarreou e falou com uma voz áspera.

 - Você já tinha passado por muita coisa, filho. Você não poderia ter feito nada sobre isso de qualquer maneira e nós não queríamos lhe dar mais essa preocupação quando você já estava sob um grande estresse. 

 - De que estresse você está falando? 

 - Meu irmão havia lhe ferido o suficiente, Joe. Você estava apenas começando a se recuperar a partir de tudo o que ele te fez passar. Você estava apenas começando a mostrar sinais de uma verdadeira e plena felicidade com Demi. Nós não queríamos que você soubesse naquele momento. 

 Joe fechou a sua mão e mordeu seu lábio tentando se lembrar de que eles haviam feito aquilo por amor. E verdade seja dita, o que ele poderia ter feito na ocasião? Ele estava impotente na época, não tinha muito dinheiro e ainda muito jovem para fazer qualquer coisa. 

 Por mais que quisesse que eles tivessem compartilhado isso com ele na época, ele entendia o porquê de não terem feito. Mas isso acabou e era hora de seguir em frente. 

 - Tudo bem, tudo bem. E como está a situação agora? - Perguntou ele. 

 - Parece estar estável no momento. Cerca de três anos atrás quase foi para o encerramento, mas Zach Lovato assumiu o empréstimo e nós elaboramos um plano de pagamento com ele. - Sua tia respondeu. 

 - Zachary Lovato. - Joe percebeu que sua voz soava amarga e descrente em descobrir que o seu maior medo era verdade. - Por quê? Por que ele iria intervir para ajudar quando ele não gosta de nossa família? Ele não sabia sobre mim e Demi ate poucos dias. Então qual é o seu verdadeiro motivo? Isso não faz sentido. 

 Seu tio ficou em silêncio e sua tia respondeu mais uma vez.

 - Também achamos que não faz sentido, mas preferimos não olhar os dentes de um cavalo dado, acho que apenas esperávamos que ele enterrasse todos aqueles sentimentos ruins.

 Joe não conseguia comprar essa teoria. - Eu não penso assim, pois isso não se parece com o Zach Lovato e sabemos disso.

 Ele estudou o casal mais velho por um momento antes de completar. - Ficaria muito feliz se não falássemos sobre isso na frente de Demi, isso iria fazê-la muito infeliz, vocês compreendem isso? 

 Sua tia respondeu rapidamente. - Não vou dizer nada a ela, meu querido. Esse assunto é entre você e a sua esposa. 

 Joe voltou para o problema em questão. 

 - Ele tinha que ter uma razão para fazer isso e preciso saber o que é. 

 - Nós não sabemos o que ele pode querer conosco.  - Disse seu tio. 

 - Ok, bem, tenho uma boa notícia.

 Sua boca se abriu num meio sorriso, sabendo que estava prestes a tirar a maior parte daquela carga odiosa deles. 

 - Todos prontos? 

 - Sim! Fale logo. - Protestou a sua tia enquanto ele permanecia em silêncio por muito tempo. Ela estendeu a mão para tocar a sua. - Quais são as novidades? 

 Joe olhou para o seu tio e se recusou a pronunciar a palavra pai quando se referiu ao homem que o havia magoado tanto. 

 - Chris não teve tempo para gastar todo o dinheiro antes de morrer. Ele colocou a maior parte em uma conta conjunta comigo e está tudo no banco da cidade, porem só descobri sobre isso esta tarde. 

 O sangue foi drenado de ambos os rostos dos seus tios ao mesmo tempo. 

 - Quanto? - Perguntou seu tio.

 - Um pouco mais de trezentos mil dólares. 

 - Oh meu Deus. - Sua tia sussurrou num tom atordoado. 

 - Quanto é a nossa dívida com ele? - Perguntou Joe. 

 - Trezentos e vinte mil. Isso é o principal emprestado, os pagamentos que fizemos até agora era apenas juros. - Seu tio respondeu. 

 Joe olhou para o outro homem nos olhos e acenou com a cabeça, com satisfação. 

 - Eu tenho mais do que o suficiente para compensar a diferença. Vamos pagar para ele de uma vez. 

 Joe se conteve antes de se referir ao irmão de criação de Demi como o bastardo, recusando-se a criar mais animosidade, mesmo em sua própria cabeça. 

 Sua tia ficou em pé, ao mesmo tempo em que as palavras saltavam da sua boca rapidamente. 

 - Joe, não! Esse é o seu dinheiro. Você merece isso como recompensa pelo que passou. Nós não podemos aceitá-lo. 

 A cadeira em que estava sentado fez um ruído de raspagem na sala silenciosa enquanto Joe lentamente a empurrava para trás e ficou em pé. 

 Ele concentrou toda a sua atenção sobre a mulher em pé diante dele que torcia as mãos com grande agitação. Caminhando lentamente na sua direção, passou seus os braços em torno dela quando ficaram frente a frente e a segurou com cuidado contra ele. 

 Ele ergueu seu queixo e olhou dentro daqueles olhos agitados que já estavam nadando em lágrimas. Respirou fundo e tentou transmitir com as próximas palavras todos os seus sentimentos. 

 - Eu não quero desenterrar velhas feridas, só vou falar sobre quem deve a quem o quê, mas devo lhe lembrar que agora somos uma só família. Vocês, eu, Miley e agora a Demi.

 Ela mordeu o lábio enquanto ouvia intensamente o que ele falava. 

 - Eu não me importo em que nome essa terra está, pois por dentro sei que todos vocês me amam.

 Ele olhou para baixo e viu os olhos do seu tio transbordando em lágrimas silenciosas. 

 - Eu sei que essa será sempre a minha casa, cada pedaço tanto quanto será um dia da Miley.

 Ele ergueu o polegar e enxugou uma lágrima do rosto da sua tia quando ouviu seu tio pigarrear de emoção. 

 - Eu tenho muito que agradecê-los por isso. Por me amar, por me fazer completo novamente.  - Seus dedos apertaram seu rosto. 

 - É a nossa família, nossa terra e nosso dinheiro. E nada do que você possa fazer ou dizer vai me impedir de usá-lo para garantir a nossa casa. Nem tente. 

 Joe nunca havia visto seu tio chorar, nem mesmo quando o seu irmão morreu, porem, apesar de não chorar agora havia o brilho de lágrimas inconfundíveis em seus olhos.

 - O que podemos fazer por você, meu filho? Tudo isso não pode ser apenas sobre nós, o que acontecerá com você e Demi? - Perguntou o homem mais velho. 

 Joe soltou um suspiro reprimido e lhe disse o que ele estava pensando há dias.

 - Você se lembra daquela faixa de vedação no lado sul da propriedade adjacente à propagação dos Lovato? 

 Seu tio respondeu.  - Claro. Onde o velho poço da casa está?

 - Sim. Gostaria de usar cerca de dois hectares para um sitio, onde quero construir uma casa para Demi. Esse é o lugar que eu quero, onde ela poderá ficar aqui conosco, mas sempre ser capaz de olhar através da cerca ver a casa dos seus pais, desta forma ficará cercada por todos que a amam.

 - Oh, querido, que lindo. - Diana entrelaçou suas mãos com a dele e sorriu. - Essa é uma ideia maravilhosa. Você não acha isso, David? 

 - Absolutamente e jamais poderíamos ficar mais satisfeitos. 

 Depois de mais conversa e planos sobre o futuro, seus tios concordaram em pegar o dinheiro para pagar o empréstimo, mas somente se eles acrescentassem o nome de Joe no título da propriedade de seiscentos e quarenta acres. 

 Joe sabia que seria a única maneira de acalma-los sobre o uso do dinheiro, por isso mesmo achando que não era necessário acabou concordando. 

****

 Mais tarde, naquela noite, enquanto Demi estava tomando banho e David cochilando no sofá em frente à televisão, Diana fez um sinal para Joe. 

 Ele a seguiu até a parte de trás da casa e foi quando ela começou a falar em uma enxurrada de palavras sussurradas. 

 - Seu tio não sabe o que estou prestes a lhe dizer e oro a Deus para que isso não signifique nada, mas você me preocupou muito com todas essas perguntas sobre por que e o motivo de tudo isso. – Diante da sua expressão inquiridora, ela continuou. - Sobre as razões de Zachary. - Ela tomou uma respiração profunda. 

 - Quando o banco começou o processo de encerramento, Zach assumiu o empréstimo e nos deu três anos para lhe pagar todo o dinheiro, o que era muito pouco. - Ela procurou seu rosto. - Quando os três anos passaram, falei para o seu tio que Zach havia estendido o período de tempo, só que isso não é inteiramente a verdade, o que David não sabe é que quando encerrou o primeiro período Zach parecia que ia tomar nossas terras, mas de repente ele mudou de ideia, sem nenhuma razão lógica... Eu admito que fiquei tão grata que não tentei pensar muito para entender qualquer coisa, mas...

 - Mas o quê? - Joe perguntou, sentindo-se como se estivesse à beira de descobrir um vislumbre da motivação do outro homem. 

 Ele viu quando o rosto de sua tia perdeu todas as cores, antes dela sussurrar.

 - Eu acho que tem a ver com a Miley. 

 Por um longo momento Joe não conseguia entender o que a sua tia estava tentando lhe dizer. 

 - Miley? 

 - Sim, eu... Eu estava tão preocupada por não ter o dinheiro para pagar a Zach, ainda por cima ter que esconder do seu tio o fato de que Zach estava pronto para tomar a nossa fazenda, que fui obrigada a conversar com alguém... Então contei tudo para a Miley.

 Joe estava começando a sentir algo sério e ruim no seu coração. 

 - Você disse a Miley e depois...

 - Cerca de uma semana depois, de repente, Zach estava nos dando um novo prazo para pagar. 

 Percebendo as implicações, Joe passou os dedos pelos cabelos furiosamente e mal conseguiu cortar o fluxo de obscenidades que quase derramou da sua boca. Ele se recusava a pronunciar as maldições que a sua tia odiava ouvir, e como as suas lições haviam sido martelada em sua cabeça tantas vezes sobre aquela sua linguagem errada, mesmo agora, ele era capaz de cortar o fluxo de palavrões que tentava entrar em erupção a partir de sua boca, porem a sua linguagem não era a única coisa que ele precisava conter para proteger a sua tia. 

 Que porra aquele bastardo havia feito? 

 O fato de Diana ter falado com Miley, em seguida eles receberem um novo indulto era muito suspeito para ser coincidência. Ele sentiu uma onda de raiva contra o outro homem e medo por sua prima. Um medo que ele tinha de esconder da sua tia, pois se fosse obrigada a se preocupar com a Miley mais uma vez, ela ficaria louca. 

 Ele teria que lidar com isso sozinho. 

 Ele partiu para acalmá-la. - Está tudo bem. Acho que não há nada para se preocupar.  - Ele mentiu. – Mas não diga nada a ninguém e nem se preocupe com isso. Vou dar uma olhada em breve nesse assunto e tenho certeza de que não encontrarei nenhuma conexão entre eles. 

 Isso era uma grande mentira, pois tinha a maldita certeza de que havia sim uma conexão. 

 Ele ficou completamente irritado com o fato de ter que esperar até amanhã para aprofundar esse assunto, mas já era tarde demais, não dava para fazer nada no momento.

 Joe estava tenso, chateado e preocupado, e só conseguia pensar em uma coisa que poderia fazer se sentir melhor. 

****

 Joe entrou em seu quarto de infância e encontrou Demi sentada à mesa, onde havia feito a sua lição de casa enquanto crescia. 

 Ela tinha um espelho de mão apoiado em livros e estava penteando os emaranhados de seu cabelo molhado e se virou para ele assim que ouviu a porta do quarto abrir e fechar. 

 Joe olhou para a sua esposa e deixou que sua presença se infiltrasse em seu sistema, trazendo-lhe a paz que precisava. 

 Ela era tão linda, tão delicada e tão sua. 

 Ele sentiu uma onda de satisfação não adulterada, sabia que não importa o que acontecesse em sua vida, se pudesse ter sempre Demi, poderia enfrentar qualquer coisa. 

 Ele apenas continuou parado olhando, então ela terminou o que estava fazendo para em seguida deslizar ao redor no banco até que ficasse cara a cara com ele. 

 Quando ela calmamente esperou que ele dissesse alguma coisa, sentiu que a sua fome por ela surtava e uma onda de luxúria o golpeava com força. 

 Será que haveria um dia em que ele não a desejaria como louco?

 Quando ele começou a lhe estudar as linhas bonitas de seu rosto, seus olhos saíram dos dele e começou a vagar ao redor do quarto. Ela deveria ter se cansado de esperar por ele falar alguma coisa, pois enquanto olhava ao redor do pequeno quarto, seus olhos ficaram sonhadores e ela disse.

 - Você sabe quantas vezes sonhei em entrar no seu quarto? 

 - Não. 

 - Era uma daquelas coisas que eu sonhava o tempo todo. Era um sonho realmente. Eu me perguntava o que você estava fazendo... Onde estava... E se estivesse aqui, neste quarto, o que estava fazendo. E desejava muito estar aqui com você. 

 Ele levantou uma sobrancelha. 

 - Tenho certeza que você já descobriu o que eu ficava fazendo aqui, Demi. 

 Ela o olhou intrigado. 

 - Na verdade não. Sempre estudando, eu acho. - Ela olhou ao redor novamente. – Pois não há nenhuma televisão aqui. 

 - Eu ficava me masturbando a maior parte do tempo. 

 Ele viu quando seu rosto ficou cheio de linhas de diversões e sua voz se alterou diante daquele riso contagiante. 

 - Você acha isso engraçado? 

 Ela assentiu com a cabeça enquanto a alegria continuava a iluminar o seu rosto. 

 - Você não sabe o que fez comigo, princesa. Eu não podia confiar em mim mesmo ao seu redor e tinha esse maldito tesão por você, que jamais vai embora e apesar de achar que você tinha sempre muita fé de que jamais iria dar o bote em você, confie em mim, você não quer realmente saber o quão perto estive várias vezes.

 Ela continuou a sorrir enquanto balançava a cabeça e revirava os olhos.  Em seguida, se pôs de pé, lentamente começou a andar na sua direção. Ele permaneceu inclinado contra a porta fechada e os braços cruzados sobre o peito esperando a sua abordagem, pois reconhecia aquele olhar em seus olhos. 

 Deus, ele amava aquele olhar em seus olhos. 

 Ela parou a apenas um centímetro completamente nua na sua frente, pousou a mão em seu peito. Seu torso oscilava na sua direção e quando sua pélvis bateu contra a dele, seus braços involuntariamente se moveram para baixo. 

 Seus olhos eram sensuais por baixo de seus cílios, ele silenciosamente agradeceu a Deus por ela ser toda sua e que toda aquela maldita espera ter finalmente acabado. 

 A vida deles juntos estava começando agora. 

 E a partir daquele olhar reconhecia a vida que teriam. 

 Enquanto seus olhos brilhavam, a sua mão se moveu como um raio e caiu sobre a sua virilha e quando ela lhe apertou sentiu surgir à vida contra a palma da sua mão. 

 - Você não precisa mais se preocupar com isso, não é mesmo Joe? 

 Seus dentes apertaram a parte de dentro da sua bochecha até que sentiu o gosto de sangue, enquanto tentava desesperadamente manter as mãos longe dela. 

 - Não, nunca mais. - Ele resmungou. 

 A sua outra mão deslizou para baixo para se juntar a primeira, ela rapidamente desabotoou o botão, o zíper da sua calça jeans e em poucos segundos já estava segurando a sua ereção pulsante em suas mãozinhas quentes. 

 Ele respirou fundo enquanto ela corria com a maciez do seu polegar a cabeça de seu pau e massageava a gota de pré - sêmen ao redor da sua carne inchada.

 Respirando fundo sentiu quando a sua cabeça bateu na porta e seus olhos se fechavam, após vê-la ficar de joelhos na sua frente e a sua boca se fechando acaloradamente sobre ele.

 Só teve um último pensamento antes de o êxtase tomá-lo completamente. 

 Sim, o casamento era muito bom. 

****

 No dia seguinte, Joe saiu perguntando ao redor, mas Zach Lovato não havia estado em qualquer lugar perto de Redwood Falls há vários meses. Pensou em ir até Dallas e enfrentar Zach cara a cara, pois como estava muito preocupado com a Miley não queria esperar muito tempo para ter aquele confronto. 

 Também não havia nenhuma maneira dele ter que perturbar Demi com nada disso e se deixasse a cidade, tinha certeza que teria que avisa-la para onde estava indo. Ele não ia começar o seu casamento com mentiras. Então, ele decidiu telefonar para Zach, afinal essa era a maneira mais conveniente e com as conexões de Joe, não seria muito difícil conseguir o número do telefone pessoal de Zachary. 

 Ele estava certo, em poucos minutos já tinha o número. Fechando a porta de seu escritório, fez a chamada. 

 Zachar atendeu no segundo toque. 

 - Lovato. 

 - Aqui é Joe Jonas e preciso falar com você. 

 Houve uma pequena pausa na outra extremidade da linha. - Tudo bem? Demi está bem? 

 - Sim e isso não tem nada a ver com a minha esposa. 

 - Como posso ajudá-lo? 

 - Você precisa saber em primeiro lugar que sempre lhe dei o benefício da dúvida e que a última coisa que quero fazer é perturbar a minha esposa. Eu apenas descobri recentemente sobre a nota que você mantém da nossa propriedade e como já conseguimos o dinheiro para pagar a dívida, vamos quitá-la hoje à tarde, mas isso não vem ao caso. Eu quero saber por que você estendeu o prazo de pagamento do empréstimo e falando nisso, gostaria de saber qual a sua motivação para nos oferecer o empréstimo em primeiro lugar. 

 Joe tinha tentado como o inferno manter a voz calma, sem ameaça ou rancor. Se o homem tivesse sido qualquer outra pessoa e não o irmão de sua esposa, ele não teria sido tão agradável. Agora lutava como o inferno acalmar ao seu temperamento furioso, enquanto esperava pela resposta de Zachary. 

 Ele ouviu o outro homem tomar uma golfada sofrida de ar antes de começar a falar. 

 - Eu fiz um monte de coisas erradas no passado. É tarde demais para lhe pedir desculpas, mas suponho que mereça uma resposta verdadeira do porque eu fiz as coisas que fiz, saiba que a maior parte foi por causa de Miley...

 - Droga! - Joe explodiu. 

 - Você precisa saber...

 Joe se perdeu. - Onde diabos ela está? 

 - Ela está comigo. 

 - É melhor que ela esteja com você por sua própria vontade, seu filho da puta, porque se não for, você vai ter todos os malditos policiais dentro de um raio de dez quilômetros colados na sua bunda em poucos minutos...

 Zach o interrompeu. - Ela está bem, homem. Estamos voltando para casa neste fim de semana...

 - A casa de Redwood Falls? 

 - Sim. 

 - Eu quero falar com ela agora, coloque-a neste maldito telefone imediatamente. 

 - Tudo bem. Ela está sentada bem aqui. Vou lhe entregar o telefone, ok? Mas Jonas, eu preciso te dizer uma coisa antes. Você e eu... Precisamos aprender a conviver com as atuais circunstâncias

 - Por quê? - Joe zombou. – Simplesmente porque a minha esposa é a sua irmã? 

 Houve outra pausa, então Zach falou novamente. 

 - Bem, esse é um dos motivos, mas também porque estou apaixonado por sua prima. 

~

Migos, cheguei; Desculpem a demor, esses últimos dias foram corridos p mim! desculpem qualquer erro aq tb, to morrendo de sono! Ah e hj eh meu aniversário ♥ tava empolgada p caramba mas agr quero minha caminha :c Beijos, mores, se comentarem bastante, quando eu acordar (quando, quandoooo) e dependendo da hora (pq eu vou sair) eu posto o epílogo e a sinopse da próxima fic! MORES, ELA VAI ABALAR, TENHO CERTEZA!
Comentem!
bjs no core!
amo vcs tudo <33

17.12.14

A Historia de Joe e Demi - Capitulo 17


~

 Demi pegou o elevador até o escritório de Zach, com borboletas se remexendo no seu estômago de tanta emoção que corria por ela, pois estava tão próxima de alcançar seu objetivo, tão perto de Joe ser seu. Seu marido para sempre.

 Porém, para alcançar seus objetivos precisava primeiramente ter aquela conversa desagradável com Zach. 

 Se fosse completamente honesta consigo mesma, admitiria que estava odiando de todo coração ter aquele confronto, gostava que as coisas sempre estivessem em equilíbrio, tanto na sua vida como na vida das pessoas mais próximas. 

 Tinha o pressentimento que isso iria perturbar demais à Zach, o que odiava de coração, mas por Deus, ele ia ter que aprender a lidar com isso. 

 Ela realmente conhecia o seu irmão e sabia que aquele rosto de pedra que exibia para o mundo era apenas uma fachada. Ele carregava mágoas profundas, mascaradas com raiva e fingia para todos que era invulnerável, mas ela sabia a verdade. 

 Quando Demi chegou até a mesa da secretaria de Zach encontrou uma mulher desconhecida sentada nela. Esperava encontrar como sempre a Sra. Cargill em seu lugar habitual, sempre à frente do escritório de Zach, mas o que encontrou ali era sem dúvidas, apenas uma substituta temporária. 

 Demi sorriu para a mulher desconhecida. 

 - Olá, sou Demi Lovato. Poderia por gentileza dizer à Zach que estou aqui? 

 A outra mulher parecia momentaneamente alarmada com o seu pedido.

 - Sinto muito, mas ele me pediu para não interrompê-lo por qualquer motivo. 

 Demi mudou para uma postura de solidariedade quando voltou a falar. 

 - Eu entendo, sei que ele parece sempre estar muito irritado com o mundo, mas mesmo assim poderia fazer a gentileza de lhe dizer que estou aqui? 

 Ela se deparou com um olhar inflexível de recusa. 

 - Sinto muito, mas não posso fazer isso. 

 Demi teve pena da outra mulher, então puxou seu celular da bolsa e apertou apenas um botão. 

 Sua chamada foi atendida no primeiro toque. 

 - Olá. 

 Ela parou apenas por um momento ao escutar a sua voz. 

 - Você tem funcionários leais, Zach.

 Demi lançou para a mulher um pequeno sorriso triunfante. 

 - Estou neste momento do lado de fora da porta do seu escritório. 

 Em três segundos cravados, a porta foi aberta pelo próprio Zachary que continuava segurando seu celular com uma mão, com a outra mantendo a porta aberta enquanto dava um passo para trás, com um sorriso lindo no rosto, a fim de deixá-la entrar.

 Demi deu à secretária desconhecida um pequeno sorriso de desculpas misturado com satisfação enquanto jogava seu telefone de volta na bolsa e caminhava na direção dos braços de Zachary. 

 O abraço de urso que ele lhe deu era tão reconfortante que de repente sentiu uma pequena onda de paz a envolvê-la. 

 Zachary era um homem bom, na verdade sempre foi, e assim que se recuperasse do choque que ela estava prestes a causar, ele voltaria a se comportar como a pessoa maravilhosa que era. 

 Ele fechou a porta e ela o seguiu para dentro, se arremessando imediatamente em uma das cadeiras que ficavam em frente a sua mesa. 

 Enquanto ele andava para trás da sua mesa e se sentava, lhe perguntou.

 - O que você está fazendo nesta cidade? 

 Demi recuou na cadeira, tentando ficar o mais confortável possível, afinal, isso não seria uma conversa curta ou fácil.

 - Estou aqui apenas para te ver. 

 Um grande prazer iluminou seus olhos, mas apenas momentaneamente. Ela sabia que seu cérebro astuto estava lhe dizendo que havia algo de errado para ela ter viajado até aqui e querer vê-lo face a face, quando um telefonema teria sido suficiente para meras brincadeiras. 

 Ele se concentrou naquela ideia imediatamente.

 - O que há de errado? 

 Ela respirou fundo para logo após soltar o ar lentamente, bagunçando as mechas de cabelo em torno do seu rosto. 

 - Não há nada de errado na minha vida, mas acho que você vai se incomodar com o que vim para lhe dizer, já que a sua reação a Miley é sempre...

 Isso atiçou a sua atenção. 

 - Miley? Qual é o problema? E o que ela tem a ver com isso? 

 Demi ficou momentaneamente desconcertada com o silêncio que se seguiu. 

 Seus olhos voaram para a mão vigorosa de Zach, que estava segurando a caneta num aperto tão forte, que ela imaginou que acabaria quebrando o objeto em dois a qualquer momento, mas logo que ele notou que ela o observava, começou a bater a caneta sobre a mesa em um ritmo que refletia o seu estresse emocional. 

 Sua reação já era irritante e ainda nem sequer havia começado a conversar com ele. 

 - Nada, apenas queria dizer que como você não gosta da Miley...

 Mais uma vez ele a cortou. 

 - Eu não desgosto de forma alguma da Miley. - Sua voz era tensa. 

 Demi ficou surpresa com ele tentando negar algo tão obvio que refutou sua resposta com termos inequívocos. 

 - Isso é uma grande mentira, Zach. Você nunca gostou dela, apenas a tolera porque ela é uma das minhas melhores amigas e nos amamos como irmãs. Porque simplesmente não admite o fato? 

 - Será que estamos mesmo brigando por algo? Você veio até aqui apenas para isso? Quer mesmo arranjar uma briga comigo? 

 Uma grande confusão substituiu o prazer que havia em seu rosto. Ela sabia que ele não estava acostumado a qualquer reação negativa da sua parte, exceto meras brincadeiras. Ela nunca havia dado a sua opinião sobre qualquer coisa, pelo menos, não tinha consciência de ter feito, ela estava prestes a explodir essa teoria em pedacinhos. 

 - Não. Você está simplesmente me enganando ao se recusar a admitir que você não gosta da Miley, mas tenho algo para lhe dizer que não tem nada a ver com Miley, pelo menos não...

 A caneta de Zach caiu com um baque sobre a mesa na frente deles, numa demonstração de impaciência do dono. 

 - Droga, Demi! Será que tem a ver com ela ou não? 

 - Não tem! - Ela falou de forma áspera e tomou uma respiração profunda tentando se controlar ao máximo. - É sobre o Joe. 

 - Joe? - Ele perguntou, confuso. 

 - Sim, Joe Jonas.  - Ela falou dessa vez um pouco mais suavemente. 

 - Seu primo? - Ele questionou. 

 - Sim. - Ela respondeu. 

 As sobrancelhas de Zachary se uniram em uma expressão raivosa, Demi sentiu imediatamente que ele não estava gostando do rumo da conversa. 

 - O que tem ele? 

 O estômago de Demi se contorceu enquanto as suas mãos tremiam, mas ela conseguiu falar com uma voz forte e determinada.

 - Irei me casar com ele neste fim de semana. 

 Zach por um momento parecia ter sido perfurado por algo pontiagudo e muito afiado, mas rapidamente recompôs a sua postura anterior.

 - Não, você não pode fazer isso. 

 - Sim, posso e irei fazê-lo.- Sua voz era inflexível. 

 - Droga... Porra... Merda. - Ele refutou num fluxo de obscenidades que tinham como objetivo sublinhar os seus sentimentos sobre o assunto. 

 - Provavelmente amanhã. - Respondeu ela, como se ele não tivesse falado nada daquilo. 

 Zach ficou de pé e começou a andar de um lado para o outro na pequena área adjacente ao local onde ela estava sentada. 

 - Que diabos está acontecendo com você?

 Ela ergueu o queixo para corajosamente encontrar seus olhos, respondeu rispidamente, abandonando a ideia inicial de dizer tudo rapidamente e dar o fora dali. 

 - Me desculpe, tenho escondido isso de você por vários anos, mas como era muito jovem quando tudo começou não quis enfrentar a sua raiva ou até mesmo lhe causar este tipo de mágoa.

 Seus olhos procuraram os dele e ela continuou com uma voz mais suave.

 - Eu namoro com Joe há vários anos.

 Quando falou isso, percebeu seu irmão achatar a sua mão sobre a mesa como se precisasse de ajuda para suportar seu peso ou como se tivesse levado um golpe. 

 Ela engoliu em seco, mas continuou. 

 - Há muito tempo... Antes mesmo de Cindy te deixar. Antes que houvesse qualquer animosidade entre as nossas famílias. 

 - Isso não é possível, pois você ainda era muito jovem. 

 - Eu tinha acabado de começar o ensino médio quando nos falamos pela primeira vez. 

 O rosto de Zach ficou vermelho e suas mãos se fecharam em punhos. - Ele se aproveitou de você...

 - Não, ele não fez! Nunca! Eu o perseguia implacavelmente, apesar dele mal falar comigo no início e muito menos me tocar. Você não tem ideia de como... Disciplinado ele era naquela época. -  Zach continuou quieto e então ela continuou.  - Ele me queria também, não me interprete mal, mas simplesmente eu era incorrigível, praticamente me jogando para cima dele a todo o momento, mas ele jamais se aproveitou de mim, a sua atitude para comigo nunca foi menos do que honrosa. 

 Ela o observava esperando por uma reação da sua parte, mas ele se mantinha imóvel.

 - E quero dizer realmente que ele não me tocava, nem sequer queria me beijar, mas prometeu que me esperaria até que ficasse mais velha, se ainda tivesse os mesmos sentimentos por ele poderíamos tentar um relacionamento. É claro que ainda me sentia da mesma forma quando cheguei a maior idade. É um sentimento que eu sempre tive por ele... E sempre vou sentir. 

 Os olhos de Zach se estreitaram, ele olhou para ela como se estivesse tentando resolver um quebra-cabeça muito complicado. 

 - Ele deve estar atrás de alguma coisa sua. É simplesmente muita coincidência Miley querer ser a sua amiga e...

 Seus sentimentos foram feridos e ela o interrompeu com uma voz áspera. 

 - É realmente tão impossível acreditar que possa me querer apenas pelo que sou?

 Ele a olhou fixamente por alguns segundos, depois seus olhos começaram a viajar do topo da cabeça até seus pés e vice-versa. Logo após seu olhar visivelmente se suavizou.

 - Não, isso não é impossível. 

 Aplacada um pouco sua fúria, ela continuou. 

 - E você está errado sobre Miley. Pense nisso, Zach, agora que você sabe como me sinto em relação à Joe, será que realmente vale a pena continuar perseguido e condenando a nossa amizade? 

 Por alguma razão, Zach parecia aflito, como se a percepção de que perseguindo a sua amizade com Miley estivesse lhe machucando de alguma forma que não conseguia compreender. 

 Ele respondeu com um aceno áspero de sua cabeça. 

 - Merda. Você está certa. 

 A franqueza de suas palavras a deixou completamente perdida como se não estivessem falando da mesma coisa, porém, tinha que prosseguir com a conversa que precisavam ter. 

 - É claro que estou certa. Mamãe e papai estavam sempre em Shreveport, Joe trabalhando e Selena grávida. Então conheci a Miley que sempre foi amigável, doce e mais aberta do que qualquer outra garota da cidade. Era como se ela me entendesse. Você não pode entender como era insanamente louca por Joe naquela época...Mas ela sabia e entendia... E mais que tudo, sabia que eu precisava muito de uma amiga. Agora, você fez um grande desserviço nesta parte, Zach, foi muito duro e cruel com ela, hora apenas através de gestos, muitas vezes através de palavras. Você não tem ideia de quão boa e generosa ela é.

 Embora ela imaginasse que as suas palavras pudessem de alguma forma furar aquele seu couro duro, jamais esperou ver aquele olhar torturado que cruzava sobre suas feições. 

 Ele a colocou dentro de um tipo completamente diferente de desconforto. 

 - Você está certa mais uma vez, realmente acho que Miley não tem nada a ver com isso, então precisamos nos concentrar no problema em questão, pois ainda acho que ele está tirando alguma vantagem de você. Alguma vez lhe passou pela sua cabeça que a nossa família é muito rica e a sua... Não é? 

 - Não, isso nunca passou pela minha cabeça. Joe me ama de verdade, saiba que ele odeia imensamente qualquer conversa sobre minha herança, isso o perturba bastante. 

 Um olhar de descrença aumentou os contornos duros do rosto de Zach.  - Por que a perspectiva de três milhões iria de alguma forma perturbá-lo? 

 - Primeiro você tem que saber como ele pensa. Você acha que Chris Jonas te ferrou? Você não sofreu nada em comparação com Joe. Ele tem cicatrizes, Zach, não só físicas, como emocionais. Toda a sua vida foi obrigado a viver sob a má sombra do seu pai, precisando superar a cada dia, toda aquela sua horrível reputação. Ele tem em sua cabeça que precisa conseguir tudo por conta própria. Ser o seu próprio homem. Esse tipo ridículo de coisas masculinas que nem sempre consigo entender, no entanto, tento diariamente conviver. 

 - Então, você será a sua grande recompensa?

 - Não fique aí sentado majestosamente em seu cavalo hipócrita, irmão mais velho. Você, mamãe e papai podem ficar com todo esse dinheiro maldito, pois ele só vai fazer Joe infeliz e consequentemente me fazer infeliz. 

 Ela colocou para fora algo que iria doer nele mesmo sabendo que não deveria. 

 - Tudo sempre é relacionado a dinheiro com você. Más para mim trata-se de algo muito menos importante, na verdade, a única coisa realmente importante para mim, é o Amor. 

 - Serio? Bem, mas neste momento está se esquecendo de alguma coisa. Você precisa de dinheiro para terminar a sua escola. 

 Demi deu um pequeno sorriso de satisfação. 

 - Eu me formei esta semana...

 - Já é uma graduada?

 Ela poderia até estar errada, mas parecia ver orgulho no rosto de seu irmão. 

 - Sim, em três anos. 

 - Parabéns. Porque diabos você não me convidou? 

 - Não foi uma grande coisa. Mamãe, papai e Joe estavam lá e sei como você odeia participar de coisas assim. Para ser franca, nem sequer falei para a Miley. 

 Naquele momento Zach olhava para ela como se de repente percebesse o quanto a sua irmã havia crescido. 

 - Bem, não posso dizer que não estou decepcionado, pois queria muito ter estado lá. 

 - Não foi grande coisa Zach, nem mesmo queria ir para uma faculdade de quatro anos, mas Joe praticamente me obrigou. 

 Uma grande surpresa apareceu nas suas feições. 

 - Joe fez isso com você? 

 - Sim, estava pronta para me casar com ele aos dezoito anos, assim que me formei no ensino médio, mais ele estipulou essa condição. 

 - Merda, Demi! O que você estava pensando? 

 - Não late para mim desta forma, pois ainda acho que tudo isso foi inútil. Para mim, foi apenas três anos sem ele, tudo porque ele queria que tivesse um diploma de graduação. Eu poderia facilmente ter terminado a faculdade após o casamento e era justamente desta forma que estava nos meus planos. 

 Zach tinha um aspecto altamente duvidoso em seu rosto. 

 - Colocando tudo isso de lado, acho que você não precisa se apressar em casar. Espere um pouco, deixe-me conhecê-lo...

 Demi o cortou cheia de surpresa. - Você está disposto a conhecê-lo? 

 - O que você espera que eu faça? Ignorar tudo isso? 

 - Não. Estou feliz que esteja disposto a encontrá-lo. Eu sabia que você ia ficar bem com isso, eventualmente, só não esperava que fosse assim tão rápido. Mas não irei adiar isso de forma alguma, não me importo em ter um grande casamento, um vestido branco, ou várias flores. Tudo o que quero é Joe. Eu o esperei por toda a minha vida e não estou disposta a esperar mais nenhum segundo. Ele quer se casar comigo agora, já estou com vinte e um anos, com o meu diploma universitário, agora posso ter o que sempre quis e o quero este fim de semana. 

 Zacha estudou por um momento em silencio. 

 - Como é que a mamãe e o papai se sentem sobre tudo isso? 

 - Eles gostam muito de Joe, mas ainda não sabem que vamos nos casar, não vou falar sobre isso até que esteja consumado. Eles podem me dar uma recepção ou algo mais tarde, se isso fizer a mamãe se sentir melhor sobre o assunto. 

 Zach lhe presenteou com um sorriso. 

 - Existe alguma coisa que possa ser feito para reduzir a sua determinação ou milagrosamente fazer você mudar de ideia? 

 Pela primeira vez desde que entrou em seu escritório, ela relaxou em sua cadeira e sorriu para ele, com o muito amor. 

 - Eu amo você Zach, mas não há absolutamente nada que possa fazer, pois quero por demais Joe Jonas, nada nem ninguém pode me impedir de tê-lo. 

****

 Las Vegas era incrível e ao mesmo tempo surpreendente. 

 Demi nunca havia visto nada parecido antes em toda a sua vida e descobriu naquele momento que Hollywood não fazia justiça quando retratava a cidade em seus filmes e outras coisas. 

 As luzes... A vida noturna... Tudo era muito maior do que havia esperado ou até mesmo sonhado. 

 Mas realmente nada daquilo importava para ela. 

 Eles alugaram um carro assim que chegaram ao aeroporto, a primeira coisa que fizeram foi procurar uma capela que realizasse casamentos. 

 Demi sabia que seus pais iriam matá-la, mas também não se importava, pois nada do que fazia naquele momento tinha relação com seus pais, era tudo sobre Joe Jonas e apenas Joe Jonas. 

 Oh, meu Deus! Ela estava prestes a se tornar Demi Jonas. E como gostava do som disso! 

 Eles estavam diante de um homem de meia-idade careca, que presidia naquele momento a sua cerimônia com uma voz monótona, demonstrando uma raiva que para eles era injustificada, mas não disseram nada porque estavam muito felizes para se importar com o fato. 

 Joe segurou a sua mão por toda a cerimônia, que durou apenas dez minutos, foi um casamento com música pré-gravada, com muita estática saindo pelos alto-falantes. As duas testemunhas eram velhos que ficavam disponíveis a todo o momento na capela, apenas para este fim.

 Joe havia dado a cada um deles um telefone celular para gravar ao casamento.

Certamente, pelo menos um deles iria conseguir realizar aquele feito. 

 Eles disseram 'Sim eu aceito' sem qualquer alarde, mas não precisavam de nenhum de qualquer jeito. 

 Joe sorria para ela como se o seu mundo estivesse pela primeira vez completo e no lugar.

 Demi por outro lado só conseguia pensar que de agora em diante ele era apenas dela. 

 Aquele foi o momento mais romântico da sua vida. 

 O hotel que haviam escolhido para a Lua de Mel era apenas quatro estrelas, mas simplesmente fantástico. 

 Joe a levou no colo para dentro do quarto como mandava o figurino. 

 - Você não deveria fazer isso apenas na nossa casa? 

 - Sim, irei fazer isso lá também. Mas neste momento gostaria muito de levá-la no colo. 

 Demi sorriu para ele enquanto ele a colocava na cama para em seguida refazer seus passos, fechar e trancar a porta. 

 Ele se virou, caminhou até a beirada da cama com uma graça indolente até que ficou completamente imóvel, sem fazer mais nenhum movimento para tocá-la, apenas a assistindo de pé, ao lado da cama. 

 Demi sentiu o mesmo arrepio de emoção que havia sentido aos quinze anos, quando ele a seguiu até a biblioteca pública e ficou olhando para ela em silêncio. 

 Tinha sido emocionante naquela época, agora estava se emocionando novamente. 

 Seus olhos verdes ficaram um tom mais escuro e Demi reconheceu aquela expressão refletida por eles. Seu coração batia forte enquanto ele continuava olhando do seu rosto até os pés, depois tudo novamente. Aquele seu olhar a penetrava completamente a tornando mais quente, mais intensa, até que o seu sorriso desapareceu lentamente. 

 Ele estendeu a mão, envolvendo ao redor de seu tornozelo com um aperto forte até, que Demi se engasgou e borboletas começaram a ondular em seu estômago. 

 - O que você quer Sra. Jonas? - Sua voz era baixa, profunda e fez Demi ansiar pelo seu toque desesperadamente. 

 Ela lhe respondeu apenas quando a chama ardente da sua avaliação a penetrou. 

 - Você. E o que... O que você quer? 

 Seus olhos caíram para a união de suas coxas, o ar em torno deles ficou totalmente eletrificado. 

 - Apenas você. 

 Sua resposta foi tão determinada e tão intensa que a golpeou por dentro, fazendo desejar fazer qualquer coisa que ele quisesse. 

 - Você já me tem. 

 Ele a examinou lentamente com toda a sua atenção concentrada nela. Seus olhos voltaram para os seus, segurando o seu olhar pela contagem de três segundos antes de responder. 

 - Sim, eu já sei a um tempão, não é mesmo?

 Suas palavras arrogantes, apesar de ser mais uma pergunta do que uma resposta era tão inflexível que um chiado sexual e quente encheu o ar. 

 Tão rápido quanto o bote de uma cobra, ele estendeu a outra mão agarrando seu outro tornozelo e a puxou para o final da cama, deixando o seu bumbum quase no limite da cama. 

 A respiração ficou engatada em seus pulmões e todo o seu ser se encheu de uma voraz necessidade sensual quando ele começou a lhe tirar as sandálias de seus pés e joga-las de lado. 

 Seus movimentos preguiçosos desapareceram quando suas mãos pousaram em seus quadris e em poucos segundos retirou a sua saia junto com a sua calcinha fora. Seu pulso batia num ritmo errático enquanto ele continuava separando as suas pernas e as empurrando para cima de forma que os seus joelhos ficassem dobrados e seus pés em cima da cama. 

 Ela ficou totalmente aberta para ele, com oxigênio preso em sua garganta. 

 Curvando um pouco seu corpo na sua direção, ele olhou para baixo mantendo os olhos fixos no lugar nu entre as suas coxas. Suas narinas se dilataram e manchas vermelhas tingiram as maçãs do seu rosto quando seu coração acelerou descontroladamente no peito.

Uma baixa vibração veio do fundo da sua garganta. 

 - Eu não vou mentir para você Demi, gosto muito do que vejo aqui. 

 Ele a tinha visto daquela forma centenas de vezes e a sua resposta física era tão poderoso quando sempre havia sido. Ela sentiu quando uma onda de calor úmido a inundou. 

 - Eu sou... Eu sou tão feliz com você.

 Sua voz se elevou um pouco, enquanto o sangue martelava em seus ouvidos e esperava pelo seu próximo movimento. 

 Sua compreensão de restrição aumentou quando ele forçou as pernas dela mais um centímetro, ela foi completamente cativada pela a sua ameaça sensual. 

 - Isso é muito bom, meu amor. 

 Ele levantou os olhos e segurou o seu por um momento. 

 - Porque você é minha para sempre.

 Enquanto falava, deslizou uma mão para baixo e segurou a sua feminilidade com força irrefutável. 

 Ele a soltou apenas o tempo suficiente para baixar o seu zíper, se desfazer das suas botas e empurrar seus jeans e roupas íntimas para fora do seu corpo rapidamente. 

 Sua mão voltou para ela imediatamente, fazendo com que se engasgasse com todo aquele movimento rápido. E quando ele deslizou o seu dedo longo dentro dela, sua respiração ficou presa com o prazer irresistível que corria através do seu sistema. 

 Seu olhar fixo nos dela mostrava toda a sua intenção de forma convincente. E quando esse único dedo grosso rodou dentro dela, Demi soltou um pequeno gemido. 

 Sua ereção continuava a pulsar grossa e dura entre eles, enquanto ele chegava o mais próximo possível dela que a cama permitia. Seus olhos jamais abandonaram os dela enquanto explorava ao seu corpo, o que fazia com que a sua respiração se acelerasse ainda mais.

 - Você gosta disso, Demi? – Falou através de um sussurro. 

 Demi levantou os quadris. - Muito. 

 - Isso é muito bom, meu amor, porque ele é todo meu e a partir de hoje você nunca mais irá ficar longe de mim. 

 - Eu nunca mais quero ficar longe de você.

 Ela arquejou asperamente quando seus músculos internos apertaram ainda mais em torno do seu dedo, pedindo-lhe por mais. Levantando sua mão entre eles, conseguiu chegar até a cabeça de sua ereção, como movimentos vagarosos seus dedos deslizaram sobre ele sentindo a gota de pré-sêmen, continuou estendendo a mão sobre todo o seu comprimento ao mesmo tempo em que lhe acariciava. 

 Há muito tempo que tomava pílula, pois adorava sentir a sua seda molhada dentro do seu corpo. 

 Ele assobiou uma respiração e o tique em seu rosto tornou-se mais pronunciado enquanto se acariciavam mutuamente. 

 Seus olhos estavam brilhantes e verdes enquanto se fixavam nos dela. 

 - Eu te amo muito sabia? 

 Uma grande ternura lhe inundou profundamente. 

 - Sim e eu também te amo muito. 

 Suas narinas dilataram ainda mais e seus dentes ficaram cerrados após a sua resposta, Demi sabia que ele estava lutando para controlar a sua fome, então ela levantou os quadris novamente, tentando se aproximar dele, viu quando ele mordeu seu lábio inferior até que ficou totalmente branco.

 Suas palavras saíram estranguladas da sua garganta.

 - Precisamos esclarecer uma coisa neste casamento desde o início. 

 Seu dedo empurrou com mais força e Demi fechou os olhos quando uma onda de prazer delirante a consumiu. Ela mal conseguiu falar, sabendo que naquele momento concordaria com qualquer coisa. 

 - Tudo bem, eu aceito. 

 Sua mão deixou de lado o seu joelho e deslizou para baixo, para levar a mão dela para longe do seu corpo. Capturando o seu pulso o colocou sobre sua cabeça aprisionando-a na cama enquanto pairava sobre ela, mas seu dedo permaneceu enterrado dentro dela. 

 Sua cabeça caiu para seu lado e com a boca em seu ouvido declarou.

 - Você é minha. E me pertence de coração, corpo e alma. 

 Demi arquejou ainda mais difícil. 

 - Sim. 

 - Ninguém nunca vai te tocar, nem agora e nem no futuro. 

 Ela engoliu em seco e choramingou na parte traseira de sua garganta, morrendo de vontade de senti-lo dentro dela. 

 - Repita isso para mim meu amor. - Sua voz era dura. 

 - Só você. - Ela murmurou quando uma dor doce e ao mesmo tempo quente ameaçou transbordar dentro dela. 

 - Repita o que te disse. 

 - Ninguém... 

 O cérebro de Demi morreu e seus pensamentos foram espalhados em todas as direções. 

 - Ninguém nunca vai me tocar. - Diga. 

 - Ninguém nunca vai me toc... - Sua voz quebrou quando uma onda de calor úmido a envolveu. 

 Sua mão esquerda segurou a cabeça de seu pênis diante da sua abertura molhada, pairando sobre ela pronto para penetrá-la. 

 - Isso é muito bom, querida. 

 Ele empurrou para dentro dela apenas uma polegada, esticando-a e para logo em seguida se acalmar novamente. Levantou suas pernas de forma que envolvesse em torno da sua cintura e com a sua outra mão a segurou firme na cabeça, era num aperto tão forte que não permitia a ela nenhuma fuga, algo que ela não tinha nenhuma vontade. 

 - Agora diga, eu pertenço a Joe Jonas. 

 Um rio de calor correu dentro de Demi, o que a fez engolir em seco para poder se concentrar e fazer o que ele falava.   - Eu pertenço a Joe Jonas. 

 - É isso mesmo, princesa.

 Fez um grande esforço em cima dela para não explodir naquele instante, mas Demi estava ficando mais que desesperada para sentir tudo dele. 

 Ele segurou suas mãos juntas com uma mão forte e com a outra segurou seu queixo o levantando suavemente, mas com firmeza. Quando seus olhos se abriram o encontrou olhando mais uma vez fixamente para ela, as cicatrizes em seu rosto pronunciadas enquanto as linhas de excitação apertavam a sua pele. 

 Eles ficaram daquela forma, apenas olhando um para o outro enquanto puxavam oxigênio para dentro e fora de seus pulmões. 

 - Você quer ser a minha esposa? 

 Demi sentiu seus olhos se encherem de lágrimas de alegria e começou a balançar a sua cabeça freneticamente. 

 Suas feições se suavizaram. 

 - Então diga isso em voz alta. - Ele sussurrou. 

 Seus olhos permaneceram fixos aos dele. 

 - Eu quero ser a sua esposa para sempre. 

 Uma onda de pura satisfação atravessou seu rosto, enquanto seus olhos se estreitaram. 

 Demi foi perfurada por mil pontos de luz quando ele a apertou ainda mais e começou a bater dentro dela violentamente. 

 Juntando a vida de ambos para torná-los apenas um.


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GENTE, PODEM CHORAR, ESSE É O PENÚLTIMO CAPÍTULO! Se n me engano (nem li p saber agr dsfdshf) esse é o q ela conta pro Zach do rolo todo hehe'
E teve o casamento! O próximo vai ser revelador (e o último tb) e dps tem o epílogo ♥
Espero q estejam gostando!
Comentem, amo vcs ♥
Bj no core <3
Bruna