25.1.16

Paixão Inesperada - Capitulo 11 - Dependência


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Joe
Deixo meu corpo cair na cama.
— Meu Deus. — Fecho os olhos e tento estabilizar minha respiração. — Se isso não é o paraíso, então não sei o que poderia ser. — Digo sinceramente e escuto uma risadinha ao meu lado. Abro meus olhos e admiro a bela mulher deitada a minha direita.
Demi está deitada de lado, me observando. Ela segura o lençol branco na altura do peito, escondendo suas curvas delicadas, seus cabelos estão espalhados pelo travesseiro, parecendo uma capa de veludo. Suas bochechas estão coradas, seus lábios inchados devido aos meus beijos incessantes e seus olhos brilham com satisfação.
“Deus, como ela é linda!”
Viro-me de lado para ficarmos frente a frente. Não resisto à tentação de tocar sua pele perolada e macia, então estico minha mão e acaricio a pele nua de seu ombro.
— Então? — Pergunto dando-lhe um sorriso de canto. — Acha que eu cumpri com o prometido? — Pergunto subindo minha caricia para seu pescoço.
Ela faz uma cara brincalhona, fingindo avaliar a situação, e então sorri largamente e solta um suspiro.  
— Sim, sua promessa foi mais que cumprida. — Chego mais perto, aproximando nossos corpos, e estico meu braço. Demi deita-se nele e se aconchega em mim, sua mão indo até minhas costas e fazendo carrinhos circulares com seus dedos.
— Então você teve o melhor orgasmo da sua vida? — Pergunto com um sorriso convencido no rosto enquanto passo minha mão pelas curvas do seu corpo.
— Sim, mas acho que você já sabe disso, não é? Você e provavelmente todos os seus vizinhos. — Ela dá um sorriso tímido e um tom rosado se espalha por suas bochechas.
Deus, ela é tão adorável. Como ela consegue ser uma mulher extremamente sexy, ávida e sensual numa hora, e na outra ser tão tímida, delicada e encantadora?
— Hey, não tem com que se envergonhar, eu gosto de te ouvir. Uma mulher que não tem medo de mostrar o quanto está sentindo prazer na cama, é muito sexy e excitante. Eu adoro os barulhos que você faz, me deixam louco.
Ela sorri timidamente com minhas palavras e morde o lábio inferior, fazendo um arrepio percorrer todo o meu corpo e indo direto para meu pau.
“Ah, esse lábios!”
— Mas e os seus vizinhos, você acha que eles ouviram alguma coisa? — Ela pergunta franzindo a testa, fazendo um vinco de preocupação se formar ali.
— Não se preocupe, as paredes são grossas. E além do mais, se alguém ouviu, eles devem se considerar uns bastardos sortudos.
— Joe! — Ela diz em tom indignado e esconde o rosto em meu peito. Eu rio e acaricio seus cabelos.
— É brincadeira, baby. Ninguém te ouviu, fique tranquila, não deixe isso te impedir de gritar meu nome quando estiver gozando. Eu fodidamente adoro isso.
Não posso ver seu rosto, mas a certeza de que ela está corando me faz sorrir. Adoro o jeito que ela fica quando está sem graça. É a coisa mais fodidamente cativante que eu já vi.
É engraçado, quando Demi e eu estamos transando, ela adora que eu fale sujo. Ela nunca me disse isso com todas as letras, mas eu percebo o quanto ela fica excitada quando eu sussurro em seu ouvido. Mas quando eu falo coisas assim em outros momentos, ela se comporta como uma virgem, ficando tímida. Eu acho isso extremamente excitante. Essa mistura perfeita que ela tem de uma mulher recatada e uma mulher voraz, me deixa tão duro.
Ficamos um bom tempo assim, calados e com as pernas e os braços entrelaçados. Já estamos tão confortáveis com essa situação de “amigos com benefícios” que nenhum dos dois sente a necessidade de preencher o silêncio conversando sobre qualquer besteira.
Estamos confortáveis assim.
Eu nunca fiquei assim, abraçado, com mulher nenhum depois que transamos. Nem mesmo com...Nem mesmo com ela.
É bom, eu gosto. Nas primeiras noites foi um pouco estranho para mim, mas agora eu gosto muito, eu até anseio por esse momento em que logo depois de ter um orgasmo maravilhoso, Demi se aconchega em mim.
Eu gosto muito de sentir suas curvas contra o meu corpo, o atrito da sua pele com a minha, e até mesmo seus cabelos que insistem em ir na minha cara quando estamos dormindo, eles cheiram tão bem.
Gosto também das nossas conversas antes de dormir, muitas noites estamos cansados demais para conversar ou até mesmo sem assunto, então aproveitamos do silêncio confortável, mas há noites em que passamos horas conversando. Às vezes desabafando um com o outro, contando algo de bom que aconteceu naquele dia ou revivendo nossas memórias preferidas, preferencialmente as memórias que compartilhamos.
Como naquela vez quando Demi tinha 14 anos e teve o seu primeiro encontro. Lembro que Nick ficou louco quando soube que seus pais tinham deixado sua irmãzinha sair em um encontro com um cara dois anos mais velho. Sem contar para ninguém, ele e eu seguimos Demi e Luke. Ficamos observando enquanto ele a levava para jantar e depois iam ao cinema. Claro que Nick comprou duas entradas para a mesma sessão, então entramos sorrateiramente na sala quando as luzes já tinha se apagado e sentamos cinco filas atrás de Luke e Demi. Ficamos uma hora inteira praticamente deitados em nossas cadeiras para não correr o risco que eles nos vissem. Mas quando Luke abraçou Demi e estava prestes a beija-la na boca, Nick se levantou rapidamente e arrancou o pobre coitado de cima da irmã.
Nick ficou lá exigindo explicações enquanto o coitado do garoto se borrava nas calças e tentava gaguejando explicar o que ele estava querendo fazer com a irmãzinha dele.
Nós quatro fomos expulsos do cinema, Demi ficou tão furiosa com Nick e eu por arruinarmos seu primeiro encontro. Ela ficou duas semanas inteiras sem falar conosco.
Enquanto revivíamos essa memória, ela tentou fingir que ainda não havia me perdoado completamente por aquela noite, mas logo desistiu e começou a gargalhar comigo.
Demi está tão quieta em meus braços que acho que ela adormeceu, mas então ela se mexe e se levanta, sentando na cama. Cobrindo a parte da frente do seu corpo com o lençol, mas deixando suas costas totalmente nuas, para o meu deleite.
— Você me dá uma carona? — Ela pergunta e eu franzo a testa.
— Carona para onde? — Pergunto confuso.
— De volta para meu dormitório. — Ela diz se levantando e levando consigo um dos lençóis, se enrolando nele.
— Como assim? Achei que você fosse dormir aqui, como nas outras noites. — Digo fazendo uma carranca.
Durante todo esse mês que Demi e eu estamos nos relacionando, ela dormiu aqui todas as noites. Todas. Sem exceção. No meu banheiro até tem uma escova de dente para ela e alguns daqueles produtos pós-banho para as mulheres que eu decidi comprar depois que fazia duas semanas que ela estava dormindo no meu apartamento. Também desocupei uma gaveta e um espaço no meu guarda roupa para ela deixar algumas roupas quando ela deu a desculpa que não poderia mais dormir aqui todas as noites porque era muito trabalhoso ficar trazendo mudas de roupas para se arrumar no dia seguinte.
— Eu sei, desculpa, mas hoje não vai dar. — Ela diz colocando a roupa.
— Por que não? — Pergunto bravo.
— Eu tenho uma prova muito difícil semana que vem, o semestre está acabando e a semana de provas se aproxima. Combinei de me encontrar com as meninas da minha turma amanhã na biblioteca, logo de manhã, às 7 horas. Vamos passar a manha toda estudando, depois almoçamos e voltamos para estudar mais.
— Não vejo o porquê você não pode dormir aqui.
— Se eu dormir aqui, para chegar a tempo no horário que eu marquei com elas, eu teria que acordar cedo demais. Além do mais, você sabe muito bem que o horário que eu acordo não é o mesmo que eu me levanto, não é? — Ela me olha com uma expressão acusadora. Não tenho culpa que ela acorda sexy pra caralho todas as manhãs.
— Você não precisa ir, eu prometo que não encosto um dedo em você quando acordar e te levo em tempo recorde até a universidade. Você vai chegar super a tempo de se encontrar com suas colegas, prometo. — Tento soar despreocupado, como se não estivesse implorando.
— Obrigada, mas acho melhor eu dormir no meu apartamento essa noite, faz tantas noites que eu não durmo lá. Acho que vai ser bom dormirmos sozinhos às vezes. Pense assim, você não vai ter ninguém para dividir a cama, vai ter essa King Size só para você. — Ela diz sorrindo, eu retribuo sorriso mas sem vontade, decido não dizer mais nada para não parecer desesperado e concordo com ela, tentando não parecer tão desapontado quanto estou.
De má vontade levanto-me e me visto. Ela pega sua bolsa e se encaminha para a porta. De mau humor pego minha carteira e as chaves do carro e descemos.
 
Ajeito o travesseiro e deito. Viro para o outro lado e puxo o edredom até meu pescoço. Não fico nem cinco minutos assim e me viro para o outro lado, puxo o edredom para baixo, deixando-o em minha cintura.
Fecho os olhos e tento desligar minha mente de tudo para que eu consiga dormir. Não funciona.
Viro, ficando de barriga para baixo, aperto os olhos com força e solto um suspiro. Preciso dormir, daqui a poucas horas vou ter que levantar e ir trabalhar.
Viro-me de novo, deitando de costas. Olho para o relógio e vejo que são 1:30 da manhã. Eu tenho que acordar às 6h. Ótimo.
Eu sempre dormi como uma pedra, então porque porra eu estou me revirando na cama faz horas sem conseguir dormir? Que saco.
Percebendo que não vou conseguir dormir tão cedo, decido me levantar e trabalhar um pouco. Vou até meu escritório, sento-me na poltrona de couro e ligo o notebook. Começo a trabalhar na nova proposta que vou ter que apresentar para os acionistas da Thompson Reuters Company, na semana que vem.
Peixe grande. Se eu fechar esse negócio, meu chefe vai beijar a sola do meu sapato. Será um dos maiores contratos já assinados por nossa empresa. Sem falar que ter a Thompson Reuters Company na nossa lista de clientes irá atrair muitas outras empresas e companhias de renome para nós.
Já tenho a apresentação toda na minha cabeça, comecei a trabalhar nela alguns dias atrás e tenho mais essa semana para deixa-la perfeita.
As horas vão passando, continuo trabalhando na minha proposta enquanto nas minhas costas Dallas pulsa com sua vida noturna selvagem.
Demi
Visto uma roupa confortável, calça cargo verde musgo e uma regata branca. Desligo o secador e arrumo meu cabelo em um rabo de cavalo funcional.
Graças a Deus que quando voltei da minha maratona de estudos com as meninas, Aletta não estava em casa. Assim pude tomar meu banho tranquilamente e agora, vou poder comer alguma coisa na mais completa paz.
Estou tão cansada para fazer algo mais elaborado, então decido fazer apenas um sanduiche. Depois de comer vou cair na minha cama e desmaiar até amanhã.
Se fosse por Joe, eu estaria fazendo meu caminho para sua casa agora mesmo. No final da tarde, quando eu ainda estava na biblioteca me matando de estudar, recebi uma mensagem dele. Ele queria saber se eu estaria lá no horário de sempre. Respondi dizendo que hoje não poderíamos nos encontrar, pois depois de estudar o dia inteiro, estava sem energia e a única coisa que eu queria era a minha cama.
Ele demorou em responder, e quando o fez, foi um curto e grosso “tudo bem, nos vemos amanhã.” Muito diferente da sua primeira mensagem, que parecia mais animada.
Talvez ele tenha ficado chateado por não tê-lo avisado antes, mas se for isso, ele está exagerando. Nós passamos o último mês inteiro nos vendo todos os dias, além de eu ter dormido todas as noites em seu apartamento. Um ou dois dias sem sexo não deve mata-lo.
Caminho até a cozinha, mas paro no meio do caminho quando escuto alguém batendo na porta, então vou abri-la.
Quando abro a porta, o ruivo do outro lado dela era a última pessoa que eu esperava ver. Desde o dia em que eu joguei aquela caixa em seus braços e disse que tudo entre nós havia terminado definitivamente, Vince não me procurou mais, até hoje.
— Oi Pequena. — Ele me cumprimenta com aquele sorriso que eu tanto amava, surpreendentemente, percebo que ele já não me afeta tanto quanto antes.
— O que você está fazendo aqui? Aletta não está.
— Eu não vim aqui por ela, vim falar com você. Posso entrar?
— Olha, Vincent, se eu me lembro bem, eu havia dito que não queria mais te ver. Então, adeus. — Digo fechando a porta, ele estica o pé, me fazendo abri-la de novo.
— Espere, Pequena.
— O que foi?- Pergunto apoiando uma mão em minha cintura e outra na porta.
— Você gostou das minhas flores? — Ele pergunta e eu o olho com confusão.
— Que flores? — Pergunto.
— Eu te enviei um buquê de rosas vermelhas. Você não recebeu? — Agora ele é quem parece confuso.
— Um momento, o buquê era para mim?
— Como assim?
— Três dias atrás Aletta recebeu um buquê de rosas vermelhas, mas ela disse que era para ela. — Explico.
— Mas que vadia. — Ele sussurra para ele mesmo enquanto esfrega o queixo. — Não era para ela coisa nenhuma, era para você. Eu tinha até escrito um cartão com o seu nome. Pedi que o garoto da floricultura estregasse somente para você, mas que idiota.
— Bem, então obrigada pelas flores. Mas você não deveria ter feito isso, não estamos mais juntos.
— Sinto muito que você não tenha recebido meu presente. Eu sei muito bem que não estamos mais juntos, mas isso não me impede de continuar pensando em você, Pequena. Eu te amo.
— Por favor, não comece. — Peço.
— Estou com tanta saudade de você, linda. Diga-me o que eu posso fazer para te ter de volta.
— Vincent, eu já disse, acabou. — Dizer essas palavras não doeu tanto como na última vez. É claro que eu não superei Vince completamente, ver ele ainda mexe comigo, mas fico aliviada em constatar que ele não me afeta tanto quanto antes, apesar de ainda provocar algumas reações em meu corpo.
— Pequena, minha linda, não seja tão dura comigo, por favor. Eu me arrependi de ter feito o que fiz, eu nunca mais vou olhar para outra mulher, eu prometo. Volte para mim e vamos continuar de onde nós paramos. A gente sempre se deu tão bem, a gente se ama tanto, não deixe Aletta atrapalhar isso.
— Acontece que não dá, Vincent. Eu não consigo esquecer o que você fez, a magia acabou. Mesmo que voltássemos, não seria como antes. Não insista em tentar reviver algo que está definitivamente morto. — Surpreendendo a mim mesma, minhas palavras saem calmamente.
Ele dá um passo para frente e chega muito perto de mim, sua mão vem para o meu rosto, ele acaricia minha bochecha e seu toque já não me provoca mais arrepios.
— Eu quero voltar a ser só Vince para você, quero escutar de novo você me chamando de “meu amor,” quero voltar a passar a maior parte do dia ao seu lado, quero voltar a fazer amor com você, Demi.
Oh caramba! Agora ele conseguiu alguma reação perceptível do meu corpo.
Fazer amor...Eu sinto falta disso. Por mais que as minhas noites com Joe seja arrebatadores e inesquecíveis, o que nós fazemos em sua cama é sexo, e eu sinto falta de fazer amor. De ter essa intimidade com alguém que eu ame e que me ame de volta. Ser selvagem, mas apaixonado ao mesmo tempo. O sexo com Joe é selvagem, feroz, necessitado, mas nunca suave, terno, carinhoso ou apaixonado.
Eu não quero me esquecer de como é isso, não quero só fazer sexo sem amor.
Talvez eu possa ter isso de novo, algum dia. Mas infelizmente, não será com Vince, mesmo que eu me sinta tentada a ceder.
— Sinto muito, mas não tem mais volta para nós. Realmente acabou tudo. Quanto antes você aceitar isso, melhor. Só tente não cometer o mesmo erro com a próxima garota pela qual você se apaixonar, ok?
— Eu sou apaixonado por você, só por você. E eu vou provar isso, vou te mostrar que eu te amo e vou conseguir você de volta, você vai ver. — Ele diz parecendo determinado.
— Adeus, Vincent.
— Adeus não, Pequena. Até logo. — Ele diz e então se afasta, me dá um sorriso um pouco triste e se vai.
Fecho a porta e apoio minha testa nela, fechando os olhos os aperto com força. Depois de alguns segundos me dirijo ao meu quarto. Perdi a fome.
Assim que termino de guardar meus materiais na bolsa escuto meu celular tocando, saindo da sala de aula olho para o visor e sorrio ao ver quem está me ligando.
— Alô?
— Olá, baby. — A voz sexy de Joe diz do outro lado da linha. — Não estou te atrapalhando, não é? Está em aula?
— Não, não. Minha aula acabou de terminar.
— Estou te ligando para avisar que eu vou sair um pouco mais tarde do trabalho hoje, então teremos que nós encontrar uma ou duas horas depois do horário de sempre.
Ele diz e eu paro. Droga esqueci de avisa-lo. Fico em silêncio tentando descobrir como dizer para Joe que pela terceira noite consecutiva, não irei dormir em seu apartamento.
— Ainda está aí, baby?
— Sim, estou aqui.
— Algum problema?
— Não, é só que...Eu meio que tenho um compromisso hoje a noite, então não poderemos nos ver.
— Ah de novo, Demi? Mas que porra. — Ele parece bravo.
— Sinto muito, amanhã nos vemos, prometo.
— Eu quero te ver hoje, droga. Não dá para você cancelar seu compromisso?
— Não, sinto muito.
— Mas o que de tão importante você vai fazer, afinal? — Ele pergunta e pelo tom de sua voz posso apostar que nesse momento ele está com uma carranca na cara.
— Hoje a noite terá uma exposição no museu Meadown de 62 pinturas raras pintadas por Van Gogh, Monet, Homer e Seurat. A mulher daquele filantropo, Paul Mellon, doou as pinturas depois que ele morreu e será a primeira vez que elas serão expostas ao publico.
— Você vai me trocar por algumas pinturas, é isso? Por que você não vai outra noite?
— Porque essa é a única noite de exibição aberta ao publico. Amanhã os quadros vão para o museu da Califórnia. Combinei com minhas colegas de irmos juntas na exposição.
— Você não precisa ir. — Rio do seu tom de voz.
— Claro que eu preciso, Joe, eu estudo História da Arte.
— Urgh! Tudo bem. Eu te ligo amanhã então, ok? — Ele diz de mau humor.
— Tudo bem, até amanhã, tchau.
— É, tanto faz, tchau. — Ele diz e desliga, não posso evitar e sorrio com o seu jeito. Esse mau humor todo é só porque não vamos nos ver de novo hoje? Nossa!
Eu e as meninas chegamos ao museu Meadown cerca de uma hora depois da exposição ser aberta. O local não estava lotado, mas também não estava exatamente tranquilo, várias pessoas vieram aproveitar, assim como nós, para ver essas pinturas magnificas que nunca tinham sido expostas ao publico.
Eu, como uma apaixonada estudante da História da Arte, estou me sentindo deslumbrada com essa oportunidade de ver tão de perto tais pinturas. 
Zoey, Britt, Darla e eu andamos lentamente, parando em frente a cada caixa de vidro, protegida atrás de uma corda vermelha, que guarda as valiosas obras de arte.
— Amei esse, olhe como é maravilhosamente simples. — Digo observando uma pintura de uma paisagem bucólica, com várias pessoas em suas roupas de camponês e uma casa vermelha e simples ao fundo, cercada por colinas verdes.
— Meninas? — Pergunto quando não obtenho resposta ao meu comentário. Viro-me e percebo que perdi de vista Zoey, Britt e Darla.
“Droga, onde essas meninas foram? Não acredito que me perdi delas.”
Acho que eu estava tão absorta com a beleza simplista do quadro que não notei que elas seguiram em frente. Mas que seja, não me importo de ficar sozinha se isso significa que eu posso seguir meu ritmo e admirar os quadros o tempo que eu quiser.
Lentamente, levando o meu tempo, vou passando de quadro em quadro. Admirando, absorvendo a arte e deixando que ela me inspire.
Não gosto de simplesmente passar o olhar pela tela e seguir para a próxima. Não. Eu gosto de observar cada detalhe, cada pequeno e mínimo detalhe, que para mim, faz toda a diferença e só ajuda a me mostrar o porquê isso é considerado um obra de arte. As pessoas que fizeram isso tinham um dom, e não serei eu quem passará apressadamente por cada uma das obras sem dar o devido valor.
Aproximo-me o máximo que posso da corda vermelha que delimita até onde podemos ir, me curvo um pouco sobre ela na esperança de conseguir chegar mais perto da pintura e observa melhor os pequenos detalhes.
— Deus, baby, será que você faz parte da exposição? Porque estou percebendo muitos olhares em você esta noite. — Uma voz sexy sussurra em meu ouvido, me fazendo dar um pulo e me desequilibrar. Antes que eu me enrosque na corda vermelha e caia para o outro lado dela, mãos fortes seguram meus braços e me puxam para junto de um corpo firme.
Viro-me e meu olhar cruza diretamente com os olhos azuis mais lindos que eu já vi, olhos que eu conheço muito bem.
— Joe? O que faz aqui? — Pergunto surpresa enquanto o moreno me encara com um sorriso malicioso nos lábios. Suas mãos ainda me seguram e nossos corpos estão colados. Posso sentir o frescor do aroma do seu sabonete e perfume, seus cabelos pretos estão levemente molhados, penteados numa bagunça tão sexy que faz o meio das minhas pernas pulsar.
Deus, esse homem poderia facilmente ser considerado um Deus grego, só que muito mais bem dotado do que as estatuas de mármore que eu vi.
— Vim ver a exposição, não é óbvio? — Ele diz e dá uma piscadinha para mim, aliviando o aperto de suas mãos em meus braços. Dou um passo para trás, essa proximidade é perigosa demais, se ele continuar me olhando da forma que ele está nesse exato momento vou acabar me esquecendo de que temos publico e vou pular em seus braços.
— Esse não é o motivo. Você não estava nem aí para a exposição quando eu te falei dela mais cedo. — Digo cruzando os braços, desconfiada.
— Mudei de ideia. Pensei sobre ela e me pareceu tão interessante. Estou curioso para ver os tais quadros de Van Gogh e não sei mais quem. — Ele diz fazendo um maneio de mão, apontando para as obras expostas.
— Ah sim, posso perceber que você está exalando interesse. — Digo revirando os olhos.
— Vejo que não acredita em mim. Mas estou falando a verdade, por que mais eu viria a um museu se não para ver as obras expostas? — Ele pergunta com ar inocente. Por um momento penso em respondê-lo e dizer que acho que ele veio atrás de mim. Mas refreio minha língua, não quero fazer papel de idiota, é óbvio que não deve ser esse o motivo. Ele deve ter ficado realmente curioso com a exposição, ele não veria até aqui somente para me ver, não é como se ele não conseguisse aguentar mais e precisasse me ver imediatamente.
“Que idiota, Demi. Você nunca foi o tipo de mulher irresistível.”
— Está certo então. Aproveite a exposição. — Digo dando-lhe um sorriso e saindo para o lado, mas logo a mão de Joe me segura pelo cotovelo, me fazendo virar novamente para ele.
— Ei, espera um minuto. Já que nós dois estamos aqui, por que não aproveitamos da companhia um do outro?
— Tenho que achar minhas amigas, eu me perdi delas. — Digo.
— Tenho certeza que elas estão bem com você ficar um pouco comigo. Venha, eu não entendo nada de arte, talvez você possa me ensinar alguma coisa. Como, por exemplo, por que diabos as pessoas ficam admiradas com um quadro de algumas frutas em cima da mesa. — Ele diz e eu não aguento, jogo minha cabeça para trás e solto uma gargalhada. Rapidamente me recomponho quando várias pessoas próximas a nós me olham de cara feia, sinto minhas bochechas pegarem fogo.
— Tudo bem, vamos então.
Joe e eu seguimos observando as pinturas, em todas elas eu tinha que lhe explicar o porquê daquilo ser algo tão admirado pelas pessoas, tentava lhe fazer enxergar como aquilo na nossa frente era algo belo. Ele insistia em dizer que eu era a obra de arte mais linda ali, e que ele preferia ficar observando a mim, então eu ria e seguíamos para a próxima pintura.
Quando estou observando a sétima pintura depois da chegada de Joe, escuto ele soltando um gemido ao meu lado.
— Mas que inferno, não aguento mais isso.
— Como é?- Viro-me para ele e pergunto. Ele se aproxima e encosta sua boca em minha orelha.
— Venha comigo. — Ele sussurra numa voz sensual e meu corpo todo se arrepia ao sentir seu hálito quente.
Antes que eu possa respondê-lo, Joe entrelaça seus dedos nos meus e me puxa consigo, me guiando para Deus sabe onde.
— Joe, espera. Onde estamos indo? — Ele anda com tanta pressa, me puxando com sigo, que tropeço algumas vezes e esbarro em algumas pessoas. Meus pedidos de desculpas ficando para trás enquanto Joe me conduz com demasiada pressa.
— Onde estamos indo, Joe? — Pergunto mais uma vez.
— Tenho que achar um lugar.
— Um lugar para que? — Pergunto e ele para abruptamente, quase me fazendo me chocar contra suas costas. Ele se vira e o que eu vejo em seu olhar faz com que uma corrente elétrica de pura excitação percorra todo meu corpo, desde o topo da minha cabeça até o dedão do pé.
— Acho que não é preciso dizer o óbvio, mas você estava certa, eu não vim aqui pelas obras de arte. Eu vim para te convencer a ir para casa comigo.
— Joe, eu já te disse que eu realmente quero ver essa exposição. Não estou saindo daqui. — Digo determinada e fazendo um biquinho emburrado.
Ele sorri e se aproxima de mim para sussurrar algo.
— Eu sei, baby. Por isso e por causa da minha pressa de estar dentro de você, eu tive que mudar meus planos. Não estamos mais indo para meu apartamento, estamos indo achar um canto nesse lugar onde eu possa levantar seu vestido e me enterrar fundo dentro de você. — Escuto suas palavras com a boca entreaberta e um baixo gemido escapa por meus lábios.
— Isso mesmo, baby. Venha, vamos fazer sexo selvagem no museu. — Ele começa a me puxar novamente e dessa vez eu permito sem nenhum protesto.
Suas palavras me deixaram em chamas, sinto o liquido da minha excitação escorrendo entre minhas pernas.
Joe vai nos guiando por entre os corredores, quanto mais para o norte da construção nós vamos, menos pessoas encontramos. Até que paramos em frente a uma porta com uma placa e com os dizeres:
ATENÇÃO!
ACESSO RESTRITO
APENAS FUNCIONÁRIOS
— Perfeito. — Ele diz e olhando para os dois lados do corredor, abre a porta e me puxa para dentro da sala mal iluminada.
— Joe, não deveríamos entrar aqui. E se alguém nos achar? — Por algum motivo estou sussurrando.
— Não se preocupe, linda. É só não fazermos barulho. — Ele fecha a porta e eu observo a sala que entramos. Está iluminada apenas por fracas luzes amarelas fixadas nas paredes, vejo algumas estátuas, vasos e pinturas. Deve ser alguma exposição ainda não aperta ao publico.
Joe vem faminto para cima de mim, seu braço enlaça minha cintura e puxa meu corpo para junto do seu enquanto sua outra mão sobe até meu pescoço.
Sua boca desce na minha e ele ataca meus lábios, beijando-os, mordiscando-os e lambendo-os. Arrancando-me gemidos com seu ataque voraz a minha boca e sem quebrar o beijo, Joe me arrasta até um canto e me encosta na parede com violência.
Deus, eu adoro essa pressa dele, faz me sentir tão desejada.
Sua mão viaja por minhas curvas e para em minha coxa, ele puxa minha perna para cima e eu enlaço sua cintura com ela, puxando seu quadril de encontro com o meu. Sinto sua ereção se esfregando contra minha carne molhada e necessitada, e gemo.
Joe aperta e acaricia rudemente minha perna que está em sua cintura e com a outra mão aperta meu seio. Seus beijos desesperados descem por meu maxilar até meu pescoço. Ele lambe minha pele desde minha clavícula até o lóbulo da minha orelha, que ele morde provocando uma pontada aguda de dor.
— Joe, por favor. — Imploro sem fôlego em meio aos meus gemidos.
— O que você quer, Demi? Você quer que eu te foda contra essa parede enquanto todas aquelas pessoas estão lá fora, é isso que você quer, baby? — Ele pergunta voltando a atacar minha boca, sua língua provocando a minha. Apenas gemo em resposta.
Escuto o barulho de algo sendo rasgado e percebo o tecido frágil de minha calcinha jogado no chão ao lado.
Levo minhas mãos até os cabelos de Joe e enfio meus dedos entre os fios macios, fazendo com ele gema profundamente.
Joe desabotoa a calça e sem qualquer aviso, dá uma estocada forte contra mim. Sinto seu membro grande e grosso forçando sua entrada pelo meu canal apertado e gemo com a dor sublime.
Joe joga sua cabeça para trás e geme alto, seu gemido ecoa pela sala e tenho medo que alguém possa ter escutado.
Tento escutar atentamente par ver se alguém se aproxima, mas os únicos sons que escuto são os da união de nossos corpos e os gemidos de Joe.
Segurando minha coxa com uma mão e com a outra apertando meu seio, Joe investe contra mim num ritmo frenético e repetidas vezes.
Sua boca viaja por todo meu pescoço, me lambendo e mordendo. Seguro seus ombros com força e gemo com a sensação deliciosa que é o sentir entrar, se retirar e entrar de novo em mim, repetidas vezes.
— Oh meu Deus, Joe, não pare. — Fecho os olhos e gemo descontroladamente.
— Não vou parar, baby, não vou, quero que você goze bem gostoso para mim.
— Oh Joe, estou tão perto, estou tão perto. — Ele aumenta o ritmo, fazendo seus quadris se chocarem com força contra os meus.
— Isso, baby, isso...Oh Deus Demi, você é deliciosa, não aguento mais, vou gozar, baby. — Ele diz e nesse momento sinto meu orgasmo explodindo dentro de mim. Joe cobre minha boca com a sua para que eu não grite e goza enquanto continua me penetrando.
Ficamos um minuto abraçados sem nos mexermos, tentando recuperar o fôlego. Então ele se afasta e sai de dentro de mim, me deixando com uma sensação de vazio. Sinto meus joelhos fraquejarem e arrumo meu vestido.
Joe fecha a calça e arruma a camisa, depois passa a mão pelos cabelos que eu baguncei ainda mais.
Faço o mesmo, tendo a certeza que meus cabelos devem estar uma bagunça delatora. Ele se abaixa a pega minha calcinha, levando-a até seu nariz.
— Você cheira tão bem. — Ele guarda a calcinha no bolso da calça, mas não sem antes eu conseguir ver uma mancha molhada enorme.
Olhe a que ponto esse homem consegue me excitar. Meu Deus!
— Não tenho certeza se consigo andar. — Digo com a voz ainda um pouco rouca, Joe sorri maliciosamente e vem me beijar.
Seus lábios acariciam os meus, mas dessa vez não tão desesperados.
— Venha, vamos terminar de ver essa exposição para podermos ir para minha casa para o segundo round. — Ele diz me puxando em direção da porta.
— Primeiro preciso ir ao banheiro. — Digo sentindo o gozo de Joe escorrendo por minha perna.
Ele me olha com um sorriso largo e orgulhoso, eu reviro os olhos e passo pela porta que ele abre para mim.
Joe
Acaricio levemente o braço nu de Demi enquanto observo-a dormir. Ela parece um anjo, tão inacreditavelmente linda.
Ela adormeceu logo depois de transarmos pela segunda vez essa noite, dessa vez mais confortavelmente em minha cama. Mas tenho que confessar que àquela hora no museu, em pé e contra a parede, foi incrível. Demi estava tão necessitada quanto eu, ela me desejava tanto quanto eu a desejava, e apesar de ser desconfortável para ela, encostada naquela parede fria e dura, eu não pude resistir, não estava aguentando mais. Precisava dela naquele exato momento ou ficaria louco.
Deito-me atrás dela, colando a frente do meu corpo com suas costas. Encaixo seu corpo com o meu, meu pau esfregando em sua bunda.
Abraço sua cintura e deito minha cabeça perto da dela, seus cabelos veem na minha cara, fazendo cócegas no meu nariz e eu inspiro profundamente seu perfume.
Abraço-a apertado, ela geme e se mexe um pouco, colocando seu braço em cima do meu que descansa na curva de sua cintura. Entrelaço nossos dedos e com um sorriso no rosto fecho os olhos.
Aos poucos sinto minha consciência deslizando em direção ao sonho. Sinto-me tranquilo e relaxado, o sono vem facilmente.
Eu sei o que você está pensando, eu também notei isso. Mas eu vou fingir que não percebi que a minha insônia dos dois últimos dias se deve ao fato de que Demi não dormiu comigo. Vou fingir também que o fato de estar me sentindo incrivelmente em paz e feliz nesse momento, não tem nada a ver com ela estar aconchegada em meus braços.
Vou fingir, porque não quero pensar no que isso significa. Não agora.

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Amando vocês comentando.
xoxo

Paixão Inesperada - Capitulo 10 - Erros do Passado


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Joe
Oito anos atrás...
Decido deixar a porta aberta, assim não terei que ficar indo abri-la para alguém a cada cinco minutos.  
Não sei de onde está brotando tanta gente, pelo que eu me lembre, eu havia convidado metade das pessoas que estão aqui. Provavelmente a outra metade seja formada por acompanhantes e penetras.
Vejo mais duas amigas gostosas entrando pela porta e dou de ombros. Para mim não importa, quanto mais pessoas melhor, afinal essa é uma festa, mas não qualquer uma, é a porra da minha festa de aniversário.
Isso aí, 21 anos, baby!
Retorno da cozinha com uma cerveja e me apoio na parede enquanto tomo um gole da bebida gelada. Observo todos com um sorriso no rosto, eles estão dançando, conversando, se pegando...Isso sim é que é uma festa.
O pessoal vai falar a semana inteira.
Meu sorriso some de meu rosto quando um Nick com uma expressão confusa entra em nosso apartamento, ele olha todas as pessoas com uma cara estranha e assim que me avista, sua expressão muda para uma carranca.
— Você. — Ele diz parecendo bravo enquanto se aproxima.
— Hey, cara. Quer uma cerveja? — Digo despreocupadamente.
— Joe, o que está acontecendo aqui?
— O que parece, uma festa.
— Não me diga, gênio. Eu quero saber o que todas essas pessoas estão fazendo aqui, você tinha dito que iria convidar poucas pessoas. — Ele cruza os braços e faz cara feia, como se ele fosse o pai e eu a criança que o desobedeceu e agora deve se explicar.
— Eu convidei, mas não tenho culpa que essas pessoas convidaram outras pessoas e essas outra pessoas mais pessoas.
— Joe, deve ter umas 30 pessoas aqui. — Ele diz parecendo indignado enquanto observa o ambiente. - E a maioria é mulher. Você não presta mesmo, não é?
— Ah qual é, cara. Por que em vez de você ficar aí com essa cara feia e reclamando de tudo, você não pega uma cerveja e aproveita a minha festa de aniversário?
— De jeito nenhum, sei muito bem como essa festa vai ficar depois de mais umas cervejas, ou vou é para o meu quarto.
— Como queira, mas não sabe o que está perdendo. Não esquece que depois você vai ter que me compensar por perder a festa do seu melhor amigo. — Digo com um sorriso brincalhão enquanto ele se afasta.
— Ah, claro. Pode deixar que eu vou fazer isso mesmo. — Ele diz debochadamente e some no corredor que leva aos quartos e banheiro.
Já faz quase duas horas que a festa começou e ela está com tudo. Já avistei cinco possíveis candidatas a se divertir comigo em meu quarto depois. Talvez eu leve as cinco, já que está difícil de decidir. Sim, as cinco gostosas e eu daria uma bela after party.
Quando estou bebendo mais um gole da minha cerveja, sinto mãos frias tocando meu braço. Viro-me e me deparo com um sorriso malicioso enfeitando uns lábios carnudos que eu conheço muito bem.
— Eva.
— Joe. — Ela me cumprimenta chegando mais perto.
— Não sabia que você estava na minha festa.
— Cheguei agora a pouco. Sabe, fiquei magoada por você não ter me convidado. Mas acho que eu entendo, essa relação de ex namorados é complicada mesmo.
— Eva, pela última vez, nós nunca fomos namorados. Eu não faço isso e você sempre soube muito bem disso.
Eva McKenna é uma das mulheres mais gostosas que eu já tive o prazer de provar. Não, na verdade, ela é a mulher mais gostosa.
Cabelos negros e sedosos, olhos azuis tão claros que até dói olha-los, rosto fino, nariz empinadinho e lábios carnudos. E é claro, um corpo sensacional, de deixar qualquer um louco.
Conheci Eva há uns nove meses, tivemos uma noite louca de explodir o cérebro. Ela parecia um animal voraz, não sabia se era eu quem a estava comendo ou o contrário. Depois disso nos encontramos mais algumas vezes – ela com certeza não era mulher de uma vez só – ela sempre vinha até mim com um apetite insaciável. Quando me dei conta, já estávamos nesse lance a mais de quatro meses. Eu nunca havia transado tantas vezes com uma única mulher antes, mas Eva era mais velha e uma loucura na cama, então eu decidi que tudo bem manter relações sexuais com ela frequentemente.  
Obviamente ela sempre soube que não podia esperar mais de mim do que orgasmos de enlouquecer a mente, ela tinha concordado com meus termos.
Só que o tempo foi passando e sem me dar conta, a nossa relação foi se tornando cada vez mais exclusiva, chegou a um ponto que eu não estava vendo mais ninguém a não ser Eva. No começo eu não me importei muito com isso, afinal ela satisfazia meus desejos e não me cobrava em nada.
Mas tudo que é bom chega a um fim, e o nosso acordo de prazer mútuo não foi diferente. Eva começou a ficar grudenta e muito ciumenta, e quando ela começou a agir como se fosse minha namorada um alerta vermelho soou em alto e bom som na minha cabeça. Eu tinha que dar o fora.
Por mais que eu fosse sentir saudades do seu corpo maravilhoso e dos orgasmos deliciosos que ela me deu, eu sabia que tinha que acabar com aquilo antes que se tornasse algo que eu absolutamente não queria.
Um relacionamento sério.
A ideia de namorar, mesmo que uma gostosa como Eva, me deixou em pânico. Afinal eu não sentia nada por ela, nada além de tesão, e com certeza eu não queria renunciar a minha liberdade de poder enfiar meu pau onde eu bem entendesse.
Então eu cortei relações com ela, parei de atender seus telefonemas, parei de responder suas mensagens, parei de lhe dar atenção. Só a constatação de quão perto eu havia chegado de ter uma relação de verdade, deixou meu estômago doente. Depois de uma semana sem noticias de Eva, alivio me inundou por saber que ela tinha se tocado e que tudo estava acabado.
Pena que eu estava enganado. Eva não aceitou muito bem a rompimento do que quer que tenha sido o que tivemos, então assustadamente comecei a perceber por suas ações e conversas, que ela realmente achava que éramos namorados, ela ignorou completamente meus avisos quando nos conhecemos e começou a agir como uma mulher age no fim de um relacionamento.
Agora faz semanas que ela não larga do meu pé, sempre tentando reatar um namoro que nunca existiu.
— Ah Joe, você sabe muito bem que o que tínhamos era algo especial. Tínhamos um relacionamento tão confortável, estava funcionando para ambos os lados. Sem falar que o sexo era ótimo. Estou com saudades de você, docinho.
— Nós não tínhamos um relacionamento, Eva. Pelo menos não do jeito que você acha que tínhamos. — Digo tomando um gole da minha cerveja e olhando desesperadamente para os lados, implorando com os olhos que alguém venha me salvar.
— Docinho, pare com isso, pare de falar isso. Pare de ser tão teimoso e volte para mim, prometo ser uma namorada muito compreensiva, você pode até dar umas escapadinhas de vez em quando, podemos até dividir algumas das suas putinhas. O que você acha?
Droga, agora ela conseguiu me deixar ligado. Só de pensar em Eva e mais alguma gostosa me chupando quase, quase me faz ter vontade de desistir dessa ideia de afasta-la.
Mas é melhor não arriscar, Eva já se mostrou ser uma mulher difícil de desgrudar, não posso ceder à tentação, por mais difícil que seja.
— Sinto muito, baby. Não vai rolar.
Nesse momento certo movimento me chama a atenção. Uma mulher vinda da direção do quartos passa correndo por todos, indo em direção a porta. As pessoas resmungam, mas abrem caminho para ela.
Quando, para desviar de um casal, a mulher se vira levemente em minha direção, reconheço-a.
— Selena? — Chamo a namorada do meu melhor amigo. O que será que ela está fazendo aqui? Como ela ficou sabendo da minha festa?
Ela vira o rosto e procura pela voz que a chamou, seus olhos se encontram com o meu e foda...Seu lindo rosto está machado de lágrimas, sua expressão é uma mistura de nojo e tristeza. Ela não diz nada para mim, retoma sua corrida e sai pela porta.
— Selena, espera. — Um Nick despenteado vem da mesma direção que Selena veio alguns segundos atrás.
— Selena, por favor, meu amor. — Ele grita e vai tirando as pessoas do caminho com violência.
Passa pela porta correndo atrás da namorada, escuto seus gritos abafados pela musica chamando por ela.
“Droga, que porra será que aconteceu?”
— Segura aqui, gata. — Digo empurrando minha cerveja para Eva.
— Docinho, onde você vai? — Ela pergunta me olhando confusa, mas não me dou o trabalho de respondê-la e vou correndo atrás da Nick.
Quando abro a porta do prédio e saio para o ar gelado da noite, vejo Nick alcançando Selena e a fazendo olha-lo segurando em seu braço e virando-a para ficarem frente a frente.
Vou correndo até eles e paro alguns passos longe com medo de invadir o espaço dos dois.
— Me solta, Nick. — Selena grita tentando se livrar das mãos fortes de Nick. O rosto dela está coberto de lágrimas.
— Não, você tem que me ouvir, por favor, meu amor.
— Não me chame mais assim, nunca mais me chame assim. Deixe-me em paz.- Selena está descontrolada, não para de chorar.
— O que você quer dizer com “nunca mais”? — Nick pergunta e posso ouvir medo em sua voz, ele vai lentamente soltando os braços de Selena.
“Será que devo interferir? Ir embora? E se eu precisar me meter no meio dos dois?”
— Você entendeu perfeitamente, Nick. Está tudo acabado entre nós.
Caralho!
— Não! — Nick diz soltando um gemido de dor ao mesmo tempo em que fala.
— O que está acontecendo? — Pergunto, mas os dois me ignoram.
— Selena, por favor, não faça isso comigo. Eu te amo. — Nick diz parecendo pronto a cair de joelhos e implorar.
Selena solta uma risada sem humor nenhum, repleta de magoa e dor, os mesmos que eu observo em seus olhos que brilham e estão vermelhos por causa das lágrimas.
— Não minta mais para mim, Nick. Se você me amasse não estaria dando uma festa que mais parece uma orgia. Se você me amasse não estaria beijando aquela garota seminua no seu quarto. — A voz de Selena falha no final da frase e ela leva a mão até a boca para segurar os soluços.
“Opa, espera aí! O que ela falou que o Nick estava fazendo? Devo ter entendido mal, não pode ser.”
— Meu amor, não é assim, você tem que acreditar em mim. Aquela mulher apareceu no meu quarto, ela se jogou em cima de mim. — A voz de Nick está desesperada assim como a expressão em seu rosto.
Selena solta uma risada de escárnio como quem não acredita.
— Essa desculpa já é velha, Nick. Pelo menos seja homem suficiente e admita o que você fez.
— Mas eu não fiz nada. Eu te amo e só quero você, meu amor. — Ele tenta levar sua mão até o rosto dela, mas Selena recua um passo.
— Não me toque. — Ela diz com uma cara de nojo e vejo uma dor profunda se estabelecer nos olhos de Nick.
— Selena, pelo amor de Deus, me deixe explicar. Eu sei o que parece...
— Sim, eu também sei o que parece. Parece que eu me enganei com relação a você, você não é quem eu achava que era. Você é egoísta, você só pensa em sexo, em diversão, você é...Você é...Você é igual a ele. — Ela aponta rapidamente para mim e me lança um olhar de nojo misturado com pena. O que me faz recuar um passo.
Nick nem faz menção em se virar para mim, ele olha para Selena fixamente e só para ela.
— Minha linda, não fala assim, você me machuca. Eu te amo, eu juro por tudo que é mais sagrado que a única mulher que eu quero é você. Eu não fiz nada com aquela mulher e nem com nenhuma outra depois que eu conheci você. Eu não sabia dessa festa, na verdade eu sabia mas não era para ser uma festa assim, era para ser só uma pequena comemoração, as coisas saíram do controle, meu amor. Acredite em mim.
— Como eu fui burra. Fui tão burra em achar que você na faculdade, com todas aquelas mulheres gostosas lá, iria ser fiel a mim, uma garota do ensino médio. Eu sou mais uma dessas garotas que se tornam tolas por estarem apaixonadas, que não enxergam o óbvio. Mas eu não vou mais ser assim. — Ela diz secando as lágrimas e parecendo ter acabado de tomar uma decisão interna.
— Selena, por favor...
— Não, Nick. Chega. Se é isso que você quer, se é assim que você quer viver... — Ela faz um aceno com a cabeça em direção ao nosso apartamento. — Então seja muito feliz fodendo qualquer uma por aí. Por que eu quero um homem que queira só a mim, quero um homem que me ame e que queira se casar comigo, não quero alguém que só pensa no prazer e não percebe que existem coisas mais importantes do que sexo. Eu não quero falar com você nunca mais, e muito menos te ver. Esqueça que eu existo, vá viver a sua vida desregrada e me deixe em paz. Adeus. — Ela se vira e começa a caminhar para longe, Nick está meio curvado, como se estivesse sentindo uma dor muito forte no peito.
— Não, pelo amor de Deus, não vá embora meu amor. Não me deixe. — Nick vai até Selena e tenta segura-la, mas ela se esquiva violentamente e olha para ele com fogo nos olhos.
— Já disse para não me tocar, não quero suas mãos em mim, Deus sabe onde elas estiveram e o que fizeram. Deixe-me em paz, Nick. Acabou tudo entre nós e eu não quero mais saber de você. Eu vou sofrer no começo, mas sei que vou superar, eu vou te esquecer. Vai ser fácil, vai ser só lembrar do que eu vi hoje.
Nick solta um grunhido que vem do fundo do peito, um grunhido de quem está com a alma quebrada. Ele cai de joelhos na frente de Selena a agarra suas pernas, ele chora igual a uma criancinha. Diante de tamanho desespero, sinto meus próprios olhos umedecerem.
— Não, Selena. Por favor, não faça isso comigo. Não sei viver sem você, meu amor. Eu sou quem você sempre achou que eu era, eu sou o homem certo para você, eu quero me casar com você...Deus, eu quero viver o resto da minha vida com você, então não me deixe.
Selena coloca as mãos no rosto e seu corpo começa a tremer violentamente.
— Eu te amo tanto, Nick. Por que você fez isso comigo? — Sua fala é quase inteligível devido a quantidade de soluço e choro que ela produz.
— Eu também te amo, meu amor. Eu não fiz nada, nada, eu juro. Acredite em mim. — Nick se agarra firmemente as pernas de Selena e chora enquanto implora que ela não vá.
Olho ao redor do estacionamento, mas não vejo mais ninguém observando a cena. Sinto-me um invasor, não deveria estar aqui, isso é intimo demais, mas não sei o que fazer. Talvez Nick precise de um ombro amigo, talvez eu possa ajudar de alguma forma.
— Não aguento mais isso, está doendo muito. Preciso sair daqui, me solte. — Selena diz se desvencilhando do aperto de Nick. Ele relutantemente e lentamente afrouxa os braços e Selena dá um passo para trás. — Não me procure mais. — Ela solta em meio aos soluços e sai dali andando apressadamente. Mesmo com ela se afastando posso ver seus ombros balançando violentamente.
— Não, Selena, não me deixe. Selena...Selena...Meu amor... — Nick grita para ela, mas ela não volta. Ele apoia as mãos no asfalto e chora.
Com meu coração doendo por causa do sofrimento do meu amigo, com cuidado me aproximo dele.
— Nick, venha. Você tem que sair daqui, venha irmão. — Paro ao seu lado e lhe estendo a mão.
Ele controla o choro e gradualmente seus soluços param. Ele lentamente levanta o olhar em minha direção, e o que eu vejo ali me provoca arrepios. Ele me olha com puro ódio.
— Você. — A palavra reverbera em seu peito e sai como um rugido, um olhar assassino me encara. — É tudo culpa sua, tudo culpa sua e dessa sua festa desgraçada. — Ele diz se levantando e eu recuo um passo.
— Nick, cara, calma. — Digo com medo.
— Calma? Olha só o que você fez! — Ele grita e sua voz ecoa no estacionamento vazio.
— Por sua culpa a mulher que eu amo me deixou. Você convidou essas pessoas para a nossa casa, você convidou aquela mulher nojenta e olha o que ela fez! Ela acabou com a minha vida, vocês dois acabaram com a minha vida. — Ele grita a plenos pulmões, seu rosto fica vermelho devido à raiva, uma veia salta de seu pescoço devido pressão. — É tudo sua culpa, seu filho da puta. Por que você tem que ser esse idiota de merda que você é? Por que você tem que ser um prostituto do caralho? Por que você fez isso comigo, hein? — Ele se exalta mais se isso é possível e se aproxima mais de mim, com passos ameaçadores. — É tudo a sua culpa. — Ele repete e com um passo fecha a distância entre nós, suas mãos se fecham em minha camisa e ele me puxa com violência para perto, nossos rostos a centímetros um do outro.
— Se a Selena não acreditar em mim, se ela não voltar para mim, eu juro que eu vou acabar com você. Se ela não voltar, eu juro, Joe, eu vou te matar seu desgraçado. — Ele diz com os dentes cerrados e os olhos vermelhos pelo choro e pela raiva.
E a única coisa que eu consigo pensar agora é:
“Você ferrou com tudo, Joe. Você ferrou com tudo, seu pedaço de merda.”
Pego uma cerveja na geladeira e caminho até o sofá, ligo a TV e deixo no canal de esportes. Ao me sentar uma dor incomoda atinge minhas costelas, levanto minha camisa e observo os hematomas.
Há alguns dias deixaram de ser roxos e agora estão meio amarelados.
Pois é, Nick cumpriu sua palavra. Obviamente ele não me matou, mas fez um belo de um estrago na minha cara e em algumas outras partes do meu corpo.
Uma semana depois do meu aniversário, Selena ainda não queria ver Nick nem pintado de ouro, então ele veio para cima de mim com toda a sua raiva e me deu uma bela de uma surra. Eu não revidei em nenhum momento, apenas fiquei deitado no chão deixando que ele me batesse.
Eu não poderia bater em Nick, nem mesmo para me defender, quando eu sabia que ele tinha razão em estar furioso comigo. Ver a dor nos olhos dele durante toda aquela semana e saber que era culpa minha, doeu mais do que seus golpes.
Ele e meu melhor amigo, e eu o amo. E mesmo agora, um mês depois de Selena terminar com ele, ele ainda anda por aí com aquele olhar triste nos olhos e aquela expressão desolada no rosto. Toda vez que eu olho para ele, tenho vontade de pedir que ele me bata de novo. Nunca imaginei que Nick ficaria assim com o termino de seu namoro, ele deve amar Selena de uma forma que eu nunca vou compreender.
Por sorte, ele não deixou de falar comigo. Claro que nossa amizade não está mais como antes, as coisas estão estranhas entre nós, mas pelo menos ele não olhou em meus olhos e disse que nunca mais queria falar comigo. Não sei se eu aguentaria isso, Nick e eu somos amigos desde antes de ambos sabermos falar direito, ele não é só um amigo, é meu irmão.
Espero com todo meu coração que ele consiga fazer Selena acreditar em sua inocência, porque do contrário, não tenho certeza que Nick vá algum dia me perdoar.
Numa noite algumas semanas atrás, quando eu não estava conseguindo dormir por causa das dores dos meus hematomas, eu fui até a cozinha buscar um analgésico, chegando lá ouvi o barulho da TV vindo da sala. Quando espiei pela porta, vi Nick sentado no sofá encarando a TV, mas sem realmente assistir o que estava passando, e com um engradado de cerveja como companhia. Seus olhos estavam vermelhos e inchados e ele parecia uma merda.
Aproximei-me meio hesitante e me sentei na poltrona longe do seu alcance, ele não olhou em minha direção. Ficamos sentados em silêncio por um tempo, logo ele começou a falar sobre aquele dia e eu apenas fiquei em silêncio, escutando-o.
Era a primeira vez que ele tomou a iniciativa de me contar o que aconteceu naquela noite.
Ele estava em seu quarto, a musica da minha festa chegando aos seus ouvidos mesmo com a porta fechada, impedindo-o de se concentrar em seus estudos para as prova finais.
Ele havia se esquecido de trancar a porta. Uma loira platinada com uma bunda enorme e um peito igualmente grande (eu já havia provado ambos um mês antes, eram deliciosos) chamada Candy entrou em seu quarto achando que era o banheiro, ou pelo menos foi isso que ela lhe disse. Nick indicou a verdadeira direção do banheiro, mas Candy apenas sorriu para ele e fechou a porta atrás de si.
“O que você está fazendo aqui sozinho, gato?” Ela lhe perguntou.
Nick disse que tentou dispensa-la sem ser rude, porque algo na postura dela fez um alarme soar em sua cabeça, ele sabia que ter ela em seu quarto não era algo bom, mas ela se mostrou muito interessada nele e não parecia que iria sair dali tão cedo.
Nick ficou desconfortável e só queria que ela fosse embora, não queria ser rude com ela desnecessariamente, mas estava praticamente expulsando-a do seu quarto.
“Um gato como você não deveria estar sem companhia. Que tal se eu te distrair um pouco?” Nessa hora ele percebeu que claramente ela estava disposta a deitar na cama e abrir as pernas para ele, um cara totalmente desconhecido para ela. Ele se levantou e disse que tinha namorada.
“E daí? Ela não está aqui, não é? Será o nosso segredinho.” Ela se aproximou dele e acariciou seu peito, ele se afastou.
“Que foi, gato? Vem aqui, você pode ter o que quiser de mim.” Ela disse maliciosamente e segundo Nick, ele ficou enojado na hora.
“Não. Por favor, acho melhor você ir embora e procurar alguém que queira te dar o que você quer.” Nick foi firme, e ela riu.
“É tão fofo você ser fiel, mas nenhum homem é sempre fiel. Todos possuem um limite, qual é o seu?”
Nick ficou a encarando sem saber o que dizer, ela se aproximou mais e encostou seus peitos nele.
“Talvez esse seja o seu limite?”
Ela perguntou e surpreendendo Nick, agarrou a barra da sua blusa e tirou a camisa. E não é que a vadiazinha estava sem sutiã?!
Ela ficou lá com aquelas peitões a mostra e Nick estava chocado demais para dizer ou fazer algo. Ela o agarrou e jogou-o na cama, subindo em cima dele e atacando sua boca enquanto se esfregava nele.
Nesse exato momento Selena abriu a porta e viu ele “beijando” Candy, e anda por cima ela estava nua da cintura para cima.
É claro que ela achou que Nick sabia da festa e que estava a traindo com aquela loira que estava com ele na sua cama. E o fato de ela ter passado pela sala e pelo corredor e presenciado várias pessoas se pegando e praticamente fazendo sexo na sua frente, só colaborou para que ela pensasse que Nick frequentemente estava a enganando e que nós sempre fazíamos festas orgásticas.
Selena saiu correndo de lá e Nick foi atrás, e as cenas seguintes foram as que eu acompanhei.
Durante todo esse mês que se passou, Nick vem tentando convencer Selena que ele não fez nada com Candy, e que foi ela que se jogou em cima dela. Mas como eles estavam no quarto dele, deitados na cama, às bocas coladas e ela estava praticamente nua, é claro que Selena não acreditou nele.
— Filho da puta! — Nick entra em nosso apartamento parecendo extremamente furioso e bate a porta com força.
Ele começa a andar de lá para cá passando as mãos pelos cabelos e murmurando xingamentos e ameaças. Por um momento tenho medo, mas então percebo que sua fúria não é dirigida para mim.
Ele parece tão transtornado e furioso que tenho medo perguntar o que aconteceu. Mas uma coisa é certa, se ele está tão afetado assim, o que quer que tenha acontecido tem a ver com Selena.
— Eu vou matar aquele filho da puta, eu juro que vou mata-lo. Se ele pensa que vai ficar com ela, está muito enganado. Ela é minha, se ele encostar nela eu vou acabar com ele...Quem ele pensa que é? Se fazendo de prestativo, carregando a mochila dela... — Ele resmunga para si mesmo, solta um grunhido de raiva e dá um soco com força na parede, quando ele soca a parede com toda sua força de novo eu me levanto.
— Ei cara, calma, você vai se machucar. O que aconteceu? — Pergunto com cautela. Ele se vira e me olha como se só agora tivesse percebido minha presença.
— Aquele filho de uma puta aconteceu. — Ele diz descontrolado.
— Que filho da puta? — Pergunto confuso.
— O filho da puta do Ryan Johnson. — Ele diz o nome fazendo uma careta de nojo.
— Quem é esse?
— Esse é o moleque que está afim da minha Selena. Ele sempre gostou dela, quando eu a conheci eles estavam tendo um lance, mas ela acabou ficando comigo, só que esse filho da puta do Ryan sempre gostou dela. Eles são colegas e ela sempre me disse que eles eram só amigos, mas eu sei muito bem que ele quer algo mais.
— E o que esse cara fez para te deixar nesse estado?
— Eu fui até o colégio da Selena, queria tentar falar com ela de novo, faze-la acreditar em mim. Fiquei dentro da minha caminhonete esperando ela sair, acontece que quando ela estava saindo para ir embora, ela não estava sozinha. O Ryan “Filho da puta” Johnson a estava acompanhando, carregando a mochila dela e falando alguma coisa que fez ela rir. Ele a levou até o seu carro e ela entrou, você acredita nisso? — Ele me contava o que havia acontecido quase gritando, continuava andando de lá para cá, não conseguindo ficar quieto. Parecendo pronto para saltar no pescoço da pessoa mais próxima –infelizmente para mim, essa pessoa sou eu e estrangula-la com as próprias mãos.
— É claro que eu os segui, e sabe aonde o desgraçado levou ela? No cinema...Você acredita que esse idiota levou a minha Selena no cinema? E ela foi com ele de bom grado, estava sorrindo para ele e os dois estavam andando juntinhos. E eles foram assistir a um filme romântico, a porra de um filme romântico.
Caralho, isso é foda. O que será que eu devo dizer para ele? Não faço a mínima ideia, nunca estive nessa situação antes. Nunca senti ciúmes em toda a minha vida, de ninguém. Nem mesmo da minha mãe quando meus irmãozinhos, Holly e Kevin, chegaram e ela deu toda a atenção para eles. Completamente desconheço esse sentimento, então não sei como ajudar meu amigo.
— E eu não falei a pior parte. Eu fui falar com a Lucy, a melhor amiga da Selena, para perguntar o que está rolando entre a Selena e esse cara. Ela estava tão furiosa comigo quanto à própria Selena, ela quase me bateu por achar que eu tinha traído a amiga dela. E jogou na minha cara que a Selena vai ao baile de formatura com o Ryan. Ele a convidou semana passada e ela aceitou, Lucy disse até que elas saíram procurar por vestidos e que Selena estava animada...Eu é que ia levar ela ao baile. Ela tinha que estar animada procurando vestido para ficar bonita para mim, e não para ele. — Ele grita e dá mais um soco na parede.
— Calma, Nick. Você precisa se acalmar ou vai acabar derrubando o apartamento. — Digo.
— Me acalmar? E como você acha que eu vou conseguir fazer isso? Me diga, como? — Ele se vira para mim e me olha com seus olhos injetados de raiva. Recuo um passo, não é uma boa ideia faze-lo redirecionar sua raiva para mim, ainda estou me recuperando da última vez que isso aconteceu.
— Cara, não fique com raiva de mim, eu só estou tentando te ajudar. — Digo erguendo ambas as mãos em sinal de paz.
— Humpf! Você já fez mais que o suficiente. — Suas palavras são frias como gelo. Nick senta-se no sofá e esconde o rosto nas mãos, ao fazer isso observo que os nós de seus dedos estão bem machucados.
— Não acredito que a perdi. — Seu tom glacial parece ter ido embora, agora está mais para um tom de derrota.
— Você não a perdeu, Nick. Selena te ama, sei que vocês vão acertar tudo logo. — Digo tentando anima-lo.
— Mas ela não acredita em mim, ela acha que eu e a estava traindo. Deus, e eu não posso nem ficar magoado por ela não acreditar em mim. A cena que ela presenciou, aquela mulher com os seios nus se esfregando em mim...Droga, se a situação fosse ao contrário, eu também teria reagido como ela.
— Você vai conseguir provar que não fez nada. Ela tem que acreditar em você, meu Deus, se tem alguém incapaz de trair, esse alguém é você. É só olhar na sua cara para ver o quanto a Selena significa para você, não tem como acreditar que você faria uma coisa dessas. Isso está mais parecido com algo que eu faria.
— Selena acredita. Ela realmente acredita que eu a trai, ela não quis nem me deixar explicar, ela disse que uma imagem vale mais do que mil palavras.
— Talvez ela só precise de mais tempo. — Sugiro. Apesar que um mês já deveria ter sido tempo suficiente para ela esfriar a cabeça.
— Mais tempo? Mais tempo para que? Para ela ficar saindo com ele e se esquecer de mim? — Ele me olha desolado, sua voz agora não passa de um sussurro sem esperança.
— E o que você pretende fazer? Desistir dela e deixar aquele filho da puta ficar com a sua garota? Olha Nick, você sabe muito bem que esse negocio de se apaixonar não é comigo, mas se eu fosse apaixonado por alguém e estivesse na mesma situação que você, o inferno que eu ia desistir tão facilmente assim e deixar outro ficar com o que é meu. Você tem que lutar, cara.
— Eu não sei o que fazer, Joe. Eu já tentei de tudo, mas ela não quer me ouvir. Parece que ela não pode nem me olhar, todas as vezes que eu fui tentar falar com ela, sua expressão se transformava em nojo. Você tem noção do que é isso, cara? A mulher que eu amo tem nojo de mim. — Suas últimas palavras quase não saem, lágrimas de tristeza escorrem pelo seu rosto.
Nesse momento, pela primeira vez, mesmo sabendo que Selena não é a culpada nessa história e eu sou, fico com raiva dela. Raiva dela por fazer meu melhor amigo, meu irmão, sofrer dessa forma. Tenho raiva de mim também, é claro, mas também tenho raiva dela e até desse tal de Ryan.
Nick solta um suspiro de fazer doer à alma e se levanta, caminhando com passos arrastados, segue em direção ao seu quarto.
— Nick? — Chamo-o.
— Hum?
— Você vai desistir?
Ele se vira em minha direção e me olha parecendo sem vida.
— Não, eu não vou. Eu só preciso pensar o que eu tenho que fazer para tê-la de volta, e eu farei...Qualquer coisa. — Ele diz e volta a caminhar em direção ao quarto.
Sento-me no sofá e tomo um gole da minha cerveja esquecida. Odeio ver Nick assim, tanto furioso como quando ele entrou aqui, como todo deprimido. Não sei de qual dos dois Nicks eu tenho mais medo.
Sei que é um pensamento egoísta, mas ainda bem que isso nunca aconteceu comigo...Me apaixonar quero dizer. Não sei se eu aguentaria passar por isso que ele está passando.
Não aguentaria se alguém destruísse meu coração. É por isso que eu o mantenho muito bem guardado, e nunca o darei para ninguém.
Ninguém. Nunca.

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Último da maratona.
Se tiver um bom número de coments continuo.
xoxo

24.1.16

Paixão Inesperada - Capitulo 9 - A Proposta


~

Demi
Agarro-me a Joe como se minha vida dependesse disso, me seguro firme em seu corpo enquanto ele nos leva até o quarto, sua boca devorando a minha no caminho.
Meu corpo arde de desejo, Joe tem algo, não sei o que ou como ele consegue, mas tem algo em seu toque que desperta algo em mim que eu nunca sequer havia imaginado. Algo selvagem.
A porta se abre e nós entramos, nossas bocas não desgrudam nem por um segundo, suas mãos apertando firmemente minha bunda.
Joe me coloca no chão e dá um passo para frente, me fazendo recuar. Assim que dou um passo para trás minha perna bate na cama.
É isso. Eu realmente vou transar com Joe Jonas. Deus, nunca achei que isso aconteceria, isso nunca nem sequer passou por minha cabeça antes daquela noite em seu apartamento, mas surpreendentemente, eu quero muito isso.
Eu quero que ele me ajude a esquecer Vince, mas eu também quero isso porque eu o desejo muito.
Sem quebrar o beijo Joe se livra da sua jaqueta, arremessando-a para longe como se não pudesse suportar aquele pedaço de couro. Suas mãos vão para minhas costas, para os botões do meu vestido, ele começa a abri-los.
— Merda, quantos botões esse maldito vestido tem? — Ele diz com seus lábios roçando os meus e não posso evitar sorrir com a urgência em sua voz.
Seus dedos com muita dificuldade atingem o último botão, com minha ajuda o vestido tomara que caia desliza pelo meu corpo, parando em meus quadris. Interrompo o beijo para deslizar o vestido por minhas pernas, enquanto deixo o tecido preto cair até meus tornozelos Joe tira sua camisa, expondo seu corpo sarado de dar água na boca.
— Caralho, você é gostosa demais. — Ele me puxa para perto de si novamente e ataca minha boca mais ferozmente do que antes, ele me espreme contra seu corpo duro, forte e quente e posso facilmente sentir a impressionante saliência na frente da sua calça.
“Ele é enorme!”
As mãos de Joe viajam por meu corpo freneticamente, como se ele quisesse aproveitar de cada curva, mas não soubesse por onde começar.
Suas mãos vão até meus ombros e subitamente ele afasta o rosto e me joga na cama com força, eu caio bem no meio do colchão, fazendo a cama balançar.
Essa urgência dele só me excita mais, minha respiração está difícil, falta oxigênio em meus pulmões e meu coração bate mais rápido que as asas de um beija-flor.
O meio das minhas pernas pulsa e eu encaro Joe com o que tenho certeza, deve ser o mesmo modo que ele me encara. Com luxuria densa e pura, na sua forma mais concentrada, brilhando nos olhos.
Ele leva as mãos até seu cinto e começa a desafivela-lo.
— Agora vou te mostrar como um homem de verdade faz. — Ele diz e abre o zíper, abaixa a calça com a cueca junto, tudo num movimento rápido.
— Deus. — Não posso evitar de exclamar quando ele se levanta e posso vê-lo em toda a sua glória. Foi uma exclamação sussurrada, quase inaudível, mas ele deve ter ouvido, pois ele sorri largamente e vem para cima de mim. Num movimento rápido e quase violento, ele arranca minha calcinha fora e com suas mãos abre minhas pernas, ele solta um gemido alto e fecha os olhos.
— Porra. — Ele diz apenas. Isso é bom ou é mal? Será que ele gostou do que viu?
Seu corpo pesado se deita sobre o meu, sinto a ponta do seu membro roçando minha entrada.
— Diga que você está tomando a porra da pílula, pelo amor Deus.
— Estou. — Respondo sem fôlego.
— Obrigado, meu Deus. — Ele exclama e num único movimento, rápido e cru, ele me penetra por inteiro.
— Ohh! — Exclamo quando todo seu comprimento impressionante me invade de uma só vez, me alargando de uma forma dolorosamente deliciosa.
Joe está com cada braço em um lado da minha cabeça, se sustentando neles para não me esmagar com seu peso impressionante. Ele está com os olhos fechados e uma expressão de dor, ele também não se mexeu dentro de mim.
Será que tem algo errado comigo? Ele não gostou de mim?
— Joe, tudo... — Me interrompo quando ele abre os olhos.
Ele me olha tão intensamente que minha capacidade de falar me abandona. Seu olhar...Nunca ninguém me olhou assim antes.
— Porra, Demi! Você é o paraíso, baby. A porra do paraíso, só para mim a noite toda.
Sinto Joe se retirando de dentro de mim, só para logo em seguida me penetrar novamente, com força.
Ele sai e depois retorna, com mais força.
Ele sai e depois retorna, com mais força ainda.
A cada estocada um grunhido reverbera do seu peito e ele aumenta a velocidade com a qual investe contra mim.
A sensação ter o pênis dele me estimulando é quase enlouquecedora de tão deliciosa, gemidos escapam por entre meus lábios e não há nada que eu possa fazer para detê-los.
Estabeleço minhas mãos nas laterais de suas costas e conforme o prazer vai se tornando arrebatador, aperto-o com força, penetrando sua pele com minhas unhas.
Joe parece não se importar, ele geme sem pudor e aumenta mais o ritmo. Seu quadril com movimentos frenéticos fazem seu corpo se chocar contra o meu com violência, fazendo meu corpo balançar descontroladamente e os gemidos da cama se unirem aos meus e de Joe.
— Oh Deus, Demi...Porra, baby, porra...
Ele começa a gritar meu nome e pequenos tremores tomam conta do seu corpo. No momento que Joe solta um grunhido animalesco, sinto seu sêmen sendo jorrado dentro de mim.
Joe desaba em cima de mim, seu peito inflando e desinflando com dificuldade, tremores remanescentes ainda percorrendo seu corpo.
Bem, isso foi rápido. Droga, eu estava tão perto de atingir o clímax, mas não importa, foi delicioso do mesmo jeito. Nunca senti tanto prazer na minha vida.
— Isso foi incrível, Joe. — Digo a verdade.
De repente sinto o corpo de Joe tremendo, mas dessa vez os tremores são provocados por sua risada.
Porque ele está rindo? Vendo a confusão estampada em meu rosto, ele tenta se controlar.
— Você acha que já acabou? — Ele pergunta encarando meus olhos e com um sorriso malicioso nos lábios.
Franzo a testa e o olho sem saber o que dizer.
— Ah Demi, isso foi só o começo. Você nem gozou, como pode achar que eu tinha terminado?
— Porque mesmo sem o orgasmo, foi incrível. — Respondo.
— Assim você me ofende, baby. Acha mesmo que eu sou homem de deixar alguma mulher insatisfeita?
A menção das outras mulheres com quem ele já esteve não é exatamente o que eu quero ouvir enquanto ele ainda está dentro de mim.
— Eu não quis dizer... — Começo a dizer mas ele me interrompe, leva seu dedão a minha boca e brinca com meus lábios.
— Menos conversa e mais ação, baby. — Joe se levanta mas não se afasta, sinto que seu membro continua duro feito pedra, o que me impressiona.
— Quero você completamente nua, vamos tirar isso daqui. — Ele diz enfiando suas mãos entre minhas costas e o colchão para chegar ao fecho do meu sutiã. Arqueio um pouco as costas para facilitar seu trabalho.
Rapidamente Joe o abre e atira o tecido de renda para longe de nós. Suas mãos se fecham imediatamente em meus seios e os apertam.
Sentir o atrito da sua mão contra a pele nua dos meus seios me faz gemer. Joe os aperta e brinca com meus mamilos, rolando-os entre os dedos fazendo-os ficarem duros.
— Você gosta disso? — Ele pergunta com um sorriso safado.
— Sim. — Digo em meio aos meus gemidos.
— E será que você vai gostar disso? — Ele se abaixa e sua boca se fecha em meu seio, me fazendo gemer mais alto.
Ele abocanha o máximo que consegue do meu seio e chupa com força. Sua língua brinca com meu mamilo e depois seus dentes, dando leves mordidinhas.
Sinto o liquido do meu desejo escorrer de mim, Joe sente também, pois ele levanta o olhar e sorri largamente, ele larga meu mamilo apenas para dizer:
— Acho que isso é um sim. — Ele volta a me lamber, chupar e  mordiscar. Logo passa para o outro seio e repete o processo de lambidas, mordidinhas e chupões.
— Acho que eu estou te devendo um orgasmo, não é? — Ele levanta o corpo e com as mãos abre o máximo minhas pernas, se inclina um pouco para frente e segura meu quadril.
Então lentamente começa a se retirar de dentro de mim, antes de se retirar por completo, ele me penetra novamente.
Me penetra mais algumas vezes lentamente.
— Porra, eu estou vendo o meu gozo escorrer dessa linda bocetinha, e isso é sexy pra caralho.
Joe aumenta o ritmo das estocadas gradativamente, até que nossos corpos estão se chocando com violência novamente.
A sinfonia de gemidos recomeça, agarro-me aos lençóis com força enquanto sinto que aquele meu orgasmo esquecido desperta e vem com força total.
Quando repentinamente Joe sai de dentro de mim, me deixando com uma sensação de vazio e frustração pelo orgasmo não atingido, eu solto grunhidos de protesto.
Com suas mãos fortes Joe rapidamente me vira, me fazendo deitar de bruços.
— Quero ver essa bela bunda sua balançando enquanto eu meto forte dentro de você. — Suas palavras me fazem gemer. Nunca gostei quando Vince falava sujo na cama, algo nele falando aquelas coisas soava errado. Mas com Joe, soa mais que certo, e suas palavras me excitam em um nível incompreensível.
— Por favor. — Sem fôlego imploro por ele, não aguento mais essa tortura, preciso dele novamente dentro de mim.
Atendendo ao meu apelo, Joe me invade por trás. Ele deixa minhas pernas juntas e no meio das dele, se inclina levemente sobre minhas costas e mete com força.
Agarro os lençóis e fecho os olhos com força, posso senti-lo tão fundo dentro de mim. Empino um pouco a bunda e Joe solta uma série de xingamentos, seu ritmo aumenta, exigindo mais de mim e da pobre cama, que balança e geme como se ela fosse a amante.
Olho sobre meu ombro a tempo de ver a mão de Joe, que está acima da sua cabeça, descendo em direção a minha bunda com rapidez.
O estalo que o choque entre a palma da sua mão e a minha bunda faz é alto, mas não tão alto quanto meu gemido.
Nunca achei que levar um tapa me faria gemer assim, desde aquele dia no carro quando ele me bateu pela primeira vez, fiquei pensando sobre isso.
Apanhar deveria ser associado a algo ruim, a dor, a punição. Não deveria ter espaço na cama entre dois amantes para algo assim, mas mesmo assim, quando sinto a mão de Joe se chocando com força contra minha pele, força o suficiente para arder e não de fato doer, a única coisa que eu sinto é o meu prazer sendo elevado a milésima potência.
Meu corpo todo ardendo e em chamas, exatamente como o local em que ele bateu.
— Mais. — Me pego dizendo sem nem ao menos me dar conta do que estou pedindo.
Meu Deus, estou mesmo pedindo que ele me bata?
Sua mão desce contra mim novamente, exatamente com a força exata, nem muito nem pouco. Sinto o ardor e a pele do local ficando febril, e eu gemo.
— Mais? — Ele pergunta com a respiração difícil, seu membro entrando e saindo de mim sem cerimonia, me invadindo e me alargando com avidez.
— Mais. — Digo choramingando e ele faz o que peço, desfere mais um tapa contra minha pele já sensível, ao sentir o contato eu grito e gemo.
Joe começa a estapear minha bunda enquanto eu grito repetidamente “mais...mais...mais...”
Começo a gritar sem medo de que os vizinhos dele me ouçam, ficar quieta enquanto esse prazer arrebatador domina meu corpo é impossível.
— Oh meu Deus...Joe...Mais...Mais... — Grito em meio aos gemidos, me contorço de prazer e agarro os lençóis. — Joe...Oh meu Deus...
— Isso mesmo, grite o meu nome Demi, grite.
Sinto meu orgasmo crescendo dentro de mim, crescendo cada vez mais e até que chega no limite e...Explode.
— JOE! — Meu grito ecoa pelo quarto juntos com os gemidos dele.
Esqueça o que eu disse antes. Agora eu posso dizer que nunca senti tanto prazer na minha vida.
Já passam das duas da manhã. Joe sai de cima de mim e desmorona ao meu lado, o colchão  balança com o seu peso.
Sinto-me exaurida, como se tivesse corrido uma maratona. Mas isso que acabou de acontecer aqui não deixa de ser isso, uma maratona. Só que uma maratona de sexo.
Joe não estava brincando quando disse que ele me queria a noite toda.
Nós transamos duas vezes na sua cama, depois fomos para o banheiro onde transamos uma vez na pia e outra debaixo do chuveiro, depois voltamos para o seu quarto e transamos no pequeno sofá de dois lugares encostado em sua parede, e por fim, voltamos para sua cama e transamos nela mais uma vez.
Essa última vez acabou de acabar e sinto que não serei capaz de andar amanhã. Todas às vezes Joe me deu orgasmos indescritíveis, um melhor do que o outro.
Agora, depois de horas transando, estamos ambos exauridos. Joe conseguiu o que queria, conseguiu matar esse desejo incontrolável que ele tinha por mim, e eu...Bom, eu não consegui o que queria, pelo menos não tudo. Meu desejo por Joe foi saciado assim como o dele por mim, mas eu me peguei várias vezes pensando em Vince. Mesmo que essas vezes que eu pensei nele tenham sido para comparar como eu me sentia durante o sexo com ele e com Joe, e Joe ganhou em todos os quesitos possíveis, mesmo assim...Eu pensei nele.
Mesmo eu aproveitando o momento, mesmo está tendo sido sem duvida a melhor noite - sexualmente falando - da minha vida, a sombra de Vince estava lá, presente o tempo todo.
Fecho os olhos e esfrego o rosto com as mãos.
— Meu Deus, Demi. Você foi incrível, sabia? Deus do céu, isso foi maravilhoso, não tenho nem palavras.
O que eu devo fazer, se nem uma noite de sexo quente com Joe conseguiu me fazer esquecer de Vince?
O que eu sei é que não posso perdoa-lo. Não mais. Já chega, ver ele daquele jeito com aquela vadia foi a gota d’água.
Vince é um canalha. Ele sempre foi e sempre vai ser. Assim como todos os canalhas do mundo, não tem como muda-los, é quem eles são.
Todd, Vince e até mesmo Joe...Ser assim faz parte deles, do que eles são. Nem eu e nem ninguém vai conseguir mudar isso. Aquelas histórias de caras como eles que se apaixonam e mudam por causa de uma mulher, só acontecem em livro e filmes. Tenho que encarar a realidade, se eu quiser fica com Vince, terei que dividi-lo, e nem o meu amor por ele vale a pena descer tão baixo.
Por mais que eu vá sofrer, já tomei a minha decisão, está tudo acabado entre Vince e eu. Acabado para sempre.
— Demi? Ei, está me ouvindo? — A voz de Joe me puxa de volta dos meus pensamentos, abro os olhos e viro o rosto para olha-lo deitado ao meu lado.
— O que foi?
— Eu disse que você é incrível e que eu não tenho palavras para descrever o quanto eu gostei de estar com você.
— Ah sim, eu também gostei de estar com você.
Ele me olha com a testa franzida, parece incomodado.
— Você gostou mesmo? Porque não está com cara de quem gostou.
— Eu adorei, Joe, não se preocupe. Foi a melhor transa que eu já tive, você é sensacional. Nunca havia tido tantos orgasmos e todos eles foram de tremer o chão. — Ele sorri orgulhoso e me olha satisfeito.
Meu corpo está tão exausto e minha carne tão sensível, espero que Joe não esteja planejando mais uma “rodada.” Sendo assim, não há mais nada a se fazer aqui.
Levanto-me e vou até minha calcinha jogada em um canto longe, sinto os olhos de Joe por todo meu corpo acompanhando meus movimentos.
Visto a calcinha e depois o sutiã, quando pego meu vestido e começo a vesti-lo, Joe pergunta:
— O que está fazendo?
— Me vestindo. — Respondo.
— Por quê?
— Porque eu não posso ir embora só de calcinha e sutiã. — Com dificuldade começo a fechar os botões do vestido.
— Você não tem que ir embora. — Ele diz se apoiando nos braços e elevando o corpo um pouco.
— Achei que você nunca deixasse uma mulher dormir aqui depois de uma transa. — Digo conseguindo abotoar o último botão.
Joe se levanta parecendo zangado, pega sua cueca boxer e veste.
— Demi, eu te falei que você não é como as outras. É claro que você pode dormir aqui, não precisa ir embora. — Ele diz parado no meio do quarto com as mãos na cintura, me observa enquanto procuro meus sapatos.
— Você viu meus sapatos? — Pergunto procurando perto da cama.
— Você tirou quando fomos para o banho. Você ouviu o que eu disse? Você não precisa ir.
Vou até o banheiro e bingo, meus sapatos estão jogados no chão. Pego o par e me apoio na porta para calça-los.
— Obrigada, mas eu prefiro ir. — Tenho que ir para casa me encolher em minha cama e começar a tentar aceitar o fato de que eu nunca mais vou ter Vince. Isso se algum dia eu de fato cheguei a tê-lo.
— Tem certeza que você não quer ficar? — Ele me olha parecendo um pouco magoado.
— Tenho, mas obrigada pela oferta.
— Tudo bem, vou me vestir.
— Não precisa se incomodar. Eu pego um taxi.
— Claro que não, Demi. Eu te levo.
— Sério, está tudo bem. Não tem problema nenhum em eu pegar um taxi...Bem, eu adorei nossa noite juntos, foi muito boa. Não precisa me acompanhar até a porta, a gente se vê depois, Joe. — Digo e me viro, deixando para trás um Joe com uma cara confusa.
Sigo em direção à porta e saio. Sigo pelo corredor, meus saltos estalando no chão e minhas pernas ainda um pouco instáveis devido às investidas fortes de Joe.
Joe
Mas que porra acabou de acontecer aqui?
Demi saiu correndo para longe de mim logo depois que transamos, é isso mesmo?
Nunca nenhuma mulher fugiu de mim antes, sou eu quem fujo delas depois do sexo, não o contrário.
Sento na cama ainda tentando entender o que acabou de acontecer aqui.
Fiz algo errado? Ela não gostou?
Não, não, impossível. Elas sempre gostam, sempre terminam satisfeitas. Isso é algo que eu garanto, mesmo que eu não tenha intenção de transar mais de uma vez com a mesma mulher, e muitas vezes eu nem vá vê-la outra vez, eu sempre garanto que elas sintam o máximo de prazer. Eu sou bom nisso e com certeza nunca deixei a desejar, nenhuma das minhas parceiras teve motivos para reclamar, nunca. Então deve ter sido outra coisa que fez Demi sair correndo do meu apartamento.
Mas o que?
Demi
Coloco tudo dentro de uma caixa.
Cartões, cartas, a almofada de coração, o ursinho de pelúcia falante, cds, dois livros, a caixinha com o colar que ele me deu e nossa aliança de compromisso.
Pego a caixa e desço as escadas, vou andando com ela em meus braços até o dormitório masculino.
Espero que Vince esteja lá, assim posso falar tudo de uma vez e deixar as coisas bem claras.
Subo as escadas do seu dormitório e paro em frente a sua porta. Equilibrando a caixa em um só braço, bato três vezes na porta.
Escuto passos do outro lado, a chave girando na fechadura e alguém mexendo no trinco. A porta se abre e Vince, com uma camisa de futebol e calça jeans, me recebe.
Ele abre um sorriso largo quando vê que é eu, mas seu sorriso some quando ele olha com confusão para a caixa que eu carrego.
— Bom dia, Vincent. — Luto para soar o mais indiferente possível.
— Vincent? Desde quando você voltou a me chamar assim?
— Desde agora. Espero não estar te interrompendo. — Digo dando uma olhada para dentro do seu apartamento, o som de um jogo de futebol vem da direção da sala.
— Hum, não, não está. — Ele parece confuso com meu modo de trata-lo.
— Que bom, de qualquer forma, eu vou ser rápida. Só vim lhe trazer isso. — Digo e empurro em sua direção a caixa de papelão.
— Que porra é isso? — Ele pergunta olhando o conteúdo com estranheza. Tento não demostrar a magoa por saber que ele não se lembra que foi ele quem me deu tudo isso.
— Isso são todos os presentes que você me deu desde que começamos a namorar, bem, com exceção das caixas de bombom, que obviamente eu comi. Nossa aliança de compromisso está aí dentro também.
Ele solta um suspiro e volta seu olhar para mim.
— Pequena, achei que você tinha desistido dessa ideia maluca de terminar comigo.
— Eu tinha, eu vim na festa que teve ontem, vim para te dizer que estava disposta a te dar uma segunda chance. Mas então te vi se pegando com a vadia da Aletta no corredor do apartamento do Drake.
Ele abre a boca para dizer algo, mas o interrompo antes que ele possa.
— Não. Não negue, não tente se explicar...Eu vi muito bem o que você estava fazendo com ela.
— Pequena... — Ele chama meu nome me olhando com cara de filhotinho.
— Acabou, Vincent. E agora eu realmente quero dizer que acabou tudo entre nós. Nosso namoro, nossa amizade, tudo. Achei que o melhor era te trazer tudo isso, já que você quem me deu, você decide o que fazer com isso, se quiser pode jogar fora ou colocar fogo. E não se preocupe, não precisa devolver os presentes que eu te dei. Até nunca mais. — Digo e me viro, ando rapidamente. Preciso sair daqui.
Quando estou quase virando o corredor e ficando fora da vista de Vince, ele começa a falar.
— Tudo bem, ontem eu fiquei com a Aletta, confesso, ok? — Suas palavras me fazem parar. -Mas eu só fiquei com ela por que você estava andando por aí exibindo aquele cara mais velho, você estava me rejeitando e eu sou homem, Pequena...Eu só estava me aliviando até poder ter você de volta, não significou nada, nunca significou. Por favor, Pequena, eu te amo.
Suas palavras aquecem meu coração, sinto minha determinação fraquejar, mas somente por um breve instante. Lembro-me do que ele fez, de quem ele é e nunca vai deixar de ser.
— Adeus, Vincent. — Digo com a voz fria, sem nem ao menos me virar e olha-lo nos olhos, então recomeço a andar, caminhando cada vez para mais longe dele enquanto Vince grita meu nome.
Alguns dias depois...
Ando por entre as prateleiras repletas de livros procurando por especificamente um. Aquele que eu espero que me faça entender melhor a matéria do Sr. Patterson.
Assim que o localizo pego-o e retorno para meu lugar. Abro no capítulo que me interessa e tento fazer aquele amontoado de letras fazerem algum sentido para mim.
Leio e releio o capítulo, depois pego minhas anotações da aula e comparo ambos. Depois de muito analisar chego a uma conclusão. Das duas uma; Ou o autor desse livro viajou bonito na hora de escrevê-lo, ou meu professor não sabe de nada.
Fecho o livro frustrada e massageio minhas têmporas, acho que estudei tanto que meu cérebro virou geleia.
Em meio ao silêncio da biblioteca, a voz de JJ Lawhorn começa a cantar, constrangidamente percebo que sua voz vem direto de dentro da minha bolsa.
Alguns outros estudantes que também estão passando sua tarde estudando me olham com caras zangadas e a Sra. Lacey, a bibliotecária, me olha feio e faz “Shhh” para mim.
Olho para ela com um olhar de desculpas e apressadamente abro minha bolsa e agarro meu celular.
JOE JONAS chamando...
— Alô? — Atendo sussurrando.
— Alô, oi Demi sou eu, Joe.
— Eu sei, seu nome apareceu na tela.
— Ah é, verdade. Então, como está?
— Estou muito bem.
— Que bom, eu estou bem também, caso queira saber.
— Claro, desculpe.
— Shhh. — Sra. Lacey faz ruidosamente.
— O que você quer Joe? Estou um pouco ocupada agora. — Digo tentando falar mais baixo ainda.
— Sinto muito, não queria atrapalha-la. Estou ligando porque gostaria que você jantasse comigo hoje.  
— Jantar? Com você? — Pergunto confusa, realmente não espera por esse convite.
— Sim, hoje à noite.
— Por quê? Você nunca me convidou para jantar antes.
— Eu sei...Então, você está livre hoje a noite?
— Ah sim, estou.
— Ótimo. Que tal umas 8 horas, no meu apartamento?
— Eu não disse que iria. — Digo mais rispidamente do que eu pretendia e se faz silêncio no outro lado da linha.
— Por favor, Little Nips. — Ele pede com a voz mansa.
— Tudo bem, eu vou.
— Ótimo, estarei te esperando. Oito horas no meu apartamento, não se esqueça.
— Certo, até lá então.
— Até as oito, tchau.
Encerro a ligação e guardo meu celular. Por que será que Joe me convidou para jantar? Que coisa estranha.
Um movimento ao meu lado chama minha atenção, quando me viro dou de cara com a barriga da Sra. Lacey.
Olho para cima, ela está com os braços cruzados e me lança um olhar repreensor.
— Desculpe. — Digo e lhe dou meu melhor sorriso de desculpas.
Respiro fundo antes de bater a porta, estou quinze minutos atrasada.
Bato três vezes na porta e dois segundos depois Joe a abre, tão rápido que me faz pensar se ele estava ao lado dela esperando.
— Oi. — Joe diz percorrendo meu corpo com seus olhos, se demorando mais nas minhas pernas vestidas com meu jeans preto.
— Oi, desculpa o atraso, foi o trânsito.
— Sem problemas, o jantar acabou de ser servido, entre. — Ele diz com um sorriso largo no rosto.
Ele abre espaço e eu entro em seu apartamento. A última vez que eu estive aqui, ele abriu essa porta e eu pulei em seu colo e ataquei sua boca, depois ele me levou até seu quarto e fez o melhor sexo da minha vida.
Só de lembrar disso sinto meu corpo se aquecer.
Entro no apartamento e um cheiro delicioso de comida me recebe, assim como uma musica baixa de fundo.
— Que bom que você veio, obrigado por aceitar meu convite.
— Claro, sem problemas. Obrigado você por me convidar.
— A comida está na mesa nos esperando, podemos? — Ele pergunta fazendo gesto para que eu vá à frente.
Sigo em direção à sala de jantar, quando entro vejo a mesa posta para dois. Alguns utensílios de porcelana fazem companhia para os pratos, os talheres e as taças. Um cheiro muito bom sai deles.
— Por favor. — Joe diz puxando a cadeira para mim.
— Obrigada. — Digo sentando-me.
— Está faltando o vinho, volto em um minuto.
— Tudo bem.
Ele some pela porta, indo em direção à cozinha e logo retorna segurando uma garrafa na mão.
Ele a abre e serve as duas taças até a metade, deixa a garrafa na mesa e se senta em seu lugar, na cabeceira da mesa.
— Gostaria que eu lhe servisse?
— Por favor.
Ele pega meu prato e me serve, o cheiro delicioso e a aparecia suculenta da comida abrem meu apetite. Depois ele serve a ele mesmo e volta a se sentar.
Ele sorri para mim e eu sorrio para ele, sem graça.
— Espero que você goste.
Pego os talheres, coloco uma pequena quantidade neles e levo até a boca. O gosto é tão delicioso quanto o cheiro e a aparência.
— Está delicioso. — Digo limpando a boca no guardanapo.
— Que bom, pedi para a Sra. Bennet caprichar. — Ele diz e toma um gole de vinho.
— Quem?
— Sra. Bennet, minha empregada.
— Ah sim.
Continuamos comendo em silêncio, mas não aquele silêncio confortável, e sim o muito desconfortável. Às vezes ele me olha e sorri sem graça e eu retribuo o gesto igualmente sem graça.
Joe se mexe frequentemente na cadeira e parece inquieto, como se quisesse dizer algo.
O que eu mais temia aconteceu, depois que transamos a relação entre nós dois ficou estranha, isso é obvio pelo silêncio constrangedor e a tensão pairando no ar.
— Como vão as aulas? — Ele pergunta de repente.
— Vão bem. — Digo e ele assente. Droga, devo me esforçar mais para termos uma conversa, ele está se esforçando.
— Estou feliz que logo estarei formada, a experiência de fazer uma faculdade é maravilhosa, mas sinceramente não vejo a hora disso tudo terminar. — Digo e ele ri.
— Eu pensava da mesma forma, acho que todos os universitários pensam assim. Não são todos que aguentam a pressão, se formar é algo grande. Fico feliz que você esteja no seu caminho para conseguir mais essa conquista na sua vida.
— Obrigada. Mas e você, como está o trabalho?
— Está muito bem, obrigado. Desde que fui promovido minhas responsabilidades triplicaram e o meu tempo para fazê-las parece que diminuiu, mas estou feliz. Gosto muito do que eu faço.
— A chave para o sucesso. — Digo.
— Com certeza.
Terminamos nosso jantar conseguindo amenizar o clima, depois que conseguimos engatar uma conversa, o silêncio constrangedor não voltou a nos incomodar mais.
— Gostaria de sobremesa? A Sra. Bennet preparou uma Mousse de chocolate deliciosa.
— Adoraria.
— Ótimo, eu vou buscar, por que não me espera sentada mais confortavelmente no sofá?
— Claro. — Pego minha taça de vinho e sigo para a sala. Sento-me do sofá e deposito a taça na mesinha de centro.
Alguns instantes depois, Joe volta trazendo minha sobremesa e sua taça de vinho reabastecida.
— Não vai comer? — Pergunto ao ver que ele trouxe sobremesa apenas para mim.
— Não, mas por favor, fique a vontade.
Pego a colher e levo até a boca, sinto o gosto de chocolate e deixo a mousse derreter em minha língua.
— Deliciosa mesmo, transmita meus parabéns a Sra. Bennet pelo jantar maravilhoso e por essa sobremesa divina.
— Farei isso. — Ele diz com a voz rouca e baixa.
Levo mais uma porção de sobremesa a boca, Joe observa todos os meus movimentos.
Seguro entre meus dedos o morango grande, suculento e lambuzado de chocolate que enfeita a mousse e levo até a boca, mordo e solto um gemido de apreciação.
— Tudo bem, já chega. — Joe diz impaciente.
Ele deposita sua taça na mesa, perto da minha, e rapidamente tira das minhas mãos a sobremesa, também a depositando na mesa.
— Olha Demi, eu te chamei aqui hoje porque eu preciso falar com você. — Seu tom de voz é urgente.
— Então diga.
— A última vez que nos vimos... — Sua voz falha e seu olhar se torna selvagem, sei que assim como eu ele está lembrando da nossa noite juntos. — Bem, aquela noite foi muito intensa para mim, foi incrível, não consigo encontrar palavras que possam te dizer o quanto aquela noite mexeu comigo.
Ele faz uma pausa, esperando que eu diga algo, quando permaneço em silêncio, ele continua.
— Eu nunca senti aquilo antes, aquele desejo, aquela fome de você, aquela vontade incontrolável e enlouquecedora de te possuir...Eu nunca perdi o controle desse jeito com nenhuma mulher. Eu nunca senti que desejava tanto alguém que faria qualquer coisa para tê-la.
Ele para de falar novamente e vem se sentar mais perto de mim, com esse movimento sinto meu coração saltar e meu corpo se arrepiar, só de tê-lo mais perto.
— Lembra que eu havia te pedido apenas uma noite? Apenas uma noite para saciar meu desejo por você.
— Lembro, e foi isso que eu te dei naquela noite que vim aqui.
— Sim, você me deu o que eu pedi, mas o problema Demi...É que eu quero mais. — Ele diz me olhando intensamente, seus lindos olhos azuis parecem aquecer meu corpo, e essa palavra, “mais”, me faz tremer levemente, só de pensar em ter outra noite daquelas com Joe.
— Como assim mais? — Pergunto para saber o que esse “mais” implica.
— Meu desejo por você não cessou com aquela noite, ele só aumentou. Depois que você foi embora e durante esses dias que ficamos sem nos falar, eu pensei sobre o assunto. Pensei no que eu estava sentindo e nas consequências disso, por isso que eu não te liguei ou fui falar com você durante dias, porque eu estava tomando uma decisão.
— E o que você decidiu? — Pergunto começando a ficar ofegante.
— Que eu quero você, não só por uma noite, duas ou três. Eu quero você na minha cama, todos os dias.
Suas palavras surtem efeito diretamente no meio das minhas pernas, sinto um calor infernal.
— Não acho que eu entendo, Joe nós...
— Me escute, apenas me escute. — Ele se aproxima mais. — Demi, eu percebi que meu desejo por você é forte demais para ser saciado com uma misera noite ou duas. Eu preciso de mais, muito mais. Por isso, eu gostaria de te fazer uma proposta.
— Que proposta? — Pergunto curiosa.
— Que a gente continue sendo amigos, mas amigos com um pouco mais de intimidade.
— Você quer dizer amigos com benefícios?
— Isso, exatamente isso que eu quero. Eu sei que você ama o Vince e disse que iria voltar para ele, mas depois daquela noite...Algo te fez mudar de ideia e vir até mim, posso presumir que aquela noite que tivemos significa que você e o Vince ainda não voltaram?
Ouvir sobre Vince ainda é doloroso demais, então não respondo, só concordo.
— E vocês ainda estão separados, certo?
Concordo com um balançar de cabeça novamente.
— E você ainda quer voltar com ele?
— Não. A minha história com Vince acabou definitivamente. Eu ainda o amo, mas está tudo acabado entre nós.
— Ele te fez algo ou...
— Por favor, não pergunte, não quero falar sobre isso.
— Tudo bem, não vou perguntar nada sobre esse assunto. Mas posso te perguntar qual é a sua resposta para minha proposta?
— Sinceramente não tenho uma. Não sei o que pensar sobre isso.
— Você me deseja? Sente tesão por mim? Quer que aquela noite se repita muitas e muitas vezes? — Ele coloca a mão em meu joelho e me pergunta.
— Sim. — Respondo quase num sussurro.
— Então, aí está sua resposta. Por favor, Demi, diga que sim.
— Eu...Eu não sei...
— Sua indecisão é por causa do que você sente por Vince?
— Não. — Respondo em um tom zangado. Por que ficar falando o nome dele?
— Então por quê? Se eu te desejo e você me deseja...
— Não sei, Joe. Como seria essa relação de amigos com benefícios?
— Não tem muito mistério, nós continuaríamos amigos, porém faríamos sexo. Mas tenho que deixar claro duas coisas. Primeira coisa é que ninguém, ninguém pode ficar sabendo. Você sabe muito bem qual seria a reação das nossas famílias se descobrissem, não é? Sem falar que Nick me mataria por tocar na irmãzinha dele.
— E a segunda? — Pergunto.
— A segunda é que não pode haver, em hipótese alguma, envolvimento amoroso. Nós não seremos um casal, não pode existir entre nós mais do que amizade e respeito. O que eu quero dizer é que...Você não pode se apaixonar por mim, Demi.
Olho-o chocada. Quanta pretensão, como se eu fosse me apaixonar por ele. Já gastei minha cota de homens galinhas pelo resto da vida, aprendi minha lição, homens como Vince e Joe, nunca mais.
— Isso não é problema.
— Ótimo. Isso quer dizer que você aceita minha proposta? — Ele me olha com esperança.
Aceito ou não aceito?
Talvez se eu me envolver constantemente com um homem como Joe, esquecer Vince seja mais rápido.
Além do mais, o jeito que Joe fala sobre o seu desejo por mim, infla meu ego. Minha autoestima está em queda depois da traição dos meus dois últimos namorados, talvez dormir com um homem sexy como Joe me ajude a me sentir mais confiante, e quem sabe ter mais experiência para garantir que meu próximo namorado não tenha que procurar outra mulher para satisfaze-lo.
Olho nos fundos dos olhos de Joe e enxergo o tamanho da vontade dele de que eu aceite sua proposta.  
Pensando bem, não tenho nada a perder e muito a ganhar. Claro, se ninguém descobrir, porque se isso chegar aos ouvidos do meu irmão ou do meu pai, Joe é um homem morto e eu me tornarei uma prisioneira eterna.
— Tudo bem, eu aceito. Ninguém fica sabendo e nenhum de nos dois se envolve emocionalmente, combinado?
— Combinadíssimo, agora venha aqui.
Joe me agarra e me puxa para seu colo, sua boca vem na minha furiosamente. Ele me beija desesperadamente e com suas mãos fortes aperta meu corpo.
— Quarto. — Ele se afasta apenas o suficiente para proferir essa pequena palavra e volta a atacar minha boca.
Levantamo-nos desajeitadamente, com ele ainda me segurando nos braços e sua boca ainda devorando a minha.
Aos tropeços e gemidos seguimos para seu quarto. De repente Joe para e se afasta, caminha até o sofá e eu encaro suas costas confusa.
— O que foi? — Pergunto.
Ele se vira para mim e vem caminhando em minha direção com a mousse nas mãos e um sorriso largo e safado nos lábios.
— Esquecemos a sobremesa.

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Mais um pra vcs! Provavelmente o próximo capítulo saia a tarde.
xoxo