3.9.15

Faça Meu Jogo - Capitulo 4 (2/2)


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Ela pensou no assunto. Mas como poderia? Como exatamente dizer ao seu amante… não, amante, não; parceiro sexual… que tinha a reputação de ser uma bruxa sem coração, que os homens forjavam tentativas de suicídio porque você não era capaz de amá-los, que simplesmente preferia não ser incomodada com a coisa toda do romance? Não era exatamente feminino admitir que não se queria um sujeito lhe trazendo chocolate e flores, e que você há muito tinha percebido que fazia muito mais o tipo “amiga colorida” do que namorada.

Ela não poderia dizer essas coisas. E, de repente, não queria. Não para ele.

Por que essa ideia especificamente a incomodava tanto, porém, Demi honestamente não sabia.

Quando ela não respondeu, Joe finalmente incitou:

– Algumas vezes é simplesmente mais fácil fingir do que ser quem você realmente é?

– Sim, algo assim.

Ele balançou a cabeça tão levemente, e havia uma reprovação ou decepção visível na rigidez da boca dele.

– Ei, você concordou com as condições.

– Eu concordei com um caso de uma noite. – Os olhos dele brilharam quando acrescentou: – Você mudou as condições com seu e-mail.

Ele estava certo.

– Então talvez seja hora de renegociar.

Cautelosa, ela perguntou:

– Como assim?

– Talvez devêssemos concordar com pelo menos uma conversa aberta, honesta, sem, hum, enfeites.

Imaginando que um sexo ótimo iria fazê-lo se esquecer dessa ideia, ela lambeu os lábios.

– Não vejo motivos para você reclamar. Pensei que estivesse muito satisfeito com o modo como as coisas aconteceram esta tarde.

– Pelo que me lembro, você também. Pelo menos três vezes.

Ela lambeu a ponta do palitinho de pão.

– Hum… seis.

Joe cruzou os braços e recostou-se na cadeira, olhando-a com firmeza.

– Eu não estou contando as vezes em que eu não estava envolvido.

– Ah, querido, definitivamente você estava envolvido.

Uma sobrancelha se arqueou acima de um olho azul.

– Oh?

– A-hã. E você esteve envolvido em todas as outras vezes em que brinquei com aquele brinquedinho nas últimas duas semanas.

Ele deixou os braços cruzados caírem sobre a mesa, inclinando-se, chegando mais perto de Demi. Perto o suficiente para ela notar a pulsação dele latejando na garganta.

– É mesmo?

– Sim.

Ele pegou sua água, levando o copo liso à boca. Enquanto bebericava, os músculos de seu pescoço tensionavam. E quando ele pôs o copo na mesa, seus lábios estavam úmidos, entreabertos.

– Isso aconteceu muitas vezes?

– Provavelmente mais que no ano passado.

A expressão masculina de autossatisfação apareceu no rosto incrivelmente bonito de Joe.

– Você pensou em…

– Tudo – ronronou ela. – Pensei muito no assunto.

– Idem.

Ela engoliu em seco, percebendo o que ele estava confessando.

– Imagino que você não tenha brinquedos…?

– Temo que não. Tive de fazer a rota à moda antiga.

Contorcendo-se um pouco na cadeira enquanto pensava nele em busca de alívio por estar pensando nela, Demi repetiu a pergunta.

– Isso aconteceu muitas vezes?

Ele baixou os olhos, olhando para o pescoço dela e para o volume suave no decote do suéter com gola em V.

– O que você acha?

Percebendo que ela havia mandado mais do que era capaz de aguentar, e que as imagens de Joe acariciando aquela ereção longa e grossa iriam invadir o restante de seu jantar, Demi pigarreou e mordeu um palitinho de pão com força.

Joe não facilitou, no entanto, voltando exatamente ao ponto para onde tinha sido guiado pouco antes daquele desvio para “Luxuriópolis”.

– E o que aconteceu, seu brinquedinho deixou de ser o suficiente e então você decidiu quebrar as próprias regras e voltar para pedir alguma coisa que estivesse fora do cardápio?

Ela abriu a boca para responder, mas antes que pudesse, uma voz alegre se intrometeu.

– Algo mais? Esperem, alguém já pegou o pedido de vocês? Meu Deus, eu disse a ela que já estava vindo!

Demi mordeu o lábio com diversão ao perceber que a jovem garçonete, cujo crachá dizia Brittani, tinha ouvido parte da conversa. Obviamente ela interpretara o conteúdo erroneamente. Graças a Deus.

A garota provavelmente tinha apenas uns 17 anos, e parecia extremamente irritada por alguém ter atendido uma mesa que lhe pertencia. Aparentemente ela temia perder a gorjeta.

Considerando-se que eles haviam sido deixados sentados ali por uns bons dez minutos, ela aparentemente era do tipo otimista.

– Está tudo bem – disse Joe –, nós estávamos falando sobre outra coisa.

Demi não conseguiu resistir a ser um pouco travessa.

– Ah, sim. Definitivamente sobre outra coisa. Apenas relembrando algo que pedimos de um cardápio em Milão na semana passada.

A mandíbula da garota se abriu o suficiente para exibir a goma de mascar que repousava em sua língua.

– Vocês foram para a Austrália? Sério mesmo? Viram coalas?

Demi conseguiu disfarçar tanto a risada quanto o suspiro diante das habilidades geográficas nada impressionantes de Brittani.

– Nenhum coala – interrompeu Joe com gentileza. – Só alguns dingos. Agora, se você não se importa, acho que estamos prontos para pedir.

E então eles fizeram o pedido, escolhendo a pizza de pepperoni que Demi vinha desejando desde que eles começaram a falar sobre comida no quarto do hotel. A garçonete alegre, cujo humor melhorou assim que ela percebeu que não havia ninguém tentando roubar sua mesa, assentiu e se afastou, nem mesmo perguntando se eles queriam algo além de água gelada para beber.

A água gelada tinha praticamente acabado.

Quando estavam a sós novamente, Joe disse:

– Para ter certeza de que entendi, vamos esclarecer. Uma conversa honesta é tão proibida em seu planeta quando jantares românticos, certo?

Caramba, o sujeito era obstinado.

– Depende da conversa.

– Podemos falar sobre esportes?

Ela torceu o nariz.

– Filmes?

– Claro. Embora eu não tenha visto nada no cinema há pelo menos dois anos.

Ele deu de ombros.

– Eu também. Prosseguindo. Política?

– Só se você for de direita, com leves tendências ao centrismo, como eu.

– Progresso. Temos uma coisa em comum.

Sorrindo maliciosamente, ela disse:

– Acho que temos mais de uma coisa em comum.

– Touché.

Ela ergueu o copo e bebeu as últimas gotas de água, então sugou um pedacinho de gelo.

– Acho que há outra coisa sobre a qual seguramente concordamos. A gorjeta de Brittani está diminuindo a cada minuto que passa.

– Acho que também concordamos que a geografia deveria ser um curso obrigatório em escolas de ensino médio.

Ela riu, gostando do senso de humor impassível dele. Gostando muito dele.

Demais.

Talvez…

Não. Ela não ia nem chegar perto disso, nem mesmo em sua cabeça. Não ia avaliar a possibilidade de aquela coisa entre eles poder ir além de diversão e sexo incrível.

Ela sempre preferia diversão e sexo incrível a dramas emocionais angustiantes e campos minados de sentimentos.

Apesar de seus melhores esforços, durante alguns minutos Demi na verdade se permitiu papear. Nada muito pesado, definitivamente nada sobre relacionamentos anteriores ou medos mais profundos. Mas Joe conseguiu fazê-la admitir que já tivera uma quedinha por todos os membros dos Backstreet Boys, e ele revelara seu desejo secreto de ser um baterista de uma banda de rock, mesmo nunca tendo segurado uma baqueta.

– Os Backstreet Boys nunca tiveram um baterista – apontou Demi.

– Que pena. E pensar que poderíamos ter começado toda esta diversão há 15 anos.

– Há 15 anos, nós dois seríamos menores de idade.

– Mas pense em todas as coisas interessantes que poderíamos ter aprendido juntos.

Francamente, ela estava aprendendo muitas coisas interessantes com aquele homem, ali e agora. Aos 14 anos, ainda a rebelde que tentava sobreviver no país das maravilhas das mocinhas comportadas, Demi nunca acharia que seu coração poderia encontrar alguém que a excitasse como Joe Campbell.

Bem, seu coração provavelmente acharia. Seus pais, no entanto, teriam ficado loucos.

O bate-papo leve pareceu satisfazer Joe, pelo menos por ora, e ele não tentou conduzi-la a nenhum assunto mais pessoal. Que sorte. Demi sinceramente não sabia se teria sido capaz de explicar sua aversão a tais coisas. Não sem, no meio do processo, lhe dar todas as informações que ele estava buscando. Suas mágoas, sua educação rígida, sua má reputação de ser um pouco livre e insensível além da conta… tudo explicava quem era hoje. Mas não eram assuntos que ela particularmente tinha vontade de abordar. Fantasias adolescentes eram o ponto mais íntimo aonde ela preferia ir.

– Pronto, aqui está. Divirtam-se!

Brittani tinha retornado com a pizza bem a tempo, antes de Joe poder entrar sorrateiramente por quaisquer portas daquele papo que Demi pudesse ter, inadvertidamente, deixado abertas. Ela estava tão ansiosa para que as coisas continuassem daquele jeito, que pegou uma fatia e a abocanhou de imediato.

Decisão ruim.

– Ai! – Ela se sobressaltou quando o queijo grudento lhe queimou o céu da boca.

Joe imediatamente pegou um pedaço de gelo de seu copo d’água e o esticou para ela. Largando a pizza, Demi abriu os lábios com gratidão, chupando o cubo que Joe colocara em sua boca. Sua língua roçou as pontas dos dedos dele quando ela envolveu o cubo, e de repente a dor não era mais tão ruim. Notando a maneira como os olhos dele brilharam ao sentir a língua dela em sua pele, Demi teve de reconhecer que não foi tão ruim assim mesmo.

– Cuidado. Não quero que nenhum ferimento encurte nosso caso de duas noites – brincou ele. Então, olhando para a própria pizza, acrescentou: – Eu acho que vou esperar um pouco até isto esfriar. Tenho planos para minha boca hoje à noite.

Ela estremeceu na cadeira ao pensar naquilo. Porque, oh, o sujeito sabia como usar a boca. E havia coisas tão maravilhosas que ele poderia fazer com ela, as quais não envolviam a conversa que ela desconfiava que ele fosse querer retomar assim que terminassem de comer.

Demi pensou no assunto. Ficar ali e lidar com mais conversa? Ou simplesmente seduzir Joe no quarto de hotel?

Escolha óbvia.

– Joe? – disse Demi, falando com cuidado, o gelo agora era apenas uma lasquinha na língua dela.

– Sim?

– Podemos, por favor, embrulhar a comida para viagem?

Ele a encarou, como se avaliando o pedido e a motivação dela para tê-lo feito. Ela não precisava fingir seu interesse em retornar para o lugar onde ficaram durante uma quantidade de horas: em uma cama de quarto de hotel. Mas precisava esconder o fato de sua motivação ser, pelo menos em parte, sair dali para não ter de conversar mais.

Algo similar à compreensão atravessou o rosto dele, embora ela pudesse jurar ter visto uma ponta de frustração ali também.

– Tem certeza?

– Acho que você precisa dar um beijinho nisto aqui para sarar – disse ela, pressionando-o um pouco mais. Ela passou a língua nos lábios para frisar seu argumento.

Ele balançou a cabeça, sorrindo pesarosamente.

– Eu acho que deveria ser grato por ter descoberto que você tem inclinações políticas moderadas e que não tem ido ao cinema. Isso é mais do que eu sabia há duas horas.

– E não se esqueça… não sou fã de esportes.

– Já estamos chegando a algum lugar.

– Agora vamos para outro lugar – insistiu ela, inclinando-se sobre a mesa.

Aquela conversa pingue-pongue a lembrou do quanto gostava da sagacidade de Joe, de sua personalidade calma. Fisicamente, sentira-se atraída desde o início. Agora, porém, ela sabia que havia muito mais coisas interessantes a respeito dele.

Mas só até o dia seguinte.

A menos que…

Só até amanhã!

– Por favor – sussurrou ela. – Nós só temos até de manhã, e eu realmente não quero desperdiçar isto sentada aqui esperando a pizza esfriar.

Aparentemente notando a sinceridade da parte dela, Joe não hesitou. Acenou para a garçonete e então murmurou:

– Mas quando estivermos voltando ao hotel me reservo o direito de perguntar se você leu algum livro bom recentemente.

– Livros. Está bem, eu posso lidar com isso.

E podia mesmo. Livros eram um bom assunto. Bem como filmes, política, esportes e qualquer outra coisa que realmente não requeresse de conversa íntima.

Ele só não poderia perguntar a ela sobre seus relacionamentos anteriores, sobre sua família ou seu estilo de vida livre. Ela não iria partilhar quaisquer detalhes sobre sua aversão a cidades do interior, lares, círculos familiares, valores salutares ou qualquer outra coisa que lembrasse o mundinho onde ela crescera.

E Demi definitivamente não queria falar sobre seu coração levemente endurecido. Ou sobre o fato de algumas pessoas sequer acharem que ela possuía um.

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Dei uma atrasadinha mas aqui estou eu cm mais um capítulo! Comentem
xoxo

Faça Meu Jogo - Capitulo 4 (1/2)


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Dia dos Veteranos – 11 de novembro


Para: Jcampbell@campbelllagers.com

Enviada em: terça-feira, 10 de novembro de 2009

Assunto: Mais uma vez?

Joe…

Mais um feriado… O que diz? Quer me encontrar para uma brincadeirinha do Dia dos Veteranos, para brincarmos de soldado inimigo capturado versus interrogador implacável? Dem


Para: dememvoo@hotmail.com

Enviada em: terça-feira, 10 de novembro de 2009

Assunto: Re: Mais uma vez?

Afirmativo. Onde? Quando? J.

PS: Diga-me que eu vou ser o interrogador implacável.

SER INTERROGADO nunca fora tão divertido.

Deitado na cama no quarto do hotel em Cleveland, Joe observava enquanto a mulher mais sexy que ele conhecia emergia do banheiro. Ela estava enrolada em uma toalha branca, a pele escorregadia e avermelhada por causa da chuveirada fumegante que havia acabado de tomar. Provavelmente a pele também estava daquele jeito porque ele a tocara, saboreara, venerara durante a tarde inteira. E, embora ele já tivesse passado quase tantas horas de vigília dentro do corpo dela hoje quanto passara fora dele, Joe já a queria novamente.

Ele ainda não conseguia acreditar que aquilo tinha acontecido mesmo. Não o sexo… Deus, sim, o sexo aconteceria sempre que os dois estivessem em uma sala com uma superfície plana. Mas, sim, o fato de estarem juntos novamente de qualquer forma.

Joe havia tentado telefonar para Demi algumas vezes depois que eles se despediram em Chicago pela manhã, após o Dia das Bruxas. Ela não atendeu.

Nem respondera aos e-mails dele.

Por fim, ele teve de aceitar o fato de que ela havia falado sério: uma noite apenas. Ele teria de passar o restante de sua vida sabendo que a mulher mais desejável que ele já conhecera, e o melhor sexo que já havia feito, eram passado.

Ele tentou se convencer a retornar para sua vida real. Havia muita coisa necessitando de sua atenção: a empresa, a família, a própria casa. As responsabilidades pareciam pesar mais sobre suas costas toda vez que ele atendia ao telefone ou abria a porta de entrada.

Então, do nada, naquela manhã, um e-mail de Demi.

Joe não hesitou. Inventando uma reunião fora da cidade, jogou algumas coisas em uma bolsa, deixou seu cachorro na casa de um amigo e seguiu para Cleveland. Ele não precisou de mais detalhes além do nome do hotel e do tempo que ela levaria para chegar lá.

Não havia nada que poderia tê-lo impedido de fazer a viagem. Absolutamente nada poderia tê-lo impedido de aceitar o convite para pecar.

E, ah, como eles pecaram.

– Você sabe, eu posso ter mentido sobre os locais onde as ordens ultrassecretas foram escondidas. Eles podem não estar de fato dentro guitarra de Jimi Hendrix no Hall da Fama do Rock and Roll. Talvez você devesse me torturar novamente para arrancar a verdade de mim – ofereceu ele.

Alcançando sua bolsa, Demi pegou uma escova de cabelo de dentro dela e se virou para o espelho. Ela captou o olhar de Joe no reflexo quando começou a escovar os fios molhados.

– Desculpe. Não vou cair nessa. Eu não acho que qualquer outra pessoa teria aguentado aquela última rodada de… – Ela lambeu os lábios – … interrogatório.

Deus. Ele começou a ficar excitado novamente, só de pensar no assunto. A última rodada de interrogatório foi inesquecível.

Bem, para ser honesto, a tarde inteira tinha sido inesquecível.

Demi começara a desempenhar seu papel desde o minuto em que entrara pela porta do quarto do hotel. Joe era seu prisioneiro e era obrigado a obedecer às suas ordens. Ele entrou no clima, gostando da loucura nela.

Demi era agressiva e exigente. E extremamente sexy.

Ela insistira para ele tirar a roupa.

Ameaçando puni-lo caso não cooperasse, ela o instruíra a sentar-se em uma cadeira ao lado da cabeceira da cama.

Meio curioso, e mais que meio excitado, ele concordou com as condições dela. Queria ver até onde ela iria, o que exatamente Demi tinha em mente. Então ele dera sua palavra a ela, jurando que não se levantaria da cadeira, independentemente do que ela dissesse ou fizesse.

Ele tinha certeza de que seria capaz de cumprir a promessa. Estava absolutamente certo disso. Dissera a si mesmo que não iria se levantar, nem mesmo se o quarto estivesse pegando fogo.

No entanto o quarto pegou fogo. Ou, pelo menos, Demi fez parecer que pegou, preenchendo o lugar com um calor tão intenso que Joe pensou que sua pele fosse descolar dos ossos.

Foi necessário cada grama da força de vontade dele para permanecer imóvel, apenas observando. Porque, com pura malícia nos olhos, Demi tirara as roupas lentamente e se acomodara confortavelmente na cama, bem na frente dele. E então começou a dar prazer a si mesma com muita minúcia.

Ver as mãos dela se movimentando sobre aquele corpo incrível, sendo apenas um observador, incapaz de participar, foi exatamente a tortura que Demi previra. Joe começou a suar, a ofegar, a se enrijecer e a cerrar os punhos em busca de controle.

Não contente em apenas afagar os seios nus ou investir delicadamente seus longos dedos sobre sua fenda reluzente, ela de fato surgiu com um vibrador. E ele teve de ficar sentado ali, calado, quase morrendo, enquanto ela usava o brinquedinho para chegar ao clímax… três vezes.

Então, ainda ordenando a Joe para ficar quieto e deixar o controle por conta dela, Demi subiu em cima dele e se encaixou em sua ereção, recebendo-o profundamente dentro de seu corpo, controlando todos os movimentos, cada investida, cada estocada. Em determinado momento ela até mesmo virou ao contrário, montando-o como uma vaqueira, e sorrindo o tempo todo para seu reflexo no mesmo maldito espelho que ela estava usando agora.

Ele tinha certeza de que despejaria ao menos um galão quando Demi finalmente permitisse que ele ultrapassasse os limites com ela. E aquilo foi só o começo.

– Você é incrível.

– Deve ser Síndrome de Estocolmo – brincou ela. – Você está enfeitiçado por sua sequestradora, certo?

– A-hã. – Enfeitiçado. Boa palavra.

Talvez até mesmo à beira da obsessão.

– Não se preocupe, vai passar.

Ele duvidava muito disso.

– Acho que não.

O sorriso dela desvaneceu um pouco diante do tom intenso dele, e ela desviou o olhar enquanto se ocupava terminando de escovar o cabelo. De repente Joe se perguntou se ele havia tocado num ponto sensível.

– Você pode dizer que gosta de tudo de mim, mas aposto que há certas partes que prefere. – Ela contraiu os lábios, lembrando-o de tudo o mais que eles tinham feito até então. A segunda rodada da tortura de Demi tinha envolvido sua boca deliciosa.

Ele amara oferecer sexo oral na primeira vez deles. No entanto Joe nunca tinha contemplado o quão alucinante seria quando ela colocasse os lábios em torno de sua ereção. E então ela o levou ao limite repetidas vezes, deixando-o mais próximo possível do clímax, e em seguida, recuando, resfriando as coisas.

Joe segurou o quanto pôde, gostando daquele lado selvagem e ousado dela. Isso sem mencionar os adoráveis lábios e a língua de Demi sugando-o até fazê-lo se esquecer de quem era. Finalmente, porém, a coisa foi longe demais, e Joe soube que não podia esperar por muito tempo mais. Então ele exerceu seu papel no jogo, dando a ela a “informação” que Demi vinha querendo.

Contudo, em vez de dar fim à tortura, puxando-o para si de modo que Joe pudesse terminar as coisas no doce canal entre as pernas dela, Demi finalizou o jogo com sua boca. E ela nem mesmo dera a ele a chance de bancar o sujeito educado – ou de seguir o padrão de um filme pornográfico –, permitindo que ele retirasse antes de chegar ao fim da contagem regressiva.

Selvagem. Erótica. Intensa.

Ela era cada fantasia sua. E tão longe de sua vida real como uma mulher poderia ser.

Era a mulher de seus sonhos. E tão longe de sua vida real quanto uma mulher poderia estar.

Ele afastou violentamente aquela ideia. Porque embora não tivessem conversado quase nada até então, ele não achava que os sentimentos de Demi em relação ao que estavam fazendo, e ao que iriam fazer, tinham mudado. Um caso de uma noite havia evoluído para um caso de feriado. Ele só não sabia o quão longe no calendário ela desejava ir. Poderia ser o banquete de Ação de Graças dele, ou seu presente de Natal derradeiro. E se o destino fosse gentil, talvez seria ela a pessoa a pintar seus ovos de Páscoa.

Ou eles poderiam ter esta noite e nada mais. Nunca mais.

Não saber a resposta disso o deixava louco, tanto de um jeito bom quanto de um jeito ruim. A possibilidade de a coisa acabar ali o deixava desesperado para tê-la, tomá-la e possuí-la, tanto quanto possível.

Não acabou. Isto não pode ser tudo.

– Estou com fome – disse ela.

Afastando para bem longe os pensamentos sobre o dia seguinte, Joe sabia que tinha de focar nessa noite. Ele rolou para sentar-se na borda da cama. Uma coisa era certa: precisava comer a fim de ter forças para passar o restante da noite do jeito que pretendia.

– Eu também. Por favor, me diga que fui bonzinho o suficiente para conseguir mais que pão e água.

– O que acha de mingau frio?

– A-hã. Preciso de proteína. Deixe-me levar você para jantar.

Demi ficou boquiaberta, mas rapidamente se recompôs. Depois de hesitar, ela murmurou:

– Não sei…

– Eu preciso de algo para me dar força. De que outro modo poderei ter esperanças de resistir a você?

Ela virou um pouco a cabeça e desviou o olhar.

– Resistir a mim? É isso que você chama de resistir?

– Vamos lá, pegue leve comigo. É meio complicado dizer não a uma mulher quando ela está com seu pênis dentro da boca.

Impressionante. Eles tinham feito as coisas mais intensas um com o outro, mas Joe jurara ter visto um leve rubor no rosto de Demi ao ouvir as palavras dele. E ela ainda não estava olhando para ele.

Constrangimento? Parecia loucura, considerando tudo que eles tinham partilhado. Além disso, a inquietação dela não começara depois do comentário grosseiro dele, e sim quando ele sugerira que saíssem para comer. Ou talvez alguns minutos antes disso, quando ele admitira estar enfeitiçado por ela.

– Vamos ficar aqui. Podemos pedir serviço de quarto – insistiu ela.

Demi participara de joguinhos de sexo com ele durante a tarde toda, mas não queria ir a qualquer coisa que se assemelhasse a um encontro?

Interessante.

Joe se levantou e foi até Demi, colocando as mãos nos quadris dela e lhe dando um beijo na nuca.

– O serviço de quarto será no café da manhã – sussurrou ele. – Esta noite, porém, vamos sair daqui um pouquinho.

Ela ainda parecia insegura. Como se, agora que o joguinho tinha acabado, agora que eles não eram mais personagens e estavam conversando sobre algo tão simples como comida, ela não sabia o que dizer, como agir.

Ou quem ser.

– Nós dois sabemos que nossos encontros não se tratam disso…

– Olhe, não a estou pedindo em casamento, certo? – disse ele, forçando uma risada evasiva. – A gente só vai jantar. Comer juntos, não é uma declaração do relacionamento. Dividir uma refeição não eleva isto a algo mais que o caso de duas noites que você resolveu que poderíamos ter.

Os olhos dela brilharam, surpresos, como se Demi não tivesse imaginado o quanto era fácil decifrá-la.

Joe deu de ombros.

– Eu não sou idiota, está bem? Sei o que você quer e o que não quer. E aceitei isso quando apareci aqui hoje.

Ela ainda hesitava.

– Sem pressão, sem significados ocultos, é só comida – disse ele, persuadindo-a com tanto cuidado quanto se estivesse oferecendo um pedaço de pão a um pássaro silvestre. – Você pode escolher para onde vamos. Contanto que seja um lugar que sirva carne vermelha, eu aceito.

Ela mordeu o lábio, então finalmente disse:

– Você considera pepperoni carne vermelha? Porque eu estou com muita vontade de comer uma pizza.

Ele quase suspirou de alívio. Tanto por ela ter dito sim, quanto por ela não ser uma daquelas mulheres que gostavam de mordiscar cenourinhas e pedaços de alface e chamar isso de refeição.

– Perfeito.

Ela conseguiu dar um sorriso fraco.

– Você diz muito isso.

– Você é muito isso.

Ele encontrou o olhar dela no espelho. Demi não exatamente se desvencilhou da pressão suave para adentrar num território mais íntimo, pessoal, que ultrapassava os limites dos joguinhos sensuais entre eles. No entanto os músculos sob a pele sedosa retesaram levemente. O suficiente para avisar a Joe que ele deveria recuar.

Ele o fez.

– Dê-me dez minutos para eu tomar um banho.

Soltando-a com delicadeza, ele caminhou em direção ao banheiro, imaginando que Demi precisava de uma oportunidade para se recompor. Diabos, ele também. Porque nos últimos minutos lhe ocorrera, num baque, que apesar de ter ficado mais íntimo de Demi do que de qualquer outra mulher em sua vida, ele não sabia muita coisa a respeito dela.

Claro, sabia que gostava dela. Sabia que tinha um ótimo senso de humor, que era inteligente e trabalhadora. Sabia que pouco antes de chegar ao clímax, ela emitia um som estridente e adorável que vinha do fundinho da garganta.

Tirando isso… ele não sabia muito mais. Havia estado no apartamento dela, em um condomínio no centro antigo de Chicago, mas mesmo tendo visto onde ela morava, isso não oferecera muitas respostas sobre sua vida pessoal.

Demi não tinha animais de estimação, nem plantas, nem fotografias, nada que personalizasse o apartamento dela de jeito algum. Ao entrar nele, Joe soube imediatamente que era apenas um lugar para ela comer, dormir e relaxar… não era realmente o que se poderia chamar de lar.

Então talvez aquela saidinha para jantar, sem encenações, sem insinuações… sem sexo… seria uma coisa boa. Talvez fosse hora de dar um passo para trás, abandonar a simulação e realmente conhecer as pessoas de verdade por trás dos jogos.

Demi podia até não gostar, talvez até não querer isso. Mas Joe queria. Porque ele tinha a sensação de que a mulher por trás da ousada sedutora era alguém que ele realmente queria conhecer melhor.

QUANDO ENTRARAM em um restaurante italiano nas proximidades, recomendado pelo maitrê do hotel, Demi se flagrou começando a suar. E não apenas porque o Sr. Gostosura estava andando tão pertinho atrás dela, a mão apoiada possessivamente em seu cóccix.

Aquilo estava muito parecido com um encontro. Parecido demais com um encontro. E ao mesmo tempo em que ela gostava muito de Joe Campbell, namorá-lo não tinha sido parte do acordo. Um encontro tornava aquilo muito real, quando tudo que ela havia combinado desde o início era apenas uma fantasia. Um caso de uma noite que de algum modo havia se transformado em dois.

E apenas dois. Era isso, essa noite tinha de ser a última. A vida era complicada demais, e Joe era um sujeito muito incrível para Demi se envolver mais. Ele era muito estável, muito sólido, muito bonzinho.

Ela… não era. Demi não era um bom partido. Ela servia apenas para sexo, ah, sim, ela era boa em flertes e casos tórridos, mesmo que não tivesse arranjado tempo para algo assim nos últimos meses.

Mas namoro? Romance?

Relacionamentos?

Não, não. Ela era a bruxa que partia corações. A pessoa que entrava em pânico e caía fora sempre que alguém tornava a coisa um pouco séria demais ou tentava amarrá-la no lugar em vez de deixá-la viver sua vida em voo, do jeito que ela havia feito nos últimos dez anos.

Isto não é um encontro romântico. É só comida, para que a gente possa ganhar mais energia para fazer muito mais sexo louco e descompromissado.

– Dá para relaxar, por favor? – murmurou Joe enquanto seguiam a recepcionista, uma morena cinquentona usando um vestido com saia bufante que tinha gritado algo em italiano quando passaram pela porta vaivém. – É só uma pizza, pelo amor de Deus.

Demi deu um suspiro longo e trêmulo, tentando manter a postura firme. Embora fosse difícil fazê-lo quando os dedos de Joe estavam em cima dela.

– Esta mesa está boa? – perguntou a mulher mais velha quando chegaram a uma mesinha íntima para dois.

– Está ótimo – murmurou Joe.

Graças a Deus ele não disse perfeito.

Quando dizia aquela palavra, ele despertava muitas associações. Às vezes, deixava Demi incrivelmente excitada, às vezes, tensa demais.

Com a sua toalha de mesa com estampa xadrez vermelho e uma garrafa de Chianti servindo de castiçal para uma vela que pingava cera, a mesa parecia aquela em que a Dama e o Vagabundo tinham dividido um prato romântico de espaguete. Só precisavam de um par de cantores italianos com um acordeão e um violino para fazer uma serenata para eles.

Deus, aquilo era um encontro romântico, sim.

Demi quase saiu correndo. Se Joe já não tivesse puxado sua cadeira e a acomodado gentilmente no assento, ela provavelmente teria feito isso.

Não teria sido a primeira vez. Um sujeito com quem ela se envolvera, apesar de todas as advertências, certa vez dissera estar apaixonado por ela. E Demi correu para o aeroporto, entrou em um voo para Paris e ficou afastada por duas semanas.

Não era surpresa alguma ele encher a cara e telefonar para ela até hoje.

Mas talvez desta vez possa ser diferente. Porque ele é diferente.

Joe era tão diferente. Tão divertido, sexy e brincalhão. Ousado e imaginativo. Ele a fazia sentir-se diferente, de um jeito que nenhum homem tinha feito.

Demi suspirou profundamente, afastando aqueles pensamentos. A maneira como ele a fazia sentir-se não podia ser uma coisa boa. Não quando ele a deixava tão confusa, desequilibrada, insegura.

Completamente diferente da Demi.

– Obrigado – disse Joe enquanto tomava o assento do lado oposto dela e sorria para a recepcionista. Apesar de ser pelo menos 20 anos mais velha, ela se envaideceu um pouco, como qualquer mulher faria sob a atenção de um homem tão bonito quanto seu acompanhante.

Acompanhante. Não companheiro.

– Vocês são daqui? – perguntou a mulher.

Joe balançou a cabeça.

– Só estamos visitando a cidade.

– Excelente! Ao contrário do que podem pensar, Cleveland é um ponto turístico maravilhoso. Muito romântico – disse a mulher, meneando as sobrancelhas. – Há muitas coisas para um jovem casal apaixonado fazer.

Demi abriu a boca para responder, mentiras e negações borbulhando nos lábios. Eles estavam apenas brincando ali… apenas duas pessoas loucamente compatíveis fazendo joguinhos indecentes. Nada além disso.

No entanto, antes que qualquer resposta pudesse emergir, Joe segurou a mão dela e a apertou em cima da mesa. A recepcionista balançou a cabeça em aprovação, em seguida, virou-se para cumprimentar alguns recém-chegados que estavam à entrada.

– Você ia inventar uma história ultrajante, não ia? – perguntou ele, liberando a mão dela casualmente, pegando um guardanapo e abrindo-o sobre o colo.

– Como sabe?

– Você está negando?

– Claro que não. Só estou me perguntando como você sabe.

– Ah, acredite, eu estou começando a compreender como sua mente funciona. Romance, amor… essas palavras não fazem parte do seu vocabulário, certo?

Ela assentiu uma vez.

– Certo.

A anfitriã tinha deixado uma cesta de palitinhos de pão na mesa, e Demi pegou um, mordiscando levemente a extremidade, sem se esmerar mais na resposta, mesmo sabendo que Joe provavelmente esperava que ela o fizesse. Aquele tipo de conversa era para encontros românticos. Aquilo era apenas uma… pausa para a nutrição.

– Então… que tipo de história você ia contar? – Ele parecia genuinamente curioso.

– Sei lá. – Pensando, ela bateu o dedinho no queixo. – Você é uma testemunha contra a máfia num programa de proteção e eu sou sua guarda-costas?

– Você obviamente não é uma guarda-costas muito boa se sair por aí tagarelando sobre eu ser uma testemunha.

– Eu não disse que era boa. Talvez eu seja um tanto estúpida, como em um daqueles filmes péssimos.

– Hum, é possível. – Ele olhou ao redor do restaurante, as mesas cheias de pessoas com o tipo físico muito parecido com o da recepcionista multiétnica, Rosalita. – Mas isso pode não ser uma boa ideia neste lugar. Acho que metade dos comensais aqui são de uma geração vinda da Sicília. Eu posso acabar apanhando.

– Tem alguma ideia melhor?

– Coelhinha da Playboy e magnata?

– Vá sonhando. – Lançando um olhar travesso, ela acrescentou: – Além disso, eu não acho que você ficaria muito bem com orelhinhas de coelho.

Ele riu alto. Antes que pudesse responder, no entanto, um garçom apareceu e encheu dois copos de água, deixando-os ao lado dos cardápios intocados. Um silêncio desconfortável decaiu, uma vez que o adolescente com cara de tédio se foi.

Finalmente, Joe quebrou o silêncio.

– Então… Por que não ficamos com uma piloto de Chicago que está saindo com um homem empresário de Pittsburgh?

Ela bufou, forçando-se a permanecer casual quando sua primeira reação à ideia de ser apenas quem eles realmente eram lhe dava mais pânico.

– Entediante.

– Você continua usando essa palavra… eu não acho que isso signifique o que você acha que significa.

Encantada por ele ter citado uma frase de um de seus filmes favoritos, A princesa prometida, com sotaque espanhol, ela disse:

– Benfeito.

– Uau, temos algo em comum? Um filme ao qual nós dois assistimos?

Ela fez um gesto em direção à mesa e à vela.

– Se tivéssemos o mesmo gosto por filmes, você saberia o quanto fico apavorada pela possibilidade de um italiano aparecer aqui e começar a cantar “Bella Notte”.

– Pelo menos me diga que eu me daria bem como o Vagabundo nessa.

Algo no tom impostado dele, além do fato de ele saber exatamente do que ela estava falando, fez Demi relaxar e oferecer seu primeiro sorriso genuíno desde que tinham chegado.

– Eu sou um pé no saco, eu sei.

Duvido que você iria entender.

– Eu poderia. Por que você não tenta?
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O que estão achando da história até agora? Eu particularmente amo essa história <3
xoxo

Faça Meu Jogo - Capitulo 3 (2/2)


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Deus, ele era tão sexy, tentando-a com tudo que era proibido e quente. Ele ainda estava jogando, porém mudando as regras do jogo para se adequar aos próprios caprichos. Ele acrescentou um tabu, deixou tudo mais erótico.

– Então isso significa que você gosta de lidar com duas mulheres ao mesmo tempo? – perguntou ela, tentando excitá-lo intencionalmente. Ela queria que ele fosse mais depressa, que lhe oferecesse mais, imediatamente.

Demi já devia saber. Joe simplesmente continuou a lhe beijar a boca, o queixo, o lóbulo da orelha.

– Eu gostaria de ter duas de você.

– Por que não fica com uma primeiro antes de decidir se quer uma porção dupla?

Embora tivesse rido, Joe continuou a manter a coisa bem lenta, arrastando o momento. Ele iria torturá-la com uma combustão lenta e sedutora em vez de simplesmente fazê-la explodir em um incêndio sexual picante, do jeito que ela queria.

– Seu malvado – murmurou ela.

Joe voltou a pousar os lábios no pescoço dela, descendo com beijos, lambendo, mordiscando. Para Demi só restava se contorcer e gemer conforme as sensações a inundavam. Quando o rosto com barba por fazer dele roçou a curva de um seio, ela instintivamente arqueou, desejando uma conexão muito mais íntima.

Joe cedeu, esfregando a bochecha dele contra a blusa de seda enquanto levava a boca ao mamilo. O hálito dele soprou ali, ardente e auspicioso, depois ele cobriu o bico teso e sugou por cima do tecido mesmo.

– Você é maravilhoso – gemeu ela.

As pernas de Demi amoleceram, e ela cedeu de encontro a ele. O corpo de Joe na frente dela e a porta às costas pareciam ser as únicas coisas segurando-na ali.

Por mais que Demi quisesse aquilo, Joe não abriu a blusa dela para sugar o seio nu, parecendo satisfeito em atormentá-la através das roupas.

– Joe, toque-me, por favor – sussurrou ela.

Ele estava tocando, segurando seus quadris, os dedos cravando levemente no bumbum. No entanto ela queria muito mais.

As mãos fortes de Joe desceram pelas laterais do corpo de Demi, deslizando deliberadamente. As palmas se aninharam no entalhe da cintura, envolvida com ternura, depois subiram para a barriga, para a lateral dos seios.

– Linda – murmurou ele enquanto apertava as mãos, fazendo os seios dela saltarem, de modo que suas curvas quase transbordaram da blusa. E então o botão antigo de cima cedeu, abrindo-se num estalo. Ele se aproveitou de imediato, baixando o rosto e roçando o nariz ali, ao mesmo tempo em que abria o botão seguinte, e o outro logo abaixo.

Quando a blusa de seda caiu pelos ombros de Demi, Joe deu um passo para trás para poder apreciá-la, seu olhar de satisfação se transformando em um de avidez pura e violenta. Então, Demi não teve de pedir a ele para tocá-la, para prová-la. Em vez disso, ele se abaixou imediatamente, cobrindo um mamilo com a boca e sugando com força.

Ela enredou as mãos no cabelo dele, segurando-o ali, sentindo cada latejar intenso no ponto trêmulo de sensações entre suas coxas. Tomando o outro seio com a mão, Joe ficou brincando com o mamilo entre as pontas de seus dedos. Um puxão firme trouxe um grito trêmulo aos lábios de Demi. E então Joe o envolveu com a boca para beijar e sorver qualquer pontada de dor, embora soubesse, ele precisava ter certeza que o que Demi sentia era prazer absoluto.

Desesperada pelo contato pele com pele, ela puxou a camisa dele, abrindo-a, não dando a mínima por alguns botões terem saído voando. Ele também não pareceu se importar. Simplesmente tirou a camisa, dando continuidade à atenção adorável e erótica aos seios dela.

Então, uma vez que ele também estava nu da cintura para cima, Joe voltou à boca de Demi e a beijou profundamente. As línguas se emaranhavam e brincavam enquanto o peito e os seios nus queimavam um contra o outro. Ela não sabia se já havia sentido algo tão delicioso quanto os pelos do peito de Joe raspando em seus mamilos úmidos.

Exceto, talvez, se comparasse às sensações causadas pela boca dele. E pelas mãos. E, ela desconfiava, sobre qualquer outra coisa que ele escolhesse pressionar contra ela nos próximos 15 minutos.

Joe não interrompeu o beijo, nem mesmo quando ambos buscaram o cós da roupa um do outro. Os dedos ágeis dele abriram facilmente o short dela, e sua calça estava tão larga nele, que Demi só precisou desabotoar, sendo desnecessário baixar o zíper, antes de puxar as calças pelos quadris estreitos.

Ele estava usando algo sob a fantasia: cuecas boxer que se esforçavam para conter uma ereção que literalmente fez Demi puxar o fôlego num arfar chocado, satisfeito.

Toda aquela imensidão. Toda dela.

Pelo menos por essa noite.

Antes de deixar a calça cair, Joe enfiou a mão no bolso.

– Espero que não pense que eu estava achando que você já estava no papo, mas comprei isto na máquina automática no banheiro dos homens.

Ela o viu puxar o preservativo do bolso e sorriu.

– Minha bolsa está ali. E se você verificar, vai ver que parei na loja de presentes do aeroporto e comprei uma caixa inteira. Então acho que sou eu quem poderia ser acusada de achar que você já estava no papo.

– A qualquer hora, em qualquer lugar, linda.

Ela gostava do jeito como ele a chamava, gostava do jeito como ele repetia o elogio silenciosamente com os olhos enquanto a encarava. Seu olhar estava repleto de cobiça quando ele recuou o suficiente para olhá-la, o tronco, os quadris, a junção das coxas.

Aquele olhar estava tão faminto, que deveria ter servido para avisá-la sobre o que ele ia fazer. Mas não serviu. Joe a pegou completamente de surpresa quando ficou de joelhos no piso de cimento e levou a boca ao vão logo abaixo de seu osso pélvico. Em seguida, a língua macia e curiosa estava mergulhando mais abaixo, lambendo a umidade dos cachos.

O sexo oral era uma de suas coisas favoritas. No entanto ela nunca tinha conseguido isso tão rapidamente de um homem. Ou tão…

– Ai, Deus – gemeu ela quando ele desceu mais, deslizando aquela língua morna, doce entre suas dobras e girando-a ao redor do clitóris latejante. – Isto é fantástico.

Ela pendeu contra a porta, impotente para fazer qualquer outra coisa sob o ataque de um prazer tão intenso. E ela não emitiu nenhum som de protesto quando ele agarrou uma de suas pernas nuas com a mão grande e forte. Sem dizer palavra, Joe pôs a perna no próprio ombro, puxando Demi para ainda mais perto de sua boca faminta.

– Joe, você não precisa…

– Sim, na verdade preciso – murmurou ele, continuando o que estava fazendo.

Demi olhou para ele, vendo então o pé com a bota nas costas de Joe. Só agora ela parecia incrivelmente picante e sexy, a bota derradeira do modelo transe-comigo da época original do amor livre.

De repente, ela se sentiu como a garota que estava retratando. Como se fosse uma aeromoça sexy tendo um interlúdio louco num quartinho com um piloto, só porque ela queria. Sem necessidade de explicações, sem perguntas, sem arrependimentos. Viva o momento e ame aquele que está com você.

Para ela, estava ótimo assim.

– Pare de pensar. Relaxe – ordenou ele, sem olhar para cima.

Demi obedeceu, desistindo de qualquer esforço para fingir que não queria que ele finalizasse o que tinha começado.

E Joe finalizou. Dentro de instantes, Demi sentiu faíscas, ondas velozes de prazer ardente que estavam se concentrando firmemente em fazer seu clitóris latejar e explodir. As sensações dispararam pelo seu corpo inteiro, onda após onda, deleitando-a até as pontinhas de cada fio de cabelo.

Demi gritou, requebrando os quadris. Joe permaneceu ali, continuando a saboreá-la enquanto ela sobrevivia ao orgasmo, ordenhando e fazendo-a contrair os músculos até sugar a última gota de sensações. E só depois que acabou foi que ele saiu de debaixo da perna dela e se levantou para encontrar seu corpo nu.

Demi estava ofegante e quase desesperada no momento em que Joe ficou cara a cara com ela. Os olhos dele brilhavam, então ele lambeu os lábios úmidos e sussurrou:

– Definitivamente quero manter este pedido do cardápio.

Louca de desejo por ele agora, necessitando ser preenchida, ela agarrou o cabelo dele e puxou o rosto de Joe para si, para um beijo profundo e inebriante. Desta vez, foi ela quem levantou a própria perna. Envolvendo-o com suas coxas, ela inclinou a virilha para encontrar aquela ereção grossa ainda escondida pela cueca.

– Tire – pediu ela, murmurando de encontro à boca dele.

Ele se afastou alguns centímetros, longe o suficiente para retirar a última peça de roupa. Longe o suficiente para Demi olhar para baixo e avaliar o presente delicioso que iria receber.

Uau. Conforme havia suspeitado, o “presente” de Joe era muito maior que qualquer um que Demi tinha visto. Ela quase arfou com a necessidade de ter todo aquele calor másculo dentro dela, preenchendo-a.

– Droga. Eu não estava exagerando – sussurrou ela.

Joe sequer olhou para cima, abrindo a embalagem da camisinha com os dentes e vestindo-a enquanto murmurava:

– Hum?

– Eu disse àquele idiota na pista de dança que se ele se achava capaz de estar à sua altura, ele obviamente precisaria de uma nova régua, porque a dele teria de ser quebrada.

Joe soltou uma risada, mas que logo desapareceu quando ele se posicionou entre as coxas dela. Demi levantou a perna de novo, abrindo-se para ele, arqueando-se em direção à ponta maciça e esfregando os fluidos naturais de seu corpo ali.

Joe apoiou a mão na porta atrás da cabeça dela, a palma aberta, o braço forte pouco acima dos ombros de Demi. Ela virou a cabeça por um instante, desejando lamber o pulso dele, sentir o latejar do sangue nas veias. Ela o fez, lambendo o suor, sentindo a força da pulsação dele contra sua língua. A excitação dele simplesmente estimulou a dela quando Demi voltou a encará-lo, perdendo-se naqueles olhos azuis.

E eles ficaram se olhando quando ele a penetrou. Ele começou se movimentando lentamente, com restrição total. Demi abriu a boca, dando um leve suspiro ao senti-lo investindo mais fundo, centímetro a centímetro. Ele era sólido e grosso, esticando-a, encontrando um lugar para si dentro de seu corpo.

Um lugar temporário, ela sabia disso.

Mas também sabia que era algo que ela nunca iria esquecer. Aquele era o amante de uma noite só com quem toda mulher fantasiava pelo menos uma vez em sua vida. E só por essa noite, ele era dela.

– Perfeita – disse ele, ecoando sua afirmação anterior.

Desta vez, ela sabia do que ele estava falando. Sabia enquanto ele deslizava para o lugar ao qual pertencia, indo até o fim dentro dela, que ele se referia à conexão entre eles, que era perfeita. Estar tão grudada a ele era a coisa mais maravilhosa do mundo.

– Você está bem?

Ela assentiu, incapaz de falar. As sensações a golpeavam, o cheiro dele, o calor da pele contra a dela, a respiração quente contra o rosto dela. Demi sentia até mesmo os batimentos cardíacos dele, percebendo de imediato que o ritmo combinava perfeitamente com o dela, como se eles compartilhassem um único órgão.

– Perfeito – concordou ela finalmente.

Como se ele estivesse aguardando por Demi para certificar-se de que de fato estava bem perante aquela posse incrivelmente profunda, Joe finalmente começou a se movimentar. Ele colocou as mãos nos quadris dela, segurando-a enquanto recuava lentamente, então deslizou para dentro dela outra vez, fazendo-a sentir-se tão bem a ponto de deixar escapar um pequeno soluço.

A investida seguinte foi um pouco mais forte. E a que veio depois foi mais forte ainda. Cada movimento rendia um gemido mais alto de Demi.

– Mais – pediu ela, cravando as mãos nos ombros largos dele, ainda atordoada com a força do corpo que ele tinha escondido debaixo daquele terno conservador. – Isso.

Joe ergueu Demi, as mãos segurando o traseiro dela, controlando todas as investidas, todos os movimentos, todas as sensações. Envolvendo as pernas em torno dos quadris dele, Demi lhe beijou o rosto, acariciou o cabelo e o agarrou enquanto ele a levava a mais um orgasmo intenso.

Ela ficou verdadeiramente abalada.

Jogou a cabeça para trás e gritou, batendo na porta, mas não ligou. Nem se importou quando Joe pareceu perder quaisquer restos de controle que o estivessem restringindo. Como se os gritos de prazer dela tivessem acabado com a consciência dele, Joe investiu nela enlouquecidamente, até que finalmente, com um grito duas vezes mais alto que o de Demi, ele chegou ao ápice também.

Joe ficou abraçado a Demi ali por um longo tempo, ainda dentro dela, a respiração soando entrecortada, e o coração batendo loucamente de encontro ao dela. Finalmente, porém, ele a soltou para que pudesse ficar de pé sobre as pernas trêmulas.

No entanto ele não a soltou completamente, mantendo os braços ao redor dos ombros dela. Finalmente, depois de alguns minutos, durante os quais a pulsação de Demi saiu da aceleração total e começou a se acalmar, Joe ergueu a mão para o rosto dela e lhe segurou o queixo.

– Demi?

– Sim?

– Onde você mora?

– Tenho um apartamento não muito longe daqui.

Ele assentiu, então se desvencilhou dela com uma última carícia pesarosa.

– Vamos nos vestir. Ou nos enrolar no máximo de roupa que conseguirmos, considerando todos os botões arrebentados. – Ele a encarou fixamente, como se estivesse buscando alguma pista do humor dela. – Se você realmente estava falando sério, se só íamos ter esta noite…

O coração de Demi falhou uma batida. Ela sabia o que ele estava pedindo. Será que ela realmente queria manter a condição original?

Ai, Deus, Demi estava tentada a dizer a ele para esquecer o que ela havia proposto. Após possuí-lo uma vez, parecia quase inconcebível não poder fazê-lo de novo depois dessa noite.

Entretanto uma vozinha dentro de sua cabeça, aquela que sempre a lembrava do quanto suas relações anteriores acabaram mal, não a deixaria fazer isso. Sendo assim, ela não respondeu.

Ele assentiu uma vez, em seguida lhe deu um beijo frio nos lábios.

– Entendi. – Ele entregou as roupas dela e começou a vestir as dele também. – Vamos nos apressar então. Se só teremos esta noite, vou querer passar o máximo possível dela na sua cama… fazendo amor com você.

A mão de Demi tremia um pouco. Porque depois daquelas palavras carinhosas e sensuais, uma desconfiança cruzou sua mente.

Uma noite não ia ser suficiente.

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