29.7.14

Subindo Pelas Paredes - Capitulo 22

 
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Glossário:
*Kitty (bichano, gato...) em inglês também pode significar boceta.

JOE POV

Era tudo que eu poderia fazer para não começar a rir quando a vi, mesmo tão cansado como eu estava. Era quase além da minha própria compreensão que eu tinha voado do outro lado do mundo por essa mulher, e assim que eu a vi, coberta de açúcar e passas errantes, eu sabia que estava certo por fazer isso. E enquanto a visão dos frutos secos presos em sua testa era o suficiente para me fazer rir em voz alta, era muito mais importante neste momento descobrir por que ela havia mentido. Para o meu benefício, certamente, mas mentiu mesmo assim. Agora, cada homem que se preza pode dizer quando uma mulher está fingindo. E qualquer homem que se preza sabe que acontece com cada indivíduo. E qualquer homem que se preza não deve ficar ofendido por isso. Qualquer homem que se preza... uau, minha pressão arterial estava subindo apenas por pensar sobre todas essas coisas. E não havia isso nesta sala agora, apenas uma mulher linda pela qual eu estava claramente loucamente apaixonado, junto com um monte de açúcar. Ele foi triturado quando entrei, ele estava por todo o chão. E por que exatamente?

Enquanto eu caminhava para dentro da sala, olhei em volta e vi que a minha menina tinha estado ocupada. Minha menina. Jesus, isso parecia banal, e ainda, realmente muito fantástico. Meus olhos encontraram as tortas, biscoitos, brownies, e depois... merda, o pão. Inúmeras pilhas de pão embrulhadas em suas folhas de papel... eles estavam empilhados em três fileiras no topo da mesa. Eu me pergunto de que sabor ele eram, laranja, amora? Abóbora? Abobrinha? Abobrinha... foi aí que tudo começou. Ela tinha me ganhado com a abobrinha. Era isso que acontecia quando você se apaixonava? Você pensava em frases como, ela me ganhou com a abobrinha?

Merda, eu estava caindo duro.

Novamente, o fato de que eu tinha voado para casa mais cedo, ignorado as fotos que eu sabia que deveria tirar, só para ter certeza de que a minha garota (sinos tocavam dentro do meu cérebro cada vez que eu pensava nessas palavras) estava bem... merda, ela me tinha nas mãos. E lá estava ela, linda em sua desorganização, e eu me perguntava por que no mundo ela não tinha sido honesta comigo. Quer dizer, fingir? Não em minha cama. De jeito nenhum. Eu soube no momento em que aconteceu, ela estava tão perto, eu podia sentir, tudo à minha volta, pulsante e quente e molhado e escorregadio e desejoso e perfeito.

E então, algo mudou. Foram seus olhos, eles mudaram e, em seguida, se fecharam para mim. Ela deu um grande show, mas Demi sempre tinha sido tão verdadeira, tão perfeita lá comigo, que assim que ela gozasse, eu saberia disso. Eu precisava saber o por que. Por que ela teria fingido? Se foi por mim, merda. Estar dentro desta mulher era quase mais do que eu poderia agüentar.

O sentimento, o sentimento intenso que englobava a totalidade de entrar nessa mulher pela primeira vez, era tudo que eu poderia segurar para não gozar de imediato. Quer dizer, nós estamos falando da resistência sexual de um jovem de 15 anos, era quase embaraçoso como rapidamente as coisas poderiam ter terminado naquela noite. E logo depois de anos de uma experiência sexual incrível com mulheres fantásticas, sempre que eu queria, sempre que necessário, com Demi a sensação se tornava algo... sagrado. Era enlouquecedor.

Eu amava essa mulher.

Eu não tinha certeza de quando isso aconteceu. Algo entre uma luta com os tubos d’água dela e a noite que passamos sob o edredom da minha mãe.

Eu amava essa mulher.

Ela precisava saber disso.

Não havia nada no mundo, no meu mundo agora, mais bonito do que a visão de Demi, nua e abaixo de mim. E isso era algo que eu queria ver novamente e novamente. Como sempre, quando eu pensava sobre a Demi nua, a minha mente se perdia e mesmo agora eu estava balançando um pouco a cabeça, tentando lembrar onde eu estava. Certo, certo, cozinha da Demi, rodeado por uma padaria inteira. Quando me dei conta da quantidade de produtos de panificação em torno de mim, percebi que um frenesi de cozimento havia ocorrido nas primeiras horas, desde que ela saiu do meu lado. Eu não usava a palavra frenesi muito frequentemente, mas não havia dúvida que um frenesi tinha sido celebrado, e do jeito que ela estava agora amassando um pedaço de massa indefesa em cima do balcão, ao que parece, o frenesi ainda estava batendo.

Ah, as batidas. Quando eu poderia estar batendo em cima de Demi de novo?

Foco Jonas, sua mulher está amassando uma massa.

Eu assisti enquanto Demi capotava e amassava um pedaço de massa de pão branco macio em sua bancada, o manipulando e girando, lavando seu rosto com o rubor. Ela estava claramente chateada, mas o que no mundo este inofensivo pedaço de massa poderia ter feito para deixá-la tão frustrada?

Ela ainda tinha que responder a minha pergunta. Eu deveria ter pensado nisso com um pouco mais de cuidado, nesse negócio de fingir? Talvez sim, talvez eu devesse ter pensado nisso. Mas foda-se, eu só voei sobre o Atlântico, e depois por todo o país para fazer-lhe esta pergunta, eu não iria embromar. Andei até ela, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha enquanto ela continuava a bater e virar. Ela estremeceu quando eu a toquei, com o rosto e mandíbula tensos.

- Vamos conversar sobre isso - Pedi calmamente, mergulhando o nariz em seu pescoço e cheirando sua essência. Açúcar mascavo, mel, quente e acolhedor. Seu corpo se inclinou para o meu por um segundo, pareceu então se sacudir e retomou suas batidas na massa do pão.

- O que há para conversar? Eu não sei nem mesmo do que você está falando, você está delirando com a mudança de horário? - perguntou ela, evitando os meus olhos, enquanto seu rubor indicador subia seu pescoço. Eu ia acabar com isso agora.

- Garota da Camisola, vamos lá. Fale comigo - eu forcei, agora cheirando seu pescoço, sentindo meu corpo responder à sua proximidade, como sempre. - Se nós vamos fazer isso, então temos de falar um com o outro.

Ela pegou um pedaço da massa e jogou contra a parede. Ela pingou e rolou, pegajosa, como aquelas coisas de insetos rastejadores que eu costumava jogar quando eu era criança. Ela girou seu rosto para mim, o rosto ainda vermelho, mas com os olhos brilhando.

- O que isso iria ser? - Eu perguntei, inclinando-me à massa.

- Brioche, que ia ser brioche - ela respondeu rapidamente, seu tom frenético.

- Eu aposto que ele seria gostoso.

- Dá muito trabalho, quase demais.

- Nós poderemos tentar novamente. Eu ficaria feliz em ajudar.

- Você não sabe que você está oferecendo, você tem alguma idéia de como é complicado? Quantos passos existem? Quanto tempo isso pode levar?

- Coisas boas vêm para aqueles que esperam.

- Cristo Joe, você não tem idéia, eu quero tanto isso, provavelmente até mais do que você.

- Eles fazem croutons disso, né?

- O quê? Do que diabos você está falando?

- Brioche, certo? É como se fosse algum tipo de pão, não é? Ei, pare de bater a cabeça contra o balcão - Entrei em pânico, vendo-a bater a testa repetidamente contra o granito, grudando mais farinha por todo seu rosto.

Ainda linda, embora. Mas eu não queria uma garota com danos cerebrais, por isso, tentei intervir entre ela e a bancada antes de o granito ganhar.

DEMI POV

Ele sabia. Ele sabia e já tinha voado de volta para descobrir o porquê. Como ele sabia? Como ele poderia possivelmente saber, após a performance da minha vida que eu sempre faço quando eu vou gozar. Ele sabia.

Porra ele é bom...

Coração tinha pulado para fora do peito quando ele o viu na porta. A Perseguida estava logo atrás, involuntariamente, se apertando com a visão do Bate-Parede. O Cérebro imediatamente analisou a situação e declarou-lhe um candidato digno, observando o tempo e a distância que ele havia se movido para descobrir o motivo de minha preocupação. A Coluna Dorsal se endireitou imediatamente, sabendo que uma boa postura criava um ambiente mais bonito... você não poderia culpá-la. Os Nervos... vibravam.

E agora ali estava ele, na minha cozinha, com essa cara linda e esses olhos verde-lima que faziam seu corpo inteiro parecer carinhoso e quente e sexy e viril e me-chuta-na-cara fantástico. E lá estava eu, coberta de mel e passas e batendo a cabeça na bancada depois de estragar o meu brioche.

Estragar o meu brioche. Isso era um grande nome para um... foco Demi!

Por que. Por que. Ele queria saber por quê. Eu dei por acaso um rápido olhar para ele entre os estrondos... ahem... e vi que ele estava ficando preocupado. Como eu, minha cabeça estava realmente começando a doer. Eu estava cansada, sobrecarregada e sem um orgasmo. E um toque de alegria?

Após um ultimo estrondo, endireitei-me, então, fui um pouco para a esquerda. Eu parei de me balançar, respirei fundo, e deixar rolar.

- Por que. Por quê? Você quer saber o por quê de que?

- Eu gostaria de saber, você parou de se bater?

- Deus o abençoe, sem mais batidas. Ok, porquê. Porquê? Aqui vai - Eu comecei, passeando em um círculo apertado, esquivando-me das gotas de chocolate e nozes que se reuniram perto do balcão. Avistei Clive no canto, batendo uma noz entre suas patas gigantes. Nozes por todo o chão, nozes na minha cabeça, dentro. - Você sabe alguma coisa sobre artigos esportivos Joe?

JOE POV

Ela estava circulando o balcão como um tubarão, resmungando. Eu podia entender algumas palavras, e até agora o que eu tinha entendido era: "Weinstein... uma noite... lebre... ele foi embora... a noite... Catalano... nem mesmo Clooney... pausa... Oprah... só...só... nem mesmo Clooney... Jason Bourne... quase Clooney... camisola rosa... batidas..." e então eu estava tão tonto como ela. Eu tinha tentado agarrá-la em cada vez que ela circulou perto de mim, mas ela estava sempre fora de alcance. Perto, mas então fora em outra tangente. Ela chegou perto de mim, quase perto o suficiente para eu a agarrar, mas depois saiu em outro espiral.

Minha cabeça doía só de olhar para ela, e eu não a tinha deixado chegar em qualquer lugar perto do balcão.

Ela fez uma última passagem, desta vez, murmurando, "Conto de fadas espanhol com camarões", e finalmente agarrei-a. Ela tropeçou em uma lata de atum, que estava felizmente vazia, e caiu nos meus braços. Eu a abracei forte, respirando com ela, sentindo o seu coração acelerado, mesmo através de sua camisa. Que era um top minúsculo, uma coisa linda.

- Demi, docinho, você tem que me dizer o que está acontecendo. Essa murmuração é bonitinha  e tudo mais, mas não estamos realmente chegando a lugar nenhum - eu a provoquei, apertando minhas mãos em suas costas, segurando-a perto de mim como eu poderia. Ela se puxou um pouco para trás, resistindo ao meu abraço, e me olhando nos olhos.

- Eu fingi porque eu não tenho um orgasmo a uns 100 anos - ela declarou como matéria de fato.

- Repete?

- Eu vou atravessar o corredor para chutar sua porta agora - ela suspirou, afastando-se e se arrastando até a montanha de açúcar no chão quando eu me bati na cara pela minha escolha de palavras.

- Espere espere espere o quê? Você não teve o quê? - Eu comecei por ela, agarrando sua mão enquanto ela se virou para mim com um olhar derrotado em seus olhos.

- Um orgasmo Joe, um orgasmo. O Grande 0, o clímax, o final feliz. Nada de orgasmos, nada para esta menina da camisola. Cory Weinstein pode me dar um desconto de 5% sempre que eu quiser, mas em troca, ele pegou meu O - ela soluçou, as lágrimas agora chegando a seus olhos e seu rosto inteiro ficando triste. - Eu sou, eu sou frígida, Joe.

- Frí o quê? Venha aqui, por favor, deixe de drama e venha aqui - eu a encorajei, puxando-a a contragosto de volta para a cozinha. Embrulhei-a em meus braços, automaticamente, puxando-a para trás bem forte, enquanto ela soltava pequenos soluços. Ela começou a falar novamente, suas palavras pontuadas por pequenos soluços de Demi e grandes lamentos de Demi.

- Você é tão... tão... bom... e eu não posso... não posso... você é tão bom na cama... e em qualquer outro lugar... e eu não posso... Eu não posso... Deus... você é tão quente... quando você chegou... tão quente... e você chegou em casa... e eu estraguei o meu brioche... e eu... eu... eu acho que... Eu te amo.

Para tudo. Respira.

- Demi, hei, pare de chorar minha menina linda. Pode repetir essa última parte para mim outra vez?

DEMI POV

Eu apenas disse a Joe Bate-Parede que eu o amava, pela primeira vez. Meu nariz estava escorrendo, meleca e lágrimas embebiam minha face.

Eu respirei seu cheiro, então me afastei dele e me dirigi para a parede, começando a descascar a massa que estava presa lá. Os Nervos criaram vida, trabalhando mais uma vez. Eu poderia fugir? Eu poderia correr?

- Qual parte? - Perguntei para a parede, e Clive, que tinha parado de brincar com suas bolas para me ouvir.

- Essa última parte - Eu o ouvi dizer, a sua voz forte e clara.

- Que eu estraguei o meu brioche? - Eu fingi.

- Você realmente acha que essa é a parte que eu estou perguntando?

- Hum, não?

- Tente novamente.

- Eu não quero.

- Demi espere... qual é o seu nome do meio?

- Devonne.

- Demi Devonne -  advertiu, em uma voz profunda que inesperadamente me fez rir.

- Brioche é muito bom, quando não está temperado por parede - eu soltei, meu esgotamento se misturando com a minha confissão em um zumbido muito agradável.

- Vire-se, por favor - ele pediu, e assim fiz. Ele estava encostado no balcão, descompactando seu lindo casaco.

- Estou um pouco cansado para conseguir recapitular o que eu consegui ouvir. Um, você parece ter perdido o seu orgasmo, sim?

- Sim - eu murmurei, vendo quando ele tirou seu casaco, atirando-o sobre as costas de uma das minhas cadeiras.

- Dois, brioche é realmente difícil de fazer, sim?

- Sim - eu respirei, não sendo capaz de levar o meu olhar para longe dele. Debaixo do casaco estava uma camisa de botão branca. Ela era suficiente por si só, mas com a forma como ele foi lentamente e metodicamente arregaçando as mangas? Era fascinante.

- E três, você acha que você me ama? - ele perguntou, sua voz profunda e grossa, como o mel e o gengibre e toda essa coisa de edredom. Manta, em nosso país.

- Sim - eu sussurrei, sabendo que era 100% verdade. Eu amava Joe Bate-Parede. Muito. Demais. Pateticamente.

- Você acha ou você sabe?

- Eu sei.

- Bem, isso é algo a se considerar, não é? - ele respondeu, os olhos dançando enquanto ele andava em minha direção.

JOE POV

Houve um tempo em minha vida quando essas palavras teriam me feito correr para as montanhas. E agora, quando ditas por essa mulher que tinha invadido minha vida com um estrondo na minha porta de um machado, isso me fez sentir... hmm... como eu me sinto? Confortável. Isso era estranho, porque eu sempre comparei essa palavra a bobeiras e chatices, o equivalente sexual de uma poltrona. Mas não, confortável agora significava coisas diferentes. Confortável em minha própria pele, especialmente com a sua pele contra a minha. Confortável com algo ainda novo e estranho e desconhecido... e ainda assim reconfortante.

Sim, confortável era um bom lugar para se estar. Caminhei na direção dela, vendo seus olhos ampliarem quando eu a carreguei e coloquei minhas mãos em seus ombros, mergulhando os dedos por baixo das alças de seu avental. Quem leu Você deveria ver meu brioche...

- Você realmente não tem idéia, não é? - Eu perguntei, movendo minhas mãos, para que elas agora se espalhassem ao longo de sua clavícula, escovando os polegares pelos topos de seus peitos. Sua respiração se acelerou, seus olhos finalmente despertaram para a vida, perdendo um pouco da sua desesperança.

- Não faço idéia do quê? - ela murmurou, enquanto eu pressionei-a contra a parede. Eu me deliciei na sensação dela, do jeito que eu era capaz de tocá-la com uma sensação de conforto. Ela era a minha própria vontade, e ninguém mais jamais a tocaria desta maneira novamente. Só eu.

- Como você me ganhou, Garota da Camisola - eu disse, inclinando-me para que eu pudesse sussurrar essa parte em seu ouvido. - E eu sei que te amo o suficiente para querer que você tenha o seu final feliz.

E depois disso eu beijei minha garota.

DEMI POV

E então ele me beijou.

O Coração estava no céu.

Ele me beijou como se fosse um conto de fadas, embora neste conto de fadas eu tivesse massa presa à minha volta e um gato com uma pata cheia de nozes. Mas isso não me impediu de beijá-lo de volta como se minha vida dependesse disso.

Ele me amava. Mas espere, o que é isso? Ele estava se afastando... onde ele estava indo?

- Eu vou fazer algo que eu nunca pensei que eu iria fazer - ele suspirou tristemente, olhando para todas as pilhas de pão na mesa. Com uma respiração profunda e uma careta, com uma mãozada, ele os jogou para fora da mesa e pelo chão, o pão chovendo e cobrindo tudo ao nosso redor. Eu não podia ter certeza, mas eu acho que ouvi um gemido minúsculo escapar de sua boca enquanto ele observava o chão, antes de girar para mim, olhos escuros e perigosos. Ele me agarrou e me levou até a mesa diante dele, empurrando minhas pernas para ficar entre elas. - Você tem alguma idéia de como nós vamos nos divertir? - perguntou ele, deslizando as mãos para dentro do meu avental, mornas e um pouco ásperas em minha barriga.

- O que você vai fazer Bate-Parede?

- Um O foi perdido, e eu sou um otário para um desafio - ele sorriu, me puxando para a borda da mesa e confortavelmente para dentro das pernas dele. Com as mãos atrás do meu joelho, ele envolveu minhas pernas em torno de sua cintura, beijando-me outra vez, lábios e língua quentes e persistentes.

- Não vai ser fácil, ele está muito perdido - eu protestei entre beijos, olhando seus botões abertos, mostrando o seu bronzeado espanhol.

- Eu vou acabar com isso facilmente.

- Você deveria imprimir isso em cartões.

- Imprima isso, porque você ainda está de roupas? - ele perguntou, colocando-me de volta à mesa quando eu sorri para ele. O meu pé bateu na peneira de farinha e enviou-a ao chão, após no sujar completamente. O cabelo de Joe parecia um biscoito em pó, e inchado. Tossi e uma pluma de farinha saiu, fazendo-o rir em voz alta. O riso parou quando me abaixei para ele, o encontrando duro, mas ainda coberto de jeans. Ele gemeu, meu som favorito no mundo.

- Porra Demi, eu amo suas mãos em mim - ele disse através dos dentes, mergulhando a boca para baixo em direção ao meu pescoço e deixando um rastro de beijos quentes na minha pele. Sua língua varreu através de mim, debaixo da ponta do meu avental. Suas mãos encontraram rapidamente o fundo da minha blusa, que foi passear pelo ar, até a pia da cozinha. Em segundos, um par de short nadou ao lado, seguido rapidamente por um par de calças e uma camisa de botão branca.

O avental, bem, nós estávamos tendo um pequeno problema com isso.

- Você é a porra de um marinheiro? Quem amarrou este nó, o Popeye? - Ele ferveu, lutando para desprendê-lo. Em sua luta, ele conseguiu derrubar uma taça de doce de laranja, que agora estava escorrendo na mesa e no chão. Minha contribuição foi virar uma caixa de passas enquanto eu estiquei o pescoço em torno para tentar ver o nó atrás de mim.

- Ah, foda-se o avental Joe, olhe aqui - eu insisti, agarrando a frente do meu sutiã e jogando-o ao chão. Puxei para baixo a parte superior do avental, organizando e apoiando o meu decote. Completamente extasiado, ele olhou para os meus seios nus e agora entrou para matar. Eu fui empurrada para trás e sobre a mesa mais uma vez, sua boca insistente agora se arrastando para baixo do meu pescoço, atacando a minha pele como se tivesse feito algo pessoal para ele e ele estava exigindo sua vingança. E a vingança era lasciva.

Mergulhando um dedo na poça marmelada, ele trilhou um caminho de um seio para o outro, circulando e pressionando o doce na minha pele. Inclinando a cabeça, ele provou um, depois o outro, nós dois gemendo ao mesmo tempo.

- Porra Demi, que gosto bom.

- Eu estou feliz que eu não estava fazendo frango frito esta tarde, esta poderia ser uma história diferente... uau, isso é bom - eu suspirei quando ele respondeu ao meu comentário inteligente com uma mordida de verdade.

- Eles teriam pimenta extra - ele riu quando eu revirei os olhos.

- Quer que eu te dê algum aipo para te acalmar?

- Ninguém vai se acalmar neste apartamento, não tão cedo - ele prometeu, agarrando a garrafa de mel do balcão e afastando meu avental. Sem perder o ritmo, ele molhou toda a minha calcinha. E não da maneira como você pensa, embora houvesse isso nela...

Enquanto eu olhava, ele derramou, na verdade, o mel sobre mim, cobrindo minha calcinha e me fazendo gritar. Ele se afastou do meio da bagunça para admirar.

- Olhe para isso, essa calcinha está arruinada. Ela vai ter que sair - quando ele chegou perto novamente. Parei-o com um pé melecado.

- Você primeiro Senhor Homenzarrão - eu instruí, acenando para a sua boxer cheia de farinha. Ele levantou uma sobrancelha, e deixou cair sua cueca. Nu em minha cozinha bagunçada, ele era insanamente bonito.

Naquele instante, coração, cérebro, coluna vertebral e perseguida se alinharam em um lado do playground. Acenaram para os nervos, sacudindo as mãos como uma brincadeira de ciranda. Olhei para Joe, nu e enfarinhado e perfeito, e eu suspirei com um sorriso gigante. Nervos, finalmente, felizmente, saíram em disparada, e finalmente estávamos todos na mesma página.

- Eu te amo fodidamente Bate-Parede.

- Eu também te amo Garota da Camisola, agora tire essa calcinha e me dê um pouco de açúcar - ele sorriu. Olhei em volta.

- Tudo que nos cerca está com açúcar - eu sorri, sentando-me e deslizando minha calcinha cheia de mel pelas pernas. Eu a joguei na direção dele e ela bateu no seu peito com o mel ainda escorrendo. - Nós vamos precisar de um bom banho depois de tudo isso - eu comentei, quando ele me envolveu em seus braços pegajosos.

- Isso vai ser na segunda rodada - ele sorriu, me pegando e me levando de volta para o quarto, o meu corpo alinhado com o seu, só o avental entre nós. E isso não iria nos manter afastados por muito tempo.

Será que eu preciso de um O? Quer dizer, ele era necessário para viver? Estar perto de Joe, estar tão perto dele, envolta em seus braços e sentindo ele se mover dentro de mim, foi o suficiente?

Por agora, era. Eu o amava...

JOE POV

Ela estava presa a mim. Ela estava realmente quase colada a mim com todo o mel que eu tinha jogado nela, mas me apertei a ela para ter certeza. Esteve presente o quão fácil era sempre quando você se apaixonou? Como esse foi simples e fácil, e eu não estava brincando quando eu disse a ela que eu era um otário para um desafio. Minha menina ia gozar, e eu ia ser o cara que estaria lá quando acontecesse.

Levei-a para o quarto, deixando-a deitada na cama. Os seios dela saltaram perkily quando ela bateu no colchão e eu assisti hipnotizado. Ela também saltou em direção à cabeceira da cama um pouco demais, e ela... bem... se bateu. Um pouco.

- Um aquecimento? - ela riu.

- Um aquecimento - Eu concordei, e dobrei o avental para que eu pudesse vê-la, realmente vê-la. Ela suspirou e jogou os braços sobre a cabeça, dando-se completamente para mim. Ela se inclinou para trás, com um sorriso gigantesco no rosto. Linda. Eu deixei meus dedos descerem sobre a barriga, quadris, coxas, chegando finalmente a ela. Ela. Com um pequeno empurrão, ela deixou as pernas livres, e suspirei com a visão. Mel. Açúcar. Demi.

Lambi meus lábios, e cai de joelhos.

Este era o meu novo lugar favorito na terra. E eu já tinha estado em muitos lugares. Mas empoleirado entre as pernas de Demi? Era isso.  Eu podia senti-la, senti-la começar a construir seu orgasmo. Se eu tocasse de um certo modo, ela se movia sob meus lábios de uma certa maneira, as coisas começaram a mudar. Ela certamente estava excitada, tanto quanto eu poderia dizer. Mas na Espanha também, então o que estava diferente? Ela parecia muito mais relaxada. Eu explorei. Torcendo e virando os meus dedos, eu encontrei esse ponto, o que a fez arquear para trás e seus gemidos crescerem profundamente. Eu gemi dentro dela, fazendo com que ela arqueasse para fora da cama novamente, meus lábios e língua a encontrando mais uma  vez, deliberadamente contra ela. Suas mãos procuraram seus seios, e enquanto eu observava, ela provocou seus mamilos, deixando-os uma vez mais duros. Ela era linda, e eu poderia dizer neste momento que ela estava perto.

Ela gemia e gemia agora, se debatendo na cama, sua voz ficando mais alta e mais alta.

DEMI POV

Mais uma vez, eu tive a honra de sentir sua boca, sua boca maravilhosa, em mim. Agarrei-o, meu corpo inteiro enrijeceu a chiou com a energia que corria através de mim, e então eu relaxei nele. Eu comecei a sentir, sentir realmente tudo o que estava acontecendo lá dentro naquele momento. Amor, eu senti o amor. E eu me senti amada...

Aqui, durante o dia, onde nada podia ser escondido, tudo estava em exposição, e coberto com um material desarrumado, eu estava sendo amada por este homem. Nenhum conto de fadas, sem ondas quebrando, nem velas cintilando. A vida real. Um conto de fadas da vida real, onde eu estava sendo amada por este homem. E eu quero dizer amaaaada por este homem, Jesus ele era bom nisso. Lingua. Lábios. Dedos. Mãos. Tudo isso dedicado a mim, e meu prazer. Essa menina pode se  acostumar com isso.

Eu podia sentir a tensão doce começar a se construir, mas desta vez meu corpo foi a recebendo de forma diferente. Meu corpo, em perfeita sintonia, por sua vez, estava pronto, e na minha mente, de olhos fechados, me vi começar a aproximar-me do penhasco. Na minha cabeça eu sorri, porque sabia que desta vez eu ia pegar essa cadela. E depois? Coisas realmente incríveis começaram a acontecer lá embaixo. Dedos longos e lindos pressionaram dentro de mim, torcendo e curvando-se, e descobrindo esse local secreto. Lábios e língua, rodeavam outro lugar, sugando e lambendo, prensando e pulsando. Pequenas picadas de luz começaram a dançar atrás de minhas pálpebras, intensas e selvagens.

- Oh Deus... Joe... isso é tão... bom... não... para... não... para...

Eu gemi alto, mais alto, e depois mais alto ainda, incapaz de conter os sons que eu fazia, era tão bom, tão bom, tão bom, tão perto, tão perto...

E então começou um grito... E não era meu.

JOE POV

Com o canto do meu olho fui pego de surpresa por algum tipo de míssil peludo, correndo pelo chão. E então eu senti, realmente pude sentir, dez garras individuais afundarem em minhas costas de uma só vez. Como uma espécie de bombardeada covarde, o gato louco correu até mim, pulou, e cavou nas minhas costas, me atacando por trás.

O grito que soltei foi menor do que viril, mas impossível de conter. Corri de seu quarto para o corredor, em seguida, voltei novamente, o pequeno filho da puta ainda preso em mim como uma espécie de tampão raivoso em minhas costas, e não sacudi. Ele tinha os braços... um gato tem braços?... Enrolados no meu pescoço que, noutras circunstâncias, teria parecido um abraço de gato adorável. Mas agora, ele falava sério.

Demi, nua, exceto por seu avental, veio correndo atrás de mim, tentando me salvar, mas com as dez garras cavando mais fundo, eu continuava a andar de sala em sala.

Eu estava literalmente tentando fugir de um bichano*, algo que eu nunca tinha feito na minha vida.

DEMI POV

Eu estava mais perto do O do que eu tinha estado em meses, e Clive decidiu brincar de gato-protetor novamente. Anos e anos atrás, quando eu era... ahem... íntima com um homem ... se eu alcançasse um certo nível vocal, ele de alguma forma pensava que sua mamãe estava sendo atacada, e pulava em minha defesa. Eventualmente, ele largou esse hábito, mas como o O tinha ficado em hiato, aparentemente ele não estava pronto para abandonar o seu posto protetor. Então, agora eu tinha a tarefa de perseguir um Bate-Parede nu através de meu apartamento, enquanto Clive miava alto o suficiente para ultrapassar uma banda.

Você está brincando com esta merda?

Se eu pudesse estar vendo de fora, e não estivesse envolvida, eu teria feito xixi em mim.

E era isso, eu estava tendo um tempo difícil de sufocar a risada ao ouvir os gritos que Joe estava soltando. Eu realmente deveria amá-lo.

Finalmente, eu virei o Bate-Parede em um canto, girei em torno dele, resisti ao impulso de espremer sua bunda, e soltei Clive. Eu rapidamente o dirigi para a sala e depositei-o no sofá com uma conversão, batendo-lhe na cabeça uma vez como um agradecimento pela defesa, lamber os bigodes.

Voltei para a cozinha para encontrar Joe, ainda encolhido contra a parede. Eu o apreciei, seus olhos selvagens, enquanto ele encostou-se à parede, encolhendo-se às suas costas. Meu olhar foi atraído mais para baixo.

Inacreditável.

Ele.

Ainda.

Estava.

Duro.

Foda-se ele e John Wayne, este homem ia ser meu para sempre.

JOE POV

Mesmo com o intervalo, quando a dor nas costas diminuiu, uma nova dor se formou. Uma dor bastante profunda, interna e baixa. Eu ainda a queria desesperadamente, mas ela estava chocada por este show felino? Ela ainda conseguia querer... nas palavras de quando eu tinha meus 13 anos... fazer isso?

Eu vi os olhos dela viajarem pelo meu corpo, isso lembrou a primeira vez que estivemos cara a cara. Seus olhos se arregalaram, e eu olhei para baixo. Sim, eu ainda estava pronto. Eu balancei a cabeça timidamente, uma pequena vergonha coloriu meu rosto quando eu percebi que era atraído por ela desse jeito. Nem o vento ou a chuva ou granizo ou neve, nem mesmo um gato voador poderia tirar meu foco da minha missão.

Tirar a porra desse orgasmo dela e com ela bem aberta, onde poderíamos ambos desfrutar dele. Demi tentou mais uma vez remover o avental, mas o nó teimosamente se recusou a ceder. Eu vi sua frustração, raiva e loucura cruzar nos olhos dela enquanto ela lutava com ele.

- Você ainda está duro - ela deixou escapar, respirando pesadamente enquanto ela mexeu seu avental.

- Sim.

- Isso é incrível.

- Você é incrível.

- Ah, foda-se - ela bufou, soltando o nó. - Sim, por favor.

Ela parou por um segundo, piscou-me um sorriso perverso, em seguida, virou o avental em torno das suas costas em um movimento rápido. Ela saltou em toda a sala, o avental voando atrás dela como uma capa e bateu em mim, me deixando na parede enquanto ela me agredia. Da melhor maneira. Eu a peguei quando ela ficou ao meu redor como um cobertor resoluto, beijando-me furiosamente. Ela estava louca e selvagem, com as mãos segurando-me com uma fúria. Suas unhas arranhavam no meu peito me fazendo ofegar.

- Suas costas estão bem? - perguntou ela entre beijos.

- Eu vou sobreviver. Seu gato no entanto...

- Ele é protetor. Ele pensou que estavam machucando a mamãe.

- Eu estava?

- Ah, não, muito pelo contrário.

- Sério?

- Claro que sim - exclamou ela, deslizando contra mim, manipulando o meu corpo contra o dela, mel e açúcar e uma coragem entre nós.

Ela arrastou-se pelo meu corpo, parando para beijar me beijar com seus lábios doces, tirando o meu fôlego. Ela me puxou para o chão com ela e virou-me para as minhas costas tão rapidamente que um sopro de farinha nublou o ar. Lá, no meio da sua cozinha, nua e gloriosa, com marmelada pontilhando seus seios, ela montou sobre mim. Levantando-se um pouco, ela pegou minhas mãos e me incentivou a agarrar seus quadris.

- Você pode querer fazer algo por isso - ela sussurrou, e afundou em mim.

- Oi.

- Oi - eu sussurrei de volta, quando ela me cercou.

É bem possível que eu tenha morrido um pouco.

DEMI POV

Às vezes, nos momentos entre Joe encostado no canto e o nó que se recusava a se desfazer, os nervos se adiantaram e disseram: "Porra, vamos fazer isso."

Impulsionada pela frustração carnal pura, eu corri. Atravessei a cozinha em segundos e, literalmente, pulei sobre Joe. E agora, o sentimento dele dentro de mim, debaixo de mim, mãos fortes em meus quadris, era quase mais do que eu podia suportar.

Quase.

Se eu tivesse poder de decisão, minha escolha era dizer algo assim "ele deslizou em mim e me senti em casa" ou "Eu me senti completa, à medida que nos unimos dessa maneira tão íntima".

Mas hoje, por minha escolha, tudo que eu conseguia pensar era: "Puta merda, esse pau é muito bom."

Perdoem-me pelo palavreado.

Eu arqueei minhas costas e meus quadris se flexionaram experimentalmente...uma vez... duas vezes... uma terceira vez.

Realmente era verdade o que diziam sobre andar de bicicleta. Isso era algo que meu corpo se lembrou rapidamente.

Com o meu avental estúpido preso atrás de mim, comecei a me mover acima de Joe, o sentindo se movimentar dentro de mim, responder e agradecer, empurrar e nunca ceder.

Conduzindo, empurrando, nós nos movemos juntos, na verdade, mesmo nos movendo no chão da pequena cozinha. Ele ficou sentado debaixo de mim, movendo-se mais profundamente em mim quando eu gritei. Minhas mãos eram selvagens em seus cabelos, ele estava de pé em linha reta debaixo dos meus dedos, eu me apropriei, escorando-me quando eu fechei os olhos e comecei.

Comecei a longa marcha em direção à borda do penhasco.

Eu podia ver a ponta, do alto sobre as águas turbulentas. Quando eu espiei por sobre a borda, eu o vi, o O. Ele acenou pra mim, mergulhando abaixo e acima da água como um golfinho sexual.

Vadio.

Joe estava beijando meu pescoço, lambendo e chupando a minha pele, me deixando louca. Coloquei um pé sobre a borda, apontando os dedos dos pés diretamente para ele, acenando com pequenos círculos no ar em sua direção.

Pequenos círculos.

Eu empurrei Joe de volta no chão, agarrando sua mão na minha, e trouxe-a entre as minhas pernas. Eu o empurrei com força, pressionando seus dedos contra mim, meus gritos ficando cada vez mais altos à medida que acelerávamos nosso balanço, nós dois, em sintonia e ali. Bem ali. Bem bem bem.... ali....

- Demi, Demi puta que pariu, Jesus, você... é... perfeita... incrível... você...assim... de matar... muito... eu...

Esse era o extra que eu precisava.

Na minha cabeça, eu dei um passo para trás, depois mergulhei. Não pulei. Como uma pomba.

Executei um mergulho de cisne perfeito, muito obrigado, em linha reta para dentro da água.

Claro e verdadeiro, eu me agarrei a ele e não o larguei enquanto eu entrei na água.

O O tinha retornado.

O ruído claro encheu meus ouvidos quando os meus dedos dos pés receberam a notícia primeiro. Eles formigavam, tremiam um pouco e faíscas de energia giravam para cima e para fora, passando por todos os nervos e cada célula, famintas por isso durante meses. Estas células disseram às outras células, comunicando às suas irmãs que algo fantástico estava acontecendo. A mensagem cresceu, se espalhando por todo o continente da Demi, Fígado falando para Pâncreas, um ovário gritou para seu irmão gêmeo: "Vamos dar a eles algum tempo para que possam se divertir!" Pulmões disseram ao apêndice, que era o único que não foi pego na tempestade que estava tomando conta do mundo.

Órgãos fofoqueiros, pffft.

Cores explodiram atrás de minhas pálpebras, estourando brilhantemente em pequeninos fogos de artifício sensoriais, que continuaram a se espalhar por todos os cantos do meu corpo. Puro prazer baleado, pulsava e cortava através de mim, me enchendo enquanto eu tremia e deslizava em cima de Joe, que estava pendurado no meio da coisa toda.

Eu não sei se ele podia ver os coros de anjos sujos que estavam cantando, mas não importa. Eu podia. E era a definição de felicidade.

O O voltou, e ele trouxe amigos. Onda após onda bateu em mim, enquanto eu e Joe continuávamos a pressionar e torcer, arqueando em cada um deles. Minha cabeça foi jogada para trás enquanto eu continuava a gritar com intenção impura, não importando quem ou o que podia ouvir-me em minha própria Casa do Orgasmo.

Abri os olhos em um ponto para ver Joe abaixo de mim, frenético e feliz, sorridente enquanto ele ficou comigo o tempo todo, seu esforço extenuante claro em seu rosto quando a farinha em seu cabelo se transformava em uma pasta maravilhosa.

Ele estava se tornando papel machê.

Ainda avante eu debulhei, passando pela terra dos múltiplos orgasmos e em algum tipo de terra de ninguém, passando por seis e sete, meu corpo começou a ficar flácido com o êxtase.

Mas, o O trouxe mais um amigo. Ela trouxe o G, o Santo Graal.

Gaguejando como uma idiota, eu agarrei Joe, segurando seu rosto quando a maior onda de amor e calor correu e me atingiu como uma tonelada de tijolos. Sentindo que eu precisava de ajuda para isso, Joe sentou-se mais uma vez, se posicionando ainda mais perto. Ele encontrou um ponto profundo, oculto para a maioria, inclinando-se para mim e dirigindo-se contra mim e outra vez quando eu prendi a respiração e pendurei-me firme.

Eu poderia jurar sobre uma pilha de bíblias, isso era tão poderoso que fez a terra tremer. Abri os olhos mais uma vez, vendo a luz acender ao redor da sala enquanto o oxigênio de volta correu dentro e eu balbuciava incompreensivelmente em seu peito enquanto ele balançava dentro de mim de novo e de novo, finalmente encontrando sua própria marca maravilhosa em algum lugar dentro de mim.

Eu o segurei, sentindo as ondas finalmente caírem quando ele afundou em mim, nós dois tremendo agora. À medida que ofegávamos, me agarrei a ele enquanto o prazer saía e o amor simplesmente aumentava, enchendo-me de volta. Minha boca estava muito cansada para mover-se, literalmente, isso tinha acabado com o meu fôlego. Então eu fiz o melhor que pude, coloquei a mão sobre meu coração e beijei seu rosto doce. Ele entendeu, e me beijou de volta.

Eu cantarolava de felicidade. Sussurrar não necessitava de tanto esforço.

Totalmente cansada e esgotada, de porre e coberta de um suor pegajoso, eu me coloquei de volta contra suas pernas, não me importando um pouco quando me contorci e ridiculamente soltei as lágrimas que levavam a tensão dos lados do meu rosto e em meus ouvidos. Percebendo que essa não era a posição mais confortável para mim, mas também sabendo que eu era incapaz de mover as minhas pernas pretzels, ele se moveu debaixo de mim, soltando meu corpo, mas, em seguida, segurando-o ao seu, abraçando-me a ele no chão da cozinha.

Ficamos deitados em silêncio, sem falar por algum tempo. Notei Clive sentado dentro do portal do quarto lambendo as patas em silêncio. Tudo estava bem.

Quando o movimento parecia possível, tentei sentar-se, a sala girou um pouco. Ele mantinha um forte braço em volta de mim como se apreciasse a situação, taças e garrafas derrubadas, o pão espalhado, o caos que era a minha cozinha. Eu ri baixinho e me virei para ele. Ele estava em silêncio me observando com olhos felizes.

- Devemos limpar isto? - ele perguntou, apontando para a confusão.

- Não, vamos tomar banho.

- Tudo bem - respondeu ele, ajudando-me. Eu estalei minhas costas como uma velha senhora, estremecendo com a dor boa que meu corpo sentiu. Fui para o banheiro, em seguida, mudei de direção, indo para a geladeira. Peguei uma garrafa de Gatorade e joguei para ele.

- O que é isso?

- Você vai precisar disso Bate-Parede - eu pisquei, rasgando meu avental no meu caminho para o chuveiro.

Agora que o O voltou, eu não perderia tempo em chamá-lo novamente.

JOE POV

Ela seria a minha morte.

Eu assisti seu traseiro ir em direção ao banheiro, balançando o seu caminho através da desordem no chão, endireitando uma foto torta que estava pendurada na parede enquanto ela passava.

Andando depois dela, eu notei que todas as imagens estavam um pouco tortas. Estranho. Avistei Clive na porta, olhando-me em silêncio. Quando me aproximei do banheiro, tomando um gole de Gatorade, de repente ele se jogou no chão, rolando de costas. Ele parecia estar acenando-me com suas patas. Eu caminhei mais perto, à espera de outro ataque. Ele mexeu em suas costas, continuando a acenar para mim. Ajoelhei-me ao lado dele, estendendo a mão cautelosamente. Piscando para mim, eu juro por Cristo que ele fez isso, ele mexeu um pouco mais. Sabendo que isto poderia ser uma armadilha, eu gentilmente amarrotei as peles em sua barriga, sorrindo um pouco quando ele começou a ronronar.

Huh.

- Você vem? Porque tenho certeza que eu... - eu ouvi Demi chamar sob o som da água caindo, rindo de sua própria piada. Dando a Clive outro aceno, me levantei e fui para dentro para encontrá-la já debaixo do chuveiro, o avental, finalmente rasgado e abandonado no chão.

Eu olhei para ela, nua e coberta de bolhas, e respirei fundo. Ela estava sorrindo, e olhando para mim diabolicamente, especialmente assim que meu corpo respondeu ao seu olhar. Entrei, com as mãos imediatamente passeando em torno de sua parte traseira, pressionando o corpo dela para cima de mim.

- Isso é bom - ela murmurou em minha pele.

- Sim.

Ficamos em silêncio, sentindo a água bater à nossa volta. Eu a abracei, sentindo seu peito subir e descer com cada respiração. Eu tinha meus braços cheios de Demi, e eu não queria mais nada.

Exceto, talvez, uma coisa.

- Demi?

- Hmm?

- Um daqueles pães que eu joguei no chão... bem...

- Sim?

- Será que algum deles é de abobrinha?

- Sim Joe, há pão de abobrinha.

Silêncio mais uma vez, só o barulho da água.

- Demi?

- Hmm?

- Eu não acho que eu poderia te amar mais, mas eu realmente amo.

- Estou feliz por isso Joe, agora me dê um pouco de açúcar.

~

o O voltou!!! santo JOSEPH!! hoje mesmo ainda posto o ultimo, ok?? beijooos <3

Subindo Pelas Paredes - Capitulo 21

 
~

Olhei para meu reflexo no espelho, tentando pensar objetivamente. Quando eu era criança, especialmente nos primeiros anos da encantadora adolescência, eu costumava me ver de forma muito diferente. Eu achava meu cabelo castanho claro e pele marrom pálida desinteressante. Eu achava chato ter os olhos castanhos e os joelhos grandes e pernas magras de pássaro. Eu achava meu nariz levemente arrebitado e parecia que eu podia tropeçar no meu lábio inferior se eu não fosse muito cuidadosa.

Quando eu tinha 15 anos, numa tarde, minha avó me disse que achava que o vestido azul que eu estava usando parecia bem para o meu tom de pele. Eu zombei e imediatamente discordei dela.

- Obrigado vó, mas eu dormi cerca de três horas na noite passada e a última coisa que eu pareço hoje é bonita. Cansada e pálida, mas não bonita.

Revirei os olhos dessa forma que os adolescentes sempre fazem, sempre zombando do que alguém mais velho disse. Ela pegou minha mão e agarrou-a na sua.

- Sempre receba um elogio Demi. Aceite-o sempre como foi concebido. Vocês meninas são sempre tão rápidas em distorcer o que os outros dizem. Simplesmente agradeça e siga em frente. Além disso, você não se vê claramente - ela sorriu, dessa forma tranquila e sábia que ela tinha.

- Obrigado vó - eu sorri de volta, ocupando-me com o molho de espaguete que eu estava fazendo, virando meu rosto para que ela não pudesse ver meu rubor.

- Parte o meu coração a forma que as meninas se rebaixam, nunca pensando que são boas o suficiente. Certifique-se sempre de lembrar que você é exatamente do jeito que você tem que ser, exatamente. E qualquer um que diga o contrário, bem, é uma pessoa cheia de merda - ela riu, sua voz diminuindo um pouco quando ela disse a última palavra, o mais próximo que ela jamais chegou dos palavrões. Vovó tinha uma lista de palavrões e palavrões muito ruins, e merda chegou perto de se aproximar disso.

No dia seguinte na escola, eu mencionei a uma amiga que eu achava que o cabelo dela estava ótimo, e sua resposta foi correr as mãos por ele com nojo, "Você está brincando? Eu mal tive tempo para lavá-lo hoje", embora parecesse fantástico. Mais tarde naquele dia após a aula de ginástica, eu estava no vestiário me trocando, quando observei uma outra amiga retocando seu gloss.

- Que lindo, qual é o nome dessa cor? - Eu perguntei enquanto ela franzia os lábios no espelho.

- Apple Tartlette, mas parece terrível em mim. Deus, eu não peguei uma cor no verão!

Vovó estava certa. Meninas realmente não aceitam elogios também. Agora, eu não vou mentir e dizer que depois daquele dia eu magicamente não tive mais o cabelo ruim ou nunca mais escolhi o batom errado de novo. Mas eu fiz um esforço consciente de ver o bem antes do mal, e realmente olhei para mim de uma forma mais clara. Objetivamente. Amável. E quando o meu corpo continuou a mudar, eu fiquei mais e mais consciente dos recursos que eu poderia olhar positivamente, em vez de negativamente. Eu nunca pensei em mim como letalmente linda, mas eu estava muito bem.

E agora, enquanto eu olhava para o espelho do banheiro, sabendo que Joe estava esperando por mim, eu levei um tempo para fazer uma pequena análise.

O cabelo castanho chocolate? Ele estava parecendo muito bom, um pouco ondulado e cacheado da água salgada por toda essa semana. A pele pálida? Estava corada e, ouso dizer, um pouco brilhante? Eu pisquei para mim segurando uma risada maníaca que ameaçou correr para fora da minha boca. Minha boca tinha esse lábio inferior largo que era cheio o suficiente para prender-me a Joe, e não deixá-lo ir. E as pernas que eu via espreitando por baixo da renda que cobria minhas coxas, bem... não eram mais tão parecidas com as de um pássaro. Na verdade, eu acho que elas pareciam espetacularmente lindas embrulhadas em torno de Joe... bem... ou o que quer que eu sentia quando eu as envolvia ao redor dele.

E assim que eu alisei meu cabelo para trás mais uma vez e mentalmente percorri toda a minha lista de análise interna, eu estava muito, muito animada sobre a noite diante de mim. Tínhamos corrido de volta para casa, praticamente nos despindo na entrada e depois de implorar por um momento de menina, eu estava pronta para sair e reivindicar, realmente reivindicar, meu Joe. Porque com quem eu estava brincando, eu queria esse homem. Eu o queria para mim, e não, não, eu não o compartilharia com mais ninguém.

Cérebro, por uma vez estava, finalmente, de acordo com a Perseguida. Especialmente desde que a Perseguida tinha rastejado até a Espinha Dorsal e batido o lado direito do Cérebro na haste, dizendo-lhe dessa maneira especial que só a Perseguida poderia, que precisávamos disso. Nós merecíamos isso e estávamos prontas. Nervos, bem, eles continuavam a circular minha barriga, mas isso era de se esperar, né? Quer dizer, faz um longo, longo tempo, e um pouco de nervos era normal, eu espero. Se eu estava protelando por toda a semana? Talvez.

Mais ou menos.

Um pouco.

Joe tinha sido mais que paciente, tentando levar as coisas devagar, no meu ritmo, mas pelo amor de Deus, ele era apenas humano.

A noite depois do meu rebaixamento improvisado na cozinha, eu tinha realmente rejeitado seu rebaixamento recíproco. Quem alguma vez recusou isso? Tão bom quanto seria se ele se abaixasse ali, eu aposto que ele também adorava fazer isso... e ainda tive que recusar. Parte de mim realmente só queria que fosse sobre ele. Não sei se todas as mulheres ficam tão intrinsecamente excitadas e posteriormente satisfeitas pela satisfação dele, mas eu fico. Mas ainda assim, quando ele queria nada mais do que levá-la a clamar múltiplas Ave-Marias, você recusaria isso?

Eu recusei.

Eu tentei parar de pensar nisso, gostaria de esclarecer que eu não iria deixar os Nervos acabarem com a noite espanhola na terra do carinho e arrulho. Percebi que minha lista interna estava sendo lida em voz alta, e se eu não quisesse que Joe me ouvisse tendo uma conversa real com a minha Perseguida, que ele pode talvez conhecer hoje, eu precisava tirar a minha bunda daqui e correr para lá. Quer dizer, sim.

Virei-me no espelho mais uma vez tentando me ver como Joe me via. Eu sorri quando pensei que era de uma forma sedutora, desliguei a luz, dei mais um suspiro profundo e abri a porta.

O quarto estava transformado em algo saído de um conto de fadas. Velas foram acesas na cômoda e nos criados mudos, banhando o quarto com um brilho caloroso. As janelas estavam abertas, assim como a porta da pequena varanda com vista para o mar, e se eu escutasse atentamente, eu poderia realmente ouvir as ondas quebrando, um total clima de romance. E lá estava ele. Cabelo bagunçado, corpo forte, e limas do sexo ardentes. A forma como a luz das velas estavam dançando nele quase fazia a pele dele, bem... brilhar.

Eu vi quando os seus olhos me encontraram, se arrastando para baixo do meu corpo e de volta para mim, um sorriso se espalhando por seu rosto enquanto ele avaliava minha roupa.

- Hum, aqui está a minha Garota da Camisola Rosa - ele suspirou, estendendo a mão para mim. E quando eu parei por apenas um segundo mais ínfimo, a Espinha Dorsal pegou minha mão e a deu a ele.

Ficamos no quarto escuro, a poucos metros de distância, mas conectados por nossos dedos. Eu podia sentir a textura áspera de seu polegar quando ele procurou traçar círculos pequenos no interior da minha mão, os mesmos círculos que ele havia traçado semanas e semanas antes, quando eu comecei a cair sob o seu feitiço. Nossos olhos presos um no outro, ele respirou fundo.

- É criminoso o quão bom você parece nisso - disse ele puxando-me para ele e me dando uma voltinha para que ele pudesse ver melhor a camisola rosa bebê. Quando ele me virou, as bordas da renda subiram um pouco, mostrando a calcinha com babados que acompanhava. Um baixo ruído soou em sua garganta, e se eu não estava enganada, era um grunhido?

Maldição...

Ele virou-me de volta para perto dele, segurando meus quadris e me pressionando contra ele, esmagando os meus seios em seu peito. Ele colocou um minúsculo beijo logo abaixo do meu ouvido, deixando-me sentir apenas a ponta de sua língua.

- Então há algumas coisas que eu preciso que você entenda, você está ouvindo? - ele murmurou, aninhando seu nariz, as mãos escovando sob a minha camisola pelos babados e pegando um punhado de costas, me assustando com a surpresa e me fazendo ofegar.

- Você está ouvindo? Não se distraia comigo agora - ele sussurrou novamente, achatando a sua língua e arrastando-a até o lado do meu pescoço.

- É meio difícil me concentrar com sua distração cutucando minha coxa - eu gemi, deixando-me dobrar para trás apenas o suficiente para que o meu corpo inteiro estivesse pressionado contra ele, seus lugares duros perfeitamente moldados aos meus lugares moles ao redor deles. Ele riu contra o meu pescoço, agora pontilhando a minha clavícula com seus beijos que eram uma marca registrada.

- Aqui está o que você precisa saber Garota da Camisola. Um, você é incrível - disse ele, suas mãos agora viajando até minhas costas, os dedos e polegares massageando e manipulando. - Dois, você é incrivelmente sexy - ele respirou, minhas mãos agora apressadamente desabotoando sua camisa, empurrando-a para fora de seus ombros quando nosso ritmo começou a mudar de lento para rápido e de rápido para frenético. Agora suas mãos estavam se esgueirando para a frente, as unhas levemente raspando na minha barriga, levantando minha camisola, para que nós estivéssemos pele a pele, nada entre nós. Corri minhas mãos para cima e para baixo de suas costas, minhas unhas muito mais agressivas nele, escavando e o puxando contra mim.

- E três, por mais incrivelmente sexy que esta camisola rosa seja, a única coisa que eu quero ver em você pelo resto desta noite... sou eu - ele ofegou no meu ouvido quando me puxou para cima, enquanto a minha perna direita ficou ao redor de sua cintura sobre a sua.

Mais uma vez, a Lei Universal do Bate-Parede ditou que minhas pernas ficassem em torno dos seus quadris, quando foram puxadas.

Ele me acompanhou para trás em direção à cama, para deitarmos na grande cama, e me pôs sentada. Inclinando-se, ele me empurrou para que eu fosse para trás em meus cotovelos. Sua camisa estava pendurada em seus ombros e ele piscou para mim, balançando a cabeça em seu estado de nudez. Cheguei para a frente, colocando um dedo por trás do botão de sua calça verde-oliva, e rapidamente a abri. Não encontrando uma boxer, eu gentilmente cutuquei o zíper para baixo apenas uma polegada ou algo assim, expondo a simples sugestão da trilha da felicidade que levava para baixo para baixo para baixo, para onde todas as coisas boas aconteciam.

- Você tem algo contra roupas intimas, Bate-Parede? - Eu sussurrei, levantando um joelho e o forçando ele entre meus quadris. Forçando. Certo.

- Eu sou contra as suas roupas intimas, e não é uma vergonha que elas ainda estejam aí? - Ele sorriu, empurrando seus quadris em mim, me deixando sentir tudo. Eu deixei minha cabeça cair para trás mais uma vez, silenciosamente acalmando os Nervos quando eles ameaçaram borbulhar na superfície. Isso realmente estava acontecendo.

- Não é vergonha. Tenho a sensação de que elas não ficarão ai por muito tempo - disse eu, esticando os braços sobre minha cabeça, alongando meu corpo contra o dele, incentivando seus lábios a dançarem mais adiante do oco na base da minha clavícula, sentindo-o lamber e chupar a pele entre os meus seios. Eu arqueei para ele, ansiosa para sentir mais, eu precisava de mais. Sua mão direita começou a puxar as alças da minha camisola para baixo, desnudando-me a ele, permitindo-lhe o acesso que precisava para me fazer ver a órbita do planeta.

Sentir sua boca em mim, nos meus peitos, quente e úmida, fazendo cócegas e carinhos, era irreal. Então, eu disse isso a ele.

- Isso parece irreal - eu gemi no topo de sua cabeça, sua barba leve barba agrediu minha pele agradavelmente. Seus lábios ficaram em volta do meu mamilo direito e meus quadris saíram pela própria tangente, se movendo descontroladamente debaixo dele, minhas duas pernas agora enroladas firmemente em torno de sua cintura, puxando-o para o meu corpo, sentindo o calor dele. Lábios e língua e dentes agora tiravam toda a minha dissociação, que foi se derramando sobre a borda da camisola, enquanto ele alternava entre ambos os seios, os beijando igualmente. Eu estava cercada por Joe, até mesmo seu cheiro estava me deixando louca, com partes iguais do tempero picante e conhaque quente.

Palavras sem sentido estavam jorrando da minha boca. Eu estava ciente de alguns "Joes", e um ou dois "Sim, porra, isso é bom", mas principalmente o que eu ouvi de mim eram coisas como "mmph" e "Erghh", e um pouco alto "Hyyyyaeahhh" que, francamente, eu não posso sequer começar a pensar como se escreve. Joe estava suspirando uma e outra vez em minha pele, sua respiração parecia um abano enquanto eu sentia ela me lavar. Minhas mãos tinham sido deixadas livres para vaguearem pelo País das Maravilhas, que era seu cabelo, e quando eu o varri para trás de seu rosto eu fui recompensada com a visão surpreendente de sua boca em mim, de olhos fechados em clara adoração. Ele me mordeu levemente, fechando os dentes em minha pele sensível e minhas mãos quase arrancaram seus cabelos de sua cabeça. Isso. Era. Fenomenal.

Sua mão esquerda estava correndo para cima e para baixo da minha perna, me incentivando a agarrá-lo mais apertado entre as minhas coxas enquanto seus dedos mágicos começaram a vir cada vez mais perto da borda da renda. Era a última fronteira que eles ainda tinham de atravessar.

Era a fronteira de renda.

Senti minha respiração parar quando ele foi se aproximando finalmente, escovando os dedos logo abaixo da borda da minha calcinha, mal escovando embaixo de mim. Sua respiração desacelerou e quando ele continuou a me tocar suavemente, seu rosto voltou-se para o meu e nós tivemos esse momento, esse momento de tranquilidade, onde apenas... nos olhamos. Reverência, essa era a única maneira que eu podia descrever a sensação de sua mão passando em cima de mim, delicadamente, respeitosamente. Nossos olhos estavam cravados enquanto ele espreitava a mão mais abaixo da renda e, em seguida, com uma precisão dolorosamente perfeita, ele me tocou.

Meus olhos se fecharam, todo o meu corpo foi inundado com tantas sensações diferentes. Minha respiração começou a acelerar novamente com a intensa pressão que estava circulando ao redor e dentro e por fora, era como um zumbido baixo, logo abaixo da superfície da minha pele. Eu me movi com ele, sentindo seus dedos começarem a explorar-me, e deixei escapar o mais ínfimo gemido. Era tudo que eu poderia fazer, os sentimentos eram tão intensos e a energia, oh meu Deus, a energia que nos cercava naquele momento.

Eu estava certa de que Joe tinha conhecimento da totalidade da emoção que estava voando por atrás de minhas pálpebras fechadas. O pobre homem estava apenas me dando finalmente um pequeno toque.

Enquanto seus dedos se tornaram mais ágeis e seguros de si, algo incrível começou a acontecer. Esse pacote minúsculo pequenino discreto de nervos, que esteve adormecido por séculos, começou a despertar para a vida. Meus olhos se abriram, quando o calor começou a se mover através de mim, partindo do centro do meu ser e caminhando para fora.

Demi estava ficando molhada. E falando sobre si mesma em terceira pessoa.

Joe estava certamente apreciando isso, com os olhos turvos e cheios de cobiça, enquanto eu me contorcia debaixo dele, sentindo-me tensa e viva.

- Deus Demi, você é tão... Deus, você é linda - ele murmurou, seus olhos agora cheios com algo um pouco mais como a luxúria e eu senti alfinetadas pequenas atrás dos meus olhos. Eu joguei meus braços ao redor de seu pescoço e abracei-o, rasgando sua camisa para tirá-la, tirá-la dele para que eu pudesse sentir tudo. Ele levantou-se de mim apenas por alguns segundos, e eu arranquei sua camisa de uma forma exagerada que me fez rir, mas ansiando por ele ainda mais. Abaixando-se de volta para mim, ele deslizou mais para baixo, seus lábios agora traçando um caminho até o meu umbigo. Circundando-a com sua língua, ele riu na minha barriga.

- Do que você está rindo, senhor? - Eu ri, apertando sua orelha. Ele estava abaixo da minha camisola agora, com o rosto escondido de mim. Enfiando a cabeça de volta para fora, ele soltou um sorriso lento e diabólico que fez meus dedos se contorcerem.

- Se o gosto do seu umbigo é tão bom desse jeito, porra Demi. Eu mal posso esperar para provar sua boceta.

Preciso de um momento aqui...

Há certas coisas que uma mulher precisa ouvir em momentos diferentes de sua vida:

Você conseguiu o emprego.

Sua bunda parece ótima nessa saia.

Gostaria muito de conhecer sua mãe.

E, quando utilizados no contexto certo, apenas no que era definido como certo... às vezes, precisamos ouvir a palavra com B.

Isso poderia ser melhor do que George Clooney.

É constrangedor o efeito que esta linha tinha no meu corpo. O que antes estava seco agora estava... bem... não.

O gemido que saiu da minha boca quando ele disse essa palavra, bem, vamos apenas dizer que foi alto o suficiente para acordar os mortos. Ele deixou sua língua traçar um caminho de meu umbigo para baixo da borda da minha calcinha e, em seguida, com precisão, enfiou os polegares por baixo da renda e os arrastou para baixo das minhas pernas.

Lá estava eu, espalhada em cima da cama gigante com uma camisola rosa amontoada em torno de minha barriga, seios e Perseguida expostos, e malditamente feliz com isso. Ele puxou meus quadris à beira da cama e caiu de joelhos. Doce Jesus.

Correndo as mãos para cima e para baixo do topo das minhas pernas, eu levantei em meus cotovelos para que eu pudesse ver, necessitando ver este homem maravilhoso cuidando de mim, me tocando. Ajoelhando-se entre as minhas coxas, com sua calça cáqui meio solta e meio descompactada, o cabelo em uma altura atômica, era impressionante. E em movimento. Mais uma vez, deixando a liderança da língua, ele plantou beijos de boca aberta ao longo do interior de minhas coxas, um lado e depois o outro, com cada passagem cada vez mais perto de onde eu mais precisava dele. Com cuidado, levantando a minha perna esquerda, ele engatou-a por cima do ombro quando eu arqueei minhas costas, meu corpo todo dolorido para senti-lo. Ele me olhou por um momento mais, talvez até apenas alguns segundos, mas parecia que ele tinha me olhado por uma eternidade.

- Linda - ele respirou mais uma vez, e então ele pressionou sua boca contra mim.

Não foi uma lambida rápida, nem um pequeno beijo, apenas uma pressão incrível quando ele me cercou com seus lábios. Foi o suficiente para me fazer cair de volta na cama, incapaz de realmente me sustentar por mais tempo. A sensação, a sensação requintada dele era totalmente consumidora, e eu mal podia respirar. Ele trabalhou comigo lento e leve, trazendo uma mão para abrir-me mais para ele, deixando sua boca e seus dedos e sua língua perfeita suavemente e metodicamente persuadir-me para a estratosfera, levantando-se, enchendo-me com um sentimento de admiração e espanto que eu tinha perdido há tanto tempo.

Deixei uma mão derivar para baixo na direção dele, se enrolando em seus cabelos, correndo os dedos por ele com tanto amor quanto eu poderia mostrar. A outra mão? Inutilmente estava puxando os lençóis em algum tipo de bola.

Ele ergueu a cabeça de mim uma vez, apenas uma vez, para pressionar outro beijo contra a minha coxa.

- Perfeito, Jesus, simplesmente perfeito - ele sussurrou, quase tão baixo que eu mal podia ouvi-lo sobre meus próprios suspiros e gemidos. Ele retornou para mim quase que imediatamente, uma urgência agora em seus movimentos, seus lábios e língua, torcendo e apertando quando ele gemeu em mim, a vibração andando em linha reta através de mim. Abri os olhos por um segundo, apenas um segundo. O quarto estava brilhante, quase incandescente. Todos os meus sentidos se tornaram vivos e eu podia ouvir o bater das ondas, podia ver a luz das velas cintilando ao largo do cabelo acaju de Joe, ainda mais acentuado com a semana sob o sol quente espanhol. Eu podia sentir minha pele arrepiar, o ar me acariciando e anunciando o que eu estava precisando há meses, anos até.

Este homem poderia muito possivelmente me amar.

E ele estava prestes a trazer o O de volta.

Encaixando os meus olhos fechados novamente, eu quase pude ver a mim mesma, de pé na beira de um penhasco, olhando para o mar revolto abaixo. Pressão, uma pressão enorme crescia atrás de mim, me empurrando para a borda, onde eu poderia cair, cair livremente sobre o que estava esperando por mim. Eu dei um passo, depois outro, mais e mais perto que pude sentir Joe segurando meus quadris. Se o O estava vindo para mim, então eu queria Joedentro de mim. Eu precisava dele dentro de mim.

Apertando sobre seus ombros, eu puxei ele para cima do meu corpo, meus pés chutando a sua calça cáqui, até que ela estava indefesa no chão.

- Joe, eu preciso, por favor, dentro, agora - eu ofeguei, quase incoerente com a luxúria. Joe, especialista nas abreviações de Demi, entendeu completamente e ficou dividido entre minhas pernas e quadris, e aninhou-se em mim dentro de segundos. Ele se inclinou, beijando-me brutalmente, senti o meu gosto nele e eu adorei.

- Dentro, dentro, dentro - eu continuei cantando, movendo o meu quadril, alternadamente e abrangente, tentando desesperadamente encontrar o que eu precisava, o que eu tinha que ter, para me deixar pular daquele penhasco.

Por fim, eu o senti, exatamente onde ele estava destinado a estar. Mal empurrando para dentro, apenas a sensação dele entrando em mim foi comovedora. Minhas próprias necessidades se acalmaram no momento, vi seu rosto quando ele começou a pressionar dentro de mim, pela primeira vez. Seus olhos perfuraram os meus enquanto eu embalava seu rosto em minhas mãos. Ele olhou como se quisesse dizer alguma coisa, e eu me perguntei. Que palavras poderíamos falar, que coisas maravilhosas e amáveis diríamos para comemorar este momento?

- Oi - ele sussurrou, sorrindo como se sua vida dependesse disso. Eu não pude deixar de sorrir de volta.

- Oi - eu respondi, amando a sensação dele, do peso dele, acima de mim. Ele escorregou suavemente para dentro, e meu corpo no início resistiu. Fazia um longo tempo, mas a pequena dor que eu senti era bem-vinda. Esse tipo de dor eram boa, uma dor que lhe permitia saber que algo mais estava por vir. Eu relaxei um pouco, permitindo que as minhas pernas se embrulhassem em torno de sua cintura, e quando ele empurrou ainda mais dentro de mim, seu sorriso se tornou infinitamente mais sexy quando ele mordeu o lábio inferior e pequenas linhas de expressão apareceram em sua testa. Eu respirei, inalando o seu perfume quando eu o vi puxar só um pouquinho, só para se lançar mais uma vez em mim. Agora totalmente dentro, eu o acolhi da única maneira que podia. Eu dei-lhe aquele abraço interno pequeno, o que fez seus olhos se abrirem e correrem para mim.

- Essa é minha garota - ele murmurou, levantando uma sobrancelha libertina para mim e empurrando para dentro de mim novamente, com mais convicção neste momento. Minha respiração ficou presa na minha garganta e eu ofeguei, sem querer balançar meus quadris ao seu com um instinto que era tão antigo quanto as ondas lá embaixo.

Lentamente, ele começou a se mover dentro de mim, correndo contra mim com uma pressão fantástica, cada novo ângulo e sensação dava lugar a mais desse quente formigamento que estava caminhando para fora da extremidade de cada dedo dos meus pés. A sensação de ter Joe dentro de mim, dentro do meu corpo era mais do que eu posso articular. Eu gemi e ele grunhiu, ele gemeu e eu miei, juntos. Seus quadris me empurraram mais para a cama, subindo em direção a cabeceira da cama. Nossos corpos estavam escorregadios de suor, batendo e se pressionando um no outro. Eu enrosquei minhas mãos profundamente em seu cabelo, puxando e me contorcendo sob ele maravilhosamente.

- Demi, tão linda - ele suspirou, entre beijos quando ele beijou minha testa e nariz. Fechei os olhos e pude ver-me, mais uma vez, à beira do precipício, pronta para saltar, necessitando saltar. Mais uma vez, essa pressão começou a se construir, crepitando uma energia selvagem e frenética, pulsando com cada golpe, a cada deslizar e mergulhar de seus quadris nos meus, levando-o, inexoravelmente, para dentro e fora do meu corpo.

Eu dei um passo final, um pé agora pendendo para fora da borda do precipício, e eu o vi... o O.

Ele estava na água lá embaixo, seu cabelo dançando como um fogo ao longo das ondas. Ele acenou e eu acenei para ele e foi quando Joe trouxe uma mão entre nossos corpos, logo acima de onde nós estávamos juntos, e começou a traçar sua linha de pequenos círculos. Pequenos círculos de uma mão perfeita, e eu pulei. Eu pulei livre e esclarecida e falei alto e com orgulho, anunciando minha aprovação com um vigoroso "Sim!" enquanto eu caia da grande altura E eu caí.  E caí.  E caí.

E caí. Caí e me choquei contra a superfície da água implacável, e não subi para a superfície. Eu caí pelo que parecia um século, mas em vez de o O me encontrar no fundo com os braços abertos, eu afundei sozinha, e molhada. Cada músculo do meu corpo, cada célula se concentrou sobre o retorno do O, como se pudéssemos tê-lo de volta. Eu tensionei, esticando e puxando quando eu travei com a vista dele, apenas as pontinhas dos cabelos como fogo sob a água, fugindo de mim. Ela estava tão perto, tão perto, mas não. Não.

Subi depois dele, tentando com pura vontade fazê-lo reaparecer, mas nada. Ele se foi e eu fiquei debaixo d'água. Com o homem mais bonito do mundo dentro de mim.

Abri os olhos e vi Joe acima de mim, vi seu belo rosto enquanto ele fazia amor comigo, e isso era o que era. Isso não era sexo, era amor, e eu ainda não podia oferecer-lhe tudo o que eu tinha. Eu vi seu rosto. Eu vi seus olhos pesados e grossos e meio fechados de paixão. Eu vi uma gota de suor escorrendo pelo seu nariz e vi quando ela pingou preguiçosamente em meus seios. Eu vi quando ele mordeu o lábio inferior, pressionando seu rosto enquanto ele adiava seu próprio e bem merecido clímax.

Ele era tudo que eu esperava que seria, ele era um amante generoso e eu podia sentir meu coração bater dentro quase para estourar no meu peito por ficar mais perto dele, a amá-lo. Ele era tudo.

Eu levantei sua mão de entre nós e beijei a ponta dos seus dedos, em seguida, embrulhei minhas pernas mais apertadas em sua cintura e deixei minhas mãos escorarem em suas costas. Ele estava esperando por mim, claro que ele estava. Eu o adorava. Fechei os olhos mais uma vez, me forçando a dar tudo o que eu era capaz de lhe dar.

- Joe, isso é tão bom - eu ofeguei e eu quis dizer cada palavra dessa.

Eu bati meus quadris nos seus. Eu apertei em todos os lugares certos e eu chamei o nome dele, uma e outra vez.

- Demi, olhe para mim, por favor - ele implorou, sua voz cheia de prazer. Deixei meus olhos se abrirem novamente, sentindo uma lágrima derramar no meu rosto. Um olhar estranho roubou um pouco de suas características por apenas um segundo, enquanto seus olhos procuraram os meus, e depois? Ele veio. Sem trovão, sem iluminação, sem alarde. Mas foi impressionante. Ele desabou sobre mim e eu aguentei esse peso, aguentei tudo, enquanto eu embalava-o ao meu peito e o beijava repetidas vezes, as minhas mãos suaves em suas costas, abraçando minhas pernas nele tão firmemente quanto pude. Sussurrei seu nome quando ele se aninhou no espaço entre meu pescoço e meu peito, com simples toques e carícias.

Coração sentou-se para o lado e suspirou baixinho.

Nervos? Seu filho da puta. Nem pense em mostrar seu rosto aqui.

Ficamos deitados por algum tempo, ouvindo o oceano em nosso próprio pequeno paraíso pessoal, este conto de fadas romântico que tínhamos, isso deveria ter sido suficiente. Quando sua respiração voltou ao normal, ele levantou a cabeça para mim e me beijou suavemente.

- Oi - ele sorriu.

- Oi - eu sorri de volta.

Sexo pode ser bom, mesmo sem o O.

- Eu já volto-  disse ele se desvencilhando de mim e caminhando em direção ao banheiro, suas costas nuas e uma vista de sua bunda. Eu o assisti recuar e, em seguida, sentei-me rapidamente, puxando as alças da minha camisola de volta ao redor dos meus ombros. Virei para o meu lado, para longe do banheiro e me enrolei em volta do meu travesseiro.

Eu não iria chorar.

Eu não iria chorar. Eu não iria chorar.

Mesmo que ele só tivesse saído da cama por alguns minutos, quando ele voltou, eu fingi estar dormindo. Infantil? Sim.

Eu senti o mergulho cama quando ele subiu de volta, e então seu corpo quente e ainda muito nu estava contra mim, me agarrando. Braços em volta do meu meio, e, em seguida, sua boca estava na minha orelha, sussurrando.

- Mmm, a Garota da Camisola colocou sua camisola novamente.

Esperei, sem falar, apenas respirando. Senti que ele me sacudiu um pouco e soltou uma risada.

- Demi? Ei, você, você está dormindo?"

Eu deveria roncar? Sempre que as pessoas fingiam dormir em filmes elas roncavam. Deixei escapar um pequeno. Ele beijou meu pescoço, minha pele traidora se arrepiou na sequência da sua boca. Eu suspirei em meu ‘sono’, me aconchegando perto de Joe, esperando que ele fosse deixar isso de lado. O destino estava do meu lado esta noite, ele simplesmente me abraçou apertado contra seu peito e me beijou mais uma vez.

- Boa noite, Demi - ele sussurrou, mais uma vez e a noite se estabeleceu em torno de nós. Eu fingi roncar por mais alguns minutos até que seu ronco verdadeiro assumiu e depois suspirei pesadamente.

Confusa e insensível, eu fiquei acordada até de madrugada.

Eu tinha fingido. Fingi com o Bate-Parede. Devia haver uma lei escrita em algum lugar, talvez até cinzelada em uma tabuleta de pedra. Tu não deves fingir com Bate-Parede. Então deixe isso ser escrito, assim será feito. Eu fingi, e agora eu estava condenada a vagar pelo planeta para sempre, sozinha.

Eu estava sendo muito dramática? Oh sim, mas se isso não pedia um pouco de drama, o que pedia?

Na manhã seguinte, me levantei e sai da cama antes de Joe ainda estar acordado, algo que eu não tinha feito o tempo todo que estávamos em nossa viagem juntos. Normalmente ficávamos na cama até o outro estar acordado, e depois ficávamos no quarto por algum tempo, rindo e conversando. E beijando. Mmm, o beijo.

Mas esta manhã, corri rapidamente através do banho e estava na cozinha fazendo o café quando um sonolento Joe fez o seu caminho arrastando suas meias pelo chão (o chão estava sempre um pouco de frio) e com sua boxer baixa nos quadris , ele sorriu por sua névoa do sono e se escondeu no meu lado enquanto eu fatiava o melão e as frutas vermelhas.

- O que você está fazendo aqui? Eu estava uma cama, solitária e grande, sem Demi, onde você foi? - perguntou ele, plantando um beijo rápido em meu ombro.

- Eu precisava entrar em movimento esta manhã, você se lembra que o carro está vindo me buscar às dez? Eu queria te fazer um café da manhã antes de eu sair - eu sorri, virando-me para ele e lhe dando um beijo rápido. Ele me impediu de me afastar dele e beijou-me mais completamente, sem deixar que eu me apressasse. Eu podia me sentir me fechar para ele, quase incapaz de parar. Eu precisava de algum tempo para este processo, para entender como eu estava me sentindo sobre isso, além de miserável. Mas eu adorava Joe, e ele não merecia isso. Então eu deixei-me cair no beijo, sendo varrida por este homem, mais uma vez. Eu o beijei de volta febrilmente, apaixonadamente, e depois afastei-me antes que pudesse se tornar algo mais do que um beijo.

- Fruta?

- Hein?

- Frutas, fiz salada de frutas, quer alguma coisa?

- Oh, sim. Sim, tudo bem. Fez café?

- A água está fervendo, a cafeteira está pronta para funcionar - eu respondi, batendo-lhe no rosto quando eu acenei para a panela. Nós fizemos nosso caminho pelo silêncio em torno da cozinha, falando baixinho e roubando um beijo ou dois, quando possível. Eu estava tentando não mostrar como o meu cérebro estava atrapalhado, tentando agir de maneira tão normal quanto eu poderia.

Joe pareceu sentir que algo estava acontecendo, mas foi percebendo pela minha reação e me deixando levar esta manhã. Nós nos sentamos no terraço uma última vez, comendo nosso café da manhã juntos e assistindo os disjuntores serem ligados.

- Você está feliz por ter vindo? - ele perguntou quando eu mordi meu lábio no óbvio.

- Eu estou tão feliz. Essa viagem foi incrível - sorri, atravessando toda a tabela com a minha mão e dando-lhe um aperto.

- E agora?

- E agora, o quê? De volta à realidade, que horas o seu voo chega amanhã? - Eu perguntei.

- Tarde, muito tarde. Devo ligar para você ou... - ele parou, parecendo me perguntar se ele deveria vir.

- Me ligue quando você chegar, não importa a hora, ok? - Eu respondi, tomando meu café e observando o mar. Ele ficou quieto e neste momento em que eu mordi meu lábio foi para não chorar.

*  *   *   *   *   *

Eu tinha arrumado minhas coisas no início da manhã, então, quando o motorista chegou lá, eu estava pronta para ir. Eu estava voando de volta para casa através do aeroporto mais perto de Málaga. Uma conexão extra, mas isso me salvou de um monte de tempo de condução. Joe tentou seduzir-me para acompanhá-lo no chuveiro, mas eu implorei, criando a desculpa de encontrar o meu passaporte. Eu estava em pânico, afastando-me quando tínhamos ficado tão próximos, mas isso realmente tinha me deixado confusa.

Eu tinha colocado todos os meus Os em uma cesta, por assim dizer, e o problema não era Joe. Era eu. O sexo tinha sido irreal, fantástico, digno de romance, e ainda assim. Não. Foi o suficiente para me fazer querer gozar em Nerja.

Joe andou com minhas malas até o carro, colocando-as no porta-malas. Depois de falar com o motorista por um momento, ele voltou para mim enquanto eu caminhava ao longo da casa uma última vez. Realmente tinha sido um conto de fadas, e eu tinha gostado de cada momento dele.

- Hora de ir? - Eu perguntei, recostando-me contra ele quando ele se aproximou de mim no parapeito do terraço. Eu tinha ouvido ele falar atrás de mim, e eu estava feliz com a sensação dele contra mim.

- Hora de ir. Você tem tudo que você precisa?

- Eu acho que sim, eu gostaria de descobrir uma maneira de comprar esses camarões perto de casa - eu ri e ele bufou no meu cabelo.

- Eu acho que nós podemos encontrar alguma coisa em casa que será apropriada, talvez possamos nos encontrar na próxima semana e recriar algumas das coisas que comemos aqui? - ele perguntou e eu me virei para encará-lo.

- Fazer a nossa estreia? - Eu sorri.

- Sim, claro, quer dizer, se você quiser - ele acenou com a cabeça timidamente, olhando-me com cuidado.

- Eu quero - eu respondi honestamente. E eu queria. Mesmo sem o bendito O estúpido, eu queria estar com Joe.

- Ok, a estreia de mais camarões. Isso parece estranho - ele riu e eu ri quando ele me abraçou a ele. O motorista buzinou e fizemos o nosso caminho para a frente.

- Eu te ligo quando eu estiver de volta, ok?

- Eu vou estar lá. Faça um bom trabalho - eu instruí, e ele me deu uma pequena saudação. Ele tirou meu cabelo do meu rosto e se inclinou para me beijar mais uma vez.

- Tchau Demi.

- Tchau Joe - eu sussurrei e entrei no carro. E para longe do conto de fadas.

Eu me virei e comecei a chorar.

*  *   *   *   *   *

Assim que eu estava abrigada em meu assento da primeira classe, eu não tinha nada além de horas para pensar. Pensando nisso. Eu não tinha nada além de horas para sentar e me culpar e resmungar. Eu chorei no carro a caminho do aeroporto, tentando tranquilizar o motorista de que eu estava bem e não louca de pedra. Eu chorei porque, bem, não havia certeza de quanta merda e tensão no meu corpo e isso tinha que sair de alguma forma. E assim saiu, através dos meus olhos. Eu estava triste e eu fiquei frustrada. Agora eu estava cansada de chorar.

Eu tentei ler. Eu tinha até comprado umas revistas no aeroporto de Málaga. Enquanto eu passava através delas, os títulos dos artigos pulavam em mim.

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Perseguida, Cérebro, Espinha Dorsal, Coração, todos estavam enfileirados e atirando pedras nos Nervos, que estavam tentando o seu melhor para esconder o resto.

Eu fechei todas as minhas revistas novas, as jogando para o banco traseiro na minha frente. Peguei meu laptop, o ligando e colocando os fones em meu ouvido. Eu tinha colocado alguns filmes para o último voo. Eu poderia deixar meu cérebro descansar com um filme. Sim, eu poderia fazer isso. Eu olhei através de alguns dos filmes que eu tinha no arquivo... Quando Harry Encontra Sally, não, não com aquela cena na delicatessen. “Top Gun”? Não, aquela cena em que eles fazem aquilo e está tudo azul iluminado com a brisa soprando através das cortinas, não, muito perto do meu conto de fadas. “Uma Linda Mulher”? Claro que não, Joe? Eu achei um filme que eu poderia passar o tempo, precisou de três Tylenol, e eu estava dormindo antes do Lucas levar Obi Wan para Mos Eisley.

Em algum lugar entre a conexão em LaGuardia e o voo pelo país, eu fiquei louca. Eu tinha caído no sono, tinha chorado, e agora eu estava bem e louca. E em um plano onde a estimulação era desencorajada. Eu tive que ficar no meu lugar e tentar racionalizar o que fazer com essa raiva, e como eu ia viver a minha vida inteira sem nenhuma esperança de um O. E, novamente, excessivamente dramática? Talvez, mas sem o O em vista, não era muito difícil perder o foco.

Finalmente, pousamos no Aeroporto de São Francisco e quando eu fiz meu caminho até a bagagem, física e emocionalmente exausta, eu olhei para o rosto de alguém que eu nunca queria ver outra vez.

Cory . Fodido. Weinstein. Que filho da puta nojento.

Estampada por toda a banca estava a sua cara estúpida em uma campanha publicitária gigante para a Weinstein Esporte e Lazer. Eu estava na frente de sua cabeça gigante, com o maior sorriso de comedor de merda no seu rosto enquanto ele posava na frente de uma parede de escalada, e minha raiva borbulhou de novo. Ela agora tinha um rosto. Minha raiva tinha um rosto, e era um rosto estúpido. Eu queria dar um soco nessa cara, mas era apenas uma imagem.

Infelizmente, isso não me impediu.

Não é uma coisa inteligente de se fazer, ainda mais em um aeroporto internacional. Acontece que eles desaprovam isso. Assim, após uma advertência, com palavras fortes da segurança, e uma promessa de que eu nunca iria atacar um cartaz de novo, arrumei-me num táxi, fedendo a avião, e fiz meu caminho de volta para meu apartamento. Eu chutei minha própria porta desta vez, e quando eu joguei minhas malas para baixo, vi as duas únicas coisas que poderiam me fazer sorrir.

Clive e minha Kitchenaid.

Com um miado bem forte, ele veio correndo para mim, na verdade, pulando em meus braços, mostrando o afeto que normalmente só era reservado para momentos exatamente como estes. Seu cérebro pequeno de gato sabia quando eu precisava dele, e ele derramou atenção em mim como só ele poderia. Sacudindo a cauda e ronronando sem parar, ele intrometeu sua cabeça sob meu queixo e passou suas grandes patas no meu pescoço, me dando um abraço e gatinho minúsculo. Rindo em seu pelo, quando ele continuou perto de mim, respirando pesadamente.

Era bom estar em casa.

- O tio Euan e Tio Antonio cuidaram bem de você? Huh? Quem é o meu bom menino? - Eu arrulhei, largando-o no chão e pegando uma lata de atum para ele, o seu tratamento por se comportar enquanto estive fora. Passando agora de Clive, que estava focado apenas em sua tigela, o meu olhar ficou preso na minha Kitchenaid. Eu tomaria um banho e depois eu iria assar. Eu precisava assar algo...

Uma quantidade desconhecida de tempo depois, ouvi uma batida na minha porta. Eu estava cozinhando a tanto tempo que eu tinha perdido a noção, e senti minhas costas rangerem e chiarem quando eu levantei a cabeça dos meus brownies. Eu estava amassando um dos Brownies Ultrajantes da Ina. Eles precisavam de passos extras, mas, oh, garoto, eles valiam a pena. O que era o tempo? Eu procurei em volta por Clive e não o vi.

Embaralhei à porta, percebendo que, quando eu passei, eu tinha pisado em algo um pouco mole, e foi ficando açúcar por todo o chão, marrom e branco. Mais uma batida na porta, mais insistente desta vez.

- Estou indo! - Eu gritei, rolando os olhos para a ironia. Quando eu levantei a minha mão para abrir a porta, notei a cobertura de chocolate em todod os meus dedos. Não os desperdicei como sempre, eu lhes dei uma lambida, enquanto eu abri a porta.

Lá estava Joe, parecendo cansado e esgotado.

- O que você está fazendo aqui, você não deveria estar em casa até...

- Eu não deveria estar em casa até a tarde de hoje, eu sei. Peguei um voo mais cedo - ele afirmou, passando por mim e entrando no meu apartamento. Quando eu fechei a porta e me virei para ele, eu alisei um pouco o meu avental, sentindo os pedaços de massa de biscoito agarrados a ele.

- Você pegou um voo mais cedo, por quê? - Eu perguntei, andando tranquilamente pelo chão em direção a ele.

Ele olhou em volta com um sorriso divertido, observando as pilhas e pilhas de biscoitos, as tortas em várias das janelas. O alumínio envolto nos tijolos de pão de abobrinha, pão de batata, pão de laranja com cranberry, empilhados como a fundação de uma casa em toda a mesa de jantar.

Ele sorriu mais uma vez, então se virou para mim, pegando uma uva passa da minha testa, que eu nem sabia que estava presa lá.

- Você vai me dizer por que você fingiu?

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Agora digam se vcs não querem bater na Demi??? ela fingiu que teve um orgasmo e depois meio que "fugiu" de Joe! ela merece uns tapas, acho que ela n conseguiu ter um orgasmo pq ficou pensando demais nisso, acabou que foi muita pressão, muita ansiedade que ela n conseguiu chegar lá, pode acontecer isso... Enfim, ela ainda pensou que o Joe não iria saber né?? pois homens sabem quando uma mulher esta fingindo ou não, pelo amor de Deus, Demi é muito idiota, se ela/nós podemos sentir o homem gozar pq eles não sentiriam tbm?? estou revoltada com a Demi, Joe merece voltar a ser o destruidor de ppks, o bate parede e fazer tudo com ela, e acredite, ele irá fazer hahaha

Enjoy!! Amo vocês <3

Ps. não me batam, ok?? eu não enganei vcs sobre o HOT, eu esqueci que eles ainda iam jantar antes de transarem, ok?? foi mal :/