25.6.14

Emoção - Capitulo 16 e 17 - MARATONA 4/5 e 5/5


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Atualmente
Chicago, 24 de dezembro de 2014

ELES ESTAVAM isolados pela neve.

Totalmente presos em um mundo branco.

Parado à janela de seu escritório e analisando a situação no sábado de manhã, Joe só podia balançar a cabeça, admirado. Não via uma tempestade como aquela em anos, provavelmente desde a infância. Ele tentava estimar quanto de neve havia caído; a julgar pelo modo como havia subido nas laterais de seu utilitário, ele diria pelo menos 90cm até agora. E continuava a cair, rodopiando, girando, soprando para cima, para baixo, para os lados.

Aquela nevasca poderia entrar para o livro dos recordes.

– Você saiu e levou seu calor humano com você – grunhiu Demi do sofá-cama.

– Desculpe.

Ela estava dormindo quando ele saiu da cama, alguns minutos antes. Agora estava encolhida sobre o lado vago, os cobertores puxados até o nariz, como se ela estivesse tentando sugar qualquer calor residual.

Estava adorável e sensual para diabo.

E um pouco reservada.

Embora não estivesse congelando, em qualquer aspecto, a temperatura definitivamente havia caído abaixo do que normalmente ficava no prédio. Não que eles tivessem notado de fato durante a noite. Deus, eles não notaram. Na verdade, Joe poderia jurar que havia um inferno queimando naquele cantinho de Chicago. Porque ele e Demi mudaram o conceito de quente ao longo de horas longas e eróticas depois que ela acordara e o encontrara na cama.

– Como está lá fora?

Afastando da mente as imagens sensuais de como eles exploraram e deram prazer um ao outro na escuridão, ele sorriu.

– Como se o Papai Noel tivesse resolvido se mudar para cá e tivesse trazido o Polo Norte com ele.

– Ah, isso é perfeito – disse Demi, soando sarcástica.

– Qual é o problema, você tinha grandes planos para hoje? – De algum modo ele duvidava que tivesse. Demi não parecia mais fã do Natal agora do que parecera seis anos atrás.

Ela pensou no assunto, então balançou a cabeça.

– Na verdade, não. Sam vai trabalhar durante todo o fim de semana. Eu estava pensando em ficar em casa, na preguiça, entrar na internet e gastar o dinheiro que sua empresa me pagou ontem.

Bem, ela não podia fazer compras, mas ficar dentro de casa, na preguiça, soava ideal. Principalmente quando se eles fossem preguiçosos entre os momentos enérgicos tais como os que tiveram na noite passada.

Deus do céu. Demi se transformara em uma mulher selvagem.

Vendo-a estremecer, Joe esclareceu: uma mulher selvagem com frio.

– Aqui – disse ele, indo até a cama, levando duas xícaras de café que ele havia acabado de coar.

– Então a energia voltou? – perguntou ela, parecendo tanto aliviada quanto decepcionada.

– Temo que não – respondeu ele, balançando a cabeça. – Felizmente, muitos fornecedores vêm aqui. Um deles fabrica uma cafeteira elétrica movida a bateria e sugeriu que adquiríssemos uma para sítios de construção que ainda não receberam instalações elétricas. Nós adquirimos… e eles nos deram algumas para o escritório como um agradecimento pelo contrato fechado.

– Deus abençoe as amostras grátis – disse ela, sentando-se e deixando as cobertas caírem em seu colo. Joe conseguiu não espirrar o café em Demi. Vê-la à luz do dia, tendo sido tão nebuloso quanto foi, era o suficiente para fazer a terra tremer. Isso sem mencionar o órgão sexual dele.

Joe não tinha percebido que era possível ser tão insaciável a respeito de outra pessoa. Eles tinham feito sexo três ou quatro vezes durante a noite, e ele estava pronto para possuí-la outra vez. Antes estava escuro, e agora ele queria ver o rosto dela corar enquanto chegava ao clímax, enxergar o corpo perfeito dela enquanto lambia cada centímetro dele.

– Maravilhoso – murmurou ela quando bebeu um gole, então soprou o vapor que saía da xícara. – Creme, sem açúcar… você lembrou.

– É claro que lembrei – murmurou Joe. Ele se lembrava de tudo.

Era curioso, considerando que ele se esforçara tanto ao longo dos anos para tirar Demi de sua mente. Mas ela se recusara a ir embora, assombrando suas lembranças mesmo quando ele estava com outras mulheres, sendo que duas relações foram sérias, e durante tantas outras mudanças.

Demi olhou para ele e ambos ficaram se encarando. Ela não tentou erguer o cobertor, não corou ou fingiu constrangimento por estar sentada bem diante dele tão lindamente nua. Joe estava preocupado, achando que ela fosse ter algum tipo de dúvida ou insegurança sob a luz fria do dia. Mas ele estava errado. Ela parecia confiante, até mesmo serena. Como se não se arrependesse de nada.

Ele sorriu diante de tal percepção.

– O que foi?

– Eu meio que esperava que você fosse pular da cama, se enrolar nos lençóis e me acusar de molestá-la durante a noite.

Ela riu.

– Acho que fui eu quem molestou você. Embora você tenha se arrastado para minha cama enquanto eu dormia.

– Minha cama, Cachinhos Dourados. Falando nisso, não tenho mingau para te oferecer para o café da manhã, mas há uma tonelada de sobras da festa no refeitório.

Ela não pareceu se importar com a comida, optando por se concentrar na primeira parte da declaração dele em vez disso.

– Sua cama? Você está falando sério?

– Tão sério quanto um enfarte.

Ela olhou ao redor, tomando nota de seu tamanho e mobiliário. Tinha, ele sabia, provavelmente uma metragem quadrada muito maior e mobílias melhores do que a casa inteira dele no Brooklyn.

– Então se a cama é sua, acho que isso significa que esse escritório é seu também? Quero dizer, você não estava simplesmente se esgueirando na cama de seu chefe, já que ficou preso aqui também?

– É minha – disse ele com uma risada. – Presumo que você não notou a placa de identificação na mesa.

Ela deu uma olhada para lá. Mesmo dali era fácil distinguir o “diretor- executivo” antes do nome dele. Demi arregalou os olhos, voltou a atenção para ele.

– Você realmente administra esse lugar?

– Sim, realmente administro.

– Uau – disse ela, se recostando no travesseiro. – Quero dizer, eu sabia que você era talentoso, mas de marceneiro a diretor executivo em seis anos? isso é bem notável.

Joe deixou sua caneca de lado e se sentou na poltrona oposta a ela. Levantando as pernas com jeans, ele usou a ponta desdobrável do sofá-cama como apoio, cruzando os pés descalços.

– Não é tão notável, na verdade. Eu herdei o cargo. A empresa é da minha família.

Demi ficou de queixo caído. – Seu pai… – Sim.

– Como ele está? – perguntou ela. – Ele…

– Saiu da fase crítica? Sim, saiu. Levou muito tempo, muita fisioterapia e ele ainda não recuperou totalmente as funções do lado direito, mas conseguiu superar. – Rindo, mas apenas meio brincando, ele acrescentou: – Ele ainda é o mesmo tirano exigente que sempre foi.

Seria necessário mais do que um derrame para fazer o velho deixar de ser mandão, intrometido e teimoso. E Joe já devia saber; ele lidava com aquela opinião autoritária e agressiva todo santo dia. O nome dele podia estar no topo da página da Elite Construction, mas seu pai ainda detinha uma boa quota das ações. Eles tiveram alguns poucos conflitos intensos quando o Jonas pai começou a se sentir como seu velho eu novamente. Só mais tarde, no ano anterior ou coisa assim, é que ele admitiu que Joe estava fazendo um trabalho excelente, e parou de questionar todas as mínimas decisões.

Não que Joe não fosse muito grato por seu pai ter sobrevivido, é claro. Embora eles não estivessem se dando muito bem na época, ele ficara chocado e arrasado quando o derrame do pai ocorrera, seis anos atrás. Embora ele estivesse com apenas 55 anos de idade, ninguém achou que fosse superar, nem os médicos, nem o pessoal da empresa. Ninguém, exceto a família, que sabia que o Paul Jonas era teimoso demais para fazer o que todo mundo tinha previsto que ele faria.

– Estou tão feliz que ele sobreviveu – murmurou Demi.

– Obrigado.

Joe não duvidava que ela estivesse falando de coração. Mas também não duvidava que a mente de Demi tivesse vagado pelos mesmos caminhos que a dele: a época do derrame do pai. Ela estava lá quando Joe recebera o telefonema apavorado de sua irmã, bem no amanhecer do dia de Natal. Após um fim de semana de pura empolgação e felicidade com Demi, o mundo de Joe desabara com uma conversa.

Toda a sua vida mudara rapidamente. Antes disso, ele sabia que um dia iria voltar a Chicago e tomar seu lugar ao lado do pai na empresa. Mas tinha achado que teria tempo, uns dois anos, pelo menos, para viver a vida que desejava. Que inferno, naquele momento em particular ele chegara até mesmo a cogitar perguntar a Demi se ela achava que ele poderia fazer serviços de carpintaria na França, por um ano ou dois. A relação deles ficou séria assim rápido assim.

Então o telefone tocou. Os soluços da irmã finalmente fizeram sentido, e ele seguiu para o aeroporto imediatamente. Por mais que tivesse odiado largar Demi no dia de Natal, ela compreendera totalmente. Se havia alguém capaz de entender, esse alguém era… Demi também recebera seu telefonema terrível durante as festas de fim de ano.

Ele não perdeu tempo fazendo as malas, nem mesmo uma bolsinha. Estava desesperado para voltar a Chicago, convencido de que o pai estava à beira da morte. E apavorado, percebendo que as últimas palavras trocadas com ele tinham sido furiosas.

A vigília no hospital foi longa e difícil. Ele teve de lidar não apenas com a preocupação, e com a família, mas também dar um reforço e cuidar da empresa. Isso, em si, fora uma luta, considerando que ele era tão jovem. Mas Joe não ia deixar a coisa toda ir a pique enquanto seu pai lutava pela vida.

Apesar de estar tão ocupado, ele encontrara tempo para telefonar para Demi todos os dias na primeira semana, principalmente sabendo que ela mesma tinha um aniversário de morte para enfrentar. A cada ligação, ela expressava preocupação com o pai dele mas inevitavelmente a conversa se voltava para os preparativos de sua viagem iminente. Os planos dela. A ótima vida dela.

Então houve um intervalo de poucos dias entre os telefonemas.

Depois de uma semana.

E aí estava quase na hora de ela ir embora para passar o semestre no exterior.

E Joe parou de telefonar.

– Eu nunca parei de pensar em você. Juro, você estava na minha cabeça constantemente. – Ele chegou ao ponto, à coisa principal que queria dizer. – Desculpe, Demi.

– Pelo quê?

– Você sabe pelo quê. Eu não conseguia parar de pensar em você… mas também não tinha forças para telefonar.

Ela enrijeceu, não respondeu por um segundo, então soltou um casual: “Ei, não se preocupe. As linhas telefônicas eram famosas por serem pouco confiáveis naquela época.”

Ele conseguiu enxergar através daquele humor fingido. E no dia anterior ela se mostrara muito magoada; de jeito nenhum que ela havia superado tudo em apenas uma noite.

Mas talvez a noite anterior ao menos tivesse aberto a ela a possiblidade de Joe não ser um aproveitador, que a levara para o passeio de sua vida e depois a abandonara.

– Você sabe, eu nunca voltei para Nova York.

Ela arqueou a sobrancelha.

– E sua casa? Suas coisas?

– Contratei alguém para cuidar disso naquele inverno, assim que ficou óbvio que não apenas meu pai teria uma longa recuperação pela frente, como praticamente nunca mais seria capaz de trabalhar.

– Deve ter sido bem complicado.

– Complicado não serve nem para começar a explicar como foi. – Ele passou uma das mãos pelo cabelo e suspirou. – De qualquer forma, eu não tinha a intenção de entrar nesse assunto todo. Eu só o trouxe à tona para poder finalmente explicar o que eu sempre quis dizer a você, mas nunca tive a chance.

Ela o olhou com cautela.

– E isso seria…?

Joe sustentou o olhar dela, desafiando-a a não acreditar nele.

– Que eu me apaixonei por você naquele fim de semana em Nova York.

Ela inspirou de forma audível, e balançou a cabeça lentamente.

Joe assentiu, sem se preocupar em parecer um idiota ou em temer qualquer tipo de rejeição. Talvez algo maravilhoso fosse acontecer entre ele e Demi agora. Talvez não, e a noite anterior fosse ser sua lembrança definitiva de um relacionamento que ele um dia pensou que definiria toda sua vida. Mas, não importava o que acontecesse, ele lhe devia a verdade sobre o passado.

– É verdade. Eu estava loucamente apaixonado por você.

– Você podia ter me dito…

– Com qual objetivo?

Revirando os olhos e olhando para ele como se Joe fosse um idiota, Demi disse:

– Talvez porque fosse bom ouvir tais palavras uma vez na minha vida?

Joe não conseguia imaginar que nenhum homem nunca tivesse se apaixonado por aquela linda mulher diante dele. Mas ele particularmente não queria imaginá-la com outro homem. A ideia em si o deixava enjoado.

– Talvez eu devesse ter dito – assumiu dando de ombros. – Mas eu estava encurralado.

Ela inclinou a cabeça, confusa.

– Demi, você estava prestes a viajar para abraçar o mundo.

Ela não tentou negar, porém uma expressão melancólica cruzou seu rosto, como se ela estivesse se lembrando da garota apaixonada e mal-humorada que havia sido. Dia desses, Demi tinha esperanças, ele descobriria o que a trouxera de volta, por que ela estava fotografando crianças quando tinha jurado que faria tudo, menos isso.

Agora, no entanto, Joe tinha a própria história para contar.

– Mas eu? Meu pai estava no leito de morte, minha família estava desmoronando, e eu era o único para segurá-los, e isso sem mencionar a empresa. – Ele se levantou da poltrona e caminhou até o sofá-cama, sentando-se ao lado de Demi e esticando a mão para acariciar uma mecha sedosa dos cabelos dela. – Minha vida era aqui. É aqui. A sua era… – Ele abanou uma das mãos – lá fora. Íamos viver em dois mundos diferentes, e por mais que eu quisesse você no meu, eu sabia que não ia acontecer. Só porque meus sonhos desmoronaram não significava que eu poderia pedir a você para abrir mão dos seus.

– Então… Você me deixou ir?

Um simples meneio de cabeça.

– Eu deixei você ir.

A umidade surgiu nos olhos dela, embora não houvesse lágrimas escorrendo ali. Fungando, ela inclinou o rosto para a mão dele, roçando a pele delicada contra a dele.

Eles ficaram em silêncio durante muito tempo. O cômodo estava quieto o suficiente para ele conseguir ouvir o pingar dos pequenos flocos de neve gélidos golpeando a vidraça. Então, com um suspiro baixinho, Demi olhou para Joe e sorriu.

– Obrigada por me contar – sussurrou ela.

– Não há de quê.

Nada mais. Nenhuma promessa. Nenhum pedido. Era como se eles tivessem acabado de limpar a lousa e pudessem recomeçar, do zero. E ver aonde aquela estrada os levaria.
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Mais um capítulo divo aqui pra vocês u.u haha
Comentem...Beijemi <3 XOXO!

*****
 
 
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– TENHO DE admitir, Papai Urso, isso supera qualquer mingau.

Demi lambeu algumas migalhas de biscoito dos dedos, suspirando de satisfação diante do estranho café da manhã natalino que eles tinham acabado de dividir. Biscoitos, gemada, queijo e torradas, batatas chips, chocolate e frutas.

A comida da festa tinha sido farta e deliciosa. E ficou muito bem armazenada na geladeira imensa, que estava fazendo um ótimo trabalho segurando a temperatura, apesar da falta de energia. No entanto, se eles ficassem presos ali por muito mais tempo, iriam ter de jogar a gemada fora em favor das latas fechadas de refrigerante ou de suco de frutas.

– Acho que tem até mesmo algumas sobras de peru fatiado da ceia – respondeu ele. – Se chegarmos a esse ponto.

A julgar pelo modo como continuava a nevar, definitivamente poderia chegar a esse ponto.

Demi devia estar incomodada com isso. Devia estar preocupada por estar presa, devia estar pelo menos surtando por não ter uma calcinha sobressalente… não que esperasse ficar usando calcinha por muito tempo.

Mas a verdade era que ela não dava a mínima. Não tinha obrigações para com ninguém, não tinha planos para as festas, além de fazer compras. O irmão dela já havia sido escalado para trabalhar durante todo o fim de semana, e com aquele clima, ela duvidava que ele teria tempo de ao menos dar uma passadinha para vê-la antes de segunda ou terça-feira.

Então por que não passar alguns dias presa em um prédio seguro, com muita água e comida, e alguém para providenciar muita diversão? Se, isto é, ela conseguisse sobreviver a toda aquela… diversão.

– Acho que isso atende aos nossos requisitos de Natal não tradicional, hum?!

– Ei, eu até comi um biscoito em formato de sininho, não comi? – Então ela riu. – Embora, acredite ou não, eu tenha ficado um pouco menos rigorosa em relação a isso.

– Sério?

– Miley tem filhos agora, e eu realmente passei algumas festas de Natal com eles há alguns anos. Foi… legal.

Mais do que legal. Tinha sido adorável. Meigo, saudável e divertido. E, sim, um pouco doloroso. Mas após muitos anos, Demi fora capaz de baixar a guarda e deixar um pouco da mágica da época retornar ao seu coração. Ela não estava pronta para sair e cortar um pinheirinho ou baixar uma cópia de ”Então é Natal”, volume 948, no seu mp3. Mas conseguia pelo menos cantarolar Noite feliz, a música natalina favorita de sua mãe, sem irromper em lágrimas.

– Devo dizer que estou curioso…

– Sobre?

– Paris. Europa. Fotografar a semana de moda, chegar à capa da Vogue?

Ela suspirou, lembrando-se daquela garota, daqueles sonhos. Do quão importantes eles tinham sido certa vez, quando ela estava fugindo de qualquer coisa que se assemelhasse à vida que ela outrora tivera e tão dolorosamente perdera. A mudança total de planos a havia ajudado a fugir das lembranças durante um tempinho, mas não para sempre. Em algum momento, ela teria de as encarar.

Ela explicou para ele, da melhor maneira possível, se perguntando se a explicação iria fazer algum sentido para qualquer outra pessoa.

Quando Demi terminou, Joe assentiu lentamente.

– E agora que você sabe que não precisa cruzar meio mundo para não se importar muito com as pessoas ou com as coisas… você está feliz?

Uau. Ele obviamente lera as entrelinhas. Ela não havia mencionado nada sobre não querer se importar com as pessoas. Mas não podia negar que era verdade.

– Estou feliz – confessou. – Amo o que faço… lembra-se de como eu jurava que nunca trabalharia com crianças?

– Muito embora você fosse ótima nisso.

– Exatamente. Acho que eu era a última pessoa a enxergar isso. Mas eu adoro, e sou boa. Fiz mais sucesso com meus retratos infantis do que já fiz com os de adultos. Na verdade, publicaram uma foto minha na revista Time do ano passado.

Ele assobiou.

– Sério?

– Sim. Tive algumas fotos escolhidas por agência de notícias, revistas e catálogos. Eu mandei um ensaio fotográfico para uma revista sobre maternidade e espero que eles me chamem para fazer trabalhos como freelancer.

– Parece maravilhoso – disse ele de coração. – Estou realmente feliz por você.

– Obrigada. – Lembrando-se de repente de uma coisa, e sabendo que ele ficaria interessado, ela disse: – Ah, adivinhe em quem trombei em Nova York há mais ou menos um ano?

Ele ergueu uma sobrancelha curiosa.

– Lembra-se de Alex, o babaca?

O desdém de Joe dizia que ele lembrava.

– Por favor, me diga que ele terminou na cadeia e que virou a mocinha de algum valentão.

– Não, mas o pai dele terminou.

Joe ficou de queixo caído.

– A família dele administrava uma daquelas empresas “grandes demais para falirem”. Só que faliu durante o colapso financeiro. Papai foi para a cadeia e a família perdeu tudo. Alex estava muito humilde, e muito pobre, quando dei de cara com ele.

– Não poderia ter acontecido com um sujeito melhor.

Quase incapaz de se lembrar da garota que tinha sido quando pensava que Alex poderia ser “o cara certo”, Demi falou:

– Acho que isso te coloca a par do que tem acontecido comigo.

E Joe já havia deixado Demi a par do que havia acontecido com ele. Uma vida repleta de família, trabalho e obrigações. Sem muito tempo livre, pelo jeito que tinha soado, embora ele aparentemente tivesse tido tempo de começar a construir a própria casa dos sonhos… ah, Demi adoraria vê-la.

Quanto à vida pessoal de JOe, embora ela não tivesse extraído nada, pois não desejava ser intrometida, Demi meio que sentira satisfação quando ele admitira não ter tido nenhum relacionamento romântico com duração maior do que seis meses. Com isso então, eram dois.

– Espere, e o seu irmão? –perguntou Joe. – Ele ainda te dá globos de neve horrorosos em todo Natal?

Ela riu, pensando na coleção que aumentava a cada ano. Com a exceção do Papai Noel hippie quebrado, ela ainda possuía cada um deles.

– Eu coloco minha coleção exposta em casa todo fim de ano.

– Todos eles? – perguntou Joe, a voz delicada e séria.

Ela sabia o que ele estava perguntando. Sabia que ele estava imaginando se ela havia guardado o único presente de Natal que ele já lhe dera. Considerando que ela ficou de coração partido logo depois que Joe lhe entregara o mimo, a resposta provavelmente deveria ser não. Mas, na verdade, ela nunca fora capaz de se separar daquele presente especial, muito embora, toda vez que o tirava da caixa, se perguntasse a respeito de Joe. Onde ele estava, o que havia acontecido a ele.

Agora ela sabia. Ele estivera vivendo a vida do melhor jeito possível… depois de tê-la libertado para seguir seus sonhos.

– Sim, Joe – murmurou ele. – Todos eles.

– Fico feliz.

– Eu também. – Então, querendo manter seu humor leve, ela acrescentou: – O único que meu irmão me deu no ano passado teve de ganhar o prêmio de mais esquisito de todos os tempos.

– Conte-me.

– Sam encontrou um globo vindo de algum culto estranho que acredita que os três reis magos vêm de outro planeta. Baltazar possui pele verde e garras. Belchior tinha uma cauda cheia de espinhos. E o outro tinha pelos por todo o corpo.

Jogando a cabeça para trás, Joe gargalhou.

– Por favor, não me diga que o menino Jesus era um alienígena também.

– Não, mas ele parecia apavorado.

– E isso é alguma surpresa? Tipo, com todo o elenco de um episódio ruim de Jornada nas Estrelas parado diante dele?

Rindo quando percebeu exatamente com o que os três reis magos se pareciam, Demi se levantou e começou a recolher os pratinhos descartáveis que eles tinham usado para tomar o café da manhã tardio. Haviam comido no refeitório, já que era o lugar mais próximo não apenas com toda a comida, mas com todos os pratos e talheres também.

– Então… Está pronta para descer e verificar as coisas lá fora? – perguntou Joe.

Eles tinham concordado que, depois de comer, iriam descer ao saguão e tentar ter uma ideia de como as coisas estavam lá fora. Dali do sexto andar parecia que estavam presos em uma nave espacial que havia pousado em um planeta de marshmallow.

– Estarei pronta quando você estiver.

Embora não esperasse ir a lugar algum, os dois se vestiram com roupas bem quentes. Eles invadiram um armário de casacos para acrescentar camadas extras às próprias roupas. Havia alguns casacos, cachecóis e chapéus esquecidos ao longo dos anos… o suficiente para que não congelassem se ousassem pisar lá fora.

Uma vez tendo se arrastado seis andares abaixo até o saguão, e visto que a neve havia tomado quase toda a porta de vidro, no entanto, Demi percebeu que eles não precisavam nem ter se dado ao trabalho.

– Isso é loucura! – disse ela, ficando na ponta dos pés para tentar enxergar por cima da montanha branca. – Você consegue ver o estacionamento?

Joe colocou a mão em concha sobre um ponto do vidro que não estava obscurecido pela neve.

– Tem três montinhos ali… Presumo que sejam seu carro, o meu e a caminhonete do segurança. Seria necessário um trenó e uma equipe de cães para nos levar até lá, no entanto.

Isso significava que, mesmo que a energia elétrica voltasse e as ruas fossem limpas, eles não iriam a lugar algum até a empresa particular de remoção de neve que Ross havia contratado aparecesse para limpar as calçadas e o estacionamento. E quem saberia dizer quando isso ocorreria?

– Não vamos a lugar nenhum, vamos?

– Nada disso. – Ele se virou para encará-la. – Tudo bem? Quero dizer… você não está com medo por estar presa aqui, está?

Ela franziu a testa.

– Você se transformou em um canibal ou algo do tipo nos últimos seis anos?

Ele meneou as sobrancelhas.

– Está reclamando do que gosto de comer?

Deus do céu, ela nunca iria reclamar a respeito disso pelo restante de sua vida.

– Deixa para lá – disse Demi, sabendo que soava desequilibrada.

O sujeito era bom em distraí-la, colocando pensamentos selvagens em sua cabeça. Ele era bom em um monte de coisas. Em fazê-la rir, em fazê-la suspirar, em deixá-la louca. Em lhe dar um prazer incrível.

Aos 22 anos, ela havia achado Joe Jonas o sujeito mais sensual que já havia conhecido. Agora, seis anos depois, ela sabia que ele era mais do que isso. Ainda sexy, ah, sem sombra de dúvida. Provavelmente mais ainda do que antes, na verdade, porque ele agora possuía uma tonelada de autoconfiança e a personalidade madura de um homem para combinar com o visual e com o charme.

Mas agora Demi o via como muito mais do que um carpinteiro duro de grana com um pufe e um abajur de lava. Ele era bem sucedido, muito inteligente e incrivelmente agradável. Ela havia notado o jeito como ele conversou com todas aquelas pessoas na festa no dia anterior; agora, sabendo que ele era o chefe delas, Demi estava ainda mais impressionada.

– Sério, você não está preocupada demais, está? – perguntou ele. – Temos muita comida, o prédio é seguro. E eu não acho que vá ficar insuportavelmente frio. Se ficar, podemos nos mudar para uma sala mais interna, sem janelas.

Ela balançou a cabeça.

– Sinceramente, não estou preocupada. A única pergunta é: o que vamos fazer para nos manter ocupados?

Ela acompanhou aquela pergunta com um adejar de cílios.

Joe deu um passo mais perto, colocando as mãos nos quadris de Demi. Mesmo através do enchimento das calças, do suéter, do capuz de alguém, do casaco de alguém e do casaco pesado dela, Demi sentiu o peso possessivo do toque dele.

– Tenho certeza de que vamos pensar em alguma coisa.

– Oh?

Ela ficou na pontinha dos pés, roçando os lábios no queixo dele, e sussurrou:

– Feche os olhos.

Ele obedeceu. Imediatamente.

– Conte até 20.

– Hum… Por quê? – Um olho se abriu e ela franziu a testa imediatamente. Ele voltou a fechá-lo. – Desculpe. Contando.

Um.

Ela de um passo para trás.

– Nada de espiar. Continue contando.

– Dois.

Um sorriso cruzou o rosto de Joe, como se ele a estivesse imaginando tirando as peças de roupa, se desfazendo das camas bem em cima da mesa da segurança. Hum. Aquilo meio que poderia ser interessante. Embora eles não pudessem ser vistos de forma alguma através das camadas de neve lá de fora, soava extremamente ousado.

– Três.

Demi balançou a cabeça e seguiu na ponta dos pés até a porta fechada da escada de emergência. Joe estava no quatro quando ela abriu a porta e no cinco quando ela a fechou detrás de si. Esperava que, quando ele chegasse aos 20, ela já estivesse de volta ao sexto andar.

Esconde-esconde em um prédio de escritório de seus andares. Soava como um bom jeito de passar o tempo. Principalmente se Demi se assegurasse de que estaria nua quando Joe a encontrasse.
 
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OII!! sentiram minha falta?? eu espero que sim, pq eu senti a de vocês!! quero me desculpar por não ter postado, eu fui esses dias para casa de minha vó e minha mãe insistiu para que dormíssemos lá, ai eu não tive como postar... bom, a Mand só não terminou a maratona, pq eu esqueci de deixar mais capítulos salvos para ela, aí infelizmente só deu até o 16 :/

depois eu irei postar um aviso lá em "A Sexóloga" para quem perguntou lá sobre a fic... :)

EU FINALMENTE CRIEI UM WHATSAPP!!!
Aeeeh!!
Então, irei criar um grupo aqui pro blog, mas aí vocês me passam os números de vocês pelo twitter, por favor, não postem aqui, ok?? eu irei adicionar todos!! <3

Beijoos <3 a mini-fic está acabando :/

23.6.14

Emoção - Capitulo 15 - MARATONA 3/5


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DEMI TINHA pensado muito no momento em que finalmente faria sexo. Ela o imaginou com alguém que conhecia, alguém que havia namorado durante muito tempo, alguém em quem confiasse.

Bem, um acerto em três não era tão ruim assim, certo?

Ela não conhecia Joe tão bem. E nunca o havia namorado.

Mas confiava nele. Ah, como confiava nele.

Contar a verdade a respeito de si não tinha sido fácil, mas ela certamente não iria tentar fingir durante sua primeira vez no sexo. Não apenas porque era injusto consigo, mas também com Joe.

Ele merecia uma oportunidade para dizer “Obrigado, mas não, obrigado”. Afinal, alguns sujeitos simplesmente pareciam não querer lidar com o drama da coisa.

Ela teria previsto que Joe não seria um desses sujeitos.

Ela não teria previsto o jeito incrivelmente carinhoso e amoroso como ele a beijou, e então ficou de pé, segurou sua mão e a guiou até seu quarto. Como se agora que sabia a verdade, a responsabilidade estivesse pesando sobre ele, e ele não quisesse uma rapidinha no sofá. Como se ela merecesse o pacote completo, cama grande e tudo o mais.

A caminhada até o quarto pareceu incrivelmente longa. E enquanto o corpo dela ainda estava queimando por causa do jeito incrível como ele a tocara, ela não podia negar uma leve tremedeira, um pouquinho de nada de vergonha.

Afinal, estava nua. Ele ainda estava usando a calça jeans. E ela havia acabado de confessar que era virgem.

– Tudo bem – disse Joe a ela quando chegaram ao quarto dele, parando perto da cama. Ele tirou o cabelo dela do rosto, então lhe tocou a bochecha. – Tudo vai ficar bem.

Ela sorriu.

– Você acha que estou com medo?

Ele a espiou, visivelmente inseguro.

– Não estou com medo, Joe. Talvez um pouco envergonhada por estar tão… exposta.

Ele deu um passo atrás e olhou para o corpo nu dela, balançando a cabeça lentamente e esfregando o próprio queixo, como se não soubesse o que dizer. Então ele disse exatamente a coisa certa: – Se existe uma mulher perfeita nesse mundo, Demi Lovato, esta mulher é você.

Ela ficou emocionada, em todos os lugares dentro de si que ainda não se sentiam assim. Conforme já suspeitava, definitivamente havia escolhido bem.

– Obrigada.

– Não fique tensa, Demi, não vou fazer nada para machucar você – acrescentou ele, segurando seu rosto delicadamente.

– Não vou ficar tensa. Juro para você, meu único medo é de não ser tão bom quanto imaginei que seria.

Um sorriso lento se formou naqueles lábios lindos. Ele balançou a cabeça, então afundou as mãos nos cabelos dela e a puxou para mais perto.

– Vai ser melhor. Eu garanto.

Ele a levou para a cama, e começou a provar como seria.

Sinceramente, Demi não imaginava que o sexo podia ser tão incrivelmente quente e fantasticamente carinhoso. Joe a beijou profunda e lentamente, como se quisesse memorizar o sabor de sua boca. E as mãos fizeram coisas mágicas a ela, deslizando pelos seios, oferecendo abertamente carícias que a proporcionaram um monte de sensações desconcertantes.

Mas então, ele perdeu um pouquinho do controle. Joe gemia quando mordiscou o seio, ou estremecia quando ela esticava as mãos e roçava os dedos na ponta delicada de sua ereção. Demi queria mais, ansiava por explorar o corpo dele, porém Joe parecia determinado a fazer com que aquilo girasse completamente em torno dela.

O que era maravilhoso… e incrivelmente excitante.

– Por favor – disse ela com um soluço quando mais uma vez ele provocou seu clitóris com os dedos, com leves toques que a faziam almejar por aqueles mais firmes. Investindo os quadris para ele, Demi estava na iminência de chegar lá, sabia devido às próprias explorações que já havia feito sozinha em seu corpo. E ela estava morrendo por isto.

Como se sabendo que a provocaria o máximo que pudesse antes de ela socá-lo de ansiedade, Joe murmurou algo doce e ininteligível, e então deslizou um dedo para dentro dela. Ela praticamente arrulhou; a invasão pouco familiar era tão boa. Ele apoiou o polegar no clitóris e dessa vez não houve provocação. Apenas carícias lentas, deliberadas, com a pressão exata da qual ela precisava.

A respiração de Demi começou a ficar entrecortada. Suspiros se transformaram em arfares quando ele deslizou outro dedo dentro dela, usando ambos para abri-la e preenchê-la, ao mesmo tempo que continuava a estimular o clitóris.

Então veio, o alívio doce e quente. Ela estremeceu quando o orgasmo a atingiu, surpresa por ver o quão mais forte era quando compartilhado com alguém. Ela gemeu, deixou o corpo estremecer e se esticar, então caiu de volta nos travesseiros.

– Você é linda – sussurrou ele.

– Você também – disse ela, falando absolutamente sério. O corpo de Joe era delicioso… tão rijo e musculoso, todo poderoso e resistente. Quando combinado à sua consideração para com ela, ao sorriso de garoto, ao brilho nos olhos verdes, ele se transformava em um exemplar masculino totalmente irresistível.

Demi sorriu para Joe, passando os braços em torno do pescoço dele.

– Quero você agora.

Ele não perguntou se Demi tinha certeza, como se sabendo que eles já tinham passado daquele ponto há tempos. Esticando-se para uma gaveta no criado-mudo, ele pegou um preservativo. Demi mordeu os lábios, observando enquanto ele manipulava o invólucro apertado sobre sua ereção grossa e poderosa. Observando a borracha se esticar para acomodá-lo, ela sentiu as primeiras emoções do nervosismo. Mas elas foram imediatamente suprimidas pelo total entusiasmo.

Só o ato de observá-lo enviou ainda mais calor ao seu sexo, e Demi teve de abrir mais as pernas, a pele ali estava tão inchada e sensível. Joe olhou para ela, a apreciação masculina estampada no rosto dele, então ele se postou entre as coxas dela.

– Diga-me se…

– Direi – disse ela interrompendo-o. Então ergueu o quadril, envolvendo os ombros dele com os braços e encarando-o.

Eles não se beijaram. Eles não piscaram. Eles mal respiravam.

O coração de Demi falhou uma batida quando ela sentiu o calor rígido sondando-a, se aninhando entre suas dobras e na abertura lustrosa de seu corpo. Ele se movimentava lentamente, tão cuidadosamente, tão carinhosamente. Cada pedacinho de si que Joe cedia deixava Demi ávida por mais.

Ela arqueou os quadris para ele, dizendo silenciosamente para que continuasse. Notando os músculos contraídos no pescoço dele, o suor em sua testa, ela sabia que Joe estava se esforçando para se controlar.

– Estou bem – insistiu ela. – Por favor, Joe, por favor, me preencha.

Ele baixou o corpo, cobriu os lábios dela com o seus e a beijou profundamente. E a cada estocada da língua, ele adentrava mais nela, preenchendo-a, centímetro a centímetro, até estar enterrado dentro dela.

Houve apenas a menor alusão de dor; agora era apenas a plenitude. A espessura. A sensação de que ela finalmente estava plena e nunca mais queria voltar a se sentir vazia outra vez. Como se Joe estivesse exatamente onde deveria estar.

– Tudo bem?– perguntou ele.

– Definitivamente sim.

Ela apertou mais as pernas do redor dele, mantendo-o perto. Joe começou a recuar, então lentamente investiu de volta, estabelecendo um ritmo tranquilo. Ela o captou, o acompanhou, recebendo quando ele se doava, expulsando quando ele recuava. Ela, percebeu Demi, como dançar… um passo ele guiava, no outro, era a vez dela. Só que nenhum passo de dança jamais fora tão bom, tão pecaminosamente delicioso.

– Você é tão apertada – gemeu ele, acelerando o ritmo.

Ela sabia que ele estava perdendo o controle. Para ser honesta, estava maravilhada por ele ter sido capaz de segurar por tanto tempo. Cada molécula do corpo dela estava incitando-a impulsionar e se contorcer, apenas tomar tanto prazer que ele nunca mais se lembraria como era não o sentir. Demi sabia que Joe devia estar sentindo o mesmo.

O ritmo acelerou um pouco, as investidas se aprofundando. Demi o encontrava, estocada por estocada, se agarrando aos ombros largos, compartilhando beijo após beijo. A realidade se foi, não havia nada, exceto aquela sensação, aquela retidão. Aquele sujeito perfeito naquela noite perfeita.

E então, o momento perfeito. Uma satisfação cálida explodiu dentro dela quando Demi chegou ao clímax novamente, de uma forma diferente da anterior. Começou bem profundo, e irradiou, uma faixa se expandindo para uma onda.

Mesmo enquanto ela saboreava aquelas sensações profundas, demoradas, ouvia a respiração arfante de Joe ficar mais intensa, e o sentiu tensionar ao encontro dela.

– Linda, você é tão linda – murmurou ele quando se contorceu rumo à própria libertação.

O gemido baixo dele e a investida mais profunda de todas sinalizaram que ele chegou lá. Ele enterrou o rosto nos cabelos dela e continuou a bombear, como se cada pedacinho dele tivesse sido torcido até secar.

Embora Demi soubesse que Joe devia estar completamente extenuado, ele não desabou em cima dela. Em vez disso, rolou de lado e a aninhou para si. Eles ainda estavam unidos, e ela deslizou a coxa sobre o quadril dele, apreciando a conexão.

Os olhos dele estavam fechados, os lábios entreabertos enquanto ele ofegava. Quando finalmente os abriu, Demi nem mesmo tentou esconder seu sorriso.

– O quê?

– Eu gostei.

Ele riu.

– Fico feliz.

– Quando poderemos fazer de novo?

A risada dele se transformou em uma gargalhada grave, máscula.

– Dê-me meia hora.

Ela fez um beicinho fingido.

– Tudo bem, tudo bem – disse ele, esticando a mão e lhe acariciando o quadril. – Vinte minutos.

– Acho que posso conviver com isso – disse Demi, com um sorriso provocante. Ela se esfregou nele, roubando seu calor. O quarto estava frio, mas ela definitivamente não havia percebido isso antes. Joe liberava muito calor… estando bem ao lado dela ou do outro lado do quarto.

Mas Demi o preferia bem ao lado dela.

Eles ficaram em silêncio por alguns instantes, apenas se tocando, trocando beijos indolentes. Ela amava o jeito como ele mantinha a mão possessiva em cima dela, como se certificando-se de que ela não iria desaparecer.

Aquilo não ia acontecer.

Definitivamente não. Na verdade, Demi já estava fuçando os escombros de seu cérebro, se perguntando como eles poderiam fazer aquilo funcionar por mais tempo do que aquele fim de semana. Joe não tinha dito nada sobre querer isso, nem ela. Mas Demi definitivamente tinha vontade.

No entanto, ela iria embora para a Europa dentro de três semanas. Passaria meses fora, então pretendia voltar para casa apenas por tempo suficiente para se formar, e então retornar outra vez.

Nada daquilo importara quando ela estava com Alex. Nem mesmo quando ela andou pensando em dormir com ele.

Agora, no entanto? Com Joe? Tal ideia era devastadora. Como ela poderia ir embora quando, pela primeira vez na vida, havia conhecido alguém a quem queria se agarrar desesperadamente?

– Está precisando de alguma coisa? – sussurrou ele, a voz quebrando o silêncio do quarto na penumbra.

– Tipo o quê?

Ele deu de ombros, e desviou o olhar, como se não quisesse constrangê-la.

– Quero dizer, você sabe, você está com dor?

– Definitivamente não. Sinceramente, não sei se em alguma vez já me senti melhor do que agora. – Incapaz de evitar, ela bocejou. – Tudo bem, talvez eu precise de uma coisa… de uma soneca. Uma de 20 minutinhos.

Joe riu baixinho e a aninhou ainda mais perto, até Demi estar de fato deitada em seu peito. Ele lhe beijou a testa, lhe acariciou o cabelo, sussurrou coisas doces sobre como era bom estar com ela.

O rosto de Demi estava posicionado bem acima do coração dele, e ela não apenas ouvia sua batida, como também sentia seu ribombar constante, sólido. As palavras dele a embalavam, o toque a acalmava. Sendo muito honesta, ela não conseguia se lembrar de um momento mais perfeito em sua vida.

Nunca.

Ela só tinha esperanças de que houvesse mais desses por vir, e mal podia esperar para ver o que o dia seguinte lhe traria.
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Olá :3
Desculpem não entrei ontem por isso não pude postar quando a Mari pediu :/
Mas aqui está \o/ Como estão? :3 Estão gostando da fic,eu comecei a ler agora e achei simplesmente ótima kk Comentem...Beijos...XOXO!

Emoção - Capitulo 14 - MARATONA 2/5

 
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Antes
Nova York, 24 de dezembro de 2008

EMBORA JOE tivesse desejado que Demi tivesse chamado a polícia logo depois de Alex sair, ele sentira o desespero dela para sair do apartamento. Ela não queria simplesmente sair, ela precisava sair. Ele desconfiava que o lugar de repente parecesse contaminado para ela, e teve de se perguntar quanto tempo levaria até ela se sentir segura ali outra vez.

Isso definitivamente não iria acontecer até a troca das fechaduras. E de jeito nenhum que ela iria ficar sozinha lá até então.

Então, depois de Demi jogar algumas coisas em uma mala, eles seguiram para o apartamento de Joe. Após uma caminhada curta até a caminhonete, e um longo tempo dirigindo para fora de Manhattan, eles chegaram ao Brooklyn. Cada quilômetro percorrido colocava aquela cena horrível no passado, e Joe finalmente foi capaz de começar a limpar sua mente das imagens do que poderia ter acontecido se ele não tivesse aparecido no instante em que o fez.

E ideia em si o deixava enjoado. E ele sentia a violência crescer dentro de si só de pensar no nome de Alex.

Mas agora era hora de pensar em outra coisa. Ter certeza de que Demi estava bem e se sentia segura, por exemplo. Perguntar-se o que havia acontecido na vida dele nas últimas 12 horas.

Não, ele deixaria para pensar nisso no dia seguinte.

– Cá estamos – disse Joe quando encostou diante da casinha alugada onde morava. Olhando dali não era grande coisa, mas era o lugarzinho dele, um lugar que ninguém o havia ajudado a conseguir. Ele não amava aquela localização, mas adorava a sensação de não dever nada a ninguém.

Especialmente ao pai.

– Não consigo expressar o quanto eu…

– Esqueça – disse ele, acenando para dispensar o agradecimento.

Provavelmente era o vigésimo desde que tinham deixado o apartamento dela.

Virando-se para alcançar o pequeno compartimento traseiro na caminhonete, Joe pegou a malinha de Demi e a bolsa com a câmera, então saiu, contornando o carro para abrir a porta para ela. Demi não esperou, pulando fora antes mesmo de Joe contornar o para-choques.

– Que casinha linda!

Ele ergueu uma sobrancelha.

– Sério?

– Claro. Você tem um jardim e tudo o mais. Você não sabe o quanto sinto falta de churrascos no quintal durante o verão.

– O último inquilino deixou uma churrasqueira aqui. Talvez eu faça alguns hambúrgueres amanhã.

Ela riu.

– Na neve?

– Você chama isso de neve? Ih. Há invernos bem piores do que esse. Se não tiver vivenciado aqueles com nevascas de 48 horas, você não sabe o que é neve de verdade.

– Eu vivenciei – disse ela. – Cresci em Chicago.

Chocado, ele quase tropeçou.

– Sério?

A mulher que ele tinha começado a suspeitar ser a mulher de seus sonhos havia crescido na mesma cidade que ele, e Joe nunca ficara sabendo da existência dela? Aquilo parecia errado em algum nível cósmico.

– Aham. E só de pensar naquele inverno cheio de vento eu lembro por que nunca vou voltar.

O coração dele se apertou um pouco diante daquela confissão, mas ele afastou a decepção.

– Sim, também não posso dizer que sinto falta de lá agora.

– Você acha que um dia vai voltar?

– Sim, acho que sim.

Na verdade, ele não apenas achava, ele sabia. Dia desses, teria de retornar e encarar suas responsabilidades. O pai certamente não estava ficando mais jovem ou mais saudável, e nenhuma de suas irmãs demonstrara qualquer interesse na área de construção.

Joe, por outro lado, amava o ramo genuinamente. Ele chegara a ter um conjunto de ferramentas de brinquedo quando criança, e construíra sua primeira casa de passarinho aos 4 anos. Aos 10, fizera uma casa da Barbie de quatro andares para a irmã. Ele simplesmente tinha grande afinidade com construir coisas, e nunca quisera fazer outra coisa. Alguns até mesmo diziam que era um dom.

A ida à faculdade e depois à pós e o aprendizado sobre esboço de projeto e arquitetura simplesmente o tornaram melhor ainda em seu ofício. Mais do que isso, ele realmente queria dirigir a empresa um dia, como seu avô e agora seu pai sempre diziam que ele faria.

Ele só não queria ser obrigado a trabalhar lá agora, sob o olhar vigilante do pai. Tendo passado todos os verões e férias escolares construindo coisas para a Elite Construction, e sabendo que terminaria fazendo aquilo durante maior parte de sua vida, ele só queria algum tempo para si. Ser livre, ir para um lugar novo, ficar totalmente por sua conta.

Não era pedir muito, era?

Bem, de acordo com o pai dele, era.

– Joe?

Percebendo que havia caído em um silêncio melancólico, ele sacudiu a cabeça com força.

– Espere um segundo – disse a ela, voltando à caminhonete para pegar o dinossauro robótico e as caixas de presentes que ele devia ter enviado hoje. Ele mencionara os presentes a Demi a caminho de casa, e ela prometera ajudá-lo a embalá-los esta noite, e então encontrar uma transportadora no dia seguinte.

Uma vez dentro de casa, Joe acendeu as luzes e regulou o termostato. Não, aquele não era o inverno de Chicago, mas ainda era bem frio. Além do mais, a casa era velha e fria.

Ele aumentou o calor, então se voltou para Demi, que parecia muito menos traumatizada do que estava quando saíram de Manhattan. Ele não tentou esconder seu alívio, feliz por haver aquele traço de força e resiliência que ele sentira nela quando se conheceram.

Agora, Demi agia como se não tivesse nenhuma preocupação no mundo. Na verdade, ela estava andando, confortável o suficiente para ser barulhenta e ver como era a casa.

– Ai, meu Deus, isso é mesmo um abajur de lava?

– Assim como a churrasqueira, também foi deixado pelo inquilino anterior. Mais o sofá e a mesa horrorosa da cozinha.

Sorte dele. Depois de disponibilizar dinheiro para um seguro-fiança, mais o valor do primeiro e último aluguéis, não sobrou muita coisa para investir em mobília.

Na verdade, a moradia dele era meio engraçada agora. Ele tinha sido criado em uma casa com dez quartos em 20 acres de terra. Cada irmã tinha um cavalo no estábulo, e ele pôde escolher um carro ao completar 16 anos. Ele não nascera necessariamente em berço de ouro, mas poderia ser chamado de riquinho sim.

E agora ele morava em uma casa pequena, velha e fria, com mobília usada e uma velha televisão analógica que só exibia um canal, e mesmo assim só se não houvesse uma nuvem no céu. Ele dirigia uma caminhonete de 5 anos, cujas prestações ainda eram num valor suficiente para fazê-lo estremecer uma vez ao mês. Ele comia macarrão instantâneo, tal como muitos jovens que tinham bolsa na faculdade.

O mais chocante de tudo? Ele gostava disso.

Faça isso e você vai se virar sozinho, vou cortar tudo! Não espere um centavo de mim!

A voz furiosa do pai ainda ecoava na cabeça de Joe. Assim como sua resposta sussurrada: Mas eu fiz de qualquer jeito, não fiz? E estou me saindo muito bem.

– E aquele pufe ali? – perguntou Demi, interrompendo os pensamentos dele da cena furiosa ocorrida no último verão, logo depois da formatura, quando Joe resolveu não voltar para casa.

Ele admitiu:

– O que posso dizer? Esse eu comprei. Parecia combinar com a decoração.

– Deixe-me adivinhar… liquidação no brechó?

– Bingo. – Dando de ombros, ele acrescentou: – Eu estava em contenções.

– Acho que meu globo de Papai Noel hippie combinaria muito bem com isso aqui.

– Nem mesmo pense em penhorar aquela coisa em mim. Mesmo que eu não estivesse duro de grana, eu não deixaria aquele São Nicolau drogado e aquelas crianças zumbi chegarem perto da minha árvore de Natal. Ela pode perder todas as agulhas de puro medo.

Demi finalmente notou a arvorezinha no canto, perto da janela. O sorriso dela murchou um pouco, como se de repente tivesse se lembrado de que era véspera de Natal, ainda que muito cedo… apenas uma da madrugada.

Era uma coisa triste de se ver. Ele havia comprado a árvore por impulso, era a última do lote na vizinhança, magrela e baixinha, já sem metade das agulhas. Ela o fizera se lembrar da árvore do Charlie Brown… precisando de um lar. Então pegou as 10 pratas que tinha no bolso e trouxe a árvore, enfiando-a em um balde, já que não tinha um suporte apropriado.

Ele nem tinha nenhum enfeite de verdade para colocar nela. No momento, uma quentinha de alumínio vazia fazia as vezes de estrela no topo, e um monte de ganchos, preguinhos e bugigangas pendiam dos poucos galhos.

Assim que olhou para aquela coisa patética, a tristeza de Demi pareceu sumir. Ela balançou a cabeça, um sorriso lento e relutante se abrindo em sua linda boca.

– Por acaso aquilo ali são anéis de latinha cerveja?

– Só alguns – confessou ele. – Eu estava testando. Não sou de beber muito, mas eu tinha algumas latinhas na geladeira. Finalmente invadi minha caixa de ferramentas.

Colocando uma das mãos no quadril e inclinando a cabeça. Demi disse:

– E você teve a coragem de criticar minha decoração de Natal?

– Eu, a minha é patética, não assustadora.

– Meu globo de neve do ano passado não foi assustador.

– Ah, não? Deixe-me adivinhar. Um elfo do sexo feminino usando adesivos nos mamilos e calcinha fio dental?

Ela revirou os olhos.

– Ai, isso soa fantástico! Mas não, era só uma imagem do Polo Norte.

Ele cruzou os braços, aguardando.

– Com um palhaço que saía da chaminé do Papai Noel, como esses bonecos de mola que saltam das caixas.

Estremecendo, Joe disse:

– Palhaços são assustadores. Qual é o problema com bonecos de mola?

– Por que haveria um boneco de mola na chaminé do Papai Noel?

– Por que haveria um palhaço?

– Bem, esse é o objetivo – disse ela, rindo daquela conversa ridícula. – Nada disso faz sentido!

– O que faz desse presente algo perfeito para você e seu irmão. Feliz Natal para os irmãos rabugentos.

– Exatamente!

Gostando do fato de o bom humor dela estar de volta, ele perguntou:

– Ei, está com fome? Tenho pizza congelada, pães congelados, hambúrgueres congelados…

– Cardápio típico do homem solteiro, hein?

– Sim. Ah, se quiser vinho, acho que tenho uma caixa no fundo da geladeira. – Ela riu. – Foi um presente de boas-vindas de um vizinho.

Uma sobrancelha bonita se ergueu.

– Oh? Nada de uma cesta de bolinhos?

– Digamos que minha vizinha é do time dos caninos.

Demi franziu a sobrancelha, confusa.

– Do tipo loba. – Honestamente, toda vez que a vizinha aparecia, ele tinha vontade de vestir mais uma muda de roupas. – Não importa – prosseguiu, gesticulando uma das mãos. – Então… Por que não se serve enquanto vou tomar um banho?

– Você parece bem limpo para mim.

– Tem uma camada de serragem debaixo dessas roupas… Estou todo me coçando. Preciso tomar uma ducha.

– Fique à vontade – respondeu Demi, acenando enquanto seguia para a cozinha, já se sentindo em casa. – Quer que eu faça alguma coisa para você?

– Pode ser o mesmo que você for comer.

– Filé mignon, então.

Ele zombou:

– Se você tiver sorte, vai ser um prato pronto congelado de filé à parmegiana.

Ainda sorrindo, contente porque seu bom humor havia voltado e não havia mais pensamentos sobre o ex depravado de Demi, o qual ainda ia sofrer muita coisa de ruim, Joe seguiu para seu quarto. A cama estava desarrumada, havia roupas em cima dela, as gavetas da cômoda estavam abertas. Parecia mesmo o quarto de um homem solteiro. Considerando que ele pretendia oferecer a cama a Demi, e dormir no sofá, ele levou alguns minutos para ajeitar tudo.

Quando terminou, não conseguiu evitar pensar no quanto sua vida parecia diferente agora em relação ao que era de manhã. Ele achava que iria vir para uma casa silenciosa, para ter um Natal solitário, talvez comer um sanduíche de peru do Subway. E estava bem com isso. Não estava feliz, mas estava bem.

Mas Joe tinha de admitir, recentemente, conforme as festas de fim de ano chegavam zunindo feito um foguete, ele começava a pensar na família em Chicago. Tinha alguns amigos aqui, mas não o tipo com quem se passa o Natal. Vindo de uma família grande, que ficou ainda maior com o casamento de todas as irmãs e o nascimento de sobrinhos e sobrinhas, ele começou a perceber que havia épocas em que viver sozinho não era tão legal.

Conforme dezembro marchava, ele se resignava a um fim de semana natalino solitário e meio que patético.

Uau, as coisas mudaram muito depressa.

Ainda pensando em tais mudanças, Joe seguiu para o banheiro, passou mais um minuto limpando-o, depois entrou no banho. Ele não estava brincando sobre a serragem: a coisa havia se infiltrado em suas roupas enquanto ele manuseava a estante sob medida na livraria e cafeteria Beans & Books.

Finalmente, com o cabelo úmido depois de uma secada rápida com a toalha, ele vestiu um par de calças jeans limpas e uma blusa, e seguiu para a sala. Sentindo o cheiro de alguma coisa, pipoca?, seu olhar seguiu para a cozinha imediatamente, mas ele não viu Demi ali.

Após um segundo, ele a viu no único lugar que esperava que ela não estivesse, fazendo algo que ele nunca esperava que ela fizesse.

– Demi?

Ela olhou para cima e sorriu para ele, um pouco constrangida.

– Eu não conseguia aguentar mais, era simplesmente triste.

Joe só conseguiu ficar olhando. Aparentemente ela simplesmente dera uma de Linus com a árvore do Charlie Brown, e resolvera dar um pouco de amor a ela… quão apropriado era para alguém como Demi. O que há uma hora eram apenas gravetos, agulhas da folhagem, ganchinhos e anéis de lata de cerveja, agora pelo menos se assemelhava a uma sempre-viva enfeitada.

– Onde você…

– Eu simplesmente usei coisas que estavam por aqui. Espero que não se importe, mas cortei algumas embalagens de macarrão… os pacotes ainda estão no armário, só usei as caixinhas. Presumo que você já tenha feito a receita muitas vezes e não precisa das instruções…?

– Sem problema – murmurou ele, ainda um pouco chocado com a quantidade de coisas que ela havia feito, com a rapidez com que havia feito, com o quanto estava bom.

– Fico feliz por você ser do tipo saudável e sua pipoca de micro-ondas não ser do tipo com manteiga. Ia ficar meio pegajoso – disse ela enquanto pegava uma pipoquinha de uma tigela e enfiava uma ponta na agulha. Uma linha cheia delas estava pendurada em seu colo. – Ah, e espero que você não se importe por eu ter fuçado nas suas gavetas da cozinha. Eu fiquei agradavelmente surpresa por encontrar o kit de costura.

– Coisas do antigo inquilino – murmurou ele, ainda um pouco surpreso.

– Bem, graças o antigo inquilino então. Infelizmente ele não deixou pisca-piscas ou laços vermelhos bonitos. Mas, por sorte, não limpei a bolsa da minha câmera – acrescentou ela. – Eu estava com um pouco de cartolina, glitter e cola para fazer a decoração no estúdio onde faço estágio.

Ela havia aproveitado todas aquelas coisas ao máximo. Agora, enfeites em formato de bonequinho de neve e Papais Noéis cheios de glitter estavam pendurados em vários galhos, aparentemente continham instruções para preparar macarrão do lado oposto. Ela também tinha feito uma guirlanda de cartolina, como aquelas que Ross fazia quando criança. Elos vermelhos, verdes e brancos se interligavam, formando uma corrente colorida que fora colocada ao redor da árvore.

Mas aquilo não era tudo. A quentinha tinha sido cortada em formato de estrela. E havia uma espécie de tecido vermelho e branco enrolado no balde, criando uma saia para a árvore. Sem fazer ideia de onde ela havia arranjado aquilo, ele arqueou uma sobrancelha.

Ela riu.

– Minhas meias de elfo. Eu tinha dois pares na bolsa.

Deus do céu. Meias, tecido brilhante, normalmente usadas para envolver o que ele suspeitava ser um par de lindas pernas, agora estava abraçando um balde sujo na base de uma árvore velha seca?

– Eu não tinha os pisca-piscas, obviamente, mas acho que isso vai funcionar. Espere um pouco.

Ele observou enquanto ela engatinhava em volta da base e mexia em algo no chão. De repente a árvore foi banhada por uma luz vermelha suave, vinda de baixo.

– Ainda bem que eu estava com a gelatina vermelha!

Sem entender o que ela queria dizer, ele se curvou para espiar a luz, então percebeu que era o flash da câmera com uma folha de plástico vermelho em cima.

– Voilà!

Joe pegou a mão de Demi, colocando-a de pé, e juntos ficaram admirando a obra de arte. Ela havia pegado um graveto bem patético, acrescentando um monte de objetos aleatórios e dado uma de MacGyver, transformando a coisa toda em um trabalho artístico.

– Uau – sussurrou ele, genuinamente impressionado. – Está fantástico.

Ela deu de ombros.

– Mas ainda não é exatamente tradicional.

Ele captou o tremor na voz dela e soube onde seus pensamentos foram parar: naquela palavra feia, tradicional. Durante quatro anos Demi se esforçara muito para se distanciar das tradições felizes do Natal, mantendo aquelas doces lembranças afastadas por temer que elas fossem acompanhadas pelas tristes. No entanto, agora, ela havia saído da zona de controle, fazendo coisas que provavelmente recordava ter feito com os pais que perdera, mesmo sendo doloroso para ela.

E ela havia feito aquilo por ele.

Joe se virou para ela, colocando as mãos em sua cintura, puxando-a para mais perto de si. Demi olhou para ele, os olhos brilhantes, refletindo as luzes de Natal, e ele podia jurar que nunca vira um rosto mais lindo na vida.

– Obrigado – sussurrou ele. Então interrompeu o agradecimento levando a boca à de Demi, beijando-a suavemente.

Ela ergueu os braços e envolveu o pescoço dele, pressionando o corpo delicado ao encontro do dele. Ele a havia beijado mais cedo, mas ambos estavam vestindo casacos e camadas de roupas. Agora, com apenas a camiseta dele e a blusa dela, ele conseguia sentir toda a fartura dos seios dela contra seu peito. Ela gemeu levemente, movimentando uma perna, de modo que suas coxas se enredassem.

Como se necessitando sentir a pele dele, Demi pôs as mãos sob o cós da camiseta dele, acariciando a barriga. Joe se afastou apenas o suficiente para ela poder puxar a camisa e tirá-la por sua cabeça, gostando do jeito como os olhos dela se arregalaram em apreço quando ela começou a explorar seu peito. Dessa vez, quando ele a puxou para beijá-la de novo, sentiu as pontas rígidas dos mamilos dela, separados de sua pele nua apenas por aquela blusa de seda.

Sem dizer uma palavra, Demi começou a puxar Joe, indo em direção ao sofá. Em vez de segui-la, ele se abaixou e a pegou no colo. Aninhando-a em seus braços, ele cruzou a sala e se sentou, mantendo-a no colo. Eles não interromperam o beijo em nenhum momento. Simplesmente continuou, sem parar, lento, profundo e úmido.

Incapaz de resistir, Joe pôs a mão na barriga dela, trilhando os dedos pela blusa, ouvindo-a ronronar em resposta. Ela arqueou para encontrar o toque dele, informando a ele que queria mais. Ele puxou a barra da blusa de dentro da calça, quando tremendo de expectativa, sabendo que estava morrendo de vontade de tocá-la desde que se conheceram.

Conforme ele esperava, o corpo de Demi era mais sedoso do que suas roupas. Ele sentiu um prazer puro, visceral, se deliciando nas texturas contra sua mão calejada.

– Ah, sim, mais – sussurrou ela ao encontro da boca dele.

Feliz com o convite, Joe começou a abrir os botões, expondo mais da pele quente, dócil. Demi se remexeu um pouco, ajudando-o a tirar a blusa de dentro da calça, então, quando ele abriu o último botão, a camisa abriu a caiu completamente.

Joe parou de beijá-la por tempo suficiente para observá-la, chafurdando na visão de tirar o fôlego. Os seios dela eram empinados e redondos, cada centímetro dela era macio. O sutiã de renda não escondia muito os mamilos duros, enrugados. E o jeito como ela arqueava para ele lhe dizia do que ela precisava.

Ele cumpriu de bom grado, cobrindo um pico firme com a boca, antes de prová-la com a língua através do tecido.

Ela deu um tranco, enredando as mãos nos cabelos dele, pressionando a cabeça de Joe com mais força contra seu seio. Joe ouviu seus arfares curtos, roucos, os gemidinhos que ela não conseguia conter, e soube que ela estava adorando cada segundo daquilo.

Ele também estava.

Com cuidado, ele baixou uma das alças do sutiã, libertando um seio e tomando-o na mão. Os mamilos duros exigiam mais atenção, e ele a lambeu e beijou ali, sugando com vontade até Demi estar se contorcendo no colo dele.

Aquela torção o deixou um pouco maluco. Seu membro estava rijo como rocha debaixo do bumbum sensual dela, e pelo modo como ela deslizava para cima e para baixo no colo dele, Joe sabia que Demi estava ciente daquilo. Seu gesto também dizia a ele que ela queria continuar.

Necessitando sentir o calor dela, ele abriu o botão da calça e deslizou o zíper para baixo. Ele foi cuidadoso em seus movimentos, roçando a mão propositadamente na calcinha amarela sumária que ela usava debaixo. Seda sobre seda.

Ela não recuou, em vez disso, fez pressão contra a mão dele, praticamente exigindo que ele a tocasse mais profundamente. Como se precisasse pedir.

Com a boca ainda no seio, Joe sentia o bater furioso do coração dela e sabia que ela estava quase fora de si de tanta excitação. Respirando profundamente para inalar aquele perfume feminino almiscarado que praticamente o dopava para o entorpecimento, ele puxou o elástico e pôs a mão nas curvas que lhe cobriam o sexo. Ela gemeu, enterrando as unhas levemente nas costas nuas dele. Ela estava implorando mais, embora não dissesse uma palavra.

Necessitando de mais também, Joe deslizou o dedo por entre os lábios delicados e quentes de seu sexo, quase gemendo ao sentir como estava lustroso e úmido.

– Ai, Deus – gemeu ela, abrindo os olhos. – Por favor, não pare.

Até parece.

– Certo, hora de tirar as roupas – gemeu ele.

Ele a ajudou a tirar a calça, e uma vez que Demi estava nua no colo dele, Joe teve de parar e sorvê-la visualmente. Ela era perfeita, da cabeça aos pés, posta diante dele como um banquete. Ele não sabia por onde começar, ele simplesmente sabia que não queria que terminasse.

Ele levou a mão ao próprio jeans, desabotoando-o, querendo ficar nu e puxar uma das pernas dela para se encaixar em seu colo e ela poder montar nele. Sentado ali, olhando para Demi enquanto ela cavalgava, soava como o jeito perfeito de começar a noite.

– Joe? – sussurrou ela.

– Hum?

– Hum… Tem uma coisa que você provavelmente deveria saber.

– A menos que a casa esteja pegando fogo, não há nada que eu realmente precise ouvir agora – disse ele enquanto abria seu zíper e puxava os jeans quadris abaixo. O corpo dele já estava pegando fogo, e quando ele tirou a cueca e seu membro entrou em contato com o quadril nu de Demi, Joe gemeu.

Ela ofegou.

– Ai, meu Deus.

– Dê-me mais cinco minutos e este Deus será todo seu – disse ele a ela quando parou para lhe beijar o seio, acariciando aquele ponto doce e trêmulo entre as coxas dela.

– Joe, hum, sério, eu preciso te contar uma coisa.

Ouvindo o tremor na voz dela, e sentindo o leve rigor no corpo dela, ele finalmente afastou a névoa de luxúria em sua cabeça. Ergueu a boca do seio perfeito e deslizou a mão para um território mais seguro, sobre a coxa.

– O que houve?

Ela baixou a cabeça, espiando-o por entre uma longa mecha de cabelo. As bochechas de Demi estavam coradas, como se ela estivesse envergonhada. Bem, eles se conheciam há menos de um dia e agora ela estava deitada nua no colo dele. Mas não ficaria constrangida por muito tempo, não quando ele mostrasse a ela o quanto a desejava.

– Hum… Eu só queria dizer…

Ela mordeu o lábio, balançou a cabeça levemente. Foi aí que um pensamento, chocante, louco, explodiu dentro da cabeça dele. Todo o corpo de Joe enrijeceu e ele se recostou no sofá.

– Demi, você está tentando me dizer que nunca fez isso antes?

Uma hesitação, então ela assentiu vagarosamente.

– É isso que estou tentando te dizer.

Que droga. Ela estava nua nos braços dele, investindo ao encontro da mão dele como se precisasse atingir o clímax para não morrer, e ela era virgem?

Bem, honestamente, a coisa de precisar atingir o clímax ou morrer fazia sentido. Mas falando sério, quantas virgens de 22 anos existiam por aí? Ele certamente nunca havia conhecido nenhuma. A linda mulher sensual devia ser uma massa efervescente de frustração sexual.

Algo que ele poderia muito bem apreciar agora.

– Quero dizer, você disse que você e Alex nunca… mas, sério, ninguém mais?

– Não. Nunca.

– Isso é incrível.

– Acho que na época em que a maioria das garotas estava resolvendo isso no banco traseiro dos carros dos namorados, eu estava de luto e ajudando meu irmão a descobrir o que fazer com a empresa dos meus pais, com a casa, com a vida deles. E com a nossa. É só que meio que… nunca aconteceu.

Ele assentiu, compreendendo. Ela não havia sido introduzida ao papel de mulher madura sexualmente enquanto estava no ensino médio. Ela pousou no mundo adulto através de uma tragédia brutal.

Isso, tanto quanto o fato de ele não ser um desgraçado desumano como Alex, era o suficiente para fazer Joe encontrar forças para fazer o que precisava ser feito. Sabendo que ficaria com dor nos testículos esta noite, ele pigarreou e tirou Demi de seu colo cuidadosamente.

– Tudo bem. Não tem problema, Demi, eu compreendo.

Ela agarrou o braço dele antes que Joe pudesse se levantar do sofá e seguir para o banheiro para tomar um banho gelado.

– Não, não acho que compreenda. – Segurando o rosto dele, Demi tomou suas bochechas entre as mãos e se aproximou, o cabelo caindo sobre os ombros nus. – Eu quero você, Joe. Quero que você seja meu primeiro. Agora. Esta noite.
 
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Oi, eu espero que vocês estejam gostando da maratona :)

Gi, fiquei triste ao ler seu comentário, pq perdeu totalmente a graça e a vontade de postar a adaptação aqui com Jemi, já que vc esta lendo os capítulos do livro, eu sei que na hora dá uma curiosidade e tal, mas fica chato pra mim, e tbm para os outros leitores e não vejo motivos para vocês procurarem os livros, ou algo assim, já que eu não demoro para postar a não ser que eu tenha saído ou não esteja com internet... #JustSaying

Beijoos <3