3.10.15

Escolha - Capitulo 13


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NÃO ERA possível que Joe estivesse ficando excitado outra vez tão rapidamente, principalmente depois das duas rodadas de sexo seguidas, mas seu corpo estava se esforçando. Joe não conseguia se lembrar da última vez que o sexo tinha sido isso tão… intenso. Se é que já fora.

Ele gostava de sexo e gostava de mulheres, e tinha gostado muito de algumas das mulheres com quem dormira, mas agora, com Demi, de algum modo era diferente.

Joe ficou olhando para ela, sua pulsação acelerando enquanto os seios, os mamilos ainda rijos e muito rosados, baixavam e inflavam enquanto ela ofegava. Ao mesmo tempo que o rubor que dominava o rosto e o peito dela estava enfraquecendo lentamente, a pele, tal como a dele, ainda brilhava de suor. Ele precisava se levantar, tomar um banho. Oferecer água a Demi, ver se ela queria um ducha, ver se ela queria ir para casa, embora duvidasse disso. Era incrivelmente tarde. Ele esticou a outra mão e tocou no braço dela. Demi virou a cabeça e sorriu para ele. – Isso foi… uau.

Joe retribuiu o sorriso.

– Boa descrição.

– Estou surpreso por estar conseguindo falar. Com palavras de verdade e tudo o mais. – Ele riu, dando-lhe o braço.

– Tenho coisas para fazer – disse ele.

– Bem, você está por sua conta. Não consigo me mexer.

Ele meneou a cabeça, ou pelo menos achava que o tinha feito.

– Tem uma coisa que eu não entendo – disse ela.

– Só uma coisa?

– Ah. Não. Tem um zilhão de coisas que eu não entendo. Começando pelo que estávamos pensando. Não que eu esteja reclamando, lembre-se. Mas nós havíamos decidido não fazer isso.

– Sim, bem. Acho que a culpa é sua.

– O quê? Você não pode me culpar. Não foi minha culpa.

– Foi sim. Você me beijou.

– Você pediu um restaurante tailandês inteiro para o jantar.

– Você estava nua sob o roupão.

– Eu estava de fio dental.

Ele olhou para ela novamente e descobriu que ela já o estava encarando.

– Você dormiu.

– Você não me acordou – retrucou Demi, só que não tão depressa. O brilho do humor desaparecendo dos olhos dela.

– Você precisava descansar – disse ele com a voz baixa e suave.

Demi engoliu em seco, em seguida virou-se um pouco. Ela não estava totalmente de frente para Joe, mas seu corpo estava inclinado em direção a ele. – Você poderia ter ido sozinho.

Joe achou que ela fosse dizer qualquer coisa, menos isso. Porque ela estava certa. Ele poderia. Devia. Poderia ter ido sozinho. Telefonado para qualquer mulher que conhecia e se arrumaria num piscar de olhos para desfilar no tapete vermelho caso Joe quisesse companhia.

– Por que você não foi sozinho, Joe? – questionou ela.

Ele agarrou a primeira resposta que lhe ocorreu.

– Eu não queria acordar você.

Demi enrugou a testa. Caso ela fosse tentar descobrir o significado oculto nas palavras dele, passaria muito tempo fazendo isso, porque não havia nenhum significado. Nenhuma resposta. Nenhuma explicação. Não ocorrera a ele. Nem uma vez em três horas ele acolhera a ideia de deixá-la dormir e sair para fazer seu trabalho.

Droga!

Ele soltou o braço dela, afastou os lençóis e, em seguida, praticamente voou para fora da cama. Nu, e realmente desejando não estar daquele jeito, se virou para Demi:

– Você quer um pouco de água?

Ela piscou, depois assentiu.

– Claro. Obrigada.

Joe pegou uma garrafa do frigobar. Depois de entregá-la a Demi, se dirigiu para o banheiro. Só quando fechou a porta atrás de si é que percebeu que devia ter falado alguma coisa. Nada de importante, apenas o típico “Volto em um minuto”, ou algo igualmente mundano. De acordo com Demi, era para ele ser um cara legal. Mas na verdade ele era um cara cheio de pânico.

Ele se ocupou tomando banho, mas seus pensamentos estavam tão dispersos quanto um vidro quebrado. Ele continuava buscando motivos, uma sequência lógica que explicasse por que estava em seu banheiro lavando o restante de sêmen de seu membro quando na verdade devia estar no escritório finalizando os textos sobre a estreia do filme e fazendo o planejamento do blog para aquela manhã. Sozinho. Sem Demi em sua cama, ou até mesmo em seu apartamento.

Nada. Podia até não ter sido ideia dele não fazer quando eles concordaram em trabalhar juntos, mas ele tinha concordado. Fazia sentido. Eles teriam sua única noite, mas até mesmo isso fora questionável. Era completamente atípico da parte dele mudar as regras assim. Ele devia estar com algum problema.

Ele terminou o banho, mal se lembrando de fechar a torneira, quando lhe ocorreu que, por causa da experiência do blog, tinha passado quase todas as noites com Demi, o que era incomum para diabo, e sem dormir com outra pessoa, o que também era bizarro, então é claro, ele estava fora do prumo.

Tudo bem, Joe já tinha ficado mais de uma semana sem fazer sexo em outra ocasião e não fizera nada tão estúpido quanto faltar ao trabalho, mas o fato era, mesmo durante períodos de seca, tinha saído com uma variedade de mulheres. Sua média de acertos, apesar da impressão que cultivava, não chegava nem perto de cem por cento. Ele já havia passado longos períodos sem fazer nada, a não ser com a própria mão. Mas ele nunca havia acompanhado uma mesma mulher em eventos diferentes.

Ele bufou quando pegou a toalha. Não há motivo para ficar alarmado. Provavelmente era melhor se ele fizesse disso um hábito, não fizesse de Demi um hábito, porque a coisa poderia ficar bem complicada.

Poderia parar de vê-la por completo. A Semana de Moda iria se transferir para Londres. Ele não ia fazer a cobertura lá, mas também não estava cobrindo os acontecimentos no Lincoln Center. A estreia de hoje à noite estava relacionada apenas de modo superficial, e depois da inauguração da boate amanhã à noite e da festa do perfume na segunda-feira, a cidade e o blog iriam prosseguir para algo novo. Não havia nada no contrato que estipulasse que a relação profissional dele fosse acabar no final da Semana de Moda, embora isso tivesse sido mencionado. Seria uma ruptura simples, pacífica e honesta.

No entanto, em vez da onda de alívio esperada, Joe fez mais uma pausa, com a mão quase tocando a maçaneta. Ele abriu a porta devagar, com cautela, não muito certo do porquê.

Demi estava na cama. Sentada, na verdade, a lateral virada para ele enquanto ela encarava a janela. Se houvesse alguém do lado de fora espionando ali dentro, teria visto Demi, contra a luz, como uma pintura. E também teria visto Joe, fato que deveria tê-lo incitado a apagar a luz, se não fechar a porta, porque ele estava nu.

Mas Demi também estava. Nua e iluminada por trás, e Joe sabia que Demi podia ver o reflexo dele na janela enquanto a encarava, como se estivesse tão intrigado pelas sombras como por aquilo que as luzes revelavam. Ele passeou o olhar pelas costas de Demi, pelo travesseiro na base da espinha dela. Dava para notar que dedos dele tinham estado nos cabelos dela, uma marca escura havia sido deixada na junção do pescoço e do ombro. A curva delicada do seio que espiava por sob o braço… uma pequena alusão, nada mais. Aquilo fez Joe engolir em seco, fez a base de seu membro se contrair e a atração se encolher bem fundo em seu corpo.

Ele odiava fazer aquilo, mas precisava desligar a luz atrás de si. A escuridão só não era total porque ele pensara em momentos como aquele quando reformara o quarto. Ele era um homem visual, e não tinha problemas para dormir quando o cômodo não estava tão escuro quanto breu.

A imagem dele ainda se refletia no vidro, embora não tão claramente, mas dava para Demi vê-lo se aproximar da cama, levantar o braço, colocar a mão no ombro quente dela.

– Fique – pediu ele com a voz tão sutil quanto as luzes.

– Preciso estar de pé às 8h. Bem, 8h e pouca. Preciso trabalhar amanhã.

– Nós podemos fazer desse jeito.

Por fim, Demi se virou para encará-lo.

– Eu tinha tanta certeza de que você ia me pedir para ir embora.

– Eu pensei nisso.

Ela assentiu.

– Mas já está tarde – disse ele. – E eu quero você aqui.

Um sorriso fraco curvou os lábios exuberantes de Demi.

– Só desta vez.

Ele meneou a cabeça em concordância. – Sim.

– Ótimo. Tudo bem. – Ela se mexeu, se desvencilhando da mão dele. – Eu preciso… – Ela acenou para o banheiro.

Joe ficou observando aquele corpo pequeno e perfeito enquanto ela saía da cama. Demi não pegou o robe, o que foi uma surpresa. Mas ela estava sempre surpreendendo-o.

Ela fechou a porta antes de acender a luz, e Joe se sentiu iludido. Ele estava fazendo uma coisa irresponsável. Talvez fosse esse o objetivo.

NÃO FOI o despertador de Demi que a acordou às 6h45. Ela nem mesmo tinha certeza do que a havia despertado. Demorou um momento para se lembrar de onde estava, e então se dar conta de que estava sozinha. Ela não tinha percebido que queria acordar ao lado de Joe.

A porta do banheiro estava aberta, estava silencioso, escuro. Ela se perguntava se Joe estava no apartamento. Eram só 7h ainda, então tecnicamente ela poderia dormir por uma horinha ou mais, mas isso não ia acontecer. Um banho, no entanto, tomaria, mas primeiro, Demi teria que ir buscar sua bolsa, suas roupas e sapatos. Infelizmente, não tinha preparado seu kit durante a noite. Dormir fora não fazia parte do plano. Lição aprendida.

Ela pegou o quimono e abriu a porta do quarto. Estava silencioso e frio, ou talvez o frio fosse porque estivesse correndo por longos trechos no piso com os pés descalços. A vastidão do apartamento confundia a mente. Ela pensava no próprio quarto/closet, em como fazer qualquer coisa ali era um pesadelo logístico. Não dava para usar a máquina de costura se a cama embutida estivesse aberta; se ela quisesse pegar os lençóis ou qualquer coisa nos cabides, precisava fechar as gavetas. Quase todo o restante ficava armazenado em malas, que não eram particularmente grandes ou acessíveis. E aqui ali estava percorrendo o comprimento de um campo de futebol para pegar sua bolsa antes de contornar o sofá para correr à sala de imprensa, tudo sem nunca ouvir ou ver o dono da casa uma única vez.

Demi olhou para o vestido que usava para trabalhar, o que a deixou triste. Era o dela, é claro. Não que isso importasse. Era sábado e dificilmente alguém estaria no escritório, e quem quer que estivesse provavelmente não se daria conta de que ela havia usado a mesma roupa dois dias seguidos. Demi não acreditava que precisava ir trabalhar hoje, mas entre as compras, os preparativos, as festas e a redação dos blogs, estivera negligenciando seu emprego. Deus me livre se ela fosse demitida. Estava além da sorte por ter qualquer tipo de emprego, quanto mais um tão bom. Pelo menos ela havia dormido mais na noite anterior do que durante a última semana inteira. Fato que informava muito sobre o quão pouco ela vinha dormindo.

Quase ao ponto de perder as estribeiras, Demi abandonou o vestido DKNY verde que estava chamando seu nome no cabide e foi buscar o vestido azul que tinha costurado na época da faculdade.

Demi ficou se perguntando se devia usar o banheiro dali, ou voltar para o quarto. Ficar ali era muito parecido com trabalho, e ela estava de folga dos afazeres do blog até de noite.

Ela manteve os olhos atentos para Joe, surpresa por ele não estar no quarto. Talvez não tão surpresa quanto decepcionada. De qualquer forma, o chuveiro dele era uma experiência de outro mundo, principalmente porque a pressão da água no prédio dela era mais ou menos um cuspe aleatório. Mesmo assim, não se demorou.

Calcinhas limpas eram um problema. Demi não tinha nenhuma, e se houvesse alguma na sala de mídia, ela não queria saber.

Iria sem, mas nesta cidade? Não era uma jogada muito inteligente.

Que diabos. Ela voltou para o quarto vazio de Joe. Na segunda gaveta, encontrou o que estava procurando. Um bom par de cuecas boxer de seda preta. Ela as substituiria mais tarde.

Uma vez vestida, Demi verificou o espelho com cuidado, certificando-se de que ninguém a estava espionando em segredo. Era meio sexy vestir algo tão pessoal de Joe. Ela podia até mesmo contar isto a ele.

Em seguida, ela retocou a maquiagem e ajeitou o cabelo. Não dava para vencer nenhum concurso de beleza, mas quebrava o galho. Deixou o quimono na cama e foi em busca de seu anfitrião. Ou, no mínimo, de um bilhete.

Descobriu que o apartamento de Joe ocupava o andar inteiro. O elevador ficava em um átrio. O escritório ocupava a maior parte ainda não descoberta do território.

E lá estava ele. Sentado em uma sala gigante com computadores suficientes para o lançamento de um ônibus espacial. Estava usando calça jeans, coisa que Demi nem sabia que possuía, e um suéter lindo com gola em V. Era uma bela imagem, e não só porque ele era muito, muito bonito, embora aquilo não fosse um problema, mas porque ele estava à vontade. A diferença estava escritinha na postura dele enquanto digitava no computador, enquanto arrastava a cadeira de rodinhas pelo chão. Ela não conseguia desviar o olhar.

Quando Joe estava nas festas, mesmo na limusine antes das festas, ou quando estava trabalhando com sua equipe dentro da sala de imprensa, nunca havia um momento no qual Demi não estivesse ciente de que ele a estava observando. Não. Supervisionando. Não era super óbvio, mas ela sentia, e em várias ocasiões ela vira as pessoas repararem. Ele estava sempre um passo afastado, acima de tudo.

Essa era uma das coisas que fazia até mesmo as celebridades de alto escalão desejarem a atenção dele. Ele nunca se revelava muito. Sempre continha uma parte pequena, porém vital, a parte que julgava, avaliava. Ele era completamente encantador com todos, por isso não havia nenhum indício, nenhuma pista. Seus pensamentos e opiniões de verdade iriam aparecer no próximo texto do blog ou, pior ainda, não iriam aparecer de jeito nenhum.

Mas ele estava completamente presente em seu escritório enorme. A diferença em suas ações não poderia estar mais clara. Demi havia estado com este Joe apenas duas vezes: na cama. Ela estremeceu diante das lembranças, ainda mal acreditando que qualquer uma delas tivesse sido real.

Joe ainda não havia notado a presença dela ali. Demi não estava na sala de fato, só espiando da porta. Ela se perguntava se seria melhor sair agora. Ele estava tão envolvido com o trabalho que nem se importaria. Ela não devia. Só um idiota daria mais importância à noite anterior do que esta possuía de fato. Alívio de tensões. Nada pessoal.

Exceto pela parte da nudez e dos beijos e de como ela se sentira quando ele a abraçara.

Ontem à noite, tivera cada pedacinho de Joe. O corpo, a atenção, o foco. Era como se estivesse conectada à unidade central. Todos os toques foram elétricos e únicos…

– Você está sendo ridícula – disse Joe.

Demi congelou, prendeu a respiração. Ele estava de costas para ela, como poderia…?

– Naomi, pare. Pare agora mesmo.

Ele estava ao telefone. Não era um leitor de mentes.

– Tudo bem, tudo bem. Aposto seu pagamento da semana de que há mais gente hoje falando sobre minha ausência na estreia do que qualquer coisa sobre a Semana de Moda. – Ele riu. – Não, se eu ganhar, você vai ter que ser boazinha por uma semana. – Outra risada. – Boazinha como em “fingindo ser outra pessoa”. Qualquer outra pessoa.

Demi se virou para ir embora. Ela precisava ir, e só teria pretextos para justificar determinado tempo de espionagem da conversa.

– Naomi, pelo amor de Deus, são os números – disse ele, arrastando a cadeira até outro computador. – Os números são a parte que interessa. Sou eu, lembra-se? Quando é que já tive outro motivo? No minuto em que a coisa de Demi parar de render dinheiro, vamos acabar com ela. Não há mais nada acontecendo, então você pode parar com sua preocupação. É desnecessário.

Um punhal de gelo atravessou o corpo de Demi, rasgando seu coração. Nada daquilo importava, as conversas que tivera consigo, sua determinação para ser realista, para se concentrar em negócios. Demi havia sido um idiota. Uma boba. A dor excruciante na alma lhe dizia que havia se apaixonado por ele, valsado rumo a uma ilusão, sabendo que era uma ilusão, e ela nem mesmo percebera que a fantasia tinha tomado conta.

Ela afastou-se da porta o mais silenciosamente possível com as pernas trêmulas. Era estranho; dava para sentir as pupilas dilatando, um arrepio que nada tinha a ver com o ar ao redor. Mas choque era uma reação exagerada, não era?

Independentemente do que estivesse se passando na cabeça de Demi, ela nunca acreditara que Joe a amava. Não mesmo. Que ele gostava dela, sim. Que combinavam? Que a noite passada tinha sido mutuamente extraordinária?

Errado. Tão errado quanto poderia ser. Ela era um chamariz. Nada mais. Nada verdadeiro. Joe dissera isto a ela de antemão, e assinara um documento que confirmava o fato. Nada daquilo era culpa de Joe. Diabo, fora ela quem instigara o sexo na noite anterior. Ela não podia nem culpá-lo por isto.

Demi mesmo se colocara naquela situação difícil. E agora que estava lá, precisava se obrigar a sair. Agora. Ainda tinha obrigações, festas às quais comparecer como acompanhante de Joe. Ele poderia sair de seu escritório a qualquer momento e, ai, Deus, se ele suspeitasse que Demi havia se transformado em uma dessas mulheres, ela morreria infinitas vezes de tanta humilhação.

Não se deu conta de que estava na sala de estar até ver os restos do jantar na mesa de centro. Ela precisava fugir. Deixar para se organizar em outro lugar. Mas teria que deixar um bilhete, algo simples e rápido.

O recibo do restaurante tailandês estava ali. E havia uma caneta na bolsa de Demi. Ela escreveu: “Obrigada pela noite divertida. Vejo você mais tarde!” Era tudo que podia fazer para não correr para o elevador, e embora isso não fizesse diferença, ela ficou apertando o botão sem parar.

Finalmente ela se atirou na caixinha espelhada, agarrou o corrimão com as duas mãos e se firmou. Ela teria que encarar o pessoal da segurança, o porteiro, pegar um táxi.

Evidentemente, havia aprendido algumas coisas com Joe. Como sorrir de forma convincente, e como papear despropositadamente como se absolutamente nada tivesse acontecido.

Ela forneceu seu endereço ao taxista e se acomodou no banco de trás.

Uma vez fora do Central Park West, Demi desabou em lágrimas.

~
Oh não e agora?
Comentem...
xoxo

30.9.15

Escolha - Capitulo 12


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JOE SORRIU outra vez.

– Então você também é uma ovelha negra?

Demi engoliu a boca cheia de macarrão e bebeu um gole de refrigerante antes de responder.

– Oh, sim. Era para eu me casar com Eliot. Meu namorado do colégio. Era uma coisa. Grandiosa. Muito estresse e angústia. E comida desempenhava um papel enorme. Em particular, frango frito.

À menção daquilo, ambos ficaram comendo um pouco em silêncio, fato que dera a Demi tempo para comentar o que Joe tinha lhe contado a respeito de suas brigas com a família. Como era possível eles não se orgulharem das realizações de Joe? Talvez estivessem orgulhosos, mas a família fosse horrível no quesito comunicação. Rebecca havia mencionado um problema entre ela e seus pais, e os pais de Joe tinham a mesma genética. Mas e daí, Joe era determinado. E colocou a implementação de seus objetivos acima de tudo. Assim como Demi.

– Sabe o que não consigo entender? – perguntou ela.

– O quê?

– Como é que você ficou tão legal.

– Eu? Legal?

– Muito. Eu esperava que você fosse presunçoso. Você é ótimo.

Joe olhou para ela por um longo momento.

– Obrigado. Fico feliz que você pense assim.

– Hum – disse ela. – Interessante.

– O quê?

– Não houve absolutamente nenhum entendimento daquela resposta. Sendo mais clara, eu quis dizer legal num sentido Ohio. Não foi uma observação sarcástica.

– Bem, então. Agradeço ainda mais. O legal pode funcionar de vários jeitos aqui.

– Percebi. Como você se descreveria?

– Ah, essa é uma pergunta assustadora.

– Não estou com medo.

– Não estou me referindo a você.

Demi sorriu.

– Vamos lá. Eu já estou em desvantagem.

– Isso que me preocupa. Gosto que você me ache legal.

– Mas…

– Eu sou… focado. Extremamente focado.

Ela comeu um pouco, repetindo a palavra para ver como soava.

– E você é só isso?

A careta que ele fez foi extravagante até para si.

– Sim, tenho certeza de que é isso.

– Você é engraçado. Isso não é uma opinião. É um fato. Você me faz rir muito.

– Ei, não é justo falar sobre minha aparência.

– Está vendo? Engraçadinho. Muito engraçadinho.

Ele largou a caixa de comida e pegou a cerveja, mas não bebeu.

– O que mais?

Ela quase continuou a provocá-lo, mas seu olhar a deteve.

– Você é atencioso. Percebe as pessoas ao seu redor e você não tira proveito delas. Eu não sou terrivelmente experiente, mas tenho a sensação de que nem todo mundo dá de comer a maquiadores ou cabeleireiros. Ou até mesmo nota a equipe de segurança do edifício.

– Isso é educação.

Demi balançou a cabeça.

– Não. Vai além disso. A maioria das pessoas em sua posição não daria a mínima para qualquer um ao seu redor. Seria fácil ser horrível. Esperado até. Mas você não precisa ser rude e malvado para ser uma presença poderosa, porque você já é uma presença poderosa. As pessoas entendem isso. Você não precisa esfregar isso na cara delas.

– Eu gosto disso. Não sei se concordo, mas é algo no qual a se pensar. Claro, eu não quero ignorar completamente toda essa coisa do rude e malvado. Isso é um apelo e tanto.

Ela meneou a cabeça brevemente.

– Sim. É.

Ele bebeu um pouco mais, em seguida pegou a caixinha com arroz, mas quando o fez, se esticou até ambos estarem suficientemente pertos para se tocar. A caixa ficou na mão de Joe enquanto ele se inclinava até Demi.

Ela prendeu a respiração. Alarmes de advertência tocavam ao longe, abrandados, porém, não silenciosos.

– Eu deveria ligar para um táxi – disse ela. – Ir para casa. Aproveite a noite de folga.

Joe pôs a caixa de arroz na mesa, mas sua perna, seu quadril, a lateral de seu corpo estavam pressionando o corpo de Demi. Ele cheirava a especiarias e cerveja, e ela fechou os olhos quando inalou. – Eu não gosto de cerveja. Para beber. Mas realmente gosto do sabor quando…

Ele aguardou, menos de dez centímetros entre eles, talvez nem mesmo cinco.

– Quando…?

– Quando eu faço isso – sussurrou ela pouco antes de os lábios de ambos se tocarem.

JOE QUERIA tomá-la em seus braços e beijá-la até ela admitir sua derrota, mas ele se conteve, todos os músculos estavam prontos para reagir à menor pressão. Os lábios de Demi eram suaves contra o dele, roçando, provocando. A respiração vinha em arfares suaves, perfumada com gengibre tailandês e calor, e não importava o quão ardentemente ele pensasse agora, agora, agora, Joe queria que a iniciativa fosse dela, deixar que ela tomasse a decisão. Que diabos havia de errado com ele?

Toda a noite estava sendo um acontecimento bizarro atrás do outro. Ele não perdia estreias. Não ficava parado por três malditas horas só para não perturbar o sono de alguém. Ele não era legal. Legal não era nem mesmo uma parte da equação, então o que estava acontecendo? O que estava fazendo?

Um toque, dedos, pequenos, frios, delicados na nuca de Joe, e ele ficou muito consciente de seu membro. Mas não era a primeira vez desde que eles tinham deitado juntos no sofá. Em mais um lance para tornar esta noite a mais estranha de todas, ele se flagrou experimentando diferentes estágios de excitação. Naquele primeiro momento, quando Demi se apoiou nele, toda sonolenta e resmungona, Joe ficou levemente rijo. Mas não ficou duro como uma rocha. O que era bom. Joe só havia se tocado naquela vez entre eles, e isso era uma adaptação. Muito embora toda aquela situação fosse o mais próximo de um sonho erótico que ele já tivera sem estar dormindo.

Demi puxou o cabelo dele, trazendo-o para mais perto, aprofundando o beijo. Lambidinhas no lábio inferior, então no superior, como se Joe fosse sorvete, uma maçã do amor. O membro dele inflou, pressionando contra a braguilha. Devia ter tirado o smoking, mas já era tarde demais para se preocupar com isso agora. Não quando Demi investiu a língua e ele a saboreava pela primeira vez desde a festa no Chelsea Piers.

Instantaneamente, ele percebeu que era um erro. Um erro impulsionado pelos hormônios que iria voltar e lhe dar uma dentada. Joe era mais esperto do que isso. Ele se afastou? Claro que não.

Inclinou a cabeça para que se encaixassem melhor, e então começou sua exploração. Não foi delicado ou hesitante. Na verdade, era só o que ele podia fazer para não demonstrar o quão cruel poderia ser.

Ele abriu a boca e reivindicou Demi, sugando a língua dela, investindo com a dele, e o som que ela emitiu, santo Deus… agora ele estava tendo uma ereção das sérias. Com determinação e o fim do jogo à vista, Joe se afastou.

– Quarto? – perguntou. Era o esperado.

Ela piscou para ele. Joe percebeu que ele tinha abandonado sua cerveja e envolvido os braços de Demi, com a seda do quimono tépida sob seus dedos. Demi estava praticamente nua sob o robe, Joe sabia disso. Dava para ver os mamilos duros contra a seda. Talvez ele tivesse levado uma pancada na cabeça ou coisa assim, porque aquele não era seu estilo. Aquilo parecia imprudente, e ele não agia assim desde a adolescência.

O aceno de cabeça de Demi permitiu a ele respirar novamente. Ele a beijou mais uma vez. Começou grato e terminou desesperado, deslizando a língua contra a dela.

Eles então se levantaram das cadeiras, Joe pegando Demi no colo, as bocas trabalhando juntas para recordar, reaprender, descobrir.

Estavam a meio caminho do cômodo antes de pararem para tomar fôlego.

Uma das mãos de Demi estava nos cabelos de Joe, a outra sob o paletó do smoking, no cóccix, como se estivessem dançando alguma valsa maluca.

– Péssima ideia – disse ela antes de beijá-lo no queixo.

– Terrível. Nós decidimos fazer isso. – Ele capturou a boca de Demi novamente, espantado pela forma como ela o deixava guiá-la, de ré, em meio ao espaço. Pelo modo como, mesmo com a diferença de altura, as partes importantes se encaixavam, como os seios contra o peito e os lábios ao alcance dele, Joe só precisava mover um único músculo para ela reagir exatamente como precisava. Era uma dança, mas não era louca, era só deles.

– Cinco anos – disse ela, meio arfando, meio gemendo.

– O que tem cinco anos? – Estavam chegando ao corredor, então viraram sutilmente para a esquerda.

– Meu plano. – Demi desceu a mão até o traseiro de Joe enquanto eles manobravam na curva do corredor, e ele a colocou contra a parede. O “humpf” de Demi fez Joe reposicioná-la, ao mesmo tempo que se aprumava, com o equilíbrio gracioso entre eles indo pelo ralo.

– Você está bem?

– Cadê a porcaria do quarto?

– Está chegando – disse ele. Acelerar para chegar logo seria um movimento inteligente. Em vez disso, Joe a beijou. A atração era demais, sabendo que ele não deveria, eles não deveriam.

A mão que estava nos cabelos dele agora estava no peito, esfregando em círculos vagos.

– Qual é o plano? – quis saber ele, a voz tão rouca como a de um fumante que encarava um maço por dia. – Conquistar o mundo? Fazer eu ficar de joelhos? Você não precisa de cinco anos para nenhum dos dois.

Ela riu, pisou no pé dele com o pé descalço. Não doeu.

– Serei um cruzamento entre Tim Gunn e Tina Brown – disse ela, tropeçando no quimono. Se eles não se matassem antes de chegar ao quarto, seria um milagre.

– Bom para você. Você vai ser ótima.

– Não eu se não for capaz de dizer não a você.

Então ele encarou Demi, as pupilas dela dilatadas e repletas de um calor capaz de incendiar a casa.

– Você pode dizer não.

Ela inspirou, então houve silêncio. Apenas havia o batimento cardíaco alto de Joe em seus ouvidos.

– Por favor, não me obrigue – sussurrou ela.

Um ruído sombrio saiu de sua garganta quando ele se abaixou e a ergueu. Era ridículo, algo que ele nunca tinha feito, nunca faria, mas ele já estava cansado de andar, cansado de tudo, exceto de despi-la, de se enterrar dentro pelo máximo de tempo que aguentasse, tão profundamente quanto possível.

– Joe – disse ela, passando o braço em volta do pescoço dele. – Nós somos loucos.

– Eu sei. – A porta estava ali, bem ali, e estava aberta. Ele entrou com ela num segundo, caminhou até a cama em dois, porém teve que beijá-la mais uma vez antes de libertá-la.

Demi se afastou do beijo primeiro, mas mal se mexeu. Seu hálito roçava o rosto de Joe, a respiração ofegante, um tremor sutil como um sussurro.

Ele a baixou lentamente, a cabeça no travesseiro, o ombro do quimono escorregando o suficiente para exibir o vinco onde o braço dela pressionava. Aquilo fez o membro dele dar um tranco, e Joe a desejava tanto que não sabia o que fazer.

– É a minha vez – disse Demi.

– O quê? – Ele desviou o olhar daquele pedaço de pele outrora comum. – Sua vez?

O sorriso normalmente muito doce e seus grandes olhos inocentes ficaram maliciosos quando ela olhou para ele. – Tire a roupa para mim. Devagar.

Ele teve que sorrir. Demi pronunciara as palavras como um chefão do crime, como uma megera. E então ela meneou os ombros, aquele ombro parcialmente à mostra, até o quimono… dava para ver a beirada do mamilo enrijecido. Só a beiradinha.

DEMI MORDEU o lábio com força quando Joe tirou o paletó. Ele seguiu as palavras de Demi à risca, portanto seus movimentos eram sem pressa, mas sua técnica? Santo Deus, ele não tinha ideia de como fazer um striptease sensual. Ele ficou atento para certificar-se de que não iria tropeçar e tentou retirar os dois braços das mangas de uma vez só, o que o fez soltar um palavrão e recomeçar. Demi não queria rir, porque, ai, Deus, ele estava se esforçando tanto. Todo o seu corpo morria de saudade do jeito adorável de Joe, do jeito como o magnata da internet, totalmente controlado e normalmente gentil, parecia exatamente como um virgem de 17 anos tentando impressionar a rainha do baile. Ambos relaxaram quando o paletó caiu no chão. Ela não ia se enrolar de novo com a camisa e as calças.

– Venha cá – disse ela, dando um tapinha na cama. – Você precisaria de um chapéu para essa parte da coreografia. Além disso, você está longe demais.

– Veja só quem está sendo legal agora – brincou ele quando sentou-se ao lado dela.

Os dedos de Demi já estavam abrindo os botões dele. Eram fantásticos, era um Armani afinal de contas, mas eram pequenos e redondos, difíceis de se abrir com dedos trêmulos. Lá pelo terceiro botão, Demi já estava tentando rasgar a maldita camisa aberta, mas ela nunca poderia violar a moda de qualidade assim. Seria como atirar no Bambi.

Joe acabou ajudando, e toda vez que os dedos dele a tocavam, ela arfava. Impossível evitar. Agora que ele não estava se esforçando, a camisa desabotoada deslizou pelos ombros como numa coreografia e, caramba, ele estava seminu, e Demi também.

– Isso vai ser ruim – disse ela, as unhas perfeitamente pintadas arranhando o peito lindamente esculpido. De alguma forma, os músculos, o corpo inteiro dele, eram feitos de acordo com as especificações de Demi. Definição e músculos suficientes para se revelar uma grata surpresa, um traseiro lindo de morrer, e tudo isso pertencente ao mesmo Joe que a havia deixado dormir, que se certificara de que ela havia se alimentado, que lhe dera uma chance de realizar seus sonhos. – É tudo que quero – continuou ela –, e isso nunca acaba bem. – Ela terminou a frase com os lábios no peito dele.

Ele passou os dedos pelos cabelos dela, inalando alto no quarto silencioso. Demi o beijou de novo, acariciando a pele quente diante de si, a mão livre seguindo sorrateiramente para as calças dele, só para perceber que ela nunca o tinha visto nu assim. Joe não poderia ter escolhido um smoking mais perfeito para a noite. Maravilhoso e pecaminosamente elegante, e mesmo assim, tudo que mantinha a estrutura, botões, fechos, era tão complicado quanto uma roupa masculina poderia ser. Ela imaginava se ele de algum modo havia encontrado cuecas boxer que precisassem de uma senha para sair.

Os dedos de Joe envolveram o queixo de Demi, e ele ergueu o rosto dela, afastando-a de seu peito.

– Nós podemos parar – garantiu ele. – Vou ter que ir ali dentro por alguns minutos, mas podemos parar agora.

Demi assentiu, sabendo que era a coisa certa a se fazer, mas, quando ele suspirou em decepção, ela lhe agarrou a mão para impedi-lo de ir.

– Há muitas coisas – disse ela.

– Eu não…

– Fico pensando em todas as coisas que não fizemos naquela vez. Em como não teríamos outra chance, e eu nunca saberia… – Ela sentiu o rubor e ficou maravilhada com a própria timidez ridícula do meio-oeste…

– Como o quê? – Ele quis saber, se inclinando, com a mão livre rumo à calça complicada.

Demi capturou o dedo indicador de Joe entre os lábios. Então lambeu a ponta com a língua antes de sugar todo o dedo para dentro da boca. Ela o provava, estremecia a língua contra a pele, fazendo-o compreender.

O gemido dele a fez contrair as pernas juntas. Ela libertou o dedo dele, mas só para que ele pudesse terminar de se despir. Dizer que Joe estava ansioso era um eufemismo, e ele deve ter usado aquele smoking muitas vezes para ser tão versado nele, mas Demi nem piscou quando a calça caiu no chão, seguida pela elegante cueca preta abençoadamente sem quaisquer complicações. E então ele tirou as meias, e lá estava. Ah, tão duro. O membro deixando uma trilha molhada na barriga enquanto o peito dele subia e descia em arfares roucos, rápidos.

– Você pensou nisso? – questionou ele.

Demi fez que sim com a cabeça. Correu a mão para as dobras do quimono, desacelerando enquanto acariciava o mamilo exposto.

– Eu realmente gostaria que você se deitasse. Logo.

O sorriso dele era tão erótico quanto sua ereção, e os dois juntos faziam Demi se contorcer. Ele compeliu, mas não sem roubar um beijo, que durou um longo, longo tempo. Por fim, ele estava esparramado ao lado dela na cama, e ela poderia fazer o que quisesse. Saborear, lamber, mordiscar, provocar.

Ela pode ter dito isso antes, mas desta vez falava sério. Chega de sexo depois disso, porque, enquanto tirava a calcinha para montar nos quadris de Joe, Demi percebia que não era exatamente o sorriso, a ereção, as refeições ou as roupas que ela queria. Na verdade, ela queria tudo. Era ele. Joe. Era inútil fingir, não mais. Aquilo não era uma paixonite.

JOE IA explodir em chamas. Não sobraria nada além de cinzas, e valeria a pena. Demi nua montada nele era exatamente a última visão que ele desejava. O sorriso era um bônus, ela se curvando para beijá-lo era mais do que um homem mortal poderia suportar.

O beijo não foi nem metade tão doce quanto o sorriso. Na verdade, foi meio desajeitado, muita língua, dentes e saliva, e os quadris dele a erguendo para cima, tão sensual. Demi pôs as mãos no peito dele para se firmar, mas antes tiveram que se separar para tomar mais fôlego, e os dedos dela encontraram os mamilos dele. Ele adorava brincadeiras com os mamilos, no entanto, a mulher por cima lhe rendeu duas contrações sincronizadas que o obrigaram a jogar a cabeça para trás, os olhos se arregalaram e em seguida se fecharam, e ele não ia nem tentar explicar o barulho que fez.

– Isso é divertido – disse Demi com a voz mais perversa do que nunca.

– Você está me matando.

– Não seja chorão. Você aguenta.

– Eu não estou acostumado a esse tipo de insolência – provocou ele, lançando seu olhar mais arrogante.

Ela levantou a sobrancelha esquerda enquanto sentava-se. Ele só percebeu que Demi havia mexido a mão quando ela segurou seu órgão.

Ele rugiu de novo, investindo os quadris, dentro dela, tudo, querendo mais. Agora. Por favor.

Então ela bombeou. Uma vez.

Joe já sabia que ela pesava quase nada. Ele poderia simplesmente levantá-la, fazê-la sentar novamente em uma posição mais agradável. Porque nos próximos dez segundos estar dentro dela era a coisa mais importante que aconteceria a ele, em toda sua vida, sem exceções.

Quando ela soltou, ele quis chorar, e o teria feito se não fosse um homem tão viril.

Em seguida, montou de volta, se erguendo sobre o membro dele, até estar acomodada nas coxas dele e, diabos, que vista, a intimidade dela nua e obscenamente exposta exatamente onde ele não conseguia tocar.

Um dedinho tocou a base do falo e Demi foi subindo, e as costas de Joe arqueavam ao mesmo tempo. A parte louca da coisa era que, durante o tempo todo, ele estava olhando para ela, bem nos olhos, e ela estava rindo. Não era uma gargalhada, ou de forma maldosa, ou provocativa, apenas… satisfeita. Como uma criança com o melhor brinquedo de todos os tempos.

Jesus.

Demi deu um sorriso imenso pouco antes de se inclinar e envolver a ponta do falo.

O grito de Joe veio lá do âmago, e foi só o que ele pôde fazer para não chegar ao clímax ali mesmo. “Hora do jogo”, pensou ele. E então desistiu completamente de raciocinar.

DEMI NÃO tinha ideia de quanto tempo ficou no limite, mas provavelmente foi por horas. Era uma tortura, o modo como Joe a levava até aquele ponto no qual prendia a respiração, no qual ela estremecia e gemia e implorava, só para colocá-la em uma confusão trêmula, e em seguida aumentar a velocidade outra vez até não conseguir pensar direito, até ela puxar o lençol e soltá-lo das bordas do colchão, até implorar, rouca.

Joe chegou ao clímax duas vezes.

Demi perdeu a conta.

~
OMG hot
xoxo

28.9.15

Escolha - Capitulo 11 MARATONA (5/5)


~

A NOITE de sexta-feira chegou juntamente a um smoking para a estreia do filme Cortesã, e a única razão para torná-la suportável era saber que Demi estava na sala de imprensa sendo preparada. Joe iria ver como ela estava se saindo depois que estivesse arrumado, embora dessa vez ele se certificasse de que ela comeria alguma coisa antes de Sveta levá-la embora.

Enquanto ajeitava a gravata, Joe pensava na noite que os aguardava, satisfeito porque Demi caminharia num tapete vermelho legítimo. Um sonho se tornando realidade, literalmente, ela dissera a ele.

Quanto menos ela dormia, Joe descobrira, mais revelava sobre si. Sobre como ela praticava seu discurso ao receber o Oscar quando era menina, em frente ao espelho do banheiro, segurando uma garrafa de xampu ou uma escova de cabelo. E muito propositadamente não agradecia a quem lhe era irritante no momento, então algumas vezes era um de seus irmãos, um professor, um amigo ou um de seus pais.

Aquilo o fez rir quando eles relaxaram no banco traseiro de uma limusine, e também o fazia sorrir agora. Joe conseguia imaginar aquilo facilmente. Ele se perguntava se ela sempre tivera o cabelo curto. Provavelmente, já que tão baixinha. Você não iria querer esconder nenhuma parte do seu rosto, não com o cabelo, nem com muita maquiagem. Sveta acabara sendo a estilista perfeita para Demi. As pessoas prestavam muita atenção nela.

Seus blogs estavam ganhando muitos acessos. As visitas únicas eram muito maiores se comparadas às obtidas com a maioria de seus novos colaboradores, o que fazia sentido porque era uma abordagem inédita. Joe nunca pedira a um de seus companheiros para escrever diretamente.

Grande parte do buchicho era sobre eles dois, naturalmente. Estavam juntos? Não estavam? Houve gente publicando que Demi tinha ido embora em um carro separado no final de uma das noites de festa, e a fachada do prédio de Joe havia ganhado mais alguns paparazzi esperançosos de flagrá-la saindo constrangida de lá pela manhã. A especulação sem confirmação era exatamente o que Joe estivera esperando.

Demi apareceu em quase todos os sites e feeds de fofoca, bem como nos tabloides.

Ele vestiu o paletó, feliz por ele ter escolhido algo tão tradicional. Lindamente cortado, nada radical. Ele queria que Demi brilhasse sozinha esta noite. Ele não tinha ideia do que Sveta tinha escolhido para ela, e se perguntava como a estilista iria superar o visual da noite anterior. Demi o surpreendera totalmente ao fazer sua entrada.

Pensando bem, toda vez que Joe a via, ela o surpreendia. Provavelmente tinha a ver com o fato de ele tê-la tão perto e tão intocável. Opa, eis um pouco de demonstração de interesse por parte de seu membro, isso não é bom para o corte do smoking. Não é bom de muitos jeitos. Ela estava fora dos limites. As estatísticas não mentiam, e este novo negócio tinha aumentado os cliques do NNY de maneira notável. Aquilo poderia matá-lo, mas ele se manteria fiel ao combinado. Infelizmente, isso significava ser patético. Muito patético.

Joe olhou para o relógio, verificou se tudo de que precisava estava nos bolsos e, em seguida, entrou na sala de estar. Olhou para a porta aberta no átrio e se perguntou por que não tinha levado Demi ao seu escritório. Não era tão longe do elevador. Então, novamente, eles não vinham tendo muito tempo para nada, senão para o trabalho.

Joe ouviu Sveta no corredor, e virou-se em expectativa pela chegada de Demi. Droga. Ela fez aquilo de novo. Foi como um tapa na parte de trás de sua cabeça.

Demi era uma visão do paraíso. Tanto esforço para não ficar excitado esta noite. Ele teria de colocar seu membro em uma camisa de força para conseguir se controlar e, sim, não precisava estar pensando naquilo quando Demi veio em direção a ele com um sorriso que o fez se esquecer de como respirar.

O vestido branco e roxo tomara-que-caia tinha um design estruturado que parecia origami. Joe olhou para o rosto dela, depois para o trecho de pele nua que ia do longo pescoço até o busto. A cintura dela parecia minúscula, as pernas esbeltas, porém curvilíneas, e com aquele sorriso e olhos esfumados, ninguém seria capaz de desviar o olhar.

Joias teriam sido redundantes.

– Bem – disse Demi, dando de ombros muito sutilmente.

– Você está linda. Vai ser a mulher mais bonita no tapete vermelho.

Demi corou, revirando os olhos. Joe a deixou pensar que estava de papo furado.

Ele segurou as mãos dela e a beijou nas bochechas. Muito europeu. Todo profissional. Nem perto do que ele queria. Joe a beijara na boca na primeira noite, quando mal a conhecia, e agora ele ansiava por lhe tomar a boca de novo, para prová-la, e não apenas os lábios.

– Temos uma meia hora antes de irmos. Quer uma bebida?

– Só água – disse ela. – Por mais empolgada que esteja, estou tão incrivelmente cansada que temo que um simples gole de bebida vá me fazer desmaiar.

– E isso não pode acontecer. – Ele assentiu em direção ao sofá. – Sente-se. Vou trazer água, e então cuidar do restante da nossa equipe.

– Diga-lhes novamente que são maravilhosos, sim? Eu já disse, mas acho que eles pensam que sou obrigada a dizer isso. Mas não sou. Eles são verdadeiros magos.

Como ele poderia não gostar dela? Ela era a anti celebridade, a cura para o cinismo de Nova York, com arrepios autênticos e uma empolgação descarada. Mas até mesmo ele era capaz de enxergar que ela não tinha exagerado sobre seu cansaço. Não que outra pessoa fosse notar, mas ele a estivera observando durante dias, com muita frequência e muito profundamente. Havia mais maquiagem abaixo dos olhos dela esta noite. Joe se perguntava se deveria cancelar a ida à inauguração de uma boate na noite seguinte. Demi precisaria trabalhar por algumas horas amanhã de manhã, mas depois ela planejou dormir pelo restante da tarde. Ele duvidava que seria suficiente.

Joe buscou a água enquanto ela se acomodava no sofá, uma verdadeira proeza com aquele vestido. E então ele transmitiu os elogios dela à equipe, e Joe também elogiou seu pessoal, depois os acompanhou até a porta. A limusine estaria chegando a qualquer momento.

Dava para ver o cabelo escuro de Demi acima da borda do sofá, e Joe precisava lembrá-la de trazer outro par de sapatos para quando voltassem para a limusine. Como é que as mulheres conseguiam andar com aqueles saltos absurdos…

Demi ficou descansando no sofá de couro com uma perna enroscada debaixo de si. O copo, agora vazio, se inclinava na mão dela em um ângulo de 30 graus. Ela estava dormindo.

Depois de tirar o copo das mãos dela cuidadosamente, congelando por um segundo quando ela ronronou baixinho, Joe tocou suavemente seu ombro nu.

– Demi? Demi, temos que sair agora.

Ela resmungou alguma coisa e acomodou o rosto na almofada novamente.

Odiava ter de perturbá-la. Joe roçou as costas de seus dedos na bochecha dela.

– Demi – dizia ele enquanto sentava-se ao lado dela. Queria acordá-la, não assustá-la. – Eu sei que você está cansada, mas é a estreia do filme. As estrelas de cinema! Glamour! Luzes, câmeras, ação!

Ela se inclinou em direção a ele. Joe se reposicionou rapidamente, de modo que Demi se apoiasse no ombro dele, mas não no ossinho duro. Ela caiu de encontro a ele, a perna que estava dobrada debaixo dela agora num ângulo estranho. Ao mesmo tempo que estava desajeitada e não muito elegante, não parecia desconfortável.

Foi muito fácil mudar de posição para passar o braço ao redor das costas dela, abraçá-la bem pertinho, inalar o perfume dela. O apoio se transformou em aconchego e ele suspirou quando pensou em seu movimento seguinte. Então, com a mão livre, pegou o celular. Precisava telefonar para Naomi, já que não era adepto de enviar torpedos usando apenas uma das mãos.

– Você está no carro?

Ah, a voz. Carro virava “carr”, e ele não conseguia parar de sorrir.

– Não – sussurrou ele.

– O quê?

O fato de ela conferir um tom de rusga a palavra tão simples lhe rendia partes iguais de diversão e de calafrios.

– Nós não vamos. Danny pode ir no meu lugar. Mas entre em contato com ele depressa, no entanto, porque ele não vai estar arrumado para a ocasião.

– Por que você não vai? Por que você está sussurrando? Joe, o que você fez? Tem a ver com a garota, não é?

– Shhh – censurou ele, embora a voz de Naomi no celular não fosse capaz de acordar Demi. – Ela está passando mal. Vai ficar tudo bem.

– Como é que vai ficar tudo bem? Você tem prazos. Sabe quantos comentários recebeu no blog hoje? Mais 2 mil e 500. E você me arranja um atestado por doença? Que diabos, Joe?

– Vai dar tudo certo. Como sempre.

– Sim, mas veja bem com quem você está falando, querido, e ‘como sempre’ é o escambau.

– Naomi. Ligue para Danny. Mandarei os textos e as fotos para você na parte da manhã.

Joe desligou antes que ela lhe desse mais aborrecimentos e colocou o celular em cima da mesinha de centro. Demi não tinha mexido um centímetro. Ela provavelmente ficaria furiosa com ele por mandar alguém em seu lugar, e Joe não tinha ideia do que fazer em relação às páginas do blog no dia seguinte, porém, de jeito nenhum ele iria acordá-la. Agora não.

Demi precisava descansar. Haveria outras estreias. Ele usaria a história a seu favor. Na verdade… ele tinha o ângulo perfeito.

Tome isso, Naomi.

Joe criaria uma história no dia seguinte, mas para hoje à noite, Demi era só dele.

DEMI OUVIU o latido de um cachorro e, ao mesmo tempo que era um cachorro de verdade latindo, também era um cão que podia ser afastado de uma vez por todas. Um cachorro na televisão. Mas ela não abriu os olhos, ainda não. Estava gostando daquele lugar, o intervalo onde não havia nada desagradável e onde nenhum alarme iria intrometer. O perfume sutil e amadeirado de Joe a fez suspirar e sorrir. Ele sabia como usar perfume, não era como alguns dos caras do trabalho que tomavam banho de colônia. Havia sempre um indício do cheiro de homem em Joe, e essa era a melhor parte.

Ela se remexeu um pouco, a cabeça num ângulo estranho e não era o travesseiro dela mesmo, e oh. Estava escuro, muito escuro. A janela de Joe estava bem ali, do outro lado da mesinha de centro e atrás da televisão imensa. Já era tarde. Errado. Tudo errado.

– Você acordou.

Ela não conseguia enxergar muito bem já que alguns de seus cílios postiços estavam grudados na bochecha, mas olhou em direção à voz de Joe.

– O que está acontecendo? – Por mais agradável que fosse sentir o peito dele, ela o empurrou, até que seus pés estavam no chão e ela estava sentada como uma pessoa de verdade. – Que horas são?

– Um pouco mais de 21h.

– Nove da noite? Ai, Deus, a estreia foi cancelada? Será que aconteceu alguma coisa ruim? Está todo mundo bem?

Joe riu enquanto esfregava o próprio ombro, aquele no qual ela estivera aninhada.

– Está tudo bem.

– Nós devíamos estar no teatro às 18h.

– Você estava cansada.

– Eu estava… – Demi arrancou os cílios, que ficaram parecendo duas aranhas na palma da mão dela. Quando ela olhou para Joe, ele ainda estava esfregando o braço, sacudindo-o. Provavelmente ela dormira em cima dele o tempo todo. Durante horas. Ele havia afrouxado a gravata e o botão superior da camisa também. O apartamento estava mais escuro porque Joe não havia acendido mais luzes. Ela perdera o evento no tapete vermelho. E ele permitira isso.

– Eu não entendo.

– Aposto que você está morrendo de fome – disse ele enquanto se levantava. – Só sei que eu estou. Que tal comida tailandesa? Talvez um pouco de sopa Tom Yum?

– Espere. – Demi levantou a mão para detê-lo, mas foi a mão que segurava os cílios. – Espere. Explique, por favor. Por que estamos aqui? Por que eu estava dormindo?

– Eu já expliquei a você. – Ele se virou para sair.

– Não, você não explicou. – Ela se levantou. A cabeça podia estar confusa e provavelmente estava um bagaço, mas ia obter uma resposta de qualquer jeito. – Por que você não me acordou?

Joe continuou seu trajeto até a cozinha, o paletó do smoking balançando, solto, e ela o imaginou tirando-o lentamente, vendo aquelas calças perfeitamente cortadas caindo.

Os saltos estalavam no chão e faziam Demi se encolher a cada passo. Caramba, aqueles sapatos eram instrumentos de tortura. Falando nisso, o vestido, o vestido maravilhosamente escultural, agora parecia uma folha mal dobrada. Sveta ia matá-la. – Joe!

Ele fez uma pausa. Virou-se. Sorriu para ela.

– Haverá outras estreias. Prometo. Vou compensar você por isto.

– Você não perde compromissos. Nunca. Eu tenho lido seu blog todos os dias desde sempre, e você sempre está lá. Mesmo quando não está, você tem um bom pretexto. Como desastres naturais. E não um braço preso debaixo de uma pessoa dormindo. Então… que diabos?

Joe suspirou. Deus, ele realmente ficava lindo naquele smoking.

– Tire os sapatos. Dói só de olhar para eles. – Ele continuou andando até a cozinha, e Demi continuou a segui-lo, com a dor em seus pés fazendo-a piscar.

– Na verdade – disse ele, sem se dar ao trabalho de virar –, apenas vista algo confortável. Vamos comer. Você vai ter uma boa noite de descanso e eu também. Vamos voltar à loucura amanhã.

Eles chegaram à cozinha propriamente dita e ele acendeu as luzes. Os olhos de Demi levaram um instante para se adaptar, vendo então que ele estava segurando um punhado de cardápios de entrega. Tudo parecia torto.

– Comida tailandesa? – indagou ele. – Chinesa? Pizza? Pães e bolos? Há um restaurante indiano fantástico aqui perto que faz um frango tikka masala sensacional.

Demi inalou, notando que realmente precisava escovar os dentes, e que ainda estava completamente perplexa com tudo que tinha acontecido desde que acordara.

– Tanto faz – disse ela, dando de ombros. – Contanto que não tenha coentro, eu vou gostar. Já volto.

Ela tirou os sapatos antes de chegar à sala de imprensa. O vestido ficou no hall de entrada. Quando ela chegou às prateleiras de roupas, já havia decidido usar um dos robes, porque, caramba, ela queria estar confortável, mesmo que precisasse se vestir para ir para casa mais tarde. Contudo, não escolheu um robe minúsculo, porque não queria que Joe pensasse que ela queria aquilo. Eles não faziam aquilo. Ela já havia decidido.

Além disso, havia robe preto longo particularmente bonito com uma garça azul desenhada nas costas cujo tato era como o paraíso sobre a pele nua, e que cobria mais partes do que o vestido fora capaz. Ela nem sequer se importa com o fato de ele arrastar no chão. E daí que ela não era uma amazona? Ela era compacta. Eficiente. Ficava muito mais confortável em assentos de avião.

O banheiro era próximo, e ela entrou num debate interior sobre manter a maquiagem que tinha exigido tanto tempo e trabalho para ser aplicada, mas no final decidiu que não. Demorou mais tempo do que deveria, mas valeu a pena para sentir-se limpa e voltar a ser ela mesma.

Demi olhou mais uma vez para o espelho e parou. Não fazia sentido Joe não tê-la sacudido até acordá-la e eles estarem ali em vez de no Radio City Music Hall. O evento no tapete vermelho já havia terminado há tempos, e essa era a parte importante… e não assistir ao filme. Mas haveria uma festa depois, à qual eles poderiam ter ido.

Era altamente improvável que o pretexto dele de que ela estava “cansada” fosse o verdadeiro motivo de não terem ido. Não, devia haver algo maior em jogo, mas ela estava muito confusa para pensar nisso agora.

O que ela deveria fazer era vestir-se, ir para casa e dormir, para que, quando chegasse no escritório amanhã, recuperasse o atraso em seu verdadeiro emprego e assim colocar um ou dois neurônios para funcionar.

Por outro lado, uma garota precisava comer. E era extraordinário poder comer com Joe sem uma centena de pessoas ao redor. Sem precedentes. Eles estavam na correria há dias, mas parecia meses, se encontrando sempre rapidamente e sob a luz ofuscante dos flashes. Os únicos momentos verdadeiramente pessoais tinham sido na cama dele, no Dia dos Namorados, ocasião na qual ela não tinha permissão para pensar, e na noite anterior, na limusine. Ela havia passado o dia pensando naquela conversa deles. Não só no quão diferente seus mundos eram, mas também no modo como ele se abrira para ela. Foi como se Demi o tivesse visto nu outra vez.

Dane-se, ela queria. Comer com ele. Conversar com ele. A sós.

A pulsação dela acelerou e a onda de excitação que lhe percorreu o corpo só por pensar no que viria a seguir a fez sair correndo do banheiro para poder jantar. Era só o coração dela em risco, afinal. E Demi não admitira para ele, dentre todas as pessoas, que queria ter seu coração partido por homens insensíveis usando belos ternos?

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Desculpem a demora. Fiquei presa nuns trabalhos do colégio.
Último da maratona.
xoxo