7.12.14

A Historia De Joe e Demi - Capitulo 6


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Demi imediatamente percebeu que ela e Joe eram as duas únicas pessoas no prédio, seu coração foi à loucura, mas com muito esforço ficou ali completamente imóvel tentando não hiperventilar. 

 Joe ficou encostado na estante, com aquele seu corpo magro cheio de músculos. Suas botas estavam empoeiradas, seu jeans parecia muito macio e flexível, provavelmente devido a repetidas lavagens.  Ela sentiu um rubor rastejar até o rosto quando viu a forma como o material se agarrava a suas coxas, sem falar daquela sua camiseta que marcava bem todos os seus músculos, era bem apertada, com as mangas curtas que lhe agarravam indecentemente os seus bíceps. 

 Ela engoliu em seco, respirou fundo enquanto tentava acalmar os seus nervos. Fazia vários dias desde que ela o tinha visto, naquele momento não conseguia deixar de lembrar as coisas que a sua mãe tinha dito, sobre o fato de que a sua própria mãe pensava neles como um casal ou que em breve seriam um. 

 Esse pensamento estava com força total em seu cérebro enquanto o estudava. 

 A tensão era forte, o ar espesso enquanto esperava que ele falasse algo. 

 Tomou seu tempo nisso enquanto seus olhos corriam pela sua deliciosa forma, correndo lentamente para cima e para baixo por todo o seu comprimento. 

 Estavam no meio de outubro, mas ainda era um dia quente no Texas, Demi usava um dos seus shorts jeans rasgados favorito, o qual havia pagado uma quantia exorbitante de dinheiro, uma camiseta do time de futebol Houston Texans bem apertada.

 Ela nunca falhava, sempre a usava ou quando ia a Dallas ou quando seu irmão estava próximo de chegar. Ela e Zachary tinham uma grande rivalidade no quesito futebol, como havia uma chance dele voltar para casa neste fim de semana, ela queria estar usando a sua camiseta quando ele chegasse mesmo que fosse apenas para trazer um sorriso divertido no rosto de seu irmão. 

 - Bonita camisa.  - Joe falou lentamente, enquanto seus olhos corriam de cima a baixo pelo seu corpo, ate pousar em seu peito. 

 Demi estremeceu com a intensidade do seu olhar. - Obrigada. Você é um fã do Texans, também?

 Ela havia procurado por ele por dias, agora não podia acreditar que não conseguia pensar em nada para lhe dizer. Sua língua estava totalmente amarrada e ela sabia que estava soando como uma garotinha de 05 anos, mas não podia mudar este fato e para falar a verdade não se importava.

 A eletricidade no ar compensava a falta de conversa substancial, mas como sempre ocorria quando estava próxima a ele, as suas pernas começaram a tremer e seu batimento cardíaco se acelerou. 

 Porem agora, após os seus beijos, tudo estava bem mais intensificado.

 - Eu não estava me referindo ao time de futebol estampado na sua camiseta.

 Sua voz era baixa e letal enquanto o seu olhar lentamente levantava do seu peito, seus olhos se enroscavam mais uma vez com o dela.

 A frequência cardíaca de Demi aumentou à medida que o seu significado tornou-se claro como água na sua cabeça. 

 Joe sentiu como se estivesse sendo metralhado por dentro quando notou a forma como a camiseta dela era repuxada quando respirava com força, exibindo a ele descaradamente todas as suas pequenas curvas femininas e o lindo formato dos seus seios. 

 Ele engoliu em seco, forçou o seu cérebro a trabalhar enquanto observava ela corar ainda mais com aquele comentário, sentiu uma seta de tiro de desejo deslizar através dele.

 Como diabos ele podia sentir tudo isso por uma menina que tinha apenas quinze anos de idade? 

 Ele estava tão chateado consigo mesmo que teve que lutar para adquirir controle sobre suas emoções, para manter a voz calma, esperava arduamente que ela não notasse todo aquele tumulto. 

 - Eu costumo torcer apenas para os Cowboys. 

 Demi estava começando a se recuperar do choque de sua aparição inesperada, por isso vagou alguns centímetros para mais perto dele, como se estivesse sendo puxada por uma corrente que não podia resistir. 

 Naquele momento queria apenas estar em seus braços, isso era tudo o que desesperadamente passava por sua cabeça.

 Suas narinas dilataram, ela pode presenciar o momento em que seus ombros se endureceram quando ela cautelosamente ficou bem próxima a ele. 

 - Como tem passado princesa? Fez novos amigos? - Sua voz era áspera quando falou. 

 Como normalmente era muito tímida, Demi sabia que tinha que aproveitar ao máximo este encontro. Ela havia prometido a si mesma, noite após noite, que se tivesse mais uma chance de ficar próxima a ele, não ia perder a oportunidade. Então tinha que ser corajosa, fazer o que estava morrendo de vontade de fazer a vários dias, porque mesmo ele não querendo ficar com ela, ela não ia permitir que a esquecesse. 

 - Na verdade não. 

 - Isso é muito ruim.

 Joe estava tentando se concentrar na conversa, mas era algo muito difícil com o cheiro de Demi em suas narinas. 

 Ele havia sonhando com ela todos os dias e todas as noites. Devaneios, sonhos de dia e vários sonhos molhados durante todas as noites. 

 - Eu realmente não me importo, ate mesmo porque tinha outras coisas mais importantes em minha mente recentemente. - Sua voz tinha um toque de indiferença. 

 - Serio... E o que será que chamou tanto a sua atenção? Equações lineares? O futuro dos negócios da sua família? Uma nova bolsa?

 Suas palavras foram cheias de sarcasmos, mas sua voz estava suave e provocante. Em seguida, uma carranca escura cruzou as suas feições, sua voz assumiu um tom ameaçador. 

 - Ou será que você já arrumou um namorado? 

 Demi andou aqueles últimos passos que a separava dele, corajosamente invadiu o seu espaço pessoal. 

 - Nenhuma dessas coisas. Ainda faltam três semanas, Joe. 

 Ele sabia que ela estava se referindo ao seu aniversário e quanto mais às semanas passavam no calendário só servia para reforçar à Joe o quão jovem ela era.

 Mas ainda assim, relaxou instantaneamente quando percebeu que ela não tinha outro cara a reboque. Mas isso iria acontecer. Um Filho da puta qualquer iria aparecer a qualquer momento, isso o fez cerrar os dentes ainda mais. 

 - Algumas semanas a mais e ficará mais velha, princesa?

 Ele virou o corpo, se inclinou ainda mais contra a estante, numa posição que exalava relaxamento, o que não era o que realmente sentia. 

 Num movimento que a chocou, assim como a ele, Demi colocou as mãos sobre o seu peito, ficou na ponta dos pés, logo em seguida levantou o queixo e olhou diretamente dentro dos seus olhos. 

 Tensão começou a escorrer pelo seu corpo, mas parou assim que ela olhou daquela forma para ele, mas quando o seu olhar focou em seus lábios, seu corpo foi invadido por varias sensações enquanto ele desesperadamente tentava manter a sua sanidade. 

 - O que você quer Demi? 

 - Eu quero... Eu quero apenas que você me beije. - Disse ela, numa voz tão baixa que ele mal ouviu. 

 Suas narinas dilataram, uma bola de calor incendiário ficou presa em sua garganta enquanto lutava contra toda aquela excitação.

 Após se recompor um pouco ele falou: - Eu não vou te beijar. Você tem apenas quinze anos. 

 Seu retorno mudou de imediato.

 - Eu tinha apenas quinze anos na última vez em que você me beijou. 

 Ele sentiu a verdade batendo na sua cabeça e o seu tom de acusação. - O que posso lhe dizer? Eu sou muito louco, às vezes. - Ele empurrou para fora entre dentes cerrados. 

 - Você não quer mais me beijar? 

 Sua expressão tornou-se vazia, pois odiava, realmente odiava vê-la assim, mas ele se manteve firme. 

 - Não. 

 Ela o observou por alguns segundos, através dos seus cílios. 

 - Tudo bem, mas mesmo assim ainda posso te beijar.

 Um calor intenso fez com que o seu corpo endurecesse completamente. Ele tentou responder com uma negação, mas não conseguiu fazer, pois não conseguia formar nenhuma palavra e o silêncio se tornou ensurdecedor entre eles. Restou apenas fechar suas mãos em seus lados, quando ela colocou a sua mão sobre a sua boca, ele a deixou buscar por seu beijo. 

 Endurecendo as suas entranhas não fez nenhum movimento para ajudá-la. 

 Ele não fez nenhum movimento na sua direção. 

 Demi chegou tão longe quanto podia e mal tocou a sua boca. Ela conseguiu apenas alguns pequenos beijos antes de desistir de conseguir chegar ate a boca, pois a mesma se mantinha fora de seu alcance, mesmo quando ficou na ponta dos seus pés. 

 Ele não estava se afastando dela, mas também não estava facilitando as coisas para ela. Ela não se sentia intimidada por ele e nem podia estar. Esta poderia ser a sua ultima chance. 

 Ele cheirava tão bem, ela sabia através da sua intuição de mulher que ele também queria beijá-la. Então mudou de estratégia, baixou a sua boca beijando levemente do seu queixo até o pescoço, respirou profundamente o seu cheiro, levando aquele aroma para os seus pulmões, ate que abriu a boca sobre sua pele. Ficou provando o seu gosto um pouco salgado até quando ouviu uma vibração baixa, na parte de trás de sua garganta, foi quando abriu a boca sobre ele, começou a lamber e a chupá-lo a sério. 

 Pura emoção correu através dela e fez com que empurrasse ainda mais o seu torso sobre ele e passar as mãos descaradamente sobre o seu peito até os ombros. Ela queria que ele a abraçasse, a beijasse de volta, mas como não estava fazendo isso, então ela não parava de beijá-lo no pescoço e em qualquer parte de pele nua que pudesse alcançar. 

 Joe sentiu como se a sua cabeça fosse explodir... Ou simplesmente estourar de tanto tesão, aqui e agora. Toda noite, ele ia dormir com Demi em sua mente. Toda manhã, ele acordava com um tesão por ela que nunca ia embora, quando a viu entrando na biblioteca esta manhã, tentou de todas as formas não segui-la para dentro, havia tentado de todas as formas, mas a tentativa não funcionou, mesmo sabendo que a Sra. Knowles, a bibliotecária, estava na oficina com o seu carro desde manhã. 

 E agora, estava aqui com Demi pendurada nele... Com Demi o beijando... Com Demi jogando duro. 

 Jesus Cristo.

 Isso tudo era um erro, com certeza era devido à visão dela naqueles minúsculos shortinhos que fizeram isso, aquilo literalmente não tinha sido capaz de impedi-lo de segui-la ate ali. 

 Ele sabia que ela jamais havia agido assim com outros caras, sabia que era apenas com ele. 

 Ele tinha que sair daqui, caso contrario, ia acabar indo para a cadeia ou indo para o inferno. 

 Ou ambos. 

 Com uma determinação feroz que desenterrou da sua alma condenada e uma promessa, mais precisamente um juramento solene a si mesmo que iria tê-la, num futuro muito breve, diante disso ele a empurrou para longe dele com os seus bíceps protuberantes retesados e a respiração irregular. 

 Eles pararam, olhando um para o outro ao mesmo tempo em que se saboreavam e guardavam aquele momento na memória, havia um ar ao redor deles de combatentes na luta por uma vitória. 

 - Dezesseis, nem vai ser uma idade suficiente, Demi. Isso ainda é muito jovem para o que eu quero e para o que... Para o que você está me implorando para tomar. Eu não vou tirar vantagens de você, então você precisa ter pelo menos dezessete anos. Isso também vai manter a minha bunda fora da prisão. 

 Joe notou quando seus ombros caíram, um olhar abatido e doloroso nublou as suas feições. 

 Ele então suavizou o tom. - Mas posso lhe prometer que o tempo vai passar e os meus sentimentos não irão mudar. Acho que você sabe que a única coisa que me impede hoje de tê-la é a sua idade... Pelo menos, este é o ponto mais forte no momento. Você me procura quando fizer dezessete anos, vou lhe dar o que você tanto quer. Na verdade, nada neste planeta será capaz de me manter longe de você quando você completar dezessete anos. 

 Ele passou a mão pelo seu rosto, sua voz se suavizou ainda mais. 

 - Isso tudo aqui é culpa minha. Não consigo tirar os olhos de você, nós dois sabemos disso. Então, a culpa é apenas minha, mas nós temos que ficar longe um do outro no momento, seu pai não hesitaria em ir atrás de mim com uma espingarda se soubesse que tipos de pensamentos estão correndo pela minha cabeça. - Ele tinha que usar principalmente ao seu pai como desculpa, pois por alguma razão, Joe se sentia responsável por Demi e por sua felicidade também. 

 Sabia que iria perturbar o seu relacionamento com a sua família se ele começasse a vê-la, ele não estava pronto para ver Demi ser puxada em duas direções, pois algo lhe dizia que quando a tivesse, ele jamais iria deixá-la ir por qualquer motivo. 

 E, acima de tudo, precisava saber e ter certeza de que ela estava pronta quando isso acontecesse. 

 Demi queria passar os braços em volta de si mesma de tão forte era a dor que sentia naquele momento, não sabia se deveria dizer a ele que tinha conhecimento sobre o caso entre o seu pai e a sua cunhada. Ela realmente não era corajosa, também tinha certeza absoluta que isso não iria mudar a sua mente, de qualquer maneira. 

 Ela sentiu as restrições que estava impondo sobre si mesmo e queria provar a ele que era tão madura quanto ele. 

 - Quando completar dezessete anos? Isso é uma promessa, Joe? 

 - Uma promessa? - Joe soltou uma risada totalmente sem humor. – Fique sabendo que não haverá qualquer lugar na terra onde você será capaz de se esconder de mim, Demi. 

****

 No final de semana seguinte a este episodio, Demi estava hospedada com os Gomez, seus pais estavam viajando para Shreveport visitando a casa da avó materna de Demi, que morava sozinha e estava adoentada. 

 Claro, não era uma coisa boa que sua avó estivesse passando mal, mas a situação deu a oportunidade das meninas ficarem juntas na casa de Selena, onde era o lugar mais propicio para se encontrar Joe ou Nick, quando viessem procurar o Kevin. 

 Na sexta-feira foi um tremendo fracasso para elas, pois não viram nem o Joe nem o Nick, assim, quando a noite de sábado chegou, por puro tédio, Demi e Selena foram para o único restaurante que a pequena cidade ostentava e sentaram totalmente desanimada numa grande mesa, uma de frente a outra, pediram batatas fritas e Coca-Cola Diet, enquanto esperavam pela comida, assistiram a lanchonete lentamente ficar cheia com pessoas em busca de uma refeição para o jantar. 

 Selena estava de frente para a porta e seus olhos ficaram grandes quando começou a sussurrar freneticamente para Demi, - Kevin acabou de entrar com o Nick. 

 Demi começou a movimentar a cabeça para olhar ao redor, mas Selena sussurrou novamente, - Não olhe Demi!

 - Tudo bem, - disse Demi rapidamente quando a garçonete começou a depositar a comida e bebidas na frente delas. 

 Quando a mulher mais velha se virou e saiu, Selena disse: - Eles nos viram. 

 Assim que essas palavras saíram da boca de Selena, Demi sentiu a presença dos dois rapazes em pé atrás dela. 

 - O que vocês estão fazendo aqui, Selena?

 Kevin cuspiu aquilo obviamente não querendo estar no mesmo lugar em que a sua irmã mais nova estava. 

 - Este é um país livre, meu querido - disse Selena enquanto dava uma pequena mordida numa batata frita. Era mais do que óbvio para Demi que a amiga estava tentando ignorar Nick. 

 - Oi Demi - disse Kevin quando sua atenção deixou a sua irmã e concentrou nela. 

 - Oi. - Demi respondeu de volta. Enquanto ele caia no banco ao lado de Demi e começava a empurrar o seu corpo na sua direção, como Demi não queria ser esmagada por Kevin, começou a deslizar para o lado, juntamente com o seu lanche. Quando olhou para cima, viu Nick em pé ao lado da mesa, com as suas maçãs do rosto tingidas de vermelho enquanto ficava totalmente parado, olhando para eles. 

 Kevin olhou para o seu amigo. 

 - Sente-se. 

 Demi brincava com uma batata frita enquanto assistia através dos seus cílios Nick permanecer de pé, com as mãos fechadas rigidamente ao seu lado antes de relaxar e depois fazer tudo de novo. 

 - Nós temos que sentar aqui? - Ele perguntou a Kevin com um tom extremamente irritado na voz. 

 Demi gemeu interiormente quando Selena falou antes que seu irmão pudesse responder. 

 - Não, você não é obrigado a isso, neste exato momento tem uma mesa vazia bem ali, agora, por favor, saia daqui.

 Ela ainda apontou em direção à mesa. 

 Kevin resmungou. - Sente-se logo nesta mesa Nick, afinal não é a morte se sentar ao lado de minha irmã por alguns minutos. 

 Nick revirou os olhos e sentou em frente à Kevin, enquanto Selena deslizava pelo banco compartilhando um olhar com Demi ao fazer aquele movimento. 

 Quando Kevin virou para ela, deslizou o braço em toda a parte traseira do assento, Demi não sabia se ficava surpresa ou irritada, apesar dele não estar lhe tocando fez um movimento muito direto que em sua opinião era a mesma coisa. 

 No exato momento em que ele fez isso, Demi olhou para cima e avistou do outro lado do restaurante lotado,  Kayla sair do banheiro das mulheres. Olhou para Kevin e depois para a sua namorada, foi quando Demi sentiu um momento de dor pela outra garota, quando reconheceu o olhar angustiado no seu rosto, mas Demi não sabia como sair debaixo do braço de Kevin sem fazer uma cena. 

 Ela viu Kayla se sentar em uma mesa com um casal de idosos, que eram provavelmente os seus pais. 

 Demi tomou um gole de sua Coca Diet e focou os seus olhos em Selena, na tentativa de fazer uma comunicação silenciosa com a amiga. 

****

 Joe olhou para o telefone quando terminou de se lavar no banheiro da loja de ração, se preparando para ir para casa, curtir a sua noite depois de ter finalizado o seu turno. 

 Por que Kayla havia mandado uma mensagem de texto para ele? 

 Não parando tempo suficiente para desacelerar, ele abriu a mensagem e soprou o ar de forma audível quando leu o teor do texto. 

Pensei que Demi fosse a sua menina???

O Kevin está com o seu braço em volta dela no restaurante, neste momento.

 Não havia dúvida de que Joe sabia o porquê de Kayla ter lhe enviado aquela mensagem. Ela estava ligada em Kevin, queria ele exclusivamente para si mesma. Pessoalmente, ele achava que Kevin tratava aquela menina como uma merda, Joe não estava orgulhoso de seu amigo por fazer aquilo, mas sem dúvida Kayla pensava que ao enviar aquela mensagem ele iria tomar uma atitude e acabaria rapidamente com tudo o que estava acontecendo entre Kevin e Demi. 

 E merda, se ela não estava exatamente certa neste ponto. 

****

 Menos de cinco minutos depois de Kevin e Nick ter invadido a sua mesa, Demi notou outra sombra sobre a mesa, quando olhou para cima viu Joe de pé com as mãos cerradas em punhos nas suas laterais, e uma grande fúria encobrindo as suas feições. 

 O restaurante já estava lotado quando chegou, ele olhou em volta ate que encontrou o lugar onde três pessoas estavam sentadas em uma mesa onde havia quatro cadeiras. Observando cada movimento dele, Demi notou quando Joe começou a falar com os adultos na mesa, em seguida ele agarrou a quarta cadeira vazia e a trouxe para a mesa onde estavam e se sentou. 

 Seus olhos apenas resvalaram sobre Demi, mal olhando para ela, para logo em seguida parar sobre Kevin e sussurrar. – Levanta daí agora. 

 Kevin ficou tenso ao seu lado, quando ele sem dúvida reconheceu a raiva na voz de Joe.   - Não. 

 Demi observava muda quando Joe inclinou-se, invadiu o espaço pessoal de Kevin e falou baixo o suficiente para que a sua voz não fosse muito longe dentro do restaurante, mas clara o suficiente para que toda a sua mesa pudesse ouvir. 

 - Curtindo uma nova perseguição Kevin? Pois saiba que não tenho tempo ou a inclinação para aturar essas suas besteiras neste momento, agora porque sou seu amigo irei te dar duas escolhas, ou você tira esse seu rabo agora desta cadeira, fica longe da Demi por sua própria vontade, ou irei movê-lo para você.

 Demi sentiu seu rosto se encher de cor ao mesmo tempo em que percebia, com um imenso e inebriante prazer, que lhe ameaçava interromper a respiração quando ouvia o ciúme puro na voz de Joe. 

 - Que porra é essa, Jonas? - Kevin cuspiu. 

 O corpo de Joe ficou rígido e ele bateu a mão em cima da mesa na frente de Kevin. 

 - Não use essa palavra na frente de Demi - Joe rosnou. 

 Kevin olhou para Joe como se ele tivesse acabado de escapar de um asilo de loucos.  – Mas essa é a sua palavra favorita Joe, não me diga como é que devo falar na frente de Demi ou da minha própria irmã.

 Joe abriu a boca para revidar, mas Nick o interrompeu antes que pudesse falar novamente. 

 - Eu não me importo de sair daqui. 

 A atenção de Kevin deixou Joe momentaneamente, como se estivesse atordoado enquanto ele sacudia a cabeça e estreitava os olhos em Nick. - Explique essa observação seu filho da puta - Kevin assobiou. 

 - Eu acho que ela é bem auto-explicativa - disse Nick. 

 Os olhos de Kevin se transformaram em fendas enquanto continuava a olhar para o Nick. 

 - Eu não acho que é...

 Joe perdeu toda a sua paciência e cortou as palavras de Kevin. 

 - Saia agora desta mesa Kevin. 

 Era evidente para todos na mesa que Joe não ia deixar aquilo passar. - Oh, que inferno - Kevin murmurou quando deslizava para fora da mesa e ficava de pé, ao mesmo tempo em que Joe se levantava também. 

 Eles se enfrentaram com os pés firmemente plantados no chão enquanto sugavam fortemente oxigênio e olhavam duro um para o outro. 

 O coração de Demi estava batendo de forma irregular, ela deu uma espiada em Selena para ver como ela estava lidando com aquele confronto. Surpreendentemente os olhos de Selena não estavam em Joe e Kevin, estavam colados ao seu colo e Demi ficou surpresa ao ver que o mesmo ocorria com o Nick, ambos olhavam para a mesma coisa que se mantinha escondido da visão de Demi pela toalha. 

 Tanto Selena quanto Nick praticamente ignoravam a luta física que estava prestes a sair entre Kevin e Joe. 

 Olhando para trás, na direção de Kevin e Joe, ficou claro para Demi que nenhum deles realmente queria lutar. Eles eram amigos há anos, Demi tinha certeza que esta era uma situação que nenhum deles queria perder, ela pôde constatar que estava certa, pois logo em seguida Kevin soltou um suspiro descontente, quando Joe imediatamente passou por ele e deslizou para o assento ao lado de Demi, o qual ate poucos instantes Kevin tinha desocupado. 

 Kevin não fez nenhum movimento para se sentar na cadeira vazia, apenas ficou em silêncio por um momento e olhou fixamente para o Joe. 

 Finalmente ele falou. Então é isso que está rolando Jonas? Você tem certeza disso? 

 - Seu maldito é melhor você parar por aí - Joe rosnou. 

 - Pensei que não poderia usar essa palavra na frente de Demi. - Kevin disse, sarcasticamente. 

 Joe levou um tempo para responder, quando o fez praticamente soletrou cada sílaba. 

 - Vou usar o que quer que seja que queira na frente de Demi. Você, por outro lado... Será melhor assistir a sua língua na frente dela. 

 Demi sorrateiramente assistia Kevin, a espera de uma reação pela resposta de Joe enquanto sentia um calor deslizando para baixo ate a sua barriga. 

 Kevin olhou como se a frustração estivesse o comendo vivo, em seguida, de repente, sua expressão mudou quando ele olhou para Nick e Selena. Um novo tipo de raiva enchia o seu rosto quando ele falou com Nick em um tom baixo e grave, como se estivesse tentando se controlar e não se perder completamente.

 - Essa é a sua maldita mão na perna da minha irmã? 

 Demi ficou congelada com uma descrença atordoada quando Nick lentamente e com movimentos exagerados levantou a mão por baixo da mesa e cuidadosamente a colocou no topo. Tomando o seu tempo, olhou para cima ate encontrar o olhar de Kevin. 

 - Não - respondeu asperamente Nick. 

 Sem perceber o que estava fazendo, Demi pegou a mão de Joe enquanto observava o quadro na frente deles se desdobrar. Vendo o que estava acontecendo entre Nick e Selena era quase mais emocionante do que Joe nublar seus sentidos com a sua presença. 

 Quase, mas não completamente. 

 Debaixo da mesa Joe entrelaçou os dedos com os dela, segurou a sua mão enquanto sua atenção ficava centrada em Kevin e Nick por enquanto.  Kevin estava abrindo e fechando a boca como um peixe fora d’água, não havia dúvida na mente de Demi de que estava completamente mudo devido às ações de Nick. 

 Finalmente Kevin começou a se recuperar quando balançou energeticamente a cabeça, como se quisesse limpá-la, para logo em seguida, apontar um dedo para Selena.  

 - Você. - Ele estalou os dedos para a irmã. - Vamos. 

 - Eu não vou a lugar nenhum, - Selena anunciou, mas mesmo enquanto falava isso, Nick deslizou da mesa, ficou de pé, Kevin não perdeu tempo, estendeu a sua mão, agarrou a mão de sua irmã e fisicamente começou a puxá-la da cabine, logo em seguida partiu do restaurante. 

 Nick suspirou e sentou-se. - Bem, isso foi divertido. - ele falou com um tom de voz sarcástico.

 - Sim - Joe concordou, num tom que claramente expressava que não tinha sido nenhum divertimento. 

 - Eu tenho que passar a noite com ela - disse Demi, quando Joe rodou o polegar sobre a palma da sua mão. 

 Joe virou a cabeça e olhou em seus olhos com uma expressão suave. - Eu não penso assim, princesa. 

 - Mas meus pais estão fora da cidade, eu não quero ficar com a minha... Não gosto de mentir.

 Demi ficou horrorizada com o que quase havia saído da sua boca. Tanto Joe como Nick poderiam pensar que ela era pouco mais que uma criança se ela permitisse que eles soubessem que estava com medo de ficar sozinha. 

 Mas que porcaria, eram sessenta mil hectares e apenas ela... Muito assustador. 

 Mas nada estava perdido e Joe não perdeu tempo, pegando o celular do bolso, pressionou apenas um único dígito. 

 - Miley. Preciso de um favor. 

****

 Duas horas depois, Demi e Miley estavam comendo pipoca e assistindo o primeiro de vários filmes que veriam juntas. Miley havia concordado em passar a noite com Demi para que ela não ficasse sozinha, naquele momento as meninas estavam felizes, abrigadas no grande sofá na sala de TV, para se conhecerem melhor e assistir alguns filmes. 

 Demi lambeu o sal do seu polegar enquanto pensava sobre o momento em que ela e Joe haviam saído para pegar Miley. Mais uma vez, Demi se viu no meio do banco ao lado dele, que havia mantido estendida no comprimento do banco por todo o caminho até que eles pararam em frente a sua casa. 

 Durante o passeio ele não perdeu tempo explicando a Demi sobre os comentários de Kevin. Não, isso não significa que eles seriam em breve um casal. Não, isso também não significa que eles estavam namorando, porque eles ainda não podiam fazer isso. Ele só quis dizer aos seus amigos idiotas que não poderiam tê-la. Pelo menos foi o que entendeu.

 Não, ela realmente não havia entendido nada, mas não ia discutir isso com ele agora, afinal ele pensava que eles podiam aguentar até ela completar dezessete anos para começar algo.

 Mas certamente dezesseis anos era uma idade suficiente, não é mesmo? 

 Ela não discutiu com ele, porque ainda não tinha completado nem mesmo dezesseis ainda. Ela concordou levemente com o que ele estava dizendo, mas seu cérebro estava quase em curto-circuito devido às regras que ele lhe impôs, o qual não compreendia direito, pois ele certamente agia como se estivessem realmente juntos e ela tomava, por enquanto, conforto disso enquanto paravam em frente a sua casa. 

 Demi lembrava vagamente ter estado na sua casa uma vez antes, quando era ainda uma criança, talvez seis ou sete anos, quando a sua mãe tinha trazido comida ou algo assim. Demi não conseguia se lembrar do por que elas haviam feito àquela visita, mas olhando ao redor, era mais do que óbvio que os Jonas não tinham o mesmo estilo de vida que os Lovato apreciavam. A estrada que leva para a casa era sulcada, os campos cheio de ervas daninhas, a própria casa estava precisando de uma nova camada de tinta, mas Demi não queria se concentrar naquelas coisas, ela estava muito animada por estar tão perto de onde Joe realmente vivia e dormia. 

 Ele não saiu do caminhão, apenas pegou a mão de Demi e chamou Miley pelo celular, foi quando ela apareceu e veio correndo para o lado de fora. 

 Joe não fez mais nenhum movimento para pegar a sua mão novamente quando a sua prima entrou no caminhão. 

 Miley sorriu para Demi, olhou para o seu primo de uma forma intrigada e logo após apertou o cinto. 

 Esse era o fim do tempo sozinho que Demi e Joe tinham tido naquela noite, agora Demi guardaria na sua memória e se concentraria no filme.

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Para vcs... Comentem bastante para eu postar o próximo! Amo ler os comentários ♥
Amo vcs <3
Bruna

A Historia De Joe e Demi - Capitulo 5


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Janet Lovato esperou até que Joe saísse da sua residência para em seguida, andar ate o seu marido que estava olhando para fora através da janela sem ao menos notar a sua presença, ate que colocasse uma mão em seu ombro.
 
 - O que foi aquilo? 
 Jeff afastou-se da imagem tranquilizadora do quintal e enfrentou a sua esposa. 
 - Ele me mostrou ser um menino preocupado com Demi, me falou que o Jesse não é bom, que pode machucá-la e que não irá deixa-la em paz. 
 - Oh, meu Deus. Você acha que isso é verdade? 
 - Provavelmente. O menino Jonas acredita que isso é verdade. Ele deve realmente acreditar que Jesse é uma ameaça para Demi, ou então, ele não teria vindo aqui. Eu poderia dizer que ele sabe o que está acontecendo entre seu pai e Cindy, acho que foi preciso utilizar toda a sua coragem para poder mostrar a sua cara por aqui. E ele só fez isso por uma razão. 
 - Demi? 
 - Sim. 
 - Você acha que ele tem sentimentos por ela? 
 - Absolutamente. Eu não sei como me sinto sobre isso ainda, mas ele está totalmente num estado de loucura, apenas por pensar que alguém poderia machucá-la.
 - Você tem certeza que esta é à razão? Será que ele não está apenas fazendo uma boa ação? 
 - Não há dúvida sobre isso. Reconheci aquele olhar enlouquecido em seus olhos que diz que vai fazer o que tem que ser feito para proteger as coisas e pessoas que ele ama. Sim, eu reconheço aquele olhar, porque o vejo todos os dias. 
 - Onde? 
 Por um momento Jeff não respondeu, apenas correu os olhos sobre a forma de sua esposa com uma posse que ultrapassava o extremo. 
 - No espelho. 
****
 Uma hora após ter falado com Joe, Jeff Lovato estava sentado no escritório do xerife Thompson, onde havia recitado toda aquela história quase que literalmente, só deixando de fora a parte sobre a identidade da garota que tinha sido atacada, a qual acreditava se tratar da menina Jonas, Miley. 
 - O que você acha? - Perguntou ao xerife agora. 
 - Eu particularmente nunca recebi nenhuma queixa sobre a criança Whitaker, ate onde sei, ele nunca quebrou uma lei, neste momento não tenho nada contra a sua pessoa. 
 - O que você sabe sobre Joe Jonas? 
 - Além de o seu pai ser um pedaço de lixo, preguiçoso, que está sempre entrando e saindo da minha prisão por conduta desordeira o tempo todo? 
 - Sim, isso é a mais pura verdade. Todos no município sabem que Chris Jonas é uma merda pura, mas estou falando apenas do menino agora. 
 O xerife balançou a cabeça. 
 - Jeff... Acho que ele é um bom garoto. Talvez isso não seja o que você quer ouvir neste momento, mas nada indica o contrário. Jimmy Clack pensa que o garoto é uma mina de ouro e ainda confia nele com o registro de dinheiro. Ele diz que a loja de ração nunca esteve tão limpa e tão bem cuidada nos últimos vinte anos, diz que o menino não se senta enquanto houver clientes na loja, que ele é sempre muito útil e muito trabalhador. 
 - O que mais? 
 O xerife balançou a cabeça de novo enquanto o olhava pensativo.
 
 - Eu não sei mais o que te dizer. Você sabe que a minha filha Mandy é uma sênior este ano, ela sempre diz que Joe está em vias de se formar com a colocação do segundo lugar na sua classe e isso é realmente muito, mas muito impressionante. 
 - Sim - Jeff concordou. 
 - Esta manhã, eu peguei ele...
 - Fazendo o quê? - Jeff Lovato o cortou abrupto.
 - Nada de ruim, cara. Apenas o vi ajudando a Sra. Dawson, depois que ela deixou cair a sua bolsa. Todo mundo apenas a ignorou e passou sobre as suas coisas, mas não o menino Jonas, depois ainda por cima carregou as suas compras para o carro e teve que ficar ouvindo durante todo o tempo em que descarregava, o falatório dela e você sabe como ela consegue falar sem parar por horas e horas.
 - Sim, sei disso. 
 - Eu acho que você está perdendo tempo se está tentando obter algo sobre o garoto Jonas... O mais provável seja que esteja dizendo a verdade sobre Jesse e aconselho a você a tomar muito cuidado com a Demi. 
 Jeff ficou apenas contemplado o outro homem por um momento. 
- Eu posso facilmente demitir o Jesse e acho que isso é o melhor a fazer, ate mesmo porque posso usar a desculpa que se atrasou por três ou quatro vezes, mas ainda não gosto da forma como o Joe parecia familiarizado ao falar sobre a minha filha. Ela ainda é jovem demais para os meninos já estar de olho nela... 
- Você não está passando por nada que todos não iremos passar, quando as nossas meninas começarem a crescer. Mandy é uma sênior, lembra? Eu quero sair atirando a minha velha e boa espingarda para vários garotos neste momento, mas devo lhe confessar que não podemos fazer nada a este respeito. 
- Mas isso não está certo e ele é velho demais para ela. 
- Bem, não olhe para mim procurando respostas, afinal ele não fez nada de errado e ate onde sei a sua filha está quase com dezesseis anos, certo? 
- Sim. 
- Não é como se pudesse jogá-lo na cadeia por este fato, pois se começasse a prender todos os garotos que tem uma namorada mais nova, três quartos dos meninos em Redwood Falls estariam na minha prisão neste momento. Acalme-se e lembre-se que você e Janet mantêm a Demi na linha, ela não vai conseguir fazer qualquer coisa indevida, e de tudo o que vi ate o momento, não levando em consideração o tipo de começo difícil que Joe Jonas tenha tido na vida, ele é um bom garoto. Diana e David fizeram um trabalho maldito de bom com ele.
Jeff agradeceu ao homem e deixou o seu escritório, querendo voltar para o rancho sem demora e colocar fogo no rabo de Jesse Whitaker. 
****
Demi enfiou a cabeça no quarto de Selena, com a intenção de conseguir arrastar algumas respostas da sua amiga. 
Nick havia deixado a casa pouco depois de Joe, agora Demi não conseguia mais suportar a curiosidade sobre o que havia acontecido entre eles. 
Quando entrou, Selena estava mexendo nas suas gavetas e apenas olhou para cima na sua direção. Demi sabia que a sua mãe estaria aqui em poucas horas para buscá-la, então tinha que retirar a informação de Selena o mais depressa possível, desta forma decidiu que a abordagem contundente seria a melhor. 
- Eu quero saber o que está acontecendo com você e o Nick. 
 Selena se virou para ela com um suspiro exagerado. - Nós temos realmente que falar sobre isso agora? 
 - Minha mãe vai chegar aqui a qualquer momento, então sim, sem falar que agora estamos sozinhas, então derrame logo. - Demi se sentou no centro da cama. 
 - Não há muito mais para dizer do que você viu na festa de ontem à noite.
 Demi estreitou seus olhos sobre a outra garota e cruzou os braços sobre o peito. 
 - Você está perdendo tempo ao tentar me enrolar, Selena. 
 Selena mudou-se para a cadeira na frente de sua mesa e sentou-se totalmente focada em Demi, com um olhar resignado no rosto. 
 - Nick frequenta esta casa por anos, certo? 
 - Claro. 
 - Então tem o Joe, mas esse aí acha que sou apenas um objeto inanimado, como uma vara de mobiliário. 
 - Mas o que isso tem a ver com o Nick? - Demi perguntou com muita emoção à sua amiga que continuava a lhe encarar. Nick era quente. Completamente quente. E claro que o fato de saber que Joe não tinha notado a amiga ate o momento, não feria exatamente os sentimentos de Demi. Lá dentro ela estava sorrindo sobre este fato. 
 - Tudo começou recentemente. Bem, talvez há um ano, eu acho? Cerca de um ano atrás, comecei a perceber o seu olhar se perder sobre mim, sabe? Ou quando estava na sala, ele demorava um pouco para acompanhar o Kevin quando o mesmo saía. Coisas assim. Nada mais aconteceu, ele nunca tentou falar comigo ou qualquer coisa e muitas vezes pensei que era apenas minha imaginação, sabe?  
 - Como assim? - Demi deu uma cutucada verbal. 
 - Ok, bem, não era apenas a minha imaginação e há algumas semanas...
 A voz de Selena sumiu e Demi ficou de joelhos rapidamente e jogou as mãos sobre seus quadris.
 - Diga-me, agora! Estou morrendo de ansiedade aqui! 
 - Isso é constrangedor, Demi. Você tem que entender... Eu estou mortificada... E é melhor você nunca falar sobre isso com alguém, ok?
 - Claro que não! 
 - Tudo bem. - Selena engoliu em seco e respirou fundo. - Foi durante o verão... Antes do início das aulas. Mamãe e papai estavam no trabalho e Kevin deveria estar no trabalho também, apenas pensei que eram eles que haviam chegado em casa. - Selena olhou para Demi e balançou a cabeça como se estivesse relembrando o ocorrido e foi quando uma cor vermelha brilhante apareceu sobre suas bochechas. - Demi, eu jamais pensei em ficar seminua na frente dele...
 - Oh meu Deus. 
 - Sim. Eu estava em pé no banheiro, secando o meu cabelo e não consegui ouvir muita coisa. - Selena colocou seu rosto entre as mãos e estremeceu antes de continuar.  - Eu estava apenas de calcinha e sutiã. 
 - Puta merda. 
 - Sim e a porta do banheiro estava aberta. Nick andou pela sala ate o corredor à procura de alguém. Quando percebi que alguém havia entrado e estava andando na minha direção quase tive um ataque do coração, mas assim que percebi que era ele...
 - O que aconteceu? 
 - Eu devo ter desligado o secador, mas não me lembro de ter feito isso, apenas fiquei congelada... Olhando para ele. E merda, Demi... Ele não virou e nem fez menção de sair. 
 Demi estava quase em transe, imaginando o que a amiga estava descrevendo. 
 E o que ele fez? 
 - Por alguns segundos ficou completamente imóvel em seguida, foi direto na minha direção. 
 - Não, ele não fez isso! - Demi exclamou num suspiro. 
 - Sim, ele fez. 
 - E então? 
 - Ele estava na porta, sem tirar os olhos de mim. Quero dizer, realmente que estavam colados em mim, apenas correndo para cima e para baixo por todo o meu corpo, sabe? 
 Demi não conseguia forçar as suas cordas vocais a emitir qualquer som, por isso apenas permaneceu em silêncio e esperou a amiga para continuar. 
 - Então, ele colocou as mãos no batente da porta, se inclinou para mim, naquele momento achei que ele parecia muito chateado comigo, como ficou assim que me viu naquela festa... A mesma expressão. 
 - E então? 
 - E então ele disse: ‘Você não sabe como fechar uma maldita porta?’ 

- Oh meu Deus. - Disse Demi. 
 Selena soltou um suspiro. - Eu sei louco né? 
 - E depois? - Perguntou Demi. 
 - Eu estava praticamente em estado de choque, fiquei completamente muda, então ouvi Kevin entrando pela porta dos fundos, Nick se afastou batendo a porta do banheiro na minha cara e foi isso.
 
 - Puta merda. 
 - Eu sei. 
 Demi olhou para a amiga por um momento, enquanto Selena olhava firmemente para
trás. 
 - Então, aconteceu alguma outra coisa entre aquele dia e a noite passada? - Perguntou Demi. 
 - Não, não realmente. Só muito mais daqueles olhares marcantes da sua parte... Olhares muito, mas muito mais quentes. 
 - E então na noite passada? Quando chegamos à festa e ele estava bloqueando o nosso caminho? Essa foi à primeira vez... Entre vocês?
 - Sim. 
 - Então... O que aconteceu depois que Joe me puxou lá fora?
 
 - Eu empurrei Nick e entrei...
 - Isso foi muito corajoso! 
 Selena sorriu. 
 - Sim, eu sei, legal né? Eu estava muito orgulhosa de mim mesma. Vi o Kevin e a Kayla, fui até onde eles estavam, mas o Nick me seguiu, ficou meio que pendurado ao redor, quase como se estivesse me vigiando, você sabe? Ele não falou muito, mas em seguida, Kevin fugiu com a Kayla, disse ao Nick para me levar para casa e você sabe o resto. 
 - Eu ainda não sei o que aconteceu depois que ele entrou com você dentro do quarto, na noite passada. Ouvi vocês discutindo. 
 - Oh... Sim, nós discutimos e muito. - Selena concordou. 
 - Será que ele tentou te beijar? 
 - Não. 
 - Maldição. - Disse Demi numa expiração. 
 - Eu sei. 
 - O que foi que ele te falou? 
 - Ele imediatamente começou a reclamar de tudo, falou que não sou uma pessoa cuidadosa, que sou muito jovem para ir a uma festa e, blá, blá, blá. 
 - E o que você disse? 
 - Eu disse a ele que não era da sua conta, que já tinha um irmão e não precisa de outro e que ele precisava me deixar em paz.
 - E então? 
 - Por um minuto apenas ficamos nos encarando, foi quando pensei que ele poderia... Você sabe... Não acredito que vou te falar isso... Mas por um momento achei que ele fosse me agarrar ou algo assim, porem ele não fez nada, apenas disse ‘que seja’, em seguida saiu batendo a porta do meu quarto e foi dormir no quarto de Kevin. 
 - Caraca. Será que o Kevin voltou para sua casa ontem à noite?
 
 - Ele veio se esgueirando em torno das seis da manhã, eu acho. 
 - Então, você gosta do Nick? 
 Selena levantou uma sobrancelha divertidamente e perguntou. 
 - Realmente, Demi? Você viu o cara? Ou você é totalmente cega para quem não é Joe Jonas? 
 Demi ignorou a pergunta. - Então, precisamos de um plano. Você sabe, vamos empurrar o Nick a tomar uma atitude. 
 Selena começou a sacudir a cabeça. - Uh-uh, de jeito nenhum, acho que não sou valente o bastante... Ou suicida. Vou apenas sentar aqui, babar sempre que vê-lo, mas não vou participar de nenhum ‘plano’. 
 - Tudo bem, entendo e respeito a sua opinião, mas agora é a sua chance, se não fizer nada ele pode escapar por entre os seus dedos.
 Selena apertou os olhos como se visualizasse aquele cenário de grande importância, mas não respondeu à manobra, em vez disso, mudou de assunto. 
 - E quanto a você e Joe? O que aconteceu? 
 - Só mais do mesmo. Ele falou sobre a forma como sou jovem, me beijou um pouco mais, então me lembrou mais uma vez, que não podemos namorar, mesmo sendo a sua vontade.
 Demi não estava pronta para dizer a Selena tudo que havia acontecido entre Joe e Jesse na festa, era altamente duvidoso que Jesse fosse causar mal a Selena, de modo que Demi não tinha medo de que ele pudesse machucara sua amiga, também não queria que ela soubesse tudo o que havia acontecido na noite anterior ou quão assustador Joe ficou quando estava ameaçando Jesse. 
 - Pois bem, aqui estamos nós, as duas no mesmo barco. O que vamos fazer a este respeito? 
 Demi sorriu. 
 - Hoje? Que tal esquecer isso e irmos às compras ate a sua mãe chegar? 
 Claro, apesar de não haver realmente qualquer lugar bacana na cidade onde as meninas poderiam ir às compras, mas ainda assim tinham poucas horas para queimar até a sua mãe chegar, então, seria interessante elas percorreram as poucas quadras até a Main Street e entrar numa loja.
 
 Mesmo que Demi amasse o rancho, aqueles seus espaços abertos, a piscina que seu pai havia instalado no ano anterior, ainda assim achava a fazenda muito isolada e era tão bom, quando ela passava a noite com Selena, pois uma vez que a sua família vivia na cidade, as meninas sempre poderiam andar por toda parte e muitas vezes faziam isso.
 
 Elas passaram cerca de 50 minutos visitando lojas e vendo alguns catálogos, após algumas seleções Selena pagou as suas compras e foi esperar por Demi fora da loja, na calçada, Mr. Rigsby, estava guardando as compras de Demi quando percebeu outro cliente andar atrás dela e entrar na fila para pagar. 
- Isso vai lhe custar 21,75 dólares, Srta. Lovato. - Disse Rigsby. 
Demi sentiu um momento de pânico e constrangimento quando percebeu que tinha comprado acima dos vinte dólares que possuía, ainda pior foi saber que estava prestes a ter que deixar para trás algo que demorou tanto a escolher. 
- Não posso acreditar que comprei, ainda não cheguei nem aos vinte anos, deixe-me colocar isso de volta...
Ela parou de falar e virou para trás quando uma mão masculina e bronzeada colocava uma nota de cinco dólares em cima da sua nota de vinte e empurrava o dinheiro para o funcionário. 
Ela começou a falar rapidamente enquanto ficava frente a frente com ele.
- Você não tem que fazer isso, eu posso devolver...
Sua voz morreu quando notou a expressão de Joe e como os seus olhos estavam brilhantes sobre ela.
  
- Não é nenhum problema, senhorita Lovato. 
Quando o Sr. Rigsby retornou para o seu negócio e começou a ignorá-los, a pele de Demi enrubesceu e seu coração começou a bater com tanta força que ela chegou a pensar que ele iria sair do seu peito. 
Joe largou a sua Coca-Cola no balcão assim que pagou por ela e Demi silenciosamente começou a reunir a sua pequena bolsa de cosméticos e sua revista Cosmopolitan. 
Eles se voltaram para a porta ao mesmo tempo e saíram rapidamente, ficando assim fora da audição do dono da loja, que começou a levar varias caixas para um corredor atrás da loja. 
Demi parou ao lado da porta com seus membros trêmulos e olhou para o rosto do qual sabia que jamais iria esquecer na sua vida. 
Ele a beijou tanto ontem à noite! 
Há apenas algumas horas atrás, ele estava com as suas mãos envoltas ao seu redor. Ainda mais do que isso. Eles haviam se comportado naquela noite como se não conseguissem o suficiente um do outro. 
- Obrigada. - Ela conseguiu se lembrar de agradecer-lhe pelo dinheiro. 
- Sem problemas. - Joe respondeu de volta, seus olhos percorrendo o seu corpo de cima a baixo.
 
- Eu irei lhe pagar de volta. - Disse ela em voz baixa. 
Seus olhos a engoliram por inteiro por alguns segundos antes de lhe responder. 
- Você quer me pagar, princesa? 
Demi empurrou para baixo um nó na garganta. - Sim. 
Joe estendeu um dedo longo e bronzeado, lhe ergueu o queixo, suavemente começou a lhe acariciar a pele, enquanto seus olhos pareciam memorizar o contorno de seu rosto, os batimentos cardíacos de Demi martelavam de forma irregular. 
Após um momento foi como se algo de aço tivesse endurecido a sua espinha, pois a sua respiração vaiou quando disse.
- Você só tem quinze anos de idade e não deveria estar lendo este tipo de revista e saiba que não gosto dela. - Seus dedos apertaram seu queixo com um movimento que expressava posse. - Então, se realmente quiser me pagar, não tente usar os truques ensinados por esta maldita revista com outros caras.
Demi estremeceu diante da sensação doce que sentiu pela sua demanda ao deslizar por seu corpo, ela concordou balançando a cabeça com uma pressa previsível. 
Enquanto ele continuou a olhar para ela, seus olhos brilhavam. - Eu falei com seu pai, esta manhã. 
Demi respirou. - E então? 
- Tenho certeza que ele vai cuidar de Jesse, mas de qualquer forma, você precisa tomar cuidado. Você deve evitá-lo a todo custo, entendeu? 
- Tudo bem. 
Seu toque permaneceu queimando a sua pele, mesmo quando ele virou a cabeça para ver exatamente onde o dono da loja, Sr. Rigsby, estava ocupado.
Joe a encarou mais uma vez. - Eu estava certo, seu pai ficou bastante irritado quando pegou uma dica de que estou interessado em você. 
O coração de Demi parou de bater por um momento, diante daquela confusa declaração de Joe.
Lambendo seus lábios secos enquanto encarava aquele par de olhos verdes e bonito de Joe, falou.
 
- Eu sei que ele é muito protetor, mas daqui a algumas semanas quando completar dezesseis anos tenho certeza que irá melhorar. 
 - Eu não penso assim, Demi. Estou bastante certo de que ele nunca vai esquecer quem é o meu pai. 
 - Mas, Joe...
 - Você realmente precisa entender que... Meu pai... Não é uma boa pessoa e todos aqui sabem disso.
 Seu polegar acariciou o seu queixo enquanto seus olhos a fitavam profundamente como se estivesse se debatendo sobre o que dizer a ela. 
 Após um momento eles se tornaram totalmente expressivo, quase como se ele estivesse naquele momento sendo torturado. 
 - Você tem conhecimento de como ganhei essas cicatrizes, não é? - Ele perguntou com uma voz calma e suave, como se estivesse com medo de magoá-la. 
 Demi estudou aquela intensidade nos olhos de Joe e percebeu o que ele estava tentando dizer a ela. 
 Oh, meu querido Deus, o seu pai  havia lhe machucado fisicamente? Não, é claro que ela não tinha conhecimento deste fato. 
 As lágrimas encheram os seus olhos. – Joe. - Ela cambaleou um pouco e pensou que poderia cair em agonia pelo que ele havia passado. 
 Sua mão a estabilizou quando segurou firme o seu braço. 
 - Está tudo bem, Demi. Estou bem agora, mas precisamos esperar algum tempo para... Você e eu.

Você ainda é muito jovem e eu sou...
 Suas palavras ficaram paralisadas quando ambos ouviram o Sr. Rigsby caminhar para o local em que se encontravam, na frente de loja. Deve ter ficado óbvio para Joe que eles não poderiam mais conversar com um pouco de privacidade e ele terminou rapidamente. 
 - Espere por mim, tudo bem? 
 Com lágrimas nos olhos, Demi assentiu com a cabeça, enquanto Joe acariciava o seu rosto pela última vez, para logo em seguida, virar e sair da loja.
 
 Enquanto Joe caminhava até o seu caminhão, ele foi novamente atingido por aqueles sentimentos que sentia apenas por Demi e o fato de que confiava nela o suficiente para lhe dizer tudo aquilo sobre seu pai. A confiança era algo que ele não havia aprendido a ter, para ele não era algo fácil de sentir. 
 Era muito difícil ter que confiar em alguém quando havia sido usado como um saco de pancadas na maior parte de sua vida por seu próprio pai. Se havia uma coisa que ele havia aprendido muito bem com o seu pai, era que você estava por conta própria durante toda a sua vida, não deveria confiar facilmente nas pessoas e sempre dar socos em alguém que pudesse se tornar melhor do que você, mas de repente, percebeu que havia aberto um pouco a sua guarda e deixado Demi ver dentro dele. 
 Não podia imaginar jamais fazendo isso com mais alguém.
 Apenas com Demi. 
 Somente com Demi. 
****
 Uma hora depois, Demi fechou a porta do carro e começou a colocar o cinto de segurança, para logo em seguida olhar para cima com grande expectativa, enquanto a sua mãe não começou a dirigir imediatamente. Em vez disso, sua mãe ficou apenas lhe olhando com uma expressão suave nos olhos. 
 - Oi, amor. 
 - Oi, mamãe.
 E agora isso? 
 Primeiro Joe a trata como se fosse rachar ao meio a qualquer momento, agora a sua mãe fazendo o mesmo. De alguma forma, Demi sabia que isso tinha algo a ver com a visita de Joe na fazenda esta manhã. 
 - Você se divertiu muito na noite passada? - Perguntou a sua mãe. 
 - Sim, foi muito legal. - Demi infundiu na sua voz um falso entusiasmo. Foi ótimo, mas será que ela realmente desejava que a sua mãe lhe fizesse um milhão de perguntas? 
 - E o jogo? 
 - Ganhamos o jogo, pena que não estávamos lá, mas mesmo assim isso tudo ainda é muito legal. 
 - Essa é a única razão por você ter se divertido tanto? 
 Demi franziu o cenho diante do interrogatório sutil de sua mãe. 
 - Eu não sei. Selena e eu somos muito amigas e gostamos de sair juntas. 
 Janet Lovato ligou o rádio baixinho e finalmente começou a dirigir, mas logo em seguida comentou.
 
 - Joe Jonas apareceu lá em casa esta manhã.
 E lá estava ele. 
 E agora o que será que ela deveria dizer sobre isso?
 Ela já sabia que ele tinha estado lá, é claro, não queria agir como se não soubesse, mas ela e Joe deveriam ter combinado o que deveriam falar esta manhã, pois não queria mentir, mas isso não significava que tinha que dar muita informação. 
 - Ele disse que ia fazer isso. 
 - Querida, você gosta desse garoto? 
 - Talvez. 
 - Talvez? Isso é tudo? 
 Demi assinalou quando percebeu uma derrota parcial. Ela sabia que a sua mãe jamais iria desistir tão fácil sem puxar mais informações de Demi. Sua mãe podia ser tenaz quando queria alguma coisa, especialmente se tinha alguma coisa a ver com Demi. 
 - Ele é muito bonito.
 Quando uma visão de Joe correu pela mente de Demi a verdade se derramou dos seus lábios.
 
 - Na verdade, ele é malditamente quente. Mas...
 - Mas o quê? 
 - Ele é um sênior, eu sou apenas uma estudante do segundo ano, mesmo se estivesse interessada nele tenho certeza que ele provavelmente pensaria em mim como muito jovem ou algo assim.
 Ufa. Isso foi muito perto da verdade, certo?
 
 Na verdade, isso era a mais pura verdade. 
 Demi olhou para a sua mãe que, naquele momento, estava ao mesmo tempo concentrando-se na direção e profundamente perdida em seus pensamentos enquanto ponderava uma resposta para ela. 
 Demi se virou totalmente para a sua mãe colando as costas contra a porta. 
 - O que está acontecendo?
 A mãe dela obviamente tinha algo em mente, algo que tinha a ver com Joe, Demi queria saber o que era. 
 - Eu acho que há algumas coisas que você precisa saber antes de... Mais o tempo passa. Joe era uma criança intensa e se tornou um jovem muito intenso.
 
 - Sim, eu sei disso.
 Ok, esta era a segunda pessoa em questão de dias que lhe avisava sobre Joe Jonas. Primeiro a sua prima Miley, agora a mãe dela.
 A mãe de Demi continuou a dirigir por mais alguns quilômetros e quando elas estavam a meio caminho entre a cidade e a fazenda, ela puxou o carro para o acostamento e desliguei o motor. Virou inteiramente para Demi, suspirando profundamente enquanto estudava a filha. 
 - Você tem certeza de que está tudo bem? 
 - Eu estou bem, mãe. Porque tudo isso agora? Eu não acredito que seja sobre Jesse Whitaker, não é mesmo? 
 - Não. Mas seu pai dispensou Jesse esta tarde.
 Sua mãe dizia pouco, embora fosse óbvio que ela tinha algo de muito pesado em sua mente. 
 Demi absorveu essa informação, enquanto observava sua mãe com cuidado. 
 - Por favor, diga o que você quer dizer sobre Joe. 
 - Joe falou com seu pai sozinho, mas depois que ele saiu, seu pai me disse que era mais do que óbvio que ele tinha alguns sentimentos por você. E nós dois acreditamos que ele vai agir sobre esses sentimentos e persegui-la. 
 O coração de Demi se acelerou, mas ela conseguiu manter o rosto inexpressivo. Ela queria que a sua mãe estivesse dizendo a verdade, com tudo o que tinha dentro dela. 
 - Vocês tem que saber que um dia irei começar a namorar, eventualmente, afinal farei dezesseis anos em breve.
 
 - Isso é verdade. Mas nunca nos ocorreu que seria com alguém como Joe. Você sabe que ele teve uma vida difícil, não é? 
 - Sim, ele me contou algumas coisas.
 - Ele te falou sobre o seu pai? 
 - O suficiente para perceber sozinha que ele foi abusado quando era criança. 
 A mãe de Demi começou a balançar a cabeça em concordância. - David e Diana colocaram um fim nisso, graças a Deus. Mas tenho certeza que ele teve tempo para deixa-lo emocionalmente danificado, você não acha? 
 - Talvez - respondeu Demi, não se sentindo pronta ainda para seguir tão profundamente numa discussão sobre a psique de Joe.
 - Colocando tudo isso de lado por um momento, há outra coisa que acho que você ainda não saiba. Nós não queríamos sobrecarregá-la com isso, pensamos que isso jamais chegaria a atingir você, mas acho que agora você precisa saber do que ocorre ao seu redor.
 - Ok. 
 Será que esta era a grande revelação do por que Joe não queria se aprofundar sobre nossos sobrenomes? 
 - Você já reparou quanto tempo seu irmão tem passado em Dallas? 
 Seu irmão tinha o seu negócio em Dallas, mas o rancho estava tão perto que ele a visitava muitas vezes e ate mesmo tinha uma casa na propriedade. - Sim, reparei, mas ultimamente ele tem ficado mais lá do que aqui.  O que isso tinha a ver com Joe e por que a sua mãe mudou o assunto para Zach? 
 - O casamento de Zachary está em crise, Demi. 
 Demi respirou com dificuldade quando uma flecha de dor por seu irmão passou pelo seu coração. Ela não gostava da sua esposa Cindy, mas jamais ficou sabendo que havia algo de errado com o seu casamento. 
 - Eu não sabia. 
 - Cada vez pior, minha querida. Cindy está grávida e Zachary só irá esperar até o bebê nascer para dar inicio ao o processo de divórcio. 
 - Oh, não. Por que... O que aconteceu?
 Uau... Estava descobrindo naquele momento que iria ser tia em breve e isso deveria ser uma grande e alegre noticia, mas tudo parecia completamente azedo no momento em que ouviu aquelas palavras.
 
 - Cindy está tendo um caso.
 
 A mente de Demi começou a correr. 
 - Será que o bebê é de Zachary?
 - Ele acha que sim. É muito perigoso fazer um teste de DNA durante a gravidez, por isso ele está disposto a esperar até depois que o bebê nascer. Mas mesmo sendo dele, ele vai se divorciar dela e lutar pela custódia total da criança. 
 - Isso é tão horrível. 
 - Eu sei querida. Ele está devastado e essa é a razão pela qual ele fica tanto tempo em Dallas. Quer dizer, ele tem o seu negócio para comandar, mas antes costumava ficar em casa o tempo todo. 
 - Eu me sinto tão mal, mãe. Estive tão absorta em minha vida, na escola, que nem percebi que havia algo errado dentro da minha própria casa. 
 - Está tudo bem, você jamais teria imaginado tudo isso. 
 - E Zach está bem? 
 - Ele está se segurando como pode. Apenas atravessando os obstáculos, passando mais tempo com seus negócios e vivendo a vida um dia de cada vez. 
 Demi tomou uma respiração profunda.
 - Isso é bom, eu acho. 
 - Você não vai me perguntar com quem Cindy está traindo o seu irmão?
 A questão atingiu profundamente Demi e um mau e escuro presságio envolveu os seus sentidos, pois ate aquele momento não tinha ocorrido a ela perguntar sobre aquilo. 
 Será que ela ainda queria saber? 
 - Quem? 
 - É o pai de Joe. 
 Sentindo como se um punho gigante tivesse dado um soco no seu peito, Demi começou a sacudir a cabeça antes de falar.
 - Não. 
 - Sim, querida. 
 - Não, isso não pode ser. Quero dizer por quê? Não faz sentido, mãe. 
 - O que você quer dizer? Eu percebo que Zachary é bem parecido... Meu Deus... Ele se parece bastante com o pai, mas... Os homens Jonas... Eles são muito bonitos. E Cindy gosta muito de aparência... Sabemos muito pouco sobre ela, mas aparência e dinheiro são tudo para ela. 
 - Mas e o dinheiro de Zach? Ela parece muito gananciosa para deixar Zach escapar por entre os dedos. Seu negócio é... Ele será muito rico em breve, certo? 
 - Oh, não há dúvida sobre isso. Ele está indo muito bem, até mesmo antes... Mas agora que tem aquele contrato de geração eólica em obras, é quase insondável quanto dinheiro ele vai conseguir. Se esse negócio se concretizar, vai se tornar podre de rico em pouco tempo e acredite em mim, ele não vai querer Cindy de volta, não importa se terá a custódia da criança ou não. Tenho certeza disso, porque ele sabe que a Cindy está usando drogas, bem como o traindo... E essa parte está comendo Zach vivo, não ser capaz de proteger o seu possível bebê. 
 Demi não queria acreditar no que estava ouvindo. 
 - Você tem certeza que é com o pai de Joe que ela o está traindo?
 - Sim, nós temos certeza.
 
 - Será que Joe sabe?
 Mesmo quando Demi fez aquela pergunta, ela percebeu que era claro que Joe sabia do caso, pois agora todas aquelas coisas que ele disse começou a ter significado para ela.
 - Nós pensamos que sim, pois a maneira como ele agiu esta manhã com o seu pai, algumas das coisas que foram ditas, fez Jeff ter certeza que Joe sabe sobre o caso.
 Quando Demi ouviu a sua mãe se referir ao seu pai como ‘Jeff’, sentiu como a sua mãe estava chateada com tudo aquilo, pois a sua mãe sempre o chamava apenas de 'seu pai'. 
 - Oh, meu Deus, eu não posso acreditar nisso. - Demi não conseguia absorver tudo aquilo ao mesmo tempo, era muito coisa ao mesmo tempo, o bebê... A traição... O pai de Joe...
 - Querida, você percebe a situação que ele criou para esse menino, ter que vir ver o seu pai, mesmo sabendo muito bem que estamos cientes sobre o caso? Foi absolutamente notável, uma coisa extremamente corajosa de se fazer... E ele só fez isso porque estava muito preocupado com você. 
 Demi quase contou para sua mãe o que tinha sentido quando Joe havia pegado Jesse pela garganta na festa. Mas isso iria instigar perguntas da sua parte e Demi provavelmente teria que lhe confessar que havia saído sem a sua autorização na noite passada. 
 - Joe é um cara bom, mãe. Eu não acho que isso tem muito a ver comigo, mas como fato de que ele iria querer proteger qualquer menina do mal. 
 - Talvez sim, mas de qualquer forma, você precisava saber de tudo isso. 
 - Tudo bem. Devo... Será que devo dizer algo para Zach? 
 Os olhos de sua mãe se arregalaram. 
 - Ah, eu acho que não. Isso não iria lhe ajudar e você sabe que seu irmão... Você sabe que isso poderia machucar seus sentimentos no processo. Nós só precisamos ficar atrás dele e estar lá para ele nos meses que estão por vir. 
 - Tudo bem. 
 Demi ainda estava sentada, enquanto a mãe procurava seus olhos.  - Você vai me deixar saber o que está acontecendo com você? 
 - Claro. 
 - Eu quero dizer com você e o Joe. 
 - Ok, eu vou, mas não há nada entre Joe e eu. – Começou a negar enfaticamente quando relembrou sobre o que falou com Joe mais cedo.
 O olhar de sua mãe tornou-se brando enquanto balançava a cabeça suavemente para trás e para frente. 
 - Oh, querida, isso é o que você pensa. Não há absolutamente nenhuma maneira daquele menino ser capaz de ficar longe de você. 
****
 Nos dias seguintes, Demi ponderou sobre tudo o que a sua mãe lhe disse. Ela sofria por seu irmão, pelo que ele estava passando. Ela se esforçou para não desprezar Cindy, mas era difícil. Ela amava o seu irmão e sempre o amaria profundamente, mesmo sendo um pouco mais velho do que ela, sempre pensou nele como seu verdadeiro irmão e não um irmão de criação. Eles eram, afinal, os únicos irmãos que cada um tinha. 
 E ela perdeu Joe. 
 Ela sentia falta de tudo sobre ele e revivia tudo o que aconteceu nos últimos dias uma e outra vez.

Ela reviveu seus beijos repetidamente, ficou tão grata que conseguiu memorizá-los apesar do turbilhão de sentimentos que havia passado por ela quando ocorreram. Ela nem sequer pensou em julgá-lo por quem era seu pai e pelo que aquele homem estava fazendo. Não, tudo o que ela pensava é que havia perdido Joe, gostaria que ele nunca mais tivesse que passar pelo que sofreu quando era apenas uma criança. 
 Então Demi procurou por Joe nos dias que se seguiram, consciente ou inconscientemente, mas ela nunca mais voltou a vê-lo.
 Ela o procurava em todos os lugares que ia, embora ela tivesse desistido de perseguir ele durante as aulas. 
 Ela e Selena foram para o jogo de futebol novamente na ultima sexta-feira à noite, porque era um jogo em casa, mas Demi não se encontrou com  Joe e nada emocionante aconteceu. Era como se ele tivesse desaparecido. Ele havia desaparecido e sua sorte nunca mais voltaria. 
 Então, um dia, quando ela menos esperava, no último lugar que pensou que o encontraria, Demi olhou para cima e lá estava ele... No corredor de trás da pequena biblioteca do município. 
 Ela havia ido para a cidade na manhã de sábado para fazer compras de supermercado com sua mãe, tinha estado o dia todo entediada, então ela vagou pela rua principal na direção da biblioteca pública, enquanto sua mãe terminava as compras. 
 A biblioteca estava aberta, mas deserta, a bibliotecária não estava à vista.
 
 Ela estava vagando sem rumo para cima e para baixo nos corredores, quando ouviu um pequeno ruído. 
 Quando se virou engasgou ao ver Joe encostado na estante, a apenas cinco metros de distância dela, com os braços cruzados sobre o peito e aqueles olhos perfeitos lhe encarando.

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Comentem para o próximo... Beijos, amo vcs ♥

Capítulo programado

6.12.14

A Historia De Joe e Demi - Capitulo 4


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 O coração de Demi começou a martelar no peito ao ver a expressão no rosto de Joe. Através do rugido em seus ouvidos, ela conseguiu ouvir fracamente Selena sair do banheiro e em seguida, a porta do quarto batendo. Um momento depois uma profunda voz masculina começou a discutir com ela, mas Demi não conseguia entender o que eles estavam dizendo devido às grossas paredes. 

 E para falar a verdade, naquele momento não lhe importava nem um pouco sobre o que eles estavam discutindo, porque a única coisa que conseguia se concentrar era apenas em Joe e naquele seu olhar predatório.

 Joe continuou a acariciar o lugar ao lado dele, ate que Demi encontrou novamente a sua coragem e recomeçou a andar na sua direção.

 Levemente sentou-se ao seu lado e quando o fez, ele se inclinou e começou a puxar as suas botas e meias, como se estivesse preparando o território para passar a noite.

 O oxigênio faltou por alguns segundos em seus pulmões, mas ele simplesmente se recostou no sofá novamente, sem fazer mais nenhum movimento para se despir. 

 Seus pés eram grandes, masculino e sexys e Demi soube naquele momento que ela era muito, mas muito fora do seu elemento. 

 Quando ela saiu de casa hoje à noite, nunca em um milhão de anos havia sonhado que aquelas coisas poderiam ter acontecido. 

 Jamais ousou ir tão longe.

 Mas aqui estava ela numa casa sem adultos, à uma da manhã, sentada ao lado de Joe Jonas. Praticamente sozinhos. Durante toda a noite. 

 Seu coração parou antes de assumir uma rápida batida quando ele se abaixou e começou a lhe tirar as sandálias planas e prata, as jogando no chão ao lado de suas botas.

 Agradecendo a Deus que os dedos dos pés estavam pintados recentemente, ela mudou um pouco de posição quando ele levantou um pé e segurou em suas mãos, ainda sentado de frente para ela. 

 - Seus pés são minúsculos. - Ele quase sussurrou ao falar com ela.

 Seus olhos estavam grudados naquele pé entre as suas mãos, enquanto acariciava até o seu tornozelo. 

 - Mmm-hmm. - Ela limpou a garganta e tentou novamente. - Sim, é... Hum, difícil encontrar sapatos.

 - É bom... Não é? - Ele perguntou com uma voz tão baixa que os olhos dela voaram para seus e o encontrou olhando intensamente para ela, seu torso girou enquanto a encarava completamente.

 Ela lambeu os lábios. - Você está tirando sarro de mim? - Ela perguntou numa voz baixa, sem saber se era por se sentir ferida ou não.

 Uma de suas mãos grandes e bronzeadas deixou seu tornozelo e deslizou até a sua bochecha, onde a segurou entre os dedos. 

 Seus olhos brilhavam com uma intensidade que enviou calor e desejo através do seu corpo rapidamente. 

 - Você acha que estou tirando sarro de você? – Quando fez essa pergunta, a sua voz saiu profunda, aquecida, e seus dedos corriam por todo o seu rosto ate deslizar através do seu cabelo e terminar tocando a sua orelha.

 Seus olhos a estavam engolindo por inteiro, sem deixar nada para trás, o que fez o seu coração bater descontroladamente contra a sua caixa torácica. 

 - Não - ela sussurrou.

 Seus dedos faziam cócegas na sua orelha enquanto ele lhe tocava lentamente. 

 - E você está certa. Eu não estou... Não completamente. - Suas palavras eram lentas e roucas e Demi sentiu quando o seu peito se aproximou dela mais um centímetro e isso era muito tentador.

 - Então, se não estou tirando sarro de você, o que você acha que estou fazendo? - Sua voz ficou ainda mais baixa, quase selvagem, o que fez com que Demi se sentisse completamente desamparada diante daquela situação de perigo e sobre o seu tom de liderança.

 - Eu... Eu não sei - ela murmurou, tentando equilibrar suas palavras através da respiração ofegante e repentina que ela estava tomando.

 Ele soltou seu tornozelo completamente e seus olhos caíram para os seus seios. Lentamente ele tirou a mão ate o seu ombro. com um movimento deliberado de apenas uma carícia. Ele passou a palma da mão no centro do seu peito, acima dos seios e seus dedos começaram intencionalmente a brincar com o botão de cima da sua blusa, sacudindo-o com um dedo, para logo em seguida, segurar o botão firmemente em suas mãos, abrindo desta forma a sua camisa, afastando para longe de sua pele e em seguida, deixando o material suspenso novamente. 

 Seu olhar lentamente se levantou daquele botão que estava brincando e sem fazer mais nenhum movimento seus olhos mudaram para os seus lábios e finalmente se mantiveram lá. 

 Eletricidade arqueou entre eles quando seus olhos se encontraram e ficaram apenas se encarando. Seus dedos saíram do botão e a sua mão deslizou para o lado direito de seu peito, ainda sem tocar o seio, mas tão perto que os pulmões de Demi se congelaram em antecipação ao que aconteceria logo em seguida e devido ao pânico. 

 - Demi... - Sua voz sumiu, mas seus olhos se hospedaram quente sobre os dela enquanto seu dedo lhe acariciava lentamente, movendo-se o suficiente para que tocasse o topo dos seus seios.

 Sua respiração ficou presa em seus pulmões. Ela esperou que ele continuasse e quando ele não fez, ela simplesmente ficou desesperada. 

 - O que foi? - Ela perguntou com uma voz quase inaudível.

 - Isso... O beijo. Aquele beijo... Na semana passada - disse ele lentamente.

 - O que... Como assim sobre isso? - Ela conseguiu perguntar.

 - Aquele foi o seu primeiro beijo? - O olhar em seus olhos se intensificou, dilatando-os e tornando-os de um verde ainda mais profundo.

 Emoções loucas passaram através de Demi, diante daquela sua pergunta. Ela quase sentia algo próximo a constrangimento ou humilhação, mas esses sentimentos não seriam o bastante para superar o brilho que viu nos olhos de Joe, a expressão febril em seu rosto que lhe disse que ele não seria infeliz se sua hipótese se mostrasse ser a correta. 

 - Sim - ela respondeu-lhe simplesmente.

 Os dedos em seu cabelo apertaram o seu couro cabeludo. 

 - Então, foi meu o seu primeiro beijo?

 Ela engoliu em seco.  - Sim.

 - Por quê? - Seus olhos caíram sobre seus lábios novamente e Demi sentiu o impacto lancinante como uma dor doce e quente que começou a percorrer em sua corrente sanguínea.

 - Por que não eu nunca fui beijada antes? - Ela conseguiu falar.

 - Sim.

 - Por que... Porque meus pais não me deixariam ter um encontro até completar dezesseis anos, eu acho.

 Seu olhar deixou seus lábios e se focaram com uma inclinação quente nos dela novamente. 

 - E isso vai acontecer em quantas semanas mesmo? - Perguntou ele. Sua pulsação aumentou ainda mais como se isso fosse necessário. 

  - Em seis semanas.

 - E ninguém te convidou para um encontro ainda? - Suas sobrancelhas se juntaram e seus olhos se estreitaram enquanto ele continuava a interrogá-la como se fosse seu direito.

 - Para ir ao cinema ou algo assim? - Demi tentou esclarecer a questão, porque ela estava tendo dificuldade em se concentrar com esse seu único dedo masculino acariciando a parte superior de seu seio.

 - Sim.

 - Não - disse Demi, mas ela desviou o olhar dos olhos dele quando se lembrou de uma conversa que teve com um cara logo depois do ano letivo ter começado.

 - Demi. - O nome dela era uma chamada de atenção e ela sabia que ele havia descoberto sua mentira, através da sua linguagem corporal.

 Ela olhou para cima enquanto brincava com o material de sua calça.  - O que foi?

 - O que você não está me dizendo?

 - Nada. Ninguém me convidou para um encontro. Mas alguém me pediu para sair uma vez. - Por que será que se sentia como uma menina numa confissão? Ela não era nem católica e Joe estava tão longe de um sacerdote.

- Serio? E você gostaria de namorar ou esse tipo de coisas? – Quando ele disse essas palavras, Demi teve a sensação de que não estava confortável usando aquela terminologia.

 - Sim.

 - E estou supondo que a sua resposta foi "não"?

 - Sim.

 - Porque os seus pais pensam que você é muito jovem ou porque você quis dizer 'não'?

 - Um pouco dos dois, eu acho.

 Sua expressão tornou-se ainda mais intensa. - Quem era ele?

 Ela balançou a cabeça e, em seguida, engolindo em seco falou. – Isso eu não vou te dizer.

 Seus olhos queimaram diante da recusa. - Sim, você vai.

 Ela recusou a debater-se sob sua demanda e lhe respondeu rapidamente. - Não, eu não vou.

 - Qual é o problema? - Ele perguntou impaciente.

 Ela se mexeu inquieta no assento. - Por que você quer saber?

 - Só por curiosidade.

 - Estou curiosa sobre você também. Mas tenho certeza que você não vai responder às minhas perguntas. - Ela respondeu bastante satisfeita por parecer tão indiferente.

 - Tente - ele cuspiu.

 Ela o estudou em silêncio enquanto trabalhava a sua coragem. - Tudo bem. Porque você não tem uma namorada?

 Sua resposta foi imediata. - Eu não sei, será que não é porque você sempre foi muito jovem durante toda a minha vida?

 Demi sorriu espontaneamente. Isso foi muito doce, se era sua intenção ser doce ou não. Na verdade, ela sabia que Joe estava apenas tentando jogá-la fora da pista. Demi não tinha pensado que ele gostaria de responder a suas perguntas e ela estava certa. Ele estava usando apenas uma manobra dilatória. 

 - Eu não me acho jovem - ela respondeu a sua piada.

 - Você é muito, mas muito jovem Demi - ele foi para trás, os olhos correndo para cima e para baixo do seu corpo.

 Demi engoliu diante da intensidade do seu olhar e tentou permanecer na pista com uma conversa. 

- Selena é apenas seis meses mais velha do que eu e está no quarto neste exato momento com Nick.  - Demi não tinha ideia do por que falou isso, acreditava que em parte por ser verdade e também porque quando parou por um momento para pensar e sentir outra coisa que não tivesse relação com o Joe se sentiu completamente chocada com o que poderia estar acontecendo entre Selena e Nick. 

Demi certamente não queria ainda ir para um quarto com Joe, o porquê só Deus sabia. 

- Sim, mas a idade no seu caso, é apenas um dos motivos, posso lhe garantir que há outras coisas a se considerar. 

Demi franziu a testa em confusão. - Como o quê? 

- A sua inocência... Virgindade. Apenas o fato de estar sentada neste sofá comigo mostra que você é um pouco ingênua, também tem o fato de que sou um indivíduo que é dois anos mais velho do que você e... Eu sou um Jonas e você é... Uma Lovato. 

- Selena não é mais experiente do que eu Joe, se é isso que você está insinuando está muito distante da verdade. E o que nossos sobrenomes têm a ver com tudo isso? 

- Eu não estou tentando insinuar nada com relação à Selena, na verdade estou falando especificamente sobre você.

Joe sabia, em seu coração, que Demi não tinha a menor ideia sobre a animosidade entre as suas famílias e ele não queria ser a pessoa a lhe falar sobre aquilo, ate mesmo porque ela era tão docemente ingênua, que nem mesmo conseguia ver nenhuma diferença com relação as suas classes sociais. 

Já ele podia sentir o quão especial ela era, como era gentil e verdadeira e que não tinha nenhum osso de julgamento em seu corpo. Mas isso não significava que ele poderia tê-la, infelizmente tinha a certeza que jamais poderia tê-la e que seu pai iria surtar se Joe aparecesse na sua casa para levar Demi para um encontro. 

Já era ruim o suficiente que ele ia ter que ir lá amanhã para falar com o seu pai sobre Jesse Whitaker, não conseguia nem imaginar como seria se tentasse convida-la para um encontro e deixá-lo ciente que estava interessado em Demi como uma namorada. Infelizmente poderia muito bem imaginar o desprezo que seria obrigado a presenciar nos olhos do seu pai e que provavelmente não seria o pior de tudo. O homem ficaria muito realizado provavelmente, ao chutar a sua bunda para fora do rancho. 

E merda, o que lhe aconteceria se encontrasse com o irmão de Demi?

Joe sabia que Zachary Lovato morava em Dallas e que passava apenas umas poucas semanas no rancho e apesar de não ter medo dele, um encontro neste momento seria malditamente estranho, ou não? Pois com certeza o cara a essa altura já deveria saber que Chris Jonas estava transando com a sua mulher. 

O seu pai além de ser um grande maldito inútil, era um total pé no saco. Chris Jonas não poderia manter seu maior bem ,segundo ele, dentro das suas calças e era tão estúpido que ele estava mexendo com um dos homens mais ricos do conselho. 

Sim, o irmão de Demi era muito rico e tudo através do seu próprio suor, mesmo tendo a sua disposição os milhões dos seus pais. 

Joe sentiu a raiva e o ressentimento em relação a seu pai sangrar através das suas entranhas. Estúpido. Seu pai era um estúpido-burro por escolher a família mais rica do condado para foder. Realmente muito estúpido.

Raiva rolava através da sua barriga por aquele homem que nunca havia sido um verdadeiro pai para ele e que continuamente conseguia estragar a sua vida, apesar de Joe estar vivendo com a sua tia e tio pelos últimos cinco anos.

Então, sim, Joe podia imaginar como iria dançar caso entrasse no Bar M e anunciasse as suas intenções para com Demi. E mesmo que Joe fosse capaz de encarar qualquer merda que pudesse ser lançada através do seu caminho, ele tinha a certeza de que ainda não estava pronto para Demi ou de conseguir suportar o tipo de porcaria que ela teria que enfrentar da sua família por sua causa. 

Os Lovato apenas não enterrariam o ressentimento e deixariam Demi namorá-lo. Não, eles provavelmente se recusariam a permitir que ele a namorasse e talvez decidissem a mantê-la presa dentro de casa para não ter que vê-lo, o que faria com que Demi ficasse com raiva da família e aquela unidade de sólido apoio que recebia deles se tornaria um terreno rochoso. 

E Joe não podia fazer isso com ela, jamais a faria escolher entre a sua família e ele, pelo menos achava que jamais a faria tomar tal decisão. Pelo menos tinha a maldita certeza de que não faria isso enquanto fosse tão jovem, pois não era justo com ela. Não, ele teria que esperar até que ela crescesse mais um pouco e talvez o romance entre o seu pai fodido e Cindy Lovato já fossem águas passadas e não pesasse mais sobre ele. 

Era muito estranho pensar desta forma, pois nunca havia esperado por uma garota antes, mas nunca quis algo na vida da mesma forma como queria Demi. 

Hoje era apenas mais um momento fora de hora e lugar que de alguma forma havia caído em seu colo e Joe iria tirar o maior proveito possível desta situação. Não tirando proveito sexual dela, porque jamais faria isso, mas esta poderia ser a única chance que teria de falar com ela por um bom tempo, além de segurá-la em seus braços e se afogar no perfume viciante que a rodeava. 

Ele entendeu que não poderia tê-la, mas lhe doía profundamente o fato de que em breve ela completaria dezesseis anos e poderia arrumar um namorado que não seria ele e que este fato era algo que iria ocorrer em breve. 

Ele tinha a certeza que assim que não existisse mais aquela regra dos seus pais, fato que toda a população do ensino médio provavelmente já tinha conhecimento, podia até ver diante dos seus olhos naquele momento os caras marcando o tempo nos seus calendários, à espera daquele seu aniversário, afinal Demi era lindíssima e o que era ainda mais surpreendente para todos é que ela não parecia notar este fato. 

Ele enfiou a mão em seu ombro enquanto Demi permanecia em silêncio, ele falava. – Não vamos nos preocupar com isso agora. Basta compreender que, tanto quanto eu gostaria não podemos ter nada um com o outro. - Ele não perdeu a sua careta de decepção e aquilo o acalmou, mesmo que apenas um pouco, saber que ela queria ficar com ele apesar de tudo. - Mas nós temos esta noite e agora há algo que preciso fazer mais que tudo. 

As entranhas de Demi viraram líquido efervescente quando os olhos de Joe ficaram aquecidos e caíram para os seus lábios. 

- E o que seria isso? - Ela conseguiu falar ao forçar as suas cordas vocais a trabalhar. 

Suas mãos se levantaram para o rosto dela e a agarrou com força. 

- Eu preciso te beijar tanto e por tanto tempo que se alguém se atrever a tocar em você... Tudo o que você vai ser capaz de pensar será em mim e nisso. 

A cabeça de Joe baixou sobre a dela e Demi fechou os olhos quando seu mundo inteiro tornou-se centrado nele. Mil borboletas levantaram voo em seu estômago enquanto aquele beijo a consumia. 

Ele não começou lento e de nenhuma forma tentou acalma-la para aquele ataque. Seus lábios forçaram os dela ate que a sua língua entrou e assumiu a sua boca como se fosse o dono dela, como se ele a houvesse beijado um milhão de vezes antes e iria fazê-lo de novo um milhão de vezes no futuro. 

Demi tremeu sob aquelas mãos que seguravam o seu rosto com tanta força que pode sentir exatamente o momento que ele se tornou ofegante. 

Sua respiração corria descontroladamente para dentro e fora dos seus pulmões enquanto ele a beijava, fazendo com que os pulmões de Demi começassem a fazer o mesmo, porque a sua necessidade por aquele beijo era mais forte do que a sua necessidade por oxigênio. 

Ela forçosamente impedia a sua mente de vagar sobre a sua declaração de que não podia namora-la, permitindo apenas se focar no agora, sobre os beijos que eles estavam compartilhando, ao mesmo tempo em que tentava gravar na mente todas aquelas sensações no seu corpo, porque já sabia no fundo do seu coração que se não pudesse ter Joe em sua vida, jamais se sentiria assim novamente. 

 Eles se beijaram por longos e longos minutos. Eles se beijaram até que estavam deitados lado a lado no sofá, com o braço dele amortecendo a cabeça dela enquanto ele a segurava. 

 Sua mão deslizava para cima e para baixo do lado de fora de sua coxa, para logo em seguida subir por seu braço ate o ombro e depois voltar novamente para aquele ponto inicial. 

 Apesar das suas mãos longas passear livremente pelo seu corpo, apenas uma vez chegaram próximas aos seus seios, os quais estavam doendo e ansiando por seu toque e quando chegou próximo, negou a Demi o que ela queria tão desesperadamente. 

 Ele não tomou o seu seio sob a palma da sua mão como ela estava morrendo para ele fazer, apenas levantou a boca da dela e concentrou a sua atenção no topo da elevação de seus seios, onde começou a passar apenas um dedo para trás e para frente, lhe causando estranhamente uma dor ao mesmo tempo doce e quente que era construída no fundo do seu estômago, enquanto os olhos de Joe permaneciam colados ao seu seio e o seu dedo a tocando lá. 

 Seus olhos se estreitaram e seu rosto assumiu uma expressão primitiva enquanto os seus lábios se tornavam duas linhas finas. 

 - Vai haver muito problema para quem tentar te tocar desta forma.

 Suas palavras territoriais deixaram Demi num êxtase aquecido, mas ele não lhe deu tempo para reagir, pois os seus lábios caíram sobre seus lábios a consumido desesperadamente novamente e quando ela se afastou para respirar, a sua boca apenas se dirigiu para o seu pescoço onde ele começou a beijar, a lamber e a lhe chupar com uma força que fez a sua barriga tremer. 

 Eles ficaram assim por cerca de uma hora e durante todo esse tempo Demi simplesmente sucumbiu profundamente ao seu feitiço. 

 Ela aprendeu todas às nuances de seus beijos, aprendeu como as suas mãos poderiam ser gentil ou tão forte que chegava a pensar que jamais iria deixá-la ir e a fez ter certeza que se antes de hoje sempre tremia quando o via, a partir deste momento, ela sabia que seu mundo iria simplesmente sacudir numa escala Richter todas as vezes que Joe estivesse por perto. 

 Lentamente seus beijos voltaram para o rosto enquanto apenas com os lábios começou a correr suavemente sobre toda sua pele. Uma grande decepção sangrava por ela quando percebeu que ele estava tentando memoriza-la e que tudo aquilo a qual tinham acabado de experimentar se tornaria apenas uma memória para ambos, sem opção, apenas fechou os olhos e tentou imprimi-lo em seu cérebro enquanto ficava deitada tranquilamente em seus braços. 

 Joe beijou Demi na testa e puxou a sua cabeça para cima do seu ombro para que pudessem descansar juntos, ele notou antes de deitar a sua cabeça que os seus olhos já estavam fechados, mas como não tinha sono permaneceu com os seus abertos enquanto olhava fixamente para a sala escura. 

 Ele tinha acabado de se foder sozinho e muito. O beijo no estacionamento da escola tinha sido uma coisa, mas isso? Não havia desculpas para isso, pois jamais em sua vida estivera tão desesperado para apenas beijar uma garota. Ele já havia beijado antes varias garotas, mas a sua prioridade número um era ir para os finalmente o mais rápido possível. Mas com Demi, ele apenas queria beija-la e era uma sensação que experimentava pela primeira vez. 

 Ele sabia que não podia arriscar a tirar a sua roupa. Ele sabia que não podia tocá-la do jeito que queria e precisava, mas não se importava, pois tinha apenas que beijá-la. 

 E se ele não fosse mais capaz de tirá-la de sua mente a partir de hoje à noite... Se os seus pensamentos haviam se virado apenas para ela depois daquele primeiro beijo no estacionamento da escola, então, não havia dúvida de que ele estava tão malditamente fodido agora. 

 Sabia que agora a queria com uma dor no estômago que tinha certeza que jamais seria apaziguada por outra pessoa. Não havia sentido em sequer tentar, pois tinha que ser Demi. 

 Só Demi. 

 E com todo aquele tumulto estabelecendo no seu estômago, ele tinha plena consciência que não podia tê-la. 

 Pelo menos ainda não. 

 Havia tanta coisa para ser feito amanhã que precisaria de pelo menos algumas horas de sono, mas maldição, não podia permitir que ela fosse dormir sozinha em um dos quartos, pois provavelmente essa seria a única noite que poderiam ficar juntos desta forma. 

 Hoje queria apenas abraçá-la pelo máximo de tempo possível, então simplesmente apertou ainda mais os braços em torno dela, deixando o conforto calmante de tê-la em seus braços penetrar nele enquanto fechava os olhos. 

****

 Por volta das nove da manhã seguinte, Joe estava saindo da loja de ração depois de pegar seu contracheque, lógico que as coisas seriam muito mais simples se o Sr. Clack fizesse um depósito direto para a sua conta, mas Joe tinha plena certeza que aquele velho iria para o túmulo antes que fizesse algo assim.

 Completamente imerso em seus pensamentos e francamente muito nervoso devido ao encontro com o pai de Demi às dez horas, Joe não conseguia pensar a não ser naquela reunião que iria ocorrer, apesar de ainda não saber exatamente o que ia dizer. 

 Ele e Demi tinham falado brevemente sobre isso há apenas uma hora atrás, quando a havia deixado no sofá depois de lhe dar um beijo na testa e perguntado como ela voltaria para a sua casa. Ela lhe disse que a sua mãe iria buscá-la mais tarde, então teria que avisar a seu pai sobre Jesse antes que Demi chegasse em casa.

 Profundamente imerso naqueles pensamentos enquanto caminhava pela calçada, mal notou os dois rapazes adolescentes de skate ao longo do caminho estreito, até quase derrubar uma mulher velha, que saía do supermercado empurrando um carrinho de compras. 

 Joe vagamente se lembrava dela como a organista da Igreja Metodista ou pelo menos achava que era ela que tocava, quando ele era jovem e sua tia e tio tentavam arrastá-lo para a igreja com eles.

 Os dois meninos não pararam, apenas continuaram seguindo rápido e em poucos segundos estavam fora de vista. Joe não conseguia se lembrar do nome da senhora, mas mesmo assim ficou ao seu lado a ajudando a se levantar enquanto perguntava se estava bem.

 - Estou bem, mas lhe garanto que o susto me custou alguns anos. - Sua voz era frágil enquanto ela olhava para ele.

 Joe distraidamente sorriu e ficou de joelhos para pegar a sua bolsa e começar a recolher tudo, desde que havia sido ele quem tinha derramado quando caiu sobre ela na calçada. Em poucos minutos, ele a acompanhou até o carro dela e rapidamente arrumou as suas compras dentro do porta malas enquanto ela balbuciava sobre isto e aquilo.

 - Obrigado, querido - ela disse, enquanto se levantava e lhe entregava as suas chaves.

 - Sem problemas.

 - Você é o menino Jonas, não é mesmo?

 - Sim, senhora. - Joe realmente esperava que ela não quisesse iniciar uma conversa muito longa com ele, pois precisava sair dali o mais rápido possível para chegar a tempo de falar com o Sr. Lovato.

 - Diana cuidou muito bem de você, meu rapaz. Mas sinto falta de vê-lo na igreja, você deveria aparecer de vez enquanto, sabia.

 Sim, Joe entendia completamente o que a mulher mais velha estava querendo dizer com aquelas palavras, afinal, Diana havia sido a única mãe que lhe foi apresentada e Joe sabia que a sua tia o amava como se fosse realmente dela. 

 - Sim, senhora, irei tentar.

 - Tudo bem, tchau e ate mais. - Ela o dispensou com um aceno de cabeça e um sorriso distraído.

 Joe apenas balançou a cabeça como forma de um adeus, caminhou para a sua pick-up, abriu a porta distraído e começou a deslizar para dentro, porem quando virou a chave, notou o xerife encostado no seu carro de patrulha observando-o com um olho afiado, sem dúvida estava lhe monitorando cada movimento, talvez até esperando que ele tentasse roubar alguma coisa da bolsa da velha senhora.

 Seu estômago afundou com aquele pré-julgamento.

 Droga, mas será que ele nunca iria sair debaixo daquela nuvem negra, que o fato de ser um filho de Chris Jonas havia sido lançado sobre ele?

****

 Joe bateu na porta da frente dos Lovato às dez horas em ponto e quando a porta foi aberta, ficou olhando diretamente para a mãe de Demi, mais do que um pouco surpreso. 

 Ele já a havia visto por aí, é claro, mas nunca havia percebido o quanto ela se parecia com a filha. As duas eram tão idênticas quanto qualquer mãe e filha poderiam ser e ele sabia, sem dúvida nenhuma, que isso era o que a Demi se tornaria quando crescesse. 

 Ela era pequena, loira e tinha cerca de quarenta anos, mas mesmo assim, ainda era incrivelmente bonita e Joe percebeu que todos os rumores sobre ela eram verdadeiros, Jeff Lovato tinha dado apenas uma olhada para a mulher a frente dele e se apaixonado. 

 Joe sabia disso tudo por que a sua tia Di havia comentado sobre o fato, também sabia que Jeff Lovato tinha perdido a sua primeira esposa para o câncer e ficado sozinho com o filho Zachary, que tinha apenas seis anos de idade na época e continuou assim por aproximadamente sete anos ou mais, até que Janet Smith tinha aparecido em Redwood Falls, sem emprego, sem dinheiro e com uma filha de seis meses de idade para sustentar. 

 De acordo coma história, logo após a sua chegada, Jeff contratou a jovem mulher para viver e trabalhar como governanta na sua casa, mas apenas após algumas semanas, ele se casou com ela e a sua família estava completa mais uma vez. 

 - Bem, oi querido. Posso te ajudar com alguma coisa?

 A voz de Janet Lovato era suave e agradável, sem nenhum traço de animosidade, embora Joe tivesse certeza de que ela soubesse exatamente quem ele era... E que a mulher de seu enteado estava dormindo com o seu pai. 

 Ele respirou fundo, cerrando os dentes em pura determinação. Ele tinha que fazer isso, porque Jesse Whitaker era um perigo para Demi. 

 - Sim, senhora. Preciso falar com o seu marido. 

 Seus olhos ficaram ainda mais largos quando ela piscou para ele. 

 - Você tem certeza, querido? Não há nada que eu possa ajudá-lo? 

 Meu Deus, ela estava tentando protegê-lo da ira de seu marido? Ele não esperava por isso e provavelmente era da sua mãe que Demi tinha herdado toda aquela doçura. 

 - Não, mas obrigado, apesar de tudo. Eu realmente preciso falar com o Sr. Lovato. 

 Ela abriu a porta e o conduziu para dentro. 

 - Sente-se, irei falar imediatamente a ele que você está aqui. Gostaria de algo para beber? 

 - Não, mas obrigado. 

 - Seu nome é Joe, não é? 

 Joe sabia que a mãe de Demi tinha que saber que ele era um Jonas, afinal, havia crescido na vizinhança, sem falar que a cara do seu pai estava estampada nas suas feições. 

 - Sim, senhora. 

 Quando ela saiu da sala, Joe ficou de pé e olhou ao redor. O cômodo era enorme, com teto alto e grandes peças de mobiliário que pareciam sólidas o suficiente para sustentar até mesmo o maior dos homens sobre elas. 

 Em poucos minutos a mãe de Demi estava de volta e o levou para dentro de um escritório masculino. Jeff Lovato estava esperando por ele e ficou de pé assim que Joe entrou. A mãe de Demi continuou adentrando o cômodo ate ficar em frente à mesa do marido. 

 - Jeff, este é Joe Jonas. Joe, este é meu marido, Jeffrey Lovato. Seus olhos deixaram os seus e caíram sobre o marido com um alerta silencioso. 

 - Se vocês precisarem de mim estarei na cozinha. 

 Seu marido acenou para ela e logo em seguida ela saiu da sala, fechando a porta atrás dela. 

 Joe permaneceu de pé enquanto o pai de Demi olhava para ele. Joe engoliu em seco quando estendeu a sua mão para o outro homem pegar e apertar. 

 - Senhor. - Disse Joe. 

 Jeff Lovato baixou a cabeça e pareceu relaxar visivelmente um pouco, talvez por causa do respeito na voz de Joe, após apertar a sua mão indicou que Joe deveria se sentar do outro lado da mesa e assim que Joe se sentou o homem mais velho seguiu o exemplo. 

 - Como posso ajudá-lo, filho? 

 - Eu não quero tomar muito do seu tempo, mas o que tenho a dizer é extremamente importante e eu espero que o senhor venha acreditar no que tenho a lhe dizer. 

 - Eu não tenho nenhuma razão para duvidar da sua palavra, filho. 

 Joe ia tomar isso como um bom começo, pois significava que o Sr. Lovato não iria culpá-lo pelos pecados de seu pai. Joe limpou a garganta e encontrou os olhos do outro homem. 

 - Obrigado por isso, senhor. - Ele firmou os lábios. - Chegou ao meu conhecimento que Jesse Whitaker tem trabalhado aqui no Bar M.

 Os olhos do outro homem se estreitaram. 

 - Isso é verdade. 

 - Eu acredito que é uma situação que senhor não deva permitir que isso continue.

 Joe se concentrou em respirar uniformemente enquanto mantinha os olhos no outro homem, esperando que o homem mais velho puxasse um rifle para ele a qualquer momento... E provavelmente isso ocorreria assim que o nome de 'Demi' saísse dos lábios de Joe. 

 - Por que você diz isso? 

 Joe conseguiu manter a voz calma quando respondeu. - Ele não é uma boa pessoa e de forma alguma um ser confiável. 

 - Você acha que ele vai arranjar problemas no meu bar? Roubar meus instrumentos? - Jeff Lovato perguntou em disparada. 

 - Não, senhor. Ele não é um ladrão, não que eu saiba - Joe respondeu da forma mais neutra que pôde. 

 - Então, porque não é confiável? 

 - Ele é uma ameaça à sua enteada. 

 Os olhos do homem mais velho se estreitaram sobre ele enquanto se formava uma carranca profunda em seu rosto.

 - Demi? 

 - Sim, senhor. 

 - Primeiro de tudo... Você quis dizer a minha filha, não é? Demi é a minha filha. 

 Merda.

 Mas será que nem mal abriu a boca e já havia fodido com tudo ao insultar o homem. 

 - Sim, senhor. Sinto muito pela forma como me expressei anteriormente. 

 - O que você sabe sobre Demi? - Uma aresta inconfundível apareceu na voz do homem mais velho e Joe não deixou de reconhecê-la. 

 - Nada de mais... Kevin Gomez é um grande amigo meu e estive com ele juntos, e com Selena, que a irmã mais nova dele, na noite passada na casa dos Gomez.

 Isso era tudo verdade, mesmo que estivesse deixando de fora as partes que sabia que atiraria o outro homem sobre ele num piscar de olhos. 

 - E então? 

 - Ela mencionou que Jesse estava trabalhando para o senhor - Joe respondeu. 

 - Você tem algum interesse pessoal na minha filha que não quer que eu saiba? Ela tem apenas quinze anos, Jonas, você tem conhecimento deste fato?

 - Sim, senhor, eu sei que ela é ainda muito jovem e respeito muito isso, mas nem todo mundo vai, Jesse Whitaker é um babaca, ele é apenas um pedaço de vida inferior em relação ao demais... - Joe estava ficando chateado só de pensar em Whitaker perto de Demi e ele se conteve antes de dizer algo que seu pai ficasse aborrecido. Porem, já era tarde demais.

 - Fale de uma vez meu rapaz. Diga o que está lhe incomodando, então saberei com quem estou lidando. 

 Joe ergueu as mãos de onde descansavam sobre seus joelhos e estalou os dedos, enquanto tentava conter a raiva em seu sistema que apenas o nome “Jesse’ poderia induzir. 

 - Ele é um pedaço de merda, apenas um grande pedaço de merda que não entende o que é a palavra ‘não’. O filho da puta feriu varias meninas antes e tenho certeza que se tiver uma oportunidade vai machucar outras meninas novamente. - Joe estreitou os olhos e nivelou o seu olhar com o outro homem. – Serei um grande filho da puta se permitir que ele machuque a Demi. - Joe fez uma pausa e respirou fundo para logo em seguida acrescentar - Senhor. 

 Por um momento, o outro homem ficou em silêncio enquanto ele parecia medir toda aquela convicção de Joe. 

 - Como você sabe sobre isso? 

 Joe soltou um suspiro e sentou-se mais profundamente na cadeira. 

 - Eu não posso falar sobre o ocorrido, mas posso lhe dizer que ele machucou alguém muito, mas muito próximo a mim. O senhor pode especular sobre quem é e provavelmente consiga chegar rapidamente à resposta certa, mas apreciaria muito se essa informação não saísse para longe desta sala, jamais teria dito a alguém sobre ele... A não ser... Estou preocupado com Demi... Tão preocupado que fiquei ate mal do estômago. 

 O pai de Demi o observou do outro lado de sua mesa por alguns segundos, antes que ficasse rapidamente em pé. 

 Joe fez o mesmo e eles se dirigiram até a porta da frente, onde o pai de Demi virou-se mais uma vez para ele.

 - Irei pensar sobre o que você me disse e pode ter certeza que irei cuidar pessoalmente da minha própria família. Você nunca fez pessoalmente nada para machucar a minha família e não irei jamais te culpar por coisas que você não tenha feito ou participado... Mas filho, eu estou te avisando... É melhor você se lembrar que a minha filha tem apenas 15 anos de idade e se eu descobrir sobre qualquer atitude suspeita da sua parte... Você irá se arrepender. Entendeu?

 - Sim, senhor. 

 Joe se virou e saiu.

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MAIS UM P VCS, SEUS LINDOS ♥ SE COMENTAREM MAIS POSTO MAIS UM HJ! TO MT FELIZ, COMPREI MEU ELECTRA HEART DE ANIVERSÁRIO SDAFASDHGSD (é um cd da Marina and the Diamonds, ok?) VMS Q VMS
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