26.6.14

Emoção - Capitulo 20

 
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Atualmente
Chicago, 25 de dezembro de 2014

DEMI ACORDOU na manhã de Natal se sentindo bem, quentinha e confortável. E aquilo não era só por causa do homem nu, incrivelmente lindo e sexy deitado junto a ela, mas também porque a ventilação logo acima do sofá-cama estava soprando um ar quente e constante.

A energia elétrica voltou. Aleluia.

Ela ficou deitada ali durante alguns minutos, aliviada, mas também um pouco triste. Energia elétrica era bom. Ótimo, na verdade. Mas sinalizava uma coisa: um retorno à normalidade. O mundo real estava batendo às portas do pequeno ninho do amor deles, lembrando-os de que na verdade aquele espaço era um edifício de escritórios de seis andares em Chicago.

Durante 36 horas eles conseguiram fingir que o restante do mundo não existia. Agora que tinham luz novamente, estavam a apenas um telefonema de distância de todo mundo.

Demi devia aproveitar isso e telefonar para Sam, que talvez estivesse preocupado. Com sorte, ele teria estado ocupado demais para tentar contatá-la. Mas no mínimo ela precisava ligar para ele e lhe desejar feliz Natal… ou pelo menos um bah, que bobagem!

Ela se perguntava se o Natal iria ser feliz para ela. Antes de ontem, ela teria rido de tal ideia. Agora, no entanto, honestamente, não tinha certeza.

Provavelmente seria inteligente impedir mais perdas, agarrar-se à lembrança do presente que ela já havia recebido neste ano, e sair enquanto a coisa estava indo bem. Ela e Joe haviam compartilhado uma véspera de Natal fantástica… pela segunda vez na vida dela. Mas eles já haviam provado uma vez que não tinham como fazer durar muito além disso. Então que tipo de tola ela seria ao deixá-lo voltar ao seu coração outra vez, do mesmo jeito que ela permitira que ele voltasse aos seus braços?

Qualquer um poderia criar uma lembrança adorável e romântica das festas de fim de ano e um pouco de neve. Eles nunca tinham tentado existir no mundo real.

E talvez não devessem. Talvez não fossem destinados a isso.

Entristecida por aquela ideia, Demi sentou-se lentamente e se espreguiçou. Ela espiou a parede de janelas, olhando por cima do ombro de Joe, e percebeu que não apenas havia parado de nevar, como o céu estava tentando ficar azul e ensolarado. Também havia um som distinto, algum tipo de motor nos arredores.

Curiosa, ela saiu da cama e foi até a janela, que dava vista para o estacionamento. Para sua surpresa, já estava quase todo limpo. Um caminhão com um arado estava trabalhando no lote, e uma mini escavadeira estava cuidando dos montes de neve nas calçadas.

– Droga – sussurrou ela. Agora não apenas estavam eletronicamente conectados ao mundo, como o status “isolados pela neve” estava prestes a mudar também. A aventura do feriado particular havia chegado ao fim.

– Feliz Natal – disse ele da cama, a voz rouca de sono.

Embora ela quisesse responder de forma gentil, as palavras ficaram um pouco presas na garganta, a qual foi se apertando a cada segundo desde que ela acordara.

– Bom dia.

– Está mais quente aqui, ou é só porque estou olhando para você nua?

Ela riu baixinho e voltou à cama, se abaixando para beijar Joe enquanto engatinhava para ficar ao lado dele.

– A energia voltou. E o estacionamento está quase limpo.

Ele franziu a testa.

– Lembre-me de demitir aquela empresa de limpeza de neve.

Joe não soava nem um pouco mais feliz do que Demi sobre ser “resgatado”. Talvez porque, tal como ela, ele não tinha certeza do que iria acontecer quando eles retornassem à realidade.

Será que eles tinham o que era necessário para ir além do fim de semana? Para de fato fazer um relacionamento diário funcionar? Com os laços que Joe tinha com a família, com a empresa, com a cidade… e Demi com sua necessidade por vezes caprichosa de mudar de direção e explorar novas oportunidades, quando eles eram feitos para ficar juntos?

Ela não fazia ideia. Nem queria conversar sobre isso com ele ainda. Precisava pensar. E provavelmente seria melhor fazê-lo sozinha.

– Acho que você devia ligar para sua família avisar que está bem – disse Demi. – Provavelmente eles estão preocupados.

Ele assentiu.

– Ouça, por que você não vem comi…

Ela sabia o que ele ia pedir e ergueu uma das mãos, espalmada.

– Obrigada, mas não, obrigada.

– Tenho certeza de que eles adorariam conhecer você.

– Bah, que bobagem, lembra-se?

– Demi…

– Por favor, não – retrucou assim que ela se levantou, pegou suas roupas e começou a vesti-las. Por mais que gostasse de ficar nua na cama com Joe, ela sabia que as coisas tinham mudado. Sentia-se muito menos livre e muito mais preocupada do que estivera na noite anterior. A presença do restante do mundo no relacionamento estranho deles a deixava desconcertada. Enquanto há algumas horas ela estivera repleta de nada senão contentamento e satisfação, agora as únicas coisas que preenchiam sua cabeça eram perguntas e preocupações.

– Preciso de um tempo – disse Demi a ele. – Eu só gostaria de ir para casa e tomar um banho.

– E a ceia de Natal?

Os sanduíches com as sobras do peru tinha parecido perfeitos. Ir com Joe até a casa dos pais dele para uma refeição grandiosa com uma família imensa?

Nem tanto.

– Por favor, não pressione – disse ela, ouvindo o tom da própria voz e ficando furiosa consigo. Ele estava tentando compartilhar algo especial… a festa da família dele.

– Tudo bem – disse Joe. – Eu compreendo.

Como Demi não conseguia compreender a si mesma, ela duvidava dele, mas não queria discutir. Não depois do dia maravilhoso que eles haviam tido ontem e das noites lindas, maravilhosas, incríveis naquele sofá-cama estreito.

– Você pode usar o telefone da minha mesa se quiser ligar para Sam – informou Joe. – Se a energia voltou mesmo, então as linhas deveriam estar funcionando. É só discar nove primeiro.

Agradecendo a ele, Demi terminou de se vestir e foi até a mesa. Pegou um recado de Sam na caixa postal e deixou outro recado para ele. Verificou seu telefone celular, ainda sem sinal, e resolveu ligar para o telefone de casa para ver se havia algum recado.

Ela discou para casa, então digitou a senha. Quando ouviu que tinha dois recados deixados na sexta-feira, franziu a testa, percebendo que não tinha parado para escutá-los quando chegou em casa.

Estava ocupada demais se masturbando na banheira enquanto pensava em Joe.

Uma voz que ela não reconheceu veio do fone.

– Srta. Lovato, aqui é Janet Sturgeon, sou da revista Parents Place. Desculpe por ligar pouco antes do Natal, mas é que eu realmente queria falar com você. Todos na redação simplesmente amaram seu ensaio fotográfico.

Ela comemorou mentalmente. Mas a voz não tinha terminado.

– E é claro que todos nos lembramos do trabalho excelente que você já fez para a gente. De qualquer forma, estamos fazendo algumas mudanças aqui em nossa matriz e estávamos pensando se você estaria interessada em vir a Nova York para conversar sobre um cargo permanente conosco? Estamos buscando um diretor artístico. Todos realmente gostamos do que você faz e achamos que você se encaixaria muito bem em nossa equipe.

O queixo de Demi foi caindo lentamente enquanto ela escutava. Ela estava esperando por um Sim, gostamos do seu trabalho e vamos pagar X por ele. Mas uma oferta de emprego? No mínimo, a oferta por uma entrevista de emprego? Ela nunca havia imaginado.

Bem, aquilo era uma mentira, é lógico que ela havia imaginado. Tinha pesando várias vezes em sair daquela piscina infantil que era seu trabalho como autônoma e ir para o imenso oceano das grandes publicações. E a Parents Place era um bom trecho do oceano. Uma oportunidade de trabalhar para eles, de ser a diretora artística de uma publicação nacional de grande porte… sinceramente, era como se alguém tivesse acabado de lhe entregar o primeiro prêmio da loteria sem ela nunca ter comprado o bilhete.

Sua mente começou a vaguear e ela não ouviu o número de telefone que a pessoa que ligou deixou no fim. Demi salvou o recado para escutar outra vez quando chegasse em casa e ficou pensando no que dizer quando retornasse a ligação no dia seguinte.

– Demi? Você está bem?

Joe a estava observando de lá da alcova. Ele havia terminado de se vestir e passou uma das mãos pelo cabelo grosso e desgrenhado, estava perfeito, sexy e lindo. O coração de Demi deu uma cambalhota no peito do jeito que sempre fazia quando ela olhava para aquele homem na claridade total do dia. E até na total escuridão.

Só que agora, havia uma leve sensação de aperto em seu coração também.

Não seja boba, você nem mesmo sabe ainda se conseguiu o emprego. Ou se vai aceitá-lo.

Verdade. Ela não podia se permitir ficar chateada a respeito de algo que possivelmente poderia acontecer, e o reflexo disso entre ela e Joe. Pelo que Demi sabia, não havia ela e Joe. O fim de semana tinha sido fantástico e maravilhoso… mas ela já admitia que poderia não haver mais nada além.

Não vai haver se você estiver em Nova York.

O que a fazia se perguntar: será que ele se importaria se ela fosse embora?

Será que ele pediria que ela não fosse?

– Demi? Está tudo bem? Era o Sam?

Ela balançou a cabeça lentamente e colocou o fone no gancho. Tentando manter a voz firme, assim não iria revelar nem empolgação, nem a turbulência incrível que aquilo poderia significar para eles, Demi contou sobre o telefonema.

Joe não reagiu de cara. Nem sorriu ou a parabenizou imediatamente. Nem mesmo franziu a testa e insistiu dizendo que ela não podia nem pensar em ir embora agora, quando havia tanta coisa entre eles no ar.

Então talvez não haja nada no ar.

Talvez tudo tenha se estabelecido naquela cama nas últimas 36 horas, e esteja tudo acabado, e nós dois devamos apenas ir viver nossas vidas alegremente.

Deus, ela não queria acreditar naquilo. Mas era possível. Para Joe, podia ter sido coisa de uma noite só. Talvez ele não desse a mínima se ela fosse embora. Ela simplesmente não sabia. E, sinceramente, não tinha certeza de como abordar o assunto.

– Estou vendo. Bem, isso é empolgante – disse ele finalmente.

– Poderia ser – respondeu Demi cautelosamente.

– Quando você voltaria a Nova York?

Grite, droga. Demonstre algum tipo de emoção.

– Ela disse que queria me entrevistar imediatamente, essa semana se possível.

– Não creio que os aeroportos vão abrir por um dia ou dois. Talvez no fim da terça ou quarta-feira.

– Talvez – disse ela, se perguntando como ele poderia estar tão tranquilo, por que ele não queria revelar nada do que estava pensando.

Por que ele não estava dizendo a Demi que não queria que ela fosse.

Mas ele não fez nada. Em vez disso, ainda calmo e racional, como se eles tivessem acabado de jantar num encontro em vez de passar por uma maratona sexual emocionalmente carregada durante 36 horas, ele a ajudou a arrumar o escritório e o refeitório, ocultando as evidências do idílio selvagem de fim de semana que havia ocorrido ali. Tudo retornou ao seu lugar, os casacos emprestados voltaram ao armário, a comida foi guardada cuidadosamente. Até o sofá-cama foi arrumado e dobrado. Não havia nenhuma evidência de que eles haviam estado ali.

Perceber aquilo deixou Demi incrivelmente triste. Mas não havia nada que ela pudesse fazer a respeito.

Finalmente, não restando mais nada a fazer, eles vestiram roupas quentes e desceram. Não tiveram problemas para sair para o estacionamento, e Joe pagara um extra ao seu contratado por desatolar os carros deles. Então, por volta de meio-dia, eles estavam prontos para ir embora, nenhum dos dois preocupados com o trajeto de carro, considerando que as escavadeiras e caminhões de sal passaram a noite toda em ação.

Chicago era uma cidade acostumada a lidar com a neve. Apesar da nevasca perversa na véspera de Natal, as coisas muito provavelmente iriam voltar ao normal bem depressa. Se algo fosse voltar ao normal de novo um dia. No momento, Demi não tinha muita certeza sobre a definição dessa palavra.

– Tem certeza de que vai ficar bem dirigindo sozinha para casa? – perguntou Joe.

Ela assentiu.

– Vou ficar bem, são poucos quilômetros.

Ele abriu a porta do carro para ela. Estava quente lá dentro; ela havia deixado em ponto morto durante alguns minutos enquanto eles estavam lá fora se despedindo. Ou não estavam se despedindo. Até agora, eles não tinham dito nada.

Demi não tinha certeza do que estava esperando que ele dissesse. Ou se ele também estava esperando. Ou do que cada um poderia dizer para ficar tudo bem, para que ambos compreendessem a situação atual e futura.

No fim, não disseram muita coisa.

Joe simplesmente se inclinou e roçou a boca na de Demi, o hálito de ambos se misturando no ar gelado. Então ele sussurrou:

– Feliz Natal, Demi.

Ela deu um sorriso trêmulo e assentiu.

– Tchau, Joe.

O coração dela estava berrando para que ela dissesse algo mais. O cérebro também. Mas ela não conseguia encontrar as palavras, não sabia o que Joe queria ouvir.

Então simplesmente entrou no carro, observou Joe entrar no dele, e aí ambos saíram dirigindo.
 
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Ah a mini-fic esta acabando ://
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Beijoos <3

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25.6.14

Emoção - Capitulo 19

 
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ELES TIVERAM uma noite e tanto. Uma noite fantástica, até onde dizia respeito a Joe.

Depois que ele e Demi organizaram o estúdio e foram embora, não seguiram diretamente de volta ao Brooklyn. Em vez disso, passearam um pouco pela cidade. Ele até mesmo a convenceu a ir até o Rockefeller Center para patinarem no gelo. Claro que ficaram espremidos com os milhares de pessoas que tiveram a mesma ideia, mas valeu a pena.

Eles passaram por cada vitrine decorada na Park Avenue e na Fifth Avenue, andando uma longa distância até a Macy’s e se acotovelando em uma fila para ver a decoração de lá também. Demi resmungou bastante, mas sob as reclamações Joe ouvia algo que lhe tocava o coração. Uma doçura, uma empolgação, um desejo que ela não havia verbalizado, mas que ao mesmo tempo estava lá.

Debaixo daquilo tudo, daquele verniz reluzente “vou viajar para ver o mundo” e “eu não ligo para Natal”, havia uma garota inocente de 22 anos. Uma que havia perdido sua âncora muito jovem e que não confiava que o mundo não iria golpeá-la novamente. Complicado.

Ele não teria admitido, mas Joe realmente gostava de tentar persuadir Demi a aproveitar o período festivo, apesar dos próprios esforços dela para desgostar daquilo tudo. E ao passo que Joe não estava totalmente certo se ela gostaria do presente que ele havia comprado antes de retornar para ajudá-la no estúdio naquela manhã, ele tinha esperanças de que ela pelo menos compreendesse suas intenções por trás dele.

– Estava ótimo – disse ele quando pousou o garfo sobre o prato vazio. Eles tinham acabado de jantar à mesa da cozinha minúscula dele.

Demi insistira em cozinhar para ele, muito embora tivesse alertado não ser muito adepta de nada chique. Assim, havia sido a primeira “refeição caseira” que Joe comera em eras, e ele nunca achara um bolo de carne tão gostoso.

Ele se levantou para limpar a mesa e a cozinha.

– Deixe-me ajudar – disse Demi, começando a se levantar também.

– Você cozinhou – disse ele. – Vá sentar e relaxar um pouco. Eu cuido disso.

– Tem certeza?

– É claro. – Ele se deu conta, de repente, do caráter doméstico que a coisa toda estava tomando. O que era um tanto bizarro, considerando que eles se conheciam há um dia e meio.

O melhor dia e meio do mundo.

Aquela era uma percepção maluca, mas era verdade no entanto. Joe não conseguia se lembrar de ter tido uma época melhor desde que conhecera Demi Lovato. Sinceramente, pensar no que viria a seguir o deixava mais empolgado do que qualquer coisa em muito tempo.

Limpando a cozinha rapidamente, ele foi até o outro cômodo e encontrou Demi sentada no sofá, com a cabeça recostada e os olhos fechados. Ela havia ligado o som e uma música de Natal tocava suavemente ao fundo. Ele estava prestes a abrir a boca e provocá-la sobre ter quebrado a própria regra quando viu a lágrima na bochecha dela.

Sem dizer uma palavra, Joe se juntou a ela no sofá, puxando-a para si, de modo que ela pousasse a cabeça no ombro dele. Eles ficaram sentados em silêncio durante um longo tempo, escutando a música, observando jeito como o flash bobo da câmera, agora coberto com uma folha de plástico verde, refletia lampejos de luz na árvore de Natal.

Finalmente, Demi se ergueu em meio aos braços de Joe e olhou para ele.

– Esse é o melhor Natal que já tive em muito tempo.

– Fico feliz. Não está tradicional demais para você?

– Não. Está perfeito. – Ela umedeceu os lábios. – Eu sei que você é muito próximo da sua família, e provavelmente é difícil para você compreender isso tudo…

– Consigo compreender com meu cérebro – disse ele, falando sério. – Mas meu coração não quer nem mesmo tentar compreender. Simplesmente não consigo imaginar como deve ser isso.

O pai o enlouquecia, mas Joe ainda o amava, assim como à mãe. Ele não conseguia sequer imaginar ter seu mundo arrancado de debaixo de seus pés, assim como ocorrera com Demi, não conseguia compreender essa coisa de receber um telefonema informando que as pessoas que você sempre presumiu que fossem estar ali, de repente se foram.

As pessoas esperavam superar a expectativa de vida de seus pais, era natural. Mas só até atingiram a meia-idade. Não até que seus próprios filhos tivessem a oportunidade de conhecer seus avós. Os pais dele mesmo eram bem jovens, estavam apenas nos seus 50 e poucos anos, e Joe esperava totalmente mais uns 20 ou 30 anos discutindo com o pai e sendo mimado pela mãe. Ele não teria isso de nenhuma outra maneira.

– Posso te dizer como é – explicou ela. – É como acordar um dia e perceber que alguém arrancou seu coração do peito. Sua vida não é mais contada pelos anos que você já viveu, ou por aqueles que você ainda tem. Ela passa a ser medida antes e depois daquele evento.

Ele compreendia. Aquilo lhe partia o coração, mas ele compreendia definitivamente. Joe a abraçou, lhe acariciando o cabelo, lhe beijando a têmpora.

– Mas aí – sussurrou ela – o buraco começa a ser preenchido. Você se lembra dos bons momentos antes daquele evento e começa a reconhecer os bons momentos que vêm depois. – Ela se remexeu no sofá, olhando para Joe. Seus lindos olhos castanhos estavam luminosos, porém mais lágrimas marcavam suas bochechas. Como se Demi quisesse que ele visse que ela estava melancólica, mas não arrasada. – Nesse fim de semana você me proporcionou um bom momento, Joe. Eu nunca vou me esquecer.

Ele se abaixou, roçando a boca na dela em um beijo terno. Ela retribuiu, docemente, gentilmente, então sorriu para ele.

– Então – disse ele, sabendo que era a hora certa. – Tudo bem se eu te der seu presente de Natal agora?

Ela o olhou com cautela.

– Não é grande coisa – avisou Joe quando se levantou e foi até a árvore. Ele havia escondido um pacotinho embrulhado atrás dela quando tinham chegado em casa naquele início de noite.

– Você não devia ter comprado nada – insistiu Demi. – Não comprei nada para você.

Ele piscou e ergueu uma sobrancelha, flertando.

– Tenho certeza de que vou pensar em algo que você possa me dar depois.

– Hum… Por que não vemos o que tem aí, e então eu decido o que você merece receber em troca? – Ela pegou o presente, e embora um lampejo de medo ter lhe cruzado o rosto, e então ela mordeu o lábio levemente, Joe podia jurar também ter visto o brilho de um sorriso.

Ele se sentou na ponta oposta do sofá, observando-a abrir a caixa. Quando Demi abriu a tampa e ficou olhando em silêncio para o presente lá dentro, ele não conseguiu evitar se perguntar se havia cometido um erro.

Talvez fosse cedo demais. Talvez ela não estivesse pronta. Talvez ela fosse pensar que ele não compreendia sua situação, afinal.

Ele enfiou a mão na caixa e pegou o globo de neve, sacudindo-o cuidadosamente, observando o glitter prateado rodopiar em torno da imagem dentro dele.

Não era nada engraçadinho, do tipo que o irmão dela daria, e certamente não tinha a intenção de substituir o Papai Noel hippie que tinha sido quebrado.

Em vez disso, era simples, bonito… tradicional. Uma casinha com um telhado cheio de neve e uma guirlanda na porta. Uma luz quente, amarelada, vinha das janelas, em que era possível imaginar uma família reunida. Havia um carro estacionado na frente. Uma paisagem cheia de arvorezinhas. Retratava uma noite feliz de Natal, quando tudo estava tranquilo e reluzente.

– Eu só pensei que, como o outro estava quebrado…

– É lindo – sussurrou ela. – Absolutamente lindo.

Ela girou o botão na parte inferior, e começou a tocar Deck the Halls. Sorrindo, Demi colocou o globo na mesa cuidadosamente.

– Obrigada.

– Não há de quê, Demi.

A música no rádio acabou, e um locutor entrou para anunciar a hora: meia-noite em ponto.

Eles olharam para a árvore, então um para outro. Sem mais nenhum sinal de lágrimas, Demi sussurrou:

– Feliz natal, Joe.

Ela se levantou do sofá e estendeu a mão. Joe a tomou e eles caminharam juntos até o quarto dele. Trocaram beijos lânguidos e íntimos enquanto se despiam lentamente. Ao longo das horas noturnas, não fizeram sexo, fizeram amor. Joe nunca tivera muito certeza da diferença entre ambos antes, mas agora, ele finalmente compreendia.

Ele adormeceu com um sorriso no rosto, e tinha bastante certeza de que o sorriso havia permanecido durante toda a noite. Porque ele ainda estava sorrindo horas depois, na manhã de Natal, quando acordou e encontrou Demi nua em seus braços… e um telefone tocando.

– Que horas são? – perguntou ela com a voz cheia de sono.

Ele olhou para o relógio.

– São só 6h30.

Apenas uma pessoa telefonaria tão cedo. Sua irmã caçula era sempre a primeira a ligar no Natal, e ela provavelmente já havia verificado a caixa de e-mails e visto o vale-presente virtual enviado por ele.

Verificando o identificar de chamadas do celular, e vendo o número da casa dos pais, ele riu e o abriu, esperando ouvir a voz cheia de alegria de sua irmã tagarela.

– Alô?

Uma pausa. Um soluço.

E então o mundo desabou debaixo de seus pés.
 
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Enjoy!! já mandaram os números para eu adicionar no whats??? mandem por dm no tt, ou pro meu email fanficsjemi@gmail.com :)

Beijos. eu amo vocês <3

Emoção - Capitulo 18

 
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Antes
Nova York 24 de dezembro de 2008

POR MAIS que Demi tivesse gostado de permanecer na casinha de Joe e aprender tudo que havia para saber sobre fazer amor, ela precisava trabalhar na véspera de Natal. O fotógrafo com quem ela fazia estágio havia agendado famílias para fazerem retratos natalinos e ela precisava estar lá com os sinos a postos.

Literalmente. Bate o sino pequenino. Eles estariam presos aos sapatos bobos de elfo com ponta recurvada e ela tilintaria a cada passo.

Um dia, quando fosse uma fotógrafa mundialmente famosa, ela riria disso tudo. Mas agora não. Era simplesmente ridículo e constrangedor demais. Tanto esforço para parecer uma mulher madura, tranquila e controlada durante seu primeiro “dia seguinte”. Joe iria olhar para ela e achar que tinha passado a noite com uma adolescente.

– Por favor, me diga que vai usar essa roupa esta noite – disse Joe, sem se esforçar para esconder seu divertimento quando ela saiu do banheiro bem cedo na manhã de sábado.

– Ha, ha.

– Estou falando sério. Você está totalmente sexy. O elfo Hermie nunca teria ido embora do Polo Norte para se tornar dentista se você estivesse por perto.

– Bobo.

– Elfa. – Ele a agarrou pelos quadris e a puxou para si, rindo quando o penacho vermelho do chapéu lhe cutucou o olho. Joe ainda estava rindo quando pressionou a boca ao encontro dela para um beijo gostoso e profundo de bom-dia.

Demi se desequilibrou um pouquinho.

De algum modo, ela suspeitava que o beijo de Joe, ou até mesmo a simples lembrança do beijo dele, sempre a deixaria um pouco tonta.

– Você está pronta?

– Não pareço pronta? – disse ela com um suspiro aborrecido. Então acrescentou: – Você tem certeza de que não se importa em dirigir até Manhattan para me levar?

– Eu te disse, tenho coisas a resolver.

Eles tinham passado a manhã embrulhando e embalando os presentes dele para a família. Mas Demi suspeitava que houvesse transportadoras em outros lugares mais perto do que em Manhattan.

– Eu posso pegar o metrô.

– Esqueça – disse ele, encerrando a discussão. O tráfego para Manhattan não estava tão ruim quanto estaria em um dia útil. A maioria dos carros estava saindo da cidade… Obviamente pessoas que tinham ficado trabalhando até tarde do dia 23, e que agora estavam indo passar o feriado com a família.

Eles chegaram ao estúdio com cerca de meia hora de antecedência, e Demi, que tinha uma chave, o deixou entrar.

– Você realmente não precisa ficar – disse a ele quando acendeu as luzes.

– Vou ficar – insistiu Joe, se posicionando imediatamente diante de uma janela da frente para olhar a rua.

Demi sabia o motivo. Joe não confiava que Alex não apareceria para assediá-la. Não que um dos dois achasse realmente que ele tentaria algo violento em plena luz do dia, enquanto ela estivesse no trabalho. Mas ela não descartava que ele pudesse vir para tentar conversar com ela e saber por que ela permitiu que o incidente violento da noite anterior ocorresse.

Não mesmo. Na verdade, nesta manhã, com o incentivo de Joe, Demi já havia telefonado e conversado com alguém da delegacia perto de seu apartamento.

– Você normalmente fica sozinha aqui de manhã? – perguntou Joe quando, depois de dez minutos, ninguém chegou.

– Meu chefe sempre se atrasa. – Revirando os olhos, ela acrescentou: – Ele é do tipo gênio criativo irresponsável.

– Estou vendo – comentou Joe enquanto a seguia pelo estúdio, impregnado por um ar natalino. Havia um trenó imenso com almofadas de veludo em um canto, em frente a um cenário de neve. Ao redor havia montes de felpa branca para imitar neve. Criaturas silvestres, árvores decoradas, bengalinhas de doce e pingentes de gelo completavam o cenário. – Isso está bonito.

– Obrigada – agradeceu Demi, satisfeita com o elogio, já que havia sido ela a pessoa que projetara a cena peculiar. Seu chefe não costumava fazer nada além de colocar uma tela com cena de neve atrás de um banquinho antes de Demi chegar, e já a havia elogiado pelo aumento de movimento no estúdio, dizendo que ela possuía um talento especial para esse tipo de coisa.

Engraçado, na verdade, já que ela nunca tivera a intenção de voltar a fazer isso. Surpreendentemente, no entanto, é que enquanto olhava para os resultados de sua criatividade, Demi sentia uma pontada de tristeza ao pensar nisso. Ela havia se empenhado muito naquele trabalho e na verdade gostava de fazê-lo.

Esqueça. A moda em Paris supera as crianças no Polo Norte em qualquer época.

Certo. Definitivamente. Mesmo que ela adorasse ouvir os gritinhos de satisfação de algumas das crianças menorzinhas que vinham para as sessões natalinas, ela certamente iria adorar os gritinhos de milionárias enquanto espiavam as últimas novidades da moda na passarela.

Ao ouvir o celular tocar, Demi o pegou, reconhecendo o nome do dono do estúdio no visor.

– Oh-oh – murmurou ela, tendo esperanças de que aquilo não significasse que o sujeito iria atrasar mais do que o usual.

Depois de alguns segundos de conversa, ela percebeu que era pior do que isso.

– Você não vai vir hoje de jeito nenhum?

– Desculpe, não tem como evitar! Caí ontem à noite e machuquei meu joelho. Não consigo andar.

Hum. Considerando que o velho gostava de uma gemada batizada ao meio-dia, ela se perguntava como ele tinha caído.

– Temos apenas alguns poucos clientes agendados… você dá conta deles.

Demi gaguejou. Ela era uma estagiária… não remunerada. E ele realmente queria que ela fizesse aquele trabalho, na véspera de Natal?

– Eu sei que isso vai muito além das suas obrigações – disse ele. – Mas eu ficaria tão grato. Vou compensá-la totalmente pelo seu tempo.

Ela só estava imaginando o que ele considerava uma compensação justa. A julgar que ela havia trabalhado como uma escrava durante três meses sem ganhar um centavo, teria sorte se conseguisse faturar cem pratas.

Mas ela já estava lá. Era uma fotógrafa. E mesmo que nunca tivesse desejado tirar os tipos de fotos que ele tirava, era sua oportunidade de trabalhar profissionalmente. Então ela concordou.

Depois que desligou, ela explicou a situação, Joe se ofereceu para ficar e ajudar. Demi agradeceu, mas sabia que ele tinha coisas a fazer. Insistindo para que ele fosse enviar suas encomendas, ela acrescentou:

– Vou verificar a agenda, mas acho que só temos clientes marcados entre 10h e 13h. Se você puder retornar nesse intervalo e receber as pessoas conforme elas forem chegando, eu agradeceria.

Então ela teria concluído as tarefas do dia e eles poderiam ir embora para fazer… o que quer que dois amantes, que eram estranhos há um dia, sendo que uma não era adepta do Natal… faziam no Natal.

Demi mal podia esperar.

– Pode contar comigo – prometeu ele enquanto seguia para a porta. Antes de sair, Joe disse: – Mantenha isso trancado até as 10h, certo?

Ela assentiu.

– Prometo que vou trancar. Não se preocupe.

Ele lhe lançou um daqueles sorrisos arrasadores, que iluminou seus olhos verdes.

– Não consigo evitar, Demi.

O jeito como dissera aquilo, o calor em sua expressão, fizeram Demi sorrir por vários minutos depois que Joe saiu. Mas, no fim, ela precisava arrumar as coisas para trabalhar.

Tendo liberdade para experimentar, ela resolveu tentar algumas ideias novas, contanto que os clientes estivessem de acordo. Então na hora em que o primeiro cliente estava programado para chegar, ela já havia brincado com alguns efeitos de luz, assim como algumas das lentes especiais de seu chefe.

Joe chegou bem na hora, e com a ajuda dele, ela passou as horas seguintes adorando seu trabalho. Pela primeira vez, não estava apenas agendando clientes, recebendo cheques, vendendo pacotes superfaturados de fotos e tentando fazer criancinhas irritadiças de fraldas molhadas rirem, ao mesmo tempo que concordava com todas as ideias de seu chefe. Ela estava criando, tentando novas poses, luzes e efeitos especiais. Conseguia sentir a energia enquanto trabalhava, e suspeitava que aquelas fotos fossem se mostrar muito especiais.

Assim que terminou com o último cliente, já eram mais de 14h. Joe tinha sido de grande ajuda, e uma vez que estavam a sós no escritório, ela o abraçou e o beijou.

– Muito obrigada… que dia divertido!

– Foi mesmo – disse ele rindo quando ela colocou as mãos em seus quadris e o apertou com mais força. – Você foi fantástica. Não sei se já vi alguém lidar tão bem com crianças como você.

Ela revirou os olhos.

– Eu não iria tão longe assim.

– Eu iria – insistiu ele. – Você foi realmente maravilhosa. Deveria se especializar nisso.

– Sem chance – bufou ela. – Tenho outros planos. Grandes planos.

– Como por exemplo?

Eles começaram a arrumar tudo, se aprontando para fechar o estúdio pelos próximos dias. E enquanto limpava, Demi contava a ele sobre sua viagem de estudos iminente no exterior. Sobre seus planos para fotografar ao redor do mundo. Sobre o futuro brilhante e exótico que ela imaginava para si, o qual nada tinha a ver com Papais Noéis, renas ou crianças bochechudas.

Joe surgiu com algumas perguntas, mas na maior parte do tempo, ele simplesmente assentiu, concordando que o futuro dela soava maravilhoso. Mas depois de tudo dito e feito, ele ainda murmurou:

– Ainda digo que você também se sairia muito bem fazendo o que fez hoje.

– Não vai acontecer – disse ela a ele, sabendo que Joe não compreendia totalmente. Como poderia? Ela não mencionara diretamente que sua necessidade de escapar para algum lugar bem longe tinha muito em comum com sua necessidade de evitar o Natal e todas as armadilhas de família feliz que vinham junto com ele.

Demi amava fotografia desde que tinha 12 anos, e seus pais lhe deram uma câmera “de verdade”. Ela se tornou a fotojornalista da família desde então, registrando todos os eventos e capturando todos os sorrisos maravilhosos.

Mas então a família e os sorrisos desapareceram. A perda deles foi quase mais do que ela seria capaz de suportar. Então sair para ver o mundo e os lugares exóticos e as pessoas através das lentes de uma câmera soava ideal para Demi, agora que ela não mais podia ver as pessoas que sempre amara. Empolgante, é claro… porém mais do que isso, soava muito menos doloroso. Ela não iria ficar de coração partido se uma foto sua não fosse parar nas páginas de uma revista. Sem se importar se seus temas eram a escolha inteligente, a escolha certa. O jeito perfeito de viver a vida.

A voz de Joe a tirou repentinamente de seu momento de melancolia.

– Então, garotinha, você foi boazinha durante o ano?

Dando meia-volta, ela notou que ele estava sentado no trenó, batendo no colo sugestivamente, como o Papai Noel mais sexy do mundo.

– Hum – disse ela, saltitando até ele. – Isso depende da sua definição de boazinha.

Ele a colocou em seu colo.

– Depois de ontem, você é minha definição de boazinha – ele disse a ela.

– Eles deveriam colocar sua foto na página do B do dicionário.

– Tem certeza de que não sou nem um pouquinho má?

Ele roçou o nariz no pescoço dela.

– Só do melhor jeito possível.

Sentindo-se acariciada e cálida, ela jogou a cabeça para trás, convidando-o para ir além, amando a sensação do rosto não barbeado contra sua pele. Quando Joe lhe beijou a fenda no pescoço, Demi suspirou. E quando ele baixou mais, para provocar no decote em V da blusa, ela se inclinou mais ainda para trás. Inclinou-se tanto, que caiu do colo dele, em cima de uma montanha de neve falsa.

– Ai – queixou-se Demi, mesmo enquanto morria de rir.

Ele saltou do banco e se ajoelhou ao lado dela.

– Você está bem?

– Estou bem.

– É melhor você me deixar olhar tudo e ter certeza de que você não se machucou.

Captando o tom devasso dele, ela fingiu um suspiro profundo e se afundou na felpa, que lhe amortecia como uma cama gigante de plumas.

– Talvez você devesse. Eu estou me sentindo um pouco fraca.

Com os olhos brilhando, Joe cumpriu sua ameaça. Lenta e gentilmente, ele acariciou o pescoço dela, roçando os polegares pelas clavículas, envolvendo os ombros. Como não poderia ter certeza de que ela estava bem apenas usando as mãos, ele começou a beijá-la, descendo pelo seu corpo. Cada vez que Demi suspirava ou estremecia, ele olhava para ela e perguntava.

– Isso doeu?

– Definitivamente não – murmurava ela, indo ao encontro da boca dele.

Ele não a provocou durante muito tempo. Nenhum dos dois conseguiria suportar isso. Como se não pudesse esperar para estar com ela de novo, embora tivessem saído da cama há poucas horas, Joe desabotoou a blusa de Demi, tirando a barra de dentro da saia de babados. Ele foi beijando pelos seios, contornando as pontas sensíveis através do sutiã.

– Hum – gemeu ela, enredando os dedos nos cabelos densos dele.

Demi adorava o fato de ele gostar tanto de seus seios, adorava o jeito como ele baixava a alça do sutiã e tomava cada seio na mão antes de sugar os mamilos intensamente. Cada sucção da boca dele enviava um choque de desejo pelo corpo dela, e as meias ficavam ainda mais restritivas do que de costume.

– Demi? – murmurou ele quando subiu a saia dela até a cintura e lhe envolveu a coxa.

– Hum?

– Como amanhã é Natal, isso significa que você não vai precisar mais dessa roupa?

– Acho que não – murmurou ela.

– Ótimo.

Ele não explicou o que aquilo significava, simplesmente mostrou a ela. Ficando de joelhos, Joe segurou a meia-calça e a puxou cuidadosamente. A meia rasgou, expondo o sexo dela completamente, pois ela não estava usando nada por baixo.

– Deus do céu – murmurou ele, apoiando-se nos calcanhares para admirá-la.

Ver aquela satisfação chocada no rosto dele dava a Demi uma enorme sensação de poder feminino. Ela abriu as pernas deliberadamente, revelando mais de si, amando o jeito como ele a mão dele tremia enquanto esfregava o queixo.

Não estava mais tremendo quando ele a tocou, no entanto, Demi sibilou quando os dedos longos e quentes a acariciaram, investigando a fenda viscosa entre as coxas. Ela estava úmida e pronta, desejando-o desesperadamente.

Felizmente Joe havia levado um preservativo, e Demi deitou na felpa fofinha, observando-o abrir a calça e vestir a proteção. Ela ergueu uma perna convidativamente, sabendo que ele gostaria de sentir o tecido sedoso das meias ao encontro de seu quadril nu.

Demi imaginava que ele gostaria de senti-lo em outros lugares também. Mas os quadris e aquele traseiro masculino incrivelmente durinho eram um bom começo. Sem uma palavra, ela o puxou para si, convidando-o para adentrar seu calor.

Ela ainda era novata o suficiente para arfar de susto quando ele entrava, mas Joe abafou o som com um beijo. A língua tépida fazia amor com a boca de Demi enquanto ele fazia mais pressão em seu corpo, até ambos estarem completamente unidos. Ela passou as pernas ao redor dele e ergueu os quadris para recebê-lo.

Ele prolongou as estocadas, preenchendo, estirando e lhe dando tanto prazer que Demi gritou dizendo o quanto estava bom. Ele era tão grosso e rijo dentro dela, e ela já estava acostumada àquilo o suficiente para desejá-lo indo com mais força, mais rápido. Mais fundo.

– Mais – exigiu Demi. – Você está sendo tão cuidadoso… pode parar. Eu quero tudo, Joe. Dê para mim.

Ele gemeu. Então, como se só estivesse aguardando pelo convite, ele recuou e investiu com toda a força.

Intenso, profundo. Incrivelmente bom.

– Ah, sim. Mais.

– Tem certeza?

– Absoluta – insistiu ela. – Dê tudo que você tem.

Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, para a surpresa dela, Joe saiu de dentro dela e lhe segurou os quadris. Seus rosto era um esboço de desejo e ânsia, ele a deitou de bruços, então passou os braços em torno da cintura dela e a colocou de joelhos. Demi estremeceu, mais excitada do que jamais estivera em sua vida.

Ela estava úmida, excitada e pronta, e quando ele investiu nela por trás, Demi jogou a cabeça para trás e deu um gritinho.

Ainda enterrado dentro dela, ele agarrou suas meias outra vez. Mais uma investida e ele as rasgou completamente, da metade da cintura até a coxa, desnudando seus quadris completamente. Enchendo as mãos com os quadris dela, Joe mergulhou outra vez. Calor com calor, pele com pele. Demi estava prestes a ficar fora de si.

Ela gostava do sexo gentil, lento e carinhoso. Mas, ah, ela amava quando era quente, selvagem e malicioso. Na verdade, percebeu, ela adorava toda e cada coisa que Joe Jonas fazia.

Principalmente aquilo. E, oh, aquilo.

Eles se contorceram, ofereceram e receberam, e logo um orgasmo surpreendente a atingiu. Como se estivesse apenas esperando que ela atingisse tal ponto imediatamente enterrou o rosto nos cabelos dela, abraçando sua cintura apertadamente, e se soltou ao clímax também.

Eles desabaram juntos sobre a felpa.

Joe rolou, se deitando de lado, puxando Demi para si, ela de costas para ele, de conchinha. Demi teve dificuldade para recuperar o fôlego, mas, ah, Deus, valeu a pena.

Finalmente, quando a respiração de ambos havia se acalmado um pouco, Joe falou:

– Então, já que você terminou seu trabalho, esse foi o início oficial do feriado?

– Assim sendo – disse Demi, em tom veemente –, então Feliz Natal para nós!

Ele a abraçou mais pertinho. – E uma noite feliz.
 
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Demi bem safadinha hahahaha ai mais um hot, eu acho que ainda tem mais um hot antes do final, ainda faltam 5 capítulos para acabar... quem esta gostando dessa fic??? só 3 pessoas comentaram no capitulo anterior, eu acho que n esta legal :/

Beijoos <3